Informativo Sindileite 128 07.05.2026

Ano 1 | nº 128 | 07 de maio de 2026

NOTÍCIAS

COMISSÃO DEBATE CRIAÇÃO DE FUNDO PARA A CADEIA PRODUTIVA DO LEITE

Audiência discute fundo para apoiar produção nacional de leite

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira (7), audiência pública para discutir o Projeto de Lei 431/26, que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Cadeia do Leite. O debate atende a pedido do deputado Welter (PT-PR), que é o autor da proposta, e está marcado para as 10 horas, em plenário a ser definido. Welter afirma que o setor possui elevada relevância econômica e social, com forte presença da agricultura familiar e papel estratégico na segurança alimentar, na geração de renda no meio rural e no desenvolvimento regional. Por isso, considera fundamental a criação de um fundo voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do leite no Brasil. Ele ressalta que o setor enfrenta recorrentes crises de renda, exposição às oscilações do mercado internacional e aumento das importações de produtos lácteos. Segundo o deputado, informações do Poder Executivo evidenciam o aumento das importações de leite e derivados sem a existência de instrumentos estruturados de compensação produtiva ou de reinvestimento no fortalecimento da produção nacional. “O projeto de lei propõe a criação do fundo financiado por parcela do Imposto de Importação incidente sobre produtos lácteos, com o objetivo de assegurar que parte dos recursos arrecadados seja revertida em benefício do próprio setor produtivo nacional”, explica Welter. “A audiência permitirá o aprofundamento técnico da proposta, a análise de sua viabilidade jurídica e econômica, bem como a coleta de contribuições que possam subsidiar o aperfeiçoamento da matéria em tramitação nesta Casa”, diz.

PORTAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

POPULAÇÃO OCUPADA NO AGRONEGÓCIO É RECORDE, MAS EMPREGO NA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA CAI

Participação do setor na geração total de empregos no país alcançou 26,3% em 2025. Agronegócio brasileiro empregou 28,4 milhões de pessoas em 2025, crescimento de 2,2% em relação a 2024

A população ocupada (PO) no agronegócio brasileiro alcançou o número recorde de 28,4 milhões de pessoas em 2025, crescimento de 2,2% em relação a 2024 (601,8 mil pessoas a mais). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas). Com isso, a participação do setor na geração total de empregos no país passou de 26,1%, em 2024, para 26,3% em 2025. As informações constam no boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores, que atingiram 10,6 milhões de pessoas em 2025 (600 mil a mais do que em 2024). Segundo os pesquisadores do Cepea/CNA, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos. Além disso, o desenvolvimento da agropecuária tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística. Já o segmento primário teve queda de 1,1% na população ocupada. Com isso, em 2025, 7,774 milhões de pessoas trabalhavam diretamente com a produção agrícola e pecuária no país, uma redução de 87 mil pessoas em relação a 2024. Segundo o estudo, o resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária. Os demais elos da cadeia apresentaram expansão na população ocupada, seguidos por insumos (3,4%) e agroindústria (1,4%). No caso dos insumos, os pesquisadores indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. A publicação apontou crescimento de 4,6% no número de trabalhadores com carteira assinada e de 3,2% entre os que trabalham por conta própria. Por nível de escolaridade, houve aumento da participação de trabalhadores com ensino superior (8,3%) e ensino médio (4,2%). Ainda de acordo com o boletim CNA/Cepea, a participação da mão de obra feminina cresceu 2,6%, enquanto a masculina avançou 1,9%. O rendimento médio da população ocupada no agronegócio também registrou alta de 3,9% em 2025, na comparação com 2024, ficando 0,5 ponto percentual acima da média total de empregos, que foi de 3,4%. A massa salarial total do agronegócio cresceu 7,2% em 2025 em relação a 2024, com destaque para a categoria “trabalhadores por conta própria”, que apresentou alta de 7,2%, e para “empregados e outros”, com crescimento de 6,7%.

GLOBO RURAL

NACIONAL

COMISSÃO TEMÁTICA VALIDA A CRIAÇÃO DO SELO OURO PARA PRODUTORES DE LEITE EM GOIÁS

A medida tem o objetivo de estimular a produção de leite com qualidade, valorizar os produtores locais e fortalecer a cadeia produtiva leiteira goiana.

Em encontro na tarde da terça-feira, 5 de maio, sob a presidência do deputado Amauri Ribeiro, a Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo concedeu sinal verde ao projeto de lei nº 28385/25. A matéria em questão é de autoria do deputado Lucas do Vale e dispõe sobre a criação do Selo de Ouro para produtores de leite no estado de Goiás. Relatada favoravelmente pelo deputado Issy Quinan, a medida tem o objetivo de estimular a produção de leite com qualidade, valorizar os produtores locais e fortalecer a cadeia produtiva leiteira goiana. “A instituição do Selo de Ouro visa reconhecer os produtores que adotam boas práticas e tecnologias, assegurando ao consumidor final um produto certificado e de qualidade superior, além de fortalecer economicamente os produtores goianos diante da concorrência regional e nacional”, frisa o autor da proposta. O encontro também contou com a distribuição do projeto nº 19541/25 à relatoria. O deputado Lucas do Vale foi designado à análise da matéria, de autoria de Virmondes Cruvinel, que visa à criação do Programa Estadual de Aproveitamento de Subprodutos do Agronegócio para fins gastronômicos. A medida também estabelece incentivos a economia circular alimentar. A iniciativa busca, de acordo com o texto, dar um novo destino a materiais como cascas, bagaços, farelos e resíduos agroindustriais, transformando-os em ingredientes e produtos alimentícios de valor agregado. Para Cruvinel, a criação do programa poderá transformar desperdício em oportunidade, fortalecendo a economia circular alimentar, reduzindo o impacto ambiental e promovendo a segurança alimentar.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA GOIÁS

EVENTOS

MOVIDOS POR UM LEGADO SERÁ O TEMA DO AGROLEITE 2026

Movidos por um legado será o tema que irá conduzir a Agroleite em 2026. O tema traz uma homenagem a Cooperativa Castrolanda, realizadora do Agroleite, que em 2026 está completando 75 anos de história. O presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, destacou que a pecuária de leite foi a primeira atividade econômica da cooperativa e que, , como exigência do governo brasileiro, os pioneiros trouxeram animais puro de origem. “As exposições de gado acontecem desde os primeiros anos de imigração na Castrolanda”, menciona Bouwman.

E é esse ponto da história da cooperativa que está retratado na campanha. “Dessa história tão linda e tão rica de 75 anos, esse retrato está diretamente ligado ao Agroleite, e demonstra que esse legado está tendo continuidade, porque legado não se restringe ao passado, ele tem impacto no presente e no futuro”, menciona a supervisora de Comunicação do Agroleite, Claudia Geisler. A supervisora explica que a peça principal foi desenvolvida pela agência Essencial Mídia e conta com o sol como elemento em destaque. A escolha do sol considera a importância dele e a representatividade para que o ciclo do agro ocorra, sendo a principal fonte de energia. “Dentro do sol então, vemos duas fotos se encontrarem, uma em preto e branco com a foto de uma exposição da década de 1950, e a foto colorida do criador Reynold Groenwold com a Campeã Suprema das Raças de 2025”, relata Claudia. A peça irá estampar todos os materiais de divulgação do Agroleite 2026, que irá acontecer de 03 a 07 de agosto, em Castro-PR, a Capital Nacional do Leite, no Parque Tecnológico Agroleite. A Castrolanda aproveitou o lançamento do evento para apresentar o volume de investimentos projetados para o Parque Tecnológico Agroleite em um curto prazo. A Castrolanda e parceiros, como Senar e Governo do Paraná, farão investimentos no parque que juntos somam cerca de R$ 100 milhões. O valor contempla estruturas já anunciadas como o Centro de Excelência de Bovinocultura de Leite e o Laboratório de Biotecnologia de Leite, considera a implantação do curso de medicina veterinária da Universidade Estadual de Ponta Grossa e a construção de uma Fazenda Modelo. “Queremos ser uma espécie de catalisador do movimento para que a cadeia do leite do Brasil seja mais competitiva e por isso estamos fazendo investimentos pesados no Parque Tecnológico Agroleite, olhando curto prazo, uma visão de três anos. Isso tudo para que possamos incorporar questões tanto de profissionalização de gestão, como de tecnologia, para que a gente possa aumentar a produtividade no campo e para sustentar os pequenos produtores na atividade”, destacou o diretor executivo, Seung Lee. Sobre a Fazenda Modelo, o gerente do Agroleite, Gustavo Viganó, explica que será uma fazenda de demonstração, um grande ativo científico do parque, referência na região a nível de Brasil. “A Fazenda Modelo será inspirada em fazendas modelos de países como a Nova Zelândia e Inglaterra. Um projeto que trará um impacto muito positivo na nossa região”, aborda. O vice-presidente, Armando Carvalho, complementa que a Fazenda Modelo será uma estrutura estratégica, que dará suporte para o curso de medicina veterinária e será concebida em parceria com o Centro de Treinamento de Pecuaristas, que tem seis décadas de experiência e atuação. “A Fazenda Modelo será referência de tecnologia aplicada, tecnologia de ponta que serve a produção, que oferece eficiência e ganho de produtividade, um projeto que estamos desenhando com muito cuidado e deve sair em breve”, relatou Carvalho. A programação do Agroleite deste ano contará com cinco dias, é a primeira vez que o evento começará na segunda e encerrará na sexta-feira. Um dos pontos altos segue sendo o julgamento dos animais na Arena Agroleite. “Nossa região é exportadora de genética e o Agroleite é referência em questão de julgamento, é genética de ponta”, ressaltou o vice-presidente, Armando Carvalho. Além dos julgamentos, a programação mais uma vez contará com as atividades já tradicionais de Dinâmica de Máquinas, Leilão Estrelas do Leite, Trilha do Leite, Rota do Leite e Palestras. Com relação às palestras, dois nomes já foram confirmados: Ricard Rasmussen, que virá ao Seminário do Leite, trazido pela Biofarm, patrocinadora diamante, e a comunicadora Camila Telles, em parceria com o Sebrae, que falará no Painel da Mulher Cooperativista. Nessa edição do Agroleite, a Castrolanda espera crescer em números de visitantes, atingindo 170 mil pessoas nos cinco dias de evento, receber 400 empresas expositoras, e manter em cerca de 600 o número de animais expostos. Com relação ao volume de negócios, a expectativa retorna ao patamar conquistado no ano de 2024, com um montante de R$ 500 milhões, devido todo o contexto de dificuldade que o agro está enfrentando executivo, Seung Lee.

agroleitecastrolanda.com.br

PROVA BRASILEIRA DE PRODUÇÃO DE LEITE A PASTO DO ZEBU LEITEIRO REALIZA PREMIAÇÃO NO CTZL

A premiação da décima Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro será realizada na quarta-feira (13), no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL), localizado no Recanto das Emas (DF), das 8h às 13h. Na ocasião, serão apresentados os resultados da prova e promovida uma visita ao campo para conhecer os animais participantes.

A Prova é um teste zootécnico realizado anualmente pelo CTZL, ambiente de inovação ligado à Embrapa Cerrados, em parceria com a Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP) e outras entidades. O objetivo é identificar as matrizes mais rentáveis para a produção de leite a pasto, com baixo custo, por meio da mensuração de lactações completas. Trata-se também de uma oportunidade para que produtores atestem o potencial genético de seus animais, com a chancela da Embrapa e da ACZP. Animais de criadores de todo Brasil são mantidos no CTZL em sistema de pastagem manejada sob lotação rotacionada, em uma área de 12 hectares dividida em 16 piquetes. A avaliação prioriza o bem-estar das matrizes e dos bezerros e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o aumento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central. De acordo com o pesquisador Carlos Frederico Martins, coordenador da prova, a avaliação considera lactações completas de animais das raças Gir Leiteiro, Sindi, Guzerá e de cruzamentos, por meio do Programa PMGZ Leite Max, da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). “As novilhas avaliadas são ranqueadas por meio de um índice ponderado, composto pelas seguintes características: produção de leite, intervalo do parto à concepção, idade ao primeiro parto, teores de gordura e proteína no leite, contagem de células somáticas, conformação racial e persistência de lactação”, explicou. Os animais participantes desta edição foram inscritos entre junho e outubro de 2024, com inseminação ou monta realizada entre março e abril do mesmo ano. As novilhas ingressaram no CTZL em outubro, e os partos ocorreram entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.

EMBRAPA CERRADO

ECONOMIA

DÓLAR SUSTENTA LEVE GANHO NO BRASIL EM DIA DE CORREÇÃO E LEILÃO DO BC

O dólar fechou a quarta-feira com leve viés positivo ante o real, em um dia de correção após forte queda na véspera e de leilão de swap cambial reverso do Banco Central. O sinal positivo do dólar no Brasil contrastou com o exterior, onde a moeda norte-americana cedeu ante quase todas as demais divisas, em meio à expectativa de que Irã e EUA possam chegar a um acordo para encerrar a guerra.

O dólar à vista fechou com leve alta de 0,17%, aos R$4,9207. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,35% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,19% na B3, aos R$4,9505. Após abrir a sessão em baixa, acompanhando o viés negativo no exterior, o dólar passou a exibir leves ganhos ante o real nesta quarta-feira, após o BC ter vendido em leilão 10.000 contratos de swap cambial reverso, no valor de US$500 milhões. A operação com swaps reversos, realizada pelo BC às 9h20, tem o efeito equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Na prática, isso representa um impulso de alta para o dólar no mercado futuro — que, por ser o mais líquido, tende a puxar as cotações também no mercado à vista. Ao atuar apenas por meio do swap reverso, o BC facilita que investidores atualmente comprados no mercado futuro — ou seja, posicionados para a alta das cotações do dólar — reduzam essas posições. O noticiário sobre a guerra justificou os movimentos agudos. Após o início do conflito, no fim de fevereiro, o dólar saiu da faixa dos R$5,13 para um pico de R$5,31 em 13 de março, no auge das preocupações do mercado, para depois se reaproximar dos R$4,90 na sessão desta quarta-feira, em meio à expectativa de um acordo de paz. Desde 8 de novembro de 2016 o BC não realizava uma operação semelhante à desta quarta-feira — ou seja, de venda de swap cambial reverso, sem negociação simultânea de dólar à vista. A diminuição de posições compradas em dólar no mercado futuro pode fazer sentido para muitos investidores justamente por conta da melhora do cenário geopolítico no Oriente Médio. No início do dia, uma fonte paquistanesa familiarizada com as conversas diplomáticas afirmou que Irã e EUA estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar o conflito no Golfo Pérsico. A informação surgiu após o site Axios ter noticiado que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando para encerrar a guerra com o Irã, depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu uma missão naval de três dias para reabrir o Estreito de Ormuz. Durante a tarde, Trump reforçou a expectativa de um acordo. “Estamos indo muito bem no Irã. Está tudo indo muito bem, e veremos o que acontece. Eles querem fazer um acordo, querem negociar”, disse Trump em um evento na Casa Branca. A jornalistas, Trump disse ainda que é muito possível que Washington e Teerã fechem um acordo. A esperança de um acordo conduziu a queda do dólar ante quase todas as demais divisas globais, incluindo pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. O Brasil foi uma exceção, com o dólar em leve alta ante o real durante a maior parte do dia, na esteira do leilão do BC. Profissionais do mercado também pontuaram que, após o forte recuo da véspera, para o menor valor desde janeiro de 2024, era de se esperar algum ajuste de alta nas cotações do dólar ante o real.

REUTERS

IBOVESPA FECHA EM ALTA COM ALÍVIO DO PETRÓLEO E OTIMISMO SOBRE ACORDO ENTRE EUA E IRÃ

Disparada das ações da Vale e o forte desempenho dos papéis ligados à economia doméstica foram suficientes para manter o índice em terreno positivo

O otimismo com as negociações entre Estados Unidos e Irã e o consequente alívio nos preços do petróleo impulsionaram as ações brasileiras na quarta-feira. Apesar da desvalorização de Petrobras e Itaú, o Ibovespa encerrou em alta de 0,50%, aos 187.691 pontos, oscilando entre 186.762 pontos e 188.674 pontos. A disparada das ações da Vale e o forte desempenho dos papéis ligados à economia doméstica – mais sensíveis ao ciclo de juros – foram suficientes para manter o índice em terreno positivo, diante da perspectiva de redução das pressões inflacionárias. Nesse contexto, o volume financeiro do Ibovespa somou R$ 22 bilhões, enquanto a B3 movimentou R$ 28,8 bilhões. A perspectiva positiva de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio também animou as bolsas no exterior. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,24%, o S&P 500 ganhou 1,46% e o Nasdaq teve alta de 2,02%. As ações da Vale avançaram 3,62%, diante da valorização de 2,84% do minério de ferro em Dalian, na China. Entre as maiores altas do pregão, C&A ON disparou 7,06%, apesar da queda do lucro líquido para R$ 1,7 milhão no primeiro trimestre, queda anual de 59,1%. Analistas do Bradesco BBI afirmam que os resultados foram positivos e devem reforçar o otimismo do mercado com a varejista, já que houve recuperação nas vendas mesmas lojas e a rentabilidade surpreendeu positivamente. A instituição cortou o preço-alvo do papel de R$ 24 para R$ 18, mas reiterou a recomendação de compra. Na ponta negativa do pregão, as ações ordinárias da TIM recuaram 7,88%, após resultados do primeiro trimestre. A receita líquida da companhia ficou levemente acima da esperada pelo Citi, mas o lucro líquido do período frustrou em 13% a projeção do banco, em razão de despesas financeiras e com impostos mais altas. Já as ações do Itaú recuaram 1,60%. Analistas afirmam que os números trimestrais do banco foram positivos, mas apontam alguma uma desaceleração pontual, atribuída à sazonalidade típica do período. Os papéis ordinários e preferenciais da cederam 3,77% e 2,86%, respectivamente, diante da queda dos preços do petróleo. O Brent, com entregada para julho, recuou 7,82%, cotado a US$ 101,27, enquanto o WTI, com entrega para o mesmo mês, perdeu 7,03%, cotado a US$ 95,08.

VALOR ECONÔMICO

BRASIL TEM FLUXO CAMBIAL POSITIVO DE US$9,291 BI EM ABRIL, DIZ BC

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$9,291 bilhões em abril, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central, um resultado que representa uma reversão do forte fluxo negativo de US$6,350 bilhões contabilizado em março, primeiro mês da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de US$2,674 bilhões em abril. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Em março, em meio ao pânico dos investidores com a guerra no Oriente Médio, saíram do país pela via financeira US$14,054 bilhões. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de abril foi positivo em US$6,616 bilhões, contra saldo também positivo de US$7,703 bilhões em março — quando exportadores aproveitaram as cotações mais elevadas do dólar para internalizar recursos no Brasil. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 27 a 30 de abril, entraram do país US$3,307 bilhões. No acumulado do ano, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de apenas US$13,397 milhões.

REUTERS

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