Ano 1 | nº 167 | 02 de julho de 2026
NOTÍCIAS
Após aval do Cade, Grupo Piracanjuba conclui aquisição do Laticínio Sertão
Fábrica localizada em Monteirópolis (AL) é especializada na produção de queijos e derivados lácteos
A aquisição do Laticínio Sertão pelo Grupo Piracanjuba recebeu a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A operação, que havia sido anunciada em maio deste ano, foi concluída na quarta-feira (1º/7). Com isso, o Grupo Piracanjuba amplia para 12 o número de plantas industriais no Brasil. A fábrica está localizada em Monteirópolis (AL) e é especializada na produção de queijos e derivados lácteos. Segundo o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, a chegada do Laticínio Sertão ao Grupo Piracanjuba marca um passo importante para o crescimento da empresa no Nordeste. A ideia é manter todos os atuais 70 postos de trabalho diretos. “A unidade abre espaço para novos investimentos, evolução gradual do portfólio produzido localmente e maior proximidade com produtores, clientes e consumidores da região. É um movimento que reforça nossa atuação no segmento de queijos e amplia a competitividade da companhia”, afirma o executivo. Entre os principais itens fabricados pelo Laticínio Sertão estão queijo coalho, muçarela, prato, provolone, ricota, cheddar, requeijão e manteiga. Atualmente, a distribuição está concentrada na região Nordeste. O contrato prevê a transferência integral do controle da indústria para o Grupo Piracanjuba. Neste primeiro momento, a produção seguirá com a marca Laticínio Sertão e, gradualmente, passará a incorporar a marca Piracanjuba.
GLOBO RURAL
MG: nova lei beneficia produtores de leite com mudanças no ICMS e na energia renovável
A principal mudança beneficia produtores rurais pessoa física que exploram uma mesma propriedade em regime de sociedade, parceria, comodato ou modalidades semelhantes.
Os produtores rurais de Minas Gerais já podem contar com novas regras tributárias e avanços na política estadual de energia renovável. Foi sancionada pelo governador Mateus Simões a Lei 25.933, publicada no Diário Oficial do Estado, que altera dispositivos da legislação tributária mineira e da Política Estadual de Energia Rural Renovável. A norma tem origem no Projeto de Lei (PL) 2.617/15, de autoria do deputado estadual Antonio Carlos Arantes (PL), aprovado em definitivo pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A principal mudança beneficia produtores rurais pessoa física que exploram uma mesma propriedade em regime de sociedade, parceria, comodato ou modalidades semelhantes. A partir de agora, aqueles que comercializam até 657 mil litros de leite por ano poderão optar pela apuração individual do ICMS pelo sistema normal, independentemente de compartilharem a produção com outros produtores. Na prática, a medida evita que o volume total produzido na propriedade seja considerado para o cálculo do imposto de cada produtor, tornando a tributação mais justa e permitindo maior transparência na gestão fiscal. Além das mudanças tributárias, a lei também atualiza a Política Estadual de Energia Rural Renovável. O texto passa a reconhecer como fontes de energia renovável a solar, a eólica, a hidráulica gerada por Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), além da biomassa e do biogás. Outra novidade é a inclusão de produtores rurais, agricultores familiares, cooperativas, associações e entidades representativas no planejamento e na execução das ações da política estadual de energia rural renovável, fortalecendo a participação do setor na definição de projetos voltados à geração de energia limpa. A legislação já está em vigor. Especialistas recomendam que os produtores enquadrados no limite de produção consultem seus contadores ou a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais para avaliar se a apuração individual do ICMS é a alternativa mais vantajosa. Também é importante manter o controle atualizado da produção anual de leite e acompanhar possíveis normas complementares que regulamentem a aplicação da nova lei.
Assembleia Legislativa de Minas Gerais/milkpoint
INTERNACIONAL
A onda de fusões e aquisições que redesenha o mapa da indústria na Argentina
O mercado lácteo argentino assiste a uma das transformações mais agressivas de sua história recente.
Longe de se tratar de movimentos isolados para contornar a conjuntura do consumo, o setor atravessa uma profunda dança de fusões, aquisições e liquidações de ativos que promete redesenhar pela raiz o mapa das marcas que chegam às gôndolas e aos mercados internacionais. O dinamismo é total e os gigantes da indústria já movimentaram suas principais peças no que vai do ano. O pano de fundo de todas essas operações corporativas é um setor primário em plena expansão produtiva, mas sob um processo de forte centralização. Segundo os últimos dados da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), a produção láctea argentina atingiu seu nível mais alto em uma década durante o primeiro quadrimestre do ano, registrando 3,5 milhões de litros entre janeiro e abril, o que representa um aumento de 9,3% em relação à média da última década. A produção média diária por fazenda chegou a 3.287 litros (27% acima do rendimento dos últimos cinco anos), mas esse crescimento convive com uma marcada concentração da oferta: as fazendas de maior escala — aquelas que superam os 10.000 litros diários — já representam quase 30% da produção nacional, frente aos magros 5% registrados em 2010. Nesse cenário de maior volume, as grandes corporações aceleraram suas estratégias de consolidação e saída. O primeiro grande marco do ano se consolidou no fim de março, quando Arcor e Danone anunciaram a aquisição da totalidade do pacote acionário da Mastellone Heermanos S.A, dona da emblemática marca La Serenísima. A operação, executada por meio da Bagley Argentina S.A., permitiu que elas selassem o controle de 100% da companhia e unificassem o rumo estratégico da líder do mercado local. Ambos os grupos econômicos assumiram o controle dos 51,32% restantes do capital social e dos votos que permaneciam nas mãos da família fundadora e do fundo de investimento Dallpoint Investments LLC. Em fevereiro, o tabuleiro voltou a ser sacudido com a retirada de quem vinha liderando o mercado local: a multinacional canadense Saputo assinou um acordo para vender 80% dew sua divisão láctea na Argentina a holding peruana Gloria Foods. A transação foi fixada em um valor aproximado de US$ 630 milhões — o que permitirá ao gigante de Montreal receber receitas líquidas estimadas em US$ 400 milhões depois dos impostos —, tornando-se uma das maiores operações da indústria alimentícia local nos últimos anos. O movimento gerou forte impacto e surpresa no setor, já que a Saputo se posicionava como a indústria número um em recepção de leite na Argentina, processando mais de 3,5 milhões de litros diários durante o período 2024/2025 por meio de suas duas plantas de produção e marcas com forte penetração nas gôndolas, como La Paulina, Ricrem e Molfino. De acordo com a empresa, que é listada na Bolsa de Toronto e informou que sua filial argentina gerava receitas de 1,2 bilhão de dólares canadenses (próximo de 7% de seu faturamento global), a decisão responde a uma otimização de sua presença global. De fato, os canadenses manterão 20% das ações, o que lhes permitirá preservar o fluxo de exportações, e a nova gestão sob a Gloria Foods continuará fabricando produtos específicos em nome da Saputo. O holding peruano, por sua vez, já operava no país por meio da Corlasa, processando cerca de 800.000 litros diários. Ao assumir o controle da maior plataforma exportadora de queijos da Argentina e somar a ela o volume da Saputo, a fusão os transforma, por ampla margem, na nova empresa número um do setor lácteo argentino. Além disso, já definiu sua estratégia: La Paulina será a marca principal e o coração de sua expansão para disputar a liderança definitiva contra players do porte de Mastellone Hnos. e Adecoagro. Precisamente, o vento favorável do comércio exterior é o grande ímã para esses capitais. As exportações do complexo lácteo atingiram 130.000 toneladas no primeiro quadrimestre, consolidando o maior volume desde 2012, por um valor de US$ 455 milhões (FOB). Com o Brasil consolidade como principal destino — recebeu mais de 60.000 toneladas, 40% a mais que no ano anterior — e mercados como Argélia, Chile e China completando o pódio, a escala exportadora passou a ser a chave da rentabilidade. Paralelamente aos acordos entre privados, o âmbito judicial impôs um ponto de inflexão definitivo ao caso mais crítico e prolongado da indústria nacional: a situação da SanCor . A histórica cooperativa de Sunchales, que pediu sua própria falência após acumular um passivo de US$ 120 milhões, entrou em sua etapa de liquidação pública. O juiz Marcelo Germán Gelcich assinou a resolução para colocar à venda todos os seus ativos divididos em sete lotes, com uma base total de US$ 52,1 milhões. A disputa despertou um interesse extremamente competitivo, atraindo a apresentação formal de seis proponentes de peso, segundo fontes do mercado: Savencia — dona da Milkaut —, Adecoagro, Elcor — titular da marca La Tonadita —, La Tarantela, Punta del Agua e o empresário de mídia Gustavo Scaglione. O grande objeto de desejo da licitação é o lote número sete, que reúne as marcas e os bens intangíveis da companhia, cotado com uma base própria de US$ 24,7 milhões. O mercado reconhece que, para além do estado da infraestrutura fabril, o enraizamento da marca SanCor continua sendo um ativo de ouro para ganhar posicionamento rápido no consumo de massa. Como corolário dessa febre de movimentações, o mercado segue testando o apetite dos investidores internacionais. O sintoma mais recente dessa tendência são as versões sobre o futuro da Establecimientos San Ignacio S.A., a histórica empresa santafesina fundada em 1939 e principal exportadora de doce de leite do país. A companhia atravessa negociações “muito avançadas” — embora não queiram dar declarações — para ser adquirida pelo holding Mexicana de Industrias y Marcas (MIYM). O grupo de Puebla, especialista em soluções industriais de envase e que já adquiriu este ano as PMEs locais Lácteos Aurora e Lácteos Karina, vê na San Ignacio uma plataforma estratégica para entrar com força no negócio global de doce de leite e queijo azul. Essa sequência de operações deixa clara o paradoxo central do setor. Enquanto as estruturas mais rígidas e endividadas caem pelo próprio peso, o recorde exportador, a alta eficiência das fazendas concentradas e o valor das marcas tradicionais operam como um ímã.
FORBES ARGENTINA
GOVERNO
Receita adia para 2027 exigência de CNPJ para produtores rurais pessoa física
Prazo para emissão de documentos fiscais eletrônicos é prorrogado e beneficia produtores com receita anual de até R$ 3,6 milhões.
A Receita Federal estendeu o prazo para que pessoa física que exerce atividade econômica regularmente se inscreva no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para emissão de documentos fiscais eletrônicos (DFes). O novo prazo é 1º de janeiro de 2027 para se adaptar à exigência, conforme a Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. A medida beneficia produtores rurais com receita anual igual ou inferior a R$ 3,6 milhões. Com a Reforma Tributária, o produtor pessoa física precisa de um CNPJ para emitir documento fiscal no novo modelo do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Isso porque a lei, que criou o IBS e a CBS, também estabeleceu um sistema de identificação único para todos os contribuintes com atividade econômica, válida em todas as esferas: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Até o final do prazo definido pela Receita, o produtor rural pode seguir emitindo o Documento Fiscal Eletrônico (DFe) com sua inscrição estadual vinculada ao Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). A Receita Federal está estendendo o prazo porque desenvolve um novo sistema simplificado de inscrição no CNPJ, que deve ser disponibilizado somente em novembro. Até lá, o órgão ainda deve realizar testes, divulgar manuais técnicos e capacitar os emissores para as novidades. O Sistema Faep lembra que a inscrição no CNPJ não transforma a pessoa física em jurídica, serve apenas para facilitar a apuração do IBS e da CBS. Ou seja, o fato de o produtor rural (com receita igual ou inferior a R$ 3,6 milhões) ter um CNPJ não significa que terá obrigações de pessoas jurídicas. A medida é apenas para facilitar a apuração dos dados fiscais.
O PRESENTE RURAL
ECONOMIA
Dólar volta a superar os R$5,20 puxado pelo exterior
O dólar fechou a quarta-feira em alta ante o real e novamente acima dos R$5,20, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, em uma sessão no Brasil também permeada pela disputa eleitoral.
O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,92%, aos R$5,2102. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,08%. Às 17h20, o dólar futuro para agosto — o mais líquido do mercado brasileiro — subia 0,95% na B3, aos R$5,2500. A alta do dólar no Brasil se manteve a despeito de o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, ter afirmado no fim da manhã que as expectativas e os riscos de inflação nos EUA diminuíram nas últimas semanas, o que chegou a reduzir o ímpeto da moeda norte-americana ante outras divisas fortes, como o iene, o euro e a libra. Durante a tarde, o dólar se manteve com ganhos firmes ante moedas emergentes como o real, a rupia indiana, o peso chileno e o peso mexicano, em meio à perspectiva de que o Fed aumente os juros no curto prazo. O real foi a moeda global mais pressionada. “O exterior é responsável hoje por quase toda a alta do dólar ante o real. Os juros (nos EUA) tendem a subir em algum momento este ano, e isso está atuando para a alta das cotações”, comentou no início da tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Profissionais ouvidos pela Reuters ponderaram que, além do exterior, o cenário político também influenciou as cotações, ainda que com menor intensidade. Mais cedo, a pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto. Lula tem 48,8% das intenções de voto no segundo turno, contra 42,3% de Flávio, segundo a sondagem. Em abril, ambos estavam empatados com 48%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A candidatura de Flávio também seguia pressionada na quarta-feira após notícia de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher em função de desavenças com o senador. Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$7,168 bilhões em junho até dia 26. Pela manhã, indicador da ADP revelou a criação de 98 mil postos de trabalho no setor privado dos EUA em junho, abaixo dos 118 mil esperados. Na quinta-feira, será divulgado o relatório payroll sobre o mercado de trabalho norte-americano, bastante esperado pelo mercado.
REUTERS
Ibovespa começa julho em queda com investidor reticente sobre juros e eleição
O Ibovespa fechou com uma queda discreta na quarta-feira, com investidores começando o segundo semestre ainda melindrados, dada a perspectiva de um ciclo de alívio monetário no país mais curto do que o esperado no começo do ano e de aumento da incerteza política.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,2%, a 171.688,61 pontos, tendo marcado 169.665,53 pontos na mínima e 172.098,36 pontos na máxima do dia. De acordo com a estrategista-chefe de ações para as Américas do HSBC, Nicole Inui, as expectativas de juros, eleições e riscos inflacionários mudaram bastante nas últimas semanas, enquanto as empresas não mostram uma grande recuperação nos lucros. “Mas muito disso já está precificado”, apontou em entrevista à Reuters na quarta-feira, destacando que o mercado já não espera os cortes na Selic que estimava no começo do ano, já prevê um El Niño “horrível”, com potenciais reflexos na inflação e também aguarda muita incerteza sobre as eleições. Ela afirmou estar “cautelosamente otimista” e destacou que uma melhora na bolsa depende de um catalisador, que pode ser uma mudança na atual perspectiva de que o Banco Central não tem mais espaço para reduzir a taxa básica de juros. Esse não é atualmente o cenário do HSBC, que trabalha com uma Selic a 14,25% no final de 2026. Mas, “se isso muda, com certeza vai ajudar o mercado de ações”, acrescentou. Ela chamou a atenção para a reversão do fluxo de estrangeiros que vinha bastante positivo no começo do ano, citando a mudança nas expectativas para a Selic, além de um movimento de rotação de volta para ações nos Estados Unidos e tecnologia. De acordo com Inui, estrangeiros estão “overweight” em Brasil no universo de mercados emergentes, mas em um nível menor do que no passado, o que sugere espaço para aumentar a posição. E o Brasil continua muito bem-posicionado nesse bloco, acrescentou. “O Brasil é barato, entrega muitos dividendos, dá um retorno de equity muito alto…e o mercado é bem líquido… é difícil um investidor ficar fora do Brasil.” Estrategistas do Goldman Sachs reiteraram a recomendação “overweight” para o Brasil em portfólio de ações de mercados emergentes, destacando que o mercado parece barato e o potencial efeito positivo de “qualquer alívio na reprecificação mais agressiva das expectativas para os juros decorrente da redução dos preços de energia”. No exterior, o mês começou sem um viés único em Wall Street, com o S&P 500 fechando com declínio de 0,22%, e avanço nos rendimentos dos títulos de 10 anos, tendo a cena geopolítica e dados econômicos dividindo as atenções. Investidores aguardam dados do mercado de trabalho norte-americano previstos para a quinta-feira, véspera do feriado
REUTERS
Indústria do Brasil volta a crescer em junho, mas vendas e produção recuam, mostra PMI
A atividade industrial no Brasil voltou a registrar leve expansão em junho, com pressões inflacionários menores, criação de vagas de trabalho e aumento de estoques compensando retrações nas vendas e nos volumes de produção, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada na quarta-feira.
O PMI da indústria brasileira, compilado pela S&P Global, subiu a 50,8 em junho, de 49,1 em maio, ficando pouco acima da marca de 50 que separa contração de crescimento. No entanto, o crescimento refletiu principalmente a criação de empregos pelo quinto mês seguido e a formação de estoques, já que dois dos maiores subcomponentes do indicador — produção e novas encomendas — permaneceram em território de contração. Os estoques de itens de pré-produção aumentaram pelo quarto mês consecutivo em junho, no ritmo mais forte em quase cinco anos, com os participantes da pesquisa mencionando chegada de insumos adquiridos anteriormente e esforços recentes para reforçar os estoques de segurança. Os estoques de produtos acabados também cresceram, encerrando uma sequência de dois meses de redução. O PMI também foi impulsionado pelo índice de prazo de entrega dos fornecedores. Embora prazos de entrega mais longos normalmente sinalizem condições de demanda forte, o atual aumento desses prazos refletiu interrupções nas cadeias de oferta causadas pelo conflito no Oriente Médio. “O conflito no Oriente Médio … não ajuda — ele está agravando a inflação, prejudicando o comércio, abalando a confiança das empresas e provocando alguns dos piores atrasos nas entregas que vimos desde meados de 2022, tornando mais difícil para as companhias obterem os materiais de que necessitam”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. As contrações nas novas encomendas totais e na produção tiveram um ritmo mais lento do que em maio, mas as empresas continuaram relatando redução do apetite dos clientes por bens, pressões competitivas e encolhimento do mercado. As encomendas internacionais registraram queda acentuada, embora em ritmo menos intenso do que no mês anterior. Os três grandes segmentos da indústria monitorados pela pesquisa — bens de consumo, intermediários e de investimento — registraram reduções na produção, nos novos pedidos e nas vendas para o exterior. Os custos de insumos tiveram a menor pressão inflacionária em três meses, mas as empresas ainda apontaram que a guerra no Oriente Médio elevou os gastos com combustíveis, matérias-primas e transporte. Os preços cobrados também subiram no ritmo mais lento em três meses, à medida que parte dos custos adicionais foi repassada aos clientes. Embora as empresas tenham mantido uma visão positiva sobre as perspectivas de crescimento, a confiança recuou em junho para o menor nível em 14 meses. O otimismo foi limitado por preocupações relacionadas à concorrência, ao comportamento da demanda, à incerteza política e à volatilidade dos mercados globais.
Reuters
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$7,168 bi em junho até dia 26, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$7,168 bilhões em junho até dia 26, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.
Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$1,073 bilhão em junho até dia 26. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de junho até dia 26 foi positivo em US$8,241 bilhões. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 22 a 26 de junho, saíram do país US$1,027 bilhão. No acumulado do ano, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$21,042 bilhões.
Reuters
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