Ano 1 | nº 115 | 16 de abril de 2026
NOTÍCIAS
Mercado lácteo acelera recuperação dos preços
Mercado de leite spot registrou nova alta
Os preços de leite e derivados seguiram em recuperação ao longo de março de 2026. O mercado de leite spot registrou nova alta nas duas quinzenas do mês, refletindo menor oferta de leite cru e continuidade do movimento de repasse no mercado atacadista. Os preços de leite UHT, queijo muçarela e leite em pó avançaram em relação ao mês anterior, em um ambiente de mercado mais firme e remarcações de preços no atacado. Isso acabou sustentando repasses no campo, em um momento de entressafra do leite brasileiro. No entanto, o volume importações segue elevado e o ambiente internacional é de incertezas neste ambiente de conflito EUA-Irã, o que demanda atenção e cautela nos próximos meses. As sinalizações dos Conseleites apontaram variações positivas em todos os estados analisados. O movimento indica continuidade da recuperação de preços ao produtor, com projeções de alta mais expressivas do que as observadas no mês anterior. Paraná apresentou a valorização mais forte, seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais. Em março de 2026, o mercado pecuário manteve a trajetória de valorização nos preços. A alta na arroba do boi foi sustentada pela oferta restrita de animais para abate e pela demanda firme, com exportações em bom ritmo. No mercado de reposição, os preços do bezerro seguiram em alta, refletindo a menor disponibilidade de animais. O milho também apresentou valorização em março, em um contexto de preocupações com a segunda safra. Já o farelo de soja recuou ao longo do mês, em um ambiente de maior oferta e valorização do real frente ao dólar. No cenário macroeconômico, a taxa de câmbio permaneceu bem abaixo da observado no mesmo período do ano passado, enquanto as expectativas para o PIB de 2026 seguiram em leve melhora ao longo do mês.
AGROLINK/EMBRAPA
NACIONAL
Cidade do Mato Grosso do Sul distribuirá leite e queijo para 120 mil alunos, idosos e famílias
Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, passa a contar com um programa de suplementação alimentar com leite e derivados frescos. A iniciativa prevê a distribuição de leite fresco e derivados para alunos da rede municipal, idosos atendidos em centros de convivência, pacientes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e famílias em situação de vulnerabilidade social.
Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, passa a contar com um programa de suplementação alimentar com leite e derivados frescos. A iniciativa prevê a distribuição de leite fresco e derivados para alunos da rede municipal, idosos atendidos em centros de convivência, pacientes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo a lei, o programa pode atender até 110 mil estudantes, cerca de 5 mil idosos e pacientes, além de outras 5 mil famílias cadastradas em programas assistenciais. O objetivo é reforçar a alimentação com nutrientes como cálcio e proteínas, ajudando no desenvolvimento de crianças e na recuperação nutricional de idosos e pacientes. A proposta também busca garantir segurança alimentar para famílias em situação de vulnerabilidade. Além do impacto social, a medida também pretende movimentar a economia local. Apenas laticínios instalados em Campo Grande poderão fornecer os produtos, e a política prevê incentivo direto a produtores de leite da região. Entre os itens distribuídos estão leite pasteurizado, iogurtes, bebidas lácteas e queijos frescos. A lei proíbe a compra de leite do tipo UHT, conhecido como longa vida. Também está prevista a inclusão de mel de abelha como alternativa ao açúcar. A execução do programa será feita por meio de parcerias entre a prefeitura, cooperativas e associações de produtores, responsáveis pela intermediação e pelo repasse dos recursos, mediante comprovação da entrega dos produtos. Os valores pagos aos produtores terão como base um índice nacional, com acréscimo de bônus para incentivar a produção local. Já os laticínios receberão pelo processamento, transporte e distribuição dos alimentos. A prefeitura ainda deve definir detalhes como fiscalização, controle de qualidade e forma de distribuição.
G1MS/O GLOBO
Leite em Goiás: aumento dos custos desafia a rentabilidade dos produtores
Custos de produção ameaçam rentabilidade do leite em Goiás. Levantamento da CNA mostra que alimentação domina despesas e produtores cobrem apenas custos imediatos, sem remunerar capital e trabalho
O levantamento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgado no último dia 10 de abril, em Orizona, Piracanjuba e Jataí (GO), revela um cenário desafiador para a pecuária de leite. Nas propriedades consideradas típicas, a produção varia entre 200 e 700 litros por dia, refletindo sistemas de pequeno a médio porte representativos da região. O principal fator de pressão sobre a rentabilidade é o custo com a alimentação do rebanho, que consome entre 55% e 60% de toda a receita obtida com a venda de leite. Esse peso elevado limita a capacidade financeira dos produtores e reduz as margens da atividade. De acordo com o assessor técnico Guilherme Dias, os resultados mostram que, na conjuntura atual, os produtores conseguem apenas cobrir os desembolsos diretos da atividade, como insumos e despesas operacionais. No entanto, ficam abaixo do necessário para remunerar itens importantes como depreciação, pró-labore e o capital investido na propriedade. Apesar desse cenário apertado, o estudo aponta um dado positivo: a pecuária leiteira ainda se mostra competitiva quando comparada a outras formas de uso da terra. A margem bruta por hectare supera os valores de arrendamento em todas as regiões analisadas, o que mantém a atividade como uma alternativa viável para o produtor rural. O levantamento reforça a importância de uma gestão eficiente dos custos, especialmente na alimentação, para garantir maior sustentabilidade econômica da produção de leite. O Senar Goiás oferece acompanhamento gratuito aos produtores por meio da Assistência técnica e Gerencial (ATeG), que pode ser solicitado nos Sindicatos rurais dos municípios.
Comunicação Sistema Faeg/Senar
Doce de leite produzido em Bonito recebe Selo Arte e expande vendas no Brasil
Fica permitido que o produto artesanal de origem animal seja comercializado em todo o território nacional
O Doce de Leite Ceita Corê, produzido no município de Bonito, recebeu do Governo do Estado o Selo Arte. A entrega do certificado foi feita em março, mas a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (15). A concessão foi formalizada após a comprovação do atendimento a todos os requisitos e diretrizes estabelecidos pela antiga Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), atual Semadesc. A certificação foi criada em novembro de 2019. Com isso, fica permitido que o produto artesanal de origem animal seja comercializado em todo o território nacional, desde que atenda aos padrões sanitários e de qualidade exigidos. O produto é produzido na fazenda Ceita Corê, ponto turístico fundado em 1999. O local inclui um circuito de cachoeiras, a nascente do Rio Chapena e um balneário com ampla infraestrutura para receber os visitantes. De acordo com o empresário Rafael Carvalho, o doce de leite é fabricado na fazenda, com leite do rebanho próprio. “Os turistas sempre elogiavam e queriam comprar. Então começamos a produzir para vender ali na fazenda mesmo e em alguns pontos de Bonito. Mas não podíamos vender fora do município”, disse. O doce de leite passa a integrar o grupo de produtos sul-mato-grossenses reconhecidos pela qualidade e identidade artesanal. Outros produtos também já receberam o Selo Arte no Estado. Estão na lista: 9 tipos de doce de leite, 8 de linguiça, 9 variações de manteiga ghee e uma manteiga de garrafa, duas variedades de banha, queijo, torresmo, pernil em cubo e salame.
CAMPO GRANDE NEWS
EVENTOS
4º Mundial do Queijo Brasil reunirá cadeia leiteira do setor em São Paulo
Evento acontece de 16 a 19 de abril na capital paulista e integra concursos, congresso técnico, feira de produtores e uma nova Vila Gastronômica voltada à produção artesanal
São Paulo será sede, entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, da 4ª edição do Mundial de Queijo Brasil, evento que se consolidou como um dos principais encontros do setor no país. A programação acontece no Teatro B32 e na Praça da Baleia, reunindo competição internacional, congresso técnico, feira de produtores e experiências que conectam o Brasil à tradição queijeira mundial. Promovido pela SerTãoBras, em parceria com a Guilde Internationale des Fromagers, o evento se firmou como uma plataforma estratégica para a cadeia do queijo artesanal e industrial. A iniciativa reúne produtores, curadores, compradores, chefs, pesquisadores, jurados e consumidores em torno de um produto que ganha espaço na gastronomia e nas discussões sobre território, identidade e economia criativa. “O Sebrae Minas apoia a participação de regiões produtoras no Mundial do Queijo do Brasil por acreditar na força desse movimento no país. O evento é uma oportunidade para produtores apresentarem seus produtos, suas origens e trocarem experiências com profissionais de outras regiões e países, fortalecendo a cultura do queijo com tradição e inovação”, afirma Boscaro, do Sebrae-MG. Os concursos seguem como eixo central da programação. O Concurso de Melhor Queijista do Brasil avalia competências ligadas à seleção, maturação e comercialização, enquanto o Concurso de Melhor Queijeiro do Brasil coloca em evidência o domínio técnico das etapas produtivas, com desafios práticos que simulam o cotidiano das queijarias. Já o Concurso Mundial de Queijos e Produtos Lácteos reúne amostras de diferentes países, ampliando o intercâmbio entre técnicas e estilos. Entre as novidades desta edição está a Vila Gastronômica, criada para ampliar a experiência do público para além das degustações técnicas. Instalado na área externa, o espaço funciona como um ambiente de convivência e circulação, reunindo operações gastronômicas e marcas que trabalham a partir de uma lógica artesanal, em sintonia com os pilares do evento. Com curadoria assinada por Lucas Gori, a Vila propõe aproximar produtores, expositores e visitantes, estimulando o contato direto com quem está por trás dos produtos. Ao lado dela, a já tradicional Feira de Alimentos e Produtos de Origem reúne mais de 100 produtores de queijos, doces, geleias, vinhos, azeites e outros itens, fortalecendo a conexão entre origem e consumo. Na quinta-feira, 16 de abril, acontece a abertura oficial com a recepção dos jurados, abertura da Feira de Alimentos e Produtos de Origem e Vila Gastronômica na Praça da Baleia. Um dos momentos simbólicos é o Capítulo de Entronização da Guilde Internationale des Fromagers. Na sexta-feira, 17 de abril, o evento abre ao público com o congresso Via Láctea, além do concurso de Queijos e Produtos Lácteos. No sábado, 18 de abril, acontecem as finais dos concursos de Melhor Queijeiro e Melhor Queijista, o Show dos Chefs de Origem e as premiações. O domingo, 19 de abril, marca o encerramento das atividades.
MILKPOINT
GOVERNO
Governo projeta alta de 2,56% no PIB. inflação de 3,04% em 2027 Números constam do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2,56% em 2027, conforme divulgado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem, que será encaminhado ao Congresso Nacional. As projeções para 2028, 2029 e 2030, sempre de crescimento, são respectivamente de 2,56%, 2,59% e 2,66%. Os ministérios projetam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado ficará em 3,04% em 2027, 3,00% em 2028, 2029 e 2030. PLDO fixa meta de superávit primário de 0,5% do PIB para 2027 e dívida bruta de 86% do PIB. Para o Índice de Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a estimativa é de 3,06% em 2027, 3,00% em 2028, 2029 e 2030. Em relação ao Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), a estimativa é de 4,00% em 2027, 3,80% em 2028, 2029 e 2030. Pelo texto, a previsão para a alta da massa salarial no ano que vem é 11,19%. Para 2028, é 11,08%. Para 2029, é 11,06%, enquanto para 2030 é 11,12%. Já a Selic média, prevê o governo, será de 10,55% em 2027, 9,27% em 2028, 8,27% em 2029 e 7,27% em 2030. O câmbio, por sua vez, teria uma média de R$ 5,47 no próximo ano, R$ 5,45 em 2028, R$ 5,50 em 2029 e R$ 5,53 em 2030, respectivamente. Além disso, o governo calcula que o preço médio do barril de petróleo ficará US$ 67,69 em 2027, US$ 66,60 em 2028, US$ 66,92 em 2029 e US$ 67,44 em 2030.
VALOR ECONÔMICO
Tesouro capta 5 bilhões de euros na maior emissão de dívida soberana já feita no país
A oferta de títulos de dívida do Tesouro Nacional no mercado europeu, de 5 bilhões de euros, alcançou o maior volume já emitido no mercado externo, segundo bancos que atuaram na operação.
A emissão, que ocorreu após mais de uma década sem operações desse tipo, foi bem recebida pelos investidores. Mais de 700 nomes participaram da oferta e a demanda se aproximou dos 16 bilhões de euros, o que permitiu a redução das taxas em 35 pontos-base (bps), conforme uma fonte. Foram, no total, três séries com vencimento em quatro, sete e dez anos. Na série mais curta, a taxa ficou em 1,45% acima do “mid-swap”, que representa uma cesta de títulos públicos de países europeus. Nas demais, o spread foi de 2,1% e 2,55%, apurou o Valor. No início do dia, a previsão era de que a oferta movimentasse 3 bilhões de euros, mas o volume foi ampliado diante da forte demanda pelos papéis. Nesta semana, o Tesouro Nacional disse em nota que a captação tem por objetivo a construção de uma curva soberana eficiente em euros, oferecendo referência para outros emissores domésticos. “Ademais, a retomada das emissões em euros, em complemento ao dólar, contribui para a diversificação cambial da dívida pública brasileira”, afirmou. A operação é liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Passivos da indústria láctea do Uruguai caem a mínimas históricas em cenário de baixo investimento
As indústrias lácteas do Uruguai encerraram fevereiro com um endividamento de US$ 80,2 milhões junto a bancos públicos e privados – cerca de US$ 45 milhões a menos que em janeiro. É o menor nível registrado em, pelo menos, uma década.
As indústrias lácteas do Uruguai encerraram fevereiro com um endividamento de US$ 80,2 milhões junto a bancos públicos e privados — cerca de US$ 45 milhões a menos que em janeiro. É o menor nível registrado em, pelo menos, uma década. Apesar da queda expressiva, o dado não indica, necessariamente, um setor mais saudável. Pode, na verdade, refletir uma indústria que encolheu. A própria análise que acompanha os números do Banco Central do Uruguai (BCU) faz esse alerta: nem sempre a redução da dívida deve ser vista como um sinal positivo. Nos últimos anos, diversas indústrias lácteas de médio e pequeno porte enfrentaram crises que levaram à redução das atividades ou até ao fechamento de operações. Nesse contexto, a queda do crédito pode estar mais ligada à diminuição do número de empresas ativas do que a uma melhora financeira generalizada. O crédito bancário é essencial para investimentos em máquinas, equipamentos e tecnologia — fatores que impulsionam eficiência e competitividade. Quando esse crédito atinge níveis mínimos, pode indicar tanto empresas mais equilibradas quanto um setor com menos agentes tomando empréstimos. E o cenário atual aponta mais para a segunda hipótese. A cadeia láctea vem passando por um processo de consolidação forçada, com fechamento de plantas e fusões que reduziram o número de indústrias. Assim, a retração do crédito tende a refletir essa contração estrutural, e não necessariamente um ganho de saúde financeira. Do total de empréstimos em vigor, 3,2% estavam inadimplentes ao fim de fevereiro — cerca de US$ 2,5 milhões. Embora seja um percentual historicamente baixo, ele incide sobre uma base de crédito também bastante reduzida. Entre os produtores, o endividamento somava US$ 181 milhões em fevereiro, praticamente estável frente a janeiro (US$ 183,5 milhões). A inadimplência também permaneceu baixa, em 2,2% — o equivalente a cerca de US$ 4,1 milhões. Na comparação anual, porém, há retração. A dívida dos tambos caiu US$ 26 milhões em relação a fevereiro de 2025, quando totalizava cerca de US$ 207 milhões. A redução é mais gradual do que na indústria, mas segue a mesma tendência. Somando indústrias e produtores, o volume total de crédito da cadeia láctea era de US$ 261 milhões em fevereiro, com cerca de US$ 7 milhões em atraso. Um ano antes, esse montante chegava a aproximadamente US$ 330 milhões — ou seja, US$ 69 milhões a mais. A queda de quase 21% em doze meses acende um sinal de atenção: indica menor alavancagem financeira, o que pode limitar a capacidade de investimento e crescimento no médio prazo. A redução do crédito ocorre em um momento desafiador para o setor. As exportações de leite em pó — principal produto da pauta exportadora — enfrentam pressão com a queda da demanda chinesa. No primeiro bimestre de 2026, as importações chinesas de lácteos recuaram 10% em volume, enquanto o leite em pó integral acumulou queda de 26%. O Brasil, outro mercado relevante, abriu uma investigação antidumping que pode resultar em medidas já nos próximos dias. Ainda assim, o Uruguai XXI projeta crescimento de 3% nas exportações lácteas em 2026, alcançando US$ 956 milhões. A expansão deve vir mais do aumento de volume do que da valorização de preços, em um cenário internacional que ainda dá sinais mistos.
Ámbito/MilkPoint
ECONOMIA
Dólar fecha estável no Brasil com mercado à espera de retomada das negociações entre EUA e Irã
O dólar fechou a quarta-feira quase estável ante o real, após oscilar em margens bastante estreitas durante a sessão, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos ante as demais divisas, sem que surgissem novidades de impacto sobre a guerra no Oriente Médio.
Em meio às movimentações de Estados Unidos e Irã para a retomada das negociações de paz, o dólar à vista fechou o dia em leve baixa de 0,02%, aos R$4,9927. Foi a sexta sessão consecutiva em que a moeda norte-americana fechou com sinal negativo, ainda que com variação mínima. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 9,04% ante o real. Às 17h19, o dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,14% na B3, aos R$5,0085. Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã pode terminar em breve, sinalizando uma retomada das negociações nos próximos dias. Conforme o site Axios, os dois países fizeram progressos na terça-feira e estão se aproximando de um acordo-quadro para encerrar a guerra. Porém, sem notícias mais palpáveis sobre um possível acordo, o dólar oscilou em margens estreitas durante todo o dia, sem força para se firmar em alta ou em baixa. Após registrar a máxima de R$5,0036 (+0,20%) às 9h26, o dólar à vista atingiu a mínima de R$4,9849 (-0,17%) às 10h27. Da máxima para a mínima a variação do dólar foi de apenas -0,36%, o que mostra o quanto as cotações seguiram travadas, com os investidores à espera de novidades sobre a guerra no Oriente Médio. “A divisa acompanhou o comportamento lateral do DXY (índice do dólar), com o mercado em compasso de espera por sinais mais claros sobre as negociações entre EUA e Irã, enquanto o petróleo oscilou, mas se manteve abaixo de US$100, reduzindo pressões adicionais”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No noticiário local, destaque para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Reuters
Ibovespa fecha em queda em pregão de ajustes após 11 altas seguidas
O Ibovespa voltou a testar os 199 mil pontos nesta terça-feira, mas fechou em queda, em pregão de ajustes, encerrando uma série de onze altas, quando renovou suas máximas históricas e se aproximou da marca inédita de 200 mil pontos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,58%, a 197.500,35 pontos, no primeiro fechamento negativo de abril, de acordo com dados preliminares. Na sessão, chegou a 199.232,46 pontos na máxima e a 196.966,16 na mínima. somava R$35,36 bilhões antes dos ajustes finais, em dia também marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice. Na véspera, o Ibovespa ultrapassou os 199 mil pontos pela primeira vez na história no melhor momento, chegando a 199.354,81 pontos, mas não sustentou o fôlego e encerrou a 198.657,33 pontos. Ainda assim, renovou recorde de fechamento e confirmou uma sequência de onze altas, período em que acumulou um ganho de mais de 9%.
Reuters
IGP-10 sobe mais que o esperado em abril sob impacto da guerra no Oriente Médio, mostra FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 2,94% em abril, depois de cair 0,24% no mês anterior, em resultado bem acima do esperado diante das pressões causadas pela guerra no Oriente Médio.
Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 0,56%, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de alta de 1,79%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve avanço de 3,81% em abril, depois de recuar 0,39% no mês anterior. “A expressiva alta … nos preços ao produtor decorre dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Seus efeitos extrapolam os derivados de petróleo e atingem insumos relevantes de diversos setores da economia, como o ácido sulfúrico e os adubos ou fertilizantes, cujos preços registraram elevações de 29% e 6,8%, respectivamente”, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as negociações com o Irã podem ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias, depois de terem falhado no fim de semana. Autoridades paquistanesas e iranianas também disseram que as negociações podem ser retomadas. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,88% no mês, contra variação positiva de 0,03% em março. Dias destacou que os preços ao consumidor também foram impactados pelo conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irã, que começou em 28 de fevereiro, com destaque para a gasolina como principal influência. O combustível teve alta de 6,38% em abril, abandonando a queda de 0,56% do mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez, subiu 0,88% em abril, depois de uma alta de 0,29% no mês anterior. “De forma semelhante, os custos da construção… refletiram de maneira significativa os reajustes dos combustíveis e derivados de petróleo, os quais afetaram indiretamente os preços de produtos com elevado consumo de transporte, como cimento, massa de concreto e bloco de concreto”, completou Dias.
Reuters
Brasil tem fluxo cambial negativo de US$750 mi em abril até dia 10, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$750 milhões em abril até o dia 10, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.
Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$678 milhões em abril até o dia 10. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de abril até o dia 10 foi negativo em US$72 milhões. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 6 a 10 de abril, saíram do país US$1,303 bilhão. No acumulado do ano, apesar das saídas de dólares em março, em função da guerra no Oriente Médio, o Brasil ainda registra fluxo cambial total positivo, de US$3,357 bilhões.
REUTERS
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