Ano 1 | nº 162 | 25 de junho de 2026
NOTÍCIAS
Conseleite/PR projeta valor do leite a ser pago em julho com ligeira recuperação de 1,2%
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 24 de junho de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Maio de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de junho de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.
| LEITE PADRÃO E ESCALAS DE DESCONTOS E BONIFICAÇÕES – CONSELEITE PARANÁ | |||||||
| Parâmetro | Unidade | Limites Máx. de Desconto | Leite padrão | Limites Máx. de bonificação | |||
| Teor | % Desconto | Teor | % | Teor | % Bonificação | ||
| GORDURA | % | 3,0 | -1% | igual a 3,50 | 0% | maior que 4,25 | 5,0% |
| PROTEÍNA | % | 2,9 | -1% | igual a 3,10 | 0% | maior que 3,40 | 5,0% |
| CCS | mil/ml | maior que 600 | -2% | igual a 500 | 0% | menor que 200 | 4,0% |
| CPP | mil ufc/ml | maior que 500 | -2% | igual a 300 | 0% | menor que 100 | 4,0% |
| VOLUME | litros/dia | 0% | Menor que 300 | 0% | maior que 3.000 | 8,0% | |
| Soma | -6,0% | 0% | 26,0% | ||||
VALORES DE REFERÊNCIA DA MATÉRIA-PRIMA (LEITE) POSTO PROPRIEDADE (*) FINAIS PARA ABRIL/26 E MAIO26
| Matéria-prima | Valores finais ABRIL/2026 | Valores finais MAIO/2026 | Variação | |
| (Leite entregue em Abril/26 a ser pago em Maio/26) | (Leite entregue em Maio/26 a ser pago em Junho/26) | Em valor | Em % | |
| Maior Valor de Referência (R$/litro) | 3,3682 | 3,1465 | -0,2218 | -6,58% |
| LEITE PADRÃO (R$/litro) | 2,6732 | 2,4972 | -0,1760 | -6,58% |
| Menor Valor de Referência (R$/litro) | 2,5128 | 2,3474 | -0,1654 | -6,58% |
(*) Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Os valores de referência incluem 1,5% de Funrural a serem descontados do produtor rural.
VALORES DE REFERÊNCIA DA MATÉRIA-PRIMA (LEITE) POSTO PROPRIEDADE (*) PROJETADOS PARA MAIO/26 E JUNHO26
| Matéria-prima | Valores projetados MAIO/2026 | Valores projetados JUNHO/2026 | Variação | |
| (Leite entregue em Maio/26 a ser pago em Junho/26) | (Leite entregue em Junho/26 a ser pago em Julho/26) | Em valor | Em % | |
| Maior Valor de Referência (R$/litro) | 3,1596 | 3,1976 | 0,0380 | 1,20% |
| LEITE PADRÃO (R$/litro) | 2,5076 | 2,5378 | 0,0302 | 1,20% |
| Menor Valor de Referência (R$/litro) | 2,3571 | 2,3855 | 0,0283 | 1,20% |
(*) Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Os valores de referência incluem 1,5% de Funrural a serem descontados do produtor rural.
Variações nos preços de venda dos derivados pelas indústrias participantes do Conseleite/PR:
| Produtos | Abril/26 para Maio/26 | Parcial Maio/26 p/ Parcial Junho/26 |
| UHT | -8,57% | 0,79% |
| Mussarela | -5,61% | 0,81% |
| Demais produtos | -5,07% | 3,28% |
| Valor de referência | -6,58% | 1,20% |
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de junho de 2026 é de R$ 4,2810/litro.
Conseleite/PR
NACIONAL
CEPEA: PREÇO DO LEITE SOBE, CUSTOS CAEM E EXPORTAÇÕES REAGEM
Preço ao produtor sobe pelo quarto mês seguido, enquanto custos recuam e exportações avançam em ritmo mais forte. O mercado lácteo brasileiro apresentou em maio uma combinação de indicadores que merece atenção de toda a cadeia.
Enquanto o preço do leite ao produtor continuou avançando, os custos operacionais registraram a primeira queda do ano e as exportações cresceram em ritmo superior ao das importações. Juntos, esses movimentos ajudam a explicar um ambiente de negócios mais complexo e dinâmico para produtores e indústrias. O primeiro sinal vem da matéria-prima. O preço do leite pago ao produtor aumentou pelo quarto mês consecutivo. Segundo levantamento do Cepea, a Média Brasil alcançou R$ 2,6584 por litro em abril, alta de 10,4% frente a março. O movimento segue associado à redução da produção decorrente da sazonalidade e à maior concorrência entre os laticínios pela aquisição de leite cru. Para a indústria, esse cenário indica que a disputa pela captação continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre as operações. Mesmo assim, os derivados apresentaram comportamentos distintos no atacado paulista durante maio. Enquanto o leite UHT registrou recuo nos preços, a muçarela e o leite em pó mantiveram estabilidade. A muçarela avançou 0,12%, encerrando o mês com média de R$ 35,10 por quilo. Já o leite em pó teve alta de 0,13%, alcançando média de R$ 30,89 por quilo. O resultado sugere maior sustentação desses produtos em comparação ao leite longa vida. O segundo sinal relevante veio do comércio exterior. Tanto as importações quanto as exportações brasileiras de lácteos cresceram em maio. No entanto, os embarques avançaram proporcionalmente mais. As importações aumentaram 3,58% em relação a abril, totalizando 226,21 milhões de litros Equivalente-Leite. Já as exportações registraram crescimento de 45,33%, alcançando 5,81 milhões de litros Equivalente-Leite. Embora as compras externas continuem muito superiores em volume, o desempenho dos embarques se destaca como uma das principais mudanças observadas no mês. O terceiro sinal está nos custos de produção. Após quatro meses consecutivos de alta, o Custo Operacional Efetivo registrou em maio sua primeira queda de 2026 na Média Brasil. O recuo foi de 1,39% frente ao mês anterior. A redução foi influenciada principalmente pelas quedas observadas nas categorias de nutrição animal e operações mecanizadas. Apesar disso, o indicador ainda acumula avanço de 1,80% no ano, mostrando que o alívio recente não elimina a pressão acumulada desde o início de 2026. A combinação desses fatores desenha um mercado em que a oferta mais restrita continua valorizando a matéria-prima, mas onde começam a surgir sinais de alívio em parte da estrutura de custos. Ao mesmo tempo, o avanço das exportações e a firmeza de importantes derivados acrescentam novos elementos à leitura de mercado, exigindo atenção redobrada dos agentes da cadeia para os próximos movimentos.
EDAIRY NEWS
Conseleite/MG divulga projeção com leve ajuste de 0,5% no valor do leite a ser pago em julho de 2026
A diretoria do Conseleite Minas Gerais, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:
- A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2026 a ser pago em Maio/2026. b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2026 a ser pago em Junho/2026. c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026.
| MATÉRIA-PRIMA | Volume | Gordura | Proteína | CCS | CBT |
| litros/dia | (%) | (%) | mil células somática s/ml | mil ufc/ml | |
| Maior Valor de Referência | 8.000 | 4,20 | 3,80 | 200 | 20 |
| Valor Médio de Referência | 500 | 3,70 | 3,25 | 400 | 80 |
| Valor Base de Referência | 160 | 3,30 | 3,10 | 400 | 100 |
| Menor Valor de Referência | 160 | 3,00 | 2,90 | 500 | 300 |
Valores da matéria prima posto propriedade em abril/26 e maio/26:
| MATÉRIA-PRIMA | ABRIL/2026 | MAIO/2026 | VARIAÇÃO | |
| Leite entregue em Abril/26 a ser pago em Maio/26 (R$/l) | Leite entregue em Maio/26 a ser pago em Junho/26 (R$/l) | R$/litro | % | |
| Maior Valor de Referência | 3,3435 | 3,2490 | -0,0945 | -2,8% |
| Valor Médio de Referência | 2,8423 | 2,7620 | -0,0803 | -2,8% |
| Valor Base de Referência | 2,6536 | 2,5786 | -0,0750 | -2,8% |
| Menor Valor de Referência | 2,4570 | 2,3876 | -0,0694 | -2,8% |
Valores da matéria prima posto propriedade em maio/26 e projetados para junho/26:
| MATÉRIA-PRIMA | MAIO/2026 | JUNHO/2026 | VARIAÇÃO | |
| Leite entregue em Maio/26 a ser pago em Junho/26 (R$/l) | Leite entregue em Junho/26 a ser pago em Julho/26 (R$/l) | R$/litro | % | |
| Maior Valor de Referência | 3,2490 | 3,2646 | 0,0156 | 0,5% |
| Valor Médio de Referência | 2,7620 | 2,7753 | 0,0133 | 0,5% |
| Valor Base de Referência | 2,5786 | 2,5910 | 0,0124 | 0,5% |
| Menor Valor de Referência | 2,3876 | 2,3990 | 0,0114 | 0,5% |
Variações nos preços de venda dos derivados pelas indústrias participantes do Conseleite MG:
| Produtos | Abr/26 p/ Mai/26 | Mai/26 p/ Parc. Jun/26 |
| Leite em Pó | 0,8% | -0,1% |
| Leite UHT | -7,7% | 1,3% |
| Mussarela | -3,4% | 2,4% |
| Leite Condensado | 0,2% | 1,3% |
| Demais Produtos | 0,4% | -0,9% |
| Valor de Referência | -2,8% | 0,5% |
Períodos de apuração: Mês de Abril/2026: de 01/02/2026 a 30/04/2026. Mês de Maio/2026: de 01/05/2026 a 31/05/2026. Parcial de Junho/2026: de 01/06/2026 a 20/06/2026.
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.
CONSELEITE/MG
INTERNACIONAL
Argentina deve ir à OMC contra o Brasil por medidas antidumping no leite em pó importado
O governo argentino pretende acionar a Organização Mundial do Comércio contra a aplicação, pelo Brasil, de medidas antidumping sobre o leite em pó importado da Argentina.
Autoridades do país vizinho contestam a decisão do governo brasileiro, proferida pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) em 29 de maio, de direito antidumping definitivo por até cinco anos sobre leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. A aplicação da medida, contudo, está suspensa temporariamente para avaliação de eventual impacto inflacionário. A retaliação argentina não deve se restringir ao acionamento da OMC e deve envolver medidas em outras frentes comerciais. Diplomatas argentinos afirmam que o reconhecimento de dumping pelo governo brasileiro vai atrapalhar negociações em andamento entre os países, bem como pode levar o país a rever decisões anteriores. Uma das medidas potenciais é a retomada do direito antidumping contra o Brasil sobre suposto dumping em relação à importação de talheres de aço inoxidável. A sobretaxa de 47% aplicada ao longo de seis anos, que atingia empresas brasileiras como Tramontina e Mundial, foi suspensa em junho de 2024, atendendo a um pedido do governo. As medidas em resposta ao Brasil, estão sendo estudadas pelo Ministério da Economia e pelo Ministério das Relações Exteriores da Argentina. Quando procuradas sobre o assunto, as pastas não responderam. A insatisfação do governo argentino se deve sobretudo ao peso das exportações de leite na balança comercial argentina, ao mesmo tempo que o fluxo comercial entre os países é deficitário para os argentinos. O produto está entre os mais comercializados pelo país. O Brasil é o principal destino do leite argentino, utilizado sobretudo pela indústria alimentícia, com embarques que ultrapassaram US$ 364 milhões. Na OMC, a Argentina vai questionar os critérios adotados pelo Brasil na investigação. Para o governo argentino, o governo brasileiro errou ao comparar a similaridade entre o leite cru e o leite em pó. “A decisão não se sustenta e abre precedente para interpretações técnicas distintas”, diz um diplomata. “Houve um movimento político do governo brasileiro para responder aos produtores em ano eleitoral”, apontou. O Uruguai, atingido pela medida como a Argentina, também estuda o acionamento da OMC. Para os interlocutores, há semelhança na medida brasileira às ações protecionistas de produtores franceses contra produtos do Mercosul. “É como o caso da carne. Querem resolver a falta de competitividade do produto por manobra comercial”, avaliou outra fonte. Na investigação, que se estendeu por mais de um ano, o Departamento de Defesa Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Decom/Mdic), que conduziu o processo, apurou dumping sobre o leite em pó importado do Mercosul. Para a diplomacia argentina, a medida do direito antidumping escala ainda as relações técnicas e diplomáticas entre os países, justamente em um momento em que há distanciamento político entre os presidentes Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva. “Esse tipo de decisão política contamina o andamento das discussões técnicas. Até então, o alinhamento técnico permanecia, embora os governos não se considerassem tão amigos”, observou outro diplomata.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Uruguai abre caminho na Indonésia e aposta em gigante importador de lácteos
O Uruguai deu um passo importante na abertura de mercado para seus lácteos ao registrar os primeiros embarques de leite em pó com destino à Indonésia, um dos mercados mais promissores e disputados do Sudeste Asiático.
O Uruguai deu um passo importante na abertura de mercado para seus lácteos ao registrar os primeiros embarques de leite em pó com destino à Indonésia, um dos mercados mais promissores e disputados do Sudeste Asiático. De acordo com os dados aduaneiros, a Conaprole embarcou 25 toneladas de leite em pó integral a cerca de US$ 3.800 por tonelada, além de outro contêiner de leite em pó desnatado a aproximadamente US$ 3.400 por tonelada. Durante o lançamento da Safra Leiteira 2027, a vice-chanceler Valeria Csukasi classificou a Indonésia como uma “enorme oportunidade”. O presidente Prabowo Subianto conduz atualmente um programa de distribuição de leite para crianças e mulheres grávidas que pretende alcançar 82 milhões de beneficiários por dia até 2029. Para atender essa demanda, o país precisa contar com múltiplos fornecedores e evitar a dependência de uma única origem. Nesse contexto, Csukasi anunciou que, nos próximos meses, está prevista uma missão comercial com a participação do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP), do Instituto Nacional do Leite (Inale) e do Instituto Nacional de Carnes (Inac), com o objetivo de estreitar relações com esse mercado. O potencial desse destino justifica o entusiasmo. A Indonésia é um dos maiores importadores de produtos lácteos do mundo. Sua produção doméstica atende apenas cerca de 20% da demanda nacional, o que obriga o país a importar mais de 600 mil toneladas de produtos lácteos por ano. Em 2024, apenas as importações de leite em pó desnatado somaram US$ 567 milhões, tendo Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos como principais fornecedores — todos beneficiados por vantagens tarifárias que o Uruguai atualmente não possui. O programa de alimentação escolar do governo Prabowo é o principal motor da demanda adicional. Para cumprir as metas do programa, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou um aumento de 93 mil toneladas nas importações de leite em pó desnatado em 2025, um salto de 43% em relação a 2024. Além disso, a Indonésia possui um mercado de fórmulas infantis avaliado em US$ 3,7 bilhões em 2024, com projeção de alcançar quase US$ 5 bilhões em 2032, impulsionado por uma taxa de natalidade que gera aproximadamente 4,5 milhões de nascimentos por ano.
TARDÁGUILA AGROMERCADOS
ECONOMIA
Dólar sobe para R$5,20 em dia de alta global da moeda norte-americana
O dólar fechou a quarta-feira em alta no Brasil e novamente na faixa dos R$5,20, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, em mais uma sessão de busca global pela divisa e por títulos norte-americanos.
O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,28%, aos R$5,2006, o maior valor desde 30 de março deste ano, quando fechou em R$5,2461. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,25% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,20% na B3, aos R$5,2035. Na terça-feira, a moeda norte-americana à vista já havia fechado em alta, em uma sessão marcada pela venda de ações e pela compra de dólar e de títulos norte-americanos, com investidores em busca de ativos de segurança em todo o mundo em meio a preocupações com a trajetória de juros nos Estados Unidos e com os gastos das grandes empresas com IA. Esta quarta-feira seguiu um tom parecido, com o dólar e os títulos norte-americanos novamente atraindo compras. Assim, o dólar subiu ante a maior parte das demais divisas, incluindo moedas de países emergentes como o real, o sol peruano, o peso chileno e o peso mexicano. No Brasil, investidores também atuaram considerando um horizonte em que o Federal Reserve tende a subir juros em 2026 e o Banco Central poderá promover novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano — um cenário de redução do diferencial de juros brasileiro, tornando o país menos atrativo ao capital externo.
REUTERS
Ibovespa cai e perde nível dos 171 mil pontos com pressão de Petrobras e Vale
Recuo das ações da petroleira foi alimentado pelo tombo de mais de 4% nos preços de petróleo, diante do aumento do tráfego no Estreito de Ormuz
Desde os primeiros minutos do pregão da quarta-feira, o Ibovespa adotou um movimento mais negativo, em razão da queda expressiva das ações da Petrobras. O recuo foi alimentado pelo tombo de mais de 4% nos preços do petróleo, diante do aumento do tráfego no Estreito de Ormuz e dos avanços nas negociações entre EUA e Irã. O dia também foi negativo para os papéis da Vale, o que ajudou a ampliar ainda mais as perdas do índice. Na primeira metade do pregão, a manutenção de fluxos positivos para ações de tecnologia dos EUA, aliada ao forte recuo de Petrobras e Vale, penalizou a bolsa local, fazendo o Ibovespa ceder até os 169.668 pontos. No entanto, o índice conseguiu devolver uma parte das perdas durante a tarde, com a virada negativa do setor de techs nos EUA e a queda menos intensa de blue chips de commodities por aqui. Com isso, a principal referência acionária local fechou em queda de 0,44%, aos 170.507 pontos, depois de tocar os 171.342 pontos na máxima intradiária. Entre as blue chips, as ON da Petrobras cederam 2,68%, enquanto as PN da petroleira recuaram 2,64%. Da mesma forma, a teve perda de 2,08%. Bancos também encerraram majoritariamente no negativo, com as units do Santander liderando as maiores desvalorizações, com 1,38%. A exceção ficou para as units do BTG Pactual, que exibiram alta de 1,63%. A terceira sessão de queda dos juros futuros não conseguiu oferecer apoio suficiente para o Ibovespa virar para o positivo hoje, mas elevou os ganhos de ações cíclicas domésticas, que responderam pelas maiores altas. Em relatório, o Santander destacou que, embora exportadores chineses esperem uma recuperação gradual da demanda do Oriente Médio após a reabertura do Estreito de Ormuz, custos elevados de frete, riscos logísticos e o eventual retorno das exportações iranianas podem limitar a retomada. Entre 1º de março e 17 de junho, as exportações chinesas de aço para países do Golfo Pérsico recuaram 48% na comparação anual. Enquanto isso, em Nova York, o desempenho das bolsas foi em sua maioria negativo: o Nasdaq e o S&P 500 recuaram 0,43% e 0,10%, respectivamente; já o Dow Jones subiu 0,35%. Ainda que hoje o tema da inteligência artificial tenha perdido força novamente no pregão em Wall Street, parte do mercado avalia que investidores podem estar subestimando oportunidades em outras regiões ao direcionar totalmente o foco para ações ligadas à tecnologia. Ontem, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 21,4 bilhões e de R$ 27,1 bilhões na B3.
VALOR ECONÔMICO
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$8,196 bilhões em junho até dia 19, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$8,196 bilhões em junho até dia 19, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.
Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de US$1,498 bilhão no período. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo foi positivo em US$6,697 bilhões. Somente na semana passada, de 15 a 19 de junho, entraram no país US$4,066 bilhões. No acumulado do ano, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$22,069 bilhões.
REUTERS
Confiança do consumidor no Brasil fica praticamente estável em junho, mostra FGV
Índice de confiança teve recuo de 0,1 ponto neste mês e foi a 88,7 pontos. Índice de situação atual subiu 0,9 ponto, enquanto o índice de expectativa caiu na mesma proporção
A confiança dos consumidores brasileiros ficou praticamente estável em junho em meio à piora das expectativas sobre o futuro e melhora na percepção sobre o presente, mostraram dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgados na quarta-feira (24). O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da FGV teve no mês recuo de 0,1 ponto, indo a 88,7 pontos. O ISA (Índice de Situação Atual) avançou 0,9 ponto, marcando a terceira alta consecutiva, e foi a 87 pontos, maior nível desde outubro de 2014. Por outro lado, o IE (Índice de Expectativas) caiu 0,9 ponto, para 90,4 pontos. “Se por um lado os indicadores de intenção de compra de duráveis e situação financeira futura sugerem um consumidor mais pessimista para os próximos meses, o indicador de situação financeira atual sugere uma melhora na percepção do orçamento do momento”, avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre. Segundo ela, o mercado de trabalho ainda robusto e políticas governamentais para alívio da dívida ajudam de forma positiva na percepção atual, “mas não são suficientes para reverter o aumento do pessimismo futuro”.
FOLHA DE SP
Balança comercial tem superávit de US$ 3,1 bilhões na 3ª semana de junho
Agropecuária impulsiona exportações brasileiras
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,1 bilhões na terceira semana de junho de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado foi formado por exportações de US$ 9,3 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões, com corrente de comércio de US$ 15,58 bilhões no período. No acumulado de junho, as exportações somam US$ 25,6 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 18 bilhões. Com isso, o saldo positivo chega a US$ 7,6 bilhões e a corrente de comércio totaliza US$ 43,6 bilhões. Já no ano, o país acumula US$ 174,1 bilhões em exportações e US$ 133,9 bilhões em importações, com superávit de US$ 40,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 308,1 bilhões. Na comparação das médias diárias até a terceira semana de junho de 2026 com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 26%, passando de US$ 1,451 bilhão para US$ 1,828 bilhão. As importações também avançaram, com alta de 10,7%, saindo de uma média diária de US$ 1,158 bilhão para US$ 1,283 bilhão. Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,112 bilhões até a terceira semana de junho, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 545,43 milhões. Em relação a junho de 2025, a movimentação comercial apresentou crescimento de 19,2%. No setor exportador, o desempenho até a terceira semana de junho de 2026, em comparação com igual período do ano anterior, foi positivo nos três principais segmentos. A agropecuária avançou 21,9%, com total de US$ 5,89 bilhões, a indústria extrativa cresceu 70,3%, chegando a US$ 7,47 bilhões, e a indústria de transformação aumentou 10%, alcançando US$ 12,12 bilhões. O crescimento das exportações foi influenciado principalmente pelo aumento das vendas externas de animais vivos, soja e algodão em bruto na agropecuária. Na indústria extrativa, minério de ferro, minérios de cobre e óleos brutos de petróleo tiveram destaque. Já na indústria de transformação, carnes bovina e de aves, além de óleos combustíveis, contribuíram para o resultado. Apesar do avanço geral das exportações, alguns produtos apresentaram redução nas vendas. Na agropecuária, houve queda nos embarques de café não torrado, mate, extrato, essência e concentrado, além de matérias vegetais em bruto. Na indústria extrativa, recuaram as vendas de pedra, areia e cascalho, minérios de alumínio e gás natural. Entre os produtos da indústria de transformação, açúcares e melaços, produtos de ferro ou aço e veículos de passageiros tiveram redução. No lado das importações, a indústria extrativa e a indústria de transformação apresentaram crescimento até a terceira semana de junho de 2026. As compras externas da indústria extrativa aumentaram 11,6%, enquanto a indústria de transformação cresceu 11%. Já a agropecuária registrou queda de 0,8% no período. O aumento das importações foi influenciado principalmente pela compra de produtos como pescado, produtos hortícolas e frutas na agropecuária. Na indústria extrativa, tiveram crescimento as aquisições de fertilizantes, óleos brutos de petróleo e gás natural. Já na indústria de transformação, máquinas de processamento de dados, componentes eletrônicos e veículos de passageiros estiveram entre os produtos com maior avanço. Na agropecuária, caíram as aquisições de cevada, milho não moído e soja. Na indústria extrativa, houve queda em outros minerais em bruto, minérios de metais de base e carvão. Na indústria de transformação, recuaram as compras de óleos combustíveis, motores e máquinas não elétricas e aeronaves.
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