Informativo Sindileite 208 28.08.2026

Ano 1 | nº 208 | 28 de agosto 2026

NOTÍCIAS

Leite UHT fica 10,2% mais caro no Paraná

Preço do leite pode mudar após o inverno


O preço médio do leite longa vida no varejo paranaense chegou a R$ 5,44 por litro em agosto de 2026, alta de 1,6% em relação a julho e avanço acumulado de aproximadamente 45% desde janeiro, segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Segundo dados divulgados pelo Deral, o litro do leite UHT era comercializado, em média, por R$ 3,75 em janeiro. Na comparação com agosto de 2025, quando o preço médio estava em R$ 4,93 por litro, a alta chega a 10,2%. Apesar da sequência de aumentos ao longo dos últimos meses, o preço médio acumulado entre janeiro e agosto de 2026, de R$ 4,86 por litro, está apenas 0,7% acima da média registrada em 2025. O movimento observado em agosto dá continuidade à trajetória de valorização do leite longa vida no varejo paranaense ao longo de 2026. Segundo dados divulgados pelo Deral, o avanço mensal foi de 1,6% em relação a julho. Desde o início do ano, a elevação acumulada chega a aproximadamente 45%. Na comparação anual, o aumento também é expressivo. O preço médio de R$ 5,44 por litro em agosto representa alta de 10,2% frente aos R$ 4,93 registrados no mesmo mês de 2025. Historicamente, o preço do leite longa vida costuma se acomodar em patamares mais baixos após o inverno, segundo dados divulgados pelo Deral. Esse movimento sazonal também tende a alcançar outros derivados lácteos, contribuindo para aliviar o custo dos produtos para o consumidor. Mesmo com a alta registrada ao longo de 2026, a média acumulada até agosto mostra uma diferença limitada em relação ao ano anterior. O preço médio de R$ 4,86 por litro está apenas 0,7% acima da média de 2025. O comportamento dos preços após o inverno, portanto, será determinante para definir a trajetória do leite longa vida no varejo paranaense nos próximos meses.

AGROLINK

As cinco marcas de lácteos que mais aparecem na mesa dos brasileiros

Um ranking com mais de 400 marcas revela movimentos bem diferentes entre nomes que já fazem parte da rotina dos consumidores. O que muda quando as marcas de lácteos são colocadas lado a lado com centenas de outros nomes presentes nos lares?

As marcas de lácteos ocupam posições relevantes entre as escolhas feitas pelos brasileiros dentro de casa, mas o ranking Brand Footprint Brasil 2026, da Kantar, mostra que elas não percorrem exatamente o mesmo caminho. O levantamento considera mais de 400 marcas de diferentes categorias. Nesse universo, a Italac aparece na 6ª posição geral; a Piracanjuba, na 9ª; a Itambé, na 11ª; a Elegê, na 33ª; e a Nestlé, na 40ª. Mais do que uma fotografia das posições, os números mostram cinco trajetórias diferentes: liderança prolongada, perda de posições, estabilidade, crescimento e queda. A Italac é o caso de maior continuidade. A marca aparece na 6ª colocação geral e, dentro dos lácteos, permanece como a mais comprada do Brasil pelo décimo ano consecutivo. É uma posição que se destaca especialmente quando colocada em perspectiva com o tamanho do ranking: a marca está entre as seis primeiras de um universo com mais de 400 nomes de diferentes categorias. A Piracanjuba ocupa a 9ª posição geral. O resultado mantém a marca entre as principais escolhas dos consumidores, embora represente uma perda de duas posições em relação ao ano anterior. Já a Itambé, na 11ª colocação, apresenta outro movimento: não avançou nem recuou no ranking. A manutenção da posição coloca a marca em um cenário de estabilidade dentro da classificação. O movimento mais expressivo entre as cinco aparece com a Elegê. Na 33ª posição geral, a marca avançou cinco posições, registrando um dos maiores crescimentos entre os nomes analisados neste recorte. Na outra ponta está a Nestlé. Mesmo sendo uma gigante global, a marca aparece na 40ª posição e perdeu cinco colocações em relação ao ano anterior. O contraste entre essas trajetórias é o principal sinal do ranking. A presença de uma marca no cotidiano dos consumidores não aparece apenas em uma posição absoluta: também pode ser observada pelo caminho que cada nome percorreu em relação ao ano anterior. Nesse sentido, o resultado coloca lado a lado marcas que mantêm posições, marcas que avançam e outras que recuam. Para a cadeia láctea, o ranking oferece uma fotografia da presença dessas marcas dentro dos lares brasileiros. E, ao reunir empresas em diferentes posições, também mostra que a disputa pela escolha do consumidor envolve movimentos distintos — inclusive entre nomes já consolidados. No caso dos cinco laticínios destacados, a fotografia de 2026 é clara: Italac lidera entre as marcas de lácteos, Piracanjuba permanece entre as primeiras, Itambé conserva sua posição, Elegê ganha espaço e Nestlé recua.

CONTLÁCTEOS

NACIONAL

Conseleite-RS projeta leite a R$ 2,4754 o litro em agosto

O valor de referência do leite para agosto, projetado pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), ficou em R$ 2,4754 o litro, queda de R$ 0,0252 por litro (-1,01%) em relação a julho, quando a referência havia sido fixada em R$ 2,5005.

Já o valor consolidado de julho encerrou em R$ 2,5236 por litro, alta de R$ 0,0917 (3,77%) frente a junho, que havia ficado em R$ 2,4320.”A partir da atualização dos estudos da Câmara Técnica (Camatec), o Conseleite/RS passou a apresentar também os valores calculados com novos parâmetros. Nesse modelo, o valor de referência consolidado para julho ficou em R$ 2,4529 por litro, enquanto a projeção para agosto é de R$ 2,4128. Os dois conjuntos de referências serão divulgados até outubro”, disse a entidade em nota. As projeções foram divulgadas em reunião online na manhã desta quinta-feira e elaboradas com base nos dados coletados nos primeiros 20 dias de agosto. Na avaliação do vice-coordenador do conselho, Darlan Palharini, há fatores que já causam preocupação no Rio Grande do Sul, como o atraso de mais de 30 dias no plantio do milho em quase 50% das áreas cultiváveis, o que pode prejudicar a produção de silagem.

ESTADÃO CONTEÚDO

Conseleite/MG projeta aumento de 1,2% no leite que será pago em setembro

O Conseleite de Minas Gerais projetou um aumento de 0,0347 R$/litro no valor do leite a ser pago em setembro, uma variação positiva de 1,2% em relação ao mês anterior.

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de Agosto de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2026 a ser pago em Agosto/2026. b) a os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Agosto/2026 a ser pago em Setembro/2026.

MATÉRIA-PRIMAVolumeGorduraProteínaCCSCBT
litros/dia(%)(%)mil células
somáticas/ml
mil ufc/ml
Maior Valor de Referência8.0004,203,8020020
Valor Médio de Referência5003,703,2540080
Menor Valor de Referência1603,002,90500300
Valor Base de Referência1603,303,10400100

VALORES DA MATÉRIA PRIMA POSTO PROPRIEDADE EM JUL/26 E PROJETADOS PARA AGO/26

MATÉRIA-PRIMAJULHO/2026AGOSTO/2026VARIAÇÃO
Leite entregue em Julho/26 a ser pago em Agosto/26 (R$/l)Leite entregue em Agosto/26 a ser pago em Setembro/26 (R$/l)R$/litro%
Maior Valor de Referência3,40573,44650,04081,2%
Valor Médio de Referência2,89522,92990,03471,2%
Menor Valor de Referência2,50272,53270,03001,2%
Valor Base de Referência2,70292,73530,03241,2%

Nota Técnica: O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite, considerando os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células Somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP) de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%.

Atenção: A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para breve. Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência.

Variações nos preços de venda dos derivados pelas indústrias participantes do Conseleite MG

ProdutosJun/26 p/ Jul/26Jul/26 p/ Parc. Ago/26
Leite em Pó1,9%1,3%
Leite UHT6,2%1,3%
Mussarela4,1%-1,5%
Leite Condensado2,1%2,1%
Demais Produtos1,1%0,6%
Valor de Referência3,2%1,2%

Períodos de apuração: Mês de Julho/2026: De 01/07/2026 a 31/07/2026. Parcial de Agosto/2026: De 01/08/2026 a 20/08/2026. Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

CONSELEITE/MG

INTERNACIONAL

Importações de lácteos da China despencaram mais de 30% em julho

Trata-se da queda percentual mais acentuada registrada desde janeiro de 2023: em dólares, a redução foi de 23%.

A China registrou uma forte retração em suas importações de lácteos em julho. A queda foi de 30,6% em relação ao ano anterior, com reduções substanciais em produtos como leite em pó integral, soro de leite, fórmulas infantis e queijos. Foi a queda percentual mais acentuada registrada desde janeiro de 2023. Em valores, medidos em dólares, a redução foi de 23%. O volume importado em julho foi de 183.905 toneladas, frente a 265.144 toneladas no mesmo mês de 2025. No caso do leite em pó integral, a retração foi de 48% na comparação anual, com 19.489 toneladas importadas, frente a 37.584 toneladas em julho do ano passado, de acordo com dados da CLAL processados pela OCLA. No acumulado de janeiro a julho, a queda foi de 4,2% em volume e de 0,1% em valor. O preço médio por tonelada passou de US$ 4.590 para US$ 4.788, uma alta de 4,2%. No caso do leite em pó integral, no acumulado de 2026, as importações apresentam crescimento de 3% em relação ao ano anterior, com 300.786 toneladas, frente a 291.575 toneladas no mesmo período de 2025.

BRASINA Y ASSOCIADOS

ECONOMIA

Dólar acompanha exterior e fecha com leve alta em dia de leilões do BC

O dólar fechou a quinta-feira com leve alta ante o real, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, em uma sessão marcada no Brasil por variações contidas e por dois leilões cambiais do Banco Central.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,21%, aos R$5,1641. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,92%. Às 17h02, o dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,28% na B3, aos R$5,1660. No início da sessão o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos (US$1 bilhão) de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra. No exterior, parte das atenções esteve voltada para a reação dos investidores à divulgação de resultados da gigante de tecnologia norte-americana Nvidia, que na noite de quarta-feira previu receitas acima das estimativas para o terceiro trimestre. Além disso, os agentes monitoraram o início da conferência de Jackson Hole (EUA), onde o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, deve discursar na sexta-feira. Ao longo do dia, o dólar se firmou em alta ante divisas emergentes como o peso colombiano, o peso chileno, o rand sul-africano e o próprio real — ainda que as variações no Brasil fossem contidas. Após marcar a cotação mínima de R$5,1418 (-0,22%) às 9h09, minutos antes do “casadão” do BC, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1765 (+0,45%) às 12h23. “(O dólar ficou) meio de lado, mas com algum movimento de compra mais preponderante”, resumiu o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. “(O real) vem na mesma mão que a maior parte das emergentes hoje, que se desvalorizam”, acrescentou. Pela manhã, o BC informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$8,110 bilhões em julho, ante expectativa de US$6,6 bilhões de déficit entre os economistas em pesquisa da Reuters. Na outra ponta, os investimentos diretos no país somaram US$7,460 bilhões, contra projeção de US$7,92 bilhões.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com impulso de Petrobras e amplia série positiva

O Ibovespa fechou com sinal positivo pelo sétimo pregão seguido na quinta-feira, ganhando fôlego à tarde, em movimento respaldado principalmente pelas ações da Petrobras e aval de Wall Street.

No setor de proteínas, MINERVA ON recuou 3,17%, em pregão de ajustes, após forte valorização desde meados do mês. Analistas do UBS BB afirmaram que participaram de evento na quinta-feira com a empresa voltado ao mercado de capitais, em Barretos (SP), destacando que os comentários da administração continuaram focados na geração de fluxo de caixa livre e na redução da alavancagem, em linha com a expectativa do banco de queda da alavancagem líquida nos próximos trimestres, apoiada pela liberação de capital de giro. Os analistas ponderaram, no entanto, que esse processo pode ser menos concentrado no terceiro trimestre do que esperavam anteriormente, devido às incertezas em torno do regime de importação da China e à necessidade de posicionar estoques para atender o mercado dos EUA. “Isso pode gerar alguma volatilidade nos resultados trimestrais, mas não altera a tendência mais ampla de desalavancagem da companhia”, afirmaram, reiterando recomendação de compra para a ação. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,31%, a 175.135,41 pontos, após marcar 175.557,63 na máxima e a 173.660,79 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$23,07 bilhões. Wall Street corroborou a performance local no dia, com alta dos índices acionários em meio à recepção positiva do balanço e das perspectivas da Nvidia. O S&P 500 fechou em alta de 0,72%. Dados atualizados da B3 sobre a movimentação de estrangeiros na bolsa também mostraram entrada líquida pela terceira sessão seguida, de R$ 1,37 bilhão no dia 25 de agosto. No mês, porém, o saldo segue negativo em R$20 bilhões. “O Ibovespa conseguiu sair da tendência de baixa e criou a impressão de que a perda do suporte no começo de agosto ‘foi apenas um susto'”, afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista na quinta-feira. “Apesar disso, o índice ainda está longe de vencer a batalha e voltar para um cenário positivo, visto pela última vez em maio.” Os analistas destacaram que o Ibovespa está indefinido e encontrará resistência em 180.700 pontos. Em caso de quedas pela frente, apontaram, o índice encontrará suporte em 164.800 pontos. A estrategista de ações Rebecca Nossig, da Nomad, também avaliou que o Ibovespa teve um movimento mais lateral na maior parte da sessão. Isso, acrescentou, “evidencia a ausência de gatilhos fortes no noticiário doméstico e uma postura defensiva dos agentes financeiros, que evitaram assumir grandes posições de risco na ausência de novos dados econômicos ou direcionamentos que justificassem uma mudança de rota mais acentuada”. Mesmo com a série recente de ganhos, o Ibovespa ainda acumula uma queda de 1,61% em agosto. 

REUTERS

Desemprego no Brasil cai a 5,3% no tri até julho, menor valor da série para o período

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,3% nos três meses até julho, menor valor para o período da série histórica do governo, com queda no número de pessoas sem emprego e recorde de população ocupada, mostrando que o mercado de trabalho segue resiliente.

Os dados, divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram ainda um recuo na renda média mensal dos trabalhadores. Nos três meses imediatamente anteriores, até abril, a taxa de desemprego foi de 5,8% e no mesmo período do ano anterior ficou em 5,6%. O novo resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. A série histórica do instituto começou em 2012. Para analistas, a taxa de desemprego no Brasil deve permanecer em níveis historicamente baixos mesmo com uma esperada desaceleração da economia no segundo semestre, sem sinais de deterioração mais intensa no mercado de trabalho. Esse cenário, somado à renda em níveis altos, traz, no entanto, preocupações quanto à inflação, bem como os estímulos fiscais e de crédito do governo. Isso dificulta o controle do aumento de preços por parte do Banco Central, que no início do mês cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,00% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto. “O mercado de trabalho está funcionando equilibrado, e mostra que se adaptou à taxa de juros nesse patamar. O mercado caminha a despeito da política monetária”, disse o analista do IBGE William Kratochwill, acrescentando que boa parte do aumento do emprego veio da construção civil, “o que mostra ainda uma força da economia”. “Vem aí a eleição e ela pode ter um efeito na contratação temporária de pessoas e ajudar na taxa”, completou. Nos três meses até julho houve queda de 8,0% no número de desempregados na comparação com os três meses imediatamente anteriores, chegando a 5,819 milhões, o que representa ainda recuo de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O período foi marcado ainda por alta de 1,0% no total de ocupados na comparação trimestral e de 0,9% na base anual, atingindo 103,335 milhões, maior nível da série histórica. O total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também foi o maior da série histórica, 39,428 milhões, com alta de 0,4% sobre o trimestre até abril e de 0,8% ante o mesmo período do ano anterior. Os que não tinham carteira subiram 3,6% nos três meses até julho ante o trimestre imediatamente anterior e 2,1% sobre o ano anterior, a 13,753 milhões. No entanto, a renda média mensal caiu a R$3.762 no trimestre até julho, contra R$3.786 nos três meses até abril, um recuo de 0,7%. “Depois de tantas contratações nos últimos meses e trimestres, o que pode estar acontecendo é a entrada de pessoas com salários mais perto da média, e isso tem feito a renda andar menos”, explicou o analista do IBGE.

REUTERS

Governo central tem superávit primário de R$10,8 bi em julho com ajuda de antecipação de precatórios

O governo central registrou um superávit primário de R$10,783 bilhões em julho, informou o Tesouro Nacional na quinta-feira, valor próximo ao esperado pelo mercado e muito melhor do que o déficit de R$59,070 bilhões observado no mesmo mês de 2025, dado impactado por uma mudança feita pelo governo no calendário de desembolsos de precatórios.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o número, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria superavitário em R$10,679 bilhões no mês passado. O desempenho do mês é resultado de receitas líquidas — que excluem transferências para governos regionais — de R$226,305 bilhões, um aumento real de 7,7% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$215,522 bilhões, queda real de 20,7%. Este ano, o cronograma de pagamentos de precatórios teve os desembolsos antecipados para março, contra pagamentos feitos principalmente em julho no ano passado. Os dados do Tesouro mostram uma queda de 99% nos pagamentos de sentenças judiciais na comparação entre julho do ano passado e julho deste ano. O desembolso foi R$37,1 bilhões menor no mês passado. Ainda do lado das despesas, houve em julho quedas de R$18,1 bilhões nos desembolsos de benefícios previdenciários (-17,7%), dado que também foi fortemente impactado pelos gastos menores com precatórios. O mesmo ocorreu nos pagamentos voltados a pessoal e encargos sociais, que caíram R$4,2 bilhões no mês (-8,9%). No sentido oposto, houve um aumento de R$4,2 bilhões nos gastos com créditos extraordinários por conta das medidas de mitigação dos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio. Do lado das receitas, o resultado mensal foi impulsionado por uma elevação de R$7,0 bilhões em Imposto de Renda, 9,1% acima de julho de 2025, de R$5,0 bilhões com exploração de recursos naturais, alta de 29,4%, e de R$4,2 bilhões em receitas previdenciárias líquidas, crescimento de 7,4%. Esses ganhos compensaram com folga recuos de R$3,0 bilhões na arrecadação de Cofins (-9,0%) e queda de R$1 bilhão no Pis/Pasep. No acumulado de janeiro a julho, o governo central registrou um déficit primário de R$81,305 bilhões, contra déficit de R$70,347 bilhões no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o governo acumula um déficit de R$71,6 bilhões, ou 0,55% do PIB. O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, apontou impulso nas receitas acumuladas em rubricas que são impactadas pelo choque de preço do petróleo com a guerra no Oriente Médio. Segundo ele, o imposto de exportação do petróleo incrementou as contas do governo em R$8 bilhões até julho. Houve ainda ganhos extraordinários em participações especiais de petróleo e arrecadação com exploração de recursos naturais. As receitas superam os R$7 bilhões desembolsados até julho pelo governo com subvenções a combustíveis para minimizar a pressão de alta de preços dos produtos. Após uma decisão da Justiça Federal, nesta quinta-feira, suspender a cobrança do imposto de exportação do petróleo, Leal disse que não comentaria o caso ou possíveis respostas do governo. “O compromisso do governo e da Fazenda é entregar a meta (fiscal). Se você, por algum motivo, não tiver uma das receitas, você vai ter que arrumar alguma alternativa para segurar as despesas”, disse. A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual, além de algumas despesas não contabilizadas.

REUTERS

Contas externas do Brasil têm maior déficit para julho em 7 anos

O Brasil registrou déficit em transações correntes maior que o esperado em julho, informou o Banco Central na quinta-feira, alcançando o maior rombo para o mês em sete anos com as contas externas se deteriorando de forma generalizada.

Em julho, o déficit em transações correntes atingiu US$8,11 bilhões, o maior para o mês desde 2019, e o déficit acumulado em 12 meses foi equivalente a 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas apontava para um saldo negativo de US$6,6 bilhões em julho. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$6,938 bilhões. Um aumento do déficit em conta corrente pode pesar sobre a moeda de um país, pois reflete uma saída líquida de dólares. No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$7,46 bilhões, abaixo dos US$7,92 bilhões projetados na pesquisa e contra US$8,402 bilhões em julho de 2025. No mês, a conta de renda primária ficou negativa em US$9,395 bilhões, ante rombo de US$8,957 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em julho, a balança comercial teve superávit de US$6,152 bilhões, contra US$6,390 bilhões no mesmo mês de 2025. Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,271 bilhões, contra déficit de US$4,810 bilhões em julho do ano anterior.

REUTERS

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 999368886 (WhatsApp)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *