Ano 1 | nº 131 | 12 de maio de 2026
NOTÍCIAS
ABRIL: PREÇOS DO LEITE SOBEM
Relatório do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, elaborado com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, aponta valorização nos preços do leite.
No setor de lácteos, a menor oferta de leite em função da sazonalidade e a disputa entre laticínios pela compra de matéria-prima contribuíram para a alta superior a 10% nos preços em março. Apesar da recuperação, os valores ainda permanecem 13,3% abaixo da média registrada no mesmo período de 2025. O relatório reúne informações sobre os principais produtos agropecuários e indicadores do agronegócio paulista e brasileiro.
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NACIONAL
Prêmio Top RS Leite de Verdade consagra excelência da pecuária leiteira gaúcha na Fenasoja
A CCGL realizou a entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade, iniciativa que reconhece o empenho técnico e os resultados operacionais das propriedades leiteiras que são referência no Rio Grande do Sul.
A produtividade, a gestão e a inovação tecnológica foram as grandes protagonistas da programação da Fenasoja. Em uma cerimônia no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, a CCGL realizou a entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade, iniciativa que reconhece o empenho técnico e os resultados operacionais das propriedades leiteiras que são referência no Rio Grande do Sul. O evento celebrou produtores que se destacaram por índices de excelência em categorias que abrangem desde a eficiência reprodutiva até a performance econômica. Ao todo, 11 produtores foram premiados, entre 26 finalistas destacados no evento, evidenciando o vigor do sistema cooperativo gaúcho. Para o Presidente da Fenasoja, Marcos Servat, a premiação é um marco histórico para a feira, consolidando a união com o setor produtivo. “Em 2022 iniciamos um projeto novo que foi abraçado pela CCGL e estamos muito felizes por fazer parte desse movimento. O trabalho desenvolvido pelo sistema cooperativo é fundamental para a nossa cadeia produtiva”, destacou. VENCEDORES PRÊMIO TOP RS LEITE DE VERDADE: Produtividade da Terra (Região Norte). Sistema Confinado: Camila Frantz. ooperoque) – Técnico Regis Luiz Sturm Lenz. Sistema Não Confinado: José Librelotto (Cotribá) – Técnica Debora Schroeder. Produtividade da Terra (Região Sul). Sistema Confinado: Devalci Cogo (Cotribá) – Técnico Leonardo Manzoni. Sistema Não Confinado: Acemar Quatrin (Cotrijuc) – Técnica Andreia Beck. Eficiência Produtiva de Sólidos no Leite. Sistema Confinado: Adriana Machado (Cotrisal) – Técnica Amanda Stefania Tormes Godoy. Sistema Não Confinado: Edson Tiemann (Cotrijal) – Técnico Eduardo Feltrin. Desempenho Reprodutivo. Sistema Confinado: André Gobbi (Cotripal) – Técnica Patricia Simon. Sistema Não Confinado: Luciano Mattei (Cotrisal) – Técnica Paula Eli de Cesaro Pena. Eficiência Econômica. Sistema Confinado: Levino Guilherme Huppenthal (Cotribá) – Técnica Debora Schroeder. Sistema Não Confinado: Valdir Jacoby (Cotrisoja) – Técnico Guilherme Afonso Müller Rodrigues. Prêmio Master. Sistema Confinado: Luiz Carlos Reisdorfer (Cotrisal) – Técnica Paula Eli de Cesaro Pena
Fenasoja
EMPRESAS
Doce de leite de Canela é finalista do Prêmio Brasil Artesanal 2026
Os doces de leite serão avaliados durante a Feira Nacional de Viticultura, Enologia e Enoturismo (Expovitis), em Brasília
A tradição e a qualidade da produção artesanal de Canela seguem ganhando destaque nacional. O doce de leite produzido pela agroindústria Queijaria Alvorada Missioneira está entre os finalistas do Prêmio Brasil Artesanal 2026, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. O anúncio dos finalistas nas categorias Cachaça de Alambique e Doce de Leite ocorreu na quinta-feira, dia 7. Agora, os produtos classificados avançam para a etapa de júri popular, marcada para o dia 26 de junho. Os doces de leite serão avaliados durante a Feira Nacional de Viticultura, Enologia e Enoturismo (Expovitis), em Brasília. Representando Canela no cenário nacional, a agroindústria é comandada pelo agricultor Vanderlei Kaefer, na localidade de Linha São João, no interior do município. A propriedade já é reconhecida pela produção de queijos coloniais e pela excelência na fabricação de doce de leite, acumulando premiações em concursos estaduais e nacionais. Para Vanderlei, a conquista valoriza não apenas a agroindústria, mas também o potencial da produção rural canelense. “É uma alegria muito grande poder representar Canela em um prêmio tão importante. Esse reconhecimento mostra a força da nossa agricultura familiar e a qualidade dos produtos feitos aqui, com dedicação, tradição e muito carinho”, destaca o agricultor. Entre as conquistas da queijaria está o título de melhor doce de leite no 1º Concurso Estadual de Doce de Leite, promovido pela Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios do Rio Grande do Sul. Além de premiar os produtos, o Prêmio Brasil Artesanal busca aproximar os consumidores da produção artesanal brasileira e ampliar a visibilidade dos produtores rurais de diferentes regiões do país.
NOTÍCIAS DE CANELA
PRODUTOS
Cottage se reinventa e encontra nova avenida de crescimento
O cottage está vivendo um novo momento. Impulsionada pela busca por alimentos saudáveis e ricos em proteína, a categoria vem ganhando tração global – e, ao que tudo indica, ainda está longe de atingir seu potencial máximo.
Nos últimos anos, produto deixou de ser visto como opção restrita a dietas e passou a ocupar um espaço mais amplo no consumo cotidiano. Parte dessa virada vem da atuação de marcas que souberam reposicionar o cottage, investindo em conveniência, sabor e comunicação mais conectada com públicos jovens. Um dos exemplos é a americana Good Culture, que ajudou a impulsionar o consumo ao apostar em embalagens individuais, sabores sazonais e forte presença nas redes sociais — muitas vezes apoiada por receitas virais. O resultado foi transformar o produto em uma alternativa prática para snacks e preparações rápidas. Esse movimento se apoia em atributos que já eram intrínsecos ao cottage: alto teor de proteína baixo teor calórico e uma percepção de alimento mais natural. A diferença é que, agora, esses benefícios estão sendo comunicados de forma mais moderna — e acompanhados por inovação real no produto. Até aqui, boa parte das novidades esteve concentrada em extensões de linha, com novos sabores e formatos. Mas há sinais de que a categoria pode ir além. Na Europa, a cooperativa Piatnica lançou versões com “mix-ins”, combinando cottage com frutas em compartimentos separados. Já nos Estados Unidos, a Smearcase apostou em um caminho ainda mais disruptivo: um sorvete à base de cottage cheese, reforçando o potencial do produto como plataforma para inovação. Para os players do setor, esse é justamente o ponto central. Mais do que surfar a onda das dietas hiper proteicas, a oportunidade está em reposicionar o cottage como base versátil para diferentes ocasiões de consumo. No Reino Unido, a marca All Things ilustra bem esse momento. Lançada recentemente, atingiu a marca de 1 milhão de unidades vendidas em apenas quatro meses, com uma linha que vai do tradicional às versões saborizadas, como abacaxi e morango. A estratégia passa também por educação do consumidor. Em vez de reforçar apenas o apelo funcional, a marca investe em mostrar novas formas de uso — ampliando o repertório além do consumo tradicional. Os números reforçam que o movimento não é pontual. Nos Estados Unidos, as vendas da categoria ultrapassaram US$ 2 bilhões em 2025, com crescimento consistente tanto em valor quanto em volume.
Dairy reporter/MilkPoint
INTERNACIONAL
CHINA CORTA 26% DO LEITE EM PÓ INTEGRAL E ACELERA DEMANDA POR QUEIJOS
O principal mercado global de lácteos começa a alterar prioridades e envia novos sinais para a indústria exportadora. As importações lácteas da China começaram 2026 mostrando uma mudança relevante no perfil de demanda do principal mercado mundial do setor.
Enquanto o leite em pó integral perdeu força de forma acentuada, produtos com maior nível de processamento, como queijos e fórmulas infantis, ampliaram participação nas compras chinesas. Entre janeiro e fevereiro, a China importou US$ 1,989 bilhão em produtos lácteos, volume 3% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O dado, elaborado pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) com base nas Aduanas chinesas, revela um mercado menos concentrado em commodities tradicionais e mais orientado a segmentos de maior valor agregado. A principal mudança ocorreu justamente no leite em pó integral, produto central para diversos países exportadores. O volume importado caiu 26%, atingindo o menor nível dos últimos anos. O segmento segue amplamente dominado pela Nova Zelândia, responsável por 95% da origem das compras chinesas, enquanto a Austrália responde por 3%. A retração tem peso estratégico porque o leite em pó integral continua sendo um dos principais produtos da pauta exportadora láctea para a China. No sentido oposto, os queijos avançaram 31% em volume no primeiro bimestre de 2026, passando de 29.553 para 38.651 toneladas, o maior nível dos últimos quatro anos. O segmento já representa 9% do valor total importado pela China. A liderança segue concentrada na Nova Zelândia, com 64% das origens, seguida por Austrália, com 16%, e Dinamarca, com 4%. O crescimento chama atenção porque mostra expansão justamente em uma categoria associada a maior processamento industrial, posicionamento comercial e diversificação de portfólio. As fórmulas infantis, responsáveis por 36% do total importado em valor, também registraram crescimento, com alta de 5% em volume. Holanda, Nova Zelândia e França lideram o fornecimento desse segmento. Outros produtos apresentaram comportamento mais estável. A categoria de leite e nata avançou 2%, enquanto manteiga e butter-oil recuaram 4%. Já o soro de leite mantém trajetória de queda desde 2022 e registrou retração interanual de 24% nos dados mais recentes. O cenário reforça uma leitura importante para a indústria exportadora: a China continua sendo um mercado central para os lácteos, mas os sinais atuais apontam para uma demanda menos concentrada em produtos básicos e mais seletiva em relação ao perfil da oferta. Nesse contexto, a diversificação para categorias como queijos e derivados de maior valor agregado deixa de ser apenas uma alternativa comercial e passa a ganhar relevância estratégica dentro da cadeia láctea exportadora.
edairynews
ECONOMIA
Dólar mostra estabilidade no Brasil após EUA rejeitarem acordo com Irã sobre guerra
Em uma sessão de liquidez limitada, o dólar oscilou em margens estreitas e fechou a segunda-feira perto da estabilidade, ainda que no exterior a divisa norte-americana tenha sustentado ganhos ante algumas divisas de países emergentes, após os EUA rejeitarem a resposta do Irã à proposta de paz norte-americana.
O dólar à vista fechou com leve baixa de 0,10%, aos R$4,8911. Esta é a menor cotação desde 15 de janeiro de 2024, quando a moeda norte-americana encerrou em R$4,8667. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,89% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,03% na B3, aos R$4,9165, com apenas cerca de 128 mil contratos negociados até este fim da tarde. O Irã divulgou no domingo uma proposta para dar fim à guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde Israel combate os militantes do Hezbollah. O país solicitou uma compensação por danos de guerra e o fim do bloqueio naval dos EUA, com soberania iraniana no Estreito de Ormuz e garantia de que não haverá novos ataques, entre outras exigências. Sem dar detalhes, Trump classificou a proposta como “totalmente inaceitável”, mantendo o impasse sobre a guerra. Nesta segunda-feira, Trump voltou a atacar as exigências do Irã, chamando a proposta — na verdade, uma resposta a outra proposta feita anteriormente pelos EUA — de “estúpida”. Trump disse ainda que o cessar-fogo entre os países está “respirando por aparelhos”. Em reação, o petróleo Brent voltou a subir na segunda-feira, para perto dos US$104 o barril neste fim de tarde, enquanto o dólar sustentou ganhos ante parte das demais divisas, incluindo pares do real como a rupia indiana, o peso chileno e a lira turca. No Brasil, o dólar chegou a registrar leves altas, mas no geral não se afastou da estabilidade, oscilando em margens estreitas durante toda a sessão. Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano passou de R$5,25 para R$5,20. Há um mês, a cotação projetada era de R$5,37. No caso da Selic, a taxa projetada para o fim de 2026 seguiu em 13,00%, mas para o encerramento de 2027 passou de 11,00% para 11,25%, com os economistas vendo um espaço menor para cortes de juros em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda pressionado por ações sensíveis a juros
No setor de proteínas, MINERVA ON fechou em alta de 4,88%, tendo como pano de fundo a notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, deve assinar decretos na segunda-feira para permitir o aumento das importações de carne bovina para os EUA e apoiar a renovação do rebanho bovino do país, em um esforço para lidar com os altos preços da carne bovina.
O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, pressionado por ações sensíveis a juros, com a nova alta do preço do petróleo diante do impasse entre Estados Unidos e Irã reforçando preocupações com a inflação e os próximos passos do Banco Central. A temporada de resultados também ocupou as atenções, mas nem os números robustos do BTG Pactual evitaram o fechamento negativo de suas units, enquanto as ações da Telefônica Brasil figuraram entre as maiores baixas após lucro aquém das expectativas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,19%, a 181.908,87 pontos, mínima de fechamento desde 27 de março. Ao longo da sessão, chegou a 181.614,83 na mínima e marcou 184.530,15 na máxima. O volume financeiro do pregão somou R$29,19 bilhões. A bolsa paulista continua registrando saída líquida de estrangeiros, com o saldo nos primeiros pregões de maio negativo em R$3,3 bilhões, de acordo com dados da B3 até o dia 7. Em abril, ainda houve entrada líquida de quase R$3,2 bilhões (excluindo follow-ons e IPOs). Mas, até o dia 15, esse saldo era de R$14,6 bilhões. “Diminuiu de fato um pouco esse fluxo de estrangeiros, mas eu acho que o Brasil, geopoliticamente, ainda oferece uma oportunidade enorme de investimentos” afirmou na segunda-feira o diretor financeiro do BTG, Renato Cohn, em conversa com jornalistas para comentar o balanço do primeiro trimestre, ressaltando, porém, que o mercado brasileiro e as empresas brasileiras são muito convidativas para o investidor estrangeiro. “Eu acho que isso ainda continua”, afirmou. O movimento acompanha a recuperação das ações de empresas de tecnologia dos Estados Unidos, onde os índices acionários S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas nos últimos pregões. “Parece que a aversão aos EUA diminuiu”, afirmou o gestor de uma empresa de previdência complementar, ressaltando também que, desde o início da guerra, com a revisão nas previsões de inflação para cima, a perspectiva de intensidade de queda da Selic reduziu e alterou o cenário mais favorável ao Brasil. A piora nas projeções para a inflação no Brasil tem como pano de fundo a forte alta dos preços do petróleo no exterior, na esteira do conflito no Oriente Médio que começou no final de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã. De acordo com a análise gráfica semanal do Ibovespa da equipe do BB Investimento, há elementos que sinalizam uma possível continuidade da realização no curtíssimo prazo, mas ainda dentro da tendência primária de alta.
REUTERS
MERCADO ELEVA PREVISÃO DA INFLAÇÃO PARA 4,91% ESTE ANO
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus da segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Com a guerra do Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 10% ao ano. Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
AGÊNCIA BRASIL
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