Informativo Sindileite 28.01.2026

Ano 1 | nº 62 | 28 de janeiro de 2026

NOTÍCIAS

Mercado do Leite: atualização de preços quinzenal 27/01

Atualização quinzenal do mercado lácteo: confira preços do leite spot, UHT, muçarela, leite em pó, grãos e tendências de oferta e demanda.

Na segunda quinzena de janeiro, o preço médio nacional do leite spot foi de R$ 2,065 por litro, registrando alta em relação à quinzena anterior, segundo dados do MilkPoint Mercado. O 396º leilão da plataforma Global Dairy Trade, realizado no dia 20 de janeiro, apresentou um movimento de relativa estabilidade após a forte alta observada no primeiro evento do ano, indicando um processo de consolidação dos preços em patamares mais elevados. Em meio a movimentos mistos de altas e recuos entre os produtos, o preço médio dos lácteos comercializados atingiu USD 3.615/tonelada, registrando leve valorização de 1,5%.  O mercado de leite UHT seguiu registrando reajustes positivos, porém de forma mais branda nesta semana em comparação aos últimos levantamentos. Diante desse cenário, os preços reagiram e seguiram apresentando ajustes positivos, na média São Paulo o avanço foi de R$0,06/litro, fechando a média em R$3,36/litro. O mercado de muçarela seguiu com alguns reajustes positivos elevando o preço médio. No entanto, os compradores ainda seguem cautelosos. Apesar de movimentos mistos entre os estados, o saldo da semana foi de alta, em São Paulo a média foi de R$25,1/kg. Influenciado pela alta do mercado externo e por uma procura mais aquecida, o leite em pó integral apresentou alguns reajustes positivos, sendo negociado a R$ 23,5. O leite em pó fracionado seguiu em trajetória de leves ajustes pontuais, fechando em R$ 28,7, enquanto o leite em pó desnatado permaneceu estável. A produção elevada e os estoques ainda presentes no mercado mantêm a oferta abundante, o que limita a velocidade de recuperação e faz com que os preços avancem de forma gradual. Com o início do ano marcado por preços mais baixos, a demanda pode ser estimulada. Esse movimento tende a aumentar o consumo e abrir espaço para ajustes positivos nos preços dos lácteos.

MILKPOINT

Mercado de lácteos do Brasil deve crescer de forma moderada em 2026

Rabobank projeta avanço da produção com custos controlados e consumo sustentado, após forte desempenho em 2025

O mercado de lácteos do Brasil deve registrar crescimento moderado em 2026, influenciado por preços ligeiramente mais baixos ao produtor no início do ano e por uma base de comparação elevada, considerando o forte avanço registrado em 2025.A avaliação é de Andrés Padilla, analista do Rabobank. Pelo lado da demanda, ele acredita que o cenário deve permanecer moderadamente positivo, impulsionado pelo início de um ciclo de corte de juros, pelo nível elevado de gastos públicos e pela manutenção do desemprego em patamares baixos. “Esses fatores devem ajudar a sustentar o consumo de lácteos ao longo do próximo ano”, afirmou. Custos controlados devem levar a novo aumento da produção, diz o Rabobank. O ano de 2025 deixou boas lembranças para os produtores de leite. A produção primária acelerou no primeiro semestre, sustentada por custos de ração controlados, rentabilidade positiva e condições climáticas menos voláteis. “Diferentemente dos anos recentes, houve menos problemas climáticos, como enchentes e secas extremas, o que facilitou o trabalho dos produtores. A expectativa é que o ano seja encerrado com crescimento da produção de leite em torno de 6,8% em comparação com 2024”, afirmou Andrés Padilla. Segundo o Rabobank, esse cenário cria uma base sólida para 2026, ainda que o ritmo de crescimento deva ser mais contido, refletindo tanto o ajuste de preços ao produtor quanto o patamar elevado alcançado pela produção no ano anterior.

REVISTA FEED&FOOD

NACIONAL

Conseleite-RS indica leite projetado a R$ 2,0560 em janeiro

Os números foram divulgados na manhã da terça-feira (27/01), primeira reunião do ano de 2026, que ocorreu em formato virtual.

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite) divulgou projeção de R$ 2,0560 para o valor de referência do leite em janeiro de 2026 no Rio Grande do Sul, aumento de 1,88% em relação ao projetado de dezembro (R$ 2,0180). O Conseleite também anunciou o valor consolidado em dezembro de 2025 em R$ 1,9857, 3,61% abaixo do consolidado em novembro de 2025 (R$ 2,0601). O cálculo é elaborado mensalmente pela UPF com dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês, e leva em conta parâmetros atualizados pela Câmara Técnica do colegiado em 2023. Conforme o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, a projeção para janeiro reflete um movimento de leve recuperação no mercado, mas ainda pede atenção. “Mesmo com a melhora, segue sendo um cenário que exige atenção dos produtores e das indústrias. O equilíbrio da cadeia depende de planejamento e diálogo constante entre os elos”, destacou. O vice coordenador, Darlan Palharini, falou sobre o enfrentamento à competitividade no mercado leiteiro, referindo-se principalmente à União Europeia. “O trabalho conjunto é fundamental para termos um trabalho efetivo de qualidade e podermos superar a competição com os outros países.”

Durante o encontro, também foi divulgada a nominata completa da nova coordenação do Conseleite para 2026. Conforme o sistema de rotação adotado pela entidade, que alterna anualmente a coordenação entre representantes da indústria e dos produtores de leite, o cargo passa do setor industrial, responsável pela coordenação em 2025, para o setor produtivo em 2026. Assim, Kaliton Prestes, secretário executivo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), assume como o novo coordenador do Conseleite. A vice coordenação fica a cargo do coordenador de 2025, Darlan Palharini. Como tesoureiro, assume Osmar Redin; como vice-tesoureiro, Marcos Tang; o secretário passa a ser Allan André Tormen; e o vice-secretário, José Pollastri.

Conseleite RS

Conseleite/MG projeta valor de referência para o leite pago em fevereiro/26

Conseleite/MG projeta redução de 0,6% no valor de referência para o leite entregue em janeiro a ser pago em fevereiro/26.

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A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de janeiro de 2026, atendendo aos dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em novembro/2025 a ser pago em dezembro/2025. b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em novembro/2025 a ser pago em dezembro/2025. c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em janeiro/2026 a ser pago em fevereiro/2026.

Períodos de apuração:  Mês de novembro/2025: De 01/11/2025 a 30/11/2025. Mês de dezembro/2025: De 01/12/2025 a 31/12/2025. Parcial de janeiro/2026: De 01/01/2026 a 20/01/2026. Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se referem ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

Conseleite/MG

Importações de leite em pó mantêm pressão sobre produtores brasileiros

Setor cobra medidas nacionais e avanço da investigação antidumping para conter desequilíbrio do mercado

O aumento expressivo das importações de leite em pó mantém sob forte pressão o setor leiteiro nacional no início de 2026. Mesmo após medidas adotadas por importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o volume importado segue elevado, pressionando os preços pagos ao produtor e comprometendo a sustentabilidade da atividade. O cenário foi debatido em live realizada pelo Sistema Faemg Senar na segunda-feira (26), que reuniu produtores, sindicatos, cooperativas, Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor. O encontro teve como foco a discussão de soluções e a busca por caminhos para reduzir os impactos das importações sobre a cadeia leiteira. No último ano, a captação aumentou 7,9% no Brasil e as importações permaneceram em patamares elevados, o que ampliou a oferta além da capacidade de absorção do mercado e pressionou os preços. A CNA protocolou, em 2024, pedido de investigação antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. O governo federal acatou a solicitação com base nos indícios técnicos apresentados e instaurou o processo. Em agosto de 2025, no entanto, houve o entendimento de que não haveria similaridade entre o produto importado e o leite produzido no Brasil, o que poderia interromper a investigação. Após articulação das federações, esse posicionamento foi revertido, permitindo a continuidade do processo e a possibilidade de adoção de medidas provisórias. Segundo o assessor técnico da CNA Guilherme Dias a crise do leite se intensificou a partir de 2023, quando o aumento das importações passou a impactar de forma mais direta o mercado brasileiro. O tema ganhou visibilidade nacional com a realização do 1º Encontro dos Produtores Brasileiros de Leite, em Brasília, que reuniu mais de 600 produtores. Em 2023, a segunda edição do encontro contou com mais de mil participantes e ampliou a pressão por soluções estruturais. Entre as medidas adotadas, destaca-se a publicação do Decreto nº 11.732/2023, que alterou regras do Programa Mais Leite Saudável. Em março de 2024, mais de sete mil produtores participaram do “Minas Grita pelo Leite”, liderado pela Faemg, em Belo Horizonte. Como conquista desse movimento, o estado mineiro suspendeu o diferimento do ICMS para o leite em pó importado, iniciativa seguida por Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Alagoas e Pernambuco. No ano seguinte, o governo mineiro incluiu o queijo muçarela na diferenciação tributária. O histórico da balança comercial de lácteos mostra que o Brasil é, tradicionalmente, um importador desses produtos, com volumes de importação superiores às exportações na maior parte das últimas décadas. Entre o fim dos anos 1990 e os anos 2000, o país registrou déficits acentuados, impulsionados pela entrada de leite em pó principalmente proveniente da União Europeia e Nova Zelândia. Nesse contexto, a CNA articulou a aplicação de direito antidumping contra produtos da União Europeia e da Nova Zelândia contribuiu para reduzir o ritmo das importações e trazer maior equilíbrio ao mercado interno. Observa-se novo crescimento das importações e ampliação do déficit da balança comercial, especialmente a partir de 2022.

Como consequência, a participação dos produtos importados na captação nacional saltou de patamares históricos entre 2% e 4% para níveis entre 8% e 10%, reduzindo a competitividade da produção brasileira.

Faemg

INTERNACIONAL

Produção de leite da Austrália deve cair em 2025/26

A indústria de lácteos da Austrália deve enfrentar queda na produção em 2025/26, pressionada por clima adverso e custos elevados. Mesmo com retração da oferta, o consumo interno segue forte, com crescimento nas vendas de leite, queijos e iogurtes.

A indústria de lácteos da Austrália entra na temporada 2025/26 em um contexto de ajustes. De acordo com o relatório Situation and Outlook – Year-end 2025, divulgado pela Dairy Australia, a produção nacional de leite deve recuar cerca de 2% na próxima safra, refletindo a combinação de clima adverso, custos elevados e a saída contínua de produtores da atividade. Mesmo com a expectativa de menor oferta, o consumo interno permanece relativamente forte. No último ano, as vendas no varejo cresceram na maioria das principais categorias: o consumo de leite aumentou 1,1%, os queijos avançaram 3,8% e o segmento de iogurtes registrou alta de 8,4%, com destaque para o iogurte grego, que cresceu 15%. Na prática, a retração da produção já vem sendo observada. Entre julho e outubro de 2025, o volume produzido ficou 2,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, pressionado por condições climáticas secas em regiões-chave, altos custos de ração, descarte de vacas e fechamento de propriedades.

Os impactos mais significativos ocorreram nos estados do sul, especialmente Victoria e Austrália do Sul. Nessas regiões, a escassez de chuvas e de água elevou de forma expressiva os custos de produção. Em Victoria, por exemplo, os preços da água temporária alcançaram os maiores níveis dos últimos cinco anos. Em contraste, Queensland, Nova Gales do Sul e Tasmânia apresentaram crescimento moderado na produção, favorecidas por condições climáticas um pouco mais estáveis e maior nível de investimento nas fazendas. Apesar de algum alívio recente nos preços de grãos e fertilizantes, os custos seguem como o principal desafio para o setor. A alimentação representa entre 49% e 59% do custo total de produção nas propriedades australianas, e os preços do feno permanecem acima da média histórica em diversas regiões. Dados do Dairy Farm Monitor Project, que acompanha o desempenho financeiro de 250 fazendas no país, indicam queda da rentabilidade média na safra 2024/25 em estados como Victoria, Austrália do Sul e Tasmânia — justamente os mais afetados pelas condições climáticas adversas. No mercado internacional, o cenário também se tornou mais competitivo. Após um início de ano favorável, o aumento da produção nos Estados Unidos e na União Europeia pressionou os preços globais de manteiga, leite em pó e cheddar, reduzindo a competitividade dos produtos australianos. Ainda assim, a Austrália segue encontrando oportunidades em mercados como China e Sudeste Asiático, impulsionada por mudanças tarifárias nos Estados Unidos e por atrasos logísticos nas rotas europeias. Segundo a Dairy Australia, mesmo com preços mais bem pagos ao produtor, a combinação de clima incerto, custos elevados e um rebanho nacional menor deve limitar uma recuperação mais robusta da produção no curto prazo. Para a safra 2025/26, o cenário é de estabilidade frágil: o consumo interno sustenta parte da indústria, enquanto a oferta segue pressionada e as margens dos produtores permanecem restritas. Uma recuperação mais consistente dependerá, sobretudo, da melhora das condições climáticas e de um controle mais efetivo dos custos de produção.

DAIRY AUSTRALIA/MILKPOINT

ECONOMIA

Dólar fecha no menor valor desde maio de 2024 com influência externa e fluxo para a bolsa

O dólar fechou a terça-feira em forte baixa no Brasil, se reaproximando dos R$5,20, novamente sob influência da queda da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior e da busca de estrangeiros por ativos brasileiros, em especial ações da bolsa.

O dólar à vista fechou o dia com recuo de 1,38%, aos R$5,2074, no menor valor de fechamento desde os R$5,1539 de 28 de maio de 2024. No ano, a divisa acumula baixa de 5,13%. Às 17h12, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 1,48% na B3, aos R$5,2100. Já no início da sessão o dólar exibia perdas ante a maior parte das divisas globais, incluindo o iene, o euro e pares do real como o peso chileno e o peso mexicano. O câmbio no Brasil pegou carona nesta tendência e o dólar engatou baixas ante o real, em movimento intensificado após a abertura da bolsa de ações, às 10h. Com o Ibovespa renovando máximas históricas, superando os 183 mil pontos, o dólar despencou ante o real, com profissionais citando a influência dos estrangeiros no movimento. “A queda do dólar hoje é uma combinação de maior apetite a risco no exterior e uma rotação global (de investimentos), para fora dos EUA. O Ibovespa está subindo mais de 2%, o que aponta para muito capital entrando no país”, comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos. Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira tem sido apontado como um dos motivos para a baixa do dólar ante o real. No início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, desacelerando ante a taxa de 0,25% de dezembro. No acumulado de 12 meses, no entanto, a taxa foi para 4,50% em janeiro, ante 4,41% em dezembro. Os resultados ficaram em linha com as projeções de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam taxas de 0,21% em janeiro e 4,51% em 12 meses. Ainda assim, o mercado seguiu projetando manutenção da taxa básica Selic em 15% na decisão da quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

REUTERS

Ibovespa renova recorde e fecha acima dos 182 mil pontos com estrangeiros e IPCA-15

O Ibovespa encerrou a terça-feira em forte alta, atingindo novos recordes intradia e de fechamento, acima dos 182 mil pontos, em meio a continuidade de fluxos de investidores estrangeiros para a bolsa e após dados do IPCA-15 mostrarem uma desaceleração da alta de preços em janeiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 2,02%, a 182.325,08 pontos. O volume financeiro somava R$31,60 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

IPCA-15 sobe 0,20% em janeiro

A gasolina foi a principal influência para a alta do IPCA-15 em janeiro. O maior impacto negativo foi da energia elétrica residencial

Prévia da inflação oficial no país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, após alta de 0,25% em dezembro de 2025, informou na terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa ficou acima dos 0,11% de janeiro do ano passado, mas abaixo dos 0,31% de janeiro de 2024. O resultado de janeiro ficou abaixo da mediana das 24 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo VALOR DATA, que estimavam alta de 0,23%. O intervalo das estimativas era de alta de 0,17% a 0,36%. No resultado acumulado em 12 meses, o IPCA-15 ficou em 4,50% em janeiro, ante 4,41% da variação registrada até dezembro, também em 12 meses. O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas do VALOR DATA, que era de 4,52%, com intervalo entre 4,45% e 5,35%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central para 2026 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. A gasolina foi a principal influência para a alta do IPCA-15 em janeiro, com variação de 1,01% e impacto de 0,05 ponto percentual. O maior impacto negativo foi da energia elétrica residencial, que caiu 2,91%, com impacto negativo de 0,12 ponto percentual. Das nove classes de despesas usadas no cálculo, cinco tiveram aceleração na passagem entre dezembro de 2025 para janeiro desse ano: Alimentação e Bebidas, que passou de 0,13% em dezembro para 0,31% este mês; Artigos de Residência, de -0,64% em dezembro para +0,43% em janeiro; Saúde e Cuidados Pessoais, de -0,01% para +0,81%; Educação, de 0% para 0,05%; e Comunicação, de 0,01% para 0,73%. Por outro lado, quatro grupos registraram desaceleração da alta de preços. Habitação passou de +0,17% para -0,26%; Vestuário, de 0,69% para 0,28%; Transportes, de +0,69% para -0,13%; e Despesas Pessoais, de 0,46% para 0,28%. Individualmente, o IBGE destacou a queda de 8,92% das passagens aéreas, além do recuo de 2,91% da energia elétrica residencial. Os itens contribuíram para os recuos dos grupos de Transportes e Habitação, respectivamente. Em janeiro, a inflação se espalhou mais pelos itens que compõem o IPCA-15. O Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços num período, subiu de 54,5% em dezembro para 63,5% em janeiro, segundo cálculos do VALOR DATA considerando todos os itens da cesta.

VALOR ECONÔMICO

Governo central deve ter superávit de R$ 12,6 bi em dezembro, apontam projeções do Ipea

Dados têm como base informações da execução orçamentária registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi)

As contas do governo central, que reúnem Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, devem registrar superávit primário de R$ 12,6 bilhões em dezembro, segundo estimativas divulgadas, na terça-feira (27), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O resultado corresponde à diferença entre receitas e despesas, excluídas as despesas com a dívida pública. Os dados têm como base informações da execução orçamentária registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). O Resultado do Tesouro Nacional (RTN) referente a dezembro e ao ano de 2025 deve ser divulgado nesta quinta-feira (29). Já o acumulado do ano deve apresentar déficit primário de R$ 70,1 bilhões. O saldo negativo é superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o déficit havia sido de R$ 45,8 bilhões. Segundo o Ipea, a receita líquida do governo central alcançou, no último mês do ano passado, R$ 240,2 bilhões, ante os R$ 246,3 bilhões observados em dezembro de 2024, representando uma queda real de 2,5%. As despesas totalizaram R$ 227,6 bilhões, ante R$ 221,1 bilhões em igual mês de 2024, um crescimento real de 2,9%. Ainda segundo o estudo, as receitas sob gestão da Receita Federal do Brasil (RFB) registraram aumento real de R$ 14,2 bilhões (8,8%) em relação a igual período de comparação. O resultado é atribuído, em grande medida, ao aumento real na arrecadação de diversos tributos, com destaque para a elevação de 7,4% no Imposto de Renda, 27,2% no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e 12,4% na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) também apresentou alta real, conforme o Instituto, de R$ 3,1 bilhões (3,6%), enquanto as receitas não geridas pela RFB tiveram redução real de R$ 17,2 bilhões (-30,5%). Quanto às despesas, o aumento observado em dezembro foi de R$ 6,4 bilhões em termos reais, impulsionado principalmente pelos gastos com benefícios previdenciários, pessoal e despesas discricionárias do Poder Executivo. No acumulado de 2025, a despesa total cresceu R$ 78,6 bilhões (3,3%), refletindo, entre outros fatores, a expansão dos gastos previdenciários, da complementação ao Fundeb, dos benefícios assistenciais e dos pagamentos de precatórios.

VALOR ECONÔMICO

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