Ano 1 | nº 249 | 28 de outubro 2026
NOTÍCIAS
FRANCISCO BELTRÃO SEDIARÁ ENCONTRO NACIONAL DE LATICÍNIOS
Evento terá mais de 45 empresas expositoras e palestras sobre produção, qualidade e gestão da indústria. Para a edição em Francisco Beltrão, o convite é dirigido a participantes de todo o país, com atenção aos três estados do Sul.
Francisco Beltrão receberá, nos dias 11 e 12 de novembro, o Encontro de Laticínios — Seminário Mais Negócios, promovido pela Revista Mais Leite, publicação do Grupo Mais Food. O evento será no Marabá Centro de Eventos, das 8h30 às 19h, com o objetivo de reunir fornecedores e profissionais de laticínios e queijarias para apresentar soluções e discutir os desafios do setor. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site revistamaisleite.com.br. A programação inclui palestras e uma área de exposição com mais de 45 empresas de refrigeração, ingredientes, equipamentos, embalagens, automação, higienização, laboratório e suprimentos ligados à qualidade. Entre os participantes da programação está a equipe da Embrapa Gado de Leite, que abordará a qualidade da matéria-prima ao produto. As palestras também tratarão de rendimento industrial, tendências de mercado, higienização, gestão do negócio, aproveitamento do soro de leite e formas de agregar valor aos produtos. Esta será a primeira edição do encontro na Região Sul. Segundo Erika, a escolha de Francisco Beltrão considerou o avanço da produção e da qualidade do leite no Paraná, além de visitas a municípios e da aproximação com associações do setor. A Prefeitura de Francisco Beltrão é parceira da iniciativa. O evento ocorre nesse formato desde 2021 e já passou por Marabá, no Pará; Cuiabá, em Mato Grosso; Fortaleza, no Ceará; e Nossa Senhora da Glória em Sergipe. Além do conteúdo técnico, a organização propõe um espaço para troca de experiências e contatos profissionais. Para a edição em Francisco Beltrão, o convite é dirigido a participantes de todo o país, com atenção aos três estados do Sul. “A gente estende o convite para todo o país e, especialmente, para os laticínios e queijarias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, disse Erika.
JORNAL DE BELTRÃO
TESTE BRASILEIRO IDENTIFICA EM 20 MINUTOS VACAS QUE PRODUZEM LEITE a2
Tecnologia desenvolvida em Santa Catarina utiliza gotas de leite para fazer a triagem na fazenda e pode auxiliar a seleção do rebanho; diferença está na proteína e não elimina a lactose. A tecnologia já ultrapassou 7 mil testes aplicados em mais de 400 propriedades, com utilização em cinco países.
Identificar quais vacas produzem leite exclusivamente com a variante A2 da beta-caseína pode ser uma etapa importante para produtores interessados em diferenciar sua produção. Uma tecnologia brasileira permite realizar essa triagem em aproximadamente 20 minutos, diretamente na propriedade, utilizando algumas gotas do leite de cada animal. A solução foi desenvolvida pela Scienco Biotech, de Lages, na Serra Catarinense, e integra a marca Dairy Tech. O interesse está na possibilidade de organizar rebanhos para atender ao mercado de leite A2, produto estudado por sua tolerabilidade digestiva em determinados consumidores. Entretanto, a distinção exige cuidado: leite A2 continua contendo lactose e não representa uma solução universal para quem apresenta desconforto ao consumir lácteos. Sua característica está em uma proteína naturalmente produzida pelas vacas. Comercializado como MilkTest, o dispositivo utiliza uma amostra individual de leite. Segundo a fabricante, o produtor deve fazer a coleta em um recipiente limpo e seco, aplicar a amostra conforme as instruções e aguardar o período indicado para leitura. O formato lembra um teste rápido de gravidez, com linhas que permitem interpretar o resultado. A proposta é facilitar a identificação de animais de interesse sem equipamentos laboratoriais na propriedade. O procedimento analisa o leite produzido pelo animal; não realiza uma leitura direta de seu DNA. A própria empresa o apresenta como ferramenta de triagem. Segundo os números divulgados pela desenvolvedora, a tecnologia já ultrapassou 7 mil testes aplicados em mais de 400 propriedades, com utilização em cinco países. Esses indicadores são informações comerciais fornecidas pela empresa. A classificação está relacionada às variantes da beta-caseína, uma das proteínas do leite. Assim, vacas A2A2 produzem exclusivamente a variante A2 da beta-caseína. Isso não significa que seu leite contenha apenas uma proteína: as demais proteínas naturais do alimento continuam presentes. A Epamig explica que a identificação genética permite distinguir esses perfis e orientar a formação dos rebanhos. Para a pecuária leiteira, a triagem pode ajudar a identificar animais destinados a uma produção diferenciada. Já a formação de um rebanho A2A2 exige planejamento reprodutivo: a orientação da Epamig inclui avaliação genética de fêmeas e utilização de sêmen de touros A2A2. O teste baseado no leite, por sua própria natureza, depende de uma amostra disponível do animal em produção. Experiências de pecuaristas que investem na produção de leite A2 mostram como a seleção do rebanho pode integrar uma estratégia de diferenciação dos produtos lácteos. A comercialização também envolve cuidados além da identificação das vacas. A CNA apresenta um protocolo voluntário de certificação que abrange identificação, processamento, transporte e rotulagem do leite e de seus derivados. Assim, o resultado de uma triagem individual não equivale, por si só, à certificação de toda a cadeia produtiva. A Scienco Biotech foi fundada em 2016, a partir de projetos desenvolvidos no Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina, o CAV/Udesc, segundo a Associação Catarinense de Tecnologia. Em março de 2026, a empresa venceu a competição de startups do South Summit Brazil, em Porto Alegre, com a solução Dairy Tech. O reconhecimento reforça a trajetória de uma tecnologia que aproxima a pesquisa de uma decisão prática dentro da fazenda: identificar características do leite para orientar a gestão do rebanho.
COMPRE RURAL
NACIONAL
Santa Catarina: Pronampe Leite destina mais de R$ 100 milhões a produtores de leite
Com mais de 3,7 mil contratos firmados em 185 municípios de SC, programa do BRDE ofereceu crédito com juro zero e foco em pequenos e médios produtores.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) informou que o Pronampe Leite destinou R$ 100.965.515,24 a produtores de Santa Catarina desde o lançamento do programa, em março de 2026. Ao todo, foram firmados 3.770 contratos, abrangendo 185 municípios do estado. Os dados foram atualizados durante o Conecta Leite 2026, realizado nesta semana em Pinhalzinho, no Oeste catarinense. A iniciativa oferece crédito para apoiar a atividade leiteira, especialmente em regiões onde a produção tem participação relevante na renda das famílias rurais e na cadeia agroindustrial. Segundo o gerente regional do BRDE no Oeste, Paulo Antoniollo, o financiamento pode contribuir para a manutenção das atividades e a realização de investimentos pelos produtores. O Pronampe Leite BRDE/SC foi destinado a produtores com rebanho registrado na Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O financiamento foi calculado com base no número de matrizes, com limite de R$ 1 mil por animal e teto de R$ 50 mil por produtor. As condições previam prazo total de 24 meses, sendo 12 meses de carência e outros 12 para pagamento. As taxas de juros estabelecidas eram de 0% para produtores com até 30 matrizes e de 6% ao ano para aqueles com mais de 30 matrizes, desde que os pagamentos fossem mantidos em dia. O Conecta Leite reúne produtores rurais, cooperativas, indústrias de laticínios, fornecedores, pesquisadores e especialistas para discutir temas relacionados à cadeia produtiva.
Santa catarina em pauta
GOVERNO
Produtores já podem participar de cadastro de estabelecimentos agropecuários para Censo
Início da coleta presencial foi adiado para junho de 2027; haverá coleta pela internet a partir de março. Censo Agro deveria ser realizado a cada cinco anos, mas por restrições no Orçamento a distância entre uma edição e outra foi de dez anos nas últimas décadas
Depois de quase dez anos da última edição do Censo Agro, em 2017, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começa na próxima semana o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Os produtores já podem participar do Cadastro Prévio de Estabelecimentos Agropecuários, lançado nesta terça-feira (27/10). O IBGE também informou que o início da coleta presencial foi adiado de abril de 2027 para junho de 2027. Haverá coleta pela internet a partir de março. Oficialmente, o Censo Agro deveria ser realizado a cada cinco anos, mas por restrições no Orçamento a distância entre uma edição e outra foi de dez anos nas últimas décadas. As últimas pesquisas foram feitas em 2007, 2017 e agora a próxima será em 2027. O cronograma inicial do IBGE previa os preparativos em 2025 e coleta em campo em 2026, mas foi adiado por falta das verbas demandadas no orçamento da União. O cadastramento de estabelecimentos agropecuários é feito pela internet: https://cadastroagro.ibge.gov.br e segue até agosto de 2027. O produtor deve informar seus dados pessoais e os dados do estabelecimento, incluindo nome, endereço e localização. Também será possível informar o CNPJ e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), quando existir. Produtores e instituições parceiras, como cooperativas, associações, sindicatos e escritórios de contabilidade, poderão cadastrar estabelecimentos agropecuários e contribuir para a preparação da coleta nacional. O Censo Experimental será realizado entre 3 de novembro a 4 de dezembro de 2026, nos municípios de os municípios de Rio Claro (SP), Barra do Bugres e Tangará da Serra (MT), Cururupu e Mirinzal (MA). Segundo o IBGE, é uma simulação integral da operação censitária em escala real. Além da coleta de dados, serão testadas os procedimentos operacionais, a infraestrutura tecnológica, a logística, a organização dos postos censitários, a capacitação das equipes e os mecanismos de supervisão e acompanhamento da coleta.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar fecha em baixa de 1% depois de disparada pós-eleição
Após disparar na véspera mais de 8% depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar fechou a terça-feira com baixa próxima de 1%, com o mercado demonstrando maior acomodação.
O dólar à vista encerrou com queda de 1,07%, a R$5,3488. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 2,55%. Às 17h04, o dólar futuro para novembro cedia 0,51% na B3, aos R$5,3505. Na segunda-feira, o dólar encerrou a sessão com alta de 8,36%, aos R$5,4066, com os investidores reagindo negativamente à vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o favorito da Faria Lima. Além do ajuste de posições, a disparada refletiu receios em torno da continuidade da atual política fiscal. Na terça-feira, porém, o dólar recuou durante todo o dia, com o mercado se ajustando ao forte movimento da véspera. Às 10h42, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,3166 (-1,66%). Em rápida entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda pela manhã, o ministro Dario Durigan reafirmou a intenção do governo de buscar o centro da meta fiscal — uma das principais preocupações do mercado financeiro. A medida, segundo ele, será tratada com o Congresso. O ministro pontuou ainda que a forte pressão vista na segunda-feira na bolsa, no câmbio e no mercado de juros futuros representou uma “troca de posição, porque o mercado estava apostando em outro candidato”. Para ele, já havia na terça-feira uma reação no mercado local de acomodação de expectativas. Durante entrevista coletiva em Brasília, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que a instituição atuará no mercado de câmbio quando perceber disfuncionalidades. No exterior, a moeda norte-americana também cedeu ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, a rupia indiana e o rand sul-africano. No entanto, avançou ante o euro e a libra. Às 17h07, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,28%, a 102,310.
REUTERS
Ibovespa tem queda modesta em dia de acomodação após tombo
O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, em pregão de acomodação na bolsa paulista após fortes perdas na véspera com o desfecho da eleição presidencial no país, enquanto persistem incertezas sobre o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,44%, a 175.831,92 pontos, de acordo com dados preliminares, mas chegou a 178.526,08 pontos na máxima do dia. Na mínima, marcou 175.130,23 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$45,53 bilhões antes dos ajustes finais. Na segunda-feira, o Ibovespa caiu quase 14%, na maior queda desde 2020, após a reeleição de Lula contrariar expectativas no mercado de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível agenda mais favorável a um ajuste fiscal.
REUTERS
Preços ao produtor aceleram no Brasil em setembro, com alta de 1,54%
Os preços ao produtor no Brasil aceleraram em setembro, com alta de 1,54%, pressionados pelo custo dos alimentos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira.
O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma alta de 4,34%. Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia apresentado alta de 0,34%, após três meses de deflação, acumulando variação positiva de 2,50% em 12 meses. Segundo o IBGE, do total de 24 atividades industriais analisadas, 16 tiveram alta em setembro sobre agosto, com alimentos exercendo o maior impacto, com alta de 2,40%. Derivados da cana-de-açúcar e da soja são os quatro produtos de maior influência no resultado do setor de alimentos em setembro, respondendo por 1,66 p.p., da variação de 2,40%, segundo o IBGE. Já indústrias extrativas apresentaram alta de 11,04% e refino de petróleo e biocombustíveis, de 4,88%. Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital apresentaram alta de 0,62%, bens intermediários avançaram 1,94% e bens de consumo subiram 1,18%. O IPP mede a variação dos preços de produtos industriais na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete.
REUTERS
Balança comercial já tem superávit de US$ 69,8 bilhões em 2026
Agropecuária registra alta de 18,9% nas exportações
A balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 69,8 bilhões em 2026, com exportações de US$ 314 bilhões e importações de US$ 244,1 bilhões. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), até a quarta semana de outubro, as vendas externas da agropecuária cresceram 18,9% em relação ao período de comparação considerado no levantamento, impulsionadas, entre outros produtos, por soja e café não torrado. Na quarta semana de outubro de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,7 bilhão e corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. O resultado veio de exportações de US$ 8,5 bilhões e importações de US$ 6,8 bilhões. No acumulado do mês até a quarta semana, as exportações somaram US$ 29,31 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 21,9 bilhões. O saldo ficou positivo em US$ 7,4 bilhões, e a corrente de comércio atingiu US$ 51,17 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizaram US$ 314 bilhões e as importações, US$ 244,1 bilhões. Com isso, o superávit chegou a US$ 69,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 558,1 bilhões. Segundo dados divulgados pela Secex/MDIC, as exportações da agropecuária somaram US$ 5,85 bilhões até a quarta semana de outubro, com crescimento de 18,9%. A indústria extrativa avançou 55,9%, para US$ 8,51 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 18,4%, alcançando US$ 14,70 bilhões. Entre os produtos agropecuários, o aumento das vendas externas foi puxado principalmente por centeio, aveia e outros cereais não moídos, com alta de 13.789,5%; café não torrado, com avanço de 15,6%; e soja, com crescimento de 12,6%. Apesar do resultado positivo do setor, alguns produtos registraram queda nas exportações. As vendas de produtos hortícolas frescos ou refrigerados recuaram 20,5%, enquanto as de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras diminuíram 55,6%. A madeira em bruto teve retração de 40,1%. Na indústria extrativa, o crescimento das exportações foi influenciado pelo aumento das vendas de minérios de níquel e seus concentrados, que avançaram 184,5%; minérios de metais preciosos e seus concentrados, com alta de 811%; e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, com crescimento de 127,5%. Na indústria de transformação, os destaques foram celulose, com aumento de 41,8%; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, com alta de 222,3%; e gorduras e óleos vegetais, do tipo soft, brutos, refinados ou fracionados, que avançaram 195,9%. Entre os produtos que apresentaram retração nas exportações estão minério de ferro e seus concentrados, com queda de 24,3%; minérios de cobre e seus concentrados, com recuo de 26%; e minérios de alumínio e seus concentrados, com diminuição de 36,8%. Na indústria de transformação, as vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caíram 24,8%. As exportações de açúcares e melaços recuaram 34,1%, enquanto as de outras máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias e suas partes diminuíram 74,4%. As importações brasileiras também avançaram até a quarta semana de outubro. Segundo dados divulgados pela Secex/MDIC, as compras externas da agropecuária somaram US$ 440 milhões, com crescimento de 24,4%. Na indústria extrativa, as importações aumentaram 43,5%, totalizando US$ 1,12 bilhão. Já a indústria de transformação registrou alta de 19,9%, com US$ 20,16 bilhões em compras externas.
SECEX/MDIC
Exportações do agro avançam em outubro com soja, frango e suínos; carne bovina e milho perdem volume
Dados parciais da Secex mostram crescimento da receita diária da agropecuária, com diferenças importantes entre as cadeias exportadoras.
As exportações brasileiras da agropecuária registraram crescimento de 21% na receita média diária em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reunidos pela Terra Agro Insights. O levantamento contabiliza 11 dias úteis e aponta aumento de 7,4% no volume médio diário. O desempenho combina expansão dos embarques e valorização de produtos, mas varia entre as principais cadeias. Os embarques de soja em grão somaram 3,80 milhões de toneladas, com média diária de 345,2 mil toneladas, alta de 12,9% na comparação anual. O preço médio subiu 14,2%, para US$ 488,60 por tonelada. A receita acumulada alcançou US$ 1,86 bilhão, com crescimento de 28,9% na média diária. O farelo de soja totalizou 1,15 milhão de toneladas. O volume diário aumentou 2,6%, enquanto o preço médio avançou 25,2%, para US$ 433,30 por tonelada. As exportações de milho atingiram 2,87 milhões de toneladas, com média de 260,6 mil toneladas por dia, redução de 11,8% frente a outubro de 2025. O preço médio, entretanto, cresceu 15%, para US$ 238,20 por tonelada, permitindo aumento de 1,4% na receita média diária. Na terceira semana, os embarques aceleraram para 283,8 mil toneladas por dia. Mesmo com a melhora, o ritmo permaneceu abaixo do necessário para repetir o volume total de outubro do ano anterior. As exportações de carne de aves somaram 293 mil toneladas, com aumento de 23,6% no volume diário. O preço médio avançou 14,5%, e a receita diária cresceu 41,5%. Esses dados antecedem o foco de Newcastle confirmado em Santa Catarina em 18 de outubro e, portanto, não medem os efeitos das restrições posteriores. A carne suína alcançou 74,4 mil toneladas, com crescimento de 18,5% no volume diário. A queda de 11,1% no preço médio limitou o avanço da receita diária a 5,3%. Na carne bovina, os embarques somaram 107,8 mil toneladas. O volume diário caiu 32,7%, enquanto o preço médio subiu 12,4%, para US$ 6.226,70 por tonelada. O café não torrado totalizou 151,5 mil toneladas, equivalentes a aproximadamente 2,53 milhões de sacas de 60 quilos. O volume médio diário cresceu 30%, mas a redução de 15,6% no preço limitou a expansão da receita a 9,7%. O açúcar somou 1,74 milhão de toneladas, com queda de 16,5% no volume diário e de 28,4% na receita diária. No algodão, os embarques chegaram a 158 mil toneladas. A média diária aumentou 7,5%, acompanhada de valorização de 7,2% no preço médio. O fechamento de outubro dependerá do ritmo de embarques nas semanas restantes. No setor avícola, as próximas divulgações também permitirão avaliar os primeiros reflexos das restrições sanitárias sobre o comércio exterior.
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