Ano 1 | nº 165 | 30 de junho de 2026
NOTÍCIAS
Conseleite/SC projeta preço do leite pago em julho com ajuste sutil de +0,04%
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 25 de Junho de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Maio de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho de 2026.
Valores de referência da matéria-prima (leite)
| Matéria-prima | Valores finais Abril/26 | Valores finais Maio/26 | Variação (Maio – Abril) |
| (Leite entregue em Abril/26 a ser pago em Maio/26) | (Leite entregue em Maio/26 a ser pago em Junho/26) | R$/litro | |
| I – Leite acima do padrão – Maior valor de referência | 3,2253 | 3,0768 | -0,1485 |
| II – Leite Padrão – Preço de referência | 2,6222 | 2,5015 | -0,1207 |
| III – Leite abaixo do padrão – Menor valor de referência | 2,4280 | 2,3162 | -0,1118 |
| Matéria-prima | Valores finais Maio/26 | Valores projetados Junho/26 | Variação (Junho – Maio) |
| (Leite entregue em Maio/26 a ser pago em Junho/26) | (Leite entregue em Junho/26 a ser pago em Julho/26) | R$/litro | |
| I – Leite acima do padrão – Maior valor de referência | 3,0768 | 3,1331 | 0,0563 |
| II – Leite Padrão – Preço de referência | 2,5015 | 2,5472 | 0,0457 |
| III – Leite abaixo do padrão – Menor valor de referência | 2,3162 | 2,3585 | 0,0423 |
Períodos de apuração: Parcial Maio/2026: De 27/04/2026 a 31/05/2026. Parcial Junho/2026: De 01/06/2026 a 21/06/2026. O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão.
CONSELEITE/SC
NACIONAL
Oferta de forragens pode reduzir custos na pecuária leiteira
Para driblar a crise na pecuária leiteira, o produtor gaúcho está investindo na oferta de forragens de qualidade, aproveitando especialmente as pastagens de inverno. Os resultados apresentados pelo Programa Mais Forragem RS mostram que, com o uso de tecnologias, é possível aumentar em 25% a produtividade do leite e reduzir em 33% os custos de produção.
De acordo com o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no RS, o número de propriedades com a produção de leite reduziu em mais de 60% no Rio Grande do Sul na última década. Os custos de produção e a falta de mão de obra estão entre os principais motivos para o abandono da atividade. Apesar da queda no número de propriedades, a eficiência do setor produtivo tem assegurado o contínuo crescimento no volume de produção de leite. O Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de leite no Brasil, com quase 4 bilhões de litros por ano. A região Noroeste responde por 70% da produção gaúcha de leite e representa 7,7% da produção nacional (Anuário Leite 2025). O número de vacas em cada propriedade praticamente dobrou e a média de produtividade chega a 17 litros/vaca/dia enquanto a média nacional não alcança 7 litros/vaca/dia. “O diferencial na Região Sul é a oferta de forragens de alto valor nutricional, especialmente durante o inverno” esclarece o pesquisador da Embrapa Trigo, Renato Fontaneli. Segundo ele, o uso de cereais de inverno no forrageamento dos animais, através de pasto, silagem, pré-secado ou grãos também ajuda a reduzir custos na produção leiteira: “O uso de grãos e outros suplementos podem aumentar os custos de produção em até quatro vezes em comparação com a alimentação baseada em forragens”. Fontaneli lembra que para cada 1 kg de matéria seca de trigo é possível produzir 1,8 kg de leite. “Com o apropriado manejo em pastagens de inverno é possível atingir 20 litros de leite por vaca por dia”, conclui o pesquisador. Historicamente, o produtor gaúcho utiliza aveia preta e azevém para alimentar o rebanho, mas a frequência nas intempéries climáticas, como geadas no cedo, falta ou chuva em excesso no período de outono/inverno afetam a oferta de pasto para abastecer o gado, aumentando os custos de produção com a suplementação dos animais. Para amenizar o vazio forrageiro, diversas instituições de pesquisa investiram no melhoramento de espécies forrageiras mais adaptadas às condições ambientais para a produção de leite no Rio Grande do Sul. O desafio de levar as novas tecnologias até o produtor rural uniu pesquisa, extensão rural e poder público que passaram a atuar em conjunto no Programa Mais Forragem RS, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com apoio da Emater/RS-Ascar e Embrapa. Em 2025, através do programa, foram realizadas 40 visitas técnicas, 35 dias de campo e capacitação direta de 200 extensionistas. O Programa distribuiu mais de 3 mil toneladas de sementes de forrageiras (capim sudão, sorgo, milheto, aveias, azevém, trigo, triticale e cevada) para, aproximadamente, 200 municípios gaúchos. “Nas propriedades leiteiras, o programa trabalhou com dois objetivos: aumentar a produtividade e reduzir custos”, conta o coordenador do Programa de Sementes e Mudas Forrageiras, Jonas Wesz, da SDR. No balanço final, foi contabilizado acréscimo de 25% na produtividade do leite e 33% de redução nos custos de produção. O engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo Cristiano Tomasi, que acompanha o programa na SDR, lembra que 60% do custo de produção do leite é a alimentação. “A estratégia de orientação ao produtor foi definir a dieta animal baseada em pastagem, em quantidade e qualidade, deixando o alimento conservado como complemento. Assim conseguimos reduzir o custo médio de produção de R$ 2,00 por litro de leite, para R$ 1,20. Quando você soma essa renda no plantel, certamente faz diferença nas contas da família”, conclui Tomasi. O impacto do programa no Rio Grande do Sul no último ano foi estimado em R$ 2,1 bilhões considerando a renda extra gerada nas 14.400 propriedades a partir do valor bruto do leite injetado na economia local em 200 municípios. Para 2026, o Programa de Sementes e Mudas Forrageiras destinou R$ 26 milhões para atender 24 mil agricultores familiares por meio de 216 entidades (sindicatos, cooperativas e associações).
Embrapa Trigo
EVENTO
ExpoQueijo 2026: Brasil conquista o Super Ouro pela segunda vez
A ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards terminou no domingo (28) com um feito histórico para a produção nacional: pela segunda vez consecutiva, o Brasil conquistou o Super Ouro.
A ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards terminou no domingo (28) com um feito histórico para a produção nacional: pela segunda vez consecutiva, o Brasil conquistou o Super Ouro, principal reconhecimento do Concurso Internacional de Queijos Artesanais. O grande vencedor foi o Queijo Maranata Ouro, produzido por Henrique Lamim, da Rancho Maranata, em Virgínia (MG). O queijo venceu na categoria de leite cru, casca lisa e/ou lavada, com mais de 180 dias de maturação, superando concorrentes de alguns dos principais países produtores do mundo. A conquista marcou o encerramento da maior edição da história da ExpoQueijo. Durante quatro dias, Araxá reuniu produtores, pesquisadores, chefs, compradores e especialistas de 19 países, com cerca de mil queijos inscritos no concurso internacional, mais de 200 jurados, 86 estandes, feira de negócios, fórum técnico, oficinas, cozinha-show e programação cultural, consolidando Minas Gerais como uma das principais vitrines mundiais do queijo artesanal.
Portal do Triângulo/MilkPoint
INTERNACIONAL
Captação de leite pelas indústrias do Uruguai segue em expansão e registra o melhor maio da história
Em maio de 2026, o ingresso de leite nas plantas industriais – considerando tanto o leite entregue pelos produtores quanto a produção própria das indústrias – aumentou 10,2% em relação ao mesmo mês de 2025.
A produção de leite e a captação da matéria-prima pelas indústrias uruguaias continuaram avançando em maio, segundo a análise estatística mensal divulgada pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) do país sul-americano. Os dados mostram crescimento tanto no volume captado durante o mês quanto nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses. O resultado reforça a trajetória positiva do setor e marca o décimo mês consecutivo de aumento na captação de leite pelas indústrias, uma sequência que vem sendo observada desde agosto de 2025. Em maio de 2026, o ingresso de leite nas plantas industriais — considerando tanto o leite entregue pelos produtores quanto a produção própria das indústrias — aumentou 10,2% em relação ao mesmo mês de 2025, totalizando 188,4 milhões de litros. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a captação chegou a 829,2 milhões de litros, volume 10% superior ao registrado entre janeiro e maio de 2025. Considerando o período de junho de 2025 a maio de 2026, ou seja, o último ano móvel, a captação alcançou 2,286 bilhões de litros, um crescimento de 10,2% em comparação com os 12 meses anteriores. O volume captado em maio de 2026 foi o maior já registrado para esse mês na história da atividade leiteira uruguaia. O resultado superou o recorde anterior, estabelecido em maio de 2025, quando a indústria recebeu 170,9 milhões de litros de leite. Quando a análise considera os quilos de sólidos, e não apenas o volume em litros, o desempenho também foi positivo. Na comparação entre maio de 2026 e maio de 2025, houve crescimento de 13,2%, totalizando 15,4 milhões de quilos de gordura e proteína. No acumulado de janeiro a maio, o volume de sólidos alcançou 66,4 milhões de quilos, avanço de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no último ano móvel, a produção somou 178,7 milhões de quilos de sólidos, resultado 11,9% superior ao observado nos 12 meses anteriores. Com base nos registros do Inale desde 2002, o maior volume mensal de captação já observado ocorreu em outubro de 2025, quando as indústrias receberam 222 milhões de litros de leite. O menor volume da série foi registrado em maio de 2003, com 68,7 milhões de litros. Os indicadores de qualidade do leite também apresentaram melhora. O teor de gordura do leite captado em maio de 2026 foi de 4,20%, acima dos 4,10% registrados em maio de 2025. Considerando todo o ano de 2025, a média ficou em 3,96%, cerca de 1% superior à observada em 2024. Já o teor de proteína alcançou 3,74% em maio de 2026, contra 3,63% no mesmo mês do ano anterior. Na média de 2025, o índice ficou em 3,58%, também cerca de 1% acima do registrado em 2024. O melhor resultado anual registrado neste século foi o de 2025, com 2,212 bilhões de litros captados. Já o menor volume da série ocorreu em 2002, quando a captação totalizou 1,109 bilhão de litros.
EL OBSERVADOR
GOVERNO
Plano Safra 2026/27 vai ter mais recursos, mas abaixo do valor pedido pelo setor
Agricultura empresarial terá R$ 525,1 bilhões disponíveis com queda nos juros; programa será apresentado pelo governo Lula nesta terça-feira
O Plano Safra 2026/27 terá R$ 525,1 bilhões em recursos disponíveis para financiamentos de médios e grandes produtores. O valor é recorde e 1,7% maior que o ofertado na safra anterior, de R$ 516,2 bilhões. “São R$ 9 bilhões a mais do que na safra passada. Com isso, o Plano Safra bate recorde pela quarta vez no governo Lula”, disse o ministro da Agricultura, André de Paula, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast. Além dos recursos para a agricultura empresarial, estão previstos de R$ 83 bilhões a R$ 85 bilhões para a agricultura familiar. Com isso, o Plano Safra do ciclo 2026/2027 irá totalizar de R$ 608 bilhões a R$ 610 bilhões. Apesar de recorde, o valor ficou abaixo do pleito do setor do agronegócio, que pedia de R$ 623 bilhões a 674 bilhões. O Plano Safra atual foi considerado pelo Executivo um dos mais difíceis de construção, dada a desaceleração na queda da Selic, a disponibilidade limitada de fontes de recursos – comprometidas em parte com renegociações – e a conjuntura desafiadora do agronegócio. “Houve muita evolução nas tratativas. Estamos felizes e há motivos de sobra para celebrar o resultado desse Plano Safra”, avaliou o ministro. Neste cenário, o governo elevou a participação do Tesouro na subvenção – espécie de subsídio – aos juros da agricultura empresarial de R$ 3,94 bilhões da temporada passada para R$ 5,56 bilhões, aumento de 41%. A fatia de recursos equalizados, entretanto, caiu de R$ 113,8 bilhões de 2025/26 para R$ 97 bilhões, queda de 14,75% em virtude do maior custo para a compensação dos juros. Recursos equalizados são aqueles nos quais há participação do Tesouro para subvencionar as taxas de juros. A equalização das taxas de juros é o mecanismo pelo qual o Tesouro cobre a diferença entre a taxa paga pelo produtor nas linhas oficiais e o custo de captação dos bancos – base Selic. É isso que permite ao governo oferecer crédito rural com juros abaixo do mercado. A redução dos juros era um dos principais pleitos do setor para o Plano Safra. “Há um esforço muito expressivo do ponto de vista do Tesouro, com o governo quase dobrando o aporte em um momento complexo, o qual reconhecemos, para atender ao setor”, explicou De Paula. O maior esforço orçamentário foi feito para possibilitar o aumento de recursos combinado à redução das taxas de juros, que caíram até 1,5 ponto porcentual. Na nova safra, os juros aplicados nos financiamentos da agricultura empresarial passaram para entre 8% e 12,5% ao ano. Na temporada anterior, as taxas iam de 8,5% ao ano a 14% ao ano. “Desde o início, a nossa preocupação era ter juros mais compatíveis com o setor. A maior parte das taxas está enquadrada em um dígito, com uma queda em torno de 1,5 ponto porcentual”, apontou De Paula. O ministro destacou a queda nos juros para custeio, de 14% para 12,5% ao ano, para financiamento em armazéns de até 12 mil toneladas, de 8,5% para 8% ao ano. “É um esforço financeiro que sinaliza a sensibilidade do governo para essa questão”, observou De Paula. Para o ministro, a ampliação do orçamento destinado pelo governo ao Plano Safra da agricultura empresarial mostra o reconhecimento da importância do agronegócio. “É o principal setor da economia brasileira, responsável por 25% do PIB, que cresceu 11,7% no ano passado e tem batido recorde de safras”, pontuou. Outro fator que pesou na decisão do governo em ampliar os recursos para o Plano Safra foi a preocupação com a contenção da inflação de alimentos. Inicialmente, o Ministério da Agricultura mirava juros de até um dígito para a safra empresarial. Entretanto, a desaceleração da Selic e o consequente alto custo para equalização limitaram a redução. “Houve uma queda em média de 1,5 ponto porcentual nas taxas ante o praticado no Plano Safra anterior, o dobro da redução vista na taxa básica de juros, a Selic, que saiu de 15% ao ano para 14,25% ao ano em um ano”, observou De Paula. Outra prioridade do governo para a nova safra foi elevar os recursos para médios produtores, segundo De Paula. “Priorizamos o foco no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). A média de financiamento no Pronamp em quatro anos do governo é de R$ 64 bilhões por ano-safra contra R$ 34 bilhões por ano-safra do ano anterior”, apontou. O Pronamp terá R$ 72,6 bilhões em recursos com taxas controladas, 5% mais que os R$ 69,1 bilhões da safra atual. Os juros dos financiamentos do Pronamp serão de 9% ao ano, um ponto porcentual abaixo dos 10% ao ano da temporada 2025/26. O limite de renda bruta anual para o enquadramento de agricultores no Pronamp, linhas voltadas ao custeio e financiamento de produtores de médio porte, foi mantido em R$ 3,5 milhões de receita bruta anual. Agora, pelo Pronamp, produtores poderão financiar a aquisição de matrizes reprodutoras. Também foi igualada a taxa de comercialização a de custeio no Pronamp a 9% ao ano. A cifra total do Plano Safra da agricultura empresarial inclui R$ 194 bilhões em recursos de Cédulas de Produto Rural (CPRs) originadas de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e de recursos captados em poupança rural com direcionamento obrigatório. Os detalhes do Plano Safra 2026/27 serão apresentados em cerimônia no Palácio do Planalto na terça-feira, 30, às 10h, com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin, que estará como presidente em exercício.
O ESTADO DE SÃO PAULO
ECONOMIA
Dólar fecha estável em dia de oscilações estreitas e liquidez menor durante jogo do Brasil
Após oscilar em margens estreitas durante a sessão, o dólar fechou a segunda-feira praticamente estável ante o real, em um dia de variações limitadas da moeda norte-americana também ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista encerrou o dia com variação positiva de 0,06%, aos R$5,1726. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,76%. Às 17h02, o dólar futuro para julho — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,06% na B3, aos R$5,1760, com a liquidez tendo despencado durante a tarde em função do jogo entre Brasil e Japão na Copa do Mundo. Após um projétil iraniano atingir um navio de carga no Estreito de Ormuz na quinta-feira, EUA e Irã trocaram ataques e acusações de violação do cessar-fogo provisório nos dias seguintes. No domingo, porém, uma autoridade norte-americana afirmou que os dois países haviam concordado em suspender as hostilidades e retomar as negociações. Em reação, o dólar sustentou durante o dia perdas ante divisas fortes como o euro e a libra, mas adotou trajetória mais errática ante as divisas de países emergentes, incluindo o real. Após atingir a cotação máxima de R$5,1897 (+0,39%) às 10h19, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1557 (-0,27%) às 12h30. Da máxima para a mínima a moeda variou apenas -0,65%. À tarde a liquidez no mercado despencou durante partida que terminou com a vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo, por 2 a 1, com as cotações quase não se mexendo durante o jogo, que começou às 14h. No início do dia, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20. A expectativa para a taxa básica Selic no fim de 2026 seguiu em 14,00% e para o encerramento de 2027 permaneceu em 12,00%. Também no começo do dia, pesquisa BTG/Nexus mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto no segundo turno da corrida para o Planalto, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico. No levantamento anterior, os percentuais eram de 49% e 43%, respectivamente.
REUTERS
Ibovespa fecha quase estável em dia de volume reduzido
O Ibovespa flertou com os 174 mil pontos, mas fechou com um declínio marginal nesta segunda-feira, tendo Embraer entre as principais pressões negativas, em sessão com volume reduzido.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,05%, a 173.205,35 pontos, após os ajustes de fechamento, tendo marcado 172.392,54 pontos na mínima e 173.891,53 pontos na máxima do dia. Em dia com jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo no meio do pregão, o volume financeiro somou R$14,167 bilhões, de uma média diária de R$30,675 bilhões no mês. O Brasil venceu o Japão por 2 a 1. De acordo com análise gráfica semanal de analistas do BB Investimentos, o desempenho recente do Ibovespa sugere um possível alívio na sequência de quedas que vinha ocorrendo desde a segunda quinzena de abril. “Para confirmar o retorno à tendência de curto prazo de alta, o índice precisa fechar acima dos 176 mil pontos, com o objetivo seguinte já na casa dos 182.900”, afirmaram em relatório a clientes. No exterior, o norte-americano S&P 500 subiu mais de 1%, com a recuperação de ações do setor de tecnologia e o cenário geopolítico no radar. Equipes técnicas do Irã e dos Estados Unidos que trabalham na implementação de um acordo de paz provisório devem se reunir em Doha nos próximos dias, disse uma fonte à Reuters, após ataques recíprocos no fim de semana. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que haveria uma reunião em Doha na terça-feira, mas não deu detalhes. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, porém, disse que não há negociações agendadas entre o Irã e os Estados Unidos para os próximos dias.
REUTERS
Boletim Focus: pela primeira vez em semanas, mercado interrompe alta nas projeções de inflação e juros
Previsões para o IPCA estavam subindo há 15 semanas consecutivas, chegando a 5,33% para o fim de 2026
Após uma sequência de 15 semanas de alta, o mercado financeiro freou as projeções para a inflação. Segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira pelo Banco Central, a estimativa para o IPCA no fim de 2026 permaneceu em 5,33%. A trégua também veio na previsão para a taxa Selic, que ficou em 14% ao ano, encerrando uma sequência de três elevações seguidas. Ainda assim, o cenário segue preocupante. O IPCA acima dos 5% continua distante do teto da meta, estabelecida em 3% pelo Conselho Monetário Nacional (CNM), com tolerância de um ponto percentual para cima ou para baixo. Além disso, para o fim de 2027, as expectativas para a inflação continuaram subindo, agora pela sexta semana consecutiva, chegando a 4,17%. Para André Valério, economista sênior do Inter, apesar de ainda haver incertezas, é justamente a desescalada da guerra entre Estados Unidos e Irã um dos fatores que está permitindo uma melhora nas projeções. Ele acredita que está à vista uma normalização dos preços do petróleo, de forma que será possível ver pressões menores da inflação nas próximas leituras. — A inflação de alimentos já deu sinais de perda de força e estamos entrando em período de sazonalidade de baixa dos alimentos, entre julho e setembro, tipicamente. Com isso, nossa expectativa é de ver o IPCA retornar à normalidade vista no segundo semestre do ano passado, pré-período de sazonalidade de alta, entre dezembro e fevereiro. O IPCA-15 da última semana já indica isso — explicou. Segundo o economista, apesar dos riscos de alta para a inflação, sobretudo pela expectativa de aceleração dos preços dos alimentos no fim deste ano e início do ano que vem, devido ao El Niño, há sinais positivos. Valério destaca que o nível dos reservatórios tem superado as expectativas e que a manutenção da bandeira tarifária amarela pela Aneel pode contribuir para uma trajetória da inflação melhor do que a prevista pelo Copom. Na sua avaliação, o pico das pressões inflacionárias pode ter ficado para trás, e a projeção segue em 5,2% para o IPCA de 2026 e 3,8% para 2027. — No curto prazo, esperamos a estabilidade das expectativas, mas vemos potencial de recuo tanto nas projeções de IPCA quanto de Selic — disse Valério, acrescentando que discorda da visão de boa parte do mercado de que o Copom vai entregar o último corte de Selic do ano na reunião de agosto: — Com o cenário prospectivo de inflação melhorado, vemos condições para o Copom entregar cortes de 25 pontos base em todas as reuniões até o fim de 2026, o que levaria a Selic a 13,25%. Para o economista, as divulgações do IPCA de junho e do IPCA-15 de julho serão determinantes para a trajetória da inflação.
O GLOBO/G1
Governo central registra déficit primário de R$53,257 bi em maio, em linha com o esperado
O governo central registrou um déficit primário de R$53,257 bilhões em maio, informou o Tesouro Nacional na segunda-feira, em linha com o esperado pelo mercado e pior do que o déficit de R$40,249 bilhões obtido no mesmo mês de 2025.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria deficitário em R$53 bilhões no mês passado.
O desempenho do mês passado é resultado de receitas líquidas — que excluem transferências para governos regionais — de R$197,977 bilhões, um aumento real de 5,5% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$251,233 bilhões, alta real de 9,4%. Do lado das receitas, o resultado mensal teve ganhos em quase todos os tributos e fontes, mas foi impulsionado por uma alta de R$3,8 bilhões na Contribuição Social sobre Lucro Líquido (+36,7%), R$2,7 bilhões com Cofins (+9,2%) e R$3,1 bilhões com o resultado líquido da Previdência (+5,3%), além de exploração de recursos naturais (+R$6,3 bilhões, ou 84,5%). Os ganhos compensaram o recuo em dividendos, que caíram 76,4% e ficaram R$7,3 bilhões abaixo do observado em maio de 2025. Nas despesas, houve em maio uma alta de R$4,9 bilhões em benefícios previdenciários (+4,2%) e R$1 bilhão em abono e seguro-desemprego (+9,8%). Por outro lado, os desembolsos com subsídios, subvenções e Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) caíram 50,5%, um recuo de R$1,7 bilhão. Nos cinco primeiros meses do ano, o governo central acumulou um déficit de R$44,385 bilhões, ante saldo positivo de R$32,940 bilhões no mesmo período do ano passado. O resultado é o pior para os cinco primeiros meses do ano desde 2020, quando o rombo foi de R$319,3 bilhões em meio a massivos desembolsos do governo relacionados à pandemia de Covid-19. No acumulado em 12 meses, o governo central registrou um déficit de R$142,3 bilhões, ou 1,06% do Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, o governo tem uma meta fiscal de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), mas há uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB e algumas despesas que não são contabilizadas.
Reuters
IGP-M passa a cair 0,5% em junho com queda nos preços ao produtor, mostra FGV
O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), conhecido como a “inflação do aluguel”, passou a cair 0,5% em junho, depois de ter registrado alta de 0,84% no mês anterior, mostraram dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) na segunda-feira (29). Com o resultado do mês, o índice passou a acumular avanço de 3,16% nos últimos 12 meses.
O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve queda de 0,97% em junho, depois de subido 0,91% no mês anterior. “O movimento de convergência dos preços de commodities energéticas e minerais aos patamares pré-guerra de Hormuz contribuiu para que o IPA registrasse queda”, avaliou Matheus Dias, economista do FGV Ibre. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta a 0,47% em junho, de 0,61% em maio. “Parte (da) redução nos preços ao produtor tem sido repassada aos preços ao consumidor, com destaque para as quedas em gasolina, etanol e café em pó”, destacou Dias. Segundo os dados do IPC, a gasolina recuou em junho 1,29%, enquanto o etanol caiu 5,61% e o café em pó teve queda de 2,57%. Por fim, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) passou a subir no período 0,85%, de uma alta de 0,77% em maio.
Reuters
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