Informativo Sindileite 117 20.04.2026

Ano 1 | nº 117 | 20 de abril de 2026

NOTÍCIAS

Leite spot: valores da segunda quinzena de abril

O mercado de leite spot registrou queda de preços em todos os estados na segunda quinzena de abril, revertendo parte do movimento de alta observado no período anterior e sinalizando um ambiente mais cauteloso nas negociações entre indústrias.

Na média Brasil, o indicador recuou para R$ 3,285/litro, com baixa de R$ 0,248/litro em relação à quinzena anterior. O mercado de leite spot registrou queda de preços em todos os estados na segunda quinzena de abril, revertendo parte do movimento de alta observado no período anterior e sinalizando um ambiente mais cauteloso nas negociações entre indústrias. Na média Brasil, o indicador recuou para R$ 3,285/litro, com baixa de R$ 0,248/litro em relação à quinzena anterior. Entre os estados monitorados, São Paulo segue com a maior cotação média, a R$ 3,494/litro, apesar do recuo de R$ 0,174/litro. Na sequência aparecem Santa Catarina, com R$ 3,375/litro (-R$ 0,163), Paraná, com R$ 3,300/litro (-R$ 0,203), Minas Gerais, com R$ 3,294/litro (-R$ 0,309), Goiás, com R$ 3,201/litro (-R$ 0,359), e Rio Grande do Sul, com R$ 3,220/litro (-R$ 0,198). Em termos de variação, a maior retração foi observada em Goiás, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Segundo os informantes, o movimento está relacionado ao fato de os principais derivados, como UHT e muçarela, já apresentarem recuos após atingirem um teto de preços, o que tem dificultado as negociações com o varejo. Esse cenário pressiona a matéria-prima, refletindo em um ambiente mais travado e na retração das cotações do spot. O comportamento desta segunda quinzena indica um mercado menos aquecido no curto prazo, com compradores mais cautelosos e indústrias buscando recompor margens diante da menor capacidade de repasse ao varejo. Assim, a tendência imediata passa a depender da reação do consumo e da sustentação dos preços dos derivados nas próximas semanas.

MILKPOINT

Queijo de SC conquista prêmio de campeonato mundial realizado no Brasil

Produtores do Paraná também foram reconhecidos durante o 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026. Queijos Possamai atua na produção artesanal desde 1984

O Reserva do Vale, produzido pela Queijos Possamai, conquistou o primeiro lugar como Melhor Queijo do Mundo no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado neste fim de semana, em São Paulo (SP). A competição contou com a participação de produtores de queijo de 30 países. Pelas redes sociais, a empresa disse que a conquista reforça a qualidade dos produtos produzidos, e o cuidado em cada etapa e o trabalho realizado todos os dias. “São anos de trabalho, dedicação diária, cuidado em cada detalhe e o amor por aquilo que fazemos. Levar o nome da nossa família e do Alto Vale do Itajaí para o topo do mundo é algo que nos emociona profundamente. Nosso agradecimento especial a cada um que com dedicação e compromisso fazem parte dessa história todos os dias”. Nascida em Pouso Redondo, a 264 quilômetros da capital Florianópolis, a Queijos Possamai atua na produção artesanal desde 1984. A fazenda da Família Possamai possui 600 animais, e tem capacidade de processar mais de 7 mil litros de leite por dia. A competição ainda premiou o Queijo Bacchus, feito pelo produtor Josef Lotscher, de Palmeira (PR), com o segundo lugar de melhor queijo do mundo. A terceira posição ficou com o Queijo Passionata, da Queijaria Flor da Terra, de Toledo, também no Paraná.

GLOBO RURAL

Produção de leite mais que dobra no noroeste do Paraná

Alto Paraná e Porto Rico registram salto na produtividade com apoio técnico e tecnologia

A produção leiteira nos municípios de Alto Paraná e Porto Rico, no Noroeste do Paraná, apresentou crescimento expressivo na safra 2024/2025, mais que dobrando a média diária, que passou de cerca de 320 litros para até 750 litros em algumas propriedades. O avanço é resultado de investimentos em melhoramento genético do rebanho e adoção de novas tecnologias no campo, com apoio da Itaipu Binacional e do IDR-Paraná, com foco na agricultura familiar. Em Porto Rico, produtores conseguiram elevar a produção de aproximadamente 200 litros por dia para cerca de 700 litros, mesmo em propriedades de pequeno porte, com cerca de 34 vacas em lactação. A iniciativa busca fortalecer a competitividade dos pequenos produtores, demonstrando como a modernização e o suporte técnico têm impactado diretamente a produtividade no campo. O resultado reforça o potencial da região, onde propriedades com áreas médias de 14 hectares têm conseguido ampliar significativamente a produção leiteira.

Itaipu Binacional

Projeto que barra compra pública de leite importado avança no Congresso pode ser votado na próxima semana

Exceção prevista na proposta ocorre apenas quando “não houver disponibilidade de produto nacional”. Os preços pagos ao produtor de leite recuaram mais de 25% em 2025

Um projeto de lei que veda a compra de leite importado por órgãos públicos recebeu parecer favorável do relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. O texto é relatado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR). Ele protocolou nesta semana parecer pela aprovação da proposta. Com isso, o tema pode entrar em votação nas próximas sessões. O Projeto de Lei 2.353/2011 inclui dispositivo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos para proibir a aquisição de leite de origem estrangeira por órgãos públicos. A exceção prevista na proposta ocorre apenas quando “não houver disponibilidade de produto nacional”. Nesses casos, o órgão público deverá justificar previamente a compra de leite importado. Em comunicado, a FPA disse que a tramitação do projeto ocorre em um contexto de pressão do setor produtivo por medidas que reduzam as importações do produto. Produtores de leite alegam que os preços praticados no mercado têm comprimido as margens e inviabilizado a atividade, especialmente entre os pequenos produtores. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços pagos ao produtor recuaram mais de 25% em 2025, encerrando o ano em R$ 1,99 por litro. Segundo os pesquisadores, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 1,32% em janeiro e mais 0,32% em fevereiro. A vice-presidente da FPA na região Sudeste, deputada Ana Paula Leão (PP-MG), lembrou que um dos pleitos defendidos pelos parlamentares para a atividade é a adoção de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. A investigação foi aberta em 2024, e o pedido do setor é para que sejam adotadas medidas provisórias enquanto o processo segue em análise. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é o órgão responsável por avaliar a demanda. “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumpings. Isso para a gente é essencial”, destacou a deputada. Já o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC), lembrou que a imposição de medidas antidumping de forma provisória não alivia a situação de forma imediata, mas ajuda para que o processo tenha um desfecho definitivo. “A Argentina coloca leite aqui no Brasil com preço 53% menor do que vende lá dentro do seu próprio país. Com qual finalidade? Exterminar os produtores brasileiros para depois tomar conta do nosso mercado e praticar o preço que quiserem. Precisamos que esse leite seja taxado agora na fronteira”, disse.

GLOBO RURAL

MEIO AMBIENTE

Pesquisa mostra que modernizar linhas de processamento de laticínios pode reduzir emissões

Um novo estudo da Tetra Pak aponta que a modernização de equipamentos existentes de processamento de laticínios pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 40% a 49%, dependendo do tipo de linha

A pesquisa também mostra que a melhoria de linhas de equipamentos em uso pode levar a reduções significativas nos custos operacionais. Os resultados ressaltam que a redução não exige necessariamente uma reformulação completa das linhas e que pode ser feita com soluções já disponíveis no mercado. A nova Avaliação de Impacto do Processamento de Laticínios, revisada de forma independente pela Carbon Trust, utiliza uma metodologia alinhada com as principais referências internacionais de emissões que devem ser evitadas. Essa análise quantifica os possíveis ganhos com a atualização de linhas existentes de processamento de lácteos líquidos. O estudo compara as linhas com melhores práticas de 2019 com potenciais economias de emissões que se baseiam em um modelo de implementação global de linhas modernizadas em 2025. O setor global de laticínios desempenha um papel crítico nos sistemas alimentares mundiais por meio dos alimentos e bebidas que fornece e dos meios de subsistência que sustenta em todo o mundo. Ao mesmo tempo, é um grande consumidor de água e energia e foi responsável por 2,7% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) em 2021. O estudo da Tetra Pak mostra que a modernização de equipamentos existentes gera ganhos substanciais de eficiência, com reduções médias de 47% nas emissões de gases de efeito estufa, 45% no uso de água e 57% nas perdas de produto. Se essas modernizações fossem implementadas em toda a produção global de laticínios, isso poderia resultar em uma economia global de carbono de até 12,7 MtCO²e, o equivalente a retirar três milhões de carros das ruas. A implementação de soluções de economia e recuperação de água – por exemplo, sistemas de filtrações por membranas avançados e limpeza no local (clean in place, na sigla em inglês) – poderia reduzir o uso de água nas linhas de produção de laticínios em até 455 milhões de m³ por ano globalmente. Os resultados da avaliação destacam a contribuição que melhorias em linhas de processamento existentes podem trazer para sistemas alimentares mais estáveis e resilientes. Essas reduções podem ser apoiadas pela Tetra Pak por meio de um conjunto de atualizações já disponíveis no mercado para linhas existentes, como: Bombas de calor elétricas, substituindo ou reduzindo o uso de energia de origem fósseis em caldeiras e chillers, com o objetivo de diminuir o consumo de combustível e reduzir emissões relacionadas ao calor. Eficiência integrada de processos, possibilitada pela tecnologia OneStep para leite UHT e iogurte, que combina múltiplas etapas do processo em um único conceito mais eficiente, gerando economia de eletricidade e vapor. Soluções que incluem filtração por membranas, recuperação em sistemas de CIP e estações de filtração de água que recuperam perdas de produto e água de fluxos de processo e limpeza. 

Tetra Pak/MilkPoint

INTERNACIONAL

Holanda está pagando 1.606 euros por vaca leiteira para reduzir o rebanho

A Comissão Europeia aprovou um plano de 615,7 milhões de euros (US$ 677,3 milhões) que incentiva os pecuaristas holandeses a reduzir voluntariamente seu rebanho de vacas leiteiras durante três anos, com compensações diretas e condições rigorosas de manutenção de pastagens

Os pecuaristas participantes deverão manter entre 10% e 20% menos vacas leiteiras em relação à média de 2025. Em troca, receberão uma compensação de 1.606 euros (US$ 1.767 dólares) por vaca e por ano, pela perda de renda e pela renúncia aos direitos de fosfato — que expirarão definitivamente. Além disso, os bancos holandeses oferecerão aos participantes reduções nas taxas de juros para investimentos sustentáveis. O programa estará aberto entre 1º de junho e 29 de julho, processando as solicitações por ordem de chegada. A retirada dos animais deve ocorrer em até quatro semanas após a aprovação. Embora as obrigações durem três anos, após esse período os pecuaristas poderão aumentar novamente seus rebanhos, mas precisarão arrendar ou comprar novos direitos de fosfato. Como condição adicional, a área de pastagens não pode diminuir durante os três anos de vigência do programa. Além disso, é proibida a manutenção de outros animais — como novilhas, ovelhas, cabras ou cavalos. O Ministério holandês prevê reduzir o rebanho em até 64.000 vacas, o equivalente a 4% do plantel leiteiro nacional, com um orçamento total de 627 milhões de euros (US$ 689,7 milhões). Essa redução geraria uma diminuição de 0,5 quilotoneladas nas emissões de amônia e de 0,3 megatoneladas de CO² equivalente em gases do efeito estufa. A produção de fosfato cairia em até três milhões de quilos, aliviando também a situação do mercado de esterco. Este programa se soma a outra medida aprovada por Bruxelas no verão de 2024: um plano de 700 milhões de euros (US$ 770 milhões) para compensar agricultores que encerrem voluntariamente suas atividades pecuárias em determinadas regiões dos Países Baixos até 1º de outubro de 2029. Esse programa, voltado para pequenos e médios produtores, oferecia subsídios diretos e serviços de consultoria financiados, cobrindo até 100% dos custos, incluindo indenização pela perda de direitos de produção, desmontagem de instalações e outros custos relacionados ao fechamento. As áreas prioritárias incluem turfeiras, solos arenosos, vales fluviais e regiões Natura 2000, definidas pelas províncias holandesas. Ambas as iniciativas complementam dois programas anteriores dos Países Baixos — LBV e LBV-plus — aprovados em maio de 2023 para reduzir a deposição de nitrogênio em áreas de conservação. Os pecuaristas podem participar de apenas um dos três programas disponíveis.

AGRO DIGITAL/MilkPoint

A expansão global do sorotipo SAT1 da febre aftosa acende alerta

Relatos recentes sobre o surgimento e a disseminação do vírus da febre aftosa (FMDV), sorotipo SAT1, estão evidenciando uma mudança preocupante no cenário global dessa doença.

Os relatórios de monitoramento global de doenças suínas, financiados pelo Swine Health Information Center e liderados pela Dra. Sol Perez, da Universidade de Minnesota, destacaram os novos países afetados em publicações mensais. “Para o FMDV, a imunidade é específica por sorotipo, o que significa que a infecção ou vacinação contra um determinado sorotipo não confere proteção contra outro sorotipo”, afirma Perez em um artigo do SHIC. Historicamente, o SAT1 era mantido em áreas endêmicas da África Oriental e Austral. No entanto, em 2025, esse sorotipo demonstrou uma “expansão preocupante” para além de sua área geográfica tradicional, com detecções confirmadas de dois subtipos circulando simultaneamente no Oeste da Ásia e no Norte da África. O aumento da circulação do SAT1 representa um risco crescente para regiões que antes não eram afetadas, incluindo o sudeste da Europa e potencialmente outras áreas. À medida que esse sorotipo amplia sua distribuição geográfica, surgem novos caminhos para sua introdução em diferentes regiões e países, aumentando a probabilidade de disseminação transfronteiriça, observa Perez. A principal preocupação das autoridades de saúde animal é que a imunidade ao FMDV é específica para cada sorotipo. Os programas atuais de vacinação em muitas regiões afetadas são voltados para os sorotipos O, A e Asia-1. Como essas vacinas não oferecem proteção cruzada contra o SAT1, as populações de animais permanecem, na prática, suscetíveis, indicam as pesquisas. Esse “espaço ecológico” permitiu que o SAT1 se espalhasse rapidamente em populações que antes eram consideradas protegidas. A expansão do SAT1 provavelmente está relacionada a diversos fatores, segundo Perez. A movimentação de animais, especialmente o trânsito informal transfronteiriço de pequenos ruminantes, que podem carregar infecções subclínicas, é um dos principais motores. As pressões ambientais, como seca e mudanças no uso da terra, aumentaram o contato entre reservatórios silvestres e rebanhos domésticos. As limitações das vacinas, com a ausência de estoques específicos para o SAT1 e falhas na vigilância, dificultaram respostas rápidas. Embora os Estados Unidos permaneçam livres de febre aftosa, a expansão do SAT1 para novas regiões do mundo aumenta a complexidade do risco global, afirma Perez. O surgimento de dois subtipos circulando simultaneamente (topótipos SAT1/I e SAT1/III) cria mais caminhos para a entrada do vírus no país, seja por viagens internacionais, produtos de origem animal contaminados ou materiais contaminados. “Esses desenvolvimentos globais reforçam a necessidade de fortalecer os sistemas de detecção precoce e vigilância, manter medidas rigorosas de biossegurança ao longo das cadeias produtivas de animais e garantir que as estratégias de preparo vacinal sejam suficientemente flexíveis para incorporar sorotipos emergentes como o SAT1”, afirma Perez. Para a indústria suína dos Estados Unidos, isso serve como um alerta importante para manter medidas rigorosas de biossegurança e apoiar esforços globais de monitoramento a fim de evitar um surto no país.

DROVERS

ECONOMIA

Dólar fecha em R$4,9836, no menor valor do ano, após Irã reabrir Estreito de Ormuz

O anúncio de que o Irã vai reabrir o Estreito de Ormuz pesou sobre o dólar na sexta-feira no Brasil, com a moeda norte-americana encerrando o dia no território negativo, renovando a menor cotação do ano.

O dólar à vista encerrou o dia em leve queda de 0,20%, aos R$4,9836, menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$4,9805. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,53% e, no ano, recuo de 9,21%. Às 17h09, o dólar futuro para maio DOLc1 — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,22% na B3, aos R$4,9960. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse pela manhã que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada durante o restante do período de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, no Líbano. Trump, por sua vez, afirmou que os EUA manterão seu bloqueio naval contra o Irã até que um acordo seja finalizado, mas disse acreditar que isso “será feito muito rapidamente”. Segundo ele, representantes dos dois países podem voltar a se reunir no fim de semana. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que ainda há diferenças significativas entre os dois países quanto a questões nucleares. A expectativa de um acordo entre os países e, em especial, o anúncio de reabertura de Ormuz fizeram o dólar ceder ante as demais divisas, incluindo o real, com investidores desmontando posições defensivas na moeda norte-americana. “O dólar recuou com força na sessão e chegou a renovar a mínima do ano, refletindo um movimento global de redução de prêmio de risco após a reabertura do Estreito de Ormuz”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Às 14h11, o dólar à vista marcou a máxima de R$4,9933 (estável), para depois encerrar a sessão em leve baixa. No exterior, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — se mantinha em leve queda neste fim de tarde, mas acima da marca de 98, após ter oscilado abaixo disso durante boa parte do dia. Em relatório a clientes distribuído pela manhã, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, pontuou que o índice do dólar está com “tendência de baixa de longo prazo e ameaçando perder a região de 98, fato que beneficiaria ainda mais a moeda brasileira”.

REUTERS

Ibovespa destoa do exterior e recua pressionado por Petrobras

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, sem conseguir acompanhar o viés otimista desencadeado por expectativas de um fim próximo para a guerra no Irã, uma vez que o tombo dos preços do petróleo derrubou as ações da Petrobras e de outras petrolíferas negociadas na B3.

As cotações da commodity desabaram após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota para um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, que estava praticamente fechada desde o começo da guerra no final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,55%, a 195.733,51 pontos, no terceiro pregão seguido no vermelho e encerrando a semana com declínio de 0,81%. No melhor momento do dia, pela manhã, avançou a 198.665,65 pontos. Na mínima, à tarde, registrou 195.367,90 pontos. O índice Small Caps, que não tem os papéis da Petrobras na sua composição, fechou em alta de 0,93%. O volume financeiro no pregão somou R$44,73 bilhões, em dia também marcado pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 9,07%, a US$90,38, determinada principalmente pela declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, de que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada após acordo de cessar-fogo firmado no Líbano. De acordo com o responsável pela mesa de ações e sócio do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi, houve um “fortíssimo” movimento de descompressão de risco no mercado internacional, decorrente principalmente do movimento dos preços do petróleo. Zanlorenzi acrescentou que a forte queda da commodity naturalmente gera uma melhora do otimismo internacional, principalmente em relação a risco institucional e preço de combustíveis e matéria-prima energética e, consequentemente, inflação. Dados da B3 sobre a movimentação de investidores estrangeiros mostram uma entrada líquida de R$14,6 bilhões em abril até o dia 15, com o saldo no ano positivo em R$68 bilhões. No começo da semana, apoiado por esse fluxo, o Ibovespa renovou recordes e testou os 199 mil pontos pela primeira vez.

REUTERS

Exportações brasileiras para UE podem aumentar em US$1 bi já este ano com entrada em vigor de acordo com Mercosul, diz Apex

O governo brasileiro estima que as exportações brasileiras para a União Europeia podem crescer US$1 bilhão já este ano com a entrada em vigor do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, disse na sexta-feira o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir André Müller. 

O acordo entrará em vigor provisoriamente a partir de primeiro de maio, e 543 produtos terão as tarifas retiradas imediatamente, explicou Müller após encontro de empresários brasileiros e espanhóis com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Barcelona. “Só com os 543 produtos que vão sair imediatamente a desgravação, com a tarifa imediatamente indo para zero, pode dar um ganho de US$1 bilhão já este ano, que se somariam aos já U$50 bilhões de exportação que o Brasil já tem (para a União Europeia)”, afirmou. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou também após o encontro que produtos como milho, etanol, arroz e proteínas suína e de aves começam a ter imediatamente cotas com tarifa zero, o que beneficia diretamente o Brasil, grande exportador desses produtos. “Precisamos estar com o setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, disse Rosa.

REUTERS

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