Informativo Sindileite 133 14.05.2026

Ano 1 | nº 133 | 14 de maio de 2026

NOTÍCIAS

Custo da produção leiteira cresce em 2026

ILC-MT registra alta no primeiro trimestre

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Índice de Insumos para Produção de Leite Cru em Mato Grosso (ILC-MT) registrou no primeiro trimestre de 2026 o segundo maior resultado da série histórica para o período. De acordo com o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o indicador ficou, em média, em 177,09 pontos entre janeiro e março deste ano, alta de 2,12% em comparação com o mesmo período de 2025. O estudo aponta que o grupo de mão de obra apresentou aumento de 6,79% no comparativo anual, movimento associado ao reajuste do salário-mínimo em 2026. No mesmo cenário, o grupo de volumosos registrou avanço de 9,46%, impulsionado pela alta nos preços das sementes de forrageiras, dos insumos utilizados para correção do solo e pela valorização do óleo diesel no início de 2026. Segundo o Imea, a elevação do combustível ocorreu em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O instituto destaca que os grupos de mão de obra e volumosos representam juntos 44,33% da composição do ILC-MT, o que amplia o impacto dessas altas sobre o custo da produção leiteira no estado. Por outro lado, o levantamento aponta que a queda no preço do milho, favorecida pela maior oferta do grão em Mato Grosso, contribuiu para a redução de 13,65% no grupo dos concentrados no comparativo anual. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, esse recuo ajudou a conter uma pressão ainda maior sobre os custos de produção e evitou que o indicador atingisse recordes históricos no primeiro trimestre de 2026.

AGROLINK

Mercado lácteo terá novos índices oficiais

Cepea lança novos indicadores do leite

O Cepea, ligado à Esalq/USP, passou a disponibilizar ao setor leiteiro brasileiro três novos indicadores de mercado: o Indicador do Leite UHT Sudeste (R$/litro), o Indicador do Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg) e o Indicador do Leite em Pó Industrial 25 kg São Paulo (R$/kg). Os novos índices foram lançados oficialmente na quarta-feira (13), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em Brasília, e passam a servir como referência oficial para liquidação de contratos OTC, do mercado de balcão, desenvolvidos pela StoneX. Segundo as instituições envolvidas, os indicadores elaborados pelo Cepea e a nova ferramenta de hedge lançada pela StoneX representam um avanço para o setor de lácteos no Brasil. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento do mercado futuro de derivativos voltados à cadeia leiteira, ampliando instrumentos de gestão de risco e proteção de margens para produtores, indústrias e demais agentes do setor. A pesquisadora responsável pela área de leite do Cepea, Natália Grigol, afirmou que “o lançamento da parceria Cepea–StoneX acontece em um momento particularmente importante para o setor lácteo brasileiro. Nas últimas décadas, a cadeia passou por transformações profundas: mudanças institucionais, aumento da produtividade, intensificação tecnológica, concentração e maior complexidade concorrencial. Ao mesmo tempo, a comercialização do leite e dos lácteos continuou marcada por volatilidade e incertezas. Nesse contexto, torna-se cada vez mais clara a necessidade de referências confiáveis e de instrumentos mais sofisticados de gestão de risco”. Já a manager da StoneX Leite Brasil, Marianne Tufani, destacou que “a volatilidade sempre fez parte do mercado de lácteos, mas, nos últimos anos, ela se tornou ainda mais intensa e difícil de gerenciar. O hedge surge como uma ferramenta essencial para transformar incerteza em previsibilidade e permitir que os agentes do setor foquem na sustentabilidade de seus negócios. Nosso papel é apoiar desde o produtor, a indústria até o varejo, com estratégias personalizadas que considerem a realidade de cada empresa e sua exposição ao mercado”. PERIODICIDADE: Indicador do Leite UHT Sudeste (R$/litro): diária. Indicador do Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg): diária. Indicador do Leite em Pó Industrial 25 kg São Paulo (R$/kg): semanal.

AGROLINK

EMPRESAS

Em nova campanha, Vigor desafia dilema entre sabor e saudabilidade na categoria zero

Sob o conceito “Zero Culpa, Mais Sabor”, marca aposta em leitura mais realista da rotina dos brasileiros.

Em sua nova campanha, a Vigor avança no território da saudabilidade ao colocar a linha Zero+ no centro de sua estratégia de comunicação e apresentar ao mercado o conceito “Zero culpa, mais sabor”. A proposta parte de um lugar comum na categoria: a percepção de que escolhas mais saudáveis exigem renunciar à experiência prazerosa de consumo — ponto que a marca busca reposicionar. A comunicação faz uma leitura direta da rotina dos brasileiros, em que nem sempre é possível cumprir tudo o que se planeja ao longo do dia. Entre compromissos, tentativas de manter hábitos saudáveis e a pressão por equilíbrio na alimentação, o consumidor convive com a sensação constante de estar em falta consigo mesmo. A proposta da Vigor é aliviar essa equação mostrando que o prazer ao se alimentar segue como fator inegociável. O “Zero” na construção criativa, atravessa as peças ao traduzir a ideia de um produto que acompanha o ritmo real da vida. A mensagem busca apresentar o “zero” para além da restrição, aproximando-o de uma escolha mais leve e possível no dia a dia. “A categoria zero vem crescendo a partir de uma mudança clara no comportamento do consumidor, que busca mais equilíbrio no dia a dia, mas sem renunciar ao sabor. Com essa campanha, trazemos uma leitura mais realista dessa rotina com Vigor Zero+ como uma escolha possível dentro desse contexto, reforçando atributos que já são reconhecidos na marca, como cremosidade e sabor”, diz Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor Alimentos. Com a linha Zero+, que chega ao mercado na versão líquida e Grego, Vigor busca atender os consumidores que pretendem regular o consumo de açúcar e gorduras no seu dia a dia, sem renunciar ao sabor. Além de ser uma nova opção para aqueles que não digerem bem a lactose e por isto precisam seguir uma dieta restritiva.

Vigor/MilkPoint

Piracanjuba lança campanha que aposta em humor e linguagem do dia a dia para destacar portfólio

Leve e bem-humorado, o comercial evidencia a diversidade de produtos da marca presentes na rotina de café da manhã dos brasileiros.

A Piracanjuba lança um novo filme de sua campanha nacional, desta vez com foco em um dos momentos mais tradicionais do dia: o café da manhã. Bem-humorado, o comercial evidencia a diversidade de produtos da marca. O roteiro parte de um insight simples: situações cotidianas podem ganhar um novo significado quando associadas à marca. Na campanha, a expressão “ca-fé-da-ma-nhã” surge de forma espontânea e reforça, de maneira criativa, a presença da Piracanjuba nesse momento de consumo. Hoje presente em nove de cada dez lares, a Piracanjuba consolidou uma relação de proximidade construída ao longo do tempo: “o novo filme reforça a presença da Piracanjuba no café da manhã dos brasileiros, um momento em que a marca já faz parte da rotina de muitas famílias. A campanha resgata um ativo proprietário muito forte e traduz isso de forma leve e bem-humorada, conectando a marca ao dia a dia das pessoas”, afirma Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba. A iniciativa integra o planejamento de marketing da companhia para 2026, estruturado em três pilares: rejuvenescimento da marca, regionalização e reposicionamento. A proposta combina memória afetiva, linguagem popular e uma abordagem contemporânea da comunicação. A veiculação contempla TV aberta, plataformas digitais, redes sociais e mídia out of home, com ações de alcance nacional e regional. 

PIRACANJUBA

ECONOMIA

Dólar tem maior alta em 5 meses após reportagem sobre ligações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

O dólar disparou durante a tarde e fechou a quarta-feira novamente acima dos R$5,00, após a publicação de uma reportagem do Intercept Brasil sobre ligações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro. Operadores e analistas avaliaram que a reportagem enfraquece a candidatura de Flávio, visto atualmente como o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral de outubro.

O dólar à vista fechou a sessão em alta de 2,27%, aos R$5,0059. Foi a maior alta percentual em um único dia desde 5 de dezembro do ano passado, quando a moeda norte-americana subiu 2,34%. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 8,80% ante o real. Às 17h05, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 2,33% na B3, aos R$5,0280. A reportagem do Intercept Brasil disse que Flávio teria negociado com Vorcaro R$134 milhões para bancar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Vorcaro, também preso, está no centro do escândalo da liquidação do Master, responsável por fraudes bilionárias. Ele negocia atualmente uma proposta de delação premiada que pode atingir parlamentares e outras autoridades. Após a publicação da reportagem, tanto o dólar quanto as taxas dos DIs renovaram máximas sequenciais, enquanto o Ibovespa despencou, em meio à percepção, entre operadores e analistas, de que o relato enfraquece a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Mais cedo, uma pesquisa Genial/Quaest já havia mostrado Lula numericamente à frente de Flávio na disputa presidencial de outubro. Lula tem 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% de Flávio. Na prática, há empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, porém, Lula tinha 40% e Flávio somava 42%. Em simulação de primeiro turno, Lula aparece agora com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estão empatados com 4%. O noticiário político no Brasil, que fez o dólar disparar, acabou deixando em segundo plano o cenário externo na quarta-feira. A moeda norte-americana sustentou ganhos ante as divisas fortes, com investidores atentos à visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China, para negociações com o presidente Xi Jinping.

REUTERS

Ibovespa tem forte queda após notícia ligando Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro

Na visão de gestores, o principal impacto de curto prazo aparece sobre o câmbio e a curva de juros, o que acaba pressionando os ativos domésticos de forma mais ampla

O Ibovespa encerrou em forte queda na quarta-feira, em meio a uma deterioração generalizada dos ativos locais. A percepção de risco no mercado se intensificou após o site Intercept Brasil noticiar que o pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negociou R$ 134 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — preso sob acusação de fraudes financeiras — para financiar um filme sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesse ambiente de aversão a risco, o índice recuou 1,80%, aos 177.098 pontos, próximo à mínima de 176.787 pontos, após atingir 180.513 pontos na máxima do dia. O volume financeiro do Ibovespa foi de R$ 29 bilhões, enquanto a B3 movimentou R$ 38,5 bilhões. Segundo gestores ouvidos pelo Valor sob condição de anonimato, o mercado tende a reagir mais à deterioração do cenário macroeconômico do que a um movimento imediato de fluxo ou realocação para a bolsa, já que investidores locais já estavam pouco posicionados no mercado acionário. Na visão deles, o principal impacto de curto prazo aparece sobre o câmbio e a curva de juros, o que acaba pressionando os ativos domésticos de forma mais ampla. No exterior, as bolsas americanas fecharam sem direção única, em meio a um forte desempenho das empresas de tecnologia, que compensou parcialmente o impacto de dados de inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) acima do esperado nos Estados Unidos. O avanço do setor ajudou a sustentar os índices acionários, apesar do aumento das preocupações com inflação e juros. Em Wall Street, o Nasdaq subiu 1,20% e o S&P 500 avançou 0,58%, enquanto o Dow Jones cedeu 0,14%. A notícia de que Flávio Bolsonaro teria pedido a Daniel Vorcaro financiamento para a produção de um filme sobre seu pai provocou uma venda imediata de ativos locais. Além do episódio, a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informou que o Banco Master pagou diretamente R$ 2,329 milhões à Entre Investimentos em 2025, segundo declarações de Imposto de Renda da instituição. A empresa entrou no radar após a reportagem do Intercept. Segundo o site, a Entre Investimentos teria sido utilizada para repasses de recursos entre Vorcaro e a produção do filme “Dark Horse”, previsto para ser lançado a menos de um mês do primeiro turno das eleições. “Um pouco de realização e algum recuo de posição devem acontecer. Mas o fator primordial por trás da movimentação mais intensa do mercado continua sendo o investidor estrangeiro”, argumenta um gestor, que diz não ver espaço para uma queda tão profunda do Ibovespa, dados os níveis de alocação locais. “Dito isso, o mercado já reagiu negativamente porque o tema deve começar a aparecer nas pesquisas”, acrescenta. Governo avalia que relação entre Flávio e Vorcaro pode ajudar Lula, mas não vê senador fora da disputa. Zema diz que áudio de Flávio para Vorcaro é ‘imperdoável’, e Caiado cobra senador Outro participante do mercado concorda que o efeito tende a ser limitado no horizonte mais longo, especialmente para investidores estrangeiros. “No fim, para o gringo, mais um governo Lula não muda nada”, afirma. Por outro lado, o papel ON da Vale subiu 1,26%, diante da resiliência do preço do minério de ferro, além da expectativa de que o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, ajude a destravar acordos comerciais. Um gestor aponta a possibilidade de avanço nas negociações envolvendo chips e ferramentas de inteligência artificial, o que poderia impulsionar a demanda por minerais de forma mais ampla.

VALOR ECONÔMICO

Brasil tem fluxo cambial negativo de US$1,439 bilhão em maio até dia 8, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$1,439 bilhão em maio até o dia 8, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, em um período que corresponde ao acumulado da semana passada.

Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$2,185 bilhões em maio até o dia 8. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de maio até o dia 8 foi positivo em US$747 milhões. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. No acumulado do ano, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$11,958 bilhões.

REUTERS

Vendas no varejo do Brasil avançam em março pelo 3º mês e renovam recorde com valorização do real

As vendas no varejo brasileiro surpreenderam e cresceram em março pelo terceiro mês seguido, renovando ao final do primeiro trimestre o recorde da série histórica iniciada em 2000 com ajuda da valorização recente do real ante o dólar.

No mês, as vendas registraram alta de 0,5% em relação a fevereiro, depois de terem avançado 0,7% em fevereiro e 0,5% em janeiro, mostraram os dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas tiveram ganho de 4,0%. Com isso, o setor encerra o primeiro trimestre com ganho de 1,2% na comparação com os três meses anteriores, melhor resultado desde o segundo trimestre de 2024 (+1,4%). As expectativas em pesquisa da Reuters eram de estabilidade na comparação mensal e de alta de 2,75% na base anual… “Há nesse começo de ano uma apreciação do real frente ao dólar, e muitas empresas aproveitam o dólar mais barato para importar e fazer estoques para depois vender e fazer promoções. Foi exatamente isso que ocorreu em março”, destacou Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE. A guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo desde que começou em 28 de fevereiro, lançou uma sombra sobre o mês de março, afetando os preços de alimentos e de combustíveis e pesando no bolso dos consumidores. O mercado de trabalho robusto e medidas de estímulo ao consumo, entretanto, vêm dando algum suporte ao setor varejista, mesmo diante da taxa de juros elevada, o que ajuda a impulsionar o PIB neste começo de ano. Também colaborou a queda de 5,65% do dólar frente ao real no primeiro trimestre. “A apreciação da taxa de câmbio tem diminuído os custos de segmentos mais dependentes da variação do dólar e a ampliação de programas de crédito também vêm contribuindo para o crescimento do setor”, disse Rafael Perez, economista da Suno Research. O setor do varejo “provavelmente apresentará contribuição relevante para o crescimento do PIB no 1º trimestre, o qual esperamos que avance 0,9%”, disse André Valério, economista sênior do Inter. Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco tiveram resultados positivos em março, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,7%). Também mostraram crescimento das vendas Combustíveis e lubrificantes (2,9%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%); Livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%). “Mesmo com o preço mais caro, a demanda não caiu no setor de combustíveis. Com preços mais altos, a receita aumentou e, mesmo descontada a inflação, o setor tem um desempenho positivo para o volume”, explicou Santos. “Esse é o único efeito da guerra sobre o varejo.” Móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%) tiveram perdas — o último segmento, a maior desde junho de 2024. A atividade de Tecidos, vestuário e calçados ficou estável. “Essa queda forte de hipermercados tem a ver com a inflação mais alta de produtos. A alimentação em domicílio está mais alta, e isso aparece nas vendas dos mercados e hipermercados”, explicou Santos. “Há este ano também uma mudança de hábito, em que as pessoas estão aumentando seus gastos com bens de maior valor. As pessoas estão comprando mesmo com juros altos.” No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas aumentou 0,3% em março sobre o mês anterior.

REUTERS

Número de empregos formais cresce 5% e chega a 59 milhões em 2025

Norte e Nordeste lideram crescimento com alta de 10,1% em cada região. Salário médio cai 0,5% e fecha o ano em R$ 4.434,38

O Brasil registrou estoque de 59,9 milhões de em pregos formais em 2025, aumento de 5% em comparação com o ano anterior. O número representa alta de 2,8 milhões de vínculos em relação a 2024. A maior parte dos vínculos é de celetistas, que somam 46,1 milhões, seguido pelos estatutários (regime do setor público), com 12,6 milhões. O setor público teve uma variação superior ao mercado privado, com variação de 18,2% no setor municipal —a maior dentre entidades de diferentes naturezas jurídicas. A remuneração, no entanto, caiu, com variação de -0,5%. Em 2025, o salário médio foi de R$ 4.434,38, redução de R$ 23 em comparação com o ano de 2024. Por região, o crescimento foi maior no Norte e no Nordeste, com 3,8 milhões e 11,6 milhões de empregos em cada uma, respectivamente. O resultado representa um aumento de 10,1% no total de vínculos formais em ambas as regiões. Em números absolutos, o Sudeste continua sendo a maior região empregadora, com estoque de 28,4 milhões de vínculos formais —um aumento de 2,9% na comparação com 2024. O Amapá foi o estado com maior variação de empregos, com aumento de 20,5% no total de vínculos formais em comparação com 2024. O estado é seguido pelo Piauí, alta de 13,2%, Alagoas, com 13% a mais, e Paraíba, com acréscimo de 12,9%. Por setor, o aumento foi maior em serviços, com 2,4 milhões de vínculos, variação positiva de 7,2%. O setor é seguido pela construção civil, com aumento de 2,5%, comércio (1,7%) e agropecuária (1,6%). Todos registraram saldo positivo. Os dados também revelam mudanças no parâmetro de contratação no serviço público. Em 2025, 26% do total de servidores foram contratados sob contratos com tempo determinado. Eles somam, ao todo, 3 milhões de empregados sem vínculo permanente. A maioria, segundo a Rais, está em cargos de docência. São 1 milhão de professores de nível médio sob contratos temporários.

FOLHA DE SÃO PAULO

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