Ano 1 | nº 98 | 23 de março de 2026
NOTÍCIAS
Preço do leite reage em 2026, mas cenário ainda exige atenção do produtor
Dados do Cepea indicam leve alta no início do ano, valorização dos derivados e avanço dos custos, enquanto importações seguem pressionando o mercado.
O preço do leite pago ao produtor iniciou 2026 com leve recuperação, após nove meses consecutivos de queda. De acordo com dados do Cepea, a “Média Brasil” referente ao leite captado em janeiro fechou em R$ 2,0216 por litro, alta de 0,9% frente a dezembro de 2025. Apesar disso, o valor ainda está 26,9% abaixo do registrado em janeiro de 2025, em termos reais, considerando a inflação. Esse movimento sinaliza uma reação inicial do mercado, mas ainda distante de uma recuperação mais consistente. Para o produtor rural, o cenário segue desafiador, já que a comparação anual evidencia uma queda significativa nos preços. Além disso, a dinâmica do setor continua influenciada por fatores como oferta, demanda e custos de produção. A leve alta registrada no início do ano não garante melhora imediata na rentabilidade da atividade. Isso porque o ambiente de custos elevados ainda limita os ganhos no campo, exigindo maior atenção na gestão da produção. No mercado de derivados, os dados também apontam recuperação. Levantamento do Cepea, com apoio da OCB, mostra que os preços do leite UHT e do queijo muçarela reagiram em fevereiro no atacado paulista. As altas foram de 4,51% para o UHT e de 0,58% para a muçarela em relação ao mês anterior. Mesmo com esse avanço, os preços ainda permanecem abaixo dos níveis observados em 2025. Isso indica que o mercado segue em fase de ajuste, após um período prolongado de pressão sobre os valores dos lácteos. A valorização dos derivados é um fator relevante, pois pode influenciar positivamente o preço pago ao produtor ao longo do tempo. No entanto, esse repasse tende a ocorrer de forma gradual. No cenário externo, o Brasil registrou aumento nas exportações de lácteos em fevereiro, mas o avanço das importações impediu melhora na balança comercial. Dados analisados pelo Cepea mostram que os embarques cresceram 17,32% entre janeiro e fevereiro, totalizando 5,04 milhões de litros em equivalente-leite. Por outro lado, as importações alcançaram 182,03 milhões de litros em equivalente-leite no mesmo período, com alta de 1,96%. Esse volume elevado de compras externas continua pressionando o mercado interno e dificultando uma recuperação mais firme dos preços. Com isso, o déficit da balança comercial de lácteos chegou a 177 milhões de litros em equivalente-leite em fevereiro, aumento de 1,6% frente ao mês anterior. Em valores, o saldo negativo foi de US$ 72,18 milhões. Além dos preços, os custos de produção continuam em trajetória de alta. Segundo o Cepea, os gastos dos produtores avançaram novamente em fevereiro, impulsionados principalmente pelos preços da ração, adubos e corretivos. Esse cenário pressiona diretamente a rentabilidade da atividade leiteira. Mesmo com alguma recuperação nos preços, o aumento dos custos pode reduzir as margens do produtor, exigindo maior eficiência na condução da propriedade. A combinação de custos elevados e preços ainda abaixo dos níveis do ano passado reforça a necessidade de planejamento. O produtor precisa acompanhar de perto o mercado e buscar estratégias para manter a sustentabilidade da atividade. O início de 2026 indica um mercado em fase de transição, com sinais de reação, mas ainda cercado de incertezas. A evolução dos preços dependerá do comportamento da demanda, do ritmo das importações e da recuperação dos derivados. Nesse ambiente, o produtor rural deve manter atenção redobrada à gestão da produção e aos custos. A busca por eficiência tende a ser um fator decisivo para atravessar esse período com maior segurança. Ao longo dos próximos meses, o mercado deve continuar sensível às mudanças na oferta e na demanda. O desempenho dos derivados e o fluxo de comércio internacional serão determinantes para o rumo dos preços no campo.
Cepea
NACIONAL
EMBRAPA: Lançamento de novo curso online sobre qualidade do leite
A Embrapa Gado de Leite lança nesta segunda-feira (23/03) o curso online “Qualidade do leite em foco: da teoria à prática”. Com um investimento de R$59,90 (cinquenta e nove reais e noventa centavos), o participante aprenderá sobre princípios e boas práticas para a obtenção de leite cru refrigerado de alta qualidade.
O curso oferece uma carga horária de 20 horas ministradas por profissionais da Embrapa que são destaque na área de qualidade do leite no país. A experiência de aprendizado é potencializada por uma plataforma completa, que integra videoaulas, avaliações e fóruns de discussão exclusivos para os alunos. O treinamento é voltado para técnicos de assistência técnica e extensão rural, produtores de leite, estudantes e profissionais de ciências agrárias. Ao final, o participante será capaz de compreender os princípios e procedimentos que auxiliam na obtenção de leite de qualidade e seguro, do manejo de ordenha à refrigeração. Isso inclui:
Contexto: importância econômica, social e legal do setor. Influências: fatores genéticos, nutricionais e microbiológicos que afetam o leite. Operação: reconhecimento dos procedimentos adequados de manejo da ordenha (manual e mecânica), resfriamento e destinação correta. Higiene e Cuidado: limpeza rigorosa de equipamentos e manutenção preventiva das máquinas.
Embrapa Gado de Leite
Produção de leite ganha força com políticas públicas em São Paulo
A produção de leite é uma atividade presente em milhares de propriedades rurais paulistas, muitas delas ligadas à agricultura familiar, e tem importância na geração de renda no meio rural.
A pecuária leiteira está presente em cerca de 94% dos municípios do Estado. Para apoiar essa atividade, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mantém um conjunto de políticas públicas voltadas à comercialização, assistência técnica, acesso ao crédito e desenvolvimento tecnológico. Entre essas iniciativas está o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (Ppais), executado pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), vinculado à Secretaria, que estimula a produção da agricultura familiar ao conectar cooperativas e associações às compras institucionais realizadas pelo próprio Estado. Dentro dessa política, o Ppais Leite tem ganhado cada vez mais espaço nos últimos anos e hoje representa uma parcela significativa das aquisições do programa. Em 2025, a iniciativa movimentou R$ 29,7 milhões, dentro de um total de R$53,8 milhões registrados pelo PPAIS no período, o que evidencia o peso da cadeia leiteira nas compras institucionais do Estado. O valor médio pago aos produtores foi de R$4,26 por litro, acima das médias praticadas no mercado. A evolução do programa ao longo dos últimos anos também evidencia o crescimento da participação do leite dentro do Ppais. Em 2022, as aquisições somavam cerca de R$7,5 milhões, patamar que se manteve próximo em 2023 e 2024, até alcançar o volume atual. Para 2026, a previsão é que o Ppais Leite chegue a aproximadamente R$50 milhões em aquisições, o que deve impulsionar o Ppais para seu maior volume de compras desde a criação. Para produtores e cooperativas, a iniciativa amplia as oportunidades de comercialização. O produtor rural Valdir de Souza, por exemplo, fornece leite in natura para a cooperativa Coapar, em Andradina, que processa o produto e o destina ao Ppais na forma de leite em pó. Ao longo de sua trajetória na atividade, Valdir também contou com apoio técnico e orientação do Itesp, inclusive na aquisição dos animais. Além das políticas voltadas à comercialização, a Secretaria atua no fortalecimento da produção por meio da assistência técnica e da extensão rural. Desenvolvido pela Diretoria de Assistência Técnica Integral, o Projeto Cati Leite oferece acompanhamento técnico a propriedades leiteiras e promove capacitações voltadas à melhoria da gestão e da produtividade. Atualmente, cerca de 100 propriedades participam do projeto, com expectativa de que esse número se aproxime de 300 até 2026. Somente em 2025, eventos de capacitação do Cati Leite reuniram cerca de 850 produtores em diferentes regiões do Estado. O acesso ao crédito também integra o conjunto de instrumentos voltados ao apoio da cadeia leiteira. Em 2025, o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) lançou a linha Leite Agro SP, destinada a investimentos produtivos na atividade. A iniciativa registrou mais de 70 operações contratadas, totalizando R$6 milhões. Os recursos podem ser utilizados em melhorias estruturais, aquisição de equipamentos e outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento da produção. Além da linha específica Leite Agro SP, o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) conta com um conjunto de linhas de crédito que também contribuem diretamente para o fortalecimento da pecuária leiteira no Estado. Essas modalidades atendem diferentes perfis de produtores e permitem investimentos em infraestrutura, mecanização, melhoria genética do rebanho e adoção de tecnologias no campo.
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA)
EMPRESAS
Catupiry amplia a linha profissional e aposta em hamburguerias, padarias e pizzarias
Para ampliar a presença da marca em hamburguerias, padarias, cafeterias e pizzarias, a Catupiry lançou seis produtos voltados ao foodservice. Com as novidades, a linha profissional da empresa passa a reunir mais de 30 itens destinados ao foodservice.
Para ampliar a presença da marca em hamburguerias, padarias, cafeterias e pizzarias, a Catupiry lançou seis produtos voltados ao foodservice. Com as novidades, a linha profissional da empresa passa a reunir mais de 30 itens destinados ao foodservice. As linhas foram desenvolvidas para atender demandas específicas de diferentes tipos de estabelecimentos. Parte dos lançamentos é destinada às hamburguerias, como os empanados de Catupiry Original em formato de hambúrguer, versões sabor cheddar e queijos processados fatiados voltados ao preparo de lanches. “Esses lançamentos são um passo estratégico para ampliar e diversificar ainda mais essa presença. Eles nos permitirão maior penetração em setores em crescimento, como hamburguerias, padarias, cafeterias e pizzarias, oferecendo soluções específicas e de alto valor agregado”, afirma Andrea Areal, diretora de Marketing da Catupiry.
Andrea destaca que os produtos foram desenvolvidos para simplificar a operação nas cozinhas profissionais, com soluções prontas ou semiprontas, padronização de porções e formatos que buscam reduzir desperdícios. No caso das soluções doces, a empresa mira a expansão de cafeterias e padarias. “Quando falamos especificamente da linha de doces, com o recheio doce de chocolate branco Catupiry, vemos um movimento de cafeterias, brunchs e padarias crescente junto ao comportamento do consumidor mais diurno e voltado para o bem-estar”, diz.
A estratégia da empresa envolve uma aproximação maior com operadores do setor e a construção de parcerias com estabelecimentos. Andrea aponta que eventos como a Copa do Mundo e as eleições deve estimular o consumo fora do lar nos próximos meses. “Temos alguns momentos importantes em 2026 como o maior evento do futebol e as eleições que afetam diretamente a aptidão do consumidor por momentos de socialização fora do lar. E é aí que nós acreditamos que podemos chamar atenção do consumidor junto aos nossos parceiros, apresentando inovações, criando laços e memórias com o brasileiro”, diz.
Mercado & Consumo/MilkPOINT
ECONOMIA
Dólar supera os R$5,30 em nova sessão de temores com a guerra no Oriente Médio
O dólar fechou a sexta-feira com alta firme no Brasil e novamente acima dos R$5,30, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, em meio aos receios sobre os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.
O dólar à vista fechou a sessão com alta de 1,84%, aos R$5,3125. Foi a maior alta em um único dia desde 3 de março, na primeira semana da guerra, quando subiu 1,91%. Nesta semana, a divisa acumulou leve baixa de 0,08% e, no ano, recuo de 3,22%. Às 17h18, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,54% na B3, aos R$5,3185. O avanço global do dólar ganhou força no fim da manhã, com a percepção de que a guerra no Oriente Médio pode durar mais do que o inicialmente esperado. Três autoridades norte-americanas disseram à Reuters que os EUA estão enviando milhares de fuzileiros navais e marinheiros para o Oriente Médio. As fontes, que falaram sob condição de anonimato, não especificaram qual seria o papel dos soldados adicionais. Além disso, Israel e Irã continuaram seus ataques na região, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou seus aliados da Otan por conta da falta de apoio à guerra, chamando-os de “covardes”. Neste cenário, o dólar subiu ante praticamente todas as demais divisas, incluindo pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. O petróleo tipo Brent zerou as perdas de mais cedo e passou a subir, encostando nos US$112 o barril, e os rendimentos dos Treasuries tinham ganhos firmes, com investidores avaliando que as chances de um corte de juros nos EUA este ano diminuíram.
“Essa percepção do mercado de que a guerra pode se prolongar está fazendo o mercado ajustar a perspectiva — e as apostas — sobre o Fed”, comentou no início da tarde Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, ao justificar a aceleração do dólar ante o real. “O ‘driver’ (vetor) dos negócios (no câmbio) é 100% o externo hoje.”
REUTERS
Ibovespa recua para mínima em 2 meses sem sinais de arrefecimento de guerra
O Ibovespa fechou em queda de mais de 2% na sexta-feira, mais uma vez contaminado pela aversão a risco global com os receios envolvendo o conflito no Oriente Médio e seus reflexos na economia mundial.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou 2,25%, a 176.219,40 pontos, após os ajustes, acumulando na semana uma perda de 0,81% e ampliando a queda no mês para 6,66%. No ano, ainda sobe 9,37%. Em pregão também marcado por vencimento de opções sobre ações na B3, o Ibovespa chegou a 175.039,34 pontos na mínima da sessão, piso intradia desde 22 de janeiro. Na máxima do dia, alcançou 180.305,22 pontos. O volume financeiro somou R$49,45 bilhões. O barril de petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de mais de 3%, a US$112,19, maior valor desde julho de 2022, com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura três semanas, sem sinais de arrefecimento. Na última sexta-feira de fevereiro, antes dos primeiros ataques contra o Irã, o Brent tinha fechado a US$72,48. As forças armadas dos EUA estão enviando milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais para o Oriente Médio, disseram três autoridades norte-americanas à Reuters na sexta-feira. O Iraque, por sua vez, declarou força maior em todos os campos de petróleo desenvolvidos por empresas petrolíferas estrangeiras. Também na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, disse que não vê um fim óbvio para o conflito no Oriente Médio no curto prazo. A fala ocorreu após ele se reunir com o colega israelense Gideon Saar em Tel Aviv. “O conflito vai se arrastando e cada semana praticamente funciona como um ‘tic tac’ na inflação”, observou o analista Felipe Cima, da Manchester Investimentos, destacando receios com o movimento dos juros principalmente nos EUA. Operadores de contratos de juros de curto prazo precificavam na sexta-feira uma chance acima de 50% do Federal Reserve elevar a taxa em dezembro, uma mudança drástica em relação às expectativas do início desta semana de um corte. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, caiu 1,51%, em pregão também marcado por vencimentos de opções e futuros em Nova York. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,3796%, de 4,283% na véspera, em pregão também marcado pela valorização do dólar frente a outras divisas no mundo, incluindo o real. No fechamento, acusou alta de 1,84%, a R$5,3125. Tal cenário desacelerou o fluxo de estrangeiros para a bolsa paulista em março, mas a B3 ainda registra um saldo positivo, de quase R$4,6 bilhões até o dia 17. Em fevereiro, houve entrada líquida de R$15,4 bilhões. Em janeiro, de R$26,3 bilhões.
REUTERS
Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026
Resultado representa queda de 4,8% em relação a 2025
O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção. Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%). Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%). Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%). Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores. Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.
CNA
Produção agrícola nacional posiciona o Brasil entre os principais produtores e exportadores de alimentos do mundo
Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, em 2025, o agronegócio brasileiro alcançou US$ 169,2 bilhões em exportações. O setor respondeu por 48,5% de tudo o que o país exportou no período
O Brasil consolidou-se como um dos principais produtores e exportadores de alimentos, sendo capaz de abastecer o mercado interno e, ao mesmo tempo, contribuir para a segurança alimentar mundial. Na sexta-feira (20), celebrou-se o Dia Mundial da Agricultura, setor primordial para a sociedade e sob responsabilidade, em parte, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). “O Brasil reúne capacidade produtiva, inovação e sustentabilidade para seguir como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo, contribuindo de forma decisiva para a segurança alimentar global. Nosso compromisso é produzir mais, com qualidade e responsabilidade ambiental, ampliando o acesso a alimentos e fortalecendo nossa presença nos mercados internacionais”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. A agricultura brasileira desempenha papel estratégico na segurança alimentar global, posicionando o país como um dos principais fornecedores de alimentos, fibras e energia renovável do mundo. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (Scri), em 2025, o agronegócio brasileiro alcançou US$ 169,2 bilhões em exportações. O setor respondeu por 48,5% de tudo o que o país exportou no período. Entre os produtos brasileiros de maior impacto no mercado global estão soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja. Em várias dessas cadeias, o Brasil ocupa posição de liderança. A Secretaria de Política Agrícola (SPA) informa que a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 353,4 milhões de toneladas, um recorde histórico. Dessa forma, o Brasil exerce papel relevante no abastecimento e na segurança alimentar mundial, atendendo cerca de 10% da população nos cinco continentes, conforme dados da SPA. Por exemplo, o país é o maior produtor e exportador de café, com exportações anuais de cerca de 40 milhões de sacas, o que representa aproximadamente 35% do consumo mundial. Estudos e pesquisas realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contribuíram para o desenvolvimento de uma agricultura tropical com alta produtividade, competitividade e sustentabilidade, que hoje se destaca pela eficiência. O Mapa atua na condução e no fomento de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção agrícola nacional, por meio da promoção de um ambiente regulatório estável, do incentivo à inovação e da ampliação do acesso a mercados. Entre os principais instrumentos, destacam-se as ações de defesa agropecuária, que asseguram a sanidade e a qualidade dos produtos, e os programas de apoio à comercialização, especialmente no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (Pgpm), cujas diretrizes são coordenadas, elaboradas, acompanhadas e avaliadas para garantir a segurança alimentar e a comercialização dos produtos agropecuários. Destacam-se também os mecanismos de financiamento da estocagem e da armazenagem, a venda de estoques públicos e a equalização de preços, com o objetivo de assegurar o abastecimento; o estímulo à abertura de novos mercados internacionais; a promoção de práticas e sistemas sustentáveis de produção, com baixa emissão de carbono e alta conservação dos recursos naturais; e o crédito rural. No Plano Safra 2025/2026, foram destinados R$ 516 bilhões ao setor agropecuário. O trabalho do sistema de defesa agropecuária garante alimentos seguros e de qualidade, atuando de forma integrada na prevenção, no controle e na fiscalização de pragas, doenças e resíduos ao longo de toda a cadeia produtiva. Esse trabalho protege a saúde dos consumidores e das lavouras e fortalece a confiança nos produtos brasileiros, tanto no mercado interno quanto no comércio internacional. As políticas públicas e os programas nacionais, sob coordenação da Secretaria de Defesa Agropecuária, sustentam esse processo ao estabelecer padrões rigorosos de qualidade e promover a fiscalização contínua, combatendo fraudes e a clandestinidade. A rastreabilidade, o monitoramento e o controle de resíduos e contaminantes garantem a inocuidade dos alimentos e estimulam a adoção de boas práticas ao longo da produção, especialmente nos produtos de origem vegetal.
Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
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