Informativo Sindileite 29.01.2026

Ano 1 | nº 63 | 29 de janeiro de 2026

NOTÍCIAS

Leite em 2025: alimento segura custos de produção em 3,0%

Os resultados colocam a inflação dos custos de produção de leite menor que a inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA/IBGE, que foi de 4,3%.

Os custos de produção de leite cresceram 3,0% em 2025, após uma variação de 0,2% em dezembro, de acordo com o ICPLeite/Embrapa. Estes resultados colocam a inflação dos custos de produção de leite menor que a inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA/IBGE, que foi de 4,3%. A baixa variação do custo da alimentação do rebanho (produzida e comprada) foi fundamental para este desempenho, enquanto os custos da Mão de obra e da energia elétrica e do combustível (gasolina e diesel) cresceram três vezes mais que o custo total, em 2025. Em dezembro, alimentação comprada e remédios fizeram custo de produção crescer O custo do grupo Concentrado cresceu 1,6% no último mês de 2025, puxado por caroço de algodão e polpa cítrica. Mas houve queda do preço de farelo de soja. Portanto, para aqueles produtores que não usam estes itens com preços altistas para alimentar o rebanho, o custo de produção certamente foi menor que 0,2%, variação do custo de produção apurado para dezembro. Também o grupo que engloba remédios, sêmen e outros, representado por Sanidade e reprodução, teve acréscimo restrito, de 0,6%. Em sentido contrário, três grupos apresentaram deflação no mês. A redução de preços da energia elétrica e óleo diesel fizeram com que o grupo Energia e combustível apresentassem queda de -1,8%, mesmo percentual apresentado pelo grupo Volumosos. Qualidade do leite também registrou retração de -0,2%. No acumulado de 2025 a inflação de custos atingiu 3,0%, com destaque para a elevação em Minerais (17,1%), Energia e combustível (7,2%), Qualidade do leite (7,0%,) e Mão de obra (6,3%). O grupo Sanidade e reprodução, com elevação de custos de 4,3%, também cresceram acima do custo total. Já o grupo Concentrado, com variação de 2,9%, e volumosos, com variação negativa de -4,2% ajudaram a conter a alta acumulada no ano. A inflação de custos de produção de leite em 2025 mostrou-se bem-comportada, sem sobressaltos. Em janeiro a inflação anual cresceu para o patamar de 3,0% e, ao longo de todo o ano, oscilou entre 2,3% e 4,0%. Portanto, no que diz respeito a custos, não foram registradas variações que tenham trazido sobressaltos aos produtores.

ICPLeite/Embrapa

Melhorias do solo, pastagens e nutrição do rebanho fortalecem pecuária leiteira do Paraná

Trabalho IDR-Paraná, por meio de programa criado pela Itaipu Binacional, reúne assistência para recuperação de pastagens degradadas, manejo da fertilidade das áreas e nutrição do rebanho leiteiro. Mais de mil produtores são atendidos por ano. Em 2025, o Paraná registrou crescimento de 10% na produção de leite.

O trabalho desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) por meio do programa Ação Integra do Solo e Água (Aisa), criado pela Itaipu Binacional, tem impactado na qualidade de vida de pequenos produtores de leite do Paraná. As ações do programa resultam em aumento da produção do leite e da rentabilidade da propriedade, melhorando as condições das famílias. Mais de mil produtores são atendidos por ano. A iniciativa abrange 228 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, que integram a área do reservatório da Itaipu. O IDR-PR é um dos principais parceiros da iniciativa. O Instituto atua junto aos produtores prestando assistência e orientação voltadas à recuperação e renovação de pastagens degradadas, manejo da fertilidade das áreas de pastagem e da conservação de forragem, nutrição do rebanho leiteiro, melhoria da qualidade do leite, entre outras ações.

Um dos casos de sucesso é o do sítio São Sebastião, em Goioerê, pertencente a agricultores familiares. Pai e filho tocam sozinhos a propriedade, que conta com 16 vacas em lactação. Com a assistência técnica do IDR-Paraná eles dobraram o volume de leite produzido e a rentabilidade. “A produção era de 125 litros de leite por dia, na média de 12 meses entre 2021 e 2022. O volume saltou para 268 litros diários em 2024 e 2025 e, atualmente, alcança cerca de 300 litros por dia”, aponta o técnico do IDR-Paraná, Salvador Sarto. Ele também relata que a receita mensal da propriedade saltou de R$ 10.929,00 para R$ 22.140,00 – o que deixou Benedito Teodoro da Silva e seu filho Ricardo bastante satisfeitos. Benedito trabalha com produção de leite desde os 10 anos de idade e conta que em toda sua vida esteve ligado à atividade agropecuária. Outro bom exemplo vem do extremo Oeste do Paraná, no município de Pato Bragado, onde o produtor Sérgio Paulo Marshnier trabalha com a produção de leite desde 1990. Sérgio não têm empregados e tudo é feito por ele e mais três pessoas: a esposa, o filho e a nora. Com acompanhamento do técnico do IDR-Paraná Adilson Winter, a família ingressou no programa em 2021 e o volume de leite teve um incremento de 72,23%. “Todas as orientações do técnico facilitaram nosso trabalho, porque agora a gente tem mais informação sobre como fazer um manejo correto e como cuidar melhor do pasto e da nutrição dos animais. O Adilson falou sobre o programa, fez uma análise da propriedade e orientou sobre o que precisava ser feito”, contou Sérgio. Entre as medidas implantadas esteve a criação adequada de bezerras e novilhas; balanceamento da dieta dos animais; adubação e correção do solo; uso de dejetos de suínos, aves e bovinos para melhorar a qualidade da terra; plantas de cobertura para ajudar a infiltração e retenção de água no solo. Antes da assistência técnica, a produção era de 440 litros de leite por dia e, atualmente, o volume chega a 763 litros diários. “A receita mensal da propriedade também aumentou, passando de R$ 5.138,00 para R$ 7.165,00, demonstrando os ganhos de eficiência mesmo em uma propriedade de pequeno porte como esta”, observou o técnico do IDR-Paraná. O programa Aisa existe há cerca de cinco anos, em parceria com o IDR- Paraná, investigando o comportamento da água no solo, os impactos das práticas agrícolas na qualidade dos rios e a relação entre uso da terra e produção hídrica. A iniciativa abrange 228 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, que integram a área do reservatório de Itaipu, e reúne um amplo banco de dados sobre solo, clima, vegetação, hidrologia e produção agropecuária. Com base nessas informações, o IDR-Paraná ajuda os produtores a alcançarem maior eficiência produtiva e rentabilidade, promovendo mudanças estruturais nas propriedades rurais. “São orientações que parecem simples, mas que fazem toda a diferença no dia a dia do produtor e nos resultados finais”, reforça Simony Lugão, coordenadora de Pesquisa do IDR-Paraná, envolvida no projeto, ao lado do coordenador da Extensão, Rafael Piovezan. A evolução da pecuária leiteira paranaense reforça a importância desse trabalho. Em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento de Economia Rural (Deral) da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná contava com cerca de 114 mil propriedades produtoras de leite e registrou crescimento de 10% na produção, alcançando 1 bilhão de litros apenas no primeiro trimestre, mantendo-se como o segundo maior produtor do país. Além do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, o programa Aisa da Itaipu Binacional conta com a parceria da Embrapa, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped). Em quatro anos, foram R$ 25,94 milhões investidos em 17 projetos voltados ao fortalecimento da sustentabilidade e da produtividade no campo.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

Mercado de genética bovina vive momento de retomada

Após um período de queda nas vendas, nos anos de 2022 e 2023, o setor de sêmen bovino confirmou um movimento de retomada no ano passado no país. Segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), foram comercializadas 15,6 milhões de doses entre os meses de janeiro e outubro, e a projeção é de que no ano o total tenha alcançado 19 milhões, acima do registrado em 2024, quando somou 17,5 milhões de doses.

 A venda de sêmen no segmento de gado de corte cresceu perto de 10% em 2025, com destaque para as raças taurinas, especialmente Angus e Brangus, que avançaram acima de 20% e acabaram puxando o crescimento do mercado. Os números consolidados serão divulgados em fevereiro pela Asbia. “Aquele período em que a inseminação teve uma redução e depois estabilizou é exatamente o momento em que houve a queda no preço do boi e do bezerro. É o que chamamos de baixa do nosso ciclo. Agora, que houve uma retomada da fase de alta, houve um crescimento novamente da inseminação”, afirma o sócio proprietário da CRIO Central Genética Bovina, de Cachoeira do Sul (RS), e diretor da Asbia, Fernando Velloso. Os números também apontam para uma popularização da inseminação, segundo Velloso. Ele observa que, há duas ou três décadas, os pecuaristas aderiam à ferramenta tendo como objetivo principalmente o melhoramento genético. Mas, em anos recentes, a inseminação passou a ser uma forma de controlar os custos da fazenda e a gestão reprodutiva do rebanho. Hoje, segundo Velloso, a inseminação deixou de ser um investimento pontual para se tornar uma rotina nas fazendas. “Com a popularização dos protocolos de inseminação a tempo fixo (IATF), é possível ao produtor obter um custo de prenhez, ou seja, o custo do bezerro nascido, menor com a inseminação artificial do que com a monta natural”, resume. Segundo ele, essa rotina permite aumentar a eficiência reprodutiva em 5% a 10%. A redução de custos, por sua vez, pode alcançar entre 20% e 25%. A expectativa para este ano é de que o mercado siga em expansão. “Imaginamos que vamos ter, nos próximos três anos, um bom preço para o bezerro, e quando isso ocorre você tem estímulo para a cria”, analisa Velloso. Neste momento, o boi gordo no Rio Grande do Sul, por exemplo, está cotado em cerca de R$ 11,50 o quilo vivo, enquanto o quilo vivo do bezerro vale de R$ 14 a R$ 15 no Estado. A expectativa é de que esse ágio do bezerro em relação ao boi gordo permaneça na faixa de 20%. Um dos fatores que apontam para o incentivo à cria é a tendência de redução no abate de fêmeas, após alta registrada em 2025.

A retomada também aparece nos números das centrais de inseminação. Na Seleon Biotecnologia, de Itatinga (SP), o crescimento foi de 17% em 2025, segundo o CEO Bruno Grubisich. De acordo com ele, o bom momento vivido pelo setor no ano passado se deve menos a uma empolgação de ciclo e mais a uma estrutura produtiva que foi redesenhada após a pandemia. “Houve uma explosão da demanda, os preços da carne foram lá em cima, e isso levou a uma corrida dos pecuaristas atrás de genética e de produtos para melhorar a produção”, conta. O desempenho da empresa no ano passado foi impulsionado principalmente pela alta de 105% na comercialização de sêmen da raça Angus. No gado de leite, o destaque foi a raça Holandês, com crescimento de 55%. Uma tendência vista durante o período de pandemia foi a importação de touros para coleta de sêmen no Brasil. Hoje a Seleon conta com mais de 100 touros americanos, o que representa mais de 20% do plantel. “Cada vez mais o pecuarista está buscando o produto de ponta, então criou-se esse corredor, digamos assim, de genética americana no Brasil”, observa Grubisich. A logística para trazer os animais ao Brasil funciona assim: os touros passam por uma quarentena, nos Estados Unidos, e são embarcados de avião até Viracopos. Em solo brasileiro, os animais são recebidos por fiscais do Ministério da Agricultura e encaminhados para a Seleon, onde passam por um processo de pré-imunização, visando a resistência ao carrapato [parasita mais comum em regiões de clima tropical]. Após 60 dias, o touro está apto a ir a campo e ter uma vida normal. A partir de então, o animal começa a produzir sêmen. A genética desses animais costumava ser importada por meio de doses de sêmen congeladas, em botijões. Questões de logística e de aduana, porém, faziam com que algumas empresas acabassem perdendo oportunidades de venda, de acordo com o empresário. “Viabilizamos um mercado que não existia por conta dessa limitação do [clima] tropical. Quando os clientes perceberam que existia uma oportunidade de mandar esses touros de avião para o Brasil, e ter a segurança de ter uma produção contínua de sêmen, isso começou a ser uma tendência”, acrescenta o sócio da Seleon. Na empresa, um touro produz, em média, 400 a 500 doses por coleta, que ocorre duas vezes por semana. Dessa forma, um touro pode produzir dezenas de milhares de doses ao ano.

GLOBO RURAL

LEGISLAÇÃO

CNA defende fim do uso de nomenclaturas lácteas em produtos vegetais

Tema foi debatido em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (27), de reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para debater o uso de nomenclaturas tradicionalmente associadas aos produtos lácteos em produtos de origem vegetal. A reunião foi presidida pelo presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Ronei Volpi, que destacou a existência de um vácuo normativo no estabelecimento de regras de rotulagem. Segundo ele, a utilização de termos consagrados pelo setor lácteo em produtos vegetais pode induzir o consumidor ao erro. Durante o encontro, foi proposta a ampliação do debate para que o colegiado defina um posicionamento oficial e subsidie o Poder Executivo e o Legislativo quanto às demandas do setor leiteiro. As discussões têm ocorrido há vários anos, com a CNA participando ativamente nas Consultas Públicas do Ministério da Agricultura e nas propostas delineadas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura. De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite, Guilherme Dias, os produtos lácteos são atualmente regidos por regulamentos técnicos de identidade e qualidade (RTIQ), que estabelecem rígidos padrões e critérios a serem observados.

“Quando há substituição de produtos de origem animal por equivalentes vegetais ou a inclusão de insumos vegetais na composição, a terminologia utilizada para a nomenclatura do produto geralmente é alterada. Não é coerente que exista um regramento rigoroso para o setor de origem animal e, ao mesmo tempo, permissividade para produtos de origem vegetal”, explicou. Ao final das deliberações, o colegiado chegou a um consenso quanto à relevância e à pertinência da aprovação do Projeto de Lei nº 10.556/2018, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP/MS), que proíbe o uso de termos lácteos por produtos de origem vegetal. A legislação deverá prever também a proibição do uso de alegações de saudabilidade e/ou sustentabilidade pelos produtos vegetais, quando não comprovadas ou previstas em regulamentos específicos. “O colegiado atuará para a aprovação da medida, com o objetivo de resguardar o consumidor da indução ao erro, garantir o tratamento isonômico entre produtos de origem animal e vegetal, assegurar uma nomenclatura clara e promover a concorrência leal e preservar o setor pecuário de práticas publicitárias pejorativas”, concluiu Guilherme Dias.

Ascom CNA

NACIONAL

Prefeitura de SP orienta famílias sobre entrega do Leve Leite

A entrega do 3º ciclo do Programa Leve Leite está em andamento e a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), reforça a importância de manter os dados cadastrais atualizados, especialmente endereço e telefone, já que as comunicações com as famílias, em caso de não entrega, são feitas por mensagem de texto (SMS).

Atualmente, o Leve Leite atende aproximadamente 360 mil bebês e crianças na capital. Bebês com menos de um ano recebem a fórmula láctea mensalmente, diretamente nas creches. Para as demais crianças, o leite em pó integral é entregue em casa a cada quatro meses, conforme o cronograma do programa. Nos últimos quatro anos, a Prefeitura informa que conseguiu reduzir em 36% o número de reclamações por não recebimento do benefício. Dados do Portal SP156 mostram que as queixas caíram de 19.871 registros em 2021 para 12.621 em 2025, resultado das mudanças no modelo de distribuição e da ampliação das alternativas de acesso ao benefício. De acordo com a Prefeitura, um dos fatores que contribuiu para a queda foi a adoção de um novo fluxo logístico. Desde 2024, após duas tentativas de entrega sem sucesso no endereço informado, as famílias passam a receber um SMS com a indicação de uma agência dos Correios para retirada do produto. Atualmente, 115 unidades funcionam como pontos de retirada em diferentes regiões da cidade. A mudança buscou responder a um problema recorrente: famílias que, por motivos de trabalho ou ausência momentânea em casa, perdiam a entrega e ficavam sem o benefício. Com o novo modelo, além do aviso prévio da data de distribuição, os responsáveis recebem a orientação sobre a agência mais próxima, onde o produto fica disponível para retirada por até sete dias. Para a Secretaria Municipal de Educação, a redução das reclamações indica que a política pública se tornou mais eficiente e próxima da realidade das famílias. “Garantir que o leite chegue à casa das crianças não é apenas uma questão logística, é cuidado. Ajustar o modelo de entrega foi essencial para evitar interrupções no benefício e fortalecer a segurança alimentar”, avalia a coordenadora de Alimentação Escolar, Carolina Bastos. Além das mudanças na logística, a Secretaria acrescenta que o programa passou a utilizar embalagens biodegradáveis, que reduzem o tempo de decomposição de cerca de 200 anos para até quatro anos. A medida se soma a outras ações de sustentabilidade da rede municipal, como o Cardápio Escolar Sustentável, que amplia o repertório alimentar dos estudantes por meio de preparações de base vegetal e prioriza a oferta de alimentos in natura, minimamente processados e provenientes da agricultura familiar.

NOTÍCIAS DA REGIÃO 

MERCADO

Whey Protein no Brasil: crescimento, tendências e potencial de mercado

O mercado de Whey Protein no Brasil cresce de forma consistente, impulsionado pela cultura fitness, pelos benefícios à saúde e pela expansão da nutrição esportiva. Entenda os números e as tendências que sustentam esse avanço.

O mercado brasileiro de Whey Protein registrou um crescimento anual composto (CAGR) de 8% entre 2020 e 2025, segundo relatório da Mordor Intelligence. O Brasil se consolidou como o principal mercado de proteína de soro de leite da América do Sul, concentrando mais de 58,53% da participação regional. Esse avanço está diretamente relacionado à crescente influência de hábitos ocidentais de consumo, que impulsionaram a demanda por alimentos e bebidas com benefícios funcionais, especialmente aqueles associados à saúde, bem-estar e desempenho físico. Além disso, o crescimento da categoria é sustentado pelos benefícios nutricionais do whey protein, que o posicionam como protagonista no mercado de nutrição esportiva. No Brasil, esse segmento vem se expandindo de forma consistente, com produtos proteicos liderando as vendas. Como resultado, a proteína do soro do leite apresenta alto potencial de crescimento em toda a América do Sul. De acordo com a Mordor Intelligence, o Brasil manteve, nos últimos três anos, a segunda posição mundial em número de academias. Esse dado reforça o forte enraizamento da cultura fitness no país e a busca crescente pela estética corporal e qualidade de vida — fatores determinantes para a expansão do mercado de suplementos. Em 2015, 3,5% da população brasileira estava matriculada em academias. Desse total, mais de 40% dos frequentadores eram mulheres e pessoas acima de 60 anos, evidenciando a diversificação do público consumidor e a ampliação do uso de suplementos para além do público jovem. Com a consolidação dessa cultura, a demanda por nutrição esportiva cresceu de forma significativa. Dentro desse mercado, as proteínas representam 74% das vendas, impulsionadas por seus reconhecidos benefícios no fortalecimento e na construção muscular. O whey protein é uma proteína obtida a partir do soro de leite composta principalmente pelas frações alfa-globulina e beta-globulina. Trata-se de um suplemento amplamente reconhecido por sua rápida digestão e alta taxa de absorção pelo organismo. De forma geral, o whey protein contém todos os aminoácidos essenciais necessários para a construção e reparação dos tecidos musculares. Por isso, é amplamente utilizado por pessoas que buscam ganho de massa muscular, força e potência.

GUIA DA FARMÁCIA/MilkPoint

ECONOMIA

BC mantém Selic em 15% e prevê corte em março, mas promete seguir com “restrição adequada”

O Banco Central decidiu na quarta-feira manter a taxa Selic em 15% ao ano, em decisão unânime de sua diretoria, e indicou que iniciará um ciclo de corte de juros em março, mas enfatizou que manterá “a restrição adequada” para levar a inflação à meta de 3%.

Em comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC disse que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para levar a inflação à meta, prevendo uma “calibração do nível de juros” diante do ambiente de inflação menor e transmissão mais evidente da política monetária. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse o comitê em comunicado. A autarquia enfatizou que o compromisso com a meta impõe serenidade em relação ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento do alvo para a inflação no horizonte relevante da política monetária. O BC melhorou nesta quarta sua projeção de inflação para 2026 em relação a dezembro, de 3,5% para 3,4%, considerando o cenário de referência, que segue projeções de mercado para os juros. No entanto, em relação ao terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, a expectativa foi mantida em 3,2%. Para fazer as projeções do cenário de referência, o Copom considerou uma taxa de câmbio que parte de R$5,35, mesmo patamar usado na reunião de dezembro. A reunião deste mês do Copom foi realizada por apenas sete dos nove membros, após a saída de Diogo Guillen da diretoria de Política Econômica e de Renato Gomes da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que tiveram mandatos encerrados em dezembro. O governo ainda não indicou novos nomes para os cargos. A decisão desta quarta veio em linha com a expectativa de mercado captada em pesquisa da Reuters, na qual 32 dos 35 economistas entrevistados projetavam que o BC manteria a Selic em 15% neste mês.

REUTERS

Dólar fecha estável ante real após Fed e antes do Copom

Após cair abaixo dos R$5,20 pela manhã, o dólar fechou a quarta-feira estável no Brasil e pouco acima deste nível, com os investidores à espera da decisão sobre juros do Banco Central, no início da noite.

A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o cenário externo, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas. O dólar à vista fechou com variação positiva de 0,01%, aos R$5,2080. No ano, a divisa acumula baixa de 5,12%. Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,44% na B3, aos R$5,2065. A divisa dos EUA chegou a oscilar abaixo dos R$5,20 pela manhã, mais uma vez em função do forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil, em especial para a bolsa.

Às 10h05, o dólar à vista atingiu a cotação mínima intradia de R$5,1716 (-0,69%), mas na sequência a moeda se reaproximou da estabilidade, com os investidores à espera da decisão do Federal Reserve sobre juros, à tarde, e do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, à noite. Às 16h o Fed anunciou a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, como era largamente esperado, e destacou a inflação ainda elevada e a estabilização do mercado de trabalho norte-americano. Na prática, a instituição passou poucas indicações sobre quando os juros voltarão a cair nos EUA. Às 16h02, já após o comunicado do Fed e em meio à coletiva do chair da instituição, Jerome Powell, o dólar à vista marcou a máxima de R$5,2259 (+0,36%), para depois se aproximar novamente da estabilidade. Como a decisão do Copom ocorrerá com o mercado fechado, após as 18h30, eventuais reações no câmbio ficarão para a quinta-feira. As apostas majoritárias dos agentes são de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas todos estarão atentos ao comunicado do Copom, em busca de pistas sobre o encontro de março. Na B3, as opções de Copom precificavam na segunda-feira — dado mais recente — 36,00% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em março, 34,50% de chance de redução de 50 pontos-base e 22,75% de possibilidade de manutenção. No exterior, às 17h17 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,56%, a 96,445.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta e renova recordes com Fed e Copom

O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta firme, renovando os recordes intradia e de fechamento, com a continuidade dos fluxos de capital estrangeiro para o país, em uma sessão onde os investidores tiveram como foco as decisões de juros do Federal Reserve e do Banco Central.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,46%, a 184.583,97 pontos, maior nível de fechamento, segundo dados preliminares. Na mínima, marcou 181.920,63 pontos e, na máxima, registrou 185.064,76 – maior nível intradia registrado na história do Ibovespa. O volume financeiro somava R$31,14 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Brasil tem fluxo cambial positivo US$906 milhões em janeiro até dia 23

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$906 milhões em janeiro até o dia 23, em movimento puxado pela via financeira, informou na quarta-feira o Banco Central.

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de US$3,503 bilhões em janeiro até o dia 23. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de janeiro até o dia 24 foi negativo em US$2,597 bilhões. Somente na semana passada, de 19 a 23 de janeiro, o fluxo cambial total foi negativo em US$638 milhões.

REUTERS

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