Ano 1 | nº 201 | 19 de agosto 2026
NOTÍCIAS
LEITE SPOT APROFUNDA QUEDAS NO BRASIL: OFERTA NO SUL PRESSIONA PREÇOS
Avanço da captação no Sul do país pressiona as cotações e aprofunda a queda nas negociações entre indústrias. Produção de leite no Sul do Brasil: aumento da oferta pressiona o preço do leite spot em agosto de 2026. O mercado de leite spot no Brasil voltou a mostrar sinais de fraqueza na primeira quinzena de agosto.
Considerando a média dos estados pesquisados, a referência do período caiu 2,9% em relação à quinzena imediatamente anterior, uma perda de R$0,09 por litro. Na comparação com um mês atrás, o recuo chega a 3,6%, equivalente a R$0,11 por litro. A tendência não é nova — o spot vem ajustando para baixo há várias semanas —, mas a aceleração recente confirma que a pressão de oferta segue sendo o fator dominante do mercado. O principal motor desse movimento é o avanço da captação de leite no Sul do país, região que, junto com Minas Gerais, concentra boa parte da produção nacional. Um volume maior disponível para as indústrias, em um contexto de demanda final ainda fraca, empurra para baixo os preços negociados entre as plantas. As cotações do leite spot caíram em todas as regiões do Brasil no início de agosto, com a média nacional pressionada pelo avanço da captação no Sul. Nesse cenário, São Paulo manteve a maior média, seguido por Minas Gerais e Goiás, enquanto Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul registraram os ajustes mais expressivos. Soma-se a isso um componente estrutural que vem marcando o ano: embora se projete um avanço no consumo dos lares brasileiros para 2026, a capacidade real do mercado de absorver o aumento da produção depende da evolução da renda das famílias. Com menor capacidade de expansão do consumo, a maior disponibilidade de lácteos resultou em estoques industriais maiores e pressão sobre os preços. As importações, embora em queda frente a 2024, seguem sendo um fator relevante na equação da oferta total. Vale distinguir o spot — segmento mais volátil, no qual as indústrias negociam leite entre si à vista — dos valores de referência definidos pelos Conseleites estaduais para o pagamento ao produtor, que respondem com mais atraso às mudanças de oferta e demanda. Enquanto o spot vem cedendo, o Conseleite do Rio Grande do Sul havia projetado em julho uma alta de 2,98% para o litro pago ao produtor, em um cenário de relativa estabilidade no primeiro semestre. Essa divergência é comum: o spot antecipa movimentos que depois, com defasagem, acabam se refletindo — ou não — nos valores consolidados de referência. O dado-chave para as próximas quinzenas é se a captação do Sul mantém seu ritmo de crescimento ou começa a arrefecer com a aproximação da entressafra, período de menor oferta sazonal que historicamente atua como piso para os preços. Do lado da demanda, o ponto central é a capacidade de consumo interno — condicionada pelo nível de endividamento das famílias e pela Selic ainda em patamar elevado — e o comportamento das importações, que competem diretamente com a produção nacional nos segmentos de leite em pó e queijos. Em síntese: a queda da primeira quinzena de agosto não é um evento isolado, mas a continuidade de um ciclo de sobreoferta que vem marcando 2026. Questão para o produtor não é tanto se o spot vai continuar caindo no curto prazo — a tendência aponta nessa direção —, mas por quanto tempo mais se sustenta esse descolamento entre um mercado spot deprimido e valores de referência que ainda resistem melhor.
SCOT CONSULTORIA
UE-MERCOSUL: SENADO DEBATE DESVANTAGEM DO QUEIJO DE LEITE CRU APÓS ACORDO COM A ue
Uma legislação com mais de 70 anos virou alvo de debate no Congresso — e o motivo envolve comércio internacional. Produtores de Minas Gerais acionaram o Senado depois de perceber uma brecha que favorece a concorrência estrangeira. O queijo minas artesanal de leite cru, símbolo da Serra da Canastra, virou centro de um debate que vai muito além da gastronomia mineira.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado vai promover uma audiência pública para discutir as regras sanitárias que regem a produção desse tipo de queijo no Brasil — e o motivo que acelerou a discussão é comercial: o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O pedido para o debate partiu do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), por meio do Requerimento 82/2026. A proposta nasce da preocupação de produtores que veem um desequilíbrio nas regras sanitárias aplicadas ao queijo brasileiro em comparação com as exigidas para produtos similares importados, especialmente os europeus. Segundo o senador Carlos Viana (PSD-MG), o acordo Mercosul-União Europeia expôs uma assimetria regulatória que já existia, mas que agora ganha peso comercial direto. Ele afirmou que as regras para a comercialização dos queijos franceses são mais abrangentes do que as aplicadas ao queijo brasileiro, e que a legislação nacional, datada de 1954, reflete outro momento histórico. Para o senador, os franceses adotam uma visão mais aberta sobre a produção de leite cru para queijo, o que gera desigualdade para os produtores brasileiros — em particular para os de Minas Gerais. O ponto central levantado pelos produtores é que essa defasagem normativa ocorre mesmo havendo estudos técnicos que comprovam a segurança sanitária do queijo minas artesanal de leite cru. Ou seja: a discussão não é sobre risco à saúde pública, mas sobre regras desatualizadas que colocam o produto nacional em desvantagem frente a similares estrangeiros que agora entram no mercado brasileiro em condições mais favoráveis, em decorrência do acordo com o bloco europeu. A audiência pública ainda não tem data definida, mas já tem lista de convidados: o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes; representantes de produtores de queijo de leite cru; pesquisadores das universidades federais de Lavras e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri; e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O debate tem uma função prática além do simbolismo: ele vai subsidiar a elaboração do relatório do PL 531/2024, que propõe um novo marco regulatório para a produção, comercialização, fiscalização e inspeção de alimentos artesanais no país. Ou seja, o resultado dessa discussão pode se traduzir diretamente em mudanças na legislação que regula não só o queijo Canastra, mas todo o segmento de produtos artesanais de leite cru no Brasil. Para a cadeia produtiva do leite, o episódio ilustra um problema que vai além do queijo: acordos comerciais internacionais podem escancarar disparidades regulatórias internas que, até então, passavam despercebidas — e que agora pressionam o Congresso a atualizar normas com décadas de atraso.
RÁDIO SENADO
NACIONAL
PÃO DE QUEIJO MOVIMENTA QUASE 10 BILHÕES DE LITROS DE LEITE EM MG
Da produção de leite às padarias: um produto do dia a dia revela o peso real da cadeia láctea em Minas Gerais. Quase metade do leite inspecionado em Minas tem um destino que poucos imaginam. A cadeia do leite em Minas Gerais tem no queijo um dos seus principais destinos — e boa parte desse queijo termina virando pão de queijo.
Em 2025, quase metade do leite inspecionado no estado, 48,5%, foi direcionado à fabricação de queijos, segundo dados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de Minas Gerais (SILEMG). No mesmo ano, Minas produziu cerca de 9,78 bilhões de litros de leite, volume que sustenta essa demanda. O peso do estado na captação nacional de matéria-prima reforça essa dinâmica. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Minas liderou em 2025 a aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção, respondendo por 23,9% de toda a captação do país. Essa produção é sustentada por uma base de aproximadamente 134 mil produtores que fornecem leite para processamento industrial e por 775 estabelecimentos de laticínios em operação no estado. O resultado dessa combinação — grande volume de leite, forte destinação a queijos e tradição na fabricação de pão de queijo — coloca Minas Gerais como responsável por cerca de dois terços de toda a produção brasileira do item, que soma aproximadamente 892,5 mil toneladas por ano em todo o país, conforme estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip). Esse movimento não fica restrito ao leite e ao queijo. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), apresentados pela FIEMG, o setor de alimentos em Minas Gerais movimentou R$ 164,5 bilhões em 2025, o equivalente a 11,9% de toda a produção brasileira de alimentos. O segmento reúne quase 7 mil empresas no estado e gera cerca de 247 mil empregos diretos. Na outra ponta da cadeia estão as padarias, que absorvem essa produção e a transformam em ponto de venda direto ao consumidor. Minas Gerais conta com mais de 33 mil empresas ativas no setor de panificação e confeitaria. De acordo com a Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), o pão de queijo está entre os produtos mais vendidos nesses estabelecimentos, perdendo em volume apenas para o pão francês em muitos casos. A variedade de formatos também tem ampliado as ocasiões de consumo do produto. Além das versões tradicionais, ganharam espaço opções recheadas, diferentes tamanhos e preparações como waffles de pão de queijo. A versão congelada segue como fator relevante para a presença constante nas padarias: por poder ir direto do congelador ao forno, ela exige menos etapas de preparo do que outros produtos congelados de panificação, o que facilita a operação das empresas. Do lado produtivo, o setor também tem investido em ganhos de eficiência ao longo de toda a cadeia. Equipamentos que reduzem etapas manuais têm facilitado a fabricação em maior escala, enquanto tecnologias aplicadas ao polvilho diminuem a dependência das condições climáticas durante a secagem. Pesquisas relacionadas ao cultivo da mandioca também vêm permitindo que a produção se expanda para novas regiões. Por outro lado, custos com energia, transporte e mão de obra seguem pressionando diferentes elos dessa cadeia — da produção de leite e derivados até a fabricação e comercialização final do pão de queijo, o que pode repercutir no preço ao consumidor. Celebrado na segunda-feira (17), o Dia Nacional do Pão de Queijo termina, assim, funcionando como um retrato da força econômica que conecta o produtor de leite mineiro ao balcão das padarias em todo o Brasil.
TRIBUNA DE MINAS
internacional
GDT 410º registra alta nas cotações mesmo com avanço da oferta internacional
O 410º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou alta de 2,3% no GDT Price Index, resultado que reforça a continuidade da recuperação nas cotações internacionais dos lácteos. O resultado reforça a continuidade da recuperação nas cotações internacionais dos lácteos, após um período de pequenas variações, indicando uma melhora no ambiente de negociações após um período de pequenas variações.
Nos leites em pó o movimento foi positivo, com destaque para o leite em pó desnatado (LPD), que liderou as valorizações do leilão. O produto avançou 7,6%, atingindo USD 3.502/tonelada, enquanto o leite em pó integral (LPI) apresentou alta de 3,0%, sendo negociado a USD 3.591/tonelada. O movimento de valorização indica uma demanda mais aquecida por leites em pó. Entre queijos e manteiga, o movimento foi misto. A muçarela apresentou valorização de 6,1%, sendo negociada a USD 4.234/tonelada, enquanto o cheddar registrou estabilidade, atingindo USD 3.744/tonelada. A manteiga manteve a trajetória de queda observada nos últimos leilões, com recuo de 2,0%, sendo negociada a USD 5.090/tonelada. Já a gordura anidra do leite apresentou queda mais expressiva, de 6,0%, atingindo USD 5.993/tonelada. O volume negociado totalizou 41.054 toneladas, aumento de 1,4% em relação ao leilão anterior, que já havia registrado uma alta significativa nos volumes comercializados. O resultado representa um novo recorde em 2026, superando os patamares observados em 2024 e se aproximando dos maiores volumes registrados em 2025, observados durante os leilões de outubro, período de maior produção na Oceania. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume negociado apresentou alta de 12,3%, reforçando a maior disponibilidade de derivados lácteos no mercado internacional. Mesmo diante da maior oferta disponível, o avanço do GDT Price Index indica que o mercado segue com capacidade de absorção, sustentado por uma demanda mais firme. Além disso, o leilão registrou novamente o maior número de participantes da série recente, totalizando 176 compradores, sugerindo um ambiente de maior interesse. Na NZX, o mercado futuro de leite em pó integral (WMP) segue apresentando movimentos de valorização. Os contratos indicam uma melhora nas expectativas para os próximos meses, acompanhando a recuperação observada no mercado físico e a maior sustentação das cotações internacionais. Esse comportamento sugere uma melhora nas expectativas para o mercado internacional após o período recente de ajustes, com os agentes incorporando uma visão mais positiva para as próximas negociações. Ainda assim, a evolução da demanda global seguirá como principal fator para definir a continuidade desse movimento positivo nos contratos futuros. E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro? O resultado do GDT 410º reforça uma melhora pontual no mercado internacional, especialmente nos leites em pó, com recuperação das cotações após o período recente de ajustes. No entanto, esse movimento ainda não se traduz em uma mudança significativa no mercado brasileiro, que segue condicionado principalmente pela dinâmica doméstica. A maior disponibilidade de produtos importados e o comportamento do câmbio seguem como fatores importantes para a formação das cotações internas. Mesmo diante da recuperação das referências internacionais, os principais derivados no mercado brasileiro permanecem em um ambiente de estabilidade ou ajustes negativos, em um cenário de maior oferta disponível, que limita movimentos de valorização mais expressivos no curto prazo. Dessa forma, os efeitos do GDT sobre o mercado brasileiro tendem a ocorrer de forma gradual. A evolução das importações, do câmbio e da demanda interna será determinante para definir o impacto das referências internacionais sobre os preços domésticos nas próximas semanas.
milkpoint
ECONOMIA
Dólar fecha em alta no Brasil com cautela externa
O dólar fechou a terça-feira em alta contra o real, em dia de aversão ao risco no exterior diante de novas tensões no Oriente Médio e de cautela na véspera da publicação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve.
O dólar à vista fechou em alta de 0,44%, aos R$5,2229 na venda. Às 17h54, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,29% na B3, aos R$5,2375. No exterior, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,13%, a 99,663 por volta das 17h50, e a divisa norte-americana mostrava ganhos em relação a moedas pares do real brasileiro, como o peso chileno e o peso mexicano. O noticiário geopolítico esteve no radar durante a sessão, depois que o Irã afirmou que adotará uma postura militar “totalmente ofensiva”, uma vez que os esforços para negociar um fim definitivo à guerra com os Estados Unidos estagnaram, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters. Os temores em relação ao Oriente Médio se somaram ao sentimento de cautela antes da divulgação da ata do Fed na quarta-feira, que poderá trazer mais indícios sobre a trajetória dos juros nos EUA. Dados das últimas semanas, incluindo perdas inesperadas de empregos no mês passado e índices de inflação moderados, apontam para uma economia americana mais fraca, levando os investidores a reduzirem as expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve dos EUA. Ainda assim, os analistas permanecem cautelosos quanto à possível trajetória da inflação, com o Estreito de Ormuz ainda praticamente fechado e o conflito entre os EUA e o Irã em ebulição. No plano doméstico, o início da campanha eleitoral gera pressão negativa adicional sobre o real, afastando investidores estrangeiros do país, movimento que já vinha sendo observado na última semana. “Estamos em período pré-eleição. Isso já traz muita volatilidade. Mas o principal fator da semana é a divulgação da ata do Fed, e ainda temos a escalada das tensões no Oriente Médio”, disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.
Reuters
Ibovespa fracassa em reação e amplia sequência negativa em agosto
O Ibovespa voltou a fechar com sinal negativo na terça-feira, marcando a 11ª queda consecutiva, sem conseguir sustentar a tentativa de recuperação que o colocou acima dos 168 mil pontos no melhor momento do pregão.
Bancos figuraram entre as maiores pressões negativas, conforme permanecem preocupações sobre o cenário de crédito no país, enquanto Petrobras atuou como contrapeso, mesmo com o enfraquecimento da alta do petróleo. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,22%, a 166.409,56 pontos, de acordo com dados preliminares, renovando a maior série de perdas desde as 13. Na máxima da sessão, o Ibovespa marcou 168.389,49 pontos. Na mínima, registrou 166.211,30 pontos. No mês, o índice acumula até o momento uma queda de 6,51%. O volume financeiro no pregão somava R$19,23 bilhões antes dos ajustes finais.
Reuters
Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho
Mato Grosso e Minas Gerais apresentam os maiores valores entre os estados, enquanto soja, milho e bovinocultura concentram parte relevante do indicador
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP. Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões. Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões. No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%). O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação de preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.
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