Informativo Sindileite 173 10.07.2026

Ano 1 | nº 173 | 10 de julho de 2026

NOTÍCIAS

Leite ganha força no atacado enquanto carnes e ovos registram recuo

Mercado de leite apresentou valorização dos derivados no atacado, enquanto carnes bovinas e ovos perderam força no início de julho.

O mercado de leite iniciou julho com sinais positivos para a cadeia láctea. Segundo a DATAGRO, os preços do leite UHT e da muçarela voltaram a subir no atacado, refletindo uma oferta mais ajustada e a manutenção da demanda por derivados. Em sentido contrário, as carnes bovinas e os ovos registraram recuo nas cotações, evidenciando comportamentos distintos entre os principais segmentos de proteína animal. O movimento reforça uma característica comum desta época do ano, quando a produção de leite tende a perder ritmo em parte das regiões produtoras, enquanto outros mercados passam por ajustes na oferta e no consumo. De acordo com a DATAGRO, o leite UHT voltou a registrar valorização no mercado atacadista, acompanhado pelos preços da muçarela. A menor disponibilidade de matéria-prima, típica do período seco em importantes bacias leiteiras do país, contribui para reduzir a oferta destinada às indústrias, sustentando as cotações dos principais derivados. Além disso, o consumo permanece relativamente firme, permitindo que os reajustes continuem chegando ao mercado mesmo em um ambiente de maior cautela por parte do varejo. Enquanto os lácteos seguem em valorização, o mercado das proteínas animais mostrou sinais de acomodação. Segundo a DATAGRO, as carnes bovinas registraram leve enfraquecimento no atacado, reflexo do equilíbrio entre oferta e demanda. Os ovos também apresentaram queda nas cotações, movimento influenciado pelo aumento da disponibilidade do produto após o período de maior consumo observado nos meses anteriores. Esse comportamento evidencia que cada cadeia produtiva responde de maneira distinta às condições de mercado, mesmo compartilhando fatores como custos de produção e comportamento do consumo. Para as próximas semanas, o mercado seguirá atento ao avanço do período seco nas principais regiões produtoras de leite e à evolução da demanda interna por alimentos. No setor lácteo, uma oferta mais restrita poderá continuar sustentando os preços dos derivados. Na avaliação da DATAGRO, o início de julho mostra um mercado de proteínas bastante heterogêneo, com fundamentos distintos para cada segmento e perspectivas que dependerão da evolução da oferta e da demanda no mercado interno.
COMPRE RURAL

Ator Márcio Garcia e produtores de leite fecham acordo judicial após vídeo sobre maus-tratos

Publicação de 2023 continha críticas à pecuária leiteira; agora, artista diz que buscou entidades para compreender melhor o segmento. Ator Márcio Garcia gravou um novo vídeo divulgado pela Abraleite

A Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) firmou um acordo judicial com o ator Márcio Garcia para encerrar a ação movida pela entidade após declarações do artista sobre a produção leiteira brasileira em um vídeo publicado no Instagram, em 2023 (veja abaixo). O anúncio, feito na última terça-feira (7), não detalha os termos do acordo, mas, segundo a associação, o entendimento reconhece o caráter “injusto” das acusações contra os produtores de leite. O vídeo que deu origem ao processo foi produzido em parceria com a ONG Mercy For Animals Brasil, que convidou Garcia para abordar a produção de leite no país. Na publicação, o ator criticava a cadeia produtiva e associava a atividade a práticas de maus-tratos contra os animais, como inseminações e gestações sucessivas e forçadas. “O consumo do leite de outras espécies, além de não ser natural, fomenta uma indústria que causa extrema dor e angústia para as mães vacas e seus filhotes. Será que vale a pena tanta dor e sofrimento por um copo de leite de vaca?”, afirmava Garcia no vídeo. À época, a Abraleite alegou que as declarações eram infundadas e prejudicavam a imagem dos produtores brasileiros. Diante disso, a associação ingressou com uma ação judicial contra o ator. Dias depois da publicação, o vídeo deixou de estar disponível nas redes sociais de Garcia. Em seguida, o ator divulgou uma nova gravação, feita de forma caseira, na qual explicou que aceitou o convite da Mercy For Animals Brasil para participar da campanha e afirmou que sua intenção era chamar a atenção para casos de maus-tratos, sem generalizar a atuação dos produtores de leite. “A minha intenção ao participar do conteúdo foi unicamente chamar a atenção para um problema muito sério que afeta animais indefesos em determinadas circunstâncias. Jamais tive a intenção de generalizar esses casos ou atacar um segmento pelo qual tenho profundo respeito”, afirmou Garcia. Três anos depois, a Abraleite anunciou o acordo e divulgou um novo vídeo gravado pelo próprio Garcia. Na gravação, o ator afirma que buscou produtores e autoridades do setor para compreender melhor a atividade e conhecer o trabalho desenvolvido pela associação.

GLOBO RURAL

EMPRESAS/EVENTOS

Novonesis reforça seu compromisso com inovação e crescimento sustentável durante a Minas Láctea 2026

A Novonesis, líder em biossoluções, marcará presença na Minas Láctea, evento que acontecerá entre os dias 14 e 16 de julho de 2026, em Juiz de Fora (MG). Durante a feira, a empresa apresentará seu amplo portfólio de biossoluções com foco nos segmentos de queijos, iogurtes, leites fermentados e testes pata detecção de antibióticos no leite, reafirmando seu compromisso com a eficiência produtiva, a qualidade dos alimentos e a inovação sustentável.

“O Brasil hoje é o maior fabricante de queijos da América Latina e segue com amplas oportunidades de expansão. Como parceira estratégica da indústria láctea, a Novonesis estará presente na Minas Láctea 2026 para reafirmar seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento do setor. Durante o evento, apresentaremos soluções e lançamentos que combinam ciência, eficiência produtiva e sustentabilidade, apoiando nossos clientes na superação de desafios cada vez mais complexos e na construção de um futuro competitivo para a cadeia láctea”, afirma Lúcio Antunes, Head de Vendas para Lácteos na Novonesis, Brasil. Para o segmento de queijos, a companhia destacará soluções que promovem maior robustez de acidificação, ganhos de produtividade e rendimento, além de melhorias em funcionalidade e qualidade dos produtos. A Minas Láctea também será palco de um importante lançamento da empresa: uma tecnologia desenvolvida para maximizar o valor do leite ao aumentar a retenção de gordura e proteína na fabricação de queijos frescos, como o Minas Frescal e o Coalho. A solução otimiza a funcionalidade da matéria-prima, contribui para maior padronização dos processos e apoia uma produção mais eficiente, rentável e resiliente diante dos desafios da indústria. Já para a categoria de lácteos fermentados, um dos destaques será a Galaya® Smooth, protease que melhora a fluidez e a experiência sensorial de iogurtes proteicos bebíveis, reduzindo desafios de textura e processamento, enquanto apoia formulações mais eficientes. Também serão apresentados cultivos para fermentação, soluções de bioproteção e probióticos voltados à inovação, aporte de funcionalidade e diferenciação de produtos. Na área de qualidade do leite, a Novonesis apresentará soluções avançadas para análise, monitoramento e detecção de resíduos de antibióticos com demonstrações práticas de seu portfólio ampliado, que agora engloba as marcas Bioeasy e MilkSafeTM, apoiando decisões rápidas, seguras e confiáveis em toda a cadeia produtiva. A Minas Láctea reúne, a cada dois anos, produtores, indústrias, pesquisadores e especialistas para discutir tendências, inovação e os desafios da cadeia produtiva do leite. O objetivo é fomentar um ambiente colaborativo favorável ao desenvolvimento de soluções que geram valor para o mercado. Em um setor marcado pela busca contínua por eficiência, qualidade e sustentabilidade, a Novonesis chega ao evento com alternativas que traduzem o potencial das biossoluções para impulsionar a competitividade de seus clientes. Nesse contexto, a empresa reforça sua posição como uma das protagonistas da transformação do setor lácteo brasileiro.

MILKPOINT

Tirol reposiciona comunicação e lança campanha centrada nas experiências em torno da alimentação

A estratégia reposiciona a forma como a marca se relaciona com os consumidores e passa a priorizar uma narrativa centrada nas experiências e momentos compartilhados.

A Tirol inicia uma nova fase de sua comunicação com o lançamento da campanha institucional “Incrível é fazer com Tirol”. A estratégia reposiciona a forma como a marca se relaciona com os consumidores e passa a priorizar uma narrativa centrada nas experiências e nos momentos compartilhados em torno da alimentação, ampliando o foco para além dos atributos funcionais de seus produtos. O reposicionamento busca aproximar a marca do cotidiano dos consumidores ao valorizar o preparo de receitas, o compartilhamento de refeições e os encontros entre familiares e amigos. Segundo o gerente de marketing da empresa, Rodnei Guariza, o conceito “Incrível é fazer com Tirol” traduz a evolução da comunicação da marca e reforça sua presença em diferentes ocasiões de consumo. “A campanha traduz a evolução da Tirol e reforça nosso propósito de estar presente nos momentos que fazem parte da vida das pessoas. Queremos fortalecer essa conexão mostrando que nossos produtos acompanham desde as escolhas mais práticas do dia a dia até ocasiões especiais”, afirma Guariza. A campanha foi desenvolvida pelo time de Marketing da Tirol em parceria com a agência catarinense Fullgaz, responsável pela criação, storytelling e planejamento integrado de conteúdo e mídia.

Assessoria de Imprensa Tirol

ECONOMIA

Dólar acompanha exterior e cai ao menor valor em três semanas

O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, alinhado ao recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, ainda que persistam as preocupações com a retomada das ações militares no Oriente Médio.

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,48%, aos R$5,1238. Esse é o menor valor de fechamento em três semanas, desde 17 de junho, quando atingiu R$5,1104. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,65% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,56% na B3, aos R$5,1520, com cerca de 167 mil contratos negociados até o momento. Apesar do feriado no Estado de São Paulo, as negociações cambiais seguiram normalmente nesta quinta-feira, inclusive na B3, mas a liquidez foi afetada, conforme dois profissionais ouvidos pela Reuters. No exterior, após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar na véspera que o acordo provisório com o Irã “acabou”, as Forças Armadas norte-americanas lançaram novos ataques contra o país. Já o Irã realizou ataques contra infraestruturas militares dos EUA em países vizinhos no Golfo Pérsico nesta quinta-feira, enquanto enterrava seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, no santuário mais sagrado do país, em Mashhad. Apesar das tensões, o dólar exibiu perdas nesta quinta-feira ante moedas fortes como o iene e o euro. Além disso, cedeu ante divisas de países emergentes como o peso colombiano, o peso chileno e o rand sul-africano. No Brasil, o viés negativo para o dólar se firmou entre o fim da manhã e o início da tarde, em uma sessão no geral favorável aos ativos locais, com o Ibovespa em alta e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) em queda. “Estamos acompanhando o enfraquecimento do dólar lá fora, onde há hoje apetite a risco”, comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com aval externo

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, orbitando os 173 mil pontos, apoiado pelo viés positivo no exterior e avanço de ações de bancos, enquanto Petrobras figurou na ponta negativa com o recuo do petróleo no mercado internacional.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, Ibovespa subiu 1,27%, a 172.828,31 pontos, de acordo com dados preliminares, vindo de três quedas seguidas, período em que acumulou um declínio de quase 2%. Na máxima do dia, chegou a 172.932,89 pontos. Na mínima, marcou 170.652,87 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$17,15 bilhões antes dos ajustes finais, em dia de feriado no Estado de São Paulo pela Revolução Constitucionalista de 1932.

REUTERS

IGP-M cai 0,39%na primeira prévia de julho, informa FGV

Na primeira prévia de junho, o indicador havia avançado 0,21%

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu 0,39%% na primeira prévia de julho, segundo dados divulgados na quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Na primeira prévia de junho, o indicador havia avançado 0,21%. Entre os três grupos que formam o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no indicador final, caiu 0,66%, ante alta de 0,09% na primeira prévia do mês passado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, oscilou para 0,01%, de elevação de 0,32% na primeira prévia de junho. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do IGP-M, teve alta de 0,69%, ante elevação de 0,77% na primeira prévia de junho.

VALOR ECONÔMICO

Entrada de dólares no primeiro semestre é a maior desde 2018 Brasil reverte saldo bastante negativo de 2025 no fluxo com melhora financeira e comercial

Um ano após o fluxo cambial registrar a maior saída de dólares para um primeiro semestre em toda a série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1982, o cenário se reverteu. O país anotou, em 2026, os melhores primeiros seis meses de um ano desde 2018. De acordo com dados publicados na quarta-feira, houve entrada líquida de US$ 17,78 bilhões no país até junho, resultado que, na última década, só não supera os US$ 22,5 bilhões registrados oito anos atrás. A melhora do fluxo cambial coincidiu com um período de apreciação do real, com o dólar caindo do nível de R$ 5,4887 no fim de 2025 para R$ 5,1485 na cotação do fechamento de ontem. Embora a taxa de câmbio local seja majoritariamente definida pelo mercado de derivativos e sofra pouca influência direta da entrada ou saída de dólares “spot” (à vista), há a leitura de que um fluxo cambial positivo tende a dar mais sustentação à moeda, já que a dinâmica dos derivativos é mais volátil. De acordo com os dados do BC, houve a saída líquida de US$ 16,12 bilhões pelo fluxo financeiro no primeiro semestre, mais do que compensada pela entrada de US$ 33,90 bilhões na conta comercial. Além disso, as duas métricas exibiram melhora relevante na comparação com o primeiro semestre de 2025, quando a conta financeira sofreu saída de US$ 39,71 bilhões e a comercial registrou entrada de US$ 25,37 bilhões. Assim, a melhora do fluxo cambial de um ano para cá pode ser explicada tanto pela conta financeira quanto pela comercial, “e em particular pelo ingresso de capital estrangeiro no país, embora com alguma acomodação desde o início da guerra” no Oriente Médio, avalia a economista Júlia Marasca, do Itaú Unibanco. Segundo ela, as exportações já rodam em níveis recordes desde o ano passado, o que denota uma melhora estrutural da balança comercial, principalmente por meio do aumento da produção de petróleo. Nesse sentido, a melhora observada no câmbio contratado pelo lado comercial em 2026 segue uma tendência recente. “A guerra trouxe um efeito positivo em termos de preço, mas, por outro lado, parece ter contribuído para uma perda de volume possivelmente por uma demanda global menor, em especial da China. Com a normalização [do conflito geopolítico], devemos ver essa demanda crescer novamente”, afirma a economista. O bom desempenho do fluxo cambial pelo comércio exterior ocorre mesmo diante de um nível ainda “bastante elevado” de importações, em decorrência de uma economia brasileira que segue resiliente, pondera Marasca. Houve também uma lacuna entre o câmbio embarcado (dólares no comércio exterior) e o câmbio contratado (recurso internalizado no país) que se criou com a queda do dólar a patamares próximos ou abaixo de R$ 5 entre abril e maio. Isso fez com que parte desse fluxo não fosse efetivado. “Mas, com o dólar voltando a patamares de R$ 5,15 a R$ 5,20, espero que essa entrada maior de dólares pelo canal comercial volte”, avalia. Para o economista Felipe Kotinda, do Santander, há uma melhora notável da parte comercial em relação ao ano passado, ao passo que o fluxo financeiro somente voltou à média dos últimos cinco anos após um 2025 bastante negativo. “Do lado da conta financeira, vemos que o investimento direto tem melhorado nos últimos 12 meses. Já a parte de investimentos via portfólios é muito volátil, mas também está melhor do que no ano passado”, diz Kotinda. Para ele, esse fluxo de investidores estrangeiros tem se concentrado mais na renda fixa do que na renda variável. “Não é algo que está superbom, mas, sim, dentro da média recente”. Segundo ele, a grande história do fluxo cambial em 2026 é a valorização dos preços de commodities.

VALOR ECONÔMICO

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