Informativo Sindileite 80 25.02.2026

Ano 1 | nº 80 | 25 de fevereiro de 2026

NOTÍCIAS

Mercado do leite: atualização de preços quinzenal 24/02

Leite spot: na segunda quinzena de fevereiro, o preço médio nacional do leite spot foi de R$ 2,451 por litro, registrando um avanço de R$ 0,18 em relação à quinzena anterior, segundo dados do MilkPoint Mercado.

Preços internacionais:  o 398º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT) registrou nova valorização nos preços internacionais dos lácteos, consolidando o quarto evento consecutivo de alta no price index. O índice médio dos produtos comercializados avançou 3,6%, alcançando USD 4.028/tonelada, reforçando o movimento de recuperação observado desde o início do ano. Leite UHT – o leite UHT registrou leve alta na última semana, abaixo das expectativas iniciais do mercado. Apesar da pressão de custos, especialmente diante do avanço do leite spot, os relatos indicam um ambiente mais travado nas negociações, o que limitou a intensidade dos reajustes.  Diante desse cenário, houve espaço para pequenos avanços nos preços médios. Na média São Paulo, o avanço foi de R$ 0,04/litro, fechando a média em R$ 3,64/litro. Muçarela – o mercado apresentou comportamento misto. Parte dos informantes relatou melhora na demanda e maior volume de vendas, enquanto outros apontaram ritmo mais lento nas negociações, influenciado pelo feriado. Mesmo com essa dinâmica heterogênea, os preços médios avançaram, em São Paulo, a média foi de R$ 26,8/kg. Leite em pó – o mercado de leites em pó apresentou comportamento mais aquecido na semana, com maior fluidez nas vendas segundo os informantes. O leite em pó desnatado manteve maior estabilidade, fechando a média em R$ 22,4/kg, enquanto o integral e o fracionado registraram sinais mais consistentes de reação positiva, fechando a média São Paulo em R$ 24,4 e R$ 29,3 respectivamente. Oferta – a oferta de leite ainda permanece elevada, refletindo o forte crescimento observado no ano passado. No entanto, começam a surgir os primeiros sinais da entressafra, ao mesmo tempo em que a rentabilidade mais pressionada ao produtor reduz os estímulos à expansão da produção. Esse cenário sugere uma tendência gradual de desaceleração da captação. Demanda – nas últimas semanas, a demanda por lácteos foi impactada pelo feriado de Carnaval, que naturalmente desacelerou o ritmo de negociações. Por outro lado, a deflação dos preços no varejo pode contribuir para uma recuperação mais rápida do consumo no curto prazo. Caso esse movimento se confirme, a combinação entre oferta em retração sazonal e possível “reaceleração” da demanda tende a criar um ambiente mais favorável à sustentação dos preços na indústria.

MILKPOINT MERCADO

Nacional

Reconstituição de leite em pó importado pode ser proibida em Minas Gerais

Prática de importação e reidratação de leite em pó para venda no mercado interno tem impactado cadeia produtiva local. Preocupação com sustentabilidade financeira de produtores mineiros motivou projeto da deputada Maria Clara Marra

A reconstituição de leite em pó importado, ou seja, sua transformação para retorno ao seu estado líquido de origem, pode ser proibida no território mineiro. A vedação é objeto do Projeto de Lei (PL) 2.160/24, de autoria da deputada Maria Clara Marra (PSDB), que tramita em 1º turno na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A proposta recebeu parecer pela legalidade da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira (24/2/26), com base em relatório do presidente da comissão, deputado Doorgal Andrada (PRD). O relator recomendou a tramitação do projeto na forma do substitutivo nº 1, que incorporou sugestões de outro parlamentar, o deputado Adriano Alvarenga (PP). Ao justificar o projeto, a autora Maria Clara Marra afirmou que a prática de reconstituir leite em pó importado para venda como leite fluido prejudica os produtores locais, que são submetidos a padrões rigorosos de qualidade e segurança alimentar, gerando uma concorrência desleal e comprometendo a cadeia produtiva do leite em Minas Gerais. A parlamentar explica que a proposta visa proteger a saúde dos consumidores, garantir a qualidade do leite comercializado e promover a sustentabilidade econômica dos produtores locais. Na forma do substitutivo nº 1, que segue para análise da Comissão de Agropecuária e Agroindústria, fica proibida, quando de origem importada e quando o produto resultante for destinado ao consumo alimentar, a reconstituição, por indústrias, laticínios e qualquer pessoa jurídica, de leite em pó, composto lácteo em pó, soro de leite em pó e outros produtos lácteos. Caso seja aprovada a proposta, a pessoa que infringir a determinação ficará sujeita a multa no valor de até R$ 100 mil e suspensão temporária ou definitiva do alvará de funcionamento. Em caráter excepcional e por tempo determinado, a Secretaria de Agricultura e Pecuária poderá autorizar a reconstituição de leite em pó se comprovada situação de desabastecimento efetivo do leite em estado líquido no mercado. Contudo, nessa situação, deverá ser priorizada a reidratação do leite produzido no Estado. Caso não seja possível a priorização e seja necessária a importação, deverá ser fornecido subsídio econômico ao produtor mineiro, de forma a permitir que haja uma equivalência com o preço do produto importado a ser reidratado.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA MG

INTERNACIONAL

Operando em um cenário de incerteza: por que a crise da mão de obra no leite preocupa a segurança alimentar dos EUA?

Por trás de cada litro de leite existe uma indústria bilionária sustentada por uma força de trabalho que enfrenta desafios regulatórios e migratórios complexos. Esse é um dos dilemas do setor nos EUA: uma atividade essencial para a economia nacional que convive com instabilidade jurídica e operacional, onde rumores de fiscalização podem afetar rapidamente o funcionamento das propriedades.

Em um painel recente no IDFA Dairy Forum, dedicado ao tema imigração e mercado de trabalho, lideranças do setor discutiram uma questão que deixou de ser apenas pauta legislativa e passou a impactar diretamente a continuidade dos negócios e a segurança alimentar do país. O debate contou com Shannon Douglass (California Farm Bureau), Rick Naerebout (Idaho Dairymen’s Association), James O’Neill (American Business Immigration Coalition) e Julie Myers Wood (Guidepost Solutions LLC). A conversa evidenciou um setor diante de mudanças nas prioridades federais de fiscalização e da necessidade de ajustes estruturais na legislação. O impacto das políticas migratórias varia conforme o estado e seu ambiente regulatório. Douglass, representando a Califórnia, relatou que episódios recentes geraram apreensão entre trabalhadores rurais. “Em junho, especificamente nas lavouras de morango do sul da Califórnia, os trabalhadores estavam receosos”, afirmou Douglass. “Chegamos a ver até 60% da força de trabalho não comparecer por causa de rumores sobre agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) na região.” Essa instabilidade afeta não apenas os trabalhadores, mas também a cadeia produtiva. Na região de Los Angeles, foram necessárias quase duas semanas para que as equipes recuperassem o volume de trabalho após um período curto de incerteza. Para muitos produtores, o impacto operacional decorrente de rumores pode ser tão desafiador quanto uma fiscalização formal, sobretudo em momentos críticos da colheita. Já em Idaho, segundo Naerebout, o contexto tem sido diferente. Ele mencionou uma entrevista ao The New York Times na qual o presidente Donald Trump afirmou ter orientado o ICE a não priorizar fiscalizações em setores agrícolas. “Temos observado um ambiente mais previsível sob esta administração”, comentou Naerebout. “Mas sabemos que as diretrizes podem mudar. Por isso, seguimos defendendo uma solução permanente.” Julie Myers Wood destacou que a ausência de grandes operações públicas não significa redução da fiscalização. Segundo ela, as ações têm ocorrido de forma mais administrativa e direcionada. “O ICE continua realizando auditorias em empresas terceirizadas de mão de obra”, explicou. Ela também apontou maior atenção a questões relacionadas a vistos no transporte rodoviário, inclusive envolvendo motoristas que cruzam fronteiras. Embora menos visíveis, essas medidas podem gerar interrupções logísticas no curto prazo e reforçam o debate sobre a competitividade da força de trabalho no país. Um dos pontos centrais discutidos foi a particularidade da produção de leite. Diferentemente de frutas e hortaliças, que podem utilizar o programa de visto sazonal, a atividade leiteira exige mão de obra contínua ao longo de todo o ano. “Precisamos de duas políticas de alto nível: um caminho para a regularização da força de trabalho atual e um programa de visto viável para trabalho anual no futuro. Esse é o pedido há duas décadas”, afirmou Naerebout. Ele relatou ainda um episódio em que uma ocorrência policial resultou em uma operação dentro de uma fazenda leiteira, afetando significativamente a equipe da propriedade. “Produtores menores sentem dificuldade para expandir diante desse cenário. Precisamos encontrar soluções estruturais”, afirmou. Para James O’Neill, a discussão pode ganhar espaço ao ser conectada ao tema dos preços dos alimentos. “O aumento do custo da mão de obra está entre os fatores que pressionam o custo dos alimentos, e a limitação de acesso à força de trabalho contribui para isso”, afirmou. Ele mencionou que propostas como o Dignity Act e o Farm Workforce Modernization Act foram reapresentadas, mas dependem de um ambiente bipartidário favorável para avançar. A proposta é tratar a questão migratória sob a ótica da estabilidade econômica e da previsibilidade para o setor produtivo. O painel indicou um sentimento de cautela. Há maior reconhecimento público da relação entre disponibilidade de mão de obra e estabilidade dos preços dos alimentos. Ao mesmo tempo, o setor permanece sensível a mudanças regulatórias e à dinâmica política em Washington. Como destacou Douglass, o debate envolve não apenas indicadores econômicos, mas também as realidades enfrentadas por produtores e comunidades rurais. Independentemente do posicionamento político dos estados, a mensagem apresentada no fórum foi clara: para manter competitividade global e garantir estabilidade na produção de alimentos, o setor lleiteiro dos Estados Unidos busca maior segurança jurídica e previsibilidade na política de trabalho.

Dairy Herd Management/MILKPOINT

ECONOMIA

Dólar volta a cair em meio a fluxo estrangeiro para o Brasil

O fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil voltou a conduzir a queda do dólar na terça-feira, em uma sessão em que a moeda norte-americana também cedeu antepares do real no exterior, como o peso chileno e o peso mexicano.

Com o Ibovespa acima dos 191 mil pontos, o dólar à vista fechou em baixa de 0,27%, aos R$5,1556, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,07%. Às 17h04, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,32% na B3, aos R$5,1630. A moeda norte-americana chegou a subir no início do dia, mas a abertura da bolsa brasileira colocou as cotações em trajetória de queda, em meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil. O recuo do dólar ante o real também ocorreu em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. O real e essas outras moedas estavam entre as mais valorizadas do dia neste fim de tarde. No exterior, os investidores ainda ponderavam na terça-feira os riscos da política tarifária dos EUA, enquanto aguardavam o discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, às 23h pelo horário de Brasília. Os EUA passaram a aplicar na terça-feira uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela alfândega do país. Essa é a taxa inicialmente anunciada por Trump na última sexta-feira, e não os 15% que ele prometeu no sábado. A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado por Trump sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido. No início do dia, o Banco Central do Brasil informou que o déficit em transações correntes do país chegou a US$8,36 bilhões em janeiro, ante expectativa em pesquisa da Reuters de saldo negativo de US$6,4 bilhões. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$9,809 bilhões. Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram em janeiro US$8,168 bilhões, acima dos US$7,0 bilhões projetados na pesquisa, mas não compensando totalmente o déficit em transações correntes no mês. Em janeiro de 2025, o saldo de IDP foi de US$6,708 bilhões.

REUTERS

Ibovespa supera 191 mil pontos pela 1ª vez, com fluxo estrangeiro

Queda dos juros futuros também deu apoio a ações cíclicas domésticas, o que ajudou a incrementar os ganhos na bolsa local

A forte entrada de capital estrangeiro voltou a ditar os rumos dos negócios na terça-feira, turbinando os ganhos de blue chips. A queda dos juros futuros também deu apoio a ações cíclicas domésticas, o que ajudou a incrementar os ganhos na bolsa local. Com isso, o Ibovespa obteve suporte para marcar novo recorde duplo no pregão: intradiário, aos 191.781 pontos; e de fechamento nominal, aos 191.490 pontos, com alta de 1,40%. Entre as blue chips, as units do Santander se destacaram, ao subir 3,41%. Desempenho parecido foi registrado pelas ações preferenciais da Petrobras, que avançaram 2,54%, marcando a quinta sessão consecutiva de ganhos, a despeito do recuo nos preços de petróleo. Os papéis ON da Vale também exibiram valorização de 0,39%. Informações preliminares sobre pesquisas de intenção de voto, que circularam nas mesas de operação, ajudaram a amplificar o movimento, em um dia em que a recuperação das bolsas americanas também colaborou para melhorar o humor local. No fim do dia, os principais índices americanos terminaram no azul: o Nasdaq teve alta de 1,04%; o S&P 500 avançou 0,77%; Dow Jones subiu 0,76%. Aqui, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi elevado e chegou a R$ 24,8 bilhões. Já na B3, o giro bateu R$ 32,5 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Arrecadação federal cresce 3,56% e bate recorde para janeiro com apoio de aumento de alíquotas

A arrecadação do governo federal teve alta real de 3,56% em janeiro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$325,751 bilhões, informou a Receita Federal na terça-feira, resultado impulsionado por uma atividade econômica resiliente e por aumentos de alíquotas de impostos.

O dado, que foi recorde para meses de janeiro da série histórica iniciada em 1995 pela Receita Federal, mostrou alta relevante no recolhimento de tributos administrados pelo fisco, desempenho mais que suficiente para compensar perdas observadas nos embolsos com royalties de petróleo pelos cofres federais. Teve papel relevante no dado do mês uma alta de R$3,6 bilhões, equivalente a 32,6%, na comparação com janeiro de 2025, em Imposto de Renda sobre rendimentos de capital, em razão de ganhos de contribuintes com papéis de renda fixa, mas também pelo recolhimento relacionado à distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) por empresas, que teve alíquota elevada de 15% para 17,5% em janeiro. Outro fator importante foi a elevação de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que gerou em janeiro uma arrecadação adicional de R$2,6 bilhões em comparação com o mesmo mês do ano anterior, uma alta de 49%. O fisco apontou ainda uma contribuição da tributação sobre jogos de azar e apostas, que também teve aumento de cobranças, com uma arrecadação que saltou de R$55 milhões em janeiro de 2025 para R$1,5 bilhão em janeiro deste ano, alta de 2,642%. Ainda no recorte por tributos, os dados da Receita mostram que também houve avanço na arrecadação de receitas previdenciárias, com alta real de 5,48%, uma adição de R$3,3 bilhões na comparação com o resultado de janeiro de 2025. Também foram registrados ganhos em receitas de Pis/Cofins, com elevação de 4,35%, e Imposto de Renda incidente sobre rendimentos do trabalho, alta de 4,24%. Na leitura ampla dos dados, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 5,21% em termos reais em janeiro frente a um ano antes, a R$313,201 bilhões. Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo, dado que caiu 25,53% no mês passado, a R$12,551 bilhões. Apenas com royalties a redução foi de R$2,8 bilhões, um recuo de 19,6%. O governo tem atuado com foco em recuperação de receitas ao longo da atual gestão. No ano passado, promoveu aumentos de IOF que geraram disputa com o Congresso e discussões no Judiciário, mas conseguiu manter parte das elevações. No fim do ano, sob o argumento de que precisaria fechar as contas de 2026, o governo conseguiu aprovar uma medida para cortar benefícios fiscais, promover um novo aumento de tributo sobre bets e elevar alíquotas sobre fintechs e JCP. Também foi aprovado em 2025 projeto que ampliou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil, criando uma taxação mínima para pessoas de renda mais alta e uma retenção de imposto de 10% para remessas de lucro ao exterior. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse em entrevista coletiva que a elevação de alíquota de JCP, apesar de já estar em vigor desde o início do ano, deve começar a sensibilizar os dados da arrecadação de fevereiro. Os ganhos nessa linha em janeiro, segundo ele, podem eventualmente estar relacionados a uma antecipação feita pelas empresas no fim do ano por conta do novo tributo. No caso das fintech e da nova elevação da taxação sobre bets, os efeitos sobre a arrecadação devem ser observados a partir dos dados de maio, disse. Segundo ele, a Receita ainda está coletando informações de todas as medidas para reavaliar as projeções de arrecadação para 2026. “Nós tivemos alteração na contribuição social das fintechs, tivemos alteração na tributação do Imposto de Renda na fonte sobre JCP, tivemos alteração na tributação das bets, e a alteração do IOF, que é mais antiga. Todas essas alterações vão sensibilizar as nossas projeções”, disse.

REUTERS

Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa mais baixa de 10%

Na segunda-feira, Trump advertiu os países contra o recuo dos acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que, se o fizerem, ele adotará tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

Os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 10% a partir da terça-feira sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, em vez dos 15% que ele prometeu um dia depois. Em reação à decisão da Suprema Corte que derrubou suas tarifas, justificadas por motivos de emergência, Trump anunciou inicialmente uma nova taxa global temporária de 10%. Ele disse no sábado que a aumentaria para 15%. Em um aviso descrito como destinado a “fornecer orientações sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP disse que, tirando os produtos especificados como sujeitos a isenções, as importações “estarão sujeitas a uma taxa ad valorem adicional de 10%”. A medida aumentou a confusão em torno da política comercial dos EUA, sem nenhuma explicação sobre o motivo pelo qual a taxa mais baixa foi usada. O Financial Times citou um funcionário da Casa Branca dizendo que o aumento para 15% virá mais tarde. A Reuters não pôde confirmar isso imediatamente. A cobrança das novas tarifas começou à meia-noite, enquanto a cobrança das tarifas anuladas pela Suprema Corte foi suspensa. Elas variavam de 10% a até 50%. A lei da Seção 122 permite que o presidente imponha as novas tarifas por até 150 dias a todos os países para lidar com déficits “grandes e graves” na balança de pagamentos e “problemas fundamentais de pagamentos internacionais”. A ordem tarifária de Trump argumenta que existe um grave déficit na balança de pagamentos na forma de um déficit comercial anual de US$1,2 trilhão em bens dos EUA e um déficit em conta corrente de 4% do PIB, além de uma reversão do superávit de renda primária dos EUA. Na segunda-feira, Trump advertiu os países contra o recuo dos acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que, se o fizerem, ele adotará tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais. O Japão disse na terça-feira que solicitou aos Estados Unidos que garantam que seu tratamento sob um novo regime tarifário seja tão favorável quanto no acordo existente. Tanto a União Europeia quanto o Reino Unido indicaram que desejam manter os acordos já firmados.

Reuters

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