Informativo Sindileite 169 06.07.2026

Ano 1 | nº 169 | 06 de julho de 2026

NOTÍCIAS

Leite spot registra novo ajuste positivo na 1ª quinzena de julho

Na primeira quinzena de julho, o mercado de leite spot registrou nova valorização em todos os estados pesquisados

Na primeira quinzena de julho, o mercado do leite spot registrou nova valorização em todos os estados pesquisados. O aumento das cotações foi impulsionado pelo giro das vendas de derivados em patamares confortáveis e pelos preços mais elevados, o que resultou em maior demanda por leite fresco. Esse aumento, alinhado à oferta mais restrita de leite no campo, contribuiu para a alta generalizada do leite spot. Como resultado dessa dinâmica, a média nacional fechou o período cotada a R$ 3,229, registrando um avanço de R$ 0,170. As variações nas médias dos estados foram desde R$ 2,981 (+R$ 0,101) no Rio Grande do Sul a R$ 3,460 (+R$ 0,185) em São Paulo. O movimento de alta foi sentido em todos os estados monitorados, com destaque para São Paulo e Minas Gerais. São Paulo registrou a maior média do período, a R$ 3,460 (alta de R$ 0,185). Em seguida, Minas Gerais apresentou média de R$ 3,361 (+R$ 0,156), Goiás indicou valorização com a média de R$ 3,222 subindo (+R$ 0,199), Paraná apresentou média de R$ 3,235 (+R$ 0,210), Santa Catarina registrou R$ 3,240 (+R$ 0,202) e Rio Grande do Sul indicou média de R$ 2,981 (+R$ 0,101). 

MILKPOINT

Mercado de leite e derivados retoma o ritmo de recuperação dos preços

O leite em pó manteve sua trajetória de valorização, com acréscimo de 0,6%, dando continuidade ao movimento de alta iniciado em maio e atingindo o maior patamar de preços desde junho de 2025

Os mercados de leite UHT e leite spot reverteram o movimento de queda observado no mês anterior. O preço do leite UHT registrou aumento de 1,1%, enquanto o leite spot apresentou alta mais expressiva, de 6,8%. O leite em pó manteve sua trajetória de valorização, com acréscimo de 0,6%, dando continuidade ao movimento de alta iniciado em maio e atingindo o maior patamar de preços desde junho de 2025. Em contrapartida, o preço da muçarela permaneceu estável, mantendo-se em R$ 35,10/kg. O período de entressafra no Brasil ajudou a dar essa sustentação nos preços. As sinalizações dos Conseleites apontaram estabilidade, com pequenas oscilações nos preços ao produtor. Santa Catarina apresentou a valorização mais forte, de 1,8%, seguido por Paraná e Minas Gerais, com um crescimento de 1,6% e 0,5%, respectivamente. Já o Rio Grande do Sul apresentou queda de 0,1%. Apesar da queda, o movimento foi moderado, indicando um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda. Os indicadores de mercado observados em junho de 2026 apontam para um cenário de redução nos custos da alimentação animal ao longo da cadeia agropecuária. Em relação ao mês anterior, o preço do milho recuou 3,3%, enquanto o farelo de soja registrou queda de 3,1%. No mercado pecuário, os preços do boi gordo e do bezerro também apresentaram retração, de 2,8% e 0,9%, respectivamente. Já no cenário macroeconômico, o período foi marcado pela desvalorização do real frente ao dólar em comparação a maio. Ao mesmo tempo, a expectativa de crescimento do PIB aumentou de 1,89% para 1,98%, indicando perspectivas mais favoráveis para a atividade econômica.

Cileite Embrapa

Balança comercial dos lácteos registra recuo em importações e exportações em junho

O mês de junho apresentou leve recuo nas importações e nas exportações. As importações totalizaram 211 milhões de litros em equivalente-litro, enquanto as exportações foram de 4,4 milhões de litros em equivalente-litro.

Apesar do déficit da balança comercial ter se mantido, houve um recuo de 8 milhões de litros em equivalente-litro, totalizando 206,6 milhões de litros em equivalente-litro de déficit na balança comercial. As importações registraram recuo de 4,2% em relação ao mês anterior. Apesar desse recuo, os volumes importados ainda apresentaram avanços relevantes comparados ao mesmo período do ano anterior, totalizando um avanço de 35,2%. Os principais movimentos observados nas importações foram: O leite em pó integral, principal produto da cesta de lácteos importados, apresentou recuo de 6% no volume importado na comparação mensal; Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 8% na comparação mensal, atingindo o patamar de aproximadamente 3,85 mil toneladas.   A categoria de queijos, que correspondeu a 24% do volume importado, apresentou recuo de 11% no volume. A subcategoria de “queijo tipo muçarela, fresco (não curado)” contribuiu com uma queda de 22% dentro da categoria. Já em relação às exportações, junho apresentou recuo de 23,9% frente ao mês de maio, passando de 5,8 milhões de litros em equivalente-leite para 4,4 milhões de litros em equivalente-leite. O volume exportado também apresentou queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que apresentou 5,0 milhões de litros em equivalente-litro, indicando um recuo de 13,0%. Esse movimento mostra uma leve redução dos embarques, apontando para um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Nas exportações de junho, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: Soro de leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou recuo de 19% no volume embarcado; O leite condensado, segundo principal produto na cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 35%. Por último, o creme de leite, que representou 11% da cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 44% na comparação mensal. Em junho, as importações voltaram a recuar na comparação mensal, mas seguiram em níveis elevados no comparativo anual, ficando 35,2% acima do volume registrado no mesmo mês do ano passado. Para o restante do ano, a expectativa é de que as importações continuem acima dos níveis observados em 2025, embora sem grandes oscilações no curto prazo. Esse cenário é sustentado, principalmente, pela maior disponibilidade de leite no Mercosul, com a produção uruguaia e argentina em volumes elevados. Esse contexto amplia a oferta de produtos importados ao Brasil e tende a pressionar os preços dos derivados no mercado. Além disso, o ambiente socioeconômico internacional tem causado uma maior volatilidade do dólar. Ainda assim, no comparativo anual, o câmbio segue favorecendo a competitividade dos produtos externos, reforçando a atratividade das importações e mantendo o mercado doméstico mais exposto à concorrência com os derivados importados.

MILKPOINT

INTERNACIONAL

OBSESSÃO POR PROTEÍNA ESVAZIA ESTOQUES E DISPARA PREÇO DO SORO DE LEITE NOS EUA

A proteína do soro vive um momento inédito nos EUA: estoques caíram pela metade, fornecedores já venderam parte de 2026 e a demanda segue acelerando. A busca crescente por proteína do soro pressiona os laticínios americanos, reduz a oferta e leva o ingrediente ao maior preço já registrado.

O mercado de proteína do soro nos Estados Unidos atravessa uma transformação que poucos imaginavam há alguns anos. O que antes era considerado um subproduto de baixo valor da fabricação de queijo passou a ocupar o centro da disputa entre fabricantes de alimentos, suplementos e ingredientes, em um cenário marcado por oferta limitada e demanda crescente. Os números ilustram a dimensão da mudança. Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 25 de junho, os estoques de proteína do soro recuaram cerca de 50% desde 2023, enquanto o preço do isolado atingiu US$ 14 por libra, o maior nível já registrado. A pressão é tão intensa que alguns fornecedores já comercializaram sua produção para o segundo semestre de 2026. O movimento ganhou até um nome entre os consumidores americanos: “protein-maxxing”. A tendência reflete uma mudança consistente nos hábitos alimentares, impulsionada principalmente pelo aumento do uso de medicamentos GLP-1 para perda de peso. Com a ampliação da cobertura desses tratamentos pelo Medicare, cresce também a necessidade de maior ingestão de proteína para evitar perda de massa muscular, elevando ainda mais a procura pelo ingrediente. Grande parte da infraestrutura de processamento da proteína do soro foi construída quando esse material possuía baixo valor agregado. As plantas industriais foram dimensionadas para acompanhar uma demanda relativamente estável ligada à produção de queijo, e não o atual crescimento do mercado de proteína isolada. Expandir essa capacidade exige investimentos bilionários e projetos com prazo estimado entre três e cinco anos, um horizonte considerado longo para um mercado sujeito a oscilações de demanda e preços. Com isso, a oferta permanece restrita justamente quando a procura acelera. O impacto já aparece em toda a cadeia. O concentrado de proteína do soro (WPC) e o isolado (WPI) registraram forte valorização, elevando os custos para fabricantes de suplementos, barras proteicas e alimentos funcionais, que passam a operar com margens mais pressionadas. Ao mesmo tempo, a competição internacional reduz ainda mais a disponibilidade do ingrediente. O aumento das importações de proteína do soro por parte da China e de outros mercados asiáticos diminui o volume destinado ao mercado americano, ampliando a disputa pelo produto. As perspectivas também apontam para continuidade desse cenário. Analistas do setor projetam que a demanda por proteína do soro seguirá crescendo em taxas anuais de dois dígitos, acima da velocidade com que novas unidades industriais poderão entrar em operação. Enquanto essa expansão não acontece, a escassez tende a permanecer, sustentando preços elevados e levando parte das empresas a avaliar alternativas como proteínas vegetais ou de ovo. Ainda assim, a preferência do consumidor americano pela proteína de origem animal e as características funcionais da proteína do soro dificultam uma substituição em grande escala.

SPACE MONEY

GOVERNO

Governo ajusta controles de exportação de carnes para atender exigências contra antimicrobianos da UE

O Ministério da Agricultura alterou os controles relacionados à exportação de carnes e derivados para atender à legislação da União Europeia sobre uso de antimicrobianos, com o objetivo de evitar uma suspensão dos embarques ao bloco a partir de setembro.

Segundo ofício circular da pasta, datado desta semana, estabelecimentos habilitados para exportação à União Europeia devem implementar “controles auditáveis capazes de demonstrar o atendimento aos requisitos relativos ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia”. Esses controles devem assegurar, no mínimo, a rastreabilidade das matérias-primas, animais ou produtos recebidos, bom como a manutenção de evidências documentais utilizadas para demonstrar a elegibilidade das matérias primas, animais e insumos empregados na produção dos lotes destinados à certificação, entre outros requisitos. Estão previstas ainda adequações para exportação de carnes e derivados ao Reino Unido, também no âmbito da restrição ao uso de antimicrobianos. O governo brasileiro e o setor de carnes vinham buscando apresentar garantias e adequações ligadas aos antimicrobianos desde que as autoridades europeias divulgaram, em maio, que o Brasil não estava na lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal ao bloco. A ausência na lista estaria relacionada a regras sobre o suposto uso de antimicrobianos com a finalidade de promover crescimento ou aumentar a produção em animais, prática que não é permitida pela União Europeia. Caso não se adeque, o Brasil não poderá mais exportar à UE produtos (tanto animais vivos para produção de alimentos quanto produtos derivados), como bovinos, equinos, aves, ovos, produtos aquícolas, mel e tripas, a partir de 3 de setembro. A UE é importante destino de carnes do Brasil, especialmente de produtos de valor agregado, como peito de frango. No caso dos produtos de frango, os totais exportados à UE somaram cerca de US$800 milhões em 2025. Em bovinos, as exportações ao bloco superaram US$1 bilhão.

Reuters

Governo do Brasil autoriza a nomeação de mais de 100 servidores para o fortalecimento da defesa agropecuária

As vagas serão provenientes de candidatos aprovados e não classificados dentro do quantitativo de vagas originalmente previsto nos concursos públicos

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou, na semana passada, a nomeação de candidatos aprovados e não classificados dentro do quantitativo de vagas originalmente previsto nos concursos públicos para o provimento de cargos no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O Decreto nº 13.035 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Serão mais de 100 vagas. Sendo, 46 são para o cargo de Auditor Fiscal Federal Agropecuário, 25 são para Agente de Atividades Agropecuárias, 25 para Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal e 13 para Técnico de Laboratório. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o novo chamamento trará mais fortalecimento nos laboratórios, estabelecimentos, fronteiras, portos, propriedades rurais e em cada ponto onde a Defesa Agropecuária atua. “São estes profissionais que garantem maior celeridade e eficiência nos nossos portos e aeroportos. E garantem também a qualidade dos alimentos. E nada disso acontece por acaso. É o resultado de uma decisão política de fortalecer as instituições públicas para garantir maior efetividade nas suas ações”, evidenciou André de Paula. Desde 2024 a partir do Concurso Nacional Unificado (CNU), foram preenchidas 440 vagas para as carreiras da Defesa Agropecuária. Em 2025, por meio da Portaria nº 10.295 do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), foram autorizadas o adicional de 25% sobre o número original de vagas provenientes do CNU, o equivalente a 110 novas vagas. Com o Decreto publicado nesta semana serão 659 vagas autorizadas para o fortalecimento da defesa agropecuária brasileira. Deste total, 463 já foram efetivamente providas. “Essa chegada de novos servidores não é só motivo de alegria, é também um compromisso que assumimos com cada um deles. Nomear é o primeiro passo. Depois vem o trabalho de acolher, orientar, capacitar, integrar. É aqui que quero reconhecer o papel da nossa área de gestão de pessoas, que tem feito a diferença entre uma simples autorização de vagas no papel e um servidor de fato integrado à rotina do Ministério, com clareza sobre seus direitos e deveres, com apoio das unidades de lotação, com um processo de ambientação que funciona”, ressaltou o ministro André de Paula.

MAPA

ECONOMIA

Dólar acompanha exterior e cai ante o real em sessão com liquidez menor

O dólar fechou a sexta-feira em baixa ante o real, acompanhando o viés negativo para a moeda norte-americana no exterior, ainda refletindo dados da véspera sobre o mercado de trabalho dos EUA.

O feriado antecipado do Dia da Independência manteve os mercados fechados nos EUA na sexta-feira, o que reduziu a liquidez em todo o mundo. O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,76%, aos R$5,1688. No acumulado da semana, a divisa mostrou estabilidade, com queda de apenas 0,02%. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 5,83% ante o real. Às 17h06, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,73% na B3, aos R$5,2060, mas a liquidez era limitada, com apenas cerca de 118 mil contratos transacionados. Na quinta-feira, a moeda norte-americana havia fechado praticamente estável no Brasil, com o câmbio pressionado pelo noticiário político local, mas a tendência geral ante as demais moedas foi de baixa, na esteira dos dados do mercado de trabalho dos EUA. O Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a economia do país gerou 57 mil postos de trabalho em junho, abaixo dos 110 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Os números esfriaram as especulações de alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, penalizando o dólar. O movimento continuou na sexta-feira, com o dólar em baixa ante o euro, a libra, o peso chileno e o peso colombiano, entre outras divisas. Desta vez, o real acompanhou. Após registrar a cotação máxima de R$5,1997 (-0,16%) às 9h18, ainda na primeira meia hora de negociações, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1657 (-0,82%) às 12h15, para depois encerrar perto disso. No exterior, às 17h09 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,11%, a 100,860. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial caiu 0,2% em maio ante abril e avançou 0,2% na comparação com maio do ano passado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de altas de 0,3% na variação mensal e de 1,3% na base anual.

REUTERS

Ibovespa avança e fecha acima de 174 mil pontos em pregão com volume reduzido sem Wall St

O Ibovespa avançou na sexta-feira, fechando acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês e assegurando a segunda semana consecutiva de alta, embora a liquidez no dia tenha sido reduzida em razão de feriado nos Estados Unidos. 

Embraer figurou entre os suportes positivos no dia, após dados de entrega de aviões no segundo trimestre, enquanto ISA Energia foi destaque negativo com potencial oferta de ações no radar. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,84%, a 174.247,45 pontos, acumulando um acréscimo de 0,55% na semana, segundo dados preliminares. Na máxima, chegou a 174.664,35 pontos. Na mínima, a 172.790,39 pontos. O volume financeiro na sexta-feira somava R$11,6 bilhões antes dos ajustes finais, de média diária de R$33,9 bilhões no ano, com as bolsas norte-americanas fechadas por feriado antecipado pelo Dia da Independência, que neste ano é no sábado, dia 4.

REUTERS

Governo eleva projeção de superávit comercial do Brasil a US$90 bi em 2026 prevendo exportações mais fortes

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projetou na sexta-feira que o Brasil fechará 2026 com um superávit comercial de US$90,0 bilhões em 2026, bem acima do saldo de US$72,1 bilhões estimado para o ano em abril, prevendo um desempenho mais forte das exportações.

Se confirmado, o superávit comercial de US$90 bilhões será o segundo maior da série histórica, abaixo apenas de 2023, e ficará 32,3% acima do registrado em 2025, quando o país teve um saldo positivo de US$68,1 bilhões. “Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação, quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, disse o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão. A nova estimativa aponta para exportações de US$394,4 bilhões neste ano, US$30,2 bilhões acima da previsão feita em abril. Para as importações, o MDIC espera um valor de US$304,4 bilhões, uma elevação de US$12,3 bilhões em relação à previsão anterior. Em junho, o Brasil registrou um superávit de US$9,758 bilhões, valor próximo ao projetado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US$9,9 bilhões. O desempenho do mês foi fruto de US$36,277 bilhões em exportações, uma alta de 24,9% ante junho de 2025 e valor recorde para todos os meses da série histórica, e de US$26,520 bilhões em importações, elevação de 14,4%. Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que teve um aumento de 58,4% puxado por alta de quase 80% na venda de petróleo bruto. A alta expressiva nas vendas de petróleo ao exterior se deu a despeito do imposto de exportação de 12% implementado pelo governo em março para estimular a permanência do produto no mercado interno em meio ao conflito militar no Oriente Médio. A ampliação dos embarques deve reforçar o caixa do governo, embora haja uma defasagem de dois meses para o recolhimento do tributo. “O preço do petróleo, na comparação interanual, junho deste ano contra junho do ano passado, cresceu 67,6%. Então, o preço influenciou muito a receita. O volume cresceu também, 6,8%, e fez com que o valor de exportação de petróleo crescesse”, disse Brandão. Ainda nas exportações, houve ganho de 18,0% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 14,7% na indústria de transformação, com embarques mais fortes de carnes, combustíveis e farelo de soja. Do lado das importações, houve alta de 34,0% na chegada ao país de bens de consumo, 11,6% para combustíveis, 10,9% para bens intermediários e 5,7% para bens de capital. No primeiro semestre, o país acumulou um superávit comercial de US$42,357 bilhões, acima do saldo positivo de US$30,187 bilhões dos seis primeiros meses de 2025.

Reuters

Produção industrial no Brasil recua 0,2% em maio, diz IBGE

A produção industrial brasileira teve queda de 0,2% em maio na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção avançou 0,2%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de altas de 0,3% na variação mensal e de 1,3% na base anual.

Reuters

Preços mundiais dos alimentos recuam pelo segundo mês consecutivo em junho, diz FAO

Os preços mundiais dos alimentos registraram ligeira queda em junho, já que as reduções nos preços do açúcar, dos cereais e dos laticínios superaram os aumentos nos preços dos óleos vegetais e da carne, informou na sexta-feira a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities alimentícias comercializadas internacionalmente, registrou uma média de 130,3 pontos em junho, ante 130,8 pontos em maio. O índice já havia caído em maio em relação à máxima de três anos registrada em abril, quando a guerra no Irã levou a um salto nos preços dos óleos vegetais. O valor registrado em junho foi 1,7% superior ao do ano anterior, mas 18,7% abaixo do pico recorde atingido em março de 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, informou a FAO. O índice de preços dos cereais caiu 3,5% em relação a maio. Os preços do trigo sofreram pressão devido ao rápido avanço da colheita e às fortes perspectivas de oferta na região do Mar Negro, enquanto o milho recuou diante das perspectivas de oferta abundante na América do Sul e da queda do preço do petróleo bruto. O índice de arroz da FAO, no entanto, subiu 3,2%, apoiado pela maior demanda asiática por arroz do tipo indica. Os preços do açúcar caíram 5,7%, já que os preços mais baixos do etanol no Brasil incentivaram as usinas a utilizar mais cana-de-açúcar na produção de açúcar. No entanto, as preocupações com o possível impacto do El Niño na produção na Índia e na Tailândia limitaram a queda geral. Os preços dos laticínios caíram 1,5%, pressionados pelo aumento da oferta. Por outro lado, o índice de carnes da FAO subiu 0,4% em relação ao mês anterior, estabelecendo mais um recorde, impulsionado pelas aves em meio à forte demanda global. Os preços dos óleos vegetais subiram 3,8%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da colza, em parte devido à demanda por biodiesel.

Reuters

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