Informativo Sindileite 127

Ano 1 | nº 127 | 06 de maio de 2026

NOTÍCIAS

LEITE SPOT RECUA NO INÍCIO DE MAIO E SINALIZA MERCADO MAIS CAUTELOSO

Todos os estados registraram queda de preços na primeira quinzena de maio, continuando o movimento de baixa observado na quinzena anterior, ainda sinalizando um ambiente mais cauteloso nas negociações entre indústrias.

Todos os estados registraram queda de preços na primeira quinzena de maio, continuando o movimento de baixa observado na quinzena anterior, ainda sinalizando um ambiente mais cauteloso nas negociações entre indústrias. Na média Brasil, o valor recuou para R$ 2,970/litro, com baixa de R$ 0,315/litro em relação à quinzena anterior, segundo análises do MilkPoint Mercado. Entre os estados monitorados, São Paulo segue com a maior cotação média, a R$ 3,232/litro, apesar de um recuo de R$0,262/litro. Na sequência, Santa Catarina com R$ 3,046/litro (-R$ 0,329), Paraná, com R$ 2,990/litro (-R$ 0,310), Minas Gerais, com R$ 2,986/litro (-R$ 0,308), Rio Grande do Sul, com R$ 2,902/litro (-R$ 0,318) e Goiás, com R$ 2,881/litro (-R$ 0,320). Em termos de variação, a maior retração foi observada em Santa Catarina, seguida por Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Segundo os informantes, o movimento acompanha o recuo dos principais derivados, como UHT e muçarela, diante de uma retração nas compras de reposição por parte do varejo. Esse cenário tem pressionado os preços dos derivados e, consequentemente, a indústria, que reduz sua disposição de compra de matéria-prima, refletindo na continuidade das quedas no mercado spot.

MILKPOINT

NACIONAL

SECRETARIA DA AGRICULTURA DO RS VALIDA SOLUÇÃO CONTRA CARRAPATO COM APLICAÇÃO POR DRONE NAS PASTAGENS

O projeto propõe uma mudança de paradigma: em vez de tratar o animal com produtos químicos, a estratégia atua no ambiente onde o carrapato passa a maior parte do seu ciclo de vida.

Pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) avançam na validação a campo de um produto biológico inédito para o controle do carrapato bovino, com aplicação direta nas pastagens por meio de drones. A fase mais recente dos testes ocorreu nesta semana em Hulha Negra, na Campanha gaúcha, marcando um novo passo rumo a uma alternativa mais sustentável ao modelo tradicional baseado em químicos. Desenvolvido pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), o projeto propõe uma mudança de paradigma: em vez de tratar o animal com produtos químicos, a estratégia atua no ambiente onde o carrapato passa a maior parte do seu ciclo de vida. A iniciativa parte de uma lacuna tecnológica. Atualmente, não há produtos disponíveis, em escala pecuária, voltados ao controle de parasitas no ambiente. “A maior parte dos carrapatos está na pastagem, aguardando o hospedeiro. Mesmo assim, o controle segue concentrado no animal”, enfatiza o pesquisador e diretor do IPVDF, José Reck. Reck explica que o estudo utiliza micro-organismos presentes no solo, como fungos e bactérias, selecionados por sua capacidade de atingir o carrapato sem causar danos aos bovinos, aos seres humanos ou ao ambiente. Esses agentes biológicos são concentrados em uma formulação e aplicados diretamente no campo, com apoio de drones, o que amplia a escala e a eficiência da operação. “Projetos assim são fundamentais para avançarmos em soluções práticas diante de um problema recorrente no dia a dia dos produtores. A atuação técnica e a expertise da Secretaria da Agricultura permitem não apenas o desenvolvimento, mas também a validação de alternativas inéditas, mais sustentáveis e alinhadas às demandas atuais da pecuária”, destaca o secretário da Agricultura, Márcio Madalena. Iniciado no começo de 2025, o projeto está em fase de validação em escala real, com monitoramento contínuo das áreas experimentais. Atualmente, dois tratamentos estão em teste, com avaliação sistemática de custo-benefício. “A previsão é manter os experimentos até julho, quando a chegada do inverno reduz naturalmente a população de carrapatos, permitindo um balanço mais preciso dos resultados”, prevê Reck. A proposta combina conhecimentos já consolidados na agricultura — onde o uso de micro-organismos no controle de pragas é amplamente difundido — com o manejo sanitário animal. “Trata-se de uma abordagem que considera todo o sistema produtivo, e não apenas o animal”, destaca a professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), diretora da Agência de Inovação e uma das pesquisadoras integrantes do projeto, Patrícia Golo. Segundo ela, o diferencial está na atuação integrada sobre todas as fases do parasito. “Avaliamos a infestação nos bovinos, as fases no ambiente e a persistência do fungo no solo, em um experimento conduzido em escala próxima a realidade do produtor”, afirma. A pesquisa representa um avanço em uma linha de trabalho iniciada em 2012 no IPVDF, voltada ao controle biológico de carrapatos. Até recentemente, os esforços estavam concentrados no desenvolvimento de soluções para aplicação direta nos animais. A mudança para o controle no ambiente marca um novo estágio da investigação.

SECRETARIA DE AGRICULTURA/RS

TECNOLOGIA

OLHO DO DONO PÕE AUSTRÁLIA E CHINA EM PLANO DE EXPANSÃO

Startup, que usa câmeras 3D e inteligência artificial para pesar gado bovino, avança no Brasil e define prioridades no exterior

A startup Olho do Dono, que utiliza câmeras 3D e tecnologia baseada em inteligência artificial para estimar o peso do gado bovino sem uso de balanças convencionais, abriu negociações para entrar nos mercados chinês e australiano, acelerando, com isso, a internacionalização de suas operações. Hoje, o Brasil concentra 88% dos clientes da empresa, que também tem negócios na Argentina, onde fica 6% da clientela, no Paraguai (4% dos clientes), além de Bolívia e México, com 1% cada. Em paralelo, a startup também se reforça no mercado brasileiro, que tem o maior rebanho comercial do mundo – são 238,2 milhões de cabeças, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há um mês, a empresa fechou um contrato para atender a Fazenda Bom Futuro, que tem mais de 150 mil cabeças de gado, distribuídas por 21 propriedades em Mato Grosso. Segundo Renan Medeiros, coordenador técnico da Fazenda Bom Futuro, os testes de pesagem com a tecnologia da agtech apresentaram diferença de apenas 0,1% para a pesagem em balança tradicional. Ele afirma ser possível pesar 500 cabeças de gado em 20 minutos. “Essa tecnologia nos permite até fazer auditorias em outras fazendas”, observou. Os novos passos no exterior e a expansão dos negócios no Brasil ocorrem em um momento em que entram novos recursos na companhia. A BR Angels, grupo formado por mais de 400 altos executivos que são também investidores, aportou R$ 350 mil na Olho do Dono. Esse montante soma-se aos R$ 2,2 milhões que a empresa levantou em uma rodada de investimento que concluiu em setembro do ano passado. A tecnologia da agtech já pesou 2 milhões de bovinos. Câmeras instaladas no curral permitem ao pecuarista pesar os animais diretamente no pasto, o que acelera esse trabalho, já que, com a tecnologia, não é necessário levar o gado até a balança no curral. A Olho do Dono quer ser uma alternativa também para pecuaristas de menor porte. Segundo Pedro Henrique Mannato, presidente executivo (CEO) da empresa, atualmente, os menores clientes da agtech têm no mínimo 500 cabeças de gado, mas isso deve mudar em breve. A empresa fez uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para levar a tecnologia também a pequenos criadores, além de prestar consultorias, a partir de julho deste ano. “Uma fazenda com 100 cabeças de gado pode pesar e contar seu rebanho em três minutos”, afirma o executivo. O ingresso da BR Angels na lista de investidores da Olho do Dono foi um movimento pouco usual para o grupo, afirma Orlando Cintra, fundador e CEO da BR Angels. “Aconteceu um fenômeno pouco comum: vários investidores do BR Angels que não entraram na primeira rodada, queriam investir”, relatou. Segundo ele, a aprovação do aporte adicional só ocorreu quando Mannato explicou que o novo montante seria utilizado para aumentar e melhorar a equipe de vendas e marketing. “Muitas vezes, mais dinheiro até atrapalha um negócio em expansão, mas ele me provou o uso claro desse novo valor”, disse. Sem informar valores, Mannato diz que, nos seis meses após o investimento de setembro de 2025, o faturamento da Olho do Dono cresceu 100% em relação ao mesmo período de um ano antes. Segundo ele, o investimento em marketing e em equipe de vendas foi responsável pelo aumento, e os R$ 350 mil terão o mesmo destino. No total, a agtech capixaba, que nasceu em Vitória em 2015, já captou R$ 6 milhões desde sua fundação. A tecnologia da Olho do Dono é baseada em inteligência artificial e visão computacional. O recurso utiliza uma câmera 3D portátil, sem necessidade de internet. Segundo o CEO da empresa, com a adoção é possível reduzir em até 95% o tempo de pesagem. Ela dá como exemplo o caso de um lote de 335 animais, cuja pesagem levaria seis horas e demorou 15 minutos com a tecnologia. No modelo convencional de pesagem, os vaqueiros conduzem os animais até o curral, onde ficam imobilizados para a pesagem, uma técnica que pode ser estressante para os bovinos. A Olho do Dono também está aprimorando a tecnologia para monitorar o comportamento dos animais e os testes estão em andamento. Mannato diz que a ideia é identificar um animal que não está indo beber água, por exemplo.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

CCGL PREMIA PRODUTORES DE DESTAQUE NO TOP RS LEITE

Premiação valoriza resultados da pecuária leiteira gaúcha

A CCGL realiza hoje, 06 de maio, às 19h, em Santa Rosa (RS), a entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade. A cerimônia ocorre no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson e vai reconhecer produtores e propriedades leiteiras gaúchas que se destacaram por desempenho técnico e produtivo na pecuária leiteira. A iniciativa da CCGL tem como foco reconhecer o trabalho de produtores rurais e propriedades leiteiras do Rio Grande do Sul que alcançaram resultados relevantes no setor. De acordo com informações divulgadas pela CCGL, a escolha dos premiados considera critérios técnicos e produtivos, reforçando a importância da gestão, da eficiência e da qualidade na atividade leiteira. A entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade será realizada em uma cerimônia voltada à valorização da cadeia produtiva do leite, segmento estratégico para a economia agropecuária gaúcha e para a geração de renda no campo. A solenidade está marcada para as 9h30, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa. O local recebe a cerimônia de reconhecimento dos produtores que se destacaram na produção leiteira, reunindo representantes ligados ao setor e à iniciativa promovida pela CCGL. Segundo dados divulgados pela CCGL, o prêmio busca celebrar os resultados alcançados por propriedades leiteiras do Estado, evidenciando o desempenho de quem investe em produtividade e melhoria dos processos dentro da atividade.

AGROLINK

INTERNACIONAL

URUGUAI LEVA À OMC QUESTIONAMENTO SOBRE INVESTIGAÇÃO DE DUMPING DO BRASIL EM LÁCTEOS

O CEO da Conaprole afirmou que o processo “saiu do campo técnico” após a intervenção do vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin.

A informação foi confirmada por Gabriel Valdés, presidente da Câmara da Indústria Láctea do Uruguai (CILU) e CEO da Conaprole. Segundo ele, não se trata de um litígio formal, mas de um alerta institucional apresentado em Genebra. A delegação uruguaia esteve acompanhada por representantes da Argentina, país que também figura na investigação. O movimento ocorre em meio a um cenário de crescente tensão. Em meados de abril, o Departamento de Defesa Comercial (Decom) do Brasil divulgou conclusão preliminar indicando a existência de indícios de práticas desleais, com possível dano material à indústria láctea brasileira entre 2021 e 2023. O relatório cita diretamente exportadores uruguaios como Conaprole, Claldy, Estancias del Lago e Alimentos Fray Bentos, apontando margens de dumping que variam de 3,7% a 61,4%, conforme noticiado pelo La Nación à época. Valdés questiona a origem e a condução da investigação. Ele lembra que a reclamação inicial apresentada por produtores de leite brasileiros foi rejeitada pelo próprio Decom em agosto de 2024, decisão posteriormente confirmada em novembro. No entanto, o caso foi reaberto em dezembro, por iniciativa do então Ministro do Desenvolvimento — hoje vice-presidente — Geraldo Alckmin. “Foi nesse momento que acendeu um sinal de alerta: o tema deixou de seguir um caminho estritamente técnico. Agora, com a determinação preliminar, o sinal é vermelho”, afirmou. O executivo também contesta os critérios utilizados. Segundo ele, para caracterizar dumping, é necessário comprovar dano concreto à indústria brasileira do leite em pó — e não aos produtores —, além de estabelecer o nexo entre esse dano e as exportações uruguaias. Outro ponto criticado é a comparação com os preços do mercado interno uruguaio. “O Uruguai exporta para cerca de 75 países a preços internacionais. O mercado interno não pode ser usado como referência para determinar a existência de dumping”, argumentou. Os prazos agora são curtos. O Uruguai tem até esta semana para apresentar sua defesa ao Decom. O relatório final do órgão está previsto para 18 de maio, enquanto a decisão definitiva do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) deve ser anunciada em 11 de junho. Vale ressaltar que dumping é uma prática de comércio internacional em que uma empresa exporta um produto por um preço inferior ao que cobra no seu próprio mercado interno — ou até abaixo do custo de produção — com o objetivo de ganhar mercado no país de destino. Na prática, isso pode prejudicar a indústria local, que não consegue competir com preços artificialmente baixos. Por isso, o dumping é regulado internacionalmente e pode levar à aplicação de medidas antidumping, como tarifas extras sobre o produto importado. 

Tardáguila Agromercados

ECONOMIA

DÓLAR FECHA EM FORTE QUEDA E VAI A R$ 4,91, MENOR PATAMAR DESDE JANEIRO DE 2024

Alívio na percepção de risco global foi o gatilho para a apreciação do câmbio brasileiro

O dólar à vista exibiu forte desvalorização frente ao real na sessão da terça-feira, chegando ao menor patamar desde fim de janeiro de 2024. O alívio na percepção de risco global foi o gatilho para a apreciação do câmbio brasileiro, que exibiu um movimento em linha com o observado na maioria dos mercados mais líquidos, em especial emergentes, ainda que em uma magnitude superior aos pares. O bom desempenho do real continuou ancorado no enfraquecimento global da moeda americana, nos juros muito elevados no país, na volatilidade contida e nos termos de troca favoráveis, conforme apontaram operadores de câmbio. Além do já mencionado, a internalização de dólares por parte de exportadores neste período do ano teria dado ajuda adicional. Encerradas as negociações da terça-feira, o dólar à vista registrou queda de 1,12%, cotado a R$ 4,9121, o menor patamar de fechamento desde o dia 26 de janeiro de 2024, quando a moeda americana terminou negociada a R$ 4,9105. Na mínima do dia, o dólar bateu em R$ 4,9060 e encostou na máxima de R$ 4,9527. Já o euro comercial teve depreciação de 1,12% frente ao real, a R$ 5,7448, o menor patamar desde junho de 2024. Perto do fechamento, o real apresentava o melhor desempenho frente ao dólar, na relação das 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor. O dólar também recuava 0,84% ante o peso mexicano, 0,77% contra o peso chileno e 0,73% ante o rand sul-africano. Já o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,10%, aos 98,473 pontos. Victor Scalet, estrategista macro da XP, lembra que o real tem se destacado, mas não é algo exclusivo de agora. “Isso já era uma tendência observada antes da guerra [no Oriente Médio], desde o fim de 2025, mas o movimento foi acentuado do início dos conflitos para frente”, afirma. Ainda na leitura de Scalet, os preços das commodities, em especial do petróleo, tem dado suporte ao real por conta dos termos de troca do Brasil, mas o que mais importante nesse movimento hoje é a dinâmica do dólar fraco. O chefe da tesouraria de um grande banco local diz que tem observado internalizações de exportadores, mas que o bom desempenho do real se dá pelo interesse que a moeda desperta pelos altos juros e pelos termos de troca.

VALOR ECONÔMICO

IBOVESPA FECHA EM ALTA COM ALÍVIO NOL PETRÓLEO, ATA DO COPOM E BALANÇOS

Nova rodada de resultados corporativos e a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) também ajudaram a impulsionar o índice

O Ibovespa encerrou em alta na terça-feira, em meio ao alívio na percepção de risco global, com a manutenção do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, apesar de relatos de ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos. A nova rodada de resultados corporativos e a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) também ajudaram a impulsionar o índice, que subiu 0,62%, aos 186.754 pontos, após oscilar entre 185.364 pontos e 187.428 pontos. A queda do petróleo, somada à leitura de que o Copom manteve em aberto a possibilidade de reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, deu apoio às ações ligadas à economia doméstica. Por outro lado, a queda das ações da Petrobras diminuiu o ímpeto do Ibovespa, cujo volume financeiro somou R$ 19,3 bilhões, enquanto a B3 movimentou R$ 25,9 bilhões. O movimento positivo também foi observado nas bolsas americanas, além de resultados trimestrais saudáveis. O S&P 500 ganhou 0,81% e o Nasdaq avançou 1,03% e renovaram recordes, enquanto o Dow Jones subiu 0,73%. No cenário geopolítico, petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em julho teve queda de 3,99%, cotado a US$ 109,87 por barril. Já o WTI (referência americana) com entrega prevista para junho caiu 3,90%, a US$ 102,27 por barril. O alívio nos preços ajudou a queda dos juros futuros e, por consequência, uma valorização das ações brasileiras no pregão. Ainda assim, as declarações contraditórias seguem no centro das atenções do conflito no Oriente Médio. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã quer fazer um acordo e que os EUA podem fazer o que quiserem com o país persa. “O que não gosto no Irã é que eles falam comigo com muito respeito, e depois vão à televisão dizer: ‘Não falamos com o presidente!’ Eles estão jogando. Podemos fazer o que quisermos com eles”. Gestores ouvidos pelo Valor nos últimos dias afirmam que o cenário atual já foi incorporado aos preços, por isso houve esse movimento mais contido, que traz apoio aos ativos de risco, tanto aqui quanto nos Estados Unidos, com a valorização das bolsas de Nova York. Como resultado, as ações ligadas ao petróleo sofreram baixas: as ordinárias e preferenciais da recuaram 1,38%, cada, enquanto as ações ON da Brava perderam 1,39% e as da Prio cederam 0,94%. Na sessão, os balanços bem-recebidos pelo mercado também ajudaram a bolsa brasileira. Entre as maiores valorizações, as ações da Ambev disparam 15,30%, após a publicação dos resultados do primeiro trimestre acima do esperado. O grande destaque da companhia foi o desempenho de vendas de cerveja no mercado brasileiro, que bateu recorde, segundo analistas.

VALOR ECONÔMICO

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