Informativo Sindileite 138 21.05.2026

Ano 1 | nº 138 | 21 de maio de 2026

NOTÍCIAS

Preço do leite deve continuar subindo ao longo de 2026, aponta USP

Segundo o levantamento do CEPEA, os preços avançaram quase 14% em abril em relação ao mês anterior

O preço do leite pode continuar subindo no Brasil ao longo de 2026, pressionado por uma combinação de fatores que começa ainda no campo e já chega ao bolso do consumidor. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Universidade de São Paulo (USP) apontam aumento nos custos de produção, menor oferta da matéria-prima e disputa entre laticínios pelo leite produzido no país. Nas últimas semanas, o leite longa vida apareceu entre os alimentos com maior alta nos índices de inflação. Segundo o levantamento do CEPEA, os preços avançaram quase 14% em abril em relação ao mês anterior, movimento que também vem sendo percebido em derivados como queijo, manteiga e iogurtes. Especialistas explicam que a tendência de alta está ligada principalmente à redução da produção durante o período de outono e inverno, quando a qualidade das pastagens piora naturalmente. Além disso, previsões climáticas relacionadas ao possível fortalecimento do El Niño podem agravar o cenário em algumas regiões produtoras do país. Os produtores também enfrentam aumento de custos com ração, fertilizantes, combustível e energia elétrica. Parte dessa pressão está relacionada aos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços de insumos usados na cadeia leiteira. Apesar do valor pago ao produtor ter aumentado nos últimos meses, o setor ainda demonstra cautela para ampliar investimentos na produção. Outro fator que influencia os preços é a menor oferta de leite cru disponível para a indústria. O índice de captação leiteira calculado pelo Cepea registrou queda no primeiro trimestre de 2026, cenário que intensificou a disputa entre laticínios pela matéria-prima. Como o leite é um produto perecível, o aumento nos custos costuma ser repassado rapidamente ao consumidor final. Mesmo com a perspectiva de continuidade da alta, o setor avalia que os preços podem perder força nos próximos meses caso a produção apresente recuperação e o consumidor reduza o ritmo de compras diante do encarecimento dos produtos. Ainda assim, a expectativa é de que o leite continue entre os alimentos que mais devem pressionar a inflação em 2026.

FOLHA BV

Mercado futuro do leite amplia proteção a produtores

Ferramenta desenvolvida com apoio do Sistema FAEP busca reduzir riscos e dar mais estabilidade ao setor leiteiro

Os produtores de leite terão mais previsibilidade sobre o valor que receberão pela produção. Isso porque o mercado agora conta com a possibilidade de contratos futuros para os produtos lácteos, a exemplo de outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. No chamado ‘mercado futuro’, os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro de proteção (ferramenta hedge), que visa a minimizar os riscos das oscilações do preço do leite, está em funcionamento desde 13 de maio. O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema FAEP, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA – ESALQ/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Além de atuar diretamente na construção da ferramenta, pela Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite e pela atuação do Conselho Paritário de Produtores Rurais e Indústrias de Laticínios (Conseleite-Paraná), o Sistema FAEP colabora para que os produtores do Paraná cheguem mais preparados para a atuação no mercado futuro. “Trabalhamos por anos para desenvolver um mecanismo que desse mais previsibilidade para o produtor de leite do Paraná e de todo o país”, complementa Ronei Volpi, que até há dois meses presidia a Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA. “Agora, com a ferramenta, o produtor pode travar o preço e saber quanto vai receber lá no futuro. Europa, Estados Unidos e outras commodities do Brasil já vinham utilizando”, afirma. Com preço já conhecido a médio e longo prazos, o produtor terá mais segurança para tomar crédito e realizar os investimentos necessários para aumentar a escala, eficiência e produtividade. “A ferramenta é aberta para produtores e indústrias de todos os portes. Para acessar, basta ter uma conta na corretora, porque esse é um contrato de balcão, negociado diretamente com a corretora”, explica o assessor técnico da CNA, Guilherme Dias. Ainda de acordo com Dias, nada muda na comercialização física do leite. O instrumento vai apenas ser aliado nas negociações. “Vai contribuir para que o produtor tenha uma remuneração adequada pelo produto, onde eventuais perdas no mercado físico serão compensadas pelo contrato financeiro”, completa. O Paraná produz mais de quatro bilhões de litros de leite por ano, sendo o segundo produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais. As principais bacias leiteiras paranaenses ficam nas regiões dos Campos Gerais e Sudoeste. Para o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e vice-presidente do Conseleite-Paraná, Eduardo Lucacin, o mercado futuro do leite é uma conquista histórica importante para toda cadeia leiteira do país. “É uma revolução. É uma ferramenta importantíssima de controle e previsibilidade”, afirma. Desde o último dia 13 de maio, a corretora StoneX já utiliza os indicadores do Cepea para a liquidação dos contratos: Leite UHT Sudeste (R$/litro) e Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg), ambos de divulgação diária; e do Leite em Pó Industrial 25 quilos São Paulo (R$/kg), de periodicidade semanal. “Já temos os preços pelos contratos por quilo e por litro, até o final do ano. Então hoje, com a nova ferramenta, como produtor, já tenho possibilidade de ver o preço do mercado futuro de dezembro e tomar decisões em cima disso”, completa Lucacin, que também produz leite em Mariluz, região Noroeste do Paraná. Desde que foi criado, há mais de vinte anos, o Conseleite desenvolve um cálculo que baliza os preços do mercado de leite no Paraná. “O valor de referência calculado pelo Conselho é determinante para a negociação de leite da maioria dos produtores do Paraná. De maneira muito confiável, as informações divulgadas pelo Conseleite mostram a tendência, o mercado e os valores praticados pela indústria, pelo varejo e o que pode ser negociado pelos produtores”, comenta Lucacin. Essa atuação, mediada pelo Sistema FAEP, foi replicada em outros estados, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Mato Grosso. “Os produtores de leite do Paraná e daqueles estados que também reproduzem o modelo criado pelo Conselho já têm intimidade com os números de mercado. Isso vai ajudar a trabalhar com o mercado futuro de leite”, garante o presidente da Comissão. Os dados e histórico dos últimos dez anos estão disponíveis no site do Sistema FAEP, em https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/.

CORREIO DO POVO DO PARANÁ

EMPRESAS


Frimesa aposta em saudabilidade e entretenimento para acelerar crescimento da divisão de lácteos

A Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, apresenta durante a Apas Show 2026 uma nova etapa da sua estratégia para a divisão de lácteos, com foco na expansão de categorias de maior valor agregado, fortalecimento de marca e conexão com novos perfis de consumo.

Os lançamentos que chegam ao mercado no segundo semestre unem saudabilidade, praticidade e entretenimento em duas frentes estratégicas da cooperativa: a nova linha de iogurtes 5 Zeros e a chegada do Sonic como personagem da linha Kids. O movimento reforça o posicionamento da Frimesa em segmentos que vêm ganhando relevância dentro do varejo alimentar, acompanhando a evolução do comportamento de consumo e a busca crescente por produtos que entreguem conveniência, benefícios funcionais e maior identificação no ponto de venda. Com a linha 5 Zeros, a Frimesa fortalece sua presença no segmento saudável ao reunir, em uma única linha, atributos valorizados pelo consumidor atual: zero lactose, zero adição de açúcares, zero gorduras saturadas, zero gordura trans e zero colesterol. A novidade foi desenvolvida para atender consumidores que buscam alternativas mais equilibradas para diferentes momentos de consumo, sem renunciar a sabor, textura e cremosidade — características já reconhecidas da marca dentro da categoria. Segundo Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa, a linha representa um avanço importante dentro da estratégia de diversificação do portfólio de lácteos. “Existe uma demanda crescente por produtos que combinem saudabilidade e prazer de consumo. Nosso objetivo foi desenvolver uma linha que entregasse atributos funcionais de forma prática, acessível e com a experiência sensorial que o consumidor espera da categoria”, afirma. A linha chega ao mercado em 1º de junho, com um mix composto por garrafas de 170g e 850g, copos de 165g e potes com pedaços de frutas nos formatos 130g e 450g. Outra novidade apresentada pela Frimesa durante a Apas Show 2026 é a chegada do Sonic como novo personagem da linha Kids. A partir de julho, o personagem estará presente nas embalagens de itens de alto giro da categoria, como leite fermentado, achocolatados e iogurtes. A estratégia de licenciamento faz parte do movimento da cooperativa de ampliar relevância no ponto de venda e fortalecer conexão com famílias por meio de personagens com forte reconhecimento global. Além da identificação com o público infantil, o Sonic também desperta reconhecimento entre os pais, criando uma comunicação capaz de conectar diferentes gerações no momento da compra. Durante a feira, os visitantes poderão conhecer os lançamentos por meio de experiências imersivas no estande da Frimesa. A linha 5 Zeros contará com degustações e apresentações do novo conceito visual da categoria. Já o universo Kids terá ambientação temática inspirada no Sonic, com ativações especiais e espaços interativos voltados ao varejo e ao público visitante. Com os lançamentos apresentados na Apas Show 2026, a Frimesa reforça sua estratégia de crescimento baseada em inovação, fortalecimento de marca e expansão em categorias de maior valor agregado, consolidando sua atuação como uma das principais cooperativas de alimentos do país. e indústria de alimentos. A Frimesa encerrou 2025 com um faturamento bruto de R$7 bi, dos quais 26% correspondem ao comércio externo em 4 continentes e 74% à comercialização de produtos no mercado interno. Um crescimento de 7% sobre 2024. A operação conta com 6 unidades industriais, 15 centros de distribuição, 41 mil posições de armazenamento, 410 transportadoras e quase 13 mil colaboradores.

Imprensa Frimesa

EVENTOS

BRDE é indicado ao Troféu Agroleite na categoria Agente Financeiro

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul concorre na categoria Agente Financeiro em uma das principais premiações da cadeia do leite no Brasil. Nos últimos 12 meses, o banco direcionou R$ 133 milhões a 1.106 contratos de financiamento para a pecuária leiteira, por meio do Banco Agricultor Paranaense. Desde 2021, as operações para o setor somam mais de R$ 450 milhões.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) foi indicado ao Troféu Agroleite 2026, na categoria Agente Financeiro, uma das principais premiações da cadeia produtiva do leite no Brasil. A escolha dos vencedores terá uma etapa de votação popular, aberta nesta quarta-feira (20) e que segue até 20 de junho. Promovido pela Cooperativa Castrolanda, o Troféu Agroleite chega à 25ª edição com o objetivo de reconhecer empresas, instituições e iniciativas que contribuem para o desenvolvimento, a inovação e a melhoria das práticas na agropecuária leiteira. A categoria Agente Financeiro valoriza instituições que atuam no apoio ao produtor, às cooperativas e aos investimentos produtivos do setor. A votação será exclusivamente pelo aplicativo oficial do evento. Para participar, o interessado deve baixar o app Meu Agroleite, disponível para Android e iOS, acessar a área do Troféu Agroleite e selecionar os indicados nas categorias de sua escolha. De acordo com a organização, não é obrigatório votar em todas as categorias. Os três finalistas de cada categoria serão oficializados em 1º de julho. A indicação ocorre em um momento de ampliação da atuação do BRDE junto à cadeia do leite no Paraná. Nos últimos 12 meses, o banco direcionou R$ 133 milhões a 1.106 contratos de financiamento para a pecuária leiteira, por meio do Banco Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Desde 2021, as operações do BRDE para o setor somam mais de R$ 450 milhões, com apoio a investimentos em modernização, aumento de produtividade, melhoria genética, infraestrutura, equipamentos e sustentabilidade no campo. O Agroleite 2026 será realizado de 3 a 7 de agosto, no Castrolanda Expo Center, em Castro, nos Campos Gerais. Reconhecido como vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina, o evento reúne produtores, cooperativas, empresas, instituições financeiras, pesquisadores e fornecedores ligados a todas as etapas da atividade leiteira. A edição do ano passado registrou R$ 969 milhões em negócios, 370 empresas expositoras, 163 mil visitantes e 650 animais em exposição. Em 2026, o Agroleite voltará a ter cinco dias de programação, de segunda a sexta-feira, com fóruns técnicos, julgamentos, exposição de animais, apresentação de tecnologias e encontros de negócios.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

Embrapa Gado de Leite leva ciência e inovação para a Megaleite 2026

Entre os dias 1º e 6 de junho, o Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), se transformará no epicentro do agronegócio do leite com a realização da Megaleite 2026. O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (Girolando), projeta movimentar mais de R$ 300 milhões em negócios e conta com uma presença da Embrapa Gado de Leite.

A instituição chega à 21ª edição da feira com o objetivo de aproximar a ciência do produtor rural, reforçando o papel do melhoramento genético e da sustentabilidade no campo. A participação da Embrapa na Megaleite é tradicionalmente marcada pelo anúncio de ferramentas fundamentais que norteiam os investimentos dos criadores. O destaque desta edição será o lançamento dos novos sumários de touros e vacas das raças Girolando e Gir Leiteiro, desenvolvidos em parceria com a Girolando e a Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL). Os documentos trazem as avaliações genômicas de fêmeas e touros. Os sumários reúnem as avaliações genéticas mais recentes, permitindo que o produtor identifique com precisão científica quais animais transmitem características de alta produtividade, longevidade, persistência de lactação e saúde do úbere para as próximas gerações. Diante das oscilações climáticas globais, os índices também auxiliam na seleção de plantéis mais resilientes e adaptados ao calor. Uma novidade dessas avaliações é o IPG e o IPGL (índice de Performance do Girolando e Índice de Produção do Gir Leiteiro) que trazem dados como produção de leite, gordura, proteína, idade ao primeiro parto e parentesco médio da população. No primeiro dia do evento, a Embrapa Gado de Leite irá lançar o Anuário Leite 2026. A cerimônia de lançamento será conduzida pelo chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, José Luiz Bellini Leite. A publicação traz análises profundas sobre o comportamento do mercado em 2025, que foi marcado pelo aumento na produção interna somada à elevação do volume de importações, gerando sobreoferta de lácteos e queda no preço médio pago ao produtor. Comemorando os 50 anos da Embrapa Gado de Leite, o Anuário traz também um histórico da pesquisa e produção de leite no Brasil nas últimas cinco décadas além de artigos de pesquisadores e personagens relevante da cadeia produtiva do leite. A programação da Megaleite inclui torneios leiteiros, leilões e cursos intensivos. Entre eles está Curso de Melhoramento Genético de Bovinos Leiteiros, que será ministrado pelo pesquisador Marcos Vinícius Barbosa da Silva. A Embrapa contará ainda com um stand para esclarecer dúvidas do público durante todo o evento. A participação da Embrapa na Megaleite ocorrerá principalmente na segunda-feira (01/06). A seguir, confira os horários e locais: Segunda-Feira (01/06/2026): – ⁠08h– 16h – Curso de Melhoramento Genético de Bovinos Leiteiros | Local: Parque da Gameleira – Auditório do IMA. – 16h30 – 17h – Lançamento do Anuário do Leite 2026 – José Luiz Bellini Leite – Chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. – 17h – 18h – Avaliação Genômica da raça Girolando – Lançamento dos Sumários de Touros e Vacas 2026 – Marcos Vinícius Barbosa da Silva / Embrapa Gado de Leite

Embrapa Gado de Leite

PUBLICAÇÕES

Novas publicações orientam produção segura de queijos artesanais de leite cru em Minas Gerais

Elaborados em parceria com a Embrapa Gado de Leite e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os materiais reúnem orientações para produtores rurais, agroindústrias e consumidores sobre a produção segura de queijos artesanais elaborados com leite cru ou não pasteurizado.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) disponibilizou três novas publicações técnicas voltadas à prevenção e ao controle da brucelose e da tuberculose bovina. Elaborados em parceria com a Embrapa Gado de Leite e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os materiais reúnem orientações para produtores rurais, agroindústrias e consumidores sobre a produção segura de queijos artesanais elaborados com leite cru ou não pasteurizado. Os conteúdos abordam medidas de prevenção das enfermidades, exigências sanitárias e boas práticas relacionadas à produção de alimentos. As publicações também reforçam que, no caso dos queijos artesanais produzidos com leite cru, a segurança do produto está diretamente ligada à sanidade do rebanho de origem. A brucelose e a tuberculose bovina são zoonoses, ou seja, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos, principalmente pelo consumo de leite cru contaminado e derivados produzidos sem tratamento térmico. Nesse contexto, os materiais destacam a importância do controle sanitário dos rebanhos e da adoção de medidas preventivas na cadeia produtiva do leite. As publicações também reforçam ações previstas no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), como a vacinação obrigatória contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses de idade e a certificação sanitária de propriedades produtoras de leite destinado à fabricação de queijos artesanais de leite cru. Além de subsidiar ações técnicas e educativas conduzidas pelo IMA em diferentes regiões do estado, os conteúdos podem ser utilizados em atividades de orientação junto a produtores, agroindústrias familiares e consumidores. As publicações também contribuem para a disseminação de informações relacionadas à prevenção de doenças, à qualidade dos alimentos e à produção agropecuária sustentável. As publicações estão disponíveis nos seguintes links: Controle de brucelose e tuberculose bovina: orientações a produtores rurais e consumidores de queijos artesanais não pasteurizados
Controle de brucelose e tuberculose bovina: requisitos para agroindústrias produtoras de queijos artesanais de leite cru
Controle de brucelose e tuberculose bovina: requisitos para produzir queijos artesanais não pasteurizados seguros

INSTITUTO MINEIRO DE AGROPECUÁRIA

ECONOMIA

Esperança com acordo entre EUA e Irã faz dólar voltar à marca de R$ 5

Movimento é semelhante ao observado em outros mercados emergentes, apesar do tombo sofrido pelos preços do petróleo e da continuidade da incerteza eleitoral doméstica

O câmbio doméstico embarcou no tom positivo do exterior na quarta-feira, diante da expectativa renovada em torno das negociações para um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o que ajudou a queimar prêmios de risco de ativos financeiros ao redor do globo. O dólar, assim, voltou a cair frente ao real e ensaiou ficar abaixo da marca simbólica de R$ 5, em um movimento semelhante ao observado em outros mercados emergentes, apesar do tombo sofrido pelos preços do petróleo e da continuidade da incerteza eleitoral doméstica. No fim dos negócios no mercado à vista, o dólar era cotado a R$ 5,0034, em queda de 0,74%, próximo da mínima de R$ 4,9994, que foi alcançada na etapa vespertina da sessão. Também no fim da tarde, o dólar recuava 0,66% ante o peso mexicano; cedia 1,80% frente ao peso colombiano; recuava 1,48% contra o rand sul-africano; e tinha queda de 0,87% em relação ao peso chileno. Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de outras seis moedas principais, operava em queda de 0,23%, aos 99,102 pontos. O desempenho do real, assim, se alinhou ao de outras moedas emergentes, na esteira do tombo dos preços do petróleo. A expectativa em torno das negociações entre EUA e Irã mediadas pelo Paquistão para um fim definitivo do conflito no Oriente Médio e consequente reabertura do Estreito de Ormuz foi o principal fator a guiar os preços dos ativos na sessão, o que possibilitou um alívio dos juros dos Treasuries e, consequentemente, do dólar. Vale notar, porém, que algumas divisas mais ligadas à commodity, como a coroa norueguesa, mostra primeiro trimestre com efeito da guerra e de medidas do governo, diz FGV. O dólar canadense e o próprio real não estiveram entre os melhores desempenhos do dia, já que foram beneficiadas recentemente pelo “trade” dos termos de troca. Além do cenário externo, o mercado manteve no radar as discussões políticas, que, ao longo da última semana, também chacoalharam o real e levaram o mercado a exigir prêmios de risco maiores no câmbio doméstico. Ainda na esteira da revelação do elo entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o site de apostas Polymarket continuou a mostrar um esvaziamento na possibilidade de vitória de Flávio, que, agora, sustenta 24,1% de chance contra 46% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A recuperação do Lula e o enfraquecimento do Flávio continuam um pouco mais a cada dia”, observa um gestor de moedas em condição de anonimato, que também mostra algum desconforto com os programas de estímulos que têm sido anunciados pelo governo de forma contínua. Ainda que as discussões eleitorais tenham vindo à tona, a moeda americana respeitou o nível da média móvel de 50 dias (R$ 5,0833), que foi colocado pelo estrategista Kenneth Broux, do Société Générale, como um ponto de alerta. Caso a moeda furasse esse patamar, poderia “desencadear nervosismo em torno de um ajuste técnico mais amplo”. O alívio nos juros globais, nesse sentido, também ajudou a conter a piora do câmbio doméstico, já que, de acordo com Broux, “o ‘carry’ foi pressionado pela disparada dos juros globais, testando a convicção otimista em relação ao real”.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa sobe 1,8% com expectativa de acordo EUA-Irã e alta forte de bancos

O alívio nos juros visto lá fora foi refletido no mercado de renda fixa local, o que favoreceu o maior apetite por risco na bolsa, especialmente por ações cíclicas, que respondem pelas maiores valorizações

Diante da expectativa de que os Estados Unidos e o Irã estejam perto de fechar um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, o Ibovespa registrou um dia de forte recuperação, terminando como destaque entre os ativos domésticos nesta quarta-feira. O alívio nos juros visto lá fora foi refletido no mercado de renda fixa local, o que favoreceu o maior apetite por risco na bolsa, especialmente por ações cíclicas, que respondem pelas maiores valorizações. No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a tocar os 178.199 pontos e avançar 2,25%, mas devolveu um pouco da alta perto do fim do pregão. O recuo de mais de 3% das ações da Petrobras ajudou a reduzir os ganhos do índice em um dia em que blue chips de bancos atuaram na ponta contrária e registraram alta firme. No fim, a principal referência acionária local terminou com valorização de 1,77%, aos 177.356 pontos, distante da mínima de 174.279 pontos. Desde o início da manhã, o Ibovespa adotou um movimento mais positivo, mas a grande “pernada” veio após a imprensa local noticiar que o chefe do Exército paquistanês teria viajado a Teerã para anunciar a versão final do acordo, que deverá ser seguida por uma nova rodada de conversas, segundo fontes próximas. Durante a tarde, o presidente americano, Donald Trump, também reforçou o maior otimismo ao dizer que está disposto a esperar alguns dias para obter a “resposta certa” do Irã. Com o movimento, os preços de petróleo despencaram quase 6%, o que forçou as ações da Petrobras para baixo. No término da sessão, as PN da petroleira encerraram com queda de 3,23%, enquanto as ON recuaram 3,85%. Já bancos subiram em bloco: Bradesco PN (+2,70%), Santander Units (+2,62%), Banco do Brasil (+2,32%), Itaú PN (+2,29%), e BTG Pactual Units (+2,13%). A Vale, por sua vez, teve alta de 1,21%. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 22,1 bilhões e de R$ 28,1 bilhões na B3. Em Wall Street, os principais índices também passaram por forte recuperação: o Nasdaq subiu 1,54%, o Dow Jones ganhou 1,31%, e o S&P 500 avançou 1,08%.

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