Informativo Sindileite 215 09.09.2026

Ano 1 | nº 215 | 09 de setembro 2026

NOTÍCIAS

Do whey protein à cerveja: como a proteína virou protagonista de uma nova onda de consumo

Produtos historicamente ligados à indulgência, como cerveja e achocolatados, são anunciados com uma narrativa de funcionalidade. Com a perda rápida de peso, provocada pelas canetas emagrecedoras e a busca pelo envelhecimento saudável, cresce a preocupação em preservar a massa muscular. E um mercado inteiro avança junto – antes restrita a academias e atletas de alta performance, a proteína de soro de leite, o whey protein, ganha um público cada vez maior.

No primeiro trimestre de 2026, a categoria de alimentos com proteína adicionada, que movimenta R$ 2 bilhões ao ano no Brasil, registrou alta de 12% no faturamento, na comparação com o mesmo período de 2025, ritmo duas vezes mais rápido que o das proteínas convencionais, como as de origem animal, aponta a Worldpanel by Numerator. Produtos historicamente ligados à indulgência, como cerveja e achocolatados, são anunciados com uma narrativa de funcionalidade. Somem-se a estes, os lácteos tradicionais e que aparecem nas prateleiras dos supermercados com adição de whey protein na fórmula. E ainda há espaço para startups como a Mineral Pro que lançou em fevereiro deste ano a primeira bebida proteica do país, com apenas dois ingredientes: água mineral e whey protein. Roosevelt Junior, presidente no Brasil da líder mundial em laticínios Lactalis, tem números que ajudam a dimensionar o ritmo da tendência. Os produtos da gigante francesa com whey protein já respondem por 4,8% do faturamento da empresa no país. “Em 2023, esse percentual era de 2,4% e a nossa expectativa é chegar a 7% em 2028”, diz Roosevelt Jr. Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína. No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria: as novas diretrizes do Guia Alimentar dos EUA 2025-2030, lançado em janeiro deste ano pelo governo estadunidense. Segundo o guia, o indicado é consumir de 1,2 g a 1,6 g de proteína por quilo corporal diariamente – era 0,8 g antes. “Estamos vendo um crescimento de dois dígitos ano a ano no consumo de produtos com proteína nos EUA que deve continuar forte não apenas nos EUA como no mundo todo”, diz Roosevelt Jr. Lançada em fevereiro deste ano, a Mineral Pro se apresenta como a primeira bebida proteica do Brasil com apenas dois ingredientes: água mineral e proteína do soro de leite (desenvolvida na Dinamarca). A proteína usada segue o conceito de “clear whey”, uma formulação mais leve e solúvel, adequada para bebidas transparentes. Com 10 g de proteína a cada 250 ml, a formulação, sem corantes, aromatizantes, açúcar ou carboidratos, é o argumento central da marca. Se uma startup com um produto de apenas dois ingredientes já mostra a força dessa demanda, o tamanho do movimento fica ainda mais evidente quando ele chega a um território improvável: a cerveja. A Spaten Pro, lançada pela Ambev em julho deste ano, nasce desse movimento ao oferecer 10 g de proteína a cada lata de 350 ml. É a primeira versão de cerveja sem álcool e com proteína de toda AB InBev e foi desenvolvida pelo centro dei inovação e tecnologia da Ambev, no Rio de Janeiro. Na Ambev, o movimento é recente e concentrado em um único lançamento. Na Nestlé, porém, a proteína está se espalhando por boa parte do portfólio. Segundo Gisele Pavin, diretora de nutrição, saúde e bem-estar da Nestlé Brasil, a discussão sobre proteína saiu da bolha dos profissionais de saúde e passou a ocupar as redes sociais, inclusive entre pessoas que usam medicamentos para emagrecer e que buscam opções de fácil digestão e consumo.  A Nestlé,  empresa, que até 2024 tinha apenas uma categoria dedicada à proteína, dobrou essa presença no ano seguinte, com lançamentos como o Nescau Proteína RTD (15 g de proteína, zero açúcar adicionado e zero lactose), a Nestlé Aveia Farelo com Proteína, o Nescafé Pré-Energy com proteína e novos sabores de whey protein (manga e maracujá) da marca Puravida, adquirida pela companhia há quatro anos. Segundo pesquisa da Nestlé, realizada entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com 500 pessoas de 18 a 54 anos, 71% já consomem produtos com proteína. O plano da empresa é dobrar o número de categorias proteicas do portfólio até 2028. A Nestlé também aposta na proteína como parte de uma estratégia de longevidade. Em março de 2026, com investimento de mais de R$ 200 milhões em pesquisa, a Nestlé lançou no Brasil a marca Nestlé Vital, voltada à promoção do envelhecimento saudável a partir dos 40 anos. O país foi escolhido como o primeiro do mundo para o lançamento, com expansão prevista para Europa e Ásia, com campanha estrelada pela atriz Grazi Massafera. A proteína, no entanto, não fica restrita a um recorte etário. Segundo Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor, o mercado de saudabilidade era marcado por restrição e suplementação pouco palatável, mas o consumidor passou a entender a proteína como parte importante da alimentação diária. A marca acaba de lançar a linha Vigor Grego Protein, um iogurte grego que traz 10 g de proteínas, zero adição de açúcares e zero lactose.  No ano passado, a Vigor entrou no território da proteína pela indulgência ao lançar o Chips de Parmesão Faixa Azul, marca de queijos do grupo, feito de parmesão desidratado, com 16 g de proteína por pacote.

Valor Econômico

Como a Fazenda São José chegou aos 120 mil litros de leite por dia?

O que levou uma fazenda de 45 mil litros/dia em 2019 a superar os 120 mil litros/dia em 2026, consolidando um salto de 166% no volume diário?

O Interleite Brasil 2026, realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto em Uberlândia (MG), foi palco de discussões de altíssimo nível sobre o futuro da pecuária leiteira no país. Entre os grandes destaques do evento esteve a apresentação de Tiago Carneiro, trazendo o case de sucesso da Fazenda São José/Leite Fazenda Bela Vista, localizada em Tapiratiba (SP). Reconhecida como a maior fazenda de leite do Brasil no relatório do Top 100 2026, a propriedade atingiu a impressionante marca de 120 mil litros de leite diários. A grande pergunta que guiou a palestra foi: o que levou uma fazenda de 45 mil litros/dia em 2019 a superar os 120 mil litros/dia em 2026, consolidando um salto de 166% no volume diário? A resposta não reside em uma Bala de prata ou tecnologia isolada, mas na integração de decisões consistentes apoiadas em cinco pilares fundamentais: sanidade (prevenção intensa), transição (monitoramento de riscos), reprodução (programa efetivo), pessoas (execução operacional) e indicadores. A transformação da fazenda começa antes mesmo da vaca entrar em lactação. Investir na sanidade do bezerreiro tornou-se premissa básica. Com a adoção de um programa sanitário robusto, os indicadores de 0 a 30 dias sofreram mudanças drásticas: a morbidade caiu de 90% para apenas 36%; a mortalidade (0 a 30 dias) despencou de 3% para 0,5% e o ganho médio diário (0 a 76 dias) subiu de 0,78 kg para 1,30 kg. Isso se refletiu nos indicadores gerais da fazenda: a mortalidade global de bezerras despencou do patamar de ~10% (antes de 2019) para cerca de ~2,5% (2025-2026). Para a recria, a decisão estrutural de confinar 100% dos animais em compost barn trouxe controle de sanidade e nutrição, menor estresse térmico e lotes extremamente uniformes. Isso permitiu definir uma meta operacional ousada: novilhas atingindo 340 kg aos 12 meses. Com isso, a idade ao primeiro parto caiu de 27 meses (2019) para 22 meses (2026), cortando cinco meses de recria e transformando essa categoria de “custo” em parte ativa do caixa da fazenda. Na Fazenda São José, a máxima é clara: “transição é o momento em que se protege a lactação que está começando”. Por isso, o uso de colares de monitoramento eletrônico de saúde tornou-se essencial para encontrar os riscos antes que virassem perda de leite, piora na reprodução ou descarte. A comparação entre vacas saudáveis e vacas doentes (com uma ou mais doenças) na transição provou matematicamente essa tese: Pico médio (120 DEL – dias em lactação): vacas saudáveis entregam 46,5 L/dia; doentes entregam 32 L/dia. Concepção: 50% nas saudáveis contra apenas 25% nas doentes. Descarte até 60 dias: 3% nas saudáveis contra 6% nas doentes. DEL da 1ª IA: 77 dias nas saudáveis contra 100 dias nas doentes. Reprodução: de gargalo a motor de crescimento. A reprodução deixou de ser um evento isolado e virou rotina semanal e auditável. Com detecção precoce e ressincronização rápida, a fazenda melhorou significativamente seus indicadores gerais: Taxa de prenhez: evoluiu de 12% para 26%. Taxa de serviço: subiu de 40% para 65%. Concepção geral: avançou de 28% para 40%. Concepção na 1ª IATF: saltou de 25-30% para a impressionante marca de 45-50%. O segredo foi estabelecer estratégias específicas por categoria: 1) Novilhas: foco em gestão e controle para garantir reposição superior e parto precoce. 2) Primíparas: 1º serviço estratégico e ressincronização para reduzir perdas de fertilidade. 3) Multíparas: IATF, TE e FIV conforme o serviço para manter a prenhez sem estourar o DEL. 4) Vacas problema: uso de embrião e FIV após múltiplos serviços para recuperar oportunidades. “Sem medir, não existe gestão”. Com indicadores consolidados semanalmente, a fazenda garante tomadas de decisão rápidas. No entanto, o painel de números só ganha vida com a equipe executando. A gestão operacional segue um ciclo rigoroso de treinar, padronizar, checar, corrigir e repetir, sob a filosofia de que “o protocolo só funciona quando o operacional funciona”. A marca de 120 mil litros/dia aparece, portanto, como resultado de um sistema em que cada etapa se conecta: da qualidade da bezerra ao desenvolvimento da novilha, da transição da vaca à reprodução no momento certo — tudo sustentado por uma operação bem ajustada no dia a dia.

MILKPOINT

ECONOMIA

Dólar cai a R$5,0892 com avanço de Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais

O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,79%, a R$5,0892, menor cotação desde 7 de agosto, quando atingiu R$5,0845. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,28%.

Às 17h05, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,78% na B3, aos R$5,1135. Na segunda-feira, quando o mercado no Brasil esteve fechado em função do Dia da Independência, pesquisa Quaest mostrou que Lula e Flávio têm 41% das intenções de voto cada um no segundo turno da disputa. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha 42% e Flávio somava 41%. Já a pesquisa BTG/Nexus divulgada na terça-feira mostrou que Flávio passou a ter vantagem numérica sobre Lula no segundo turno. O senador soma 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão empatados tecnicamente. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 45% e Lula somava 46%. Em sessões recentes, outras pesquisas mostrando o acirramento da disputa pelo Planalto já haviam trazido um viés de baixa para o dólar ante o real. Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. A crise no STF foi outro ponto de atenção entre os investidores. Na terça-feira o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. Relator do caso do Banco Master, Mendonça tem travado um embate com o ministro Alexandre de Moraes no STF, em que cada um tem levantado suspeitas contra o outro. Moraes se baseou na quinta-feira passada em relatórios de inteligência produzidos pela PF, comandada por Andrei Rodrigues, para pedir investigações contra Mendonça. O embate no STF ganhou importância para a disputa eleitoral e, em paralelo, para os mercados no Brasil. Isso porque Flávio é um dos maiores críticos de Moraes, que foi relator no STF do processo de tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. No exterior, às 17h07, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,03%, a 98,863.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com alta de commodities e estrangeiros

Ibovespa fechou em alta na terça-feira, ultrapassando os 189 mil pontos no melhor momento, em movimento embalado pelo retorno de estrangeiros para a bolsa paulista e novas pesquisas reforçando o cenário de disputa equilibrada na eleição presidencial em outubro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,24%, a 187.451,80 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 189.487,70 na máxima e 185.207,66 na mínima, em dia também apoiado pelo avanço de commodities como o petróleo e o minério de ferro no exterior. O volume financeiro no pregão somava R$26,64 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Analistas ajustam expectativas para inflação e economia neste ano no Focus

Analistas consultados pelo Banco Central fizeram pequenos ajustes em suas estimativas para a inflação e a economia neste ano na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na terça-feira.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 passou a 5,00%, de 5,01% antes. Para 2027, a conta subiu a 4,29%, de 4,28%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O IBGE divulga na sexta-feira os dados do IPCA de agosto, depois de o IPCA-15 ter registrado no mês passado a primeira deflação em um ano graças às quedas nos preços da energia elétrica, dos alimentos e de transportes. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento neste ano subiu a 1,93%, de 1,92%, mas permaneceu em 1,50% para 2027. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda manutenção na perspectiva para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 13,75% ao final deste ano e em 12,00% em 2027. Ela está atualmente em 14,00% e os especialistas esperam um corte de 0,25 ponto percentual na reunião deste mês do BC.

REUTERS

UE sinaliza aval, mas não assegura data para retomar importações do Brasil

Se não houver convencimento político para antecipar o processo regulatório, a avaliação do retorno do país à lista de exportadores deverá ocorrer apenas em novembro. Secretário do Ministério da Agricultura ressaltou que a barreira comercial criada pela UE por conta do uso de antimicrobianos extrapolou a questão técnica

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, afirmou na terça-feira (8/9) que o processo de segregação para controle do não uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas brasileiras de carnes de aves e mel foi considerado “satisfatório” pela auditoria técnica da União Europeia concluída na semana passada. O resultado já era “esperado” pelo governo, disse ele em entrevista à CNN. Mesmo assim, não há prazo para que os europeus apresentem o relatório final da visita e avaliem a reinclusão do Brasil na lista de fornecedores aptos a exportar esses produtos para lá. O secretário ressaltou que a barreira comercial criada pela UE por conta do uso de antimicrobianos extrapolou a questão técnica. Ele avaliou que o ambiente comercial internacional ficou mais “hostil” depois da pandemia e que o Brasil, ao assumir a liderança da produção mundial de alimentos, será cada vez mais “atacado” nas questões sanitárias. Segundo Goulart, o Brasil apresentou as garantias técnicas necessárias e investiu na negociação política, com o envolvimento pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar a interrupção do fluxo comercial das proteínas animais para lá, iniciada em 3 de setembro. Diante da negativa da UE, no entanto, foi preciso “jogar o jogo” do processo regulatório europeu. “O Brasil está apresentando as informações para a União Europeia conforme ela tem solicitado do ponto de vista técnico e cobrando negocialmente para que trate o Brasil como parceiro comercial que sempre foi, digno leal e confiável”, disse Goulart na entrevista. O objetivo, disse ele, é que os europeus possam “antecipar, em um processo extraordinário regulatório, o processo de relistagem de aves e mel que já foram auditados”. O processo produtivo e de inspeção das duas cadeias foi auditado por uma equipe técnica da UE entre 24 de agosto e 4 de setembro. Se não houver convencimento político para antecipar o processo regulatório, a avaliação do retorno do Brasil à lista de exportadores deverá ocorrer apenas em novembro, quando o Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff, na sigla em inglês) terá sua reunião ordinária. Segundo Goulart, após a apresentação do relatório final da auditoria, o Brasil terá 25 dias para manifestações. Quanto à carne bovina, a discussão segue. “O lado brasileiro já apresentou as garantias para a UE”, destacou à CNN. “Do ponto de vista técnico, vamos continuar lutando para demonstrar que essas barreiras técnicas podem ser vencidas e que a defesa sempre teve, tem e terá condições de apresentar todas as garantias necessárias do que o produtor rural faz e nós certificamos”, concluiu. Fontes dos setores visitados na semana passada relataram que, apesar das sinalizações positivas dos técnicos europeus, ainda não houve formalização em documento do resultado da missão e que é necessário aguardar o trâmite em Bruxelas. Há expectativa de que um relatório seja formalizado nas próximas semanas e uma reunião extraordinária do Scopaff possa autorizar o retorno do Brasil à lista de exportadores de carne de aves e mel. Mas não há garantias de que isso ocorrerá. Lideranças do setor produtivo pregam cautela, inclusive com comemorações antecipadas do ministro da Agricultura, André de Paula, dada a sensibilidade do tema e a forma como ele é encarado na UE. A reportagem solicitou informações técnicas ao Ministério da Agricultura em 26 de agosto sobre o processo negocial com a UE e como ficam as certificações das proteínas nesse período, mas não houve resposta.

GLOBO RURAL

Produtores contrataram R$ 10,9 bilhões em recursos equalizados nos primeiros meses da safra 2026/27

A programação de saldos equalizáveis para o ciclo 2026/27 é de R$ 97,6 bilhões. Liberação dos recursos que contam com a equalização dos juros começou apenas no fim de julho

O Ministério da Agricultura informou, em comunicado à imprensa, que apenas R$ 10,9 bilhões foram concedidos, em julho e agosto, em financiamentos a médios e grandes produtores rurais com recursos equalizados pelo Tesouro Nacional. A programação de saldos equalizáveis para a safra 2026/27 é de R$ 97,6 bilhões. Os valores não consideram a agricultura familiar, que conta com outros R$ 44,6 bilhões subvencionados. Desses, R$ 4,4 bilhões foram desembolsados no primeiro bimestre do Plano Safra 2026/27, conforme dados do Banco Central. A liberação dos recursos que contam com a equalização dos juros começou apenas no fim de julho, devido ao atraso na publicação da portaria do Ministério da Fazenda que faz a distribuição dos saldos entre as instituições financeiras. Segundo o ministério, foram concedidos R$ 412,9 milhões em financiamentos do RenovAgro, R$ 380,3 milhões no Pronamp e R$ 250,2 milhões no Moderfrota. O Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concentraram 77% das concessões para operações de investimentos no período.

Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o BB respondeu por 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.

GLOBO RURAL

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