Informativo Sindileite 179 20.07.2026

Ano 1 | nº 179 | 20 de julho de 2026

NOTÍCIAS

Leite spot sinaliza relativa estabilidade na segunda quinzena de julho

Na segunda quinzena de julho, o mercado de leite spot sinalizou relativa estabilidade em relação ao período anterior, confira os valores.

Com um cenário mais estável e diante de relatos de movimentações equilibradas, a oferta de leite se alinhou à demanda, o que favoreceu a sustentação geral dos preços no período. Como resultado dessa dinâmica, a média nacional fechou o período cotada a R$ 3,216, registrando um leve recuo de R$ 0,013. O movimento nos estados monitorados indicou majoritariamente acomodação e leves quedas, com exceções pontuais de alta no Sul do país. São Paulo registrou a maior média do período, a R$ 3,438 (variação de -R$ 0,022). Em seguida, Minas Gerais apresentou média de R$ 3,338 (-R$ 0,023), Santa Catarina indicou valorização com a média de R$ 3,250 (+R$ 0,010), Paraná apresentou média de R$ 3,240 (+R$ 0,005), Goiás registrou R$ 3,182 (-R$ 0,040) e o Rio Grande do Sul indicou média de R$ 2,959 (-R$ 0,022).

MILKPOINT

Mercado futuro do leite garante benefícios aos produtores

O uso da ferramenta e outros temas foram debatidos na reunião da CT de Bovinocultura de Leite do Sistema FAEP

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite. Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite. “Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa. O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema FAEP, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro. “O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne. Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema FAEP, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção. “Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema FAEP tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin. Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, disse o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destacou. Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Faep

NACIONAL

Conseleite/MT registra ajuste positivo de 2% no leite pago em julho de 2026

O valor médio de referência projetado para o leite no Mato Grosso registrou um ajuste positivo de 2% em relação ao mês anterior

A diretoria do Conseleite – Mato Grosso aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Maio de 2026 a ser pago em Junho de 2026 e para o leite entregue no Junho de 2026 a ser pago em Julho de 2026. Os valores divulgados compreendem os valores de referência para o leite base e faixas de valores de referência levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor e os parâmetros de qualidade indicados na tabela abaixo.

MATÉRIA-PRIMAVolumeGorduraProteínaCCSCBT
litros/dia(%)(%)mil
células
somática
s/ml
mil
ufc/ml
Maior Valor de Referência1.0004,003,50150100
Valor Médio de Referência3003,603,30300250
Valor Base de Referência253,303,20400300
Menor Valor de Referência253,002,90750750
MATÉRIA-PRIMAMAIO/2026JUNHO/2026VARIAÇÃO
Leite entregue em
MAI/26 a ser pago em
JUN/26 (R$/l)
Leite entregue em
JUN/26 a ser pago em
JUL/26 (R$/l)
R$/litro%
Maior Valor de Referência3,06923,12990,06082,0%
Valor Médio de Referência2,58422,63540,05122,0%
Valor Base de Referência2,36092,40760,04682,0%
Menor Valor de Referência2,20642,25010,04372,0%

OBS: Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural. Empresas/cooperativas participantes do Conseleite-MT: Campileite, Cooperbomja, Coopnoroeste, Coopernova, Cooperprata, Comajul, Comov, Lat. Lactvit, Lat. Rovigo, Lat. Casterleite, Lat. Vila Rica, Lat. Serrano e Lat. Vital Alimentos.

Conseleite/MT

Doce de leite da Cocatrel é eleito o 2º melhor do Brasil durante o Minas Láctea 2026

O reconhecimento nacional chega na semana em que a cooperativa de Três Pontas (MG) celebra 65 anos de história, reforçando sua tradição de qualidade e excelência nos produtos industrializados

O doce de leite da Cocatrel foi eleito o 2º melhor doce de leite do Brasil no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, realizado durante o Minas Láctea 2026, um dos principais eventos do setor do país. A premiação chega em um momento especialmente simbólico, no mês em que a Cocatrel comemora 65 anos de fundação. O reconhecimento nacional reforça a trajetória construída pela cooperativa ao longo de mais de seis décadas, marcada pelo compromisso com a qualidade, a inovação e a valorização dos seus cooperados. Para o gerente do Laticínio Cocatrel, Carlos Greggio, o reconhecimento é resultado do comprometimento de toda a equipe. “Receber essa premiação é motivo de muito orgulho para nós. Ela representa o empenho diário de uma equipe que trabalha com dedicação, responsabilidade e paixão pelo que faz. Cada detalhe do processo é conduzido com foco na qualidade e esse reconhecimento nacional mostra que estamos no caminho certo”. O diretor comercial da Cocatrel, Flávio Guerra, destacou que a conquista torna ainda mais especial a celebração de aniversário da cooperativa. O Minas Láctea é considerado o principal encontro da cadeia leiteira brasileira, reunindo especialistas, pesquisadores, empresas e indústrias para apresentar tendências, tecnologias e promover o reconhecimento dos melhores produtos lácteos do país. Ele é reconhecido pelo rigor técnico das avaliações, realizadas às cegas por especialistas. Os produtos são analisados com base em critérios como sabor, textura, aroma, aparência e qualidade geral, tornando a premiação uma das mais respeitadas do setor. Além do doce de leite, o Laticínio Cocatrel possui em seu catálogo os queijos Parmesão, Prato, Muçarela, Minas Padrão e Minas Frescal, além de iogurtes, bebidas lácteas, manteigas e leite pasteurizado.

Cocatrel

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

INTERNACIONAL

Jussara negocia fábrica de leite em pó no Paraguai com investimento inicial de US$ 10 milhões

A expectativa é de que a unidade entre em operação dentro de aproximadamente um ano. Todo o leite em pó processado será destinado ao mercado brasileiro.

A Jussara, uma das maiores empresas do setor lácteo brasileiro, iniciou negociações formais com o governo do Paraguai para instalar uma unidade de fracionamento de leite em pó no país. A informação foi divulgada pelo jornal paraguaio La Nación. Segundo a publicação, representantes da empresa foram recebidos pelo ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, e pelo vice-ministro Javier Viveros, ocasião em que apresentaram os avanços do projeto. A proposta prevê um investimento inicial de US$ 10 milhões e a implantação da operação sob o regime de maquila, modelo voltado à industrialização para exportação. A expectativa é de que a unidade entre em operação dentro de aproximadamente um ano. Todo o leite em pó processado será destinado ao mercado brasileiro. Com 70 anos de história, a Jussara produz cerca de 1,2 milhão de litros de leite por dia e está presente em mais de 700 municípios brasileiros. Fundada por Amélio Rosa Barbosa, a empresa também atua em outros segmentos, por meio da Jussara Agro, além de manter uma rede de postos de combustíveis. A iniciativa acompanha um movimento observado nos últimos anos entre empresas brasileiras, que têm escolhido o Paraguai para instalar operações industriais em razão dos custos mais competitivos. Entre os principais atrativos estão a energia elétrica mais barata, a carga tributária reduzida e a localização estratégica, que facilita a reexportação da produção ao Brasil. No regime de maquila, as empresas pagam apenas 1% de imposto sobre o valor agregado da operação e contam com isenção na importação de bens de capital e de insumos destinados ao processo produtivo. Em contrapartida, a produção deve ser destinada ao mercado externo — neste caso, integralmente ao Brasil. O projeto da Jussara ainda está em fase de prospecção e negociação com as autoridades paraguaias.

Jornal La Nacíon

ECONOMIA

Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança

O dólar fechou a sexta-feira em alta leve ante o real, acompanhando o viés positivo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, após Estados Unidos e Irã intensificarem ataques no Oriente Médio.

A queda das ações de fabricantes de chips também pressionou os mercados globais, com investidores em busca de ativos mais seguros, como o dólar. O dólar à vista encerrou o dia no Brasil com alta de 0,25%, aos R$5,1109. No acumulado da semana, a moeda ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,06%. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 6,89%. Às 17h06, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — tinha variação negativa de 0,04% na B3, aos R$5,1260. A sexta-feira foi um típico dia de “risk-off” (fuga do risco), com os índices de ações em queda ao redor do mundo, os rendimentos dos Treasuries em baixa e o dólar avançando ante boa parte das demais divisas. O petróleo Brent também voltou a subir, para a faixa dos US$87 o barril. Um dos fatores de pressão foi novamente a guerra no Oriente Médio, com os EUA intensificando a campanha de bombardeios contra o Irã, tendo atingido pontes e um aeroporto. Nos mercados de moedas, esse cenário se traduziu na alta do dólar ante várias divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. “O aumento da aversão global ao risco penalizou de forma ampla as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, intensificando o fluxo de busca pelo dólar”, resumiu Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad. No Brasil, destaque ainda para os desdobramentos do anúncio de que os EUA cobrarão tarifa de 25% sobre um conjunto de produtos brasileiros. Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que somente falará da tarifa após uma manifestação do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o assunto. “Enquanto ele não falar, eu não falarei, porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, disse Lula.

REUTERS

Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos

O Ibovespa fechou quase estável na sexta-feira, com Petrobras atenuando a pressão negativa principalmente dos bancos, mas confirmou a primeira perda semanal em um mês.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,06%, a 173.714,08 pontos, acumulando declínio de 2,33% na semana. Na máxima do dia, chegou a 174.504,63 pontos. Na mínima, a 173.285,28 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$23,86 bilhões, em sessão ainda marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. A última sessão da semana na B3 teve como pano de fundo o desempenho negativo de praças acionárias no exterior, onde o norte-americano S&P 500 recuou 1%, pressionado por nova queda de ações de fabricantes de chips. O petróleo também voltou a subir com a intensificação dos ataques entre EUA e Irã, além de ameaça de fechamento do Mar Vermelho e restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, o que ajuda petrolíferas, mas adiciona volatilidade e traz receios sobre inflação. Na pauta local, o IBC-Br, sinalizador do desempenho do PIB calculado pelo Banco Central, mostrou uma desaceleração na atividade econômica brasileira em maio um pouco menor do que as expectativas. Economistas do Bank of America destacaram que, de acordo com o IBC-Br, a atividade econômica vem oscilando desde fevereiro de 2026, após uma expansão mais acentuada entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. “O efeito de algumas das medidas de estímulo implementadas pelo governo ainda pode sustentar algum crescimento nos próximos meses, já que elas só recentemente começaram a produzir efeitos”, afirmaram em relatório a clientes. Os economistas do BofA afirmaram que continuam projetando crescimento do PIB de 2,3% em 2026 e que o IBC-Br de maio é consistente com a expectativa do banco de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em agosto. 

REUTERS

Índice de atividade econômica do BC sobe 0,1% em maio e supera expectativas

A atividade econômica no Brasil teve um desempenho melhor do que o esperado em maio, mesmo em meio a um cenário de perdas na agropecuária e expectativa de desaceleração da economia no restante do ano diante de uma política monetária ainda restritiva.

Em maio, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,1% na comparação com o mês anterior, mostraram dados dessazonalizados. O resultado de maio foi melhor do que a expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters de estagnação. No entanto, o indicador mostrou enfraquecimento em relação à taxa de crescimento de 0,4% de abril, em dado revisado pelo BC depois de ter informado anteriormente ganho de 0,5%. “O cenário observado até aqui no segundo trimestre deve ditar a tônica do ritmo de expansão da atividade no decorrer dos próximos períodos, com ganho de tração apenas gradual após o crescimento mais tímido entre abril e junho, estimado por nós em 0,4%”, disse Matheus Pizzani, economista do PicPay. Os dados do BC apontam que em maio a agropecuária pressionou a economia ao registrar queda de 1,0% sobre abril. Já a indústria e os serviços tiveram altas modestas, de 0,4% e 0,1%, respectivamente. Dados separados do IBGE já haviam mostrado que tanto a indústria quanto varejo e serviços apresentaram resultados fracos em maio. A produção industrial recuou 0,2% sobre abril, segundo o instituto, contra expectativa de alta. O volume de serviços, de acordo com o IBGE, também frustrou a expectativa de ganhos, com queda de 0,4% no mês, enquanto as vendas no varejo voltaram a crescer, mas abaixo do esperado, com alta de 0,1%. “O avanço de apenas 0,1% do IBC-Br no mês, somado aos resultados mais moderados observados no comércio e nos serviços, reforça a percepção de perda de fôlego da economia após o desempenho mais forte registrado no início do ano”, avaliou Leonardo Costa, economista do ASA, calculando expansão de 0,5% do PIB no segundo trimestre. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 0,8%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,4%, de acordo com números não dessazonalizados.

REUTERS

IPPA/Cepea: Índice registra pequena queda em junho, influenciado por IPPA Cana-Café

Em junho, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) registrou queda nominal de 0,58% em relação a maio.

O resultado mensal refletiu, sobretudo, a retração do IPPA-Cana-Café (-4,71%), que mais do que compensou as variações positivas observadas no IPPA-Hortifrutícolas (1,16%), no IPPA-Grãos (0,08%) e no IPPA-Pecuária (0,08%). O IPA-OG-DI caiu 1,66% no mês, indicando que, em junho, os preços agropecuários tiveram desempenho superior ao dos preços industriais. No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares recuaram 0,34%. Contudo, a desvalorização de 2,89% do Real frente ao dólar resultou em alta de 2,54% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais. No acumulado do ano (de janeiro a junho/26), o IPPA/CEPEA apresenta queda de 9,52%, com retrações em todos os grupos: IPPA-Cana-Café (-22,51%), IPPA-Grãos (-8,60%), IPPA-Hortifrutícolas (-4,65%) e IPPA-Pecuária (-4,34%). Em termos comparativos, o IPA-OG-DI acumula alta de 0,69%, enquanto os preços internacionais de alimentos registram queda, de 10,64% em Reais e de apenas 0,03% em dólares no acumulado do ano, refletindo também a valorização de 10,51% do real frente à moeda norte-americana no período.

Cepea

IGP-10 cai 1,13% em julho e acumula alta de 2,68% em 12 meses, diz FGV

Resultado é consequência direta da redução das tensões entre os EUA e o Irã no Estreito de Ormuz, o que contribuiu para o recuo dos preços do petróleo e de seus derivados, informou a fundação

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 1,13% em julho, depois de ter recuado 0,30% em junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Com este resultado, o índice acumula alta de 2% no ano e 2,68% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-10 havia caído 1,65% e acumulava alta de % em 12 meses. “O IGP-10 intensificou seu recuo em relação a junho. Esse resultado foi consequência direta da redução das tensões entre os Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz, o que contribuiu para a queda dos preços do petróleo e de seus derivados, sobretudo dos combustíveis. Diante da recente escalada das tensões entre os países e da persistência de seus impactos sobre os preços do petróleo, a expectativa é de manutenção da pressão sobre os óleos derivados ao longo do mês, com consequente repasse de custos em diferentes etapas da cadeia produtiva”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias. Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,76%, aprofundando a queda em sua taxa em comparação à registrada no mês anterior, de 0,71%. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,44% em julho, ante alta de 0,49% no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de -0,14% em junho para -0,07% em julho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,78% em julho, de 0,57% em junho. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, desacelerou de 0,24% em junho para 0,11% em julho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas intensificou a queda para 4,47% em julho, após cair 2,39% em junho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,23% em julho, ante elevação de 0,56% em junho. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco classes apresentaram recuo: Alimentação (1,23% para -0,22%), Habitação (0,93% para 0,38%), Vestuário (0,74% para -0,65%), Despesas Diversas (1,29% para 0,80%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,44% para 0,40%). Em contrapartida, três classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Transportes (-0,49% para 0,12%), Educação, Leitura e Recreação (0,23% para 0,61%) e Comunicação (0,12% para 0,85%). Em julho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,65%, porém inferior à taxa de 0,92% observada em junho. Analisando os três grupos componentes do INCC, Materiais e Equipamentos recuou de 1,08% para 0,46%; Serviços retrocedeu de 0,45% para 0,17%; e Mão de Obra teve alta de 0,80% para 0,96%.

VALOR ECONÔMICO

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