Informativo Sindileite 155 16.06.2026

Ano 1 | nº 155 | 16 de junho de 2026

NOTÍCIAS

Prêmio Queijos do Paraná lança terceira edição no dia 23 de junho

A terceira edição do Prêmio Queijos do Paraná será oficialmente lançada no dia 23 de junho, às 9h30, no Mercado Municipal de Curitiba (PR).

A terceira edição do Prêmio Queijos do Paraná será oficialmente lançada no dia 23 de junho, às 9h30, no Mercado Municipal de Curitiba (PR). A iniciativa é promovida pelo Sistema FAEP, IDR-Paraná, Sebrae-PR, Sindileite-PR e Senac-PR. Criado para valorizar e promover os queijos produzidos no estado, o prêmio contempla tanto produtos artesanais quanto industriais, destacando a qualidade da produção paranaense e contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite. Segundo os organizadores, o crescimento e a consolidação das edições anteriores refletem o reconhecimento cada vez maior dos produtores rurais, das indústrias e dos profissionais envolvidos na produção de queijos no Paraná. O lançamento marcará o início de mais uma edição da premiação, que tem se consolidado como uma importante vitrine para o setor lácteo paranaense e para a diversidade de queijos produzidos no estado.
Sistema FAEP

Recuperação dos preços do leite no campo já dá sinais de esgotamento

Valor que os produtores recebem pela matéria-prima subiu 31% nos quatro primeiros meses do ano, mas laticínios projetam fim dos aumentos a partir de junho. De acordo com a Scot Consultoria, o preço do leite pago ao produtor em maio, referente ao produto entregue em abril, teve alta de 6,5%

O preço do leite pago ao produtor segue em patamar bem superior ao do início do ano, mas, após quatro meses de forte alta, começou a perder força no Brasil. A valorização é comum nessa época do ano, que é de entressafra, mas, segundo produtores, refletiu também o declínio dos preços no ano passado, que desestimulou a atividade. Fontes do segmento acreditam em desaceleração das cotações no segundo semestre, mas sem repetir a forte queda que se viu em 2025. De janeiro a abril, o preço médio nacional do leite ao produtor subiu 31%, passando de R$ 2,02 para R$ 2,65, segundo o Cepea/Esalq/USP. A elevação teve reflexos também nas gôndolas dos supermercados. Desde o início do ano, o item leite e derivados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já subiu 9,83%. No caso do leite longa vida, o aumento é ainda maior, de 22,32%. De acordo com a Scot Consultoria, o preço do leite pago ao produtor em maio, referente ao produto entregue em abril, teve alta de 6,5%, ou o equivalente a R$ 0,15 por litro, em relação ao pagamento do mês anterior. Foi a quarta alta consecutiva, que levou para R$ 2,452 a cotação média ponderada nos dezoito Estados em que a consultoria faz a pesquisa. A empresa ainda não concluiu o levantamento sobre o pagamento pela matéria-prima entregue em maio, mas quem acompanha o segmento avalia que a alta não deve se manter. Segundo levantamento da Scot, 49% dos laticínios consultados projetam que, no pagamento de junho, os preços ficarão estáveis em relação ao mês anterior. Das empresas ouvidas, 41% falam em queda e apenas 10% preveem que os preços subirão. “Considerando a expectativa de uma boa segunda safra de milho e de elevação do esmagamento de soja no país, os alimentos concentrados poderão estimular investimento em nutrição e em aumento de produtividade em sistemas de produção mais intensivos. Isso também [explica] o viés de queda apontado pelos agentes”, diz o zootecnista Felipe Fabbri, consultor de mercado da Scot Consultoria. Os preços ao produtor e ao consumidor final começaram 2026 em um patamar até 20% inferior ao de um ano antes. Valter Galan, sócio da consultoria MilkPoint, diz que esse quadro estimulou a demanda, assim como o reajuste salarial acima da inflação e o baixo nível de desemprego. “Iniciamos o ano após um semestre em que os preços tiveram uma queda bem forte [e, portanto, houve] perda de rentabilidade [no campo]. A produção vem se desacelerando, e a demanda, se recuperando”, analisa. No ano passado, a aquisição de leite cru no Brasil cresceu 8,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume, de 27,5 bilhões de litros, foi um recorde no segmento. No segundo semestre de 2026, a demanda seguirá firme, e a oferta, em desaceleração, acredita Galan. “Com isso, os preços talvez não subam. Eles chegaram a um patamar elevado, mas provavelmente não terão uma queda de montanha-russa, como vimos no ano passado”, avalia. Como a oferta de leite costuma crescer na segunda metade do ano, os preços devem começar a cair nesse período também para o consumidor. “Mas não muito rapidamente”, ressalva Galan. No ano passado, o produtor começou março recebendo entre R$ 2,60 e R$ 2,80 por litro, mas encerrou dezembro com pagamentos na faixa de R$ 2, lembra o economista e pesquisador Glauco Carvalho, da Embrapa Gado de Leite. “Foi um período de margens muito apertadas, especialmente no último trimestre, com preços que dificultaram os trabalhos na atividade, mesmo em sistemas mais competitivos”, comenta. Segundo ele, o ano de 2026 é propício para o produtor reduzir despesas, descartar animais menos produtivos e não fazer grandes investimentos. Uma das grandes preocupações dos produtores de leite é com a pressão dos custos, que tem crescido na esteira das tensões recentes no Oriente Médio, que encareceram fertilizantes e combustíveis. Produtores argumentam que esse quadro impediu a recuperação de margens na atividade. “Essa melhora não gerou a recuperação de preços de que os produtores precisam. As cotações ainda estão abaixo dos valores do mesmo período de 2025”, afirma Geraldo Borges, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite). Os pecuaristas queixam-se, além disso, do aumento das importações de queijo e leite em pó e dos aumentos dos preços dos principais insumos. A demanda crescente por proteína de soro de leite, conhecida como “whey protein” no mercado de suplementos nutricionais, tem atraído o interesse da indústria. Segundo Valter Galan, a procura por esse derivado de leite está crescendo principalmente na Região Sul do país, onde está localizada boa parte do processamento de matéria-prima para a produção de proteínas concentradas. O aumento da procura, que ocorre em um contexto de crescimento do consumo de alimentos saudáveis, tem elevado os preços do produto no mercado nacional. Segundo Galan, o preço do quilo do soro em pó, que era de cerca de R$ 6 em janeiro deste ano, chegou a quase R$ 7,50 em maio, mas já há registro de negócios fechados por valores entre R$ 9 e R$ 11 por quilo.

GLOBO RURAL

Vacas paranaenses alcançam quase 200 mil quilos de leite e ganham destaque internacional

Animais premiados pela APCBRH reforçam a eficiência produtiva dos rebanhos e o protagonismo do Estado na pecuária leiteira brasileira

Produzir muito leite é um objetivo comum entre os pecuaristas. Produzir por muitos anos, mantendo saúde, fertilidade e desempenho, é o que diferencia os rebanhos de excelência. Foi justamente essa combinação de produtividade e longevidade que ganhou destaque durante a Premiação dos Criadores Destaques da Raça Holandesa 2025, promovida pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), em Carambeí. Entre os animais reconhecidos na categoria de produção vitalícia, três vacas se destacaram pelos resultados alcançados ao longo de suas vidas produtivas, demonstrando o elevado padrão genético dos rebanhos paranaenses e a eficiência dos sistemas de produção adotados pelos criadores. O primeiro lugar com a MAIOR PRODUÇÃO VITALÍCIA de LEITE e SÓLIDOS 2025 ficou com a vaca “RCH JANNY 1010 IGNITER SHOTTLE TE”, pertencente ao produtor Raphael Cornelis Hoogerheide, da Chácara Rino, em Carambeí. Além de alcançar quase 200 mil quilos de leite ao longo da vida produtiva, o animal acumulou 14.235,2 quilos de sólidos (gordura e proteína), liderando os rankings nacionais pelo quarto ano consecutivo e consolidando-se como uma das vacas de maior produção da América Latina. A segunda maior produção vitalícia de leite de 2025 foi conquistada pela vaca “J.D.F. MAMBORE 1888 SUPER”, dos criadores Diego e Vinicius Dijkstra, de Carambeí. O animal acumulou impressionantes 150.668,8 quilos de leite, marca que o coloca entre os maiores produtores da raça Holandesa no Brasil. Outro destaque veio de Castro. A vaca “CONSTENTATION ZENDA ADVENT-RED TE”, dos criadores Alessandro H. Dekkers e Marisa Caus Dekkers, alcançou a terceira maior produção vitalícia de leite e a segunda maior produção de sólidos de 2025. Ao longo de sua trajetória produtiva, o animal registrou 150.301,3 quilos de leite e 10.811,8 quilos de sólidos, somando gordura e proteína. Já na categoria sólidos, a terceira maior produção vitalícia do Paraná foi registrada pela vaca “RÉGIA QUIROPA 2386”, do produtor Marvin Epp, de Palmeira. O animal acumulou 9.677,5 quilos de sólidos e 136.330 quilos de leite, resultado que evidencia não apenas o volume de produção, mas também a qualidade da matéria-prima entregue à indústria. A produção vitalícia é considerada um dos principais indicadores de eficiência na pecuária leiteira moderna. O índice contabiliza todo o leite produzido por uma vaca ao longo de sua vida produtiva e está diretamente relacionado a fatores como genética, manejo, sanidade, reprodução e bem-estar animal. Quanto maior a longevidade produtiva do animal, maior tende a ser o retorno econômico da atividade, uma vez que os custos de criação e reposição são diluídos ao longo de mais lactações. Além disso, vacas que permanecem produtivas por mais tempo contribuem para sistemas mais sustentáveis e eficientes. Segundo a APCBRH, os resultados alcançados pelos animais premiados refletem décadas de investimento em melhoramento genético e no uso de ferramentas técnicas como o Controle Leiteiro, a Classificação para Tipo e os programas de avaliação genética da raça Holandesa. Os números apresentados durante a premiação reforçam o protagonismo do Paraná na produção leiteira nacional e demonstram a capacidade dos criadores do Estado de combinar alta produtividade, qualidade do leite, longevidade e rentabilidade — características cada vez mais valorizadas pela cadeia produtiva. Promovida anualmente pela APCBRH, a Premiação dos Criadores Destaques da Raça Holandesa reconhece produtores e animais que atingem resultados de excelência em produção, genética e conformação, valorizando o trabalho desenvolvido por famílias que, há gerações, contribuem para o fortalecimento da pecuária leiteira brasileira. No mesmo evento, também foram homenageados diversos produtores reconhecidos como Criadores Supremos, além de vacas paranaenses que alcançaram recordes nacionais de produção, evidenciando o elevado nível técnico e genético dos rebanhos do Estado.

MILKPOINT

GOVERNO

Mapa informa disponibilização de mais de 3,1 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em junho

Volume disponibilizado entre os dias 1º e 12 de junho corresponde a produtos importados

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, foram disponibilizadas 3.133.524 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Do total disponibilizado no período, 100% correspondem a vacinas importadas. O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas.

MAPA

ECONOMIA

Dólar fecha perto da estabilidade ante real apesar de acordo entre EUA e Irã

Após recuar durante a manhã em meio às notícias sobre o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o dólar se recuperou ante o real e terminou a segunda-feira próximo da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha se mantido em baixa ante a maior parte das demais divisas.

O dólar à vista fechou o dia com variação positiva de 0,11%, aos R$5,0666. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,70% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,02% na B3, aos R$5,0855. As notícias sobre um acordo entre EUA e Irã foram bem recebidas pelo mercado. No fim de semana, autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um entendimento para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, assinaram um memorando de entendimento para encerrar a guerra. Uma cerimônia formal de assinatura deve ocorrer na sexta-feira, e a expectativa é de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz aumente de forma gradual. Neste cenário, o petróleo Brent voltou a ceder, para a faixa dos US$83 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuaram. Nos mercados de moedas, o dólar emplacou perdas ante boa parte das divisas de países emergentes, marcando a cotação mínima de R$5,0267 (-0,68%) às 10h42 no Brasil. No início da tarde, porém, a moeda norte-americana já havia zerado as perdas ante o real, em paralelo à virada do Ibovespa para o território negativo, em uma aparente mudança de humor no Brasil. “O câmbio está acompanhando a bolsa nessa virada”, comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. “O petróleo está desabando de forma consistente… Esse tombo de 5% no Brent derrubou como de costume a Petrobras, que puxa o índice (Ibovespa) inteiro”, acrescentou. Pela manhã, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado reportadas até a semana passada para o dólar no fim de 2026 foi de R$5,15 para R$5,20. Já a inflação projetada para este ano saltou de 5,11% para 5,30% e para o próximo ano foi de 4,03% para 4,10%. Também houve nova elevação da projeção de inflação para 2028, de 3,65% para 3,68%, com o Focus traduzindo uma deterioração das expectativas já percebida nos preços dos ativos nas últimas semanas. Com isso, a taxa básica Selic esperada para o fim de 2026 foi de 13,50% para 13,75% e para o encerramento de 2027 passou de 11,50% para 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano.

REUTERS

Ibovespa encerra em queda mesmo após acordo entre EUA e Irã Petrobras cede mais de 5% com tombo do petróleo e pesa sobre o índice, em meio à rotação dos investidores para ações tech nos EUA

Depois de tocar os 174.228 pontos na máxima do dia, logo após a abertura dos negócios, o Ibovespa devolveu a alta e virou para o negativo – dinâmica que se manteve até o término da sessão. Embora o anúncio do acordo preliminar entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz tenha impulsionado o apetite ao risco inicialmente por aqui, a rotação para ações de tecnologia americanas, somada à divulgação de pesquisas eleitorais impediu um movimento mais positivo do índice. O tombo de quase 5% nos preços de petróleo também pesou sobre as ações da Petrobraas, o que atuou como mais um vento contrário ao Ibovespa na sessão. Com isso, o índice fechou em queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, perto da mínima de 170.351 pontos. O movimento na bolsa local ocorreu na contramão da disparada dos principais índices americanos. O acordo entre EUA e Irã foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, na noite de domingo (14, madrugada de segunda no Oriente Médio) em uma publicação no X. No texto, ele afirmou que “ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”. Em seguida, as tratativas foram confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump, que disse ter assinado o acordo preliminar com o Irã e que determinou a liberação do Estreito de Ormuz sem a cobrança de pedágios ou taxas. O acordo provocou uma reprecificação do risco geopolítico sobre o petróleo, o que fez o preço da commodity tombar e afetou em cheio as ações da Petrobras, que terminaram nas mínimas do dia. No fim, as PNs da petroleira cederam 5,15% enquanto as ON recuaram 5,30%. Bancos também fecharam em sua maioria no negativo, especialmente as PN do Bradesco, que tiveram baixa de 0,84%. Apenas as units do BTG Pactual terminaram com ganhos de 0,97%, juntamente com as ON da Vale, que avançaram 2,51%. “Foi mais uma rodada de notícias negativas para o campo da direita, principalmente para Flávio Bolsonaro, que perdeu ainda mais momentum”, diz Mamede. “Com Lula abrindo cerca de seis pontos de vantagem, aumenta a incerteza sobre a adoção de uma agenda mais reformista, enquanto a expectativa de ajuste fiscal fica mais distante diante da elevação das chances de reeleição do presidente”, acrescenta. Embora o turbilhão eleitoral possa ajudar a trazer volatilidade para a bolsa local, há quem veja que o acordo de paz entre EUA e Irã possa desencadear uma redistribuição nos fluxos de capital dentro de países emergentes, o que pode favorecer o Brasil. “A resolução do conflito e a consequente melhora no apetite por risco podem ser um gatilho mais imediato para a redistribuição de fluxos dentro de mercado emergentes”, diz o diretor de investimentos em ações para América Latina da Aberdeen PLC, Ivan Kleimann. “O Brasil tende a capturar parte relevante desse movimento pelo fato de ser um fornecedor de commodities, além de negociar a um ‘valuation’ relativamente descontado”, acrescenta. Embora avalie que o “trade de inteligência artificial” permaneça um importante direcionador de fluxos para mercados desenvolvidos e para alguns emergentes, como Taiwan e Coreia do Sul, o executivo avalia que investidores globais seguem estruturalmente sublocados em emergentes como um todo, mesmo após a alta expressiva observada nos últimos meses. Ontem, o volume de negociações do Ibovespa foi de R$ 21,1 bilhões e de R$ 29,2 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices dispararam: o Nasdaq subiu 3,07%, o S&P 500 avançou 1,65%, e o Dow Jones ganhou 0,92%.

REUTERS

Relatório Focus eleva projeções da Selic e indica juros mais altos por mais tempo

O Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) na segunda-feira, 15 de junho, revisou para cima as estimativas do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, tanto para o fim deste ano quanto para o encerramento de 2027.

Para dezembro de 2026, a projeção passou a 13,75%, superior aos 13,50% apontados na semana anterior e aos 13,25% registrados há quatro semanas. A previsão para dezembro de 2027 também foi elevada, alcançando 12,00%, ante 11,50% da semana anterior e 11,25% um mês antes. O BC volta a se reunir nesta semana, após ter reduzido a Selic para 14,50% em abril. Na ocasião, a autoridade monetária adotou uma postura mais cautelosa quanto aos próximos passos da política monetária, citando incertezas como as tensões geopolíticas no Oriente Médio. Para o encontro atual, o mercado mantém expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual, o que colocaria a Selic em 14,25%. As estimativas para a reunião de agosto apontam outra redução de mesma magnitude, com a taxa básica encerrando o período em 14%. As projeções para a inflação também foram revistas para cima no Relatório Focus. A expectativa para 2026 subiu de 5,10% para 5,30%, enquanto a previsão para 2027 passou de 4,03% para 4,10%. A meta oficial de inflação tem centro em 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O boletim foi finalizado na sexta-feira anterior, antes do anúncio, no fim de semana, de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã destinado a reduzir as tensões na região do Oriente Médio. Dados divulgados na semana passada mostraram que a inflação perdeu força em maio, embora em ritmo ligeiramente inferior ao projetado pelo mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% no mês, e a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,72%, permanecendo acima do limite superior da meta do BC. Em relação à atividade econômica, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) apresentaram leve melhora. A previsão de crescimento para 2026 foi elevada de 1,91% para 1,96%, enquanto a projeção para 2027 se manteve em 1,70%. A publicação do Relatório Focus traz, portanto, revisões tanto para a trajetória da Selic quanto para as expectativas de inflação e de crescimento econômico nos próximos anos.

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