Informativo Sindileite 70 09.02.2026

Ano 1 | nº 70 | 09 de fevereiro de 2026

NOTÍCIAS

Balança comercial de lácteos: janeiro registra aumento mensal do déficit, mas melhora no ano a ano

Janeiro marcou um aumento do déficit da balança de lácteos frente a dezembro, mas com sinais de menor pressão no comparativo anual. O cenário reforça a importância do câmbio, da oferta interna e do mercado internacional para 2026.

O saldo da balança comercial de lácteos iniciou o ano atingindo um déficit de 169,2 milhões de litros em equivalente-leite, o que representa um aumento de 9% no déficit frente ao mês de dezembro de 2025. Na comparação com janeiro de 2025, no entanto, observa-se um recuo de 14% no saldo negativo. As exportações de lácteos totalizaram 4,2 milhões de litros em equivalente-leite no mês, registrando queda de 16,4% em relação a dezembro e ficando 11% abaixo do volume exportado em janeiro do ano passado. Já as importações avançaram 8,1% frente ao último mês de 2025, alcançando 173,4 milhões de litros, embora ainda apresentem retração de 14% na comparação anual. Em janeiro, as exportações de lácteos apresentaram movimentos distintos entre os principais produtos: Soro de Leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou recuo de 31% no volume exportado, interrompendo uma sequência de altas observada nos meses anteriores; Leite condensado: após meses de crescimento, registrou queda de 11% nos embarques; Creme de leite: após sucessivos recuos, apresentou forte recuperação, com aumento de 52% nas exportações frente a dezembro; Leite em pó desnatado e leite evaporado: ainda com participação reduzida no total exportado, mas com crescimento percentual relevante no volume embarcado no mês. No campo das importações, os principais movimentos observados foram: Leite em pó integral (LPI): após dois meses consecutivos de queda, voltou a apresentar crescimento, com avanço de 23% no volume importado frente a dezembro; Leite em pó desnatado (LPD): segundo principal produto da pauta de importações, manteve a tendência de retração e registrou queda de 22% no volume importado em janeiro. O mercado brasileiro de lácteos tende a operar ao longo de 2026 com boa disponibilidade interna de produto, refletindo a expectativa de manutenção de uma produção elevada no país. Esse cenário pode contribuir para reduzir o ritmo das importações ao longo do ano e, em alguns momentos, abrir espaço para o avanço das exportações, ainda que de forma pontual e concentrada em alguns produtos. Além disso, a desaceleração do crescimento da produção em países fornecedores, como a Argentina — uma das principais origens das importações brasileiras de lácteos —, tende a reduzir a pressão da oferta externa sobre o mercado nacional. Soma-se a esse movimento a valorização dos preços futuros negociados na NZX, o que pode limitar a atratividade das importações, inclusive dentro do Mercosul, dado o alinhamento desses mercados às referências internacionais. Por fim, o câmbio segue como um fator central na dinâmica da balança comercial.

MILKPOINT

EMPRESAS

Castrolanda anuncia R$ 500 milhões em investimentos para 2026

Valor faz parte de um pacote anunciado na sexta. Investimentos superiores a R$ 100 milhões serão voltados a estudos para a diversificação de negócios. A cooperativa também avança no desenvolvimento do Parque Tecnológico Agroleite, que contará com investimentos superiores a R$ 80 milhões, em parceria com o Governo do Estado e o Senar.

A Castrolanda irá investir aproximadamente R$ 500 milhões em 2026, o maior volume já investido pela cooperativa em um único ano. O valor faz parte de um pacote anunciado nesta sexta-feira (6/2), durante o lançamento oficial das ações comemorativas dos 75 anos da cooperativa. De acordo com o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, os investimentos fazem parte do planejamento estratégico e visam preparar a cooperativa para um crescimento sustentável. “Decidimos buscar o crescimento da Castrolanda como organização e, em 2026, teremos investimentos expressivos. Dentro do modelo de intercooperação, a produção de leite está em constante crescimento e, para isso, nossas indústrias precisam estar preparadas para receber o leite dos cooperados e proteger nossa posição no mercado”, explica.

A cooperativa destinará, neste ano, R$ 200 milhões para a implantação de uma torre de secagem de leite. O aporte total do projeto prevê em torno de R$ 480 milhões para a ampliação da Usina de Beneficiamento de leite, em Castro (PR). A obra civil já foi iniciada e os equipamentos foram adquiridos, com previsão de ampliação da capacidade industrial a partir de 2028. O projeto é uma parceria entre as cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal, por meio da Unium. Segundo Bouwman, a produção de leite tem crescido de 8% a 10% ao ano, o que leva à estimativa de 3,3 milhões de litros de leite por dia, das três cooperativas, no ano que vem. A usina já possui uma torre de secagem de leite, com capacidade para processar 600 mil litros de leite/dia. Com o novo investimento, a meta é dobrar a capacidade. Só a Castrolanda produz 1,5 milhão de litros/dia atualmente. A construção do Entreposto Agrícola em Colinas do Tocantins (TO) receberá R$ 50 milhões em investimentos em 2026, de um total previsto de R$ 124 milhões. Segundo a cooperativa, a unidade está em fase avançada de construção, com montagem de silos, secadores e obras civis em andamento. A previsão é iniciar as operações em janeiro de 2027, com recepção de grãos e venda de insumos. “O Tocantins representa uma nova fronteira agrícola para os nossos cooperados. O Paraná já possui áreas altamente ocupadas e com custo elevado de terras. A expansão para novas regiões permite crescimento sustentável e geração de oportunidades para associados e produtores instalados na região”, destaca o diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee. A cooperativa também avança no desenvolvimento do Parque Tecnológico Agroleite, que contará com investimentos superiores a R$ 80 milhões, em parceria com o Governo do Estado e o Senar. O projeto prevê a construção de laboratórios, do Centro de Excelência do Leite e de estruturas voltadas à pesquisa e inovação na pecuária leiteira. Entre as iniciativas estratégicas também está a implantação do curso de Medicina Veterinária em Castro, fruto de uma parceria entre Castrolanda, governo do Estado, prefeitura municipal e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Além disso, a Castrolanda prepara investimentos superiores a R$ 100 milhões em estudos voltados para a diversificação de negócios nos segmentos de snacks, combustíveis e nutrição animal. Segundo Seung, mesmo diante de cenários econômicos desafiadores, a cooperativa mantém o compromisso com o crescimento. “O mercado é cíclico e sempre teremos momentos de instabilidade. Se esperarmos o cenário ideal, deixaremos de avançar. O agronegócio é um setor de escala e acreditamos que o Brasil continuará sendo o celeiro do mundo. Por isso, seguimos investindo e fortalecendo a cooperativa e nossos cooperados”, afirma. Além da apresentação dos investimentos estratégicos, foi revelada a nova marca da cooperativa, que traduz os pilares que sustentam a trajetória da Castrolanda: história, união e crescimento. Ao longo de 2026, a cooperativa promoverá uma série de ações comemorativas envolvendo cooperados, colaboradores e a comunidade, reforçando o papel social e econômico da cooperativa nos municípios onde atua.

GLOBO RURAL

NACIONAL

Preço do leite recua no RS e preocupa produtores mesmo com cenário internacional mais firme

Criadores relatam novos cortes nos valores pagos pela indústria e apontam pressão crescente sobre a rentabilidade da atividade leiteira no Sul do país

Produtores de leite do Rio Grande do Sul voltaram a manifestar preocupação com a redução nos preços pagos pela indústria, mesmo em um contexto de estabilidade e leve recuperação nas cotações internacionais. Relatos apontam cortes recentes que têm intensificado a pressão sobre a renda dos criadores. De acordo com a Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), produtores têm informado reduções entre R$ 0,10 e R$ 0,20 por litro entregue às indústrias. As queixas chegam em um momento considerado sensível para a atividade, marcado por margens já comprometidas por eventos climáticos e custos elevados.

Segundo o presidente da entidade, Marcos Tang, os criadores questionam a lógica das reduções diante de sinais de estabilidade nas negociações globais e de indicações de leve alta no mercado internacional. Para ele, o cenário reforça a necessidade de maior alinhamento entre indústria e produção primária. Tang destaca que o setor leiteiro gaúcho enfrenta um período prolongado de dificuldades, com impactos acumulados de estiagens severas e, mais recentemente, enchentes que afetaram a produção e elevaram os custos operacionais nas propriedades. Esse contexto tem reduzido a capacidade de reação dos produtores frente às oscilações de preços. A entidade avalia que a diminuição dos valores pagos ao produtor ocorre em um momento em que as margens financeiras já se encontram pressionadas, dificultando a manutenção da atividade e novos investimentos nas fazendas. A situação tem ampliado a insatisfação entre criadores e intensificado o debate sobre a formação de preços no estado.

Diante do cenário, a Gadolando defende maior diálogo entre os elos da cadeia produtiva para evitar impactos ainda mais severos à produção. A avaliação é de que a sustentabilidade do setor depende de equilíbrio nas relações comerciais e de maior previsibilidade nas negociações. A entidade ressalta que o entendimento entre indústria e produtores é essencial para garantir a continuidade da atividade e preservar a competitividade da cadeia leiteira. O momento, segundo a associação, exige cooperação e transparência para mitigar riscos e assegurar a viabilidade econômica do segmento.

Feed&Food

Faesp apresenta propostas para o leite em SP

Faesp propõe urgência em políticas para apoiar o setor leiteiro paulista. Federação entregou um diagnóstico da crise do leite em São Paulo e apresentou propostas para preservar produtores, renda no campo e a produção local

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) apontou ao secretário de Agricultura e Abastecimento (SAA), Geraldo Melo Filho, preocupação com a situação enfrentada pela cadeia produtiva do leite paulista e defendeu a adoção de medidas urgentes para preservar a atividade e a renda dos produtores. Outros estados, também produtores, já vêm se mobilizando legislativamente e por meio de atos normativos para reavaliar benefícios fiscais e criar condicionantes que desestimulem a importação de lácteos. Presente em 94% dos municípios do estado, a bovinocultura leiteira reúne mais de 30 mil propriedades e tem forte papel social e econômico no interior. Ainda assim, o setor acumula, na última década, queda no volume produzido e saída de produtores, reflexo de margens apertadas, aumento de custos e dificuldades estruturais, como a escassez de mão de obra em uma atividade intensiva e fortemente baseada no trabalho familiar. O cenário se torna ainda mais desafiador diante do avanço das importações de lácteos. São Paulo é o principal estado importador do país, concentrando cerca de um terço das aquisições nacionais. Somente as compras de leite em pó, em volume equivalente ao leite fluido, representaram no último ano aproximadamente 20% de todo o leite inspecionado no estado. Esse movimento amplia a pressão sobre os preços internos e reduz a competitividade do produtor paulista justamente em um momento de tentativa de recuperação produtiva. “Temos reiterado a necessidade de atenção à cadeia do leite, que tem sofrido muito ao longo dos anos. Falei inclusive com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que se comprometeu a resolver a situação. Entretanto, a cada dia, vemos pecuaristas abandonando a produção por falta de condições financeiras”, explicou Tirso Meirelles, presidente da Faesp. A Federação também chama atenção para o fato de que poucos municípios concentram a maior parte dessas importações, o que reforça a necessidade de reavaliar eventuais incentivos fiscais e regimes tributários diferenciados concedidos a empresas instaladas nessas localidades. A entidade defende uma análise detalhada, por parte da Secretaria da Fazenda, de benefícios gerais e especiais relacionados à entrada e ao processamento de lácteos importados, além da adoção de mecanismos que estimulem as indústrias a priorizarem a compra de leite cru produzido em São Paulo, fortalecendo a integração entre campo e indústria. Além das medidas de natureza tributária, a Federação aponta a importância de ampliar políticas públicas já existentes, como o PPAIS Leite, que hoje opera muito abaixo de seu potencial orçamentário. A expansão das compras institucionais por diferentes secretarias estaduais poderia absorver parcela relevante da produção local, gerando impacto direto na renda dos produtores, no abastecimento alimentar e no fortalecimento da agricultura familiar. Soma-se a isso a possibilidade de retomar a subvenção econômica por litro de leite anunciada anteriormente pelo governo estadual, medida que pode contribuir para dar fôlego imediato aos pequenos e médios produtores e evitar o agravamento da crise no setor.

AGROLINK

Gestão, genética e manejo elevam produtividade e renda na bovinocultura de leite

O Programa Encadeamento Produtivo, realizado em parceria entre o Sebrae e a Aurora Coop, está proporcionando isso a mais de 37 mil empresas rurais atendidas ao longo dos 27 anos da parceria.

Qualidade de vida e melhoria da renda são fatores essenciais quando se fala em sucessão familiar e sustentabilidade das propriedades rurais. É justamente isso que o Programa Encadeamento Produtivo, realizado em parceria entre o Sebrae e a Aurora Coop, está proporcionando a mais de 37 mil empresas rurais atendidas ao longo dos 27 anos da parceria. Em visita técnica recente a propriedades que atuam com bovinocultura de leite nos municípios de Irani e Lindóia do Sul, no meio oeste de Santa Catarina, foi possível evidenciar os impactos positivos do programa. Na propriedade de Ivonei Romancini, localizada em Linha Pigosso, no município de Irani, as ações do Programa Encadeamento Produtivo tiveram início em 2021. A família recebeu consultorias do Sebrae em gestão, com foco em Qualidade e inovação, além de orientações voltadas ao melhoramento genético do rebanho. O trabalho foi complementado por acompanhamento técnico dos profissionais da Aurora Coop e da Copérdia. Essa união de esforços e conhecimentos gerou resultados expressivos. Os resultados obtidos pela propriedade demonstram ganhos altamente expressivos em produtividade, eficiência e rentabilidade, com crescimento de 323% no faturamento, resultado alcançado com um aumento proporcionalmente inferior, de apenas 52% no número de vacas em lactação. Romancini enfatizou que, ao perceber os primeiros resultados obtidos a partir do conhecimento técnico e do acompanhamento proporcionado pelo Programa Encadeamento Produtivo do Sebrae, passou a acreditar no potencial de crescimento da propriedade e decidiu implementar as mudanças necessárias. Entre as principais ações realizadas estão a construção de instalações adequadas para o confinamento das vacas, o investimento no melhoramento genético do plantel e a adoção de práticas de manejo mais eficientes. Entre as principais ações realizadas estão a construção de instalações adequadas para o confinamento das vacas, o investimento no melhoramento genético do plantel e a adoção de práticas de manejo mais eficientes. Segundo o produtor, o apoio recebido foi determinante para a evolução do negócio. “Antes do Programa, a gente não tinha estrutura nem o suporte que o produtor precisa para conseguir crescer”, ressaltou Romancini. Nas propriedades mais consolidadas, o Programa Encadeamento Produtivo também cumpre a função de ajudar a melhorar a produtividade e a renda. Esse é o caso da família Rossetto, que atua na bovinocultura de leite no município de Lindóia do Sul. Além do faturamento anual, que ultrapassou a casa dos 2 milhões anuais, também apresentou melhorias significativas nos indicadores de qualidade do leite, resultado do manejo adequado, do controle dos processos produtivos e do alinhamento às exigências do mercado. Foi possível evidenciar os impactos positivos do programa Encadeamento Produtivo. A coordenadora do Programa Conexões Coorporativa do Sebrae/SC, Josiane Minuzzi, detalhou que a entidade trabalha tanto na profissionalização da gestão, apresentando ferramentas para que o produtor tenha uma vida financeira mais organizada, quanto na inovação, com investimento em melhoramento genético, eficiência energética e outros. “Nosso objetivo é levar mais renda para as propriedades. Quanto mais rentável for o negócio, maior será a chance de o produtor ficar na propriedade, fazer a sucessão e dar uma qualidade de vida digna à família”, pontuou. Para a gerente regional do Sebrae/SC no Oeste, Marieli Aline Musskopf, o Encadeamento Produtivo é um projeto que também tem como objetivo o fortalecimento da economia regional. “Ao transformarmos a gestão e a genética no campo, elevamos a competitividade de toda a cadeia láctea. Quando o produtor adota uma visão de negócio baseada em dados e eficiência, ele não apenas aumenta seu faturamento, mas garante a sustentabilidade da atividade e cria condições reais para uma sucessão familiar próspera e inovadora”, comentou.

COMPRE RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em baixa no Brasil

O dólar fechou a sexta-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão no geral positiva para ativos de risco ao redor do mundo.

O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,66%, aos R$5,2195. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,54% e, no ano, recuo de 4,91%. Às 17h04, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 1,09% na B3, aos R$5,2415. As preocupações em torno dos impactos da inteligência artificial sobre vários setores da economia seguiram permeando os negócios globais, mas os mercados de ações na Europa e nos Estados Unidos mostraram reação nesta sexta-feira, com os investidores voltando a buscar ativos de maior risco. “Este fluxo, principalmente estrangeiro, que entrou nos últimos dias… que fez preço principalmente em bolsa, com altas recordes, parece que deu uma equalizada. A gente não tem novas perspectivas de grandes movimentos de entrada (de recursos no Brasil)”, comentou no fim da tarde Otávio Oliveira, gerente de Tesouraria do Daycoval. “Então, parece que o dólar conseguiu um suporte um pouco mais forte nesta casa dos R$5,20. Agora ele vai ser negociado em R$5,20, R$5,21… mas não deve ter uma queda muito brusca”. No início do dia, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou de 2,2% para 2,3% a projeção para o Produto Interno Bruto de 2025 e de 2,4% para 2,3% o PIB de 2026. Já a inflação calculada para este ano foi de 3,5% para 3,6%. Mais do que os números em si, o mercado esteve atento à entrevista coletiva com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello — cotado para assumir a Diretoria de Política Econômica do Banco Central, mas cujo nome foi mal-recebido pelo mercado. Um dos receios é o de que Mello, um economista de perfil heterodoxo, possa favorecer uma guinada “dovish” (mais branda) na diretoria do BC, que este ano passará a ter todas as suas nove cadeiras ocupadas por indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na entrevista coletiva, Mello afirmou que ainda não foi formalmente convidado para ocupar uma diretoria do BC, mas disse estar à disposição. Ao mesmo tempo, evitou prever os próximos passos da política de juros da autarquia, apesar de dizer que vê espaço para corte na Selic, hoje em 15% ao ano.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta blindado por Itaú e B3

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, blindado pela performance robusta das ações do Itaú Unibanco e da B3, em pregão de forte queda dos papéis do Bradesco, após previsões do banco para o ano frustrarem expectativas de analistas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,48%, a 182.996,5 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 183.262,07 pontos na máxima e 181.390,73 pontos na mínima do dia. Na semana, o Ibovespa assegurou uma alta de 0,9%.

O volume financeiro no pregão da sexta-feira somava R$26,99 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

IGP-DI acelera alta a 0,20% em janeiro com pressão maior sobre os consumidores, diz FGV

A alta do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a 0,20% em janeiro, depois de avanço de 0,10% no mês anterior, resultado que ficou abaixo do esperado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira.

O resultado ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,24% e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 1,11%. A leitura de janeiro foi influenciada principalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI. O IPC mostrou que a pressão aos consumidores aumentou ao acelerar a alta a 0,59% em janeiro, de 0,28% em dezembro. “A alta refletiu reajustes nas tarifas de ônibus urbano, nas taxas de água e esgoto residencial e aumentos sazonais nos preços do ensino formal”, explicou Matheus Dias, economista do FGV Ibre. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, ficou estável, de uma variação positiva de 0,03% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta a 0,72% em janeiro, de 0,21% antes. “O INCC também apresentou aceleração, impulsionado por reajustes salariais da mão de obra, associados à elevação do salário-mínimo e às condições do mercado de trabalho, com destaque para Belo Horizonte”, completou Dias. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS

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