Ano 1 | nº 203 | 21 de agosto de 2026
NOTÍCIAS
Preço do leite ao produtor acumula alta de 33% no primeiro semestre
Dados do Cepea mostram avanço pelo sexto mês consecutivo, enquanto mercado de lácteos teve recuperação do UHT e aumento das importações e exportações em julho
O preço do leite captado em junho subiu pelo sexto mês consecutivo. A alta frente a maio foi de 3,02%, em termos reais, e a “Média Brasil” ficou em R$ 2,7464/litro. Na comparação com o junho do ano passado, o preço está 0,86% menor. Desde janeiro, o valor pago ao produtor acumula avanço real de 33,1%. Ainda assim, a média real do primeiro semestre, de R$ 2,4659/litro, ficou 14,0% abaixo da registrada no mesmo período de 2025 (os valores foram deflacionados pelo IPCA de junho). Pesquisa do Cepea, em parceria com a OCB, mostrou que o mercado de lácteos apresentou comportamentos distintos entre os produtos analisados no atacado paulista em julho. Em meio à alta no preço do leite cru (3,02% frente a maio), o leite UHT teve um mês de recuperação, com avanço de 7,35% e preço médio de R$ 4,88/litro. Tanto as variações mensais quanto as semanais confirmaram essa tendência de alta, indicando maior firmeza nas negociações. As importações e exportações brasileiras de lácteos avançaram em julho, com crescimento mais expressivo dos embarques. As importações aumentaram 9,01% no período, totalizando 236,3 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL), enquanto as exportações registraram elevação de 17,43%, alcançando 5,27 milhões de litros EqL. Na comparação com julho de 2025, as compras externas avançaram 33,49%, mas os embarques caíram 5,55%. Os custos da pecuária leiteira ficaram estáveis pelo segundo mês consecutivo. Entre junho e julho, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou pequena queda de 0,31% na “média Brasil”. Dentre as praças acompanhadas pelo Cepea, Minas Gerais apresentou a baixa mais expressiva do COE no período, de 1,1%.
CEPEA
EMPRESAS
Italac foca em formatos práticos para crescer nos leites especiais
Com três décadas de atuação e indicação ao Dairy Vision Awards, empresa investe no portfólio de leite A2 para acompanhar os novos hábitos de consumo.
A trajetória de 30 anos da Italac no mercado brasileiro é marcada pela adaptação constante às demandas do público. A empresa avalia que a sua capacidade de evoluir continuamente sem perder a essência é o principal pilar dessa história. Segundo o diretor de marketing da marca, Alexandre Teixeira, a companhia construiu uma relação de confiança com consumidores, produtores e parceiros. Esse crescimento é fruto de aportes em tecnologia e ampliação da capacidade produtiva, sempre buscando antecipar tendências. O reconhecimento dessa estratégia resultou na recente indicação da empresa ao Dairy Vision Awards, a premiação que valoriza as principais inovações na indústria de laticínios. O desenvolvimento do leite A2 pela marca exemplifica essa busca por inovações e surgiu da observação de um movimento global focado na qualidade de vida. A empresa notou a oportunidade de democratizar o acesso a esse produto no país, voltado especialmente para quem procura maior conforto digestivo. A aceitação do público atendeu às expectativas da companhia. Teixeira afirma que existe um “interesse crescente por parte dos consumidores, que demonstram maior conhecimento sobre a proteína A2 e buscam alternativas que atendam suas necessidades e estilo de vida”. O diretor aponta que o mercado de leites especiais vive uma fase de amadurecimento, abrindo espaço para a união entre qualidade e conveniência. Uma das respostas a esse novo cenário foi o lançamento do leite A2 na versão de 250ml. Essa decisão estratégica partiu da análise das mudanças na rotina da população, que hoje realiza mais refeições fora de casa e necessita de produtos fáceis de transportar. O formato atende diretamente o aumento de domicílios compostos por uma única pessoa, evitando desperdícios. Outro setor que também se tornou um alvo para essa nova embalagem foi o da nutrição esportiva. Muitas pessoas preferem misturar suplementos proteicos com leite em vez de água. O diretor explica que a porção de 250 ml foi pensada justamente para proporcionar praticidade antes ou depois dos treinos. A fabricação desse item demanda rigor desde a origem. O processo produtivo do leite A2 inicia na seleção de vacas com genética A2A2 e passa por um monitoramento contínuo em etapas de coleta, transporte, processamento e envase. A companhia utiliza protocolos de rastreabilidade e segregação da matéria-prima, respaldados pela certificação oficial da FairFood na embalagem. Essa chancela atesta a autenticidade do alimento e garante a segurança em toda a cadeia. O resultado depende diretamente do relacionamento estabelecido com os produtores rurais, preservando as características da bebida da fazenda até a prateleira. O avanço da categoria exige um trabalho informativo focado em esclarecer o que é a proteína e para quem o consumo é indicado. O público interessado pelo leite A2 deixou de ser composto apenas por pessoas com sensibilidade gástrica e passou a englobar indivíduos focados em produtos naturais. O diretor de marketing pontua que a missão da empresa é contribuir para essa educação alimentar, apoiando-se em informações instituídas por profissionais da saúde para estimular escolhas conscientes. O setor projeta um horizonte impulsionado por um cliente cada vez mais interessado em itens práticos e personalizados. A diretriz da Italac para os próximos anos envolve a consolidação em segmentos de maior valor agregado. Teixeira conclui que a companhia seguirá atenta às oportunidades e acredita que “o futuro do setor passa por combinar tecnologia, sustentabilidade, eficiência produtiva e uma escuta constante das necessidades do mercado”, mantendo o compromisso de levar acessibilidade ao consumidor.
MILKPOINT
INTERNACIONAL
NESTLÉ QUER REFORMULAR PRODUTOS PARA A ERA DE OZEMPIC
A maior empresa de alimentos do mundo está de olho em um público que cresce rápido — e muda hábitos de consumo. Inteligência artificial, milhares de receitas e uma nova fronteira nutricional entram no radar da indústria.
Nestlé anunciou que vai desenvolver produtos alimentícios voltados especificamente a usuários de medicamentos GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. A iniciativa combina ciência nutricional e inteligência artificial e marca uma resposta direta da maior empresa de bens de consumo do mundo a uma transformação que já preocupa todo o setor de alimentos e bebidas. O anúncio foi feito pelo diretor de tecnologia da companhia, Stefan Palzer, em entrevista à agência Reuters. Segundo ele, os cientistas da Nestlé vêm estudando os efeitos colaterais do emagrecimento rápido provocado por esses medicamentos — entre eles a chamada “cara de Ozempic”, perda de massa muscular, deficiências nutricionais, desidratação e fadiga. A empresa está desenvolvendo produtos pensados para lidar com esses efeitos. “Estamos bem-posicionados com o portfólio”, afirmou Palzer. “É uma grande oportunidade para a nossa empresa.” Um dos focos centrais da pesquisa é a perda de massa muscular magra, um efeito colateral comum entre quem usa GLP-1 para emagrecer. “Uma grande parte da perda de peso é que as pessoas perdem massa muscular magra”, explicou o executivo. Os cientistas da Nestlé identificaram uma combinação de dois micronutrientes, já industrializada, capaz de estimular o crescimento do tecido muscular — ao mesmo tempo em que o produto fornece proteína e estimula a musculatura a se recompor mais rapidamente. A companhia também patenteou combinações de ingredientes voltadas a consumidores que estão deixando de usar os medicamentos GLP-1. A ideia é ajudar a controlar o apetite à medida que o efeito do remédio diminui, reduzindo o risco de compensação alimentar e apoiando a manutenção do peso após o tratamento. Além da pesquisa de ingredientes, a Nestlé está usando inteligência artificial para simular comportamentos de consumo, identificar tendências emergentes e mapear oportunidades de reformulação dentro de um banco de dados com cerca de 120 mil receitas. O movimento acontece em um momento de apreensão generalizada na indústria de alimentos e bebidas. O crescimento acelerado do uso de medicamentos GLP-1 tem gerado preocupação entre analistas, que apontam para uma mudança estrutural nos hábitos de consumo. Como esses medicamentos reduzem o apetite e desaceleram o esvaziamento gástrico, os usuários tendem a comer menos, lanchar com menor frequência e se tornar mais seletivos na hora de escolher o que consomem — um desafio direto para fabricantes cujo crescimento historicamente dependeu de volume de vendas. Estudos citados no material indicam que consumidores de GLP-1 tendem a reduzir compras discricionárias, especialmente em categorias como salgadinhos, bebidas açucaradas e outros produtos considerados indulgentes. Em contrapartida, a demanda deve crescer por alimentos com maior valor nutricional, incluindo produtos ricos em proteína, fibras e micronutrientes essenciais. É justamente nesse ponto que a movimentação da Nestlé ganha relevância para a cadeia produtiva de laticínios. A proteína aparece como elemento central nas soluções que a empresa está desenvolvendo para conter a perda muscular — e o leite e seus derivados figuram historicamente entre as principais fontes proteicas usadas pela indústria de alimentos. Se a tendência de queda no consumo de produtos indulgentes e de alta no consumo de proteína se confirmar em escala, como sugerem os dados citados por Nestlé, o setor lácteo pode se posicionar como fornecedor estratégico para essa nova geração de produtos funcionais. Diante desse cenário, grandes empresas de alimentos e bebidas têm reavaliado seus portfólios e pipelines de inovação. Em vez de tratar os medicamentos GLP-1 como uma ameaça, companhias como a Nestlé optam por enxergar a mudança como oportunidade — desenvolvendo produtos que atendam consumidores em busca de controle de peso, manutenção de massa muscular e bem-estar nutricional durante o uso dos medicamentos. A expectativa é que essa influência se intensifique nos próximos anos, levando mais fabricantes a seguir o mesmo caminho de nutrição direcionada e reformulação de produtos.
Dairy reporter
ECONOMIA
Dólar fecha em alta no Brasil com ambiente externo negativo
O dólar fechou a quinta-feira em alta contra o real, refletindo o ambiente externo mais avesso ao risco, onde a divisa norte-americana reverteu as perdas da véspera e os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir.
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O dólar à vista fechou em alta de 0,31%, aos R$5,1937 na venda. Às 17h36, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,30% na B3, aos R$5,2080. No mesmo horário, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,05%, a 98,880. O principal vetor dos movimentos dos mercados globais na quinta-feira foi o mercado de títulos dos Estados Unidos. Na quarta-feira, o anúncio do Tesouro dos EUA de que dobrará o volume das recompras de títulos de prazo mais longo no próximo trimestre para pelo menos US$4 bilhões fez os rendimentos caírem fortemente, principalmente nos títulos mais longos. Esse movimento fez o dólar enfraquecer perante a maioria das divisas globais, favorecendo o real. Contudo, todo esse movimento perdeu força nesta quinta, com os rendimentos voltando a exibir tendência de alta, assim como o dólar, em meio a dúvidas dos investidores em relação à durabilidade do efeito das medidas anunciadas e preocupações em relação à dívida pública americana. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou no início da tarde que pode aumentar novamente o volume de títulos que o governo irá recomprar. O comentário arrefeceu parte da alta dos rendimentos dos Treasuries, mas sem grande impacto. Em outra frente, os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 2,36%, para US$93,78 o barril, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou sobre retaliações contra nações que apoiam o Irã, diminuindo ainda mais o apetite por ativos de risco no mercado global. “A combinação entre petróleo em alta, rendimentos americanos elevados e maior aversão ao risco reduziu o espaço para valorização dos ativos emergentes”, disse Marcos Praça, diretor de análises da Zero Markets Brasil.
Reuters
Ibovespa fecha quase estável com quadro de incertezas ainda minando apetite a risco
O Ibovespa fechou quase estável na quinta-feira, após trocar de sinal algumas vezes no pregão, com a bolsa ainda vulnerável às incertezas envolvendo as eleições e o cenário fiscal e às preocupações com o nível de juros do país e seus reflexos na atividade econômica.
Vale e Petrobras representaram um suporte positivo relevante, enquanto bancos continuaram enfraquecidos pelas preocupações com o cenário do crédito e da inadimplência no país. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registrou variação positiva de 0,03%, a 167.888,99 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 169.752,35 pontos na máxima e 166.965,79 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$25,5 bilhões antes dos ajustes finais.
Reuters
Déficit primário estrutural do governo central alcança 1,4% do PIB até junho, diz IFI
Número é o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando o resultado negativo foi de 0,7% do PIB
O déficit primário estrutural do governo central alcançou 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado de quatro trimestres até junho deste ano, de acordo com estimativas divulgadas na quinta-feira (20) pela Instituição Fiscal Independente (IFI). O número é o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando o resultado negativo foi de 0,7% do PIB. O resultado estrutural das contas públicas é aquele que exclui eventos não recorrentes, como receitas e despesas extraordinárias, e ajusta os dados aos efeitos do ciclo econômico e do preço do petróleo. O objetivo é avaliar como estão as contas públicas sem fatores atípicos ou influência de ciclo econômico. Já o resultado primário convencional inclui três componentes: as receitas e despesas estruturais (o chamado resultado estrutural), as receitas e despesas não recorrentes (atípicas) e os dados cíclicos. Esse resultado primário convencional do governo central passou de um superávit de 0,1% do PIB para déficit de 1,1% do PIB no acumulado em quatro trimestres até junho deste ano. A piora de 1,2 ponto percentual é reflexo do aumento do déficit estrutural e da redução das contribuições positivas dos componentes cíclico e não recorrente, explica a IFI. O déficit estrutural foi quem deu a maior contribuição individual para a piora do resultado convencional, ao passar do saldo negativo de 0,7% para 1,4% do PIB. Já o saldo das receitas e despesas não recorrentes foi positivo, mas encolheu de 0,5% para 0,2% do PIB entre o acumulado de quatro trimestres encerrados em junho de 2025 e de 2026. Em valores nominais, caiu de R$ 57,6 bilhões para R$ 22,8 bilhões. Ou seja, houve uma queda no componente atípico do resultado primário convencional. A principal razão foi a redução das receitas atípicas, que passaram de R$ 87,2 bilhões para R$ 40,2 bilhões no período. Entre os fatores que explicam essa queda estão a redução das antecipações de dividendos e a ausência de receitas ligadas a concessões e outorgas, à transação tributária e à transferência de depósitos judiciais da Caixa Econômica Federal para a Conta Única do Tesouro. Ou seja, essas receitas entraram no período de 2024 até meados de 2025, mas não se repetiram de lá para cá. As despesas atípicas também caíram no período, de R$ 29,6 bilhões para R$ 17,4 bilhões, mas a redução de R$ 12,2 bilhões não foi suficiente para neutralizar a perda de R$ 47 bilhões nas receitas não recorrentes líquidas. Pelo lado do componente cíclico, os dados da IFI também mostram perda de força. O resultado desse componente passou de superávit de 0,4% para 0,1% do PIB entre os acumulados de quatro trimestres até junho de 2025 e de 2026, respectivamente. O movimento foi associado à redução do hiato do produto, que, segundo as estimativas da IFI, caiu de 1,1% no segundo trimestre do ano passado para 0,5% no segundo trimestre deste ano. Isso significa que a economia continuou operando acima do seu nível potencial estimado, mas a distância em relação a esse nível diminuiu. Esse efeito, contudo, foi compensado pelo aumento das receitas de royalties e participações especiais. Os economistas Rafael Bacciotti e Alexandre Andrade, que assinam o estudo que consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto da IFI, alertam que a deterioração do resultado estrutural e o impulso fiscal expansionista da política econômica são pontos de atenção para o acompanhamento da trajetória fiscal. “Também merece atenção a possibilidade de perda de intensidade dos componentes cíclico e não recorrente, que ainda contribuem positivamente para o resultado convencional”, afirmam os economistas no RAF de agosto.
VALOR ECONÔMICO
Intenção de investimento da indústria cai em agosto ao pior patamar em 2026, aponta CNI
Índice caiu 0,6 ponto, de 53,2 em julho para 52,6 pontos, o terceiro recuo consecutivo
O índice que mede a intenção de investimento da indústria caiu 0,6 ponto em agosto, de 53,2 em julho para 52,6 pontos, o terceiro recuo consecutivo e o patamar mais baixo em 2026. Os dados são da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (20). “A queda da intenção de investimento da indústria resulta da continuidade do ambiente macroeconômico desfavorável para o setor (por conta do) patamar elevado dos juros; aumento dos custos de produção e forte entrada de produtos importados”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI. A menor propensão para investir dos empresários industriais foi acompanhada pela queda das perspectivas. Em agosto, os índices de expectativa de quantidade exportada e de número de empregados caíram 1,5 e 0,7 ponto, para 49,5 e 49,4 pontos, respectivamente. Com isso, ambos ficaram abaixo da linha de 50 pontos e passaram a indicar projeção de queda das exportações e dos postos de trabalho da indústria nos próximos seis meses. Agosto também apresentou uma diminuição do otimismo dos empresários quanto à compra de insumos e matérias-primas e à demanda dos consumidores nos próximos meses. O primeiro índice caiu 1,2 ponto, para 51,2 pontos; o segundo recuou 0,7 ponto, para 52,6 pontos. Os dois indicadores seguem acima dos 50 pontos, apontando expectativas positivas, ainda que em menor grau do que em julho. Em julho, o índice de evolução da produção industrial subiu 2,6 pontos, para 51 pontos, patamar que aponta crescimento da produção industrial em relação a junho. Foi apenas o segundo mês do ano em que isso ocorreu. A única vez havia sido em março. O índice de evolução do número de empregados também cresceu, 0,4 ponto, para 48,6 pontos. No entanto, continuou abaixo dos 50 pontos, o que significa retração dos postos de trabalho frente ao mês de junho. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu em 70%. A UCI está um ponto percentual abaixo do observado em julho de 2024 e de 2025. O índice de evolução do nível de estoques aumentou 1,7 ponto na passagem de junho para julho, chegando aos 51 pontos. O indicador superou a linha de 50 pontos pela primeira vez no ano, sinalizando alta dos estoques de produtos da indústria após oito meses de queda. Ao mesmo tempo, o índice que compara o estoque efetivo com o planejado pelos industriais avançou 0,2 ponto, de 50 para 50,2 pontos. O resultado mostra que o nível de estoques continua em linha com o projetado pelas empresas. Para esta edição da pesquisa, a CNI consultou 1.407 empresas, sendo 578 pequenas, 489 médias e 340 grandes, entre 3 e 12 agosto de 2026.
VALOR ECONÔMICO
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