Ano 1 | nº 205 | 25 de agosto 2026
NOTÍCIAS
Venda de sêmen bovino cresceu 12,4% no primeiro semestre de 2026
Dados fazem parte do Index Asbia, elaborado pela Asbia em parceria com o Cepea/Esalq. Valorização do bezerro é um dos fatores que explicam crescimento do setor. No gado de leite, a comercialização alcançou 3,2 milhões de unidades, com ligeira alta de 0,1%.
O mercado brasileiro de genética bovina cresceu 12,4% no primeiro semestre de 2026, com 12,3 milhões de doses de sêmen comercializadas. Os dados fazem parte do Index Asbia, elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), da USP. Do volume total, 11,1 milhões de doses foram comercializadas para pecuaristas no Brasil, enquanto 663,4 mil tiveram como destino a exportação. Outras 551,5 mil doses foram comercializadas na categoria de prestação de serviços (criadores contratam a coleta e a industrialização de sêmen do seu próprio rebanho). As vendas de material genético para gado de corte cresceram 17%, com 7,8 milhões de doses. No gado de leite, a comercialização alcançou 3,2 milhões de unidades, com ligeira alta de 0,1%. “Com a valorização do bezerro, o pecuarista busca repor seu rebanho com ainda mais qualidade. O melhoramento genético, realizado com apoio das biotecnologias reprodutivas, é essencial para que o país siga sendo protagonista na produção de carne e leite”, disse o presidente da Asbia, Luis Adriano Teixeira. Segundo o indicador Cepea/Esalq, a valorização do bezerro foi de cerca de 10% no primeiro semestre deste ano. Nas exportações, as 663,4 mil doses comercializadas garantiram um crescimento de 66,8% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. No gado de corte, o avanço foi ainda mais expressivo, de 120%. Os embarques de sêmen no segmento leite cresceram 19%. O levantamento também aponta que a tecnologia foi utilizada em 76,4% dos municípios brasileiros no primeiro semestre, alcançando um total de 4.225. O número é 10% superior ao mesmo período do ano passado.
GLOBO RURAL
Do matcha latte ao smoothie: como o leite ganhou novas formas de consumo entre a geração Z
Para a Geração Z o leite ganhou novas formas de aparecer na rotina, estando presente nas bebidas e receitas ‘instagramáveis’ que tomaram as redes sociais.
Durante muito tempo, o leite esteve associado à imagem de um copo servido no café da manhã. Para a Geração Z (jovens nascidos entre meados dos anos 1990 e o início da década de 2010), no entanto, o alimento ganhou novas formas de aparecer na rotina: está presente em cafés, matcha lattes, smoothies, bowls, shakes e receitas que circulam nas redes sociais. A forma de consumir alimentos está se transformando. Para uma geração que demonstra interesse crescente por bem-estar, alimentação e atividade física, o valor nutricional passou a dividir espaço com outros atributos, como funcionalidade, sabor, versatilidade e até mesmo a experiência proporcionada pelo preparo. Uma pesquisa da McKinsey aponta que integrantes da Geração Z e dos Millennials valorizam alimentos que, além de rápidos, apresentem transparência nos ingredientes, funcionalidade e benefícios à saúde. “A Geração Z tem uma relação diferente com a alimentação. Existe uma preocupação maior em entender o que está por trás daquele alimento, quais nutrientes ele oferece e como ele pode contribuir para seus objetivos. Ao mesmo tempo, existe uma valorização da experiência, da descoberta e de preparações que também fazem parte da cultura digital”, explica a nutricionista e chef de cozinha Clariana Colaço. Mais do que acompanhar tendências, a inclusão do leite na alimentação dessa geração pode fazer sentido também do ponto de vista nutricional. O alimento é fonte de proteínas de alta qualidade e fornece nutrientes como cálcio e vitaminas, que desempenham diferentes funções importantes no organismo. “Incluir o leite na alimentação é uma escolha que pode fazer sentido para essa geração justamente porque ele reúne, em um único alimento, nutrientes importantes para uma rotina que muitas vezes é marcada por estudos, trabalho, atividade física e pouco tempo para organizar as refeições”, explica Clariana. A relação com a atividade física também ajuda a entender esse movimento. Com o interesse crescente dos jovens por exercícios e diferentes modalidades esportivas, alimentos que oferecem proteínas e outros nutrientes importantes podem encontrar espaço em diferentes momentos da rotina. “Para quem pratica atividade física, por exemplo, a proteína é um nutriente especialmente relevante por participar da formação dos músculos. E o leite oferece proteínas de qualidade e pode ser incorporado a diferentes preparações antes ou depois do exercício, como vitaminas e shakes, sem que seja necessário recorrer sempre a suplementos ou preparações complexas”, afirma a nutricionista. As redes sociais também têm papel importante nessa transformação. Preparações como matcha latte, smoothies, overnight oats e bowls ganharam espaço em vídeos curtos e conteúdos de influenciadores, transformando o preparo dos alimentos em parte da experiência de consumo.
Portal sala da NOTÍCIA/Milkpoint
EMPRESAS
Do pão de queijo recheado ao proteico: fábrica de curitiba aposta em inovação para crescer
Apesar da fama do quitute mineiro, um empreendedor de Curitiba (PR) decidiu criar uma fábrica de pão de queijo, a Cymco, em 2013.
Macio, cheio de queijo e com casquinha levemente crocante, o pão de queijo agrada a todo o Brasil, mas tem origem conhecida: Minas Gerais. Apesar da fama do quitute mineiro, um empreendedor de Curitiba (PR) decidiu criar uma fábrica de pão de queijo, a Cymco, em 2013. Para se destacar, apostou em uma logística própria. O negócio deu certo, cresceu no estado, depois chegou a Santa Catarina, Rio Grande do Sul e interior de São Paulo, com um faturamento de R$ 80,5 milhões em 2025. Para 2026, a aposta da empresa é chegar a R$ 100 milhões. O crescimento será impulsionado pela aquisição de duas empresas que aumentam o portfólio da marca e pela contínua expansão das vendas. Com incentivo para empreender, Frederico Cymbalista encontrou uma oportunidade na produção de pão de queijo. Sua família trabalhava com panificadoras e ele viu no quitute um produto com recorrência de venda e bom valor agregado. A ideia surgiu quando a esposa de Frederico, Paola Cymbalista, estava no último ano da graduação em administração e aproveitou para fazer o trabalho de conclusão de curso sobre uma empresa de pão de queijo. “O TCC foi muito importante para organizar a empresa no início e nos ajudou a conseguir o financiamento na Caixa Econômica para a compra dos primeiros maquinários”, diz o fundador. Os primeiros maquinários foram instalados em uma garagem vazia do pai. Contrataram um funcionário de Minas Gerais para ajudar a desenvolver a receita. Foram criados dois produtos: um premium e um pão de queijo de entrada, com melhor custo-benefício. Com a receita de pão de queijo desenvolvida, começaram a fazer as primeiras vendas. Apostaram em representantes que apresentariam a marca para panificadoras e demais empresas. Os empreendedores, no entanto, não conheciam tão bem o mercado e não imaginavam o desafio da concorrência. “Se eu soubesse a quantidade de concorrentes que existiam, talvez não tivesse começado. Acho que a inocência foi positiva, porque nos deu mais coragem”, afirma. “O pão de queijo é um produto que o brasileiro consome com frequência. Por isso, precisamos abastecer nossos clientes semanalmente. Desde o início, mantemos uma logística própria, com representantes próximos e produção interna, o que nos permite estar perto do cliente e acompanhar toda a cadeia.” Atualmente, por exemplo, são 3,2 mil clientes ativos e 65% deles recebem entregas toda a semana. A Cymco também estava presente no dia a dia dos clientes, acompanhando a apresentação dos pães de queijo nas lojas e sugerindo o forno adequado para assar. No início, a empresa acreditava que o maior volume de vendas estaria no varejo, com o pão de queijo congelado disponível nas gôndolas dos supermercados para o consumidor levar para casa. Com o tempo, porém, passou a entender que o faturamento mais expressivo estava no chamado mercado de produção: quando o produto congelado é vendido para estabelecimentos que o assam e comercializam pronto ao consumidor, como postos de combustíveis, padarias e outros pontos de venda. A empresa ampliou a prospecção para padarias e mercados de pequeno e médio porte. Embora as grandes redes concentrem a atenção do mercado, a quantidade de estabelecimentos independentes e regionais representa um potencial relevante de vendas. Foi nesse movimento que surgiu uma das principais surpresas na trajetória da empresa: as lojas de conveniência de postos de combustíveis. A percepção levou à criação de uma atuação mais especializada nesse segmento. Hoje, as vendas para postos de combustíveis representam cerca de 25% do faturamento da empresa. Além desse segmento, a companhia também atende hotéis e outros estabelecimentos. Após se consolidar no Sul do Brasil, a empresa começou a entender como poderia expandir para as demais regiões. Como fazem toda a logística, a expansão era um desafio. A estratégia foi criar centros de distribuição próximos de cada estado para facilitar a entrega final. “A estrutura de armazenamento de congelados no Brasil é cara. Eu via contêineres nos postos e pensei: por que não criar centros de distribuição daquela forma? É uma estrutura mais barata, com segurança e iluminação”, afirma Frederico. Apostou no formato e hoje conta com um centro de distribuição em São Paulo, dois em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul. A instalação em São Paulo aconteceu em agosto de 2025, com foco no interior, em cidades como Sorocaba e Campinas. A expansão deixou a receita mais distribuída: 70% vêm do Paraná, 12% de São Paulo, 10% de Santa Catarina e 8% do Rio Grande do Sul. Agora, o empreendedor se prepara para chegar à capital paulista nos próximos anos. Até o final de 2026, a Cymco deve chegar a um faturamento de R$ 100 milhões. Um dos principais impulsionadores do negócio é a diversificação do portfólio. No final de 2025, a empresa lançou o pão de queijo recheado, com goiabada e requeijão. Para a marca de um de seus clientes, lançou um pão de queijo proteico, que leva mais queijo para aumentar a quantidade de proteína. Para todos os clientes, acaba de lançar também um pão de queijo recheado com frango, alinhado às tendências de consumo de proteína e alimentação saudável. Além dos produtos próprios, a Cymco apostou na aquisição de duas empresas do setor de alimentos: uma de salgados e doces argentinos, que tem entre os produtos a medialuna e empanadas; e uma empresa de salgados fritos e assados. Os nomes das companhias, porém, não foram revelados.
Exame
NACIONAL
RS: COOPERMIL/CCGL ELEVA SÓLIDOS PARA 40% DO VALOR PAGO PELO LEITE
Gordura e proteína nunca pesaram tanto na hora de fechar o pagamento do leite.
A fórmula que define quanto vale o leite entregue foi reajustada — e quem produz melhor índice sai na frente. Desde o início de agosto, o leite entregue pelos produtores ligados à CCGL passa por uma nova conta na hora de definir seu valor. O programa Mais Sólidos, Mais Valor foi atualizado e agora reserva 40% do valor total do leite para os sólidos — gordura e proteína —, um salto em relação aos 30% que vigoravam até então. Na prática, isso significa que o mesmo volume de leite pode valer mais ou menos dependendo diretamente dos índices de gordura e proteína encontrados na análise, já que esses dois componentes passam a ter um peso maior na composição final do pagamento. O volume entregue continua sendo parte da equação, mas a qualidade da matéria-prima ganhou um espaço bem maior do que tinha antes. Essa composição do leite não é fixa: ela varia de propriedade para propriedade, e até de época para época, de acordo com fatores que fazem parte da rotina de qualquer tambo. A nutrição do rebanho, a qualidade dos alimentos oferecidos aos animais, o manejo do dia a dia, a sanidade do plantel e as condições gerais de produção influenciam diretamente nos índices de gordura e proteína que acabam batendo na análise — e, agora, no valor do pagamento. Com o novo peso dos sólidos, produtores que já trabalham com bons índices de qualidade tendem a perceber uma valorização maior do seu leite dentro do sistema. Ao mesmo tempo, a mudança reforça a importância de acompanhar de perto os indicadores produtivos, já que pequenos ajustes na alimentação ou no manejo do rebanho podem se refletir agora com mais força no valor recebido. Para quem quer se ajustar a esse novo cenário, a Coopermil colocou à disposição dos produtores uma equipe técnica da Área Leite, dedicada a acompanhar as propriedades e apontar oportunidades de melhoria. Segundo Marcos André de Lima, supervisor da área, o trabalho da equipe passa por ajudar o produtor a repensar pontos como plantel, manejo e processos de produção, sempre com o objetivo de elevar os índices de qualidade do leite entregue. “A Coopermil busca colocar à disposição dos seus produtores de leite uma equipe técnica capacitada, oferecendo o suporte necessário para a realização de ajustes no plantel, no manejo e na produção”, afirma Marcos, destacando que a meta é que os produtores “melhorem seus indicadores e possam se beneficiar cada vez mais do sistema de pagamento do leite por sólidos”. Produtores que queiram entender melhor como o novo percentual afeta seu pagamento, ou que busquem avaliar os próprios índices de gordura e proteína, podem procurar diretamente a equipe técnica da Área Leite da Coopermil.
JORNAL NOROESTE
ECONOMIA
Dólar fecha em alta no Brasil com exterior e eleições no foco
O dólar fechou a segunda-feira em leve alta contra o real, refletindo o fortalecimento da divisa norte-americana ante as principais moedas, enquanto os agentes
O dólar à vista fechou em alta de 0,23%, aos R$5,1534 na venda. Às 17h45, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,24% na B3, aos R$5,1585. Os agentes aguardaram com apreensão os comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na busca de mais detalhes sobre as medidas que o país adotaria contra o Irã. Contudo, em coletiva de imprensa durante a tarde, Bessent se recusou a dizer quais países específicos serão alvo das sanções, ou quando essas sanções entrarão em vigor. O Departamento do Tesouro anunciou novas sanções contra 60 indivíduos, entidades e embarcações, mas essa lista não incluía nenhuma das instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo do Irã. Nesse contexto, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,18%, a 98,992. A divisa norte-americana registrou ganhos contra moedas pares do real, como o peso mexicano, e ante moedas de países desenvolvidos, como o euro e o iene. No Brasil, um levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em um cenário de empate técnico em um eventual segundo turno, com Lula com 46% das intenções de voto no segundo turno e Flávio com 45%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Antes da abertura dos negócios, pela manhã, pesquisa Focus do Banco Central apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu a 1,95%, de 1,98% na semana anterior. Para 2027 a conta permaneceu em 1,50%. Nos próximos dias, os agentes ficarão atentos aos dados de inflação e do PIB dos EUA, além do simpósio anual de Jackson Hole, do Fed, para balizar as expectativas de juros, enquanto, no mercado doméstico, cenário fiscal e eleitoral seguirão no foco.
REUTERS
Ibovespa avança em pregão com Braskem e Yduqs sob holofotes
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, apoiado principalmente pelo forte avanço da Vale, em pregão com noticiário corporativo intenso, incluindo decisão da Braskem de pedir recuperação extrajudicial e anúncio entre Yduqs e Afya sobre conversas para possível combinação de negócios.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,51%, a 171.906,72 pontos, abandonando a fraqueza dos primeiros negócios, quando recuou a 169.330,39. Na máxima do dia, alcançou 173.109,43 pontos. O volume financeiro somou R$25,33 bilhões. De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em recuperação após as quedas recentes e perto de sair da tendência de baixa. “Porém, até que sejam superados os 173.000 pontos (no fechamento), esse movimento deverá ser interpretado como um repique dentro da tendência principal de baixa”, afirmaram no relatório Diário do Grafista. Na última sexta-feira, o Ibovespa avançou 1,85%, a 171.031,73 pontos, cravando três altas seguidas e acumulando alta de 2,45% na semana. No mês, porém, o desempenho permanece com sinal negativo. Mesmo com a alta nesta sessão, ainda cai 3,42%. A pauta da segunda-feira também incluiu pesquisa BTG/Nexus mostrando que a vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) diminuiu para 1 ponto percentual. Ambos seguem em empate técnico. Na visão do chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, Gabriel Magno, o levantamento apoiou o tom positivo na bolsa paulista, uma vez que corrobora um cenário de eleição mais acirrada.
REUTERS
Boletim Focus: Expectativa para inflação em 2027 sobe pela segunda semana consecutiva
O relatório do Banco Central apresenta as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos do Brasil
A expectativa dos economistas para a inflação em 2026 seguiu estabilizada pela segunda semana consecutiva, enquanto a estimativa para 2027 subiu pela segunda semana consecutiva. Já a previsão para 2028 foi mantida pela quarta semana seguida, apontou o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (24). A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 continuou em 5,02%. É importante lembrar que a meta perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, com limite tolerável de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Portanto, o topo da meta é de 4,5% e a expectativa aponta para uma inflação maior que esse teto. Já a expectativa para a inflação em 2027 subiu de 4,24% para 4,25%, enquanto a estimativa para o IPCA em 2028 seguiu em 3,80%. O Boletim Focus reúne semanalmente as expectativas do mercado para os principais indicadores da economia e é acompanhado pelos investidores de perto, especialmente as expectativas de inflação, que ajudam a calibrar as previsões para a Selic, a taxa referência para os juros da economia. A previsão para os juros no fim de 2026 continuou em 13,75% pela terceira semana consecutiva. Para 2027, a expectativa ficou em 12%, como ocorreu nas semanas anteriores. Para 2028, a projeção seguiu também em 10,50%, como nas semanas anteriores. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 recuou de 1,98% para 1,95%, após continuar estabilizada na semana anterior. Para 2027, a estimativa seguiu em 1,50%, após cair na semana passada. Para 2028, a previsão subiu de 1,89% para 1,98%, após cair na semana anterior. A expectativa para o dólar em 2026 continuou R$ 5,20, como ocorreu nas semanas anteriores. Para 2027, a estimativa subiu pela segunda semana consecutiva, de R$ 5,29 para R$ 5,30. Para 2028, a previsão seguiu em R$ 5,30, como nas últimas semanas.
VALOR ECONÔMICO
Alimentação animal cresceu 5,4% no primeiro trimestre de 2026
Resultado reflete avanço das cadeias de aves e suínos, impulsionadas pelo aumento da produção e pelo desempenho das exportações. Avicultura de corte foi responsável pela maior demanda entre as cadeias acompanhadas
A indústria brasileira de alimentação animal produziu 22,6 milhões de toneladas de rações no primeiro trimestre de 2026, alta de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Sindirações. O resultado reflete principalmente o avanço das cadeias de aves e suínos, impulsionadas pelo aumento da produção e pelo desempenho das exportações. Para o ano, a entidade projeta uma produção superior a 98 milhões de toneladas, crescimento estimado de 4,5% sobre o volume registrado em 2025. A avicultura de corte foi responsável pela maior demanda entre as cadeias acompanhadas, com aproximadamente 10 milhões de toneladas de rações consumidas até março. O resultado acompanha a recuperação do setor após as dificuldades sanitárias enfrentadas em 2025. No primeiro trimestre, o abate de frangos cresceu 3,6%, enquanto o peso acumulado das carcaças avançou mais de 7%, segundo dados do IBGE. Para 2026, a expectativa é de uma demanda de 39,8 milhões de toneladas de rações para frangos de corte. O crescimento também veio pela suinocultura, foram demandadas 5,5 milhões de toneladas de rações no primeiro trimestre. O abate de suínos alcançou 15,3 milhões de cabeças entre janeiro e março, crescimento de aproximadamente 5,5% na comparação anual. O desempenho das exportações também contribuiu para absorver a maior disponibilidade de carne e dar sustentação às cotações. A projeção para o ano é de aproximadamente 23,6 milhões de toneladas de rações para o segmento. A produção de ovos também apresentou crescimento no período, segundo a Sindirações. A demanda por rações para poedeiras somou 1,8 milhão de toneladas e deve alcançar aproximadamente 7,7 milhões de toneladas até dezembro. Na pecuária de leite, a aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção sanitária alcançou 6,8 bilhões de litros, crescimento de 3,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O resultado foi favorecido pelo aumento da oferta de matéria seca, investimentos em produtividade e maior intensificação tecnológica. A demanda por rações para bovinos leiteiros chegou a 2 milhões de toneladas no trimestre, com previsão de atingir 7,9 milhões de toneladas no ano. Na bovinocultura de corte, a produção de rações para o segmento somou aproximadamente 1,28 milhão de toneladas. Apesar da elevada oferta de animais e carne, o forte fluxo exportador contribuiu para equilibrar a disponibilidade no mercado doméstico e sustentar os preços. Para 2026, a previsão é superar 8,2 milhões de toneladas de rações para bovinos de corte. Na aquicultura, a demanda por rações alcançou aproximadamente 500 mil toneladas entre janeiro e março. O setor iniciou 2026 em um ambiente de maior previsibilidade após as dificuldades enfrentadas no ano anterior, embora ainda enfrente desafios relacionados à concorrência dos pescados importados, custos de produção, segurança jurídica e regulamentação. Na carcinicultura, a expectativa é de que a demanda por rações para aquicultura chegue a 1,97 milhão de toneladas em 2026. O mercado de alimentos industrializados para cães e gatos também manteve volume expressivo, com pouco mais de 1 milhão de toneladas consumidas no primeiro trimestre.
GLOBO RURAL
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