Informativo Sindileite 202 20.08.2026

Ano 1 | nº 202 | 20 de agosto de 2026

NOTÍCIAS

Aquisição de leite avançou no segundo trimestre de 2026

Dados de estabelecimentos sob inspeção sanitária foram divulgados pelo IBGE

O IBGE informou que, na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a aquisição de leite recuou 2,5%. A aquisição de leite cru feita por estabelecimentos sob inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) subiu 1% no segundo trimestre de 2026 ante igual trimestre em 2025, para 6,61 bilhões de litros. As informações constam nas Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha: Primeiros resultados para o segundo trimestre de 2026, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE informou ainda que, na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a aquisição de leite recuou 2,5%.

IBGE

ADAPAR: PARANÁ ABRE CAMINHO PARA QUEIJOS ARTESANAIS DE LEITE CRU

Produtores paranaenses enfrentavam um obstáculo antigo para formalizar seus queijos artesanais. Agora, um novo caminho começou a se abrir. Portaria assinada pela Adapar reacende a expectativa de queijeiros artesanais do Paraná. Veja quais exigências passam a valer.

Até pouco tempo atrás, um grupo específico de queijos artesanais produzidos no Paraná esbarrava em um problema burocrático difícil de contornar: A ausência de um Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para essas variedades. Sem esse enquadramento técnico, muitos produtores simplesmente não conseguiam avançar no processo de registro junto ao serviço de inspeção, mesmo fabricando queijos com práticas consolidadas de segurança. Esse cenário começou a mudar em 11 de agosto de 2026, quando a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou a Portaria 317/2026. O documento estabelece, pela primeira vez, procedimentos claros para que produtores comprovem a segurança sanitária de queijos artesanais elaborados com leite cru — incluindo variedades com processo de maturação inferior a 60 dias, que antes ficavam à margem da regularização. Na prática, a mudança inverte a lógica anterior. Agora, o produtor pode caracterizar seu queijo e o processo de fabricação, demonstrar o controle de todas as etapas produtivas, realizar as análises e validações exigidas e, uma vez comprovada a segurança do produto, solicitar o registro junto ao serviço de inspeção — mesmo sem um RTIQ específico já existente para aquela família de queijo. A portaria não nasceu de uma decisão isolada da Adapar. Ela é resultado do trabalho de um Grupo de Trabalho formado por técnicos do Sistema FAEP, professores, pesquisadores, produtores rurais e representantes da indústria. Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a discussão ganhou força a partir do Prêmio Queijos do Paraná, evento que aproximou os diferentes elos da cadeia queijeira e expôs as dificuldades enfrentadas por quem produz artesanalmente. “Os obstáculos das regulamentações para produtos artesanais, que têm características próprias, inibiam a produção, comercialização e negócios. Estamos definindo protocolos para auxiliar esse segmento”, afirma. As novas regras trazem também exigências objetivas. O leite utilizado na fabricação precisa vir exclusivamente de propriedades certificadas ou homologadas pela Adapar como livres de brucelose e tuberculose — hoje, 124 propriedades no Paraná têm essa certificação. Além disso, a queijaria precisa estar registrada em serviço de inspeção oficial e manter Boas Práticas de Fabricação (BPF), Programa de Autocontrole (PAC), controle da qualidade da água, rastreabilidade da matéria-prima e dos lotes, e condições adequadas de transporte e manipulação do produto. O impacto da medida já projeta reflexos sobre o próprio Prêmio Queijos do Paraná, que ajudou a originar a discussão. Com mais queijeiros formalizados, a expectativa é de maior participação de produtores artesanais nas próximas edições do concurso. A de 2027, inclusive, contará com uma novidade: o Concurso Queijo Colonial do Paraná, que terá regras específicas voltadas a preservar a identidade desse tipo de produção.

O PARANÁ

EVENTOS

EXPOINTER 2026 QUER APROXIMAR O CONSUMIDOR DE QUEM PRODUZ LEITE

A Expointer 2026 prepara duas iniciativas que prometem levar o público a enxergar a cadeia leiteira por outro ângulo. Um espaço dedicado aos queijos e uma campanha sobre quem produz leite vão dividir a atenção do público no evento gaúcho.

Expointer 2026 terá uma programação voltada à cadeia produtiva do leite entre 29 de agosto e 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Mas, neste ano, a proposta é levar o visitante para além do produto pronto: mostrar a trajetória que começa na propriedade rural, passa pela indústria e termina na mesa. É nesse ponto que entram duas iniciativas da Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), em parceria com a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando): o Memorial do Queijo Gaúcho e a campanha “O lado bom de ser produtor de leite”. Instalado na Casa Apil, o Memorial do Queijo Gaúcho foi concebido para apresentar ao público a história e a tradição dos queijos produzidos no Rio Grande do Sul, mas também para mostrar o caminho percorrido até que esses produtos cheguem ao consumidor. A experiência abordará etapas que começam no manejo dos animais e na produção do leite nas propriedades rurais, avançam para o processamento industrial e chegam à fabricação dos derivados. A proposta também inclui temas como rastreabilidade, bem-estar e cuidados com os animais, manejo nas propriedades e controle sanitário nas indústrias. A ideia, segundo o presidente da Apil, Fernando Zimmermann, é ampliar o conhecimento do consumidor sobre a origem e a qualidade dos produtos gaúchos e estimular o consumo de lácteos. Nesse percurso, a qualidade deixa de ser apenas uma característica estampada na embalagem e passa a ser apresentada como resultado de uma sequência de cuidados. Na propriedade, alimentação, saúde do rebanho, higiene da ordenha, conservação e armazenamento interferem nas características da matéria-prima. Depois, os controles continuam na indústria, desde a recepção e análise até o processamento e a fabricação dos derivados. A segunda iniciativa muda o foco do produto para quem está no início dessa cadeia. A campanha “O lado bom de ser produtor de leite” será lançada em 4 de setembro, durante a Expointer, com participação da Apil e da Gadolando e presença da imprensa. A campanha pretende dar visibilidade à rotina de quem permanece diariamente na propriedade, acompanha o rebanho e mantém uma relação direta com os animais, a terra e as comunidades rurais. Um dos aspectos que a iniciativa pretende destacar é justamente a particularidade econômica da atividade: o leite comercializado normalmente todos os meses proporciona uma entrada recorrente de receita para a propriedade. Essa característica não elimina a exposição a preços, custos e condições climáticas, mas pode contribuir para organizar despesas e receitas ao longo do ano. É uma dinâmica diferente daquela observada em atividades agrícolas nas quais a entrada de recursos costuma ficar concentrada em determinados períodos, especialmente depois da colheita.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

EMPRESAS

CADE APROVA COMPRA DA MARCA REGINA E FÁBRIKCA DA BARBOSA & MARQUES PÉLA TIROLEZ

Operação envolve marca Regina e fábrica em Minas Gerais dentro de estrutura ligada à recuperação judicial do grupo. Movimento une marca tradicional e capacidade industrial em meio ao processo de recuperação judicial da Barbosa & Marques.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição da marca de queijos Regina e da planta industrial de Governador Valadares (MG) pela Tirolez. A operação foi informada pela companhia em 17 de agosto de 2026 e envolve ativos do grupo Barbosa & Marques, que está em recuperação judicial desde março de 2023. A proposta de estruturação do negócio por meio de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) havia sido apresentada em abril de 2026. Com o aval do Cade, a Tirolez pode agora avançar na integração industrial e comercial entre as operações, mas a conclusão definitiva ainda depende de decisão da 5ª Vara Cível da Comarca de Governador Valadares, responsável pelo processo de recuperação judicial do grupo mineiro. Nesta etapa, a Tirolez passa a comercializar os produtos da marca Regina — mais de 40 SKUs — por meio de contratos de arrendamento e licença de marca, enquanto aguarda a Justiça para a incorporação definitiva da marca e da fábrica à sua estrutura. Sobre os ativos: a Barbosa & Marques atua no segmento de laticínios desde 1934, em Carangola (MG). A marca Regina iniciou a produção de queijos em 1946, com presença consolidada nos mercados do Rio de Janeiro e Nordeste, incluindo queijos especiais e queijo Reino em latas. A unidade de Governador Valadares está situada em bacia leiteira estratégica e conta com estrutura para secagem e beneficiamento de soro de leite em pó — segmento apontado pela Tirolez como nova vertical de negócio. Em nota, o CEO da Tirolez, Marcel de Barros, afirmou que a operação deve ampliar a capacidade produtiva da empresa em queijos especiais e agregar a marca Regina ao portfólio. A companhia não informou valores da transação, volume de processamento da unidade nem prazo estimado para a conclusão judicial. Status atual: aprovação antitruste concluída; decisão judicial da 5ª Vara Cível ainda pendente para o fechamento definitivo do negócio.

CIÊNCIA DO LEITE

ECONOMIA

Dólar fecha em queda no Brasil em linha com exterior após Tesouro dos EUA anunciar recompra de títulos

O dólar fechou a quarta-feira em queda firme contra o real, refletindo a fraqueza da divisa norte-americana no mercado internacional desencadeada por anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que irá dobrar o tamanho de algumas operações de recompra de títulos.

O dólar à vista fechou em queda de 0,86%, aos R$5,1777 na venda. Às 17h31, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 0,72% na B3, aos R$5,1920. Nesse mesmo horário, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,83%, a 98,817. Na quarta-feira, o Tesouro norte-americano anunciou a duplicação do volume das recompras de títulos com vencimentos de 10 a 30 anos para pelo menos US$4 bilhões por operação entre 9 de setembro e 4 de novembro. O movimento se deu um dia após uma grande onda de vendas de títulos ter derrubado o preço dos papéis e empurrado o rendimento dos títulos de 30 anos para seu nível mais alto desde 2007, em meio a temores de uma escalada iminente na guerra dos EUA e Israel contra o Irã e crescentes preocupações com a deterioração do quadro fiscal dos EUA. Segundo a estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, quando o Tesouro anuncia que vai comprar ativamente esses papéis, ele gera uma demanda artificial que eleva o preço dos títulos. “O reflexo dessa queda nos juros americanos é a perda de força do dólar frente às outras moedas globais”, disse a estrategista. “Grande parte do capital mundial estava estacionada nos Estados Unidos aproveitando justamente aquelas taxas de juros altíssimas e extremamente seguras. Quando o Tesouro atua para derrubar esses juros longos, o dólar perde parte do seu apelo. Isso faz com que investidores saiam de lá em busca de rentabilidade em mercados emergentes, como o Brasil”, completou Nossig. Para o estrategista da Empiricus Research, Matheus Spiess, o movimento dos Títulos dos EUA potencializou um esperado ajuste no mercado de câmbio doméstico. “O mercado ficou meio sobrevendido, com muita saída de gringo. Então é natural que aconteça um ‘rebound’”, disse Spiess, referindo-se à forte desvalorização do real observada na semana passada, a qual foi motivada pela intensa saída de capital estrangeiro do mercado local por conta da cautela gerada pelo cenário eleitoral, que segue no radar, em meio a preocupações fiscais. Em segundo plano, o mercado também avaliou na quarta-feira a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, divulgada no meio da tarde. O documento mostrou que a preocupação com a inflação se aprofundou na reunião do Fed no mês passado, com “vários” formuladores de política monetária dispostos a aumentar as taxas de juros e “muitos” afirmando que um aumento nos custos de empréstimos seria necessário caso a inflação não caísse para a meta de 2% do banco central dos EUA.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com alívio nos Tresuries e encerra maior série de perdas desde 2023

O Ibovespa encerrou em alta na quarta-feira, em meio ao forte alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, encerrando uma série de 11 fechamentos negativos, mas sem conseguir sustentar o patamar dos 170 mil pontos alcançado no melhor momento do dia. 

Incertezas em torno do cenário eleitoral, em um ambiente de preocupações com o quadro fiscal e o nível dos juros no país, bem como potencial desaceleração da atividade econômica, continuam pesando no pregão brasileiro, assim como a forte saída de capital externo em agosto. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,9%, a 167.830,27 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, porém, chegou a 170.340,60 pontos. Na mínima, alcançou 166.334,73 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$27,49 bilhões. Nos 11 pregões anteriores, quando registrou a maior série de perdas diárias desde 2023, o Ibovespa acumulou uma queda de 6,55%.De acordo com o chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital, Nicolas Gass, a bolsa paulista se beneficiou do forte alívio nos rendimentos dos Treasuries, após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar que vai dobrar o volume das operações de recompra de títulos de longo prazo de US$2 bilhões para pelo menos US$4 bilhões. “Na prática, isso é o Tesouro entrando como comprador justamente para garantir liquidez na parte longa da curva… O efeito (de queda nos rendimentos dos Treasuries) foi imediato… e destravou o apetite por risco no mundo inteiro, praticamente, inclusive no Brasil”, ressaltou. Gass, porém, classificou a alta como um “respiro temporário”, afirmando que os fatores que derrubaram a bolsa em agosto continuam todos no lugar: a saída de capital externo e a incerteza eleitoral. Ele também chamou a atenção para as preocupações envolvendo o cenário fiscal brasileiro e o nível da Selic. “Foi um repique técnico, dentro de uma tendência de baixa…Para falar em reversão, precisamos ver o estrangeiro voltando a comprar de uma forma consistente, o que não aconteceu.” Em agosto, até o dia 17, a bolsa registra saldo negativo de capital externo de R$18,6 bilhões. Ainda da pauta norte-americana, a ata da última decisão de juros do Federal Reserve mostrou que a preocupação com a inflação se aprofundou no mês passado, com “vários” integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do banco central dos EUA dispostos a elevar as taxas de juros e “muitos” afirmando que um aumento seria necessário caso a inflação não caísse para 2%.

REUTERS

Preços pagos aos produtores aumentaram em julho, afirma Cepea

Alta foi impulsionada por café, cana e grãos, enquanto hortifrutícolas e pecuária caíram

A remuneração média pela produção agropecuária no país aumentou no mês passado, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) registrou alta nominal de 1,53% em julho frente a junho. Segundo o Cepea, o resultado mensal foi impulsionado, sobretudo, pelas altas dos grupos Cana e Café (6,61%) e Grãos (5,24%), que mais do que compensaram as quedas observadas em Hortifrutícolas (-11,50%) e pecuária (-3%). Entre os produtos, destacaram-se as altas de café, arroz, milho, soja, trigo, leite, laranja e uva, enquanto cana-de-açúcar, algodão, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, ovos, batata, tomate e banana exerceram influência baixista sobre seus respectivos grupos.

CEPEA

Prévia do IGP-M sinaliza deflação em indicador FECHADO DE agosto, diz economista da FGV

Caso a estimativa do especialista se confirme, será o terceiro recuo consecutivo do IGP-M

A queda de 0,36% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) na segunda prévia de agosto foi menos intensa do que a registrada em igual período de julho (-1,11%), mas sinaliza que o indicador completo do mês deve terminar com sinal negativo, informou André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV). Caso a estimativa do especialista se confirme, será o terceiro recuo consecutivo do IGP-M, usado para reajustar aluguel. Em julho, o índice cedeu 1,16% e, em junho, teve recuo de 0,50%. Braz comentou que, em agosto, o indicador se manteve em queda principalmente por continuidade de produtos industriais mais baratos no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), 60% do IGP-M, caiu 0,50% na segunda prévia de agosto, após diminuir 1,72% em julho. O recuo foi influenciado pelos preços industriais, que foi de recuo de 2,13% na segunda prévia de julho para baixa de 1,41% agora, disse. Por outro lado, após retração de 0,43% na segunda prévia de julho, os produtos agropecuários tiveram alta de 2,27% na segunda prévia de agosto, acrescentou. Assim, continuou ele, como os preços agrícolas voltaram a subir, e os preços industriais tiveram queda menos intensa, o IPA registrou recuo mais fraco na prévia de agosto ante a prévia de julho. “Mas os produtos industriais ajudaram a continuar a ‘puxar’, para baixo o IPA [com manutenção de deflação] na segunda prévia”, acrescentou. “Na parte industrial, o que colaborou para [continuar o] recuo no IPA foi o minério de ferro, com queda de preço de 3,37%, e a querosene de aviação, com recuo de preço de 14,47%”, detalhou. Outro aspecto que ajudou a manter negativa a taxa da segunda prévia do IGP-M de agosto foi o comportamento de preços do varejo, disse ainda o economista. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), 30% do IGP-M, passou de aumento de 0,12% para queda de 0,49% da segunda prévia de julho para igual apuração em agosto. A tarifa de eletricidade residencial ficou 8% mais barata na segunda prévia do IGP-M do mês, e ajudou a derrubar o IPC. Isso ocorreu por influência do chamado “bônus de Itaipu”, explicou Braz. Esse é desconto automático, aplicado na conta de luz, que devolve aos consumidores excedentes financeiros gerados por operação da usina hidrelétrica binacional de Itaipu. Na contramão do atacado e do varejo, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), 10% do IGP-M, acelerou de 0,66% para 0,73% da segunda prévia de julho para a mesma medição de gosto. Para o especialista, os fatores que estão contribuindo para a deflação tanto no atacado quanto no varejo na ótica do IGP-M devem permanecer até fim do mês. “Não vejo [a taxa completa do mês] muito diferente da segunda prévia”, disse.

VALOR ECONÔMICO

Fluxo cambial registra entrada líquida de US$ 851 milhões na semana de 14 de agosto, diz BC

No acumulado de agosto, o fluxo ficou positivo em US$ 1,504 bilhão

O Banco Central divulgou na quarta-feira (19) que o fluxo cambial registrou entrada de US$ 851 milhões dos dias 10 a 14 de agosto. O saldo semanal foi resultado da entrada de US$ 3,467 bilhões pela conta comercial e da saída de US$ 2,616 bilhões pela conta financeira. No acumulado de agosto, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 1,504 bilhão, resultado da entrada de US$ 4,121 bilhões pela conta comercial e da saída de US$ 2,618 bilhões pela conta financeira. Já no ano, o fluxo cambial segue positivo em US$ 21,2 bilhões, resultado da conta comercial positiva em US$ 42,425 bilhões e da conta financeira negativa em US$ 21,225 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

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