Informativo Sindileite 92 13.03.2026

Ano 1 | nº 92 | 13 de março de 2026

NOTÍCIAS

Sustentabilidade que paga: como a Arla transformou exigência em incentivo

Enquanto parte da cadeia aumenta exigências, a Arla decidiu remunerar quem melhora. Com base em dados detalhados de cada fazenda, a cooperativa estruturou um sistema que transforma sustentabilidade em ganho concreto.

A resposta mais comum da indústria, quando o assunto é sustentabilidade, costuma seguir um roteiro conhecido: um novo selo, uma certificação adicional e mais uma lista de exigências para quem está na ponta produtiva. A Arla foi por um caminho diferente. Em vez de começar cobrando, a cooperativa começou perguntando: como tornar a mudança financeiramente interessante para o produtor de leite? Antes de estruturar qualquer programa de incentivo, a Arla precisou entender com profundidade o que acontecia dentro de cada fazenda. Foi assim que surgiu o FarmAhead™ Check, uma ferramenta que coleta mais de 200 pontos de dados por propriedade. Alimentação do rebanho, manejo de dejetos, consumo e origem de energia, uso de fertilizantes, práticas de solo, tudo entra no sistema. Cada dado é verificado por um consultor climático independente e integra um dos maiores bancos de dados climáticos de fazendas do setor, cobrindo a grande maioria do volume de leite entregue à cooperativa. O objetivo não é gerar relatórios para arquivo. É construir um diagnóstico real de onde cada fazenda está e, mais importante, onde ela pode evoluir. Os “big 5” e o foco no que realmente importa. Com base nos dados, a Arla identificou os cinco fatores que mais influenciam a pegada de carbono das propriedades, os chamados “big 5”: eficiência alimentar; eficiência proteica; saúde e longevidade do rebanho; manejo de fertilizantes e; uso do solo. Em vez de dispersar esforços, o modelo concentra energia onde o impacto é maior. E conecta isso diretamente à remuneração. A partir desse mapeamento, a cooperativa estruturou um sistema de pontos onde cada ação sustentável adotada pelo produtor, seja na dieta do rebanho, no uso de energia renovável ou na proteção da biodiversidade, se converte em valor adicional por quilo de leite entregue. Até 500 milhões de euros por ano estão destinados ao programa de incentivos climáticos da cooperativa, remunerando essas atividades. O que isso tem a ver com o Brasil? Tudo. O setor lácteo brasileiro enfrenta, ou enfrentará em breve, as mesmas perguntas: Como engajar um produtor pulverizado numa agenda de transformação? Quem financia esse processo? Como criar incentivos que funcionem de verdade, sem travar a operação de quem está no campo? Como transformar sustentabilidade em ganho concreto, e não apenas em custo? O modelo não é transplantável diretamente, mas os princípios são. E entender como uma grande cooperativa conseguiu estruturar isso em escala oferece um ponto de partida consistente para qualquer cadeia que queira evoluir.

MILKPOINT

NACIONAL

Epamig investiga características de queijos produzidos em Minas

Estudo analisa aspectos microbiológicos, físico-químicos e sensoriais de produtos de microrregiões recentemente reconhecidas como produtoras. O queijo artesanal, um dos maiores símbolos da identidade cultural e da tradição mineira, é objeto de estudo de um projeto coordenado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), com a participação da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

Intitulado “Estado da arte de queijos artesanais emergentes produzidos em Minas Gerais”, o projeto investiga características microbiológicas e físico-químicas de queijos produzidos em diferentes regiões do estado. A iniciativa é coordenada pela professora da Unimontes Luciana Albuquerque Caldeira Rocha. Pela Epamig participam o pesquisador Daniel Arantes e a chefe do Departamento de Pesquisa da instituição, Cristiane Viana. “A partir da regulamentação dos queijos de casca florida, os pesquisadores da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos (Rmqa) identificaram a necessidade de compreender melhor como os fungos podem alterar os queijos em suas características físico-químicas, na microbiota e, especialmente, nos aspectos sensoriais. Nas microrregiões de Diamantina e Entre Serras da Piedade ao Caraça, recentemente reconhecidas como regiões produtoras, esse trabalho pode contribuir para apoiar a agregação de valor aos queijos artesanais”, destaca Daniel Arantes. Segundo o pesquisador, o projeto busca também aprofundar estudos em outras áreas produtoras do estado, incluindo regiões do Norte de Minas e da Serra Geral. A articulação entre as instituições envolvidas surgiu a partir da parceria e identificação de demandas pela Rmqa, iniciativa conduzida pela Epamig que reúne universidades e órgãos do setor agropecuário para integrar pesquisas e fortalecer a cadeia produtiva em Minas Gerais. Iniciado em 2022, o projeto está na fase final das análises, que incluem a identificação dos fungos presentes nas amostras avaliadas. Os queijos utilizados nos estudos são provenientes de queijarias selecionadas com apoio técnico da Emater-MG e os dados obtidos integram a dissertação de mestrado em Zootecnia, na Unimontes, de Luiz Guilherme Santos de Carvalho. Segundo Daniel Arantes, a atuação em rede é essencial para consolidar os estudos. “A integração entre instituições permite harmonizar metodologias e gerar dados comparáveis entre microrregiões. Conhecer a diversidade microbiológica e as peculiaridades de cada região é fundamental para oferecer suporte técnico à produção.

Epamig

RS: 21º Fórum Estadual do Leite: inovação e sustentabilidade para o futuro do setor leiteiro

O evento destacou tecnologia, análise de mercado e sustentabilidade

Na manhã do terceiro dia da 26ª Expodireto Cotrijal, em 11 de março, o Auditório Central recebeu autoridades, produtores rurais, técnicos e lideranças da cadeia leiteira para o 21º Fórum Estadual do Leite. O encontro promoveu debates sobre responsabilidade ambiental, desempenho produtivo e gestão eficiente, pilares fundamentais para garantir a competitividade da atividade frente às exigências do mercado internacional. Na sequência, o presidente da CCGL – Cooperativa Central Gaúcha Ltda, Caio Cezar Vianna, destacou a relevância da participação do setor em uma das principais feiras do agronegócio brasileiro. “A produção nacional de leite vem crescendo, mas o país ainda depende de importações, muitas vezes subsidiadas ou vendidas a preços inferiores aos praticados internamente. Diversas entidades e lideranças políticas defendem a luta contra essas importações desleais. A entrada de produtos com valores 25% a 30% abaixo do mercado nacional provoca um forte desequilíbrio nos preços”, avaliou. Viana lembrou que o produtor enfrenta ciclos de dificuldade ligados a preços e clima, mas apontou a falta valorização da atividade com um dos maiores desafios. A programação começou com a palestra “Manejo sustentável de dejetos orgânicos dos bovinos de leite”, ministrada por Marcelo Henrique Otenio, da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora/MG). O objetivo foi mostrar como o tratamento e o aproveitamento desses resíduos podem transformar um problema em oportunidade de valor econômico. “Trago uma abordagem mais transversal com relação ao licenciamento ambiental de propriedades leiteiras referente ao manejo adequado de dejetos, mostrando o resíduo como uma oportunidade para o produtor melhorar e aprimorar sua produção”. Ele apresentou inovações no uso de biodigestores para transformar resíduos da produção leiteira em biogás e biofertilizante. Desta forma, o manejo adequado dos dejetos pode ser visto como uma chance para o produtor aprimorar sua produção. Na sequência, ocorreu a palestra “Diferenciais Competitivos dos Produtores de Leite no Mercosul”, apresentada por Alejandro Galetto, consultor da La Federación Panamericana de Lechería – FEPALE. Ele fez uma análise regional do mercado e apontou caminhos para ampliar eficiência e rentabilidade. Segundo Galetto, os diferenciais produtivos e competitivos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai passam por uma mudança estrutural: menos produtores e fazendas cada vez maiores. Para Galetto, “a pecuária leiteira do Mercosul será, por bastante tempo, voltada ao próprio Mercosul e não ao mundo” segundo ele, o pastoreio direto vem perdendo relevância na produção de leite, especialmente nos países do Mercosul, que enfrentam dificuldades de competitividade frente à “primeira liga” mundial. Encerrando os painéis técnicos, o médico veterinário Matheus Balduino Moreira, da Rehagro Consultoria, apresentou a palestra “Gestão: o que os melhores produtores fazem para ganhar dinheiro na crise”. Ele destacou práticas de propriedades de alto desempenho, mesmo em cenários adversos, reforçando a necessidade de aumentar a produtividade, reduzir custos e adotar uma visão integrada da produção. Moreira enfatizou que é essencial trabalhar com produtos que tragam resultados, produzindo mais leite com menor custo e maior eficiência. Segundo ele, as mudanças no cenário competitivo internacional exigem das empresas uma postura voltada para produtividade e gestão estratégica. Como novidade, apresentou estudos sobre o impacto da vida reprodutiva na taxa de concepção e na perda de prenhez, mostrando como tecnologia e genética podem transformar os rebanhos leiteiros. “Animais geneticamente superiores produzem mais leite, o que se traduz em maior lucro”, afirmou, concluindo que a pecuária leiteira já dispõe de diversas tecnologias e práticas capazes de otimizar a produção e gerar ganhos financeiros significativos.

AGROLINK

ECONOMIA

IPCA: preços sobem 0,70% em fevereiro, puxados por educação

Resultado veio ligeiramente acima das previsões do mercado, enquanto a inflação em 12 meses ficou em 3,81%, ainda dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. O dado de fevereiro veio ligeiramente acima do esperado pelo mercado, que projetava avanço de cerca de 0,6% no mês. Pelas estimativas, a inflação em 12 meses ficaria em torno de 3,77%. Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. No resultado mais recente, o grupo Educação teve o maior aumento de preços, com avanço de 5,21%, respondendo por 0,31 ponto percentual do índice do mês. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, esse movimento é comum no começo do ano, quando os reajustes educacionais entram em vigor. “Desta vez, o grupo subiu 5,21%, o maior resultado desde fevereiro de 2023, e respondeu por cerca de 44% da inflação do mês. Sem esse efeito, o IPCA de fevereiro teria ficado em torno de 0,41%.” Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 ponto. Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por cerca de 66% da inflação registrada no período. Resultado dos grupos do IPCA:  Alimentação e bebida: 0,26%; Habitação: 0,30%; Artigos de residência: 0,13%; Vestuário: 0,16%; Transportes: 0,74%; Saúde e cuidados pessoais: 0,59%; Despesas pessoais: 0,33%; Educação: 5,21%; Comunicação: 0,15%. Apesar do avanço, índice de conclusão do Ensino Médio até 19 anos ainda é de 74%. E um abismo separa ricos e pobres na última etapa da educação básica.  O grupo Educação foi o principal responsável pela alta da inflação em fevereiro. Os preços nessa área subiram 5,21% no mês e boa parte desse avanço veio dos cursos regulares, que tiveram aumento médio de 6,2%. Esse tipo de reajuste costuma ocorrer no início do ano letivo, quando escolas e instituições de ensino atualizam o valor das mensalidades. O grupo Transportes registrou alta de 0,74% em fevereiro e teve o segundo maior impacto na inflação do mês, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o resultado do índice. Um dos principais fatores por trás desse avanço foi o aumento de 11,4% nas passagens aéreas. Outros custos ligados ao uso de veículos também subiram no período. O seguro voluntário de automóveis ficou 5,62% mais caro, enquanto o conserto de veículos teve alta de 1,22%. Já as tarifas de ônibus urbano avançaram 1,14%. Esse aumento no transporte coletivo reflete reajustes aplicados em várias capitais ao longo do início do ano. Algumas capitais também registraram queda nas tarifas de transporte coletivo, o que ajudou a reduzir os preços nesse segmento. Em Curitiba, por exemplo, o valor do ônibus urbano caiu 1,27% por causa da tarifa mais baixa aplicada aos domingos e feriados.  Em Brasília, a variação foi ainda maior, com recuo de 9,54%, devido à gratuidade nesses dias. Em Belém, onde a mesma política também está em vigor, o índice ficou em 1,04%. No caso do metrô, os preços ficaram estáveis no resultado geral. Já os combustíveis, no geral, tiveram leve queda de 0,47%. O resultado foi puxado pela redução nos preços da gasolina, que recuou 0,61%, e do gás veicular, que caiu 3,10%. “No caso da gasolina, houve uma redução de cerca de 5,2% no preço repassado pelas refinarias às distribuidoras no fim de janeiro, o que pode ter contribuído para esse resultado”, explicou Gonçalves. Por outro lado, o etanol subiu 0,55% e o óleo diesel teve alta de 0,23%. O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,59% em fevereiro. Dentro dessa categoria, os principais aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal, que subiram 0,92%, e dos planos de saúde, com alta de 0,49%. Já o grupo Habitação avançou 0,30% no mês, após ter apresentado queda de 0,11% em janeiro. Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi o aumento nas tarifas de água e esgoto, que subiram 0,84%, refletindo reajustes aplicados em algumas cidades ao longo de janeiro e fevereiro. Ainda nessa categoria, a energia elétrica residencial teve leve alta de 0,33%, com a manutenção da bandeira tarifária verde, que indica condições mais favoráveis de geração de energia. No grupo Alimentação e bebidas, os preços passaram de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Dentro de casa, os alimentos tiveram alta de 0,23%. A alimentação fora de casa também subiu, mas em ritmo menor do que no mês anterior. O avanço foi de 0,34% em fevereiro, abaixo dos 0,55% registrados em janeiro. Economistas ouvidos pelo G1 avaliam que o resultado da inflação de fevereiro trouxe sinais mistos. Alguns fatores específicos ajudaram a pressionar os preços no mês, mas, no conjunto, o dado não muda de forma relevante as projeções para a inflação ao longo do ano nem as expectativas sobre a política de juros.

G1/O GLOBO

Dólar à vista fecha em alta de 1,69%, a R$5,2464 na venda

A escalada da guerra no Oriente Médio nesta quinta-feira, com o Irã intensificando o discurso e os ataques contra alvos dos EUA e de Israel, disparou a busca pela proteção do dólar em todo o mundo, fazendo a moeda norte-americana registrar alta firme no Brasil.

O dólar à vista fechou com elevação de 1,69%, aos R$5,2464, em sintonia com o avanço forte da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. No ano, a divisa acumula agora queda de 4,42% ante o real. Às 17h09, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,68% na B3, aos R$5,2675.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com apreensão sobre guerra no Oriente Médio

O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista na quinta-feira, com o Ibovespa fechando abaixo de 180 mil pontos, pressionado principalmente pelas preocupações relacionadas ao conflito no Oriente Médio, depois que o preço do barril de petróleo superou US$100.

Uma bateria de balanços corporativos e teleconferências com empresas também ocupou as atenções dos investidores no mercado brasileiro, assim como o IPCA de fevereiro acima das previsões, além do anúncio pelo governo de medidas para amenizar o efeito da disparada do petróleo nos preços do diesel no país. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,55%, a 179.284,49 pontos, anulando as altas dos últimos três pregões, após marcar 178.494,99 na mínima e 183.991,88 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$35,46 bilhões. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou negociado a US$100,46, em alta de 9,22%, após o Irã intensificar ataques a navios no Golfo Pérsico, enquanto o líder supremo do país disse que o fechamento do Estreito de Ormuz deve continuar. Após a repercussão positiva à sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no começo da semana, de que a guerra poderia acabar em breve, a apreensão sobre a duração do conflito e seu efeito no preço do petróleo voltou a prevalecer. Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em queda de 1,52%. No Brasil, para amortecer o impacto da alta do petróleo, o governo zerou a cobrança de Pis/Cofins sobre importação e comercialização do diesel e anunciou subvenção ao diesel a produtores e importadores, condicionada a repasse ao consumidor. Também está prevista uma cobrança de imposto sobre a exportação de petróleo. Poucas horas antes, o IBGE divulgou que o IPCA subiu 0,70% em fevereiro, acima das previsões em pesquisa da Reuters (+0,65%). O dado marcou a taxa mais alta desde fevereiro de 2025. Em 12 meses, o IPCA subiu 3,81%, contra previsão de 3,77%. Os números ainda não refletem o movimento mais recente das cotações do petróleo, uma vez que os primeiros ataques dos EUA e Israel contra Irã ocorreram em 28 de fevereiro, o que reforça a atenção para a decisão do Banco Central na próxima semana.

REUTERS

Receita com exportação do agro do Brasil cresce 7,4% em fevereiro, recorde para o mês

O agronegócio brasileiro obteve US$12,05 bilhões em receitas com exportações em fevereiro, o melhor resultado da série histórica para o mês, com aumento de 7,4% na comparação anual impulsionado por embarques de soja e carnes, de acordo com nota do Ministério da Agricultura.

Os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) registraram aumento de 16,4% no total exportado, para US$3,78 bilhões; seguidos pelas carnes, com US$2,7 bilhões, alta de 22,5%. Os produtos florestais geraram receitas de US$1,27 bilhão, recuo de 1%; o café, US$1,12 bilhão, praticamente estável; e complexo sucroalcooleiro teve vendas externas de US$861,35 milhões, queda de 4,2%. A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$802,9 milhões (7%).

REUTERS

Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês, diz Mapa

Resultado foi impulsionado pelo aumento expressivo do volume exportado e gerou superávit de US$ 10,5 bilhões no período. O agronegócio brasileiro exportou US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o melhor resultado da série histórica para o mês. O valor representa 45,8% de todas as exportações brasileiras no período. 

Em comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que avançou 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete a estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com outras instituições governamentais e com o setor privado, voltada à ampliação e abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro. Apesar do avanço nas vendas externas, o preço médio internacional registrou retração de 1,5%, acompanhando a tendência observada em índices globais de alimentos, como os divulgados pelo Banco Mundial e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No mesmo período, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões (10,3%). A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%). O mês também registrou expansão das exportações para outros países da Ásia, com destaque para o Vietnã, que importou mais de US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro (alta de 22,9% em relação a fevereiro de 2025), e para a Índia, com embarques de US$ 357,3 milhões (crescimento de 171,1%). No ranking dos principais destinos do agronegócio brasileiro em fevereiro, Vietnã e Índia ocuparam a 4ª e a 5ª posições, respectivamente. Outros mercados também ampliaram suas compras no período, entre eles Turquia (US$ 312 milhões, +12,7%), Egito (US$ 212,6 milhões, +20,7%), México (US$ 205 milhões, +19,7%), Tailândia (US$ 201 milhões, +33,1%), Reino Unido (US$ 194,6 milhões, +61,2%), Filipinas (US$ 161,2 milhões, +80%), Rússia (US$ 109 milhões, +38%), Taiwan (US$ 99,2 milhões, +20,7%), Omã (US$ 55 milhões, +211%) e Gâmbia (US$ 36,4 milhões, +115,6%). Entre os principais setores exportadores do agro brasileiro em fevereiro destacam-se o complexo soja, com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total exportado e alta de 16,4% em relação a fevereiro de 2025), proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões (22,5% do total e crescimento de 22,5%), produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão (10,5% de participação e recuo de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% de participação e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% do total e queda de 4,2%). Além dos produtos tradicionalmente mais exportados, diversos itens que não compõem esse grupo registraram crescimento em fevereiro e reforçaram o potencial de diversificação do portfólio exportador brasileiro. Entre eles, destacam-se: – Óleo essencial de laranja – recorde em valor (US$ 47,8 milhões; +28,8%) e quantidade (4,1 mil toneladas; +51,0%); – DDG de milho – recorde em valor (US$ 36,2 milhões; +164,2%) e quantidade (156,4 mil toneladas; +146,1%); – Farinhas de carne, extratos e miudezas – recorde em valor (US$ 20,1 milhões; +10,5%) e quantidade (45,7 mil toneladas; +36,9%); – Manteiga, gordura e óleo de cacau – recorde em valor (US$ 17,2 milhões; +25,9%); – Óleo de milho – recorde em valor (US$ 15,9 milhões; +49,5%) e quantidade (12,6 mil toneladas; +24,9%).

Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

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