Ano 1 | nº 222 | 18 de setembro 2026
NOTÍCIAS
Preço do leite spot: segunda quinzena de setembro registra nova variação negativa
O avanço da oferta de leite, especialmente na região Sul, ampliou a disponibilidade de matéria-prima e aumentou a pressão sobre os preços.
O mercado de leite spot encerrou setembro com retração nas cotações em âmbito nacional, com variações negativas observadas nos estados. A média nacional recuou para R$2,790, com uma variação de -R$0,138 em relação à quinzena anterior. O avanço da oferta de leite, especialmente na região Sul, ampliou a disponibilidade de matéria-prima e aumentou a pressão sobre os preços. Além disso, a acomodação observada no mercado de derivados limitou a sustentação das cotações, contribuindo para a retração do leite matéria-prima no período. A maior variação foi registrada em Goiás, onde a média chegou a R$2,742, com uma redução de -R$0,293. Em seguida, Minas Gerais indicou uma redução de R$0,196, atingindo uma média de R$2,924. São Paulo encerrou a quinzena com uma média de R$3,045, com ajuste negativo de -R$0,126. Na região Sul, o Rio Grande do Sul lidera entre as maiores variações com uma redução de -R$0,116 e média de R$2,606. Em seguida, o Paraná atingiu média de R$2,740, com ajuste negativo de -R$0,065 e Santa Catarina observou variação negativa de -R$0,030 e chegou a R$2,826.
MILKPOINT
Leite: o que esperar do 4º trimestre após alta de 42% no ano
O ano de 2026 tem sido favorável ao produtor de leite brasileiro. O Indicador Cepea alcançou R$ 2,8761 por litro em julho, o maior patamar do ano e alta de 42% sobre janeiro
Parte dessa alta é sazonal, própria da transição das águas para a entressafra, mas o patamar não é. Contra agosto de 2025, o leite spot em Minas Gerais está 16,5% acima. O que merece atenção não é apenas a magnitude do ganho, mas o ambiente em que ele ocorreu: importações em patamar historicamente elevado e demanda doméstica enfraquecida. A captação formal do segundo trimestre foi recorde para o período desde o início da série (1997), com 6,61 bilhões de litros, volume que, isoladamente, pressionaria os preços para baixo. O que sustentou a valorização foi o ritmo: o crescimento de apenas 1,0% sobre o mesmo trimestre de 2025, que havia registrado alta de 10,2%, ficou muito aquém do observado nos dois anos anteriores. O spot operou 12% acima do preço ao produtor, sinal de indústria comprando na margem. Os primeiros sinais de virada do ciclo de preços já apareceram. O leite spot recuou pela terceira quinzena consecutiva e fechou a primeira quinzena de setembro em R$ 2,928 por litro, 9,3% abaixo do pico de julho, com queda em todos os estados acompanhados. Três dos quatro Conseleites projetam redução para o leite entregue em agosto: Paraná (−0,4%), Rio Grande do Sul (−1,0%) e Santa Catarina (−1,7%). Apenas Minas Gerais é a exceção, com alta de 1,2%. O próprio Cepea sinaliza recuo do Indicador no encerramento do terceiro trimestre. Do lado dos custos, o alívio observado no primeiro semestre já se encerrou: o ICPLeite/Embrapa subiu 1,14% em julho e 2,61% no acumulado do ano, e em agosto o farelo de soja avançou 8,7% e o milho 7,3%. A relação de troca, que havia melhorado de 33,6 para 23,6 litros de leite por saca de milho entre janeiro e julho, começa a perder parte do ganho. Some-se a isso o custo do capital: a Selic a 14,00% ao ano corresponde a um juro real de 9,30%, o maior entre as principais economias do mundo, e os pedidos de recuperação judicial no agronegócio somaram 474 no primeiro trimestre, alta de 21,9% sobre 2025. As importações brasileiras confirmam a mudança de patamar. Em agosto, o país internalizou 224 milhões de litros equivalentes, alta de 39,6% sobre agosto de 2025 e sexto mês consecutivo acima de 200 milhões. Quase 90% do volume vem do Mercosul (Argentina com 66,3% e Uruguai com 23,0%) e cerca de três quartos é leite em pó. Entre as categorias, apenas o leite em pó integral avançou (+7,9%), justamente o produto que define a paridade de importação. O déficit da balança láctea chegou a 219 milhões de litros equivalentes no mês. O preço do produto importado, por sua vez, é definido no mercado internacional, onde a oferta segue em expansão nas grandes bacias. As projeções para o segundo semestre, entretanto, apontam desaceleração, com recuo estimado de cerca de 1% na produção europeia, resultado de calor e seca, margens comprimidas, redução de 0,9% no rebanho e exigências ambientais. Nos leilões do GDT, o índice geral subiu nos quatro eventos mais recentes (+1,5%, +0,1%, +2,3% e +0,9%), recompondo a maior queda do ano, de 4,9%, em 7 de julho. Ainda assim, o índice permanece cerca de 7,5% abaixo do pico de março. A recuperação não é generalizada. No leilão de 1º de setembro, o leite em pó desnatado subiu 5,3%, a US$ 3.695 por tonelada (maior valor desde 2022), enquanto o integral ficou estável (−0,1%), a manteiga recuou 0,8%, a gordura anidra 1,3% e o cheddar 6,6%, este no menor nível desde 2023. Não se trata de alta de preços, mas de redistribuição de valor: da gordura e do queijo para os sólidos desengordurados. Com isso, o leite em pó desnatado ultrapassou o valor do leite em pó integral: ocorrência rara no histórico dos leilões. A demanda é o elo frágil desse arranjo. O PIB brasileiro do segundo trimestre cresceu 0,5%, sustentado pela agropecuária (+2,8%), mas o consumo das famílias recuou 0,4%. O endividamento atingiu 82% das famílias, recorde pelo sexto mês consecutivo. Em agosto, o IPCA recuou 0,32% e o grupo alimentação e bebidas, 0,34%. Na contramão, o subgrupo leites e derivados subiu 1,06% no mês, e o leite longa vida acumula alta de 27,3% no ano. Dados do varejo mostram queda de 3,3% no volume e de 3,7% no faturamento real entre janeiro e agosto. Contudo, o leite longa vida, que responde por 57% do volume vendido, concentra 92% de toda a perda do ano. O principal risco do quarto trimestre é climático, e há razões para considerá-lo maior neste ano, devido às incertezas com relação ao impacto do super El Niño previsto para out-dez/26, mas que pode se estender até mar/27. Em síntese, 2026 entregou ao produtor mais do que se projetava, mas o quarto trimestre pede cautela. O ciclo de alta virou em agosto, os custos voltaram a subir e o risco climático se apresenta em intensidade potencialmente superior à dos anos recentes. A sustentação dos preços dependerá, nos próximos meses, de quanto a oferta interna recuar, do comportamento das importações e da capacidade da demanda doméstica (hoje concentrada em produtos de maior valor agregado) de absorver a disponibilidade de leite e derivados.
Centro de Inteligência do Leite (CILeite/Embrapa)
ECONOMIA
Dólar fecha em leve baixa apesar de reação negativa ao reajuste do Bolsa Família
O dólar fechou a quinta-feira em leve baixa no Brasil, após ter subido mais cedo com o mercado reagindo negativamente ao anúncio de reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal para este ano e o próximo estimado pelo governo em um total de R$27,8 bilhões.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,25%, a R$5,1392. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,37%. Às 17h03, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,29% na B3, aos R$5,1515. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou pela manhã um reajuste de aproximadamente 15% nos benefícios do Bolsa Família, que já valerá para os pagamentos feitos em outubro, levando o piso do programa a R$691 por família, de R$600 antes. Segundo a equipe econômica, o aumento assegura reposição da inflação no valor do benefício, que ainda não tinha sido reajustado no governo Lula. O custo estimado da medida é de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027. A reação negativa do mercado foi imediata, com o dólar ganhando força e atingindo a máxima de R$5,1785 (+0,52%) às 10h41. Operador ouvido pela Reuters chamou a atenção justamente para o aumento das despesas, em um cenário que já é de dificuldades para o equilíbrio das contas públicas. O anúncio do governo é mais um fator com potencial para impactar a disputa pela Presidência, em um momento em que Lula tem se enfraquecido nas pesquisas em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No início do dia, a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,8% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois seguem tecnicamente empatados, mas Flávio ampliou ligeiramente sua vantagem numérica. No levantamento anterior, o senador tinha 46,4% e Lula somava 46,2%. Passado o primeiro impacto do anúncio do reajuste do Bolsa Família, o dólar perdeu força e se reaproximou da estabilidade. No exterior, a tarde também foi de baixa do dólar ante divisas pares do real como o rand sul-africano e o peso mexicano. Às 17h06, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,04%, a 100,220.
Reuters
Ibovespa avança com Vale em pregão com fiscal e eleição no radar
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, assegurada principalmente pelo avanço de 2% da blue chip Vale, após reação negativa no pregão ao anúncio de reajuste do Bolsa Família e seus potenciais efeitos nas contas públicas e no cenário eleitoral.
Nova pesquisa eleitoral também ocupou as atenções, reforçando o cenário de disputa acirrada pelo Palácio do Planalto, assim como a decisão de política monetária do Banco Central, que reduziu a Selic a 13,75% na véspera e deixou em aberto os próximos movimentos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,24%, a 185.992,03 pontos, após chegar a 186.740,72 pontos na máxima do dia (+0,72%). O volume financeiro no pregão somou R$26,81 bilhões, em sessão ainda marcada por desempenho robusto de Wall Street e queda dos preços do petróleo no mercado internacional. A menos de 20 dias das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca novo mandato, anunciou aumento de 15% nos benefícios do Bolsa Família a partir de outubro, estimando um custo fiscal de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027. De acordo com profissionais do mercado financeiro, embora a iniciativa tenha efeitos positivos sobre renda e inclusão social, o momento de sua divulgação e a ampliação dos gastos voltaram a alimentar questionamentos sobre a trajetória fiscal do país e a sustentabilidade da dívida pública nos próximos anos. Estrategistas do BTG Pactual mantiveram a classificação neutra para as ações brasileiras em seu portfólio para a América Latina, ressaltando que a corrida eleitoral está totalmente indefinida. “Acreditamos que a eleição está acirrada demais para permitir previsões confiáveis e, por isso, continuamos favorecendo empresas de alta qualidade e elevada liquidez, que, em nossa avaliação, tendem a apresentar bom desempenho sob qualquer um dos cenários, seja uma vitória do atual governo ou da oposição”, afirmaram em relatório a clientes. “Temos evitado recomendações de ações cuja tese de investimento dependa excessivamente de uma melhora fiscal. Podemos mudar essa abordagem se houver razões para isso, mas acreditamos que a classificação atual para o país, Neutra, com foco em qualidade e liquidez, continua sendo a melhor forma de navegar o cenário que está por vir.” De acordo com Villela, o corte de 0,25 ponto já vinha sendo desenhado há algumas semanas e era praticamente consenso, “então sobrou pouco para o mercado reprecificar”. Ele destacou que a magnitude do corte não muda a conta de ninguém nem deixa a bolsa mais atrativa, uma vez que o investidor continua muito bem remunerado na renda fixa a 13,75%. De acordo com a B3, a bolsa voltou a registrar entrada líquida de estrangeiros no último dia 15, após duas sessões com saída, passando a acumular em setembro saldo positivo de R$7,25 bilhões até a última terça-feira. Até o dia 14, eram R$7 bilhões.
Reuters
‘Prévia do PIB’ do Banco Central tem retração de 0,2% em julho
Números mostram que agropecuária puxou queda da atividade em julho. Na parcial do ano e em doze meses até julho, indicador avançou 1,5%. Agropecuária teve retração e puxou a atividade econômica para baixo em julho
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) na quarta-feira (16), mostrou recuo de 0,2% em julho, na comparação com o mês anterior. O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes. O resultado representa melhora em relação a junho, quando houve contração de 0,9% no indicador. Esse foi o segundo mês de queda do indicador, segundo o Banco Central: Agropecuária: recuou de 1,2%; indústria: queda de 0,4%; serviços: estabilidade. Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na parcial do ano, o indicador avançou 1,5% e, em 12 meses até julho, teve aumento também de 1,5%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. Na ata da última reunião do Copom, divulgada em agosto, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado.
G1/o globo
Valor bruto da produção agropecuária atingiu R$ 1,4 trilhão em agosto
Indicador considera o desempenho das lavouras e da pecuária. Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP
O Ministério da Agricultura informou que a estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para agosto ficou em R$ 1,403 trilhão. O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária. Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária, por sua vez, representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total. Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%). Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%). No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%).
GLOBO RURAL
Paraná recupera 4ª posição entre maiores produtores agrícolas
Estado alcançou R$ 87,7 bilhões em valor da produção em 2025, alta de 21,9% após queda provocada pelo El Niño; Brasil também teve resultado recorde
O Paraná recuperou em 2025 a quarta posição entre as unidades da Federação em valor da produção agrícola, com R$ 87,7 bilhões, segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada na quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa crescimento de 21,9% em relação a 2024 e devolve o Estado ao grupo dos quatro maiores produtores agrícolas do país. A recuperação ocorre depois de uma forte retração. Em 2023, o Paraná ocupava a terceira posição nacional. Em 2024, o valor da produção caiu 20,3%, para R$ 71,9 bilhões, e o Estado recuou para o quinto lugar em consequência principalmente da estiagem provocada pelo fenômeno El Niño, que atingiu as lavouras de verão. Em 2025, foram recuperados cerca de R$ 16 bilhões em valor de produção em apenas um ano. O avanço ocorreu em um cenário nacional favorável, marcado pelo aumento da produtividade das lavouras de verão e pela recuperação dos preços de commodities como soja e milho. A irregularidade climática, porém, ainda afetou a produtividade em partes do Estado, especialmente no Oeste e no Norte, regiões que concentram pouco mais de 43% da área plantada. As demais regiões tiveram ganhos de produtividade que contribuíram para o resultado consolidado. A força paranaense está principalmente na diversidade. No grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, o Estado foi o segundo que mais gerou valor no país em 2025, com participação de 12,8%, atrás apenas de Mato Grosso, com 30,7%. Em quantidade produzida, o Paraná manteve a segunda posição nacional em soja, com 21,3 milhões de toneladas, e milho, com 20,4 milhões de toneladas, atrás apenas de Mato Grosso nos dois produtos. Também foi o segundo maior produtor de trigo, com 2,8 milhões de toneladas, e mandioca, com 4 milhões de toneladas, além de se destacar em batata-inglesa, cenoura, repolho, aveia e abóbora. No Trigo, Tibagi e Londrina aparecem entre os municípios paranaenses com maior produção, seguidos por Guarapuava. Cascavel e Toledo lideram a produção de milho, à frente de Assis Chateaubriand, São Miguel do Iguaçu e Terra Roxa. Guarapuava também é o maior produtor estadual de cevada, triticale e batata-inglesa. O Paraná lidera ainda a produção nacional de feijão, com 865,7 mil toneladas em 2025, cevada, com 377,3 mil toneladas, triticale, com 19,7 mil toneladas, e erva-mate em folha verde, com 494,7 mil toneladas. Feijão e mandioca têm forte relação com o abastecimento interno e a agricultura familiar, enquanto cevada e triticale integram cadeias industriais. A erva-mate tem importância especialmente para municípios do Centro-Sul. Na fruticultura, o Estado é o terceiro maior produtor nacional de alface, fumo em folha, goiaba, laranja, maçã e pera. Também ocupa a quarta posição em morango, tomate, abacate, figo, palmito e tangerina. A PAM 2025 passou a incluir o morango entre os produtos pesquisados. O Paraná é o quarto maior produtor nacional da fruta e, com a inclusão da cultura, o valor da produção de frutas cresceu 38,5% em relação a 2024. O morango passou a representar a segunda maior parcela do valor da fruticultura estadual, atrás da laranja e à frente de uva e banana. No ranking nacional, o Paraná ficou atrás de Mato Grosso, com R$ 165,6 bilhões; São Paulo, com R$ 124 bilhões; e Minas Gerais, com R$ 109,4 bilhões. Goiás somou R$ 72,7 bilhões e ficou em quinto, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 71,3 bilhões. Em 2024, o Estado gaúcho havia ficado à frente do Paraná, com R$ 75,7 bilhões.
Folha de londrina
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