Ano 1 | nº 61 | 27 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS
queijos preferidos dos brasileiros
Muçarela, requeijão e prato lideram o consumo nacional, mas, apesar da popularidade, o brasileiro ainda consome pouco queijo.
Presente em diferentes momentos do dia, o queijo é um dos alimentos mais versáteis e populares na mesa do brasileiro. Ele aparece derretido no sanduíche do café da manhã, em pedaços na salada do almoço ou ralado para finalizar o macarrão do jantar, adaptando-se a hábitos, receitas e ocasiões variadas. Com tantas opções disponíveis no mercado, algumas variedades se destacam na preferência do consumidor por fatores como preço, facilidade de uso e aceitação do paladar. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), a liderança no consumo pode variar conforme a região, mas três tipos se mantêm entre os favoritos de Norte a Sul do país: muçarela, requeijão e queijo prato. Juntos, eles respondem por cerca de 65% do consumo nacional. Na sequência, outras variedades aparecem com destaque no ranking: Minas frescal, Minas padrão, parmesão ralado, coalho e cream cheese, completando a lista dos mais consumidos no Brasil. Já entre os queijos considerados especiais, normalmente associados a preços mais elevados e uso culinário específico, parmesão, gouda e gorgonzola figuram entre os preferidos para valorizar receitas. Os queijos mais consumidos no Brasil:
Muçarela, Requeijão, Prato, Minas frescal, Minas padrão, Parmesão ralado, Coalho e Cream cheese. Apesar de sua ampla presença na alimentação cotidiana, o consumo médio de queijo no Brasil ainda é considerado baixo. O brasileiro consome, em média, 5,6 quilos por ano. Na Argentina, por exemplo, esse número mais que dobra, alcançando 12 quilos per capita. No cenário global, a França lidera o consumo, com 26,3 quilos por pessoa ao ano, seguida por Islândia (25,9 kg) e Finlândia (25,8 kg). A média mundial é de 6,5 quilos per capita e, segundo estimativas da ABIQ, deve crescer 1,4% até 2030. O Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores produtores de leite do mundo, com produção anual superior a 34 bilhões de litros. Como reflexo desse volume, o país também se destaca na fabricação de queijos. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que quase 800 mil toneladas foram produzidas no Brasil em 2025, sendo uma parcela significativa de origem artesanal. De acordo com o último Censo Agropecuário do IBGE, realizado em 2017, cerca de 175 mil estabelecimentos rurais produzem queijos e requeijão no país. Muitos utilizam métodos tradicionais, fortemente ligados à cultura local e às características dos territórios onde são elaborados. Esse saber-fazer regional é reconhecido oficialmente por meio do selo de Indicação Geográfica (IG), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), nas modalidades de Indicação de Procedência (IP) ou Denominação de Origem (DO). Atualmente, nove queijos brasileiros possuem esse reconhecimento: Queijo de Autazes, Queijo Artesanal Serrano, Queijo Canastra, Queijo do Cerrado, Queijo Colonial da Colônia Witmarsum, Queijo com Pimenta-Verde da Colônia Witmarsum, Queijo de Marajó, Queijo Minas Artesanal do Serro e
Queijo Colonial do Sudoeste do Paraná.
GLOBO RURAL/MILKPOINT
NACIONAL
Conseleite/SC projeta valor de referência para o leite pago em fevereiro/26
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 23 de janeiro de 2026 atendendo aos dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de dezembro de 2025, e a projeção dos valores de referência para o mês de janeiro de 2026.
VALORES DE REFERÊNCIA1 DA MATÉRIA-PRIMA (LEITE)
Períodos de apuração: Parcial dezembro/2025: de 01/12/2025 a 28/12/2025
Parcial janeiro/2026: de 29/12/2025 a 18/01/2026
O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão.
Conseleite/SC
Tecnologia, bem-estar animal e agroindustrialização transformam produção de leite em Humaitá – RS
A adoção do sistema Compost Barn foi decisiva para o avanço da propriedade.
No interior do município de Humaitá, no Noroeste Gaúcho, a Fazenda Santa Maria é exemplo de como investimentos em tecnologia, bem-estar animal e agregação de valor podem transformar a atividade leiteira. O casal de produtores Jackson e Liliane Borstmann adotou o sistema Compost Barn e implantou uma agroindústria própria, passando a processar parte do leite produzido na propriedade e fornecendo produtos para a merenda escolar do município. A trajetória começou há 11 anos, quando Jackson, também médico veterinário, decidiu estruturar o próprio negócio rural. “Baseado nos relatos das propriedades que eu atendia, fui estudando a viabilidade desse negócio. Hoje produzimos leite tipo A, que atende a parâmetros rigorosos da legislação”, explica o produtor. Esse tipo de leite deve ser proveniente de uma única propriedade, de um único rebanho e envasado na própria fazenda, sem contato humano direto com o produto.
A adoção do sistema Compost Barn foi decisiva para o avanço da propriedade. Trata-se de um sistema de confinamento que prioriza o conforto animal, com cama de maravalha em processo de compostagem, liberdade de movimentação e acesso à alimentação e à água conforme a necessidade dos animais. “Mesmo em um inverno muito chuvoso, conseguimos manter as vacas limpas, confortáveis e com bom desempenho produtivo”, destaca Jackson. Atualmente, a propriedade conta com 95 vacas em produção, dentro de um rebanho de 166 animais, e tem projeto para ampliar o sistema para até 140 vacas em lactação. Com ajustes nutricionais e melhoramento genético, a média de produção chegou a 35 litros de leite por vaca/dia, com meta de alcançar 40 litros nos próximos anos. Para Liliane Borstmann, que veio da cidade e não tinha experiência com a atividade rural, o projeto representa transformação de vida. Eu não conhecia uma vaca de leite. Vim com vontade de aprender e trabalhar. Se a gente tem força de vontade, consegue mudar a própria realidade, afirma. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Ademir Wagner, acompanha a família desde o início do projeto e destaca que a Instituição participou de todas as etapas do processo. “Atuamos com orientações no manejo do rebanho, no uso da água, na produção de forragens, na silagem e em todo o processo de implantação e legalização da agroindústria”, explica. Antes da implantação da agroindústria, 100% do leite era vendido para a indústria. Hoje, além do leite tipo A, a Fazenda Santa Maria produz iogurtes, queijos coloniais e temperados, e está iniciando a produção de doce de leite, com foco em um produto artesanal e de alta qualidade. O diferencial está no processo: o iogurte é feito exclusivamente com leite pasteurizado, sem adição de soro, o que garante sabor e características próprias. A agroindústria foi viabilizada a partir de recursos da Consulta Popular, com foco em melhorar o processamento e a comercialização do leite no município. Mais recentemente, a propriedade passou a integrar o Programa Agrofamília, que permitie a aquisição de novos equipamentos e a ampliação da planta agroindustrial, aumentando a capacidade produtiva e o alcance de mercado. O próximo passo da família é a adequação do serviço de inspeção, migrando do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) para o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), com o objetivo de atender a merenda escolar de outros municípios da região e ampliar ainda mais o mercado. A experiência da Fazenda Santa Maria mostra que inovação, assistência técnica e planejamento são caminhos para fortalecer a permanência das famílias no campo e garantir sucessão rural com sustentabilidade e geração de renda.
Emater/RS-Ascar
ECONOMIA
Dólar fecha perto da estabilidade no Brasil em dia de queda no exterior
O dólar fechou a segunda-feira praticamente estável ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou baixas ante a maior parte das demais divisas, com investidores à espera das decisões sobre juros no Brasil e nos EUA na próxima quarta-feira.
O dólar à vista fechou com leve recuo de 0,14%, aos R$5,2800, no menor valor de fechamento desde os R$5,2746 de 11 de novembro do ano passado. Em 2026, a divisa acumula baixa de 3,81%. Às 17h04, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 0,30% na B3, aos R$5,2875. A sessão foi marcada pelo recuo da moeda norte-americana ante as demais divisas ao redor do mundo, em especial iene, em meio à expectativa de que o Banco do Japão possa intervir no mercado para segurar a divisa japonesa. A moeda norte-americana também cedia ante o euro e a libra e em relação a pares do real como o rand sul-africano e o peso chileno. Na semana passada, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa conduziu a alta firme do Ibovespa, de 8,53%, e o recuo do dólar para abaixo dos R$5,30. Na reta final da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade, com os agentes mantendo a cautela antes das decisões de política monetária da semana. O Federal Reserve decide na tarde de quarta-feira sobre sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%. Já o Banco Central do Brasil anunciará na noite de quarta o novo patamar da Selic, hoje em 15% ao ano. Em ambos os casos a expectativa é de manutenção das taxas. No início do dia, o Banco Central informou que o saldo de transações correntes do Brasil foi negativo em US$68,791 bilhões em 2025. Na outra ponta, o investimento direto no país foi positivo em US$77,676 bilhões.
REUTERS
Ibovespa fecha estável em dia de correção e política monetária no radar
O Ibovespa fechou próximo da estabilidade, após passar a maior parte do pregão no vermelho, em dia de correção depois dos recordes históricos da semana anterior, ao mesmo tempo em que o mercado se prepara para as decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve, que saem na quarta-feira.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,01%, a 178.838,22 pontos. O volume financeiro somava R$28,25 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Mercado reduz projeção do IPCA de 2026 para 4%, aponta Focus Mediana das projeções dos economistas para o crescimento do PIB brasileiro em 2026 ficou estável pela sétima semana seguida
A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira em 2026 recuou pela terceira semana seguida, de 4,02% para 4,00%, segundo o relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira (26) com estimativas coletadas até a última sexta-feira (23). Para 2027, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguiu em 3,80% pela 12ª semana seguida e, para 2028, continuou em 3,50%, também pela 12ª semana seguida. Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas se manteve em 12,25% no fim de 2026, seguiu em 10,50% em 2027 pela 50ª semana e, para 2028, se manteve em 10%. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,80% pela sétima semana seguida, segundo o Focus. Para 2027, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,80%, e, para 2028, seguiu em 2% pela 98ª semana seguida. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 se manteve em R$ 5,50 pela 15ª semana seguida. Para 2027, a mediana das expectativas para a moeda americana subiu de R$ 5,50 para R$ 5,51, e, para 2028, seguiu em R$ 5,52.
VALOR ECONÔMICO
Déficit em conta corrente do Brasil termina 2025 em 3,02% do PIB, informa BC
O Brasil teve déficit em transações correntes de US$3,363 bilhões em dezembro e fechou 2025 com um saldo negativo acima daquele do ano anterior, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto, informou o Banco Central na segunda-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um déficit de US$5,3 bilhões em dezembro. No mês, os investimentos diretos no país ficaram negativos em US$5,248 bilhões, contra resultado positivo de US$1,0 bilhão projetado na pesquisa.
REUTERS
Brasil encerra 2025 com déficit de US$ 68,8 bilhões nas contas externas, o maior desde 2014
Apenas no mês de dezembro, o país teve saída líquida de US$ 3,3 bilhões nas transações internacionais de comércio, rendas e transferências unilaterais
O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 3,363 bilhões em dezembro de 2025, conforme divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). No mesmo mês de 2024, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 10,237 bilhões. Já no acumulado do ano, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais alcançou saldo negativo de US$ 68,791 bilhões, o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, esse foi o maior déficit anual nas contas externas desde 2014, quando o saldo negativo somou US$ 110,5 bilhões. “O principal fator responsável pelo aumento do déficit foi a redução do superávit comercial. Então, a comparação de 2025 com dezembro é que a balança comercial brasileira tem sido, nos dois casos, o principal fator de explicação da variação do déficit corrente”, disse Rocha em entrevista coletiva. Para 2025, o BC projetava déficit em conta corrente de US$ 76 bilhões, conforme divulgado pela autoridade monetária no último Relatório de Política Monetária. Para 2026, a projeção é de déficit de US$ 60 bilhões. Rocha afirmou que, na comparação com as projeções do Relatório, houve surpresa positiva na balança comercial, com exportações mais fortes do que o previsto, e surpresa “negativa” com o aumento das remessas de lucros por estrangeiros. “A saída de lucros e dividendos remetidos foi bastante superior ao que estava sendo esperado pelo mercado”, comentou. O Brasil teve uma saída líquida de US$ 5,248 bilhões em Investimento Direto no País (IDP) em dezembro, segundo o Banco Central. Em dezembro do ano passado, o IDP tinha somado US$ 160 milhões positivos. O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, informou que esse resultado de dezembro de 2025 foi a maior saída mensal da série histórica do investimento direto. É ainda o primeiro valor negativo desde dezembro de 2023, quando o saldo foi negativo em US$ 1,992 bilhão. Ele frisou, porém, que o IDP continuou sendo a principal fonte de financiamento do déficit em transações correntes do país no ano passado. Valores negativos nesse item indicam que, no mês em questão, as distribuições de lucros realizadas por subsidiárias de empresas estrangeiras em operação no Brasil para seus acionistas no exterior foram superiores aos lucros auferidos. Segundo Rocha, o lucro remetido teve impacto direto sobre o IDP. Ele ressaltou, contudo, que não são as remessas que determinam o resultado das transações correntes, mas sim o lucro total apurado. No acumulado do ano, a entrada de recursos via IDP foi de US$ 77,676 bilhões ou 3,41% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 3,39% do PIB vistos no mesmo período de 2024. Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas. O BC projetava IDP de US$ 75 bilhões para 2025. Para 2026, a projeção é de IDP em US$ 70 bilhões. A remessa líquida de lucros e dividendos das empresas para o exterior ficou em US$ 5,397 bilhões em dezembro de 2025. Em dezembro de 2024, por sua vez, a remessa foi de US$ 4,673 bilhões. No acumulado de 2025, o resultado foi de remessa de US$ 53,609 bilhões, acima dos US$ 51 bilhões esperado pelo BC para o ano. A projeção para 2026 é de US$ 48 bilhões. Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram entrada líquida de US$ 4,397 bilhões em dezembro de 2025. No mesmo mês de 2024, houve saída de US$ 7,579 bilhões. No acumulado do ano de 2025, a entrada líquida foi de US$ 15,140 bilhões. No mercado de renda fixa, entraram liquidamente US$ 5,808 bilhões em dezembro (US$ 20,091 bilhões no ano). Considerando apenas as negociações no país nesse segmento em dezembro, o resultado foi positivo em US$ 5,282 bilhões. No mercado externo, o resultado foi positivo em US$ 526 milhões. Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em saída de US$ 1,963 bilhão no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York. Em 2025 como um todo, houve saída de US$ 4,648 bilhões. Para 2025, o BC projetava ingresso líquido de investimentos em carteira de US$ 10 bilhões, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária. Em 2026, a projeção é de entrada de US$ 5 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 99697 8868 (WhatsApp)