Ano 1 | nº 246 | 23 de outubro 2026
NOTÍCIAS
80% dos produtores já perderam leite por falhas de resfriamento, aponta enquete
Levantamento mostra que o descarte de matéria-prima por problemas no tanque ou falta de energia é uma realidade para 8 em cada 10 fazendas leiteiras.
Para entender a real dimensão desse gargalo no campo, lançamos a enquete “Problemas no tanque de resfriamento de leite que podem causar descarte da matéria-prima” para os nossos leitores. A pergunta principal foi direta: “Você já passou por uma situação como essa na sua fazenda?”. Os resultados mostram que o prejuízo enfrentado pelos irmãos Vieira está longe de ser uma exceção. De acordo com os dados coletados, uma esmagadora maioria de 80% dos participantes (16 pessoas) afirmou já ter vivenciado situações de descarte de leite pelo mesmo motivo. Apenas 20% (4 pessoas) relataram nunca ter passado por esse problema em suas propriedades. Uma falha no tanque de resfriamento não leva embora apenas o volume de leite; ela escoa junto o investimento em nutrição, os custos com mão de obra, a sanidade dos animais e o tempo de toda a equipe. Como o leite exige uma rápida queda de temperatura para evitar a multiplicação de microrganismos e o aumento da acidez, a janela de tempo para resolver quebras de equipamento ou quedas de energia é extremamente curta. Diante desse cenário relatado pela maioria, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de estratégias de mitigação nas fazendas, como a manutenção preventiva rigorosa dos tanques de resfriamento, a instalação de geradores de energia como plano de contingência e a adoção de sistemas de alarme de temperatura.
MILKPOINT
Capal anuncia realização da Expoleite 2027 nos dias 1 a 3 de julho em Arapoti/PR
A Capal Cooperativa Agroindustrial já deu início aos preparativos para a 53ª edição da Expoleite, uma das mais tradicionais feiras agropecuárias do país. Em 2027, o evento será realizado entre os dias 1 e 3 de julho, no Parque de Exposições Capal, em Arapoti/PR.
Consolidada como uma das principais vitrines da qualidade genética do gado leiteiro dos Campos Gerais do Paraná, a Expoleite atraiu aproximadamente 35 mil visitantes em sua última edição, entre produtores rurais, expositores, especialistas do setor, pesquisadores e comunidade em geral. Um dos momentos mais aguardados do evento é o julgamento dos animais da raça Holandesa, etapa credenciada junto à Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e que integra o Circuito Nacional da Raça Holandesa. A 53ª Expoleite terá uma agenda diversificada para atender as demandas do produtor rural, além de atrações de entretenimento para as famílias. A programação completa será divulgada em breve, incluindo palestras técnicas, encontros, análise do mercado, novas tendências do setor e inovações aplicadas ao agronegócio. Atualmente, o Parque de Exposições Capal passa por um amplo processo de melhorias e revitalização em sua estrutura física que visa modernizar o espaço para acomodar os visitantes do evento. “As obras estão avançando dentro do cronograma e com excelente padrão de execução. Nós da cooperativa seguimos entusiasmados em dar continuidade a este projeto, garantindo que o público da Expoleite encontre um espaço cada vez mais funcional e acolhedor”, afirma Valquiria Demarchi, diretora industrial da Capal. Com 65 anos de história, a Capal conta atualmente com mais de 4,8 mil associados. A área assistida ultrapassa 200 mil hectares, abrangendo 98 municípios nos estados do Paraná e de São Paulo. Com 29 unidades de negócio e uma cadeia agrícola diversificada, a cooperativa recebe 965 mil toneladas de grãos por ano – com destaque para soja, milho, trigo e cevada – e comercializa 890 mil sacas de café. Na pecuária, produz 215 mil toneladas de ração anualmente, comercializa 12 milhões de litros de leite por mês e 33 mil toneladas de suínos por ano. Guiada pelo propósito de unir pessoas, produzir alimentos e contribuir para um mundo melhor, a Capal desenvolve suas atividades com base nos princípios do cooperativismo.
Assessoria de Imprensa Capal
MISTURAS LÁCTEAS: O MERCADO QUE CAMINHA PARA us$ 15,4 BILHÕES EM 2035
Um tipo de produto lácteo cresce longe dos holofotes, e a razão está menos no leite do que na gordura. O leite em pó que atravessa oceanos sem geladeira esconde uma conta de custos que está mudando o jogo
A substituição da gordura do leite por óleo de palma ou de coco pode reduzir em quase metade o custo de um leite reconstituído. Essa diferença de preço ajuda a explicar o avanço das misturas lácteas, um mercado avaliado em US$ 9,97 bilhões em 2025, segundo a Credence Research. A categoria reúne leites em pó fat-filled, misturas de ingredientes lácteos, misturas de manteiga para passar e leites evaporados ou condensados com gordura adicionada. A projeção da consultoria é que o segmento chegue a US$ 10,4 bilhões em 2026 e a US$ 15,38 bilhões em 2035, com crescimento anual composto de 4,43% entre 2025 e 2035. O motor, segundo a Credence, são três grupos de compradores. Há as famílias de países dependentes de importação, que usam o leite em pó fat-filled e o leite enlatado como alternativa acessível ao leite. Há as fábricas de alimentos e redes de foodservice, que compram misturas formuladas sob medida para suas receitas. E há os consumidores do norte da Europa e da Oceania, que preferem misturas de manteiga fáceis de espalhar, pela conveniência. O formato que mais pesa é o pó. Os leites em pó fat-filled lideraram o mercado em 2025, com 35,5% do valor, e o conjunto dos pós respondeu por 61% do total, crescendo mais rápido que as demais categorias, a 5,2% ao ano. A razão é logística: o pó viaja bem e se conserva por um ano ou mais sem refrigeração, o que atende mercados importadores com cadeia de frio limitada. O mapa confirma a lógica. A Ásia-Pacífico concentrou 30,2% do mercado em 2025, com Filipinas, Indonésia, Malásia e China comprando pó, leite enlatado e misturas para ingredientes. A África, por sua vez, é a região que mais cresce, a 5,68% ao ano. Do lado da indústria, a conta é de margem. Para Priyanka Mor, consultora sênior da Credence Research, os preços das commodities lácteas tradicionais seguem voláteis. Por isso, processadores de panificação, confeitaria e sorvetes recorrem cada vez mais às misturas lácteas e aos leites em pó fat-filled para proteger a margem sem perder textura, sensação na boca ou perfil nutricional. Segundo ela, a próxima onda de crescimento virá da formulação sob medida. Fabricantes de nutrição infantil, nutrição clínica e bebidas funcionais já usam misturas especializadas, que combinam proteína do soro, leite em pó desnatado e gorduras vegetais ou fibras alimentares. O objetivo é atingir metas precisas de micronutrientes e de rótulo limpo, sobretudo na Ásia-Pacífico e no Oriente Médio.
Dairy reporter
NACIONAL
Santa Catarina lidera produtividade de leite no Brasil, com média de 17,21 litros por vaca ao dia
Estado registrou crescimento de 58,2% em dez anos e alcançou produção de 3,43 bilhões de litros em 2025, segundo dados do IBGE
Santa Catarina liderou o ranking nacional de produtividade de leite em 2025, com média de 17,21 litros por vaca ao dia, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um crescimento de 58,2% na produtividade ao longo de dez anos e supera em aproximadamente 76% a média brasileira, de 9,78 litros por vaca ao dia. De acordo com o levantamento, a produção catarinense alcançou 3,43 bilhões de litros de leite em 2025, alta de 4,1% em relação ao ano anterior. O desempenho foi registrado mesmo com a redução de 3,3% no número de animais ordenhados, que totalizou 780,6 mil cabeças. Segundo análise da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), os números refletem mudanças na estrutura produtiva da pecuária leiteira, com maior eficiência e produção obtida a partir de um rebanho menor. Entre os fatores que contribuem para esse avanço estão melhorias no manejo dos animais, na alimentação e na genética dos rebanhos, aspectos que favorecem a produtividade e a competitividade da atividade. Os dados integram a edição de outubro do Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, publicação que reúne informações sobre produção, preços e condições de mercado de diferentes cadeias do agronegócio catarinense.
Epagri/Cepa, com dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE)
Oktoberfest Blumenau lança queijo em bisnaga inspirado na tradição alemã
O queijo Kraeuterkaese leva na receita queijos prato e parmesão e ervas finas, além de ser apresentado em formato de bisnaga.
A linha de produtos licenciados com a marca da Oktoberfest Blumenau está aumentando de tamanho. Depois da apresentação, em setembro, dos quatro primeiros itens do portfólio à venda em supermercados, vem aí mais uma novidade: o queijo Kraeuterkaese oficial da maior festa alemã das Américas. A parceria deve ser anunciada no próximo sábado (24 de outubro), penúltimo dia da edição deste ano. O queijo Kraeuterkaese (pronuncia-se “cróitákêse”) leva na receita queijos prato, parmesão e ervas finas, além de ser embalado em uma bisnaga metálica. É produzido pela Queijos Pomerode empresa de laticínios comandada pelos irmãos Bruno e Juliano Mendes, fundadores também da cervejaria Eisenbahn. Segundo Bruno, a empresa foi procurada e viu no licenciamento a oportunidade de agregar a um produto histórico, de tradições germânicas, o selo de um dos maiores eventos que celebram a cultura alemã no mundo. O produto deve ser lançado ainda neste ano. O queijo Kraeuterkaese junta-se a uma linha de produtos oficiais da Oktoberfest Blumenau que já tem cerveja (produzida pela Cerveja Blumenau), licor (Schluck), pão (Thabrulai), pipoca de Linguiça Blumenau (Olho Embutidos) e a recém-lançada pipoca de pato (Villa Germânia).
NSC TOTAL
INTERNACIONAL
O queijo mais caro do mundo
Produzido na Espanha, o Cabrales vencedor de um concurso passou nove meses maturando em uma caverna a 1.500 metros de altitude; valor foi alcançado em leilão realizado em agosto de 2026.
Um queijo feito exclusivamente com leite de vaca foi vendido por € 37.500 e estabeleceu um novo recorde mundial em leilão. O protagonista é o Cabrales, uma variedade de queijo azul produzida nas Astúrias, no norte da Espanha, cuja peça vencedora passou nove meses maturando em uma caverna natural dos Picos de Europa. A venda ocorreu em 30 de agosto de 2026, durante a 54ª edição do Concurso do Queijo Cabrales, realizado em Arenas de Cabrales. O exemplar foi produzido pela queijaria Ángel Díaz Herrero, localizada na vila de Tielve, e escolhido como o melhor queijo individual da competição antes de seguir para o leilão. O estabelecimento La Montera Picona de Ramón, de Gijón, venceu a disputa, superando em € 500 o recorde anterior, de € 37 mil, estabelecido em 2025. Pela primeira vez, o comprador decidiu compartilhar o queijo com outros três estabelecimentos gastronômicos participantes da disputa, dois deles também envolvidos na divulgação da especialidade fora das Astúrias. A venda superou ainda a marca de € 36 mil registrada em 2024 e reconhecida pelo Guinness World Records como o maior valor pago por um queijo em leilão. O novo resultado foi noticiado pela agência espanhola EFE e pela emissora pública RTVE. O valor de € 37.500 não corresponde ao preço habitual do Cabrales comercializado no mercado. Trata-se de uma peça premiada, escolhida em uma competição e disputada por estabelecimentos gastronômicos em um leilão. A combinação entre reconhecimento do produto, tradição regional e concorrência entre compradores ajuda a explicar o valor excepcional. A maturação também faz parte da história. O exemplar vencedor permaneceu durante nove meses na caverna Los Mazos, situada a aproximadamente 1.500 metros de altitude, em Peña Maín. Segundo informações divulgadas pela imprensa espanhola, o acesso ao local é difícil, e os queijos precisam ser transportados pelos produtores em mochilas. As condições naturais das cavernas são importantes para a identidade do Cabrales. A umidade favorece o desenvolvimento de fungos do gênero Penicillium, responsáveis pelas veias azul-esverdeadas características desse tipo de queijo. O processo de maturação contribui para o desenvolvimento de aroma, sabor e textura. O Cabrales é um queijo artesanal de massa azul, tradicionalmente elaborado com leite cru. A variedade pode ser produzida com leite de vaca ou com misturas de leite de vaca, ovelha e cabra, desde que sejam respeitadas as regras da Denominação de Origem Protegida (DOP). No caso da peça recordista de 2026, a composição era de 100% leite de vaca. A distinção é relevante porque a matéria-prima pode influenciar o perfil sensorial do produto: segundo informações, o sabor tende a ser mais picante nas versões elaboradas com leite de cabra e ovelha, puro ou em mistura. A DOP Cabrales protege a origem e os métodos de produção da especialidade desde 1981. A área de produção está concentrada no município de Cabrales e em localidades autorizadas de Peñamellera Alta, nas Astúrias. A região tem no queijo um de seus produtos mais reconhecidos. Além de preservar uma tradição queijeira, a denominação de origem contribui para diferenciar o produto no mercado e associá-lo ao território, ao modo de fabricação e às características da maturação em cavernas naturais. A trajetória do Cabrales mostra como um queijo tradicional pode ganhar projeção internacional por meio da combinação entre identidade territorial, técnicas artesanais e reconhecimento gastronômico. A peça de 2026 não representa o preço de toda a categoria, mas evidencia o valor simbólico e comercial que um produto pode alcançar quando reúne premiação, reputação e exclusividade. Para o setor lácteo, o caso também chama a atenção para a diferenciação como estratégia de agregação de valor. A origem da matéria-prima, os métodos de fabricação, a maturação e a reputação construída ao longo do tempo ajudam a contar a história do produto e a justificar seu posicionamento. O recorde, portanto, não significa que o Cabrales seja necessariamente o queijo mais caro por quilo vendido regularmente. Ele é, segundo as informações divulgadas sobre o leilão de agosto de 2026, o queijo que alcançou o maior valor em uma venda desse tipo: € 37.500 por uma peça premiada, feita com leite de vaca e maturada em uma caverna nas Astúrias.
MILKPOINT
ECONOMIA
Dólar segue exterior e fecha em alta no Brasil antes de nova pesquisa eleitoral
O dólar fechou a quinta-feira em leve alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão marcada pela aversão global a ativos de risco, enquanto no Brasil os investidores aguardam a divulgação de nova pesquisa do Datafolha sobre a eleição presidencial.
O dólar à vista encerrou com alta de 0,22%, a R$5,0384. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,21%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — subia 0,34% na B3, aos R$5,0500. A quinta-feira foi marcada pela queda dos principais índices de ações ao redor do mundo, pelo avanço do petróleo Brent para acima de US$110 o barril e pela alta do dólar ante boa parte das demais divisas, em um contexto de preocupações com o setor de inteligência artificial e de continuidade dos conflitos no Oriente Médio. No Brasil, o dólar operou em alta durante praticamente toda a sessão, acompanhando o viés vindo do exterior, mas com os agentes também cautelosos na reta final da campanha eleitoral. No início da noite desta quinta-feira o Datafolha divulgará sua nova pesquisa eleitoral. Nos levantamentos mais recentes de outros institutos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto, mas a diferença entre os dois parece estar diminuindo. Na quarta-feira, a Quaest indicou uma diferença de 1 ponto percentual nas intenções de voto, com os dois empatados tecnicamente. Além disso, a rejeição de Flávio é 5 pontos percentuais maior que a de Lula. “O dólar sobe aqui por conta desse exterior bem ruim, mas o Datafolha à noite está no radar também”, disse à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 75.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro. Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,03%, a 101,650 — após ter subido em boa parte da sessão. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia ante divisas de países emergentes como o rand sul-africano, a lira turca e o peso chileno.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com ajuste antes de eleição
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, quase perdendo o patamar dos 203 mil pontos no pior momento, contaminado pelo viés negativo em praças acionárias no exterior e ajustes antes do desfecho da disputa presidencial no Brasil no domingo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,3%, a 203.814,72 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 203.051,87 na mínima do dia. No melhor momento, marcou 206.493,11. O volume financeiro no pregão somava R$36,13 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Arrecadação federal tem alta real de 5,62% em setembro e é recorde para o mês, diz Receita
A arrecadação do governo federal teve alta real de 5,62% em setembro sobre igual mês do ano anterior, a R$239,384 bilhões, no melhor resultado para o mês da série histórica iniciada em 1995, informou a Receita Federal na quinta-feira.
No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação cresceu 6,97% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$2,351 trilhões, valor também recorde para o período. As receitas administradas pela Receita somaram R$231,426 bilhões no mês passado, uma alta real de 5,0% ante setembro de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos somaram R$7,958 bilhões, um aumento real de 26,3%. De acordo com o fisco, o dado do mês foi impactado positivamente por ganho considerado não recorrente, um incremento de R$2,943 bilhões em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Sem esse ganho atípico, as receitas administradas pelo fisco em setembro teriam registrado alta real de 3,69%, segundo o governo. No recorte por setores, a exploração de petróleo e gás natural respondeu por forte ganho na arrecadação, registrando uma receita de R$12,010 bilhões em tributos administrados pelo fisco, contra R$909 milhões em setembro de 2025. A Receita afirmou em meses anteriores, no entanto, que a expressiva alta no setor de petróleo é impactada por uma mudança na classificação tributária de empresas. O desempenho positivo foi seguido por serviços de escritório, apoio administrativo e outros serviços (+58,4%), comércio atacadista (+8,3%) e fabricação de eletrônicos (+38,7%). Entre os destaques do mês por tipo de tributo, está uma alta real de 6,18% em receitas previdenciárias, de 21,07% em Imposto de Importação e IPI vinculado e de 9,68% em Imposto de Renda sobre rendimentos de capital.
REUTERS
IGP-M sobe 1,59% na segunda prévia de outubro, informa FGV
Na segunda prévia de setembro, o indicador havia avançada 1,47%
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) subiu 1,59% na segunda prévia de outubro, segundo dados divulgados na quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Na segunda prévia de setembro, o indicador havia avançado 1,47%. Entre os três grupos que formam o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no indicador final, subiu 2,12%, ante alta de 1,95% na segunda prévia do mês passado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, teve alta de 0,38%, de avanço de 0,47% na segunda prévia de setembro. O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do IGP-M, teve ganho de 0,34%, de elevação de 0,27% na segunda prévia de setembro.
VALOR ECONÔMICO
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