Informativo Sindileite 126 05.05.2026

Ano 1 | nº 126 | 05 de maio de 2026

NOTÍCIAS

Custo do leite sobe com alta dos insumos

Leite perde poder de compra frente ao milho no Paraná

O Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, apontou no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) aumento na pressão dos custos de produção sobre a atividade leiteira no Paraná. Segundo o relatório, a nutrição do rebanho segue como principal componente de custo, e a relação de troca entre litros de leite e saca de milho é utilizada como referência para medir essa variação. De acordo com o Deral, em março de 2025, com o litro do leite a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho ao valor de R$ 77,90. Na média do mês mais recente, essa relação passou para 29,4 litros por saca, indicando elevação no custo. O impacto se torna mais evidente quando comparado ao farelo de soja, outro insumo relevante na alimentação animal. Nesse caso, a relação passou de 697 litros por tonelada, em março de 2025, para 868 litros por tonelada no período atual. O boletim também destaca o avanço das importações de lácteos como fator que influencia o mercado interno. Conforme o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, com os queijos respondendo por aproximadamente 40% do total. Em relação ao leite em pó, o documento aponta aumento nas compras externas, mesmo após medidas adotadas para restringir a entrada do produto. Segundo o Deral, em março deste ano a importação do item registrou crescimento de 71% na comparação com o mesmo mês de 2025.

AGROLINK

Com oferta menor, preço do leite sobe 18% no 1º trimestre no campo

Pressão vem após seguidos meses de queda nos valores recebidos pelos produtores. Câmbio abaixo de R$ 5 e oferta externa maior devem acelerar importações no setor

O preço do leite vem com forte aceleração no campo nos primeiros meses deste ano. Apenas em março, o valor pago ao produtor teve alta de 10,5% por litro em relação a fevereiro, o que elevou o acumulado do trimestre para 18%, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A elevação dos preços continuou em abril, segundo o Centro de Inteligência do Leite da Embrapa Gado de Leite. De janeiro a abril, conforme dados da empresa, o aumento foi de 21%. Essa recomposição é necessária para um equilíbrio econômico maior das finanças dos produtores, segundo as duas instituições. Isso porque, mesmo com a alta acumulada no ano, os preços do primeiro trimestre ainda são 24% inferiores aos de igual período do ano passado, descontada a inflação. O setor vive um momento difícil. A recuperação dos preços no campo pode não continuar, devido à crescimento econômico menor, taxas de juros maiores e maior endividamento das famílias. De outro lado, a guerra no Oriente Médio eleva custos tanto para produtores quanto para as indústrias. No campo, fertilizantes, diesel e outros insumos necessários à produção sobem. Na indústria, fretes e embalagens plásticas também encarecem, devido ao aumento nos preços do petróleo. Outro fator que inibe uma recuperação interna é o câmbio. O dólar abaixo de R$ 5 favorece as importações em um momento de expansão da produção externa. As importações de março atingiram 235 milhões de litros equivalentes, o maior patamar desde meados de 2024, segundo a Embrapa. Nos últimos 12 meses, a alta é de 31%. Produção externa maior e aumento dos estoques mundiais fizeram o preço internacional do leite em pó integral recuar de US$ 4.117 por tonelada, em abril de 2025, para US$ 3.687, no mês passado, uma queda de 10% no período. Embrapa e Cepea afirmam que a captação interna de leite cai devido ao período de entressafra e a menores investimentos na produção, em vista do longo período de seguidas quedas nos preços recebidos pelos produtores. Nos três primeiros meses do ano, os produtores tiveram uma captação 11% inferior à de igual período do ano passado, segundo o Cepea. Essa menor oferta provoca uma corrida das indústrias processadoras pelo leite, elevando os preços no campo. No final do ano passado, o produtor recebia R$ 1,98 por litro. Em abril, o valor médio nacional foi de R$ 2,40, aponta acompanhamento da Embrapa. Ao contrário do que ocorre no Brasil, a oferta aumenta em grandes centros produtores. É recorde na Nova Zelândia —com alta de 9% em março em relação a igual mês do ano passado— e cresce na União Europeia, nos Estados Unidos, na Argentina e no Uruguai, segundo acompanhamento do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A alta dos preços no campo já chega ao bolso do consumidor. Em 2025, o preço do leite acumulou queda de 12% para os paulistanos, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Só em março passado, no entanto, o produto já teve alta de 11% nas prateleiras dos supermercados. Os dados de abril, que devem ser divulgados nesta terça-feira (5), já indicavam alta de 21,6% nos últimos 30 dias terminados na terceira semana do mês. A recomposição de preços, porém, ainda é menor nos derivados de leite, que tiveram reajuste de 1,5% no mesmo período de abril, segundo a Fipe.

FOLHA DE SP

Comissão aprova projeto que proíbe venda de leite em pó importado reconstituído como leite líquido

Projeto seguirá para análise do Senado, a menos que haja pedido para que seja votado pelo Plenário da Câmara. Domingos Sávio: medida protege o mercado interno de práticas desleais de comércio

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4309/23, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado, por empresas, para venda como leite fluido no Brasil. A proposta, da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), recebeu parecer favorável do relator, deputado Domingos Sávio (PL-MG). O texto aprovado incorpora uma alteração feita anteriormente pela Comissão de Finanças e Tributação, a fim de garantir que o projeto não acarretará aumento ou diminuição de receitas e despesas para o poder público. O projeto, que tramitou em caráter conclusivo, já havia sido aprovado também pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e seguirá agora para análise do Senado, a menos que haja pedido para que seja votado pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, sancionado pela presidência da República. O texto estabelece como punição para as empresas que descumprirem a medida prevista: multa de até R$ 1 milhão; e suspensão temporária ou definitiva do alvará de funcionamento. Segundo o projeto, a reidratação do leite em pó para venda no mercado nacional só será autorizada em caso de desabastecimento do produto na forma líquida. Domingos Sávio defendeu a legalidade da medida, argumentando que ela busca proteger o mercado interno de práticas desleais de comércio. “A preferência pela utilização de leite em pó nacional antes do produto importado não configura discriminação arbitrária, mas instrumento legítimo de política pública voltada à proteção de cadeia produtiva estratégica”, afirmou o parlamentar. Ele ressaltou ainda que a norma não proíbe a importação do produto, mas “atua para restaurar um ambiente minimamente isonômico entre o produtor nacional de leite fluido e o produto reconstituído a partir de matéria-prima importada e subsidiada”.

Agência Câmara de Notícias

EMPRESAS

Rei do Mate e We Coffee ampliam portfólios com bebidas proteicas à base de whey

A franquia Rei do Mate ampliou seu portfólio com o lançamento de bebidas proteicas à base de whey protein e colágeno. O movimento é acompanhado também pela We Coffee, que lança uma collab com a Netshoes, voltada ao movimento de bebidas funcionais. A novidade acompanha a entrada de uma linha dedicada ao café da manhã, que inclui a torrada Petrópolis, omeletes e ovos.

O cardápio introduz ainda o matcha, disponível em versões quentes e geladas, além de uma combinação com a fruta do cacau. Segundo a rede, a brasilidade orienta o novo momento da marca, refletida nos ingredientes, nos produtos e na proposta de consumo. A iniciativa também fortalece categorias já consolidadas, como os sanduíches tostados, gratinados e os copos de pão de queijo. O segmento de bebidas quentes, que inclui cafés, cappuccinos e chocolates, acompanha o ritmo de expansão do portfólio, registrando vendas mensais superiores a 500 mil xícaras de café e 500 mil de cappuccino. O investimento acompanha o desempenho financeiro do Rei do Mate, que encerrou 2025 com faturamento de R$ 410 milhões. A alta de 16,14%, em relação ao ano anterior, foi impulsionada por ganhos de eficiência e pelo fortalecimento da rede de franqueados. Seguindo a tendência de produtos pré-treino, a We Coffee e a Netshoes lançaram uma linha proteica em collab, voltada a consumidores ligados ao bem-estar e à atividade física. Os itens já estão disponíveis em todas as unidades da rede e devem chegar ao delivery até o fim de maio. As bebidas fazem alusão às cores e identidade visual da Netshoes e são recomendadas como pré-treino, pois contêm ingredientes que ajudam no desempenho, como termogênicos e cafeína. Para a criação do cardápio, foi considerado um índice proteico (mínimo de 20g) superior aos valores de carboidratos, gorduras e açúcares.

MERCADO & CONSUMO/MILKPOINT

CLIMA

A primeira onda de frio do ano chegou: confira os alertas para a cadeia leiteira no Centro-Sul

A chegada de uma massa de ar polar derruba temperaturas e acende o sinal de atenção para produtores de leite e os impactos do possível retorno do fenômeno El Niño em 2026. Mudança drástica nas condições meteorológicas nos próximos dias, de 04 a 10 de maio.

Segundo dados do INMET e da MetSul, o Brasil enfrenta sua primeira onda de frio intensa do ano, impulsionada por uma massa de ar polar. O fenômeno, que já registra temperaturas negativas no Rio Grande do Sul, com marcas de -2,2 °C em Pinheiro Machado, e em áreas de Santa Catarina e Paraná, deve avançar em direção ao Sudeste e Centro-Oeste ao longo dessa semana. A previsão indica que os termômetros devem despencar em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Este cenário de frio rigoroso será precedido, no entanto, por uma instabilidade perigosa. Antes da consolidação da massa de ar polar, o ingresso de ar muito quente no Sul do Brasil provocará tardes de calor atípico para o mês de maio. Essa alternância brusca de temperatura precede uma frente fria que traz consigo o risco de chuvas intensas e fortes tempestades. Além das variações imediatas, o horizonte climático de longo prazo demanda planejamento estratégico devido à possível volta do fenômeno El Niño. O monitoramento do Centro de Previsão Climática (CPC/NOAA) aponta que, embora o Oceano Pacífico esteja atualmente em neutralidade, há um aquecimento gradual das águas. As projeções indicam que a probabilidade de formação do El Niño supera 60% no trimestre de maio a julho, podendo ultrapassar os 90% no segundo semestre de 2026. Para o Rio Grande do Sul e a Região Sul como um todo, isso significa um aumento significativo no transporte de umidade da Amazônia, potencializando tempestades e volumes de chuva acima da média histórica.

INMET/METSUL

ECONOMIA

Dólar tem alta leve ante o real após novas ações militares do Irã no Estreito de Ormuz

O dólar fechou a segunda-feira com leve alta ante o real, acompanhando o avanço quase generalizado da moeda norte-americana no exterior, após notícias de novas ações militares do Irã no Estreito de Ormuz e ataques do país a áreas dos Emirados Árabes Unidos.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,31%, aos R$4,9679. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular queda de 9,49% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,43% na B3, aos R$5,0020. A moeda norte-americana oscilou em alta durante praticamente todo o dia, ainda que com variações modestas, em meio à reescalada do conflito no Oriente Médio. Os EUA afirmaram que alguns de seus destroieres estavam dentro do Golfo Pérsico e que dois navios mercantes com bandeira norte-americana cruzaram o Estreito de Ormuz em segurança, o que foi negado pelos iranianos. O Irã disse ter disparado contra um navio de guerra norte-americano que se aproximava do estreito, forçando-o a retornar. As autoridades iranianas divulgaram ainda um mapa com uma área marítima expandida agora sob seu controle, que se estende muito além do Estreito de Ormuz para incluir vastas áreas de águas internacionais, incluindo longos trechos do litoral dos Emirados Árabes Unidos — que sofreram ataques do Irã com drones e mísseis. “O exterior influenciou as cotações no Brasil, ainda em função do imbróglio no Oriente Médio”, comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Ainda assim, a divisa se manteve abaixo dos R$5,00. “Com o dólar perto dos R$5,00, alguns exportadores saem vendendo e há operações de ‘stop loss’ (parada de perdas). Isso realmente tem segurado as cotações do dólar, que segue com tendência de queda”, acrescentou Rugik. “Se não fosse o problema da guerra, ele poderia estar até mais baixo.” No boletim Focus divulgado pela manhã pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,25. Já a inflação esperada para este ano subiu de 4,86% para 4,89% e para 2027 permaneceu em 4,00%. Sem efeitos para as cotações, na agenda doméstica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida provisória instituindo o Novo Desenrola — programa do governo federal para negociação de dívidas de pessoas físicas, micro e pequenas empresas e pequenos produtores rurais. Até R$15 bilhões em garantias da União serão usados para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$5 bilhões.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com Vale e bancos entre as maiores pressões

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, abaixo dos 186 mil pontos, com blue chips como Vale e Itaú Unibanco entre as maiores pressões de baixa, enquanto Embraer figurou entre os destaques positivos após receber encomenda do Oriente Médio.

A cena geopolítica continuou no radar dos investidores da bolsa paulista, que também analisaram o anúncio do Novo Desenrola, programa do governo federal para renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,92%, a 185.600,12 pontos, tendo marcado 185.537,58 pontos na mínima e 187.666,20 pontos na máxima.  O volume financeiro somou R$26,38 bilhões na volta do fim de semana prolongado. De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa permanece acima da região de 184.300 pontos, que o mantém em tendência de alta no curto prazo, mas a perda desse nível pode abrir espaço para quedas até 179.700 e 174.900 pontos. Para retomar força e atrair fluxo comprador, o Ibovespa precisa romper a resistência em 189.100 pontos, afirmaram no relatório Diário do Grafista. Estrategistas da XP veem a bolsa brasileira com um movimento de correção, que pode continuar no curto prazo, em função de fatores técnicos, posicionamento e fluxos. “Ainda assim, continuamos vendo o Brasil como um vencedor relativo no cenário global e esperamos que os fluxos sigam positivos para emergentes e para o Brasil, especialmente quando os riscos geopolíticos diminuírem”, afirmou a equipe chefiada por Fernando Ferreira. “Além disso, embora o mercado tenha corrigido, as estimativas de lucro por ação continuam sendo revisadas para cima”, afirmaram em relatório a clientes, elevando também o valor justo do Ibovespa para o final de 2026 para 205 mil pontos, de 196 mil anteriormente. No Brasil, o governo lançou o Novo Desenrola, prevendo utilizar até R$15 bilhões em garantias da União para viabilizar juros mais baixos aos devedores, em uma resposta aos altos níveis de endividamento da população. O anúncio incluiu regras mais duras para a concessão de empréstimos com desconto em folha por aposentados do INSS e servidores públicos.

REUTERS

Focus: inflação de 2026 sobe pela 8ª semana seguida e Selic vai a 10% em 2029

Relatório mostra alta nas projeções de inflação, com estabilidade nas estimativas de crescimento e juros

A mediana das projeções para a inflação de 2026 voltou a subir no Boletim Focus divulgado em 4 de maio de 2026 pelo Banco Central, passando de 4,86% para 4,89%, na oitava alta consecutiva. O mercado também passou a ver juros mais altos no longo prazo, com a Selic em dois dígitos em 2029. Para 2026, a projeção do IPCA subiu para 4,89%, marcando a oitava alta consecutiva após sair de 4,86% na semana anterior e de 4,36% há quatro semanas. Para 2027, a estimativa permaneceu em 4,00% pela primeira semana. Já para 2028, a projeção avançou para 3,64%, na segunda alta consecutiva. Para 2029, o mercado manteve a estimativa em 3,50%, nível estável há 35 semanas. No IGP-M, a projeção para 2026 avançou para 5,50%, registrando a nona alta consecutiva. Para 2027, a estimativa ficou em 4,00%, estável há 11 semanas. Em 2028, houve leve alta para 3,83%, enquanto para 2029 a projeção foi mantida em 3,70% pela terceira semana seguida. Nos preços administrados, a expectativa para 2026 permaneceu em 4,98%. Para 2027, a projeção seguiu em 3,80%, estável há três semanas. Já para 2028 e 2029, as estimativas foram mantidas em 3,50%, estáveis há 23 e 42 semanas, respectivamente. A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi mantida em 1,85%. Para 2027, a estimativa recuou para 1,75%, na primeira queda após estabilidade em 1,80%. Já para 2028, o mercado manteve a projeção em 2,00% há 112 semanas. Para 2029, a estimativa também permaneceu em 2,00%, estável há 59 semanas. A projeção para o dólar em 2026 ficou em R$ 5,25, estável pela primeira semana, após queda frente às estimativas de quatro semanas atrás. Para 2027, a expectativa recuou para R$ 5,30. Em 2028, o câmbio foi ajustado para R$ 5,39, também na primeira queda, enquanto para 2029 a projeção caiu para R$ 5,40, acumulando três semanas consecutivas de recuo. A taxa Selic para 2026 foi mantida em 13,00% ao ano pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a projeção seguiu em 11,00%, também estável há duas semanas. Em 2028, a estimativa foi mantida em 10,00% pela 15ª semana consecutiva. Já para 2029, houve leve alta para 10,00%.

INFOMONEY

Índice de Confiança Empresarial tem queda em abril, informa FGV

Foi o terceiro mês consecutivo de baixa, refletindo a piora das expectativas, segundo a entidade

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) recuou 1 ponto em abril, para 90,6 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice teve queda de 0,6 ponto. “A confiança empresarial recuou pelo terceiro mês consecutivo em abril, refletindo a piora das expectativas, enquanto a avaliação da situação atual dos negócios permanece relativamente estável. Ao ampliar a incerteza sobre a trajetória da inflação e dos juros, o conflito no Oriente Médio segue como o principal fator de preocupação das empresas. Embora a queda do ICE nos últimos meses tenha sido moderada, a persistência do conflito tende a manter os níveis de confiança em patamares baixos por mais tempo”, avaliou Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV Ibre. Em abril, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) manteve-se praticamente estável, com recuo de 0,1 ponto, para 93,2 pontos. O índice segue acomodado em torno dos 93 pontos ao longo de 2026, sinalizando estabilidade na percepção sobre o nível de atividade econômica. Entre seus componentes, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios avançou 0,7 ponto, para 92,1 pontos, enquanto o indicador que mede o nível de demanda no momento presente cedeu 0,8 ponto, para 94,4 pontos. O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E), por sua vez, diminuiu 1,9 ponto no mês, ficando em88,1 pontos. O índice acumula três recuos consecutivos, revertendo a sequência de cinco altas que havia marcado o final de 2025 e o início deste ano, sinalizando cautela crescente dos empresários em relação aos próximos meses. Entre seus componentes, o indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes teve baixa de 2,7 pontos, para 88 pontos, e o indicador que capta as expectativas em relação à evolução dos negócios seis meses à frente caiu 1,2 ponto, para 88,3 pontos.

VALOR ECONÔMICO

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