Ano 1 | nº 153 | 12 de junho de 2026
NOTÍCIAS
Nova Era no Campo: Mercado Futuro do Leite promete blindar produtores contra oscilações de preços
Consolidada como um canal permanente de diálogo e alinhamento estratégico com os sindicatos, foi realizada nesta semana mais uma edição da Live Conexão Faemg Senar Inaes SPRs.
O encontro contou com a participação do presidente da Comissão de Pecuária de Leite do Sistema Faemg Senar e da CNA, Jônadan Ma, que abordou o balanço e os desdobramentos da investigação de anti-dumping do leite no Mercosul, a consolidação do Conseleite e o lançamento do inédito Mercado Futuro do Leite como as principais perspectivas para o segundo semestre de 2026. Apesar do cenário externo desafiador, as lideranças celebraram avanços significativos no mercado interno obtidos durante as agendas da Megaleite. Jônadan e a diretoria do Sistema relataram um alinhamento histórico com o Sindicato das Indústrias de Laticínios de Minas Gerais (Silemg), apontando para a consolidação do Conseleite-MG como principal indexador de contratos. Finalizando as projeções e ferramentas estratégicas para o segundo semestre de 2026, Jônadan Ma anunciou oficialmente o início de uma nova fase de comercialização para a pecuária leiteira nacional: o lançamento do Mercado Futuro do Leite, desenvolvido em parceria entre a CNA e a consultoria de risco Stonex. “Assim como quem produz boi, café, soja ou milho já está acostumado a fazer o travamento de preços para garantir margens e fazer a gestão de riscos, agora o produtor de leite tem essa mesma ferramenta à disposição. É o início de uma nova era para o nosso setor. Estamos saindo de uma comercialização frágil e entrando em um ambiente maduro de mercado de capitais. A ferramenta está pronta, e o Sistema Faemg Senar passará a instruir os sindicatos para que essa tecnologia chegue na ponta, dando previsibilidade financeira e blindando o produtor contra as oscilações do mercado físico”, concluiu o presidente da comissão.
MAISVIP
Os maiores produtores de leite brasileiros querem crescer mais, aponta Top 100 2026
Entre as propriedades do Levantamento Top 100 2026 da MilkPoint/ABRALEITE, a expansão da produção segue como estratégia relevante para boa parte das gigantes do leite brasileiro.
Investimentos como a expansão da infraestrutura produtiva, aquisição de animais e o aumento da capacidade de produção de alimentos para o rebanho figuram entre os próximos passos de 91 das 100 fazendas que se destacaram no levantamento e miram a expansão produtiva nos próximos anos. Quarenta e quatro das cem fazendas afirmaram que pretendem ampliar a produção de leite em até 20% nos próximos três anos, implementando estratégias de crescimento gradual. Outras 28 propriedades projetam um crescimento entre 20 e 50% no mesmo período, seguidas por um grupo ainda mais ambicioso de 19 fazendas que projetam 50% de crescimento em 3 anos. Apenas 9 dos produtores declararam que não possuem planos de expansão em curto prazo. Elas citam limitações estruturais nas propriedades, baixa disponibilidade de área, dificuldades no acesso à água ou a priorização da consolidação da estrutura produtiva atual. De maneira geral, os resultados mostram que o crescimento permanece como uma prioridade para a maioria dos produtores do Top 100, refletindo a busca contínua por maior escala, eficiência produtiva e competitividade dentro da cadeia leiteira.
MILKPOINT
NACIONAL
MG: projeto que limita uso de leite em pó importado para leite fluido avança
Quem descumprir as medidas estará sujeito a multa de 18.100 Ufemgs (o equivalente a R$ 104.797,19) e suspensão do alvará de funcionamento.
Foi aprovado em 1º turno o Projeto de Lei (PL) 2.160/24, que restringe a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido no Estado. A matéria foi analisada durante a Reunião Ordinária de Plenário realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (10/6/26). De autoria da deputada Maria Clara Marra (PSDB), o PL 2.160/24 tem o objetivo de proteger os produtores de leite mineiros, submetidos à concorrência com o leite em pó importado, especialmente do Mercosul. Ela argumenta que essa concorrência é desleal e compromete a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva do leite em Minas Gerais. Originalmente o projeto pretendia proibir a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido, com multa de até R$ 100 mil para quem desrespeitar esse comando. O texto original permitiria a reidratação de leite em pó importado somente em caso de desabastecimento do produto no mercado. Nesse caso, deveria ser fornecido subsídio econômico e redução da carga tributária para os produtores de leite mineiros. O texto referendado pelo Plenário foi o substitutivo nº 3, da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Conforme essa redação, o Poder Executivo poderá aplicar medidas restritivas à reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido no Estado. As medidas não se aplicam aos produtos destinados diretamente ao consumidor final para uso doméstico e que atendam às normas de rotulagem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quem descumprir as medidas estará sujeito a multa de 18.100 Ufemgs (o equivalente a R$ 104.797,19) e suspensão do alvará de funcionamento, após processo administrativo em que seja assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa. O PL 2.160/24 será analisado em 2º turno pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria.
Assembleia Legislativa MG
EVENTOS
Dairy Vision Awards chega para reconhecer iniciativas do setor lácteo
Premiação criada pela MilkPoint Ventures integrará a programação oficial do Dairy Vision e destacará produtos, cases, tecnologias e estratégias que impulsionam a competitividade da cadeia do leite.
A MilkPoint Ventures anuncia a realização do Dairy Vision Awards 2026, premiação criada para reconhecer e valorizar empresas, produtos, iniciativas e soluções que contribuem de forma relevante para o desenvolvimento, a inovação e a competitividade do setor lácteo. Com o conceito “Celebrating Excellence in Dairy”, o prêmio nasce com o objetivo de destacar iniciativas que de sustentabilidade ou modelos de negócio inovadores. A cerimônia de premiação será realizada durante o Dairy Vision, evento que reúne executivos, lideranças empresariais, investidores, startups, especialistas e formadores de opinião do ecossistema lácteo. A proposta é conectar reconhecimento, visibilidade e debate estratégico em um mesmo ambiente de excelência, com diferenciação e impacto concreto para a cadeia do leite, seja por meio de novos produtos, tecnologias aplicadas à indústria, estratégias de marca, fortalecendo empresas e iniciativas que estão ajudando a construir o futuro do setor. Para a edição de 2026, o Dairy Vision Awards 2026 contará com oito categorias: Queijo do ano, Leite fluido do ano, Iogurte & bebidas lácteas do ano, Sorvetes & sobremesas lácteas do ano, ESG & sustentabilidade, Inovação tecnológica na indústria, Case de marketing & construção de marca, Startup ou novo negócio do ano. Podem participar laticínios, empresas fornecedoras da cadeia láctea, startups, empresas de tecnologia e organizações que atuem diretamente no ecossistema do leite. Os produtos, cases ou iniciativas inscritas devem estar disponíveis comercialmente ou já implementados no mercado, possuir relação direta com o setor lácteo e ter sido lançados ou implementados nos últimos 24 meses e apresentar impacto relevante para o setor. As inscrições serão avaliadas por um júri formado por profissionais com reconhecida experiência em áreas como indústria láctea, inovação, tecnologia, marketing, branding, investimentos, pesquisa e desenvolvimento. O processo de avaliação considerará critérios como grau de inovação, impacto mensurável, diferenciação estratégica e qualidade da apresentação. Ao final do processo, serão selecionados três finalistas por categoria. Os vencedores serão anunciados durante a cerimônia oficial do Dairy Vision Awards 2026, que acontecerá junto ao Dairy Vision, dia 27 e 28 de outubro, no Bourbon Resort Atibaia/SP e receberão o troféu oficial da premiação, certificado de reconhecimento e o direito de utilizar o selo oficial do prêmio em seus materiais de comunicação. Mais do que uma premiação, o Dairy Vision Awards 2026 se propõe a ser uma vitrine para as iniciativas que estão elevando o padrão do setor lácteo brasileiro. A iniciativa reforça o compromisso da MilkPoint Ventures em dar visibilidade a empresas, marcas e projetos que combinam inovação, relevância de mercado e contribuição real para a evolução da cadeia do leite.
MILKPOINT
ECONOMIA
Dólar cai a R$5,10 após Trump cancelar ataques e falar em acordo com o Irã
O dólar fechou a quinta-feira com baixa firme ante o real, superior a 1%, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar ataques contra o Irã programados para a noite e falar em acordo entre os países.
O enfraquecimento do dólar no Brasil esteve em sintonia com a queda da divisa norte-americana ante outras moedas de países emergentes no exterior, com o mercado de modo geral reagindo positivamente às falas de Trump. O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 1,40%, aos R$5,1000. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,09% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 1,62% na B3, aos R$5,1240. Na noite de quarta-feira os EUA voltaram a atingir alguns alvos no Irã, mas ainda assim a moeda norte-americana recuava ante outras divisas de países emergentes durante a manhã da quinta, em meio à expectativa de que os países pudessem chegar a um acordo. “Algumas moedas ligadas a commodities estão ganhando do dólar, e aqui o câmbio segue o mesmo ritmo”, comentou mais cedo o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, acrescentando que havia “certo cansaço” no mercado com as ameaças de Trump ao Irã. Depois de afirmar pela manhã que os EUA atacariam o Irã “com muita força esta noite”, à tarde Trump anunciou o cancelamento das ações, o que fez o dólar acelerar as perdas ante as demais divisas. O movimento se intensificou no fim da tarde, após Trump afirmar que os EUA fizeram “um ótimo acordo” com o Irã. Segundo ele, o vice-presidente JD Vance participará da assinatura, que deve ocorrer na Europa no fim de semana. No exterior, o anúncio também ampliou as perdas da moeda norte-americana. Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,40%, a 99,654. No mesmo horário, o euro era negociado a US$1,15825, em alta de 0,41% no dia, após o Banco Central Europeu (BCE) ter elevado mais cedo suas taxas de juros pela primeira vez em quase três anos, buscando conter a inflação gerada pela guerra no Oriente Médio.
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Ibovespa fecha em alta com alívio no cenário geopolítico
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, orbitando os 172 mil pontos no melhor momento, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar cancelamento de ataques planejados contra o Irã e citar um acordo que deve ser finalizado nos próximos dias.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,71%, a 171.497,24 pontos, tendo alcançado 171.926,72 a máxima, após recuar. Na mínima do dia, chegou a recuar a 168.280,39 pontos. O volume financeiro somou R$30,88 bilhões. Trump ameaçou mais cedo atingir o Irã “com muita força” na quinta-feira, mas fontes iranianas e autoridades ocidentais afirmaram que as negociações indiretas para um acordo de paz preliminar entre os dois lados se intensificaram. À tarde, o presidente norte-americano disse que cancelou os ataques e afirmou que um “grande acordo” sobre a guerra no Irã deve ser assinado em poucos dias. “Acabamos de chegar a um ótimo acordo para encerrar a guerra com o Irã”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em baixa de 2,92%, a US$90,38. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 1,75%. Os preços mais elevados do petróleo desde o início do conflito dos EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro têm pressionado a inflação global e adicionado preocupações sobre o rumo das taxas de juros no mundo. O Banco Central Europeu elevou na quinta-feira a taxa de juros pela primeira vez em quase três anos, citando que a guerra está gerando pressões inflacionárias. A penúltima sessão da semana também foi marcada por expectativa para a precificação da oferta inicial de ações (IPO) da SpaceX com os números sendo conhecidos no final da tarde, antes do fechamento da B3. A fabricante de foguetes e espaçonaves de Elon Musk precificou o maior IPO já realizado nos EUA a US$135 por ação, movimentando US$75 bilhões com a venda de 555,56 milhões de ações. A operação avaliou a empresa em US$1,77 trilhão. “O fluxo estrangeiro (para a bolsa paulista) perdeu força nas últimas semanas e a grande oferta de ações da SpaceX tem contribuído para a realocação de capital em escala global”, afirmou o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora. A B3 irá disponibilizar na sexta-feira BDRs da SpaceX, com paridade de 1 para 15 – cada ação da companhia no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3.
REUTERS
Banco Mundial reduz projeção para crescimento do PIB do Brasil a 1,9% em 2026 e 2% em 2027
Instituição diz que a economia deve desacelerar em 2026 com o menor avanço do consumo e aponta que o processo de desinflação perdeu força devido a novas pressões ao setor de energia em decorrência do Oriente Médio
O Banco Mundial revisou para baixo a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 2% para 1,9%, em relação às estimativas de janeiro. Para 2027, a previsão também foi reduzida, de 2,3% para 2%. Já em 2028, projeta-se um PIB em 2,2%. Os novos dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) no relatório sobre as perspectivas econômicas globais. A instituição destacou que a economia brasileira deve desacelerar em 2026 em meio ao menor crescimento do consumo. O relatório também aponta que o processo de desinflação perdeu força no país devido a novas pressões relacionadas ao setor de energia em decorrência do conflito no Oriente Médio. O Banco Mundial destaca, porém, que o Brasil tem sido beneficiado pela resiliência das exportações observada entre os países exportadores de commodities e energia da região. Além disso, a redução de tarifas americanas melhorou as perspectivas de curto prazo para as exportações regionais, enquanto a entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul fortaleceu o acesso a mercados e reduziu as incertezas para os exportadores. Apesar da revisão para baixo das projeções, a instituição prevê uma melhora gradual da atividade econômica nos anos seguintes. A expectativa é que o crescimento brasileiro se fortaleça e atinja uma média de 2,1% entre 2027 e 2028, à medida que a continuidade da desinflação permita o afrouxamento da política monetária. No relatório, o Banco Mundial projeta que o crescimento da América Latina e do Caribe desacelere para 2,2% em 2026, em meio à demanda interna ainda fraca e ao menor dinamismo da economia global. Segundo a instituição, a desaceleração da região reflete o avanço mais moderado do consumo privado e das exportações em relação a 2025, em um contexto de crescimento global mais fraco e condições monetárias mais restritivas. “Ao longo de 2027–2028, à medida que a política monetária se tornar mais flexível e as condições globais melhorarem, o crescimento deve se fortalecer gradualmente até atingir uma média de 2,5%”, cita o Banco Mundial.
VALOR ECONÔMICO
Conab revisa para cima estimativa de safra, e Brasil deve confirmar recorde na produção de grãos
A projeção é de que sejam colhidas 358,6 milhões de toneladas, acréscimo de 600 mil toneladas em relação ao boletim anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção de soja está estimada em 180,3 milhões de toneladas
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a sua projeção para a safra de grãos 2025/26. Conforme levantamento divulgado na quinta-feira (11/6), a estimativa é de que sejam colhidas 358,6 milhões de toneladas – acréscimo de 600 mil toneladas em relação ao boletim anterior. Em relação à safra anterior, o incremento é de 1,8%. De acordo com a companhia, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional. “Nesse levantamento, a safra 2025/26 vem confirmando o bom desempenho apesar das reduções de produtividade no milho segunda safra nessa estimativa, mas ainda assim se mantém a perspectiva da maior safra de safra de grãos já registrada na série histórica da Conab”, afirmou o gerente de acompanhamento de safras da Conab, Fabiano Vasconcellos. Principal cultura agrícola do país, a soja também registrou um desempenho maior em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção está estimada em 180,3 milhões de toneladas – no boletim anterior, eram 180,1 milhões de toneladas. Em relação à safra passada, o acréscimo é de 5,1%, o que também representa um recorde. O resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, segundo a Conab. “Apesar do que aconteceu lá no início da implantação da lavoura, quando houve uma certa irregularidade nas precipitações, o desenvolvimento da cultura foi considerado satisfatório na maior parte dos Estados”, explicou Vasconcellos. Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas (somadas as três safras). O desempenho representa uma queda de 0,5% em relação ao ciclo passado. A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita. No caso do algodão, a produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. O arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada – reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal. A produtividade, no entanto, foi considerada satisfatória. Para o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas – queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada. De acordo com Vasconcellos, tanto no caso do arroz quando do feijão a produção será suficiente para abastecer o mercado interno e até possibilitar algum volume de exportação. No caso do trigo, principal cultura semeada no inverno, há queda estimada de 20% na produção nacional, com volume previsto em 6,3 milhões de toneladas. A semeadura da safra 2026 já alcança 45,3% no país. Segundo Vasconcellos, o número reflete a menor área cultivada especialmente no Rio Grande do Sul e Paraná, os dois principais produtores do cereal no país. A queda na intenção de plantio é influenciada por questões de mercado e pela perspectiva de El Niño no segundo semestre.
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