Ano 1 | nº 82 | 27 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS
Conseleite/PR divulga valor de referência do leite entregue em fevereiro/26
O Conseleite do Paraná divulgou um aumento de 5,33% nos valores de referência do leite entregue em fevereiro que será pago em março.
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 25 de fevereiro de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em janeiro de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de fevereiro de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de fevereiro de 2026 é de R$ 3,8601/litro.
Conseleite/PR
Sindilat: Preço de referência do leite é projetado em R$ 2,0966
O valor de referência do leite projetado para fevereiro no Rio Grande do Sul é de R$ 2,0966. O indicador, divulgado na quinta-feira (26/02) em reunião virtual do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite), posiciona-se 1,98% acima da projeção feita em janeiro (R$ 2,0560).
O valor consolidado de janeiro fechou em R$ 2,0382, 2,64% maior do que o resultado de dezembro (R$ 1,9857). Segundo o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, a expectativa é que esse leve aumento chegue ao campo com impacto positivo, auxiliando a margem de lucro da atividade. Segundo ele, o momento é de aprofundar o debate sobre a competitividade da cadeia frente a outros players do mercado lácteo mundial e avaliar os entraves logísticos que impactam o setor lácteo. “O custo da produção láctea no Brasil é alto em comparação a outros países como a Argentina. Temos uma perda importante de competitividade. Mas não podemos avaliar isso olhando apenas para o produtor. A margem é apertada e essa análise de competitividade do leite precisa ser feita de forma global”, ponderou Prestes. Divulgados mensalmente, os valores de referência do leite são elaborados com base em cálculo elaborado pela UPF a partir de dados fornecidos pelas indústrias referentes à movimentação dos nos primeiros 20 dias do mês.
Sindilat
NACIONAL
Segmento leite bate recorde e cresce 20,9% na oferta de sêmen bovino
Foram 19,2 milhões de doses no segmento corte e 3,8 milhões de doses no segmento leite – que alcançou um recorde, com alta de 20,9%. Considerando toda a oferta de sêmen bovino, entre produção nacional e importação, a entrada de doses no mercado cresceu 15,5% na comparação anual. As importações ficaram em 7,2 milhões de doses, alta de 26,7% em relação a 2024.
A indústria brasileira de inseminação artificial em bovinos produziu 23 milhões de doses de sêmen bovino no ano passado, um crescimento de 12,4% em relação a 2024, de acordo com o Index Asbia, divulgado na quarta-feira (25/2) pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e elaborado em parceria com o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Foram 19,2 milhões de doses no segmento corte e 3,8 milhões de doses no segmento leite – que alcançou um recorde, com alta de 20,9%. Considerando toda a oferta de sêmen bovino, entre produção nacional e importação, a entrada de doses no mercado cresceu 15,5% na comparação anual. As importações ficaram em 7,2 milhões de doses, alta de 26,7% em relação a 2024. Ainda segundo a Asbia, o Brasil exportou um volume recorde de doses de sêmen bovino em 2025, ultrapassando 1 milhão de doses. No corte, os embarques somaram 598 mil doses. No leite, foram 519 mil. O desempenho positivo se deu na contramão da elevação do abate de matrizes registrada no ano passado, o que impacta na produção de bezerros. Dados do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), apontam que a participação das fêmeas no total de abates foi de 45% no ano passado. Em 2021, por exemplo, esse percentual estava em 33,7%. “O principal fator está associado à produtividade, aumento da eficiência da atividade, gerando mais bezerros mesmo com menos vacas. O abate de fêmeas foi compensado pela melhoria de produtividade das fazendas”, explicou o diretor operacional da Asbia, Stefan Mihailov. No segmento leite, por sua vez, o aumento da inseminação se deu mesmo num cenário de baixa remuneração na atividade. Segundo o Cepea/Esalq, o preço pago ao produtor de Minas Gerais pelo litro caiu de R$ 2,72 para R$ 2,03 entre janeiro e dezembro do ano passado. “Atingimos mais de 15% das vacas inseminadas. O horizonte ainda é enorme, existem mais 85% das vacas aptas para serem inseminadas na pecuária de leite que ainda não adotam a tecnologia”, acrescentou Mihailov. “No gado de leite, não tivemos um aumento de vacas que represente esse aumento de produção que a gente viu do uso de inseminação artificial, então isso claramente está associado a novas fazendas passando a utilizar mais inseminação e a um processo de consolidação de fazendas de pequeno porte talvez sendo absorvidas por fazendas mais estruturadas que já adotam a tecnologia.” O Index Asbia aponta ainda que a tecnologia esteve presente em 4.529 municípios brasileiros, o que representa 81,3% do total. Os dados divulgados na quarta-feira confirmam a retomada iniciada em 2024, quando as vendas voltaram a subir após dois anos de queda no segmento corte. O ano de 2021, com 19,8 milhões de doses comercializadas, permanece um recorde.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar sobe no Brasil em dia de queda do Ibovespa e avanço da moeda no exterior
O dólar interrompeu a série mais recente de recuos ante o real e fechou a quinta-feira em alta, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, em um dia que também foi de perdas para a bolsa brasileira.
O dólar à vista encerrou em alta de 0,28%, aos R$5,1392, após ter atingido na véspera o menor valor de fechamento desde 21 de maio de 2024. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,37%. Às 17h26, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,19% na B3, aos R$5,1375. Após oscilar próximo da estabilidade no início do dia, o dólar ganhou força ante o real em sintonia com o avanço da moeda norte-americana no exterior, em uma sessão no geral negativa para os ativos de risco, após os resultados corporativos da gigante tecnológica Nvidia — bastante aguardados — não empolgarem. A bolsa brasileira, que nas últimas semanas tem recebido forte fluxo de investimentos estrangeiros, também teve uma sessão de perdas, reforçando o viés de alta do dólar ante o real. Assim, após marcar a cotação mínima de R$5,1217 (-0,05%) às 10h, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1655 (+0,80%) às 14h27, em um momento em que o Ibovespa também estava no piso da sessão, abaixo dos 190 mil pontos. Durante a tarde, o dólar perdeu um pouco de força, mas ainda assim encerrou em leve alta ante o real, em sintonia com o exterior, onde o mercado precificava as preocupações em torno dos atritos entre EUA e Irã e a reação morna com os resultados da Nvidia. Na sexta-feira, além da divulgação do IPCA-15, indicador considerado uma prévia da inflação oficial, os agentes estarão atentos à disputa pela formação da Ptax de fim de mês. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
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Ibovespa fecha com declínio tímido ditado por Vale em pregão com balanços no foco
O Ibovespa voltou a orbitar os 192 mil pontos, mas fechou com um declínio modesto nesta quinta-feira, ditado principalmente pela queda das ações da Vale, em pregão com noticiário corporativo sob os holofotes, incluindo o resultado acima do esperado da Marcopolo, que fez a ação subir forte.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,14%, a 190.986,23 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 191.977,51 pontos na máxima e 188.976,57 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$26,37 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
IGP-M recua 0,73% em fevereiro, mais do que o esperado, mostra FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a cair 0,73% em fevereiro, mais do que o esperado e revertendo a alta de 0,41% em janeiro, diante do forte recuo dos preços no atacado, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira
A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,6%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses deflação de 2,67%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,18% em fevereiro, depois de ter subido 0,34% no mês anterior. “O IPA, índice de maior peso no IGP, registrou forte queda em fevereiro, puxada pelo recuo dos preços de commodities relevantes. No período, minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%) apresentaram retrações expressivas”, destacou André Braz, economista do FGV IBRE. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta a 0,30% em fevereiro, de 0,51% em janeiro, com o enfraquecimento do avanço das mensalidades escolares, segundo a FGV. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,34%, de uma alta de 0,63% em janeiro. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
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Confiança de serviços no Brasil recua em fevereiro após 3 meses de altas, diz FGV
A confiança do setor de serviços do Brasil piorou em fevereiro depois de três meses seguidos de alta diante da deterioração das expectativas, mostraram os dados divulgados na quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 0,7 ponto, atingindo 90,2 pontos. “O resultado dos últimos meses tem tido maior influência pelo movimento dos indicadores de expectativas, que vinham em trajetória favorável e recuaram agora em fevereiro”, explicou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE. A FGV informou que o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, teve queda de 2,2 pontos, chegando a 88,1 pontos em fevereiro, depois de ter atingido no mês anterior o maior nível desde dezembro de 2024. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, avançou 0,7 ponto em fevereiro, para 92,4 pontos. “Pelo lado da situação presente, os indicadores têm oscilado no mesmo patamar e indicam desaceleração na demanda do setor. Para os próximos meses, o cenário macroeconômico ainda apresenta desafios, mas a possibilidade de redução de juros nos próximos meses e a resiliência do mercado de trabalho ainda podem sustentar o nível da confiança do setor”, completou Tobler.
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