Informativo Sindileite 159 22.06.2026

Ano 1 | nº 159 | 22 de junho de 2026

NOTÍCIAS

IBGE: captação de leite no Paraná cresce 8,8% e reduz distância para Minas

A captação de leite no Paraná avançou acima dos demais estados e reforçou o peso da região Sul na cadeia láctea brasileira. Maior disponibilidade de grãos ajudou a impulsionar a captação de leite no Sul, com destaque para o desempenho paranaense.

A captação de leite no Paraná começou 2026 em ritmo superior ao dos demais grandes estados produtores do país. O avanço de 8,8% no primeiro trimestre não apenas ampliou o volume recebido pela indústria, mas também reduziu a distância em relação a Minas Gerais, líder nacional do setor. Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Leite do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, a indústria instalada no estado captou quase 1,1 bilhão de litros de leite entre janeiro e março. O resultado reforça a posição do Paraná como segundo maior estado em captação de leite do Brasil e revela um movimento relevante dentro da cadeia produtiva. Embora Minas Gerais continue ocupando a liderança nacional, o crescimento registrado no estado mineiro foi de 1,6% no mesmo período, ritmo inferior ao observado no Paraná. A diferença de desempenho sugere uma reconfiguração gradual da participação relativa dos principais polos produtores. Mais do que o volume absoluto captado, o dado chama atenção pela velocidade de expansão apresentada pelo Paraná diante dos demais estados de referência da atividade. O movimento também não ocorreu de forma isolada. Toda a região Sul apresentou crescimento na captação industrial de leite durante o primeiro trimestre. Santa Catarina registrou avanço de 5,6%, enquanto o Rio Grande do Sul alcançou crescimento de 7,5%. De acordo com o boletim conjuntural, um dos fatores associados a esse desempenho foi a maior disponibilidade de grãos na região. O cenário favoreceu a atividade leiteira e contribuiu para o aumento dos volumes direcionados à indústria. Para a cadeia láctea, os números indicam que a expansão da matéria-prima continua concentrada em importantes regiões produtoras do Sul do país. O destaque paranaense reforça a competitividade do estado dentro do setor e amplia sua participação entre os principais fornecedores de leite para processamento industrial. Ao final do primeiro trimestre, o principal sinal deixado pelos dados não está apenas no crescimento da captação. Está na redução da distância entre o segundo colocado e o líder nacional, movimento que fortalece o protagonismo do Paraná dentro do mapa leiteiro brasileiro.

EDAIRYNEWS

Boom global do leite perde força e mercado caminha para reequilíbrio da oferta

Após crescimento recorde em 2025, oferta mundial desacelera, margens ficam mais pressionadas e clima ganha peso nas perspectivas para 2026 e 2027.

Após um longo período de expansão, a produção global de leite começa a dar sinais de desaceleração. Os primeiros indicadores apontam para um mercado mais equilibrado, à medida que o crescimento da oferta perde força nas principais regiões exportadoras e os fundamentos do setor se tornam menos favoráveis. Segundo Lucas Fuess, analista de lácteos do Rabobank, o crescimento da produção nas principais regiões exportadoras do mundo já atingiu seu pico. “Após quatro trimestres consecutivos com expansão superior a 2% nas regiões produtoras do Big-7, o crescimento global da produção de leite finalmente começou a desacelerar no segundo trimestre”, afirmou. O grupo Big-7 reúne Estados Unidos, União Europeia, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, Argentina e Uruguai. Juntos, esses países moldam a oferta global de leite exportável e foram os principais responsáveis pelo forte avanço da produção observado recentemente, que atingiu seu auge no final de 2025. “O crescimento anual da produção chegou a 5,2% no quarto trimestre de 2025, um dos maiores aumentos já registrados”, destacou Fuess. Agora, porém, a trajetória começa a mudar. Embora a oferta global de leite ainda deva permanecer ligeiramente acima dos níveis do ano anterior no início de 2026, o ritmo de crescimento tende a perder força ao longo do ano. “A contração da produção no quarto trimestre seria o primeiro resultado negativo desde o segundo trimestre de 2024 e reforça a tese de um reequilíbrio da oferta global de leite após vários trimestres de forte expansão”, explica. Em termos anuais, a desaceleração se torna ainda mais evidente. “Estimamos que a produção mundial cresça 1% em 2026, após avançar 3,1% em 2025. Já nossas projeções iniciais para 2027 apontam queda de 0,2%, a primeira contração anual desde 2022”, afirma. Enquanto o crescimento global perde intensidade, os Estados Unidos continuam na contramão da tendência e permanecem entre os principais motores da expansão do Big-7. Em abril, a produção de leite do país cresceu 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, prolongando uma sequência de resultados positivos que já dura mais de um ano.  RaboResearch projeta que a produção americana aumente mais 2% em 2026 na comparação com 2025. O avanço é sustentado por dois fatores principais: aumento do rebanho e maior produtividade por vaca. Na América do Sul, as perspectivas são mais desafiadoras. A produção deve enfrentar pressão durante o terceiro trimestre, uma vez que os custos de produção continuam elevados em relação aos preços recebidos pelos produtores, reduzindo os incentivos para expansão. Além disso, o risco climático ganha importância na segunda metade do ano. A possibilidade de um El Niño mais intenso aumenta as preocupações com eventos extremos, especialmente inundações nas regiões produtoras do Sul do continente. A combinação entre margens apertadas e maior volatilidade climática sugere uma oferta mais restrita à medida que 2026 avança. A produção de queijo e manteiga segue em expansão e caminha para mais um ano recorde, impulsionada pela entrada de novas plantas e pela ampliação da capacidade industrial. Em março, tanto a produção de queijo quanto a de manteiga cresceram 1,2% na comparação anual. Já os produtos voltados à proteína continuam mostrando forte dinamismo. A produção de soro de leite em pó aumentou 3,6%, enquanto a de isolado proteico de soro avançou quase 12%, refletindo a demanda crescente por ingredientes proteicos. Para Fuess, o foco do mercado global está deixando de ser o crescimento da produção e passando a ser a rentabilidade das fazendas. “Em praticamente todas as regiões, a principal preocupação é o aumento potencial dos custos de produção, que pode pressionar as margens na segunda metade deste ano e em 2027”, afirma.

Dairy Herd Management 

NACIONAL

Aquisição de leite na Bahia bate recorde histórico no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

Bahia registra recorde na aquisição de leite cru no 1º trimestre de 2026 e avança no abate de bovinos, frangos e suínos, segundo pesquisas trimestrais do IBGE

A Bahia alcançou seu melhor desempenho histórico na aquisição de leite cru para um primeiro trimestre, com 161,1 milhões de litros adquiridos entre janeiro e março, segundo dados das Pesquisas Trimestrais da Produção Pecuária do IBGE. A aquisição de leite cru na Bahia atingiu 161,1 milhões de litros no 1º trimestre de 2026, o maior volume já registrado no estado desde o início da série histórica do IBGE, há 29 anos. O dado se refere ao leite adquirido por estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária. O resultado representa crescimento de 3,0% em relação ao 1º trimestre de 2025, quando foram adquiridos 156,4 milhões de litros, e avanço de 3,6% frente a 4º trimestre de 2025, que havia registrado 155,6 milhões de litros. Com esse desempenho, a Bahia permaneceu como a sétima maior produtora de leite do Brasil, respondendo por 2,4% do volume adquirido no país no período. A liderança nacional continuou com Minas Gerais, responsável por 24,7% do total, o equivalente a 1,673 bilhão de litros. No cenário nacional, a aquisição de leite cru somou 6,781 bilhões de litros entre janeiro e março de 2026. O volume foi recorde para um primeiro trimestre na série histórica do IBGE. Apesar do resultado positivo na comparação anual, com alta de 2,6% frente a 1º trimestre de 2025, o país registrou queda de 8,0% em relação ao 4º trimestre de 2025, quando haviam sido adquiridos 7,368 bilhões de litros. A combinação entre recorde anualizado e retração trimestral indica comportamento sazonal da atividade, com redução frente ao trimestre imediatamente anterior, mas manutenção de expansão em relação ao mesmo período do ano passado.

Jornal Grande Bahia

EVENTOS

Expoqueijo/MG: produtores de 19 países disputam principal prêmio do queijo nas Américas

Produtores de 19 países estarão reunidos em Minas Gerais entre os dias 25 e 28/6 para disputar o Super Ouro da ExpoQueijo Brasil 2026, principal premiação do queijo artesanal nas Américas.

Produtores de 19 países estarão reunidos em Minas Gerais entre os dias 25 e 28/6 para disputar o Super Ouro da ExpoQueijo Brasil 2026, principal premiação do queijo artesanal nas Américas. Em sua sexta edição, o evento se consolida como uma das mais importantes vitrines internacionais do setor, reunindo produtores, especialistas e compradores de diferentes partes do mundo. Ao lado do Brasil, estarão representados Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Chile, Dinamarca, Equador, Espanha, França, Grécia, Holanda, Itália, México, Peru, Portugal, Reino Unido, Suíça e Uruguai, ampliando a presença internacional da competição e reunindo algumas das mais tradicionais regiões produtoras de queijo do mundo. Produtores de 18 estados brasileiros e do Distrito Federal também levarão seus queijos para avaliação dos jurados. Estarão presentes Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Para a organizadora da ExpoQueijo Brasil, Maricell Hussein, a presença de produtores de diferentes países reforça o papel do evento como espaço de intercâmbio técnico e cultural entre as tradições queijeiras.

MILKPOINT

INTERNACIONAL

Saputo conclui venda de 80% de sua divisão de laticínios na Argentina

A Saputo Inc. concluiu a venda de uma participação de 80% em sua Divisão de Laticínios na Argentina para a peruana Gloria Foods por aproximadamente US$ 400 milhões.

A Saputo Inc. concluiu a venda de uma participação de 80% em sua divisão de laticínios na Argentina para a Gloria Foods por aproximadamente US$ 400 milhões, conforme anunciado pela empresa em comunicado oficial na quinta-feira, 18 de junho. Com a transação, a Saputo mantém uma participação de 20% no negócio na Argentina. A Gloria Foods é a holding de laticínios e alimentos do peruano Grupo Gloria. Após a conclusão da venda, a plataforma na Argentina continuará fabricando produtos selecionados para a Saputo, com o objetivo de apoiar o portfólio internacional de produtos da empresa. A Saputo produz e distribui produtos lácteos, incluindo queijos, leite fluido, leite e cremes de longa vida, produtos fermentados e ingredientes lácteos. A empresa opera no Canadá, nos Estados Unidos, na Austrália e no Reino Unido.

SAPUTO/MILKPOINT

GOVERNO

Brasil completa 20 anos sem focos de febre aftosa

País recebeu status de livre da doença sem vacinação no ano passado, reforçando importância da prevenção e do controle de fronteiras. A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e outros animais de casco fendido

Reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação no ano passado, o Brasil comemora em 2026 o marco de duas décadas sem registro de focos da doença. O país não apresenta casos desde 2006, quando foram identificados focos no Paraná e em Mato Grosso do Sul. “A febre aftosa continua sendo uma preocupação em diversos países. Mesmo nações que já haviam controlado a doença voltaram a registrar surtos nos últimos anos. Isso demonstra que a vigilância não pode ser relaxada”, observa o auditor fiscal federal agropecuário João Cavallero. É o caso do Uruguai, país que faz fronteira com a região Sul do Brasil. Lá, a febre aftosa chegou a ser erradicada, com a obtenção do certificado de livre sem vacinação assim como o Brasil obteve, mas voltou a ocorrer levando à retomada da imunização – mantida até hoje. Mais recentemente, em abril deste ano, a China anunciou a detecção de dois focos de febre aftosa em duas províncias do país envolvendo mais de seis mil bovinos dos quais 219 apresentaram sintomas da doença. Na Europa, a Eslováquia identificou em março do ano passado o primeiro foco depois de 50 anos livre da doença em uma fazenda com 1,4 mil animais. Na Ásia, a Coreia do Sul também identificou casos de febre aftosa no último ano. “O status sanitário brasileiro não é permanente nem acontece por acaso. Ele depende de um sistema estruturado, baseado em vigilância ativa e análise de risco para impedir a entrada de enfermidades que possam comprometer a pecuária nacional”, explica Cavallero. A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e outros animais de casco fendido. Com rápida disseminação, a sua identificação gera impactos econômicos importantes devido aos custos de contenção e ao impedimento das exportações.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em baixa de 0,20%, a R$5,1643 na venda

Após subir nas quatro sessões anteriores, o dólar fechou a sexta-feira em leve baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, com investidores atentos às articulações de paz no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou o dia com baixa de 0,20%, aos R$5,1643. Na semana, a divisa acumulou alta de 2,04% e, no ano, queda de 5,92%. Às 17h06, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,06% na B3, aos R$5,1780, mas com apenas cerca de 130 mil contratos negociados até esse horário. Em função do feriado de Juneteenth, não houve negociações nas bolsas dos Estados Unidos na sexta-feira, o que reduziu a liquidez nos mercados globais de moedas, incluindo o brasileiro.

REUTERS

Ibovespa oscila bastante e termina estável com movimento de blue chip, em dia de vencimento de opções

Na semana, principal índice da bolsa cedeu 1,64%

Uma forte volatilidade marcou a sexta-feira na bolsa local. Diante do vencimento de opções sobre ações e da menor liquidez nos mercados locais devido ao feriado de “Juneteenth” nos Estados Unidos, o Ibovespa teve dificuldade de adotar uma tendência única e variou entre perdas e ganhos ao longo da sessão até encerrar estável (+0,03%), aos 168.334 pontos. Na semana, o índice cedeu 1,64%. Durante a tarde, o Ibovespa chegou a tocar os 168.787 pontos, mas devolveu parte do avanço perto do fechamento. A nova rodada de deterioração dos juros futuros, que ampliaram a alta após o comunicado considerado mais “dovish” (inclinado ao afrouxamento monetário) do Comitê de Política Monetária (Copom) da última quarta-feira, ajudou a afastar o índice do melhor momento do dia, juntamente com o desempenho misto de blue chips. Após oscilar bastante durante o pregão, ações de bancos terminaram a sessão em direções opostas: as units do Santander responderam pelas maiores altas, de 0,60%; já as PN do Itaú Unibanco lideraram as perdas, com queda de 0,80%. Blue chips de commodities também fecharam mistas. As ações da Vale subiram 1,01%; as PN da Petrobras recuaram 0,13%, enquanto as ON subiram 0,49%, o que pode indicar compra do papel por parte de investidores estrangeiros. As cotações do petróleo chegaram a cair após a notícia de que Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo a partir das 16h de sexta, mas voltaram a subir em meio às dúvidas sobre as próximas. Em meio a um cenário de incertezas sobre os desdobramentos no Oriente Médio e de manutenção das pressões inflacionárias, um dos setores preferidos de analistas para se posicionar neste momento é o de seguradoras brasileiras. Na sexta-feira, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa chegou a R$ 20,2 bilhões e a R$ 27,4 bilhões na B3. Embora o feriado nos Estados Unidos tenha mantido os mercados por lá fechados e ajudado a reduzir a liquidez dos ativos domésticos, o vencimento de opções sobre ações na bolsa local fez com o giro não fosse tão pequeno.

VALOR ECONÔMICO

Economia verde ultrapassa US$ 10 trilhões com crescimento acelerado da receita

Aumento ocorre momento de receita ligada a produtos e serviços ambientais, que atingiu US$ 5,5 trilhões em 2025. Índice da S&P voltado para transição energética global subiu mais de 80% desde o final de 2024

A economia verde —as linhas de negócios de empresas globais listadas em Bolsa que geram receita com soluções climáticas— agora ostenta um valor de mercado recorde de US$ 10 trilhões. O aumento ocorre em um contexto de receita ligada a produtos e serviços ambientais, que atingiu US$ 5,5 trilhões no ano passado, expandindo-se no ritmo mais acelerado desde 2022, segundo relatório divulgado na semana passada pela LSEG (Bolsa de Valores de Londres). Os investidores recompensaram esse crescimento: empresas que obtêm mais de 20% de sua receita com atividades verdes têm apresentado desempenho superior ao do mercado de ações em geral, afirmou a LSEG. O índice S&P Global Clean Energy Transition subiu mais de 80% desde o final de 2024, mais que o dobro do retorno do S&P 500. Apesar das crescentes tensões geopolíticas e do recuo das prioridades climáticas em algumas das principais economias, lideradas pelos Estados Unidos, as indústrias verdes têm demonstrado uma resiliência notável. Isso se deve, em parte, ao fato de a transição energética estar entrando em uma nova fase, impulsionada tanto pela segurança e competitividade econômica quanto pela descarbonização, segundo a LSEG. Para os investidores que perderam o interesse em ações verdes, o crescimento recente do setor deve criar “uma urgência em reavaliar” e repensar sua exposição, disse Jaakko Kooroshy, chefe global de pesquisa de investimentos sustentáveis da LSEG, em entrevista. A LSEG define a economia verde como a proporção da receita das empresas gerada por soluções ambientais, que vão desde energias renováveis e água potável até eficiência energética e reciclagem. A empresa avaliou a exposição da receita a atividades comerciais verdes de mais de 21 mil empresas em todo o mundo. O crescimento da receita foi generalizado no último ano, com 99 das 133 categorias de produtos e serviços verdes registrando ganhos. Veículos elétricos e as chamadas baterias avançadas foram “um destaque particularmente positivo”, adicionando US$ 62 bilhões à receita, afirmou a LSEG. A LSEG também analisou fusões e aquisições, que, segundo a organização, estão “se tornando um mecanismo cada vez mais crucial para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono”. Fusões e aquisições relacionadas a energias verdes totalizaram US$ 4,1 trilhões na última década, representando quase 13% do valor total das transações globais, de acordo com a LSEG. As negociações continuaram neste ano, lideradas pelo acordo da NextEra Energy para pagar cerca de US$ 67 bilhões em ações pela Dominion Energy. A transação proposta criaria “um dos maiores gigantes da energia verde na América do Norte”, disse Kooroshy. “Não é uma empresa focada exclusivamente em energia verde, mas é uma enorme empresa de energia verde que está se formando.” A LSEG afirmou que, juntas, a NextEra e a Dominion gerariam mais de US$ 15,9 bilhões em receitas relacionadas a energia verde, provenientes de fontes eólicas, solares, nucleares e de armazenamento em baterias. Isso representaria cerca de 36% da receita total da empresa combinada. Mesmo com uma política que “mudou o foco para a produção doméstica de petróleo e gás”, os EUA continuam sendo a maior economia verde em capitalização de mercado, representando 57% do total global, afirmou a LSEG.

FOLHA DE SP

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