Informativo Sindileite 108 07.04.2026

Ano 1 | nº 108 | 07 de abril de 2026

NOTÍCIAS

Queijarias do Oeste do Paraná transformam leite em produtos premiados e de alto valor agregado

No Oeste do Paraná, a produção artesanal de queijos deixou de ser atividade complementar e passou a operar com padrão técnico, regularidade e mercado definido. Em propriedades familiares de Palotina e Toledo, quatro agroindústrias estruturaram processos que envolvem padronização da matéria-prima, controle de maturação, conformidade sanitária e venda direta ao consumidor.

Na Granja Santo Expedito, a produção que começou na cozinha de casa em 2012 evoluiu para uma agroindústria formalizada, equipada com câmaras frias e controle técnico de maturação. Em pouco mais de dois anos de operação estruturada, a queijaria acumula 18 premiações para um portfólio de 20 tipos de queijos autorais. A estratégia adotada pelos proprietários, Alcelio e Tatiane Bombacini, foi reduzir o rebanho de 40 para 20 vacas para priorizar a qualidade e a padronização do leite. “Com menos animais, conseguimos controlar melhor a alimentação, a sanidade e a qualidade da matéria-prima. Quando transformamos o leite em queijo fino, o ganho pode ser de quatro a seis vezes maior”, afirma Alcelio. Para reduzir a dependência de intermediários, a família abriu uma loja própria no centro de Palotina e mantém a propriedade aberta para visitação. Com o selo do Serviço de Inspeção Federal, a marca ultrapassou as fronteiras regionais e já planeja presença em pontos comerciais de Curitiba e São Paulo. Entre os queijos estão criações autorais como o Faraó, com olhaduras e interior alaranjado, a Múmia, maturado em manteiga ghee e envolto em faixa micropore, e o B [bombom de Dubai, recheado com castanhas. Já em Toledo, a Queijaria Della Pasqua construiu outro caminho de valorização. A família tem mais de 20 anos de experiência com geleias, doces e laticínios, mas decidiu migrar para produtos de maior valor agregado. A formalização no Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte permitiu a comercialização em todo o Paraná. A produção ocorre em uma área que preserva 15 alqueires de mata nativa e cachoeiras, cenário que passou a integrar a estratégia de turismo rural. “Percebemos que o consumidor quer conhecer a origem do alimento. O turismo trouxe uma nova fonte de renda e aproximou o cliente da nossa história”, relata Andreia Della Pasqua. A divisão de funções é familiar: Andreia cuida dos doces; a filha Ana Carolina dos queijos; os filhos e o genro da produção de leite; enquanto o marido auxilia na gestão e na lavoura. Entre os produtos estão o Jack Cheese, medalha de bronze no Prêmio Queijos do Paraná, o Belos Campos, um gouda maturado por seis meses, e o tradicional queijo coalho artesanal.  A experiência da Atani Queijaria combina memória afetiva e estratégia comercial. A fundadora, Cirlei Rossi dos Santos, transformou a tradição familiar em um modelo de venda direta por assinatura e eventos gastronômicos. Aos sábados, a propriedade recebe jantares de mesa posta, eliminando atravessadores e garantindo controle total sobre o preço. “Quando o cliente vem até aqui, ele entende o processo, prova o produto no ambiente onde ele nasce e valoriza muito mais o que está consumindo”, afirma Cirlei. A queijaria integra a Rota do Queijo Paranaense e envolve os filhos em todas as etapas, do manejo dos animais ao design da loja. Entre os destaques estão o Nonna Lucia, maturado por 90 dias, o Tipo Morbier Café e o Tipo Saint Paulin, além do autoral Donna Rossi, comercializado em versões de 10 e 30 dias de maturação. E na Queijaria Vila Belli, Gelir Maria Giombelli demonstra que escala não é condição para lucratividade. Em apenas três alqueires, com produção de cerca de 600 quilos de leite por mês, a produtora atua em um nicho em que o consumidor aceita pagar até cinco vezes mais por queijos com identidade e origem. Após uma missão técnica na Itália e premiações voltadas ao empreendedorismo feminino, Gelir investiu na modernização da ordenha para garantir sanidade e qualidade do leite. “A qualidade do queijo começa na ordenha. Sem isso, não existe maturação que resolva”, resume. O portfólio inclui o Tomme Negro d’Oeste, inspirado no paladar regional, o Colonial nas versões fresca e maturada e o autoral Belagio, maturado com erva-cidreira.

O PRESENTE RURAL

Estiagem avança no paraná, afeta produção leiteira e leva municípios a decretarem emergência

A estiagem prolongada que atinge o Paraná já provoca prejuízos expressivos no campo e levou 12 municípios a decretarem emergência, entre eles Laranjal e Roncador. A falta de chuvas compromete lavouras, reduz a disponibilidade de água e afeta diretamente a produção pecuária, especialmente em regiões com forte presença da atividade leiteira.

Em Laranjal, a situação preocupa ainda mais por conta da forte dependência da produção de leite como principal fonte de renda rural. A escassez hídrica compromete o desenvolvimento das pastagens, reduz a produção de silagem e limita o acesso à água para consumo animal. Com isso, há queda no desempenho das vacas e redução na produção diária de leite, afetando diretamente o caixa das propriedades. Muitos produtores já relatam necessidade de compra de ração e suplementação, elevando os custos de produção. No município de Roncador, o cenário também é de alerta, com perdas nas lavouras e impacto direto na economia local. A agricultura, base da renda da região, sofre com a irregularidade das chuvas, o que compromete o desenvolvimento das culturas e reduz a oferta de alimentos para o gado. A combinação de lavouras prejudicadas e pecuária pressionada agrava o quadro financeiro das propriedades. A falta de chuva tem efeito imediato sobre as pastagens, principal fonte de alimentação do rebanho leiteiro em grande parte das propriedades paranaenses. Com menor crescimento do capim, há redução na oferta de volumoso, o que compromete a nutrição adequada das vacas. Esse fator resulta em queda na produção de leite e pode afetar também a qualidade do produto entregue às indústrias. Em períodos prolongados de estiagem, a recuperação das pastagens tende a ser mais lenta, prolongando os impactos. Outro ponto crítico é a produção de silagem, essencial para garantir alimento nos períodos mais secos. Com a quebra de safra em culturas como milho, muitos produtores ficam sem reserva estratégica para o rebanho. Isso obriga a aquisição de insumos no mercado, geralmente a preços mais elevados devido à alta demanda. A elevação dos custos pressiona a margem de lucro e pode comprometer a sustentabilidade da atividade. Entre os municípios mais afetados está Capanema, onde os prejuízos já são estimados em R$ 69 milhões, segundo a prefeitura. O volume de chuva registrado em março foi de apenas 27% do esperado, evidenciando a gravidade da situação. Nos últimos três meses, o acumulado ficou em 168,5 milímetros, menos da metade dos 438 milímetros previstos para o período. Esses números refletem diretamente nas perdas agrícolas e na redução da produtividade.

PORTAL DOUGLAS SOUZA/PALMITAL

NACIONAL

Pecuária leiteira capixaba ganha ferramenta de sustentabilidade

Nova ferramenta promete tornar a produção de leite mais eficiente, sustentável e alinhada às exigências ambientais no Espírito Santo.

O Espírito Santo deu um passo estratégico rumo ao fortalecimento da pecuária leiteira com o lançamento do “Currículo Mínimo de Sustentabilidade da Pecuária Leiteira Capixaba”, em Vitória. A ferramenta inédita reúne indicadores e diretrizes que vão orientar a evolução dos sistemas produtivos, promovendo mais eficiência, competitividade e sustentabilidade no campo. Desenvolvido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e com apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) – Campus Santa Teresa, o currículo representa um marco para o setor leiteiro capixaba. A iniciativa é resultado de um trabalho técnico integrado entre pesquisa, assistência técnica e extensão rural, consolidando uma base comum de atuação entre as instituições envolvidas na cadeia produtiva do leite no Estado. O currículo funciona como uma ferramenta prática para avaliar o nível de sustentabilidade das propriedades leiteiras. A metodologia considera a complexidade dos sistemas produtivos e tem caráter orientativo, com o objetivo de padronizar e qualificar a análise das unidades de produção. A avaliação está estruturada em três eixos — econômico, social e ambiental — que permitem um diagnóstico completo das propriedades. A partir desse levantamento, produtores e técnicos podem identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria, orientando decisões mais estratégicas no campo. O diretor técnico do Incaper, Antonio Elias Souza da Silva, destacou o caráter prático da iniciativa. “O currículo de sustentabilidade da bovinocultura é uma ação pensada para orientar, de fato, a adoção de práticas sustentáveis nas propriedades e, consequentemente, em toda a cadeia produtiva do leite no Espírito Santo. Ao ser incorporado ao trabalho de Ater, também contribui para qualificar esses serviços, inserindo o componente da sustentabilidade na rotina do extensionista e permitindo o acompanhamento mais preciso dos indicadores das propriedades”, afirmou. “Com o lançamento, inicia-se uma nova etapa para a pecuária leiteira capixaba, com a disponibilização da ferramenta e a previsão de investimentos para sua implementação em todo o Estado”, ressaltou a coordenadora do programa pela Seag e gerente de Pecuária, Michele Bastos. O coordenador do programa pelo Incaper, Bernardo Mello, completou. “A expectativa é que a iniciativa gere impactos diretos na eficiência produtiva das propriedades, amplie a escala de aplicação do modelo e promova maior prosperidade para os produtores, com geração de renda e valorização da atividade leiteira”.

SEAG/ES

EMPRESAS

Natville acelera investimentos no nordeste e fortalece produção leiteira no semiárido

Com investimentos de mais de R$ 700 milhões até 2026, empresa amplia fábricas, integra produtores e impulsiona cadeia do leite na região

A Natville, pertencente ao Laticínios Santa Maria Ltda., anunciou um plano de investimentos superior a R$ 700 milhões até o final de 2026, com foco na ampliação industrial e no fortalecimento da cadeia leiteira no Nordeste. A estratégia inclui novas fábricas, aumento da captação de leite e maior integração com produtores rurais, especialmente no semiárido. O objetivo é elevar o volume processado para mais de 1,5 milhão de litros por dia nos próximos anos. O movimento reforça o papel da região como nova fronteira de crescimento da pecuária leiteira no Brasil. A expansão ocorre em um momento de avanço da indústria de laticínios no país, com o Nordeste ganhando protagonismo por seu potencial produtivo. A empresa encerrou 2025 com faturamento de aproximadamente R$ 1,3 bilhão e projeta atingir R$ 1,5 bilhão em 2026. Esse crescimento está diretamente ligado à ampliação da capacidade industrial e ao fortalecimento da base produtiva. Além do aumento da produção, o plano também busca reduzir gargalos logísticos históricos da região. O plano inclui a entrada em operação de novas unidades industriais em pontos estratégicos da região Nordeste. Entre os destaques está a unidade em Jeremoabo, na Bahia, adquirida em 2025 e atualmente em fase de adequação. Também está em construção uma nova planta no município de Batalha, em Alagoas. Essas estruturas devem ampliar significativamente a capacidade de processamento da empresa. A Natville já possui presença consolidada em estados como Sergipe e Alagoas, com unidades operando em regiões tradicionais da pecuária leiteira. Com os novos investimentos, a empresa amplia sua capilaridade industrial, reduzindo distâncias entre produção e processamento. Esse fator é decisivo para regiões com desafios logísticos e climáticos. Um dos pilares da estratégia da empresa é a relação direta com os produtores rurais. Atualmente, a Natville capta leite de mais de duas mil propriedades, número que deve crescer para cerca de 2,5 mil nos próximos anos. A empresa atua fortemente em estados como Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco, regiões onde o leite é uma das principais fontes de renda rural. Outro diferencial importante é a estrutura de resfriamento nas propriedades. A empresa conta com mais de dois mil tanques distribuídos no campo, garantindo qualidade do leite desde a origem. Esse cuidado é fundamental para atender às exigências da indústria e do mercado consumidor. Para o produtor, significa valorização do produto e melhor remuneração. Dentro do plano de expansão, a empresa também investe na verticalização da produção. Um dos destaques é a construção de uma fábrica de ração em Nossa Senhora da Glória, em Sergipe, com capacidade inicial de 500 toneladas por dia. A operação da Natville já envolve mais de mil funcionários diretos e gera cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. Esses números incluem atividades no campo, transporte, comércio e serviços. O portfólio da empresa também contribui para seu crescimento. A Natville atua com produtos como leite UHT, leite em pó, queijos, manteiga, requeijão e bebidas lácteas. Fundada em 1996, a empresa saiu de uma operação de 1,2 mil litros por dia para mais de 1 milhão de litros diários atualmente.

Compre Rural

Piracanjuba leva informação sobre autismo às embalagens de leite

Parceria entre Piracanjuba e Autistas Brasil transforma produto do dia a dia em ferramenta de informação e inclusão para milhões de brasileiros. Em um país onde o Transtorno do Espectro Autista ainda é cercado por desinformação, uma nova iniciativa busca usar um canal pouco convencional para ampliar o acesso a conteúdo confiável: as embalagens de leite.

A partir de abril — mês marcado pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo — caixas de leite UHT da Piracanjuba passam a circular com mensagens educativas sobre o autismo. A proposta é aproveitar a capilaridade desses produtos, presentes na rotina de milhões de brasileiros, para inserir informação qualificada em contextos cotidianos, como o café da manhã. A iniciativa parte do reconhecimento de que a falta de informação ainda é uma das principais barreiras para a inclusão. Muitas famílias têm pouco ou nenhum acesso a conteúdo confiáveis sobre o tema, especialmente fora dos grandes centros ou em regiões com menor conectividade digital. Na primeira fase, as embalagens trazem mensagens curtas que abordam dúvidas comuns e ajudam a combater equívocos recorrentes. Entre elas estão afirmações como “autismo não é doença”, “cada pessoa autista é única” e “o espectro é amplo e diverso”. A escolha por frases diretas reflete um esforço de simplificação de um tema complexo, sem perder precisão. O objetivo é oferecer um primeiro contato com informações básicas, capazes de despertar curiosidade e, ao mesmo tempo, corrigir percepções equivocadas ainda bastante disseminadas. Além disso, as embalagens incluem um QR Code que direciona para conteúdos mais aprofundados produzidos pela Autistas Brasil, organização da sociedade civil que atua na defesa de direitos e na promoção da inclusão. A entidade participou da construção das mensagens, contribuindo com orientação técnica e validação das informações. Um dos pontos centrais da ação é justamente o uso de um meio físico e de grande alcance para disseminação de informação. Com milhões de unidades distribuídas mensalmente, a iniciativa aposta em chegar a públicos que, muitas vezes, não são alcançados por campanhas digitais. A lógica é simples: se o acesso à informação ainda é desigual, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil, faz sentido levar conteúdo relevante para onde as pessoas já estão — inclusive fora do ambiente online. O uso do símbolo do infinito colorido — cada vez mais associado à neurodiversidade — também contribui para ampliar o reconhecimento desse ícone no país. A campanha deve ser implementada em fases ao longo do ano, com possibilidade de expansão para outros produtos. Mais do que uma ação pontual, a proposta aponta para um movimento mais amplo: o uso de canais de consumo massivo como plataformas de comunicação sobre temas de interesse público.
Imprensa Piracanjuba/Equipe MilkPoint

ECONOMIA

Dólar atinge menor valor ante real desde o fim de fevereiro, antes da guerra

O dólar fechou a segunda-feira em leve baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, com as movimentações dos EUA em busca de um desfecho para a guerra com o Irã novamente conduzindo as operações.

Após oscilar em margens bastante estreitas ao longo da sessão, o dólar à vista encerrou o dia com leve baixa de 0,26%, aos R$5,1467 — menor cotação de fechamento desde os R$5,1344 de 27 de fevereiro, véspera do início da guerra. No ano, a divisa norte-americana passou a acumular recuo de 6,24%. Às 17h03, o dólar futuro para maio — o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,33% na B3, aos R$5,1750. Assim como em sessões anteriores, as esperanças de um acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra voltaram a influenciar as cotações, com o dólar sustentando baixas ante a maior parte das demais divisas desde cedo. Ainda pela manhã o Irã transmitiu ao Paquistão sua resposta à proposta dos EUA para o fim da guerra, rejeitando um cessar-fogo e enfatizando a necessidade de um fim permanente para o conflito, disse à agência de notícias oficial iraniana Irna. EUA e Irã avaliavam um plano intermediado pelo Paquistão para encerrar a guerra, que já dura cinco semanas, enquanto se aproxima o prazo final dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que Teerã feche um acordo e reabra o Estreito de Ormuz, sob pena de ataques à sua infraestrutura. Trump deu até as 20h de terça-feira (21h de Brasília) para que o Irã feche um acordo. Durante a tarde da segunda-feira, o presidente norte-americano reiterou suas ameaças e disse que o Irã poderia ser neutralizado em uma noite, sendo que “essa noite pode ser amanhã à noite”. No exterior, em um dia de liquidez reduzida em função de feriados em várias praças da Europa, o dólar se mantinha em queda no fim da tarde. Às 17h13, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,25%, a 100,010.

REUTERS

Ibovespa tem alta tímida apoiada em Petrobras com investidor atento a ultimato dos EUA ao Irã

O Ibovespa fechou com um acréscimo modesto na segunda-feira, sustentado principalmente pelo avanço da Petrobras, em mais um dia de alta dos preços do petróleo no exterior, enquanto agentes financeiros aguardam o desfecho do ultimato dado pelos Estados Unidos ao Irã envolvendo um acordo de cessar-fogo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,12%, a 188.279,30 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 189.219,50 na máxima e 187.811,25 na mínima do dia. O volume financeiro somava R$16,67 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Mercado eleva previsão do IPCAde 2026 pela 4ª semana, apura Focus

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira em 2026 subiu pela quarta semana seguida, de 4,31% para 4,36%, segundo o relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira (6) com estimativas coletadas até a última sexta-feira.

Para 2027, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou de 3,84% para 3,85% e, para 2028, subiu de 3,57% para 3,60%. O IPCA 12 meses suavizado caiu de 4,10% para 4,09%. A mediana das previsões para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,85%. Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas se manteve em 12,50% em 2026, seguiu em 10,50% em 2027 pela 60ª semana e, para 2028, se manteve em 10% pela 11ª semana seguida. Para 2027, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,80% pela 14ª semana, e, para 2028, seguiu em 2% pela 108ª semana seguida. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 continuou em R$ 5,40.  Para 2027, a mediana das expectativas para a moeda americana seguiu em R$ 5,45, e, para 2028, permaneceu em R$ 5,50 pela oitava semana seguida.

VALOR ECONÔMICO

FAO: Preços internacionais dos alimentos voltam a subir e acendem alerta

Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março

O índice internacional de preços de alimentos voltou a subir pelo segundo mês consecutivo, refletindo mudanças recentes no mercado global de commodities agrícolas e insumos produtivos. O indicador, que acompanha a variação de preços de um conjunto de produtos, registrou alta em março após já ter avançado em fevereiro, acumulando um nível ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ano passado. De acordo com a FAO, o índice ficou 1% acima do registrado há um ano. A elevação recente tem sido considerada moderada, mesmo diante do impacto de tensões geopolíticas, com influência direta sobre os custos de energia e fertilizantes. A entidade aponta que a alta do petróleo tem pressionado os preços, enquanto a oferta global de grãos tem contribuído para conter movimentos mais intensos. O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, alertou que a continuidade do conflito pode alterar decisões produtivas no campo. Segundo ele, custos elevados e margens reduzidas podem levar produtores a diminuir o uso de insumos, reduzir áreas plantadas ou optar por culturas menos dependentes de fertilizantes, o que pode afetar a produção futura e os preços ao longo deste e do próximo ano. Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março, impulsionados principalmente pelo trigo, que subiu 4,3% diante de preocupações com a seca nos Estados Unidos e menor plantio na Austrália. O milho avançou de forma moderada, enquanto o arroz registrou queda de 3% devido à menor demanda. Outros grupos também apresentaram elevação, como óleos vegetais, carnes e laticínios, com destaque para o açúcar, que subiu 7,2%. A valorização do petróleo, que avançou 5,1% no mês e está mais de 13% acima do nível de um ano atrás, segue como fator central nesse cenário, especialmente após interrupções logísticas relevantes no comércio global de insumos.

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