Ano 1 | nº 182 | 23 de julho de 2026
NOTÍCIAS
PREÇOS ESTÁVEIS PARA O LEITE
Os preços do leite spot (negociações de curto prazo entre laticínios) sinalizaram relativa estabilidade na segunda quinzena de julho, com a média nacional fechando a quinzena anterior cotada em R$ 3,229 por litro.
As negociações nos estados monitorados variam entre R$ 2,981 e R$ 3,460, com São Paulo e Minas Gerais registrando as maiores médias. O mercado tem se mantido fortalecido pelas vendas firmes de derivados e pela restrição de oferta no campo.
MILKPOINT
CILEITE/EMBRAPA: CEnÁRIO PERMANECE DESAFIADOR
O cenário macroeconômico mundial segue desafiador, influenciado pelas incertezas associadas à guerra na Ucrânia e às tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. Este último conflito tem ampliado a instabilidade internacional, em meio a avanços e retrocessos nas negociações diplomáticas. Ainda assim, a perspectiva para a economia mundial permanece positiva.
O Fundo Monetário Internacional projeta crescimento de 1,7% para as economias avançadas e de 3,8% para as economias emergentes em 2026. Entre os destaques estão a África Subsaariana, com expansão prevista de 4,3%, além da China, com 4,6%, e da Índia, com 6,4%. O Brasil continua a apresentar crescimento econômico inferior ao de outros países emergentes como Índia e China e mesmo Nigéria. A projeção do FMI é de alta de 2,4% do PIB brasileiro em 2026, acima da expectativa dos agentes econômicos locais: o Boletim Focus indica crescimento mais modesto, de 2,0% no ano. O desempenho brasileiro segue condicionado, entre outros fatores, por alta carga tributária, expansão dos gastos públicos e insegurança jurídica. Apesar disso, os principais indicadores macroeconômicos permanecem relativamente favoráveis, com destaque para a inflação oficial de junho de 2026, de apenas 0,2%, abaixo das expectativas de mercado. A produção leiteira mundial mantém trajetória de expansão, impulsionada pelas principais regiões produtoras, com destaque para a União Europeia, os Estados Unidos e a Nova Zelândia. No Mercosul, Argentina e Uruguai também vêm registrando aumento da produção. Esse movimento, observado desde o segundo semestre de 2024, sinaliza uma oferta mais robusta de leite e derivados no mercado internacional. A demanda externa, por sua vez, tem conseguido absorver parte relevante desse crescimento. Os leilões mais recentes do GDT indicam relativa estabilidade dos preços, embora os três últimos eventos tenham registrado queda, sendo a mais recente, de 4,9%, a maior do ano. Em 2026, os preços subiram em seis leilões, recuaram em cinco e permaneceram praticamente estáveis em um evento, com variação de +0,1%. A produção brasileira também segue em expansão, após um longo período de estagnação iniciado em meados da década passada. Dados do IBGE mostram que a captação média dos estabelecimentos aumentou 8% nos doze meses encerrados em março de 2026, atingindo a marca histórica de 76 milhões de litros de leite/dia. De acordo com o MDIC, as importações, embora ainda em patamar elevado, arrefeceram no mesmo período, alcançando média diária de 6 milhões de litros equivalentes/dia. Entretanto, nos últimos meses houve recrudescimento da atividade importadora: em junho, o volume atingiu 211 milhões de litros equivalentes, alta de 35,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A relativa estabilidade dos custos de produção, combinada à recuperação recente dos preços, deve estar favorecendo o aumento da oferta. Os termos de troca permanecem positivos, e a demanda tem sustentado os preços, apesar dos riscos macroeconômicos. O preço ao produtor atingiu, na média Cepea para o Brasil, R$ 2,64/litro em maio de 2026, valor pago em junho. Os dados dos Conseleites indicam que esses preços devem continuar em ascensão no curto prazo. Em síntese, o mercado lácteo segue sustentado por uma combinação de oferta crescente, demanda ainda resiliente e preços ao produtor em recuperação. No curto prazo, a continuidade desse movimento dependerá do comportamento das importações, da evolução dos custos de produção e da capacidade da demanda doméstica de absorver a maior disponibilidade de leite e derivados.
EMBRAPA/CILEITE
NACIONAL
ESPÍRITO SANTO CRIA BENEFÍCIO QUE ZERA ICMS SOBRE DERIVADOS DO LEITE
O novo benefício concede crédito presumido de 100% do ICMS nas vendas interestaduais de derivados do leite industrializados no Espírito Santo. Incentivo fiscal favorece a industrialização no Espírito Santo e pode ampliar a competitividade das empresas do setor
A medida concede crédito presumido de 100% do imposto, alterando a Publicado em 17 de julho, o decreto entrou em vigor no último dia 15, mas produzirá efeitos a partir de 1º de agosto. O benefício alcança as operações interestaduais realizadas por estabelecimentos industriais localizados no Espírito Santo destinadas a contribuintes do ICMS. Na prática, o imposto continua sendo calculado normalmente em cada operação. A diferença é que as empresas recebem um crédito de igual valor, compensando integralmente o montante devido e anulando o recolhimento do ICMS nessas vendas para outros Estados. O incentivo contempla produtos derivados do leite industrializados em território capixaba, incluindo o leite UHT (longa vida). O decreto também estabelece que o benefício poderá ser utilizado mesmo quando a matéria-prima tiver sido adquirida em outras unidades da Federação, desde que o processo de industrialização ocorra no Espírito Santo. Segundo a Secretaria da Fazenda do Espírito Santo (Sefaz), o objetivo é incentivar que a etapa industrial permaneça no Estado, fortalecendo a cadeia produtiva do leite, ampliando a atividade industrial e contribuindo para a geração de emprego e renda. O decreto também estabelece exigências para as indústrias que optarem pelo benefício. As empresas não poderão utilizar os créditos convencionais de ICMS relacionados às operações contempladas e deverão realizar o estorno desses créditos. Além disso, será necessário manter controle contábil separado das aquisições, das vendas e da apuração do imposto referentes aos produtos beneficiados. A proposta já havia sido aprovada em novembro de 2025 e assinada pelo então governador Renato Casagrande (PSB). Na ocasião, o ex-governador afirmou que a iniciativa buscava fortalecer a cadeia produtiva do setor e a economia do Espírito Santo, destacando que o mecanismo elimina a carga tributária efetiva sobre as operações e contribui para fortalecer a indústria e preservar e gerar empregos. A concessão do crédito presumido foi fundamentada na adesão a um benefício fiscal já existente no Estado do Rio de Janeiro, conforme previsto no Convênio ICMS 190/17.
A GAZETA
ECONOMIA
Dólar cai pela terceira sessão consecutiva em dia positivo para ações no Brasil
O avanço firme do Ibovespa, para acima dos 177 mil pontos, abriu espaço para a leve baixa do dólar ante o real na quarta-feira, em movimento favorecido ainda pelo recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,42%, aos R$5,0526, menor valor de fechamento desde 2 de junho, quando atingiu R$5,0098. Foi a terceira sessão consecutiva de baixa da moeda norte-americana. No ano, o dólar passou a acumular queda de 7,95% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,50% na B3, aos R$5,0625. O dólar oscilou entre a estabilidade e leves altas no início do dia, até que a abertura da bolsa de valores brasileira, às 10h, conduziu as cotações para o território negativo, em meio à alta firme do Ibovespa. O movimento no câmbio brasileiro nesta quarta-feira foi corroborado pelo recuo do dólar ante outras divisas de emergentes no exterior, ainda que o cenário geopolítico seguisse nebuloso. O transporte de petróleo e gás seguiu travado no Oriente Médio pela guerra entre EUA e Irã. Além do bloqueio no Estreito de Ormuz, ações dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, prejudicavam o tráfego no Mar Vermelho. Durante a tarde, o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que ninguém poderá vender petróleo em uma região onde o Irã não possa fazer isso. Já a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã alertou que a rota sul do Estreito de Ormuz está minada. Apesar das preocupações em torno do transporte global de petróleo e gás, o dólar cedia no fim da tarde ante moedas pares do real como o rand sul-africano, o peso colombiano e o peso mexicano. Além disso, o dólar caía ante o euro e uma cesta de seis divisas fortes. No campo comercial, a nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira, podendo impactar o fluxo de dólares para o Brasil, mas o governo seguia cauteloso ao tratar do assunto. Em entrevista à rádio Bandeirantes FM mais cedo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou que reciprocidade não é vingança e que ela será adotada quando o governo considerar adequado. Durante a tarde, o governo anunciou R$18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelas tarifas, em nova etapa do Programa Brasil Soberano.
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Ibovespa fecha em alta firme com impulso de blue chips
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta firme, superando os 177 mil pontos, impulsionado pelo avanço de blue chips como Vale e Petrobras, além das ações da Weg, que lideraram os ganhos da bolsa após a companhia divulgar balanço com resultado acima do esperado.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,37%, a 177.427,22 pontos, antes dos ajustes finais, após marcar 173.328,05 na mínima e 177.641,24 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$20,45 bilhões.
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Brasil tem fluxo cambial positivo de US$189 milhões em julho até dia 17, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$189 milhões em julho até o dia 17, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.
Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$1,432 bilhão em julho até o dia 17. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de julho até o dia 17 foi positivo em US$1,621 bilhão. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 13 a 17 de julho, entraram no país US$134 milhões. No acumulado do ano até 17 de julho, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$17,946 bilhões.
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CNI mantém em 2% a projeção de alta do PIB de 2026
Setores menos sensíveis aos juros elevados devem impulsionar crescimento da economia, com destaque para a indústria extrativa
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país para 2026. De acordo com o Informe Conjuntural do 2º Trimestre, divulgado na quarta-feira (22), a resiliência do setor de serviços e perspectivas mais positivas para a agropecuária e a indústria — em especial, a extrativa — devem influenciar positivamente a atividade econômica. Por outro lado, juros altos, custos elevados e o aumento das importações devem prejudicar o setor produtivo e limitar o desempenho da economia. “O cenário econômico de 2026 é marcado pelo crescimento moderado, sustentado principalmente pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda. Em contrapartida, a combinação entre política monetária restritiva, condições financeiras adversas, inflação elevada e persistência das fragilidades fiscais continua limitando uma recuperação mais forte da economia” aponta Mario Sergio Telles, diretor de Economia da CNI. A indústria teve a projeção de crescimento revista de 1,6% para 2,1%. A perspectiva mais otimista se deve, sobretudo, à indústria extrativa. Menos sensível aos juros altos e impulsionada pelo aumento da produção de petróleo, deve avançar 9,1% em 2026 e não mais 7,8%, conforme a previsão anterior. O desempenho da indústria de transformação, por sua vez, deve ser comprometido por uma combinação de três fatores: entrada expressiva de produtos importados, juros elevados e custos crescentes em decorrência da guerra no Oriente Médio. Ainda assim, a CNI aumentou de 0,3% para 0,6% a expectativa de alta do setor. “A revisão da expectativa de crescimento da indústria de transformação se deve ao desempenho de três segmentos especificamente: derivados de petróleo, produtos farmoquímicos e farmacêuticos e automóveis. Contudo, é importante destacar que a maior parte do setor continua enfrentando dificuldades, uma vez que apenas sete dos 24 segmentos estão crescendo”, pondera Mario Sergio. Embora também sofra com os efeitos da política monetária, a indústria da construção deve ser impulsionada por iniciativas do governo, como a ampliação do Sistema Financeiro da Habitação, mudanças nas regras do crédito imobiliário, programa Reforma Casa Brasil e continuidade dos investimentos em infraestrutura. Por isso, a CNI reviu a projeção de crescimento do setor de 1,3% para 1,5%. A expectativa de outra safra recorde — puxada pela soja — e o avanço da produção animal devem contribuir para o crescimento da agropecuária, de acordo com a CNI. Apesar do encarecimento de insumos por conta da guerra no Oriente Médio, o setor tende a crescer 1,8% em 2026. A expectativa anterior era de alta de 1,1%. Vale lembrar que, no fim do ano passado, a perspectiva para o setor era de estagnação. O setor de serviços foi o único a ter a estimativa de crescimento diminuída, de 2,1% para 1,9%. Ainda que o segmento de informação e comunicação, as vendas do varejo e o mercado de trabalho continuem sustentando o setor, bem como medidas de estímulo ao consumo — entre elas a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda — alguns fatores limitam o desempenho dos serviços. Destacam-se o aumento do endividamento e da inadimplência das famílias e a manutenção dos juros altos, que desestimulam a demanda. A CNI aumentou de 4,4% para 5% a projeção de avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026. A revisão se explica, sobretudo, pela elevação dos preços dos alimentos e dos combustíveis, além da persistência da inflação de serviços. Em relação às contas públicas, a CNI prevê aumento real de 5,8% da receita líquida federal. O crescimento da arrecadação, porém, será acompanhado pelo avanço dos gastos. A expectativa é que as despesas federais subam 4,5% acima da inflação. Nesse cenário, o déficit do governo deve alcançar cerca de R$ 55,3 bilhões — patamar semelhante ao registrado em 2025. Com as contas fechando no vermelho, a dívida pública deve fechar 2026 em 82% do PIB, o que representaria um aumento de 10,3 pontos percentuais do endividamento em dez anos. A CNI acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai realizar somente dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, levando-a de 14,25% para 13,75%. A projeção do Informe Conjuntural do 1º Trimestre para a Selic ao fim de 2026 era de uma taxa de 12,75%. “Vale destacar que a taxa de juros neutra, que é aquela que não retrai nem incentiva o crescimento econômico, está em 5%. Se as nossas projeções se confirmarem, os juros reais fechariam 2026 em torno de 9,2%, o que representa uma política monetária extremamente contracionista”, aponta Mario Sergio. Nesse cenário, espera-se que a balança comercial registre superávit de US$ 77,9 bilhões, o que representaria alta de 30,4% na comparação com 2025.
CNI
Segunda prévia do IGP-M tem deflação de 1,11%
Atacado puxa resultado com recuo de 1,72%
Após subir 0,26% na segunda prévia de junho, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para calcular aluguel, caiu 1,11% na segunda prévia de julho, informou na terça-feira (21) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi menor taxa, para segunda prévia, desde junho de 2023 (-1,78%). Para André Braz, economista da fundação responsável pelo indicador, uma combinação de fatores sazonais levou ao recuo. Segundo ele, o resultado da segunda prévia sinaliza que o IGP-M deve fechar em deflação, em julho. Mas a queda não deve prosseguir em agosto, devido às incertezas, em cenários de preços. Entre elas, o novo tarifaço do governo dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. “Foi uma trégua na inflação”, resumiu Braz. Ao detalhar os fatores sazonais que levaram à queda, o economista citou a evolução de preços no setor atacadista, que representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de -0,84% para -1,72% da segunda prévia de junho para igual prévia em julho. “Temos uma sazonalidade de inverno que normalmente faz os índices de inflação caírem temporariamente”, disse. Isso porque o período invernal normalmente conta com boa oferta de commodities e de alguns produtos agrícolas. “Como o IPA não tem serviços, o indicador atacadista é mais sensível a produtos agrícolas e industriais”, afirmou. No atacado, os preços dos produtos agropecuários saíram de alta de 0,24% para queda de 0,43% da segunda prévia de junho para igual prévia em julho. Já a deflação de preços industriais intensificou, de -1,19% para -2,13%, no mesmo período. Boas ofertas em batata inglesa, tomate e milho levaram a recuos de 23,8%, de 31,58% e de -2,35%, respectivamente, nesses itens. “Foi uma queda significativa na parte agrícola”, disse. O recuo de preços industriais se intensificou de -1,19% para -2,13%, favorecido por minério de ferro (queda de 4,14%). A variação de preços do varejo, que responde por 30% do IGP-M, representado pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), passou de 0,40% para 0,12%. “Tomate e batata, que estão com queda de preço no atacado também estão com recuo de preços no varejo”, disse. Entre principais recuos de preço no varejo estão tomate (-12,92%) e batata inglesa (-8,56%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), 10% do IGP-M, acompanhou a trajetória de desaceleração de preços, notada no varejo, completou. Esse componente, que representa inflação na construção civil, saiu de alta de 0,91% para aumento de 0,66%, da segunda prévia de junho para igual prévia em julho. “A maioria dos materiais de construção mostraram preços com variação negativa”, disse Braz. O economista reiterou que o cenário delineado na segunda prévia de julho, de queda de preços, não deve durar. “Teremos, a partir de agosto, efeitos de novas tarifas do governo americano e ainda temos que lidar com questões de embargos à carne brasileira no mercado europeu”, lembrou. “Tem uma série de confusões ainda por vir que podem mudar o tom e a magnitude da inflação. Mas até lá temos uma trégua”, disse. O IGP-M acumula altas de 2,13% no ano e de 2,81% em 12 meses até segunda prévia de julho.
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