Informativo Sindileite 26.02.2026

Ano 1 | nº 81 | 26 de fevereiro de 2026

NOTÍCIAS

CNA promove discussão sobre ações para cadeia do leite em 2026

Comissão Nacional de Pecuária de Leite se reuniu na quarta (25)

O assessor técnico, Guilherme Dias, apresentou o plano de ação da comissão, com iniciativas voltas a cinco temas principais: antidumping do leite, mercado futuro, brucelose, acordo Mercosul x União Europeia e regularização das agroindústrias. Antidumping do leite – Sobre o antidumping do leite, Dias fez um balanço do processo até o momento e explicou que nesse ano os próximos passos envolvem esforço do setor para fornecer conteúdo técnicos ao Departamento de Defesa Comercial (Decom) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) para as tomadas de decisão sobre o tema. O técnico ressaltou que o prazo para manifestações das partes terminou em fevereiro e o MDIC deverá publicar nota técnica com fatos essenciais sobre o processo em 26 de março. Além disso, em maio, o ministério deve elaborar o parecer de determinação final após as últimas manifestações das partes. Caso o Decom conclua pela existência de dumping, dano e nexo causal, a matéria segue para análise da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que votará pela aplicação ou não dos direitos antidumping. Segundo Dias, se a votação for favorável, os direitos antidumping têm vigência praticamente imediata e terá validade por cinco anos, sendo possível a renovação a cada cinco anos. O presidente da comissão, Jonadan Ma, afirmou que a CNA e as federações devem concentrar a atuação junto às bases para que a decisão final do ministério seja favorável ao setor. Mercado futuro – Guilherme Dias falou ainda do Mercado Futuro do Leite, que pretende desenvolver previsibilidade de preços para o leite brasileiro, disponibilizar ferramenta de gestão de riscos para a atividade e possibilitar tomada de investimentos de médio e longo prazos. Na avaliação do técnico, a volatilidade é o que mais compromete a renda do produtor e o mercado futuro pretende transformar essa volatilidade em política de renda para os produtores de leite. Isso poderá ser feito por meio de uma ferramenta que deve ser lançada ainda no primeiro semestre desse ano. “A ferramenta busca resolver anseios antigos dos produtores, a previsibilidade. Com isso, ele poderá trabalhar sabendo por quanto venderá seu leite, permitindo melhor planejamento e tomada de crédito, levando desenvolvimento para a cadeia”, destacou o presidente Jonadan Ma. Programa Brucelose e Tuberculose – A comissão também debateu a atuação no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), com a realização de discussões sobre como modernizar o programa, como o Workshop Nacional da Brucelose, que reuniu representantes da cadeia produtiva de corte e leite na CNA em novembro de 2025. Guilherme Dias afirmou que a CNA pretende elencar propostas contundentes em todos os eixos de atuação do Programa. O primeiro evento focou na vacinação e no benchmarking internacional e trouxe importantes visões sobre a atuação em outros países. Esse ano, a CNA realizará um segundo encontro para discutir testagem, certificação, destinação e indenização de produtores por animais abatidos. “Todas as propostas do setor produtivo serão enviadas ao Ministério da Agricultura para articulação e implantação das mudanças no plano”, disse Dias. Acordo Mercosul x União Europeia – Os membros também abordaram os impactos do acordo para o setor de lácteos, com a participação da assessora de Relações Internacionais, Isadora Souza. Segundo ela, lácteos e vinhos foram os únicos setores que foram celebradas cotas, e que essas terão sua desgravação gradual ao longo de 10 anos até serem zeradas ao final do período. Entre os produtos contemplados e respectivas cotas, estão o leite em pó (10 mil toneladas/ano), fórmulas infantis (5 mil t/ano) e queijos, exceto muçarela, (30 mil t/ano). A CNA destacou que o balanço do acordo é positivo e que tem trabalhado medidas de defesa comercial para evitar que o acordo contribua para o ingresso de volumes excessivos de lácteos no país. Em paralelo, estão sendo desenvolvidos notas técnicas e materiais de comunicação para reduzir ruídos e destacar os aspectos técnicos do acordo junto aos produtores. O último item da pauta foi a regularização das agroindústrias. Guilherme Dias afirmou que a CNA tem trabalhado uma proposta voltada à regularização de agroindústrias e queijarias. A iniciativa surge como uma forma de aprimorar o arcabouço normativo do setor ao harmonizar com a Lei do Autocontrole (14.515/2022), levando à ampliação da formalização das atividades.

ASSESSORIA CNA

Preço do leite inicia 2026 estável, mas custos de produção seguem pressionando o produtor

Boletim do Cepea aponta estabilidade nos valores pagos ao produtor, retração nas exportações e alta nos custos da pecuária leiteira. Leite começa 2026 com preços estáveis após forte queda em 2025

O mercado leiteiro brasileiro iniciou 2026 em estabilidade, após um ano marcado por forte desvalorização. Segundo o Cepea, o preço do leite captado em dezembro de 2025 foi de R$ 1,9966 por litro na Média Brasil, representando queda de 5,78% em relação a novembro e retração de 25,79% frente a dezembro de 2024, já considerando a inflação medida pelo IPCA.

Com isso, o valor médio anual de R$ 2,5617/litro em 2025 ficou 6,8% abaixo do registrado em 2024. A desvalorização real acumulada no ano passado atingiu 25,8%, refletindo a pressão sobre a renda dos produtores e os desafios enfrentados pelo setor. Derivados lácteos recuam em janeiro, mas mostram reação em fevereiro. O levantamento do Cepea, realizado com apoio da OCB, mostra que os derivados do leite apresentaram queda nas cotações em janeiro, mas começaram a reagir no início de fevereiro. No atacado de São Paulo, o leite UHT registrou recuo de 1,44% frente a dezembro, com o preço médio passando para R$ 3,31/litro. Já o queijo muçarela teve redução de 1,49%, com valor médio de R$ 28,35/kg. Apesar das baixas, os primeiros dias de fevereiro indicam leve recuperação, acompanhando o ajuste no mercado de oferta e demanda. Exportações em queda e importações em alta abrem 2026. O início de 2026 foi marcado por desequilíbrio na balança comercial de lácteos. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, apontam que as exportações brasileiras recuaram 16,75% entre dezembro/25 e janeiro/26, totalizando 4,30 milhões de litros em equivalente-leite (EqL). Enquanto isso, as importações aumentaram 7,94%, atingindo 178,53 milhões de litros EqL. Na comparação anual, tanto as vendas externas quanto as compras apresentaram queda — 11,43% e 14,32%, respectivamente. O cenário reflete o enfraquecimento da competitividade do produto nacional diante do aumento dos custos e da valorização cambial. Custos da pecuária leiteira sobem e reduzem margens do produtor. Os custos de produção da pecuária leiteira subiram em janeiro de 2026, pressionando ainda mais a rentabilidade dos produtores. O aumento nas despesas, aliado à queda nos preços da matéria-prima, tem reduzido as margens e limitado a capacidade de investimento no campo. Esse cenário exige maior eficiência na gestão e atenção às estratégias de produção, especialmente diante das incertezas quanto à recuperação da renda do produtor nos próximos meses.

Portal do Agronegócio

Ração brasileira terá nanonutrientes de cooperativa da Índia

A maior cooperativa agrícola do mundo, a indiana IFFCO acaba de acertar um novo investimento no Brasil para ampliar os usos da nanotecnologia em insumos agropecuários. Após sua empreitada na produção e venda de nanofertilizantes, a IFFCO selou agora uma parceria com sócios brasileiros para vender e fabricar no Brasil nanonutrientes para nutrição animal.

A tacada é o mais novo passo da cooperativa em sua aposta no mercado brasileiro, que começou com nanofertilizantes. Nesta semana, a IFFCO firmou acordo com os empresários brasileiros Lucas Soares e Fausto Caron e com o indiano Ritesh Sharma para criar a Nanofeed, que, inicialmente, será a empresa responsável por importar os nanonutrientes que hoje são produzidos na Índia. Em até dois anos, a Nanofeed também dará início à construção de uma fábrica para produzir os insumos no Brasil. A cooperativa indiana terá 70% de participação no negócio, e os outros sócios terão 10% cada. A IFFCO e os empresários firmaram a parceria logo após a visita oficial da delegação brasileira à Índia, que ocorreu na semana passada. A nova parceria da IFFCO no Brasil repete o modelo de negócios que adotou na Nanofert, em que a cooperativa se associou a empresários para primeiro comercializar seus nanofertilizantes no Brasil e desenvolver uma base de clientes. Só depois dessa etapa a cooperativa começou a construir sua fábrica própria no país. A IFFCO já tem um longo histórico de produção de nanofertilizantes na Índia, mas os nanonutrientes para nutrição animal são mais recentes. Tal como nos fertilizantes, a adoção da nanotecnologia deixa o insumo bem mais eficaz e reduz muito o desperdício. Com isso, é possível obter o mesmo efeito com quantidades muito menores do produto. Segundo Lucas Soares, no caso do fosfato bicálcico, por exemplo, um suplemento “crítico” para a nutrição animal, com a adoção de nanomoléculas do componente, o uso do insumo na fabricação de rações é 50% menor. “E com o mesmo resultado”, diz o empresário, que comandará a operação da companhia no Brasil. É possível aplicar a nanotecnologia no segmento de ração em qualquer nanonutriente usado para suplementação nutricional, como vitaminas, minerais e aminoácidos. A ideia da Nanofeed é oferecer às indústrias e fabricantes de rações nanutrientes que substituam as moléculas convencionais de nutrientes. Soares evita dar uma projeção de faturamento para o negócio, mas diz que, sozinho, o nano fosfato bicálcico tem potencial para alcançar um mercado de R$ 60 milhões anuais no país. Segundo ele, o montante pode até ser maior, a depender dos clientes com os quais a empresa fechar contratos. O empresário ressalta que, além de o produto oferecer vantagem financeira aos clientes, os nano nutrientes oferecem ainda um duplo benefício ambiental. O uso desses insumos diminui a necessidade de extração do componente da natureza, além de reduzir a excreção por parte dos animais. “Quando você dá [ao animal] dez quilos de fosfato bicálcico, ele consome 18%, e o resto vai embora. Mas quando tem uma biodisponibilidade maior, o aproveitamento do conteúdo é de quase 100%”, afirma. O uso da nanotecnologia deverá ajudar a reduzir, por exemplo, as emissões de gases da fermentação entérica dos animais, atualmente o maior responsável pelo grande volume das emissões de gases de efeito estufa da agropecuária. Segundo Soares, a Nanofeed já considera contratar um órgão certificador para atestar a capacidade de redução de emissões dos seus nano nutrientes, como a Fair Food ou a Verra. A ideia, diz ele, é que a fábrica de ração ou o produtor rural que utilize uma ração à base de nano nutrientes possa gerar créditos de carbono e vendê-los no mercado. A empresa contratou um estudo do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica no Paraná para avaliar os potenciais de geração de créditos de carbono. Após ao menos um ano e meio importando o produto da Índia e desenvolvendo o mercado no Brasil, a Nanofeed pretende construir uma fábrica no país, o que deve exigir um investimento de R$ 35 milhões. Por ora, a empresa avalia realizar o investimento em Santa Catarina, Estado com a maior produção avícola do país, ou em Goiás.

Globo Rural

INTERNACIONAL

Produção de leite avança na Argentina em janeiro, mas rentabilidade segue desafiadora

De acordo com relatório do Observatorio de la Cadena Láctea Argentina (OCLA), com base em dados da Direção Nacional de Leite, os tambos argentinos produziram 966 milhões de litros em janeiro.

O volume representa uma queda de 7,6% em relação a dezembro – movimento considerado sazonal -, mas um avanço de 9,7% frente a janeiro de 2025, quando a produção foi de 880,7 milhões de litros. Após um 2025 de forte expansão, a produção de leite na Argentina começou 2026 mantendo ritmo no crescimento. De acordo com o relatório do Observatorio de la Cadena Láctea Argentina (OCLA), com base em dados da Direção Nacional de Leite, os tambos argentinos produziram 966 milhões de litros em janeiro. O volume representa uma queda de 7,6% em relação a dezembro — movimento considerado sazonal —, mas um avanço de 9,7% frente a janeiro de 2025, quando a produção foi de 880,7 milhões de litros. O desempenho de janeiro ficou muito próximo do recorde histórico para o mês, registrado em 2015, de 973,8 milhões de litros. O OCLA também destacou o aumento dos sólidos totais (gordura e proteína). O teor médio de sólidos passou de 7% em janeiro de 2025 para 7,10% em janeiro de 2026. Preços ainda pressionam a rentabilidade Apesar do bom desempenho produtivo, os preços pagos ao produtor seguem em nível considerado baixo, com impacto direto sobre a rentabilidade da atividade. Segundo o OCLA, o preço médio recebido em janeiro foi de $ 478,19 por litro (US$ 0,33), alta de 0,3% em relação a dezembro e de 7,7% frente a janeiro de 2025. No entanto, descontada a inflação, o valor representa queda real de 2,5% no comparativo mensal e de 18,7% na comparação anual. Em dólares, o recuo é de 22,5% frente ao mesmo mês do ano passado.
Portal Infocampo

EMPRESAS

Tirolez lança linha de queijos e espalháveis com mais proteínas

Atendendo ao crescente interesse por alimentos com proteína adicionada, a Tirolez lançou uma linha de queijos espalháveis Tirolez PRO+. O primeiro produto da linha será o requeijão cremoso PRO+ (180g), com 17g de proteína por porção de 100g – três vezes mais do que a versão tradicional.


“As proteínas são essenciais para a construção e preservação da massa muscular, e os queijos já são naturalmente fontes desse nutriente. Lançar a linha PRO+ é atender à necessidade de consumidores que buscam o equilíbrio em suas escolhas, optando por produtos mais saudáveis e saborosos”, afirma Maria Flavia Calió, gerente de categoria da Tirolez. De acordo com ela, a marca escolheu o requeijão cremoso como primeiro lançamento da linha PRO+ por ser um espalhável muito presente na mesa dos brasileiros, em diversas ocasiões de consumo. Além disso, dados da Euromonitor estimam um crescimento superior a 50% no consumo de alimentos nutritivos e ricos em proteína no Brasil somente neste ano. Em breve, o produto estará disponível para as principais redes varejistas do país.

Portal Giro News

ECONOMIA

Dólar cai 0,60% com exterior

O dólar fechou a quarta-feira com nova baixa ante o real, no menor valor desde maio de 2024, influenciado pelo recuo da moeda norte-americana no exterior e por nova pesquisa sobre as eleições no Brasil mostrando empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros concorrentes ao Planalto.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,60%, aos R$5,1247, menor valor de fechamento desde 21 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1163. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,64%. Às 17h04, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,70% na B3, aos R$5,1265. No início do dia, uma pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Lula numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em simulações de segundo turno da disputa presidencial. No levantamento, Flávio tem 46,3% no segundo turno, contra 46,2% de Lula. Já Tarcísio soma 47,1%, contra 45,4% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual para mais e para menos, Lula está empatado tanto com Flávio quanto com Tarcísio, mas aparece numericamente atrás. O movimento foi ajudado ainda pelo recuo quase generalizado da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, incluindo pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. “Apesar de o Ibovespa ter apresentado leve correção, o panorama favorável ao real é reforçado pelo ingresso de recursos estrangeiros no mercado brasileiro… atraídos pelo diferencial de juros e pela continuidade do movimento de rotação geográfica/setorial global”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$3,358 bilhões em fevereiro até dia 20. Somente na semana passada, encurtada pelo Carnaval, o país recebeu US$1,870 bilhão.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros após superar 192 mil pontos

O Ibovespa testou os 192 mil pontos pela primeira vez na sua história na quarta-feira, mas perdeu o fôlego e fechou em queda, refletindo realização de lucros, enquanto o desempenho robusto de Vale evitou uma perda mais expressiva em dia também marcado pela repercussão de balanços e pesquisa eleitoral.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,19%, a 191.135,19 pontos, de acordo com dados preliminares, após avançar a 192.623,56 na máxima da sessão nos primeiros negócios, renovando o recorde intradia. Na mínima do dia, chegou a 190.419 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$24,7 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Dívida pública federal cresce 0,07% em janeiro, a R$8,641 tri, segundo Tesouro

A dívida pública federal apresentou relativa estabilidade em janeiro, com alta de 0,07% ante dezembro, a R$8,641 trilhões, informou na quarta-feira o Tesouro Nacional, também apontando uma redução no custo das novas emissões de títulos públicos.

No período, a dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) cresceu 0,26% em termos nominais, somando R$8,331 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa (DPFe) caiu 4,75% e atingiu R$310,6 bilhões. Contribuiu para o ligeiro aumento da dívida pública no mês passado uma incorporação de juros no valor de R$88,5 bilhões na dívida interna, movimento parcialmente neutralizado por um resgate líquido de títulos no valor de R$67 bilhões. O Tesouro destacou que em janeiro riscos geopolíticos e rotação de carteiras para fora dos Estados Unidos beneficiaram países emergentes, com queda dos juros futuros no Brasil, apesar de volatilidades. De acordo com as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma elevação no mês passado, indo de 11,85% ao ano em dezembro para 12,07% ao ano. O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna, por sua vez, caiu de 13,81% ao ano para 13,76% ao ano. Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,00 anos para 4,03 anos em janeiro. A reserva de liquidez, por sua vez, passou de R$1,187 trilhão em dezembro para R$1,085 trilhão em janeiro. O valor é suficiente para quitar 6,77 meses de vencimentos de títulos, contra 7,33 registrados um mês antes.

REUTERS

Concessões de empréstimos no Brasil caem 18,9% em janeiro e estoque de crédito recua, diz BC

As concessões de empréstimos pelo sistema financeiro no Brasil caíram 18,9% em janeiro na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central na quarta-feira (25), com o estoque total de crédito recuando 0,2% no período, a R$ 7,12 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram queda de 17,2% em relação a dezembro do ano passado. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve recuo de 32,9% no período. A inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,5% em janeiro, contra 5,4% no mês anterior. Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre fecharam em 47,8% ao ano em janeiro, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados, houve alta de 0,2 ponto percentual no mês, indo a 11,6%. O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, subiu para 34,3 pontos percentuais nos recursos livres em janeiro, contra 33,0 pontos no mês anterior.

REUTERS

Superávit primário do governo central fica em R$ 86,9 bi em janeiro, com queda de 2,2% em um ano

Resultado é o quarto melhor para o mês na série histórica que começou em 1997. Acumulado de 12 meses tem déficit de R$ 62,7 bilhões.

O governo central registrou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou o Tesouro Nacional na quarta-feira (25), resultado ligeiramente pior que o esperado pelo mercado e com queda real de 2,2% sobre o mesmo mês de 2025. O desempenho do mês

passado é resultado de receitas líquidas —que excluem transferências para governos regionais— de R$ 272,78 bilhões, crescimento de 1,2% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$ 185,88 bilhões, alta de 2,9%. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, teria um saldo positivo de R$ 88,8 bilhões no mês. Os dados fiscais do governo federal têm apresentado desempenho forte em meses de janeiro nos últimos anos. O saldo do mês passado foi o quarto maior da série histórica iniciada em 1997 pelo Tesouro, abaixo apenas dos meses de janeiro de 2022, 2023 e 2025, em dados que descontam a variação da inflação. Entre os destaques das receitas no mês passado estão um aumento de R$ 2,7 bilhões nos ganhos com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que sofreu aumento de alíquotas no ano passado, e de R$ 3,9 bilhões na arrecadação de Imposto de Renda. Por outro lado, houve redução de R$ 1,4 bilhão na receita de Imposto de Importação. Do lado das despesas, a alta nos desembolsos na comparação com o mesmo mês de 2025 foi causada majoritariamente por elevações de R$ 4 bilhões em gastos previdenciários e de R$ 3,3 bilhões em despesas com pessoal. No acumulado dos últimos 12 meses, o governo registrou um déficit de R$ 62,7 bilhões, equivalente a 0,47% do PIB. A meta de resultado primário para 2026 é de superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

FOLHA DE SP

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