Ano 1 | nº 234 | 06 de outubro 2026
NOTÍCIAS
PR: sem energia, produtor descarta 5 mil litros de leite no interior de Marechal Rondon
O forte temporal que atingiu o Oeste do Paraná no final de setembro causou graves prejuízos estruturais e operacionais em propriedades rurais. A falta de energia elétrica levou um produtor de Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, a descartar cerca de 5 mil litros de leite depois que a propriedade permaneceu aproximadamente 52 horas sem fornecimento em meio aos transtornos provocados por um forte temporal na região.
O forte temporal que atingiu o Oeste do Paraná no final de setembro causou graves prejuízos estruturais e operacionais em propriedades rurais. Além de danos materiais nas estruturas, o maior problema foi o corte no fornecimento de energia elétrica. A demora no reestabelecimento da eletricidade paralisou ordenhas mecânicas e sistemas de resfriamento, prejudicando gravemente os produtores de leite da região. Um dos produtores afetados foi Darci Vorpagel, proprietário de uma Granja de Leite, na Linha Arroio Fundo, em Marechal Cândido Rondon. Propriedades rurais daquela região do município enfrentaram um período prolongado sem energia elétrica, após o temporal registrado na última terça-feira, dia 29 de setembro. Na manhã deste mesmo dia já havia ocorrido um desligamento programado, das 11h00 às 18h00. Após apenas duas horas com energia, o fornecimento foi novamente interrompido às 20h00, sendo restabelecido o sistema elétrico somente às 17h00 do dia seguinte, ou seja, 1º de outubro. Foram 45 horas consecutivas sem energia, além das sete horas de interrupção programada pela Copel, totalizando 52 horas sem fornecimento nesse período. Esse cenário comprometeu a conservação da produção e resultou no descarte de 5 mil litros de leite, ocasionando um expressivo prejuízo financeiro e a perda de alimentos. A exemplo de outros produtores, igualmente impactados pelos constantes cortes no fornecimento de energia elétrica, Darci Vorpagel pede providências às autoridades constituídas.
Correio do Ar/MilkPoint
Já tem fazenda economizando R$ 660 mil por ano com menos antibióticos
Diagnóstico antes do tratamento ajudou a Fazenda Santa Luzia a evitar medicamentos desnecessários, reduzir o descarte de leite e tornar as decisões sanitárias mais precisas.
A Boehringer Ingelheim promoveu, no dia 16 de setembro, um encontro na Fazenda Colorado, em Araras (SP), para discutir biosseguridade, resistência antimicrobiana (AMR) e uso racional de antibióticos na produção de leite. O evento reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Anvisa, Embrapa Gado de Leite, entidades do setor, indústria e produtores, com discussões sobre prevenção, diagnóstico e gestão sanitária nas propriedades. Entre os exemplos apresentados durante o encontro, a Fazenda Santa Luzia, também certificada pelo programa de Certificação em Biosseguridade (CBS), mostrou que decisões sanitárias mais precisas podem representar também um ganho econômico expressivo. A propriedade passou a utilizar exames diagnósticos antes da definição dos tratamentos e, com isso, reduziu em 50% o uso de antibióticos para casos de mastite clínica e em 70% nos casos de Tristeza Parasitária Bovina (TPB). Dos 3.161 casos avaliados, 1.366, ou 43%, apresentaram resultado negativo e não indicavam, segundo a propriedade, a necessidade de uso de antibióticos. A estratégia evitou o descarte de aproximadamente 244,5 mil litros de leite por ano em função do período de carência dos medicamentos. O impacto econômico estimado chega a R$ 660.150 por ano. “Até quatro em cada dez tratamentos podem ser evitados no modelo convencional. Elevando o status sanitário da fazenda, reduzimos custos e nos preparamos para o mercado internacional”, avaliou o produtor Maurício Coelho. O caso reforça uma das principais discussões do encontro: reduzir o uso de antibióticos não significa simplesmente tratar menos, mas tomar decisões mais precisas sobre quando o tratamento é realmente necessário. Na prática, diagnóstico, registros e acompanhamento sanitário passam a ser ferramentas também de eficiência econômica dentro da fazenda.
Fazenda Santa Luzia
EVENTOS
ExpoFrísia 2026 acontece entre os dias 12 e 14 de novembro
A ExpoFrísia 2026 será realizada entre os dias 12 e 14 de novembro, em Carambeí (PR), com melhorias na estrutura do Pavilhão de Exposições. Realizada pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, a 19ª edição também passa por uma mudança no calendário. A partir deste ano, a feira deixou o mês de abril e passou a ocorrer em novembro.
“Estamos preparando o Pavilhão de Exposições Frísia para uma nova etapa da feira. As melhorias foram pensadas a partir da experiência acumulada ao longo das edições e das necessidades de quem participa do evento, desde cooperados até expositores e visitantes. A ideia é que a estrutura acompanhe a evolução do evento e ofereça mais conforto e melhores condições para as atividades realizadas durante os três dias”, afirma o especialista em Eventos da Frísia, Luciano Tonon. A alteração de data atende a uma demanda dos expositores de animais e permite ampliar o intervalo entre as principais exposições de pecuária leiteira dos Campos Gerais, além de favorecer o planejamento dos criadores e a disponibilidade de animais em período de maior concentração de partos no inverno. Além da área destinada à exposição e aos julgamentos, o Pavilhão de Exposições Frísia recebe espaços voltados a palestras, encontros e atividades técnicas. Com entrada e estacionamento gratuitos, a programação da ExpoFrísia 2026 reúne atividades técnicas, julgamentos, palestras e momentos de integração entre os participantes. Ao longo dos três dias, produtores, especialistas, empresas e lideranças do setor estarão reunidos para discutir temas relacionados às cadeias agrícola, leiteira e suinícola, além de acompanhar novidades e práticas aplicadas ao agronegócio. Serviço. 19a ExpoFrísia 2026. 12 a 14 de novembro. Pavilhão de Exposições Frísia. Anexo ao Museu Parque Histórico de Carambeí (PR). Avenida dos Pioneiros, 4.050
Assessoria de Imprensa Frísia
NACIONAL
MINAS SUPERA 10 BILHÕES DE LITROS DE LEITE E MANTÉM LIDERANÇA NACIONAL
Minas Gerais respondeu por 21% do VBP de produtos da pecuária e aquicultura no Brasil em 2025
O uso de tecnologias combinadas com a gestão e a eficiência nas fazendas fizeram com que Minas Gerais, em 2025, ultrapassasse a marca histórica e produzisse 10,1 bilhões de litros de leite no ano, mantendo a condição de maior produtor do País e respondendo por 27,5% da produção nacional. Com a marca, houve um avanço de 2,9% na produção mineira de leite, enquanto no Brasil o aumento chegou a 2,7%. O Estado se destacou com quatro municípios entre os dez maiores produtores de leite do País, tendo Patos de Minas com o terceiro maior volume produzido, seguido por Patrocínio (4º), Lagoa Formosa (5º) e Coromandel (6º). Conforme os dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado robusto na produção leiteira fez com que Minas Gerais mantivesse a liderança no Valor Bruto da Produção (VBP) de produtos da pecuária e aquicultura em 2025, atingindo R$ 29,7 bilhões, 21% do valor nacional, que foi de R$ 141,1 bilhões. Contribuíram também para o resultado, o bom desempenho em suínos, aves e aquicultura. Na produção de leite, depois de Castro e Carambeí, no Paraná, aparecem Patos de Minas, com 249,2 milhões de litros; Patrocínio, 178,7 milhões; Lagoa Formosa, 161,1 milhões; e Coromandel, 150,3 milhões. A gerente do Agronegócio do Sistema Faemg Senar, Mariana Simões, explica que os resultados de Minas Gerais foram positivos e, no caso do leite, conquistados, principalmente pelos ganhos em produtividade. “Pela primeira vez, ultrapassamos a marca dos 10 bilhões de litros de leite e temos um dado expressivo que o crescimento veio da produtividade, o que é muito interessante. Se a gente comparar com os últimos 10 anos, Minas dobrou a produtividade por animal. Então, a gente mesmo reduzindo aí em 45% o número de vacas ordenhadas no período, a gente cresceu a produção em 10%”, aponta. Conforme o IBGE, apesar do aumento da produção, em 2025, o número de vacas ordenhadas foi de 3 milhões de cabeças e registrou redução de 1,4%, menor número desde que a pesquisa foi iniciada. O número evidencia o aumento da produtividade e da eficiência dos produtores mineiros. Em 2025, a produtividade média do Estado foi de 3.398 litros de leite por vaca ao ano, 4,42% acima da média do ano anterior. Já o preço médio pago ao produtor se manteve estável em relação a 2024, registrando o valor de R$ 2,49 por litro. Além da produção de leite, Minas Gerais também é destaque no rebanho bovino, composto por 22,1 milhões de cabeças em 2025, número 0,17% maior frente ao ano anterior. O Estado se manteve como o quarto maior rebanho bovino do País. Atrás do Mato Grosso, que manteve a liderança, com rebanho de 31,6 milhões de cabeças, e seguido pelo Pará, com 25,6 milhões, e por Goiás, com 22,5 milhões de cabeças.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
ECONOMIA
Dólar tem maior queda diária em 8 anos após resultado do 1º turno das eleições
No mercado futuro, chamou atenção dos agentes financeiros o giro elevado do dia, com a negociação total dos contratos futuros mais líquidos (com vencimento em novembro) chegando quase no dobro da mediana dos últimos três anos, de US$ 38 bilhões negociados
O dólar à vista exibiu intensa desvalorização frente ao real na segunda-feira, na maior queda diária da moeda americana no Brasil desde junho de 2018. O movimento se deu no primeiro dia de negociação do mercado depois do primeiro turno da eleição presidencial. Ainda que sem nenhum projeto fiscal apresentado pelo eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – favorito a vencer a disputa no segundo turno – os agentes seguiram otimistas com as chances de mudança na condução da política fiscal, em especial pelo fato de o PL ter se fortalecido no Congresso. Isso, em tese, facilitaria a aprovação de medidas e reformas em um eventual governo bolsonarista. No mercado futuro, chamou atenção dos agentes financeiros o giro elevado do dia, com a negociação total dos contratos mais líquidos (com vencimento em novembro) chegando quase no dobro da mediana dos últimos três anos, de US$ 38 bilhões negociados. Até as 17h25, haviam sido negociados US$ 73 bilhões, mas o mercado futuro segue aberto até 18h30. No fim do pregão do mercado à vista, o dólar registrou queda de 4,12%, cotado a R$ 5,0010. Essa foi a maior queda diária desde 8 de junho de 2018, quando o Banco Central anunciou uma injeção de liquidez no mercado. Diante disso, hoje o dólar voltou a testar níveis próximos das mínimas do ano, tendo encostado em R$ 4,9530 na parte da manhã. Com essa dinâmica de hoje, o real tornou-se, de longe, a moeda mais valorizada do dia entre as 33 mais líquidas. Para se ter como referência, o segundo melhor desempenho veio do peso chileno, com a moeda americana caindo 0,65% ante a divisa do Chile. Perto das 17h25, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apreciava 0,22%, aos 102,157 pontos.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa encerra acima dos 206 mil pontos pela 1ª vez na história
Volume financeiro negociado pela principal referência acionária local também surpreendeu e chegou a R$ 79,3 bilhões — no maior valor desde o começo da série acompanhada pelo VALOR DATA, que teve início em outubro de 2000
O favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) para vencer o segundo turno da eleição presidencial provocou uma reação expressiva nos ativos domésticos na segunda-feira. Na máxima do pregão, o índice chegou a tocar os 209.606 pontos, renovando o recorde intradiário, com agentes financeiros vendo a probabilidade de uma vitória do candidato bolsonarista. Durante a tarde, o índice perdeu um pouco de força, mas ainda assim conseguiu fechar acima dos 206 mil pontos pela 1ª vez na história. No fim, o Ibovespa avançou 7,70%, aos 206.912 pontos, distante dos 192.138 pontos vistos na mínima intradiária. Já o giro financeiro na bateu R$ 102,7 bilhões. Entre as blue chips, bancos foram destaque de alta, especialmente as units do BTG Pactual, que subiram 22,52%. O dia também foi positivo para papéis de estatais: as PN da Petrobras ganharam 8,19%, ao passo que as ON do Banco do Brasil exibiram alta de 11,00%. Apenas sete ações terminaram em queda no pregão. Dentre elas a Vale, que perdeu 0,97%, em um dia negativo para papéis de exportadoras diante da forte queda do dólar frente ao real. O movimento de hoje reflete a performance de Flávio no primeiro turno, que alcançou 47,03% dos votos contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma vantagem de 2.224.965 votos. A força da direita no Congresso também chamou atenção, uma vez que o PL elegeu 19 senadores e terá 28 representantes, a maior bancada da Casa. A composição tende a favorecer a aprovação de reformas fiscais, o que impulsiona o otimismo dos investidores. A disparada da bolsa após o primeiro turno pode ser explicada por uma combinação de fatores, na avaliação do chefe da mesa de ações e derivativos do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi. Além da surpresa com a vantagem de Flávio Bolsonaro e da vitória da direita em alguns Estados, a baixa exposição dos investidores à renda variável contribuiu para a forte alta do índice, acompanhada de um volume financeiro recorde. “São praticamente cinco anos de mercado bastante deprimido, de baixíssimo posicionamento de clientes e resgate da indústria de fundos. O técnico estava muito leve”, destaca Zanlorenzi. “Nos últimos anos, nós procurávamos os clientes, mas hoje os clientes nos procuraram, voltando a mostrar interesse, em um momento em que encontram empresas muito baratas e de muita qualidade”, diz o profissional do BTG, que relatou surpresa com o número de contatos recebidos na segunda-feira, principalmente de investidores pessoas físicas.
VALOR ECONÔMICO
Mercado volta a ver inflação este ano acima de 5% no Focus
A expectativa para a inflação neste ano voltou a ficar acima de 5% na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, na terceira semana seguida de aumento.
Os analistas consultados passaram a ver alta de 5,01% do IPCA em 2026, de 4,99% na pesquisa anterior. Para 2027 a conta caiu a 4,30%, de 4,31%, enquanto para 2028 seguiu em 3,80%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou ainda que a expectativa de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,01 ponto percentual tanto para este ano quanto para o próximo, respectivamente a 1,85% e 1,40%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros, vista em 13,50% ao final de 2026 e em 12,00% em 2027. Com a Selic atualmente em 13,75%, a expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de novembro do BC. A pesquisa foi fechada na sexta-feira, portanto antes do primeiro turno da eleição presidencial no domingo, que determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno. O senador terminou o primeiro turno na liderança.
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Setor de serviços do Brasil volta a contrair em setembro com demanda menor, aponta PMI
O setor de serviços no Brasil voltou a registrar contração em setembro, no ritmo mais forte em quase um ano, conforme a retração da demanda provocou novas quedas na atividade, no emprego e em novos pedidos, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgado na segunda-feira.
Ainda assim, as empresas se tornaram mais otimistas em relação às perspectivas de crescimento, devido à expectativa de condições econômicas melhores após a eleição presidencial deste mês. O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, caiu a 49,2 em setembro, de 50,5 em agosto, marcando o ritmo mais forte de retração desde outubro de 2025. A marca de 50 separa crescimento de contração. Os participantes da pesquisa mencionaram desafios políticos e econômicos, bem como a falta de investimentos e o impacto de greves. “Se for necessário um segundo turno da eleição, como muitos esperam, pode levar mais tempo para que a confiança seja restaurada e os investimentos sejam retomados. As próprias empresas, porém, mostraram-se mais otimistas em relação às perspectivas de crescimento de médio prazo da demanda e da produção”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence. Segundo o levantamento, restrições orçamentárias entre os clientes, condições competitivas, fraqueza da demanda e cancelamentos de projetos levaram as vendas a território de contração em setembro. O ritmo de queda, no entanto, foi apenas leve, assim como na produção. Mas a redução dos novos pedidos foi a quarta em sete meses e levou os fornecedores de serviços a reduzir o número de funcionários no mês em ritmo moderado, mas o mais rápido em três meses. Com isso, o número de empregados recuou em três dos últimos quatro meses. Em relação à inflação, preços mais altos de produtos químicos, materiais elétricos, alimentos, combustíveis, metais, embalagens, papel e madeira foram apontados como fatores de mais um aumento dos custos operacionais, mas ainda assim a taxa de inflação de custos desacelerou para o menor nível em seis meses em setembro. Os preços cobrados pelos serviços subiram no ritmo mais fraco em oito meses, com os participantes da pesquisa que disseram ter aumentado suas tarifas citando repasse parcial do aumento dos custos aos clientes. “Os aspectos positivos do PMI vieram dos indicadores de preços, que mostraram que a redução das pressões de custos limitou a inflação dos preços cobrados. Isso aumenta as esperanças de que a medida de inflação usada como meta da política monetária (IPCA) fique abaixo de sua estimativa preliminar e, consequentemente, permaneça abaixo do teto de 4,5% estabelecido pelo banco central”, disse De Lima. Com retração tanto na atividade de serviços quanto na de indústria, o PMI Composto do Brasil caiu a 47,4 em setembro, de 49,1 em agosto, na maior queda da produção do setor privado em um ano.
REUTERS
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