Informativo Sindileite 87 06.03.2026

Ano 1 | nº 87 | 06 de março de 2026

NOTÍCIAS

Leite registra nova queda de preço no Paraná

Preço do leite recua e fecha fevereiro a R$ 2,11

O preço pago ao produtor de leite registrou nova queda em fevereiro no Paraná, de acordo com o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (5) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Segundo o levantamento, o litro do leite foi cotado, em média, a R$ 2,11 no encerramento de fevereiro no estado. A pesquisa semanal mais recente de preços recebidos pelos produtores indica cenário semelhante. Conforme o Deral, “entre 23/02 e 27/02, cada litro posto na indústria foi adquirido por 2,13”. No mercado atacadista, os preços dos derivados apresentaram comportamentos distintos no mês. O Queijo Minas registrou recuo próximo de 4% em fevereiro, enquanto o queijo muçarela teve leve alta de 0,66%. Apesar dessas variações mensais, ambos os produtos acumulam queda nos últimos 12 meses. Conforme o Deral, “os dois produtos acumulam queda (de 20,09% e 12,68%, respectivamente) nos últimos 12 meses”.

AGROLINK

Mercado do leite: movimento de baixa continua no início de 2026

Preço do leite pago ao produtor começou o ano em baixa. Pelo nono mês consecutivo, a remuneração no campo caiu. No pagamento de janeiro, referente ao leite entregue em dezembro, a queda foi de 3,1%, ou R$0,07/litro.


Preço do leite pago ao produtor começou o ano em baixa. Pelo nono mês consecutivo, a remuneração no campo caiu. No pagamento de janeiro, referente ao leite entregue em dezembro, a queda foi de 3,1%, ou R$0,07/litro. Considerando a média nacional ponderada nos dezoito estados pesquisados pela Scot Consultoria, o litro de leite ficou cotado em R$2,067. A sequência de baixas nos preços é explicada pela oferta crescente no campo, com consequente aumento dos estoques. De acordo com a analista Juliana Pila, com a queda na remuneração do produtor, a margem vem ficando cada vez mais estreita, o que tem limitado investimentos na atividade. A expectativa é que a produção comece a desacelerar a partir de março, principalmente na região Sul, o que pode ajudar a equilibrar oferta. No varejo, as reduções de preço ainda demoram a chegar ao consumidor, mas a tendência para 2026 é de produtos lácteos mais acessíveis, o que pode favorecer o consumo interno. Para Juliana, incentivar o consumo doméstico é essencial para o equilíbrio da cadeia, antes mesmo de avançar em direção às exportações.

SCOT CONSULTORIA

NACIONAL

Câmara aprova proibição do uso da palavra ‘leite’ em embalagens de produtos lácteos

O projeto também determina as palavras que podem estar em embalagens de produtos lácteos. Texto segue para votação pelo Senado.

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (3) um projeto que proíbe que produtos lácteos sejam comercializados com a palavra “leite” em suas embalagens. O projeto segue agora para análise do Senado. Segundo o projeto, a palavra “leite” só poderá ser utilizada em “produto da secreção mamária das fêmeas mamíferas, proveniente de uma ou mais ordenhas, sem qualquer adição ou extração”. “Os estabelecimentos do ramo de alimentação que comercializem produtos similares aos lácteos ou os utilizem no preparo de alimentos deverão exibir, em publicidade, balcões, gôndolas e cardápios, informação clara, ostensiva e em língua portuguesa sobre a natureza desses produtos, vedada a apresentação de vocábulos, sinais, denominações, símbolos, emblemas, ilustrações ou outras representações gráficas que possam tornar a informação enganosa”, determina o projeto. Os compostos lácteos são misturas de leite com outros elementos, como soro de leite, aromatizantes e compostos derivados de amido de milho. Eles também possuem valores nutricionais diferentes do leite. Leite x Composto Lácteo: composição nutricional é a grande diferença entre esses produtos. O projeto também determina as palavras que podem estar em embalagens de produtos lácteos, sendo elas: queijos e seus derivados; manteiga; leite condensado; requeijão; creme de leite; bebida láctea; doce de leite; leites fermentados; iogurte; coalhada e cream cheese. Isso é feito para embalagens de carnes, como bife, Steak, hambúrguer, filé, nuggets, presunto, apresuntado, salsicha, linguiça, bacon, torresmo – expressões que designam cortes específicos.

G1/TV GLOBO BRASÍLIA

Assembleia mantém vedação à reconstituição de leite em pó importado em Rondônia

A proposta proíbe, no estado, a reconstituição de leite em pó e outros derivados de origem importada quando destinados à industrialização para consumo alimentar.

Na sessão plenária da terça-feira (3), a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) manteve a proibição à reconstituição de leite em pó importado na indústria estadual ao derrubar o veto total ao Projeto de Lei 1.197/2025, de autoria dos deputados Alex Redano (Republicanos), Cláudia de Jesus (PT), Ismael Crispin (PP) e Jean Mendonça (PL). A proposta proíbe, no estado, a reconstituição de leite em pó e outros derivados de origem importada quando destinados à industrialização para consumo alimentar. O projeto, apresentado originalmente pelo deputado Ismael Crispin, tem como foco proteger a cadeia produtiva do leite, garantir equilíbrio de mercado e evitar concorrência desleal com produtos importados reidratados na indústria local. Durante a discussão no plenário, Ismael Crispin reforçou que a matéria trata de competência concorrente, relacionada à proteção do consumidor e à organização da atividade industrial, e não à proibição da venda de produtos importados. “Estamos tratando da organização do processo industrial. Não se trata de proibir comercialização. O que estamos fazendo é regulamentar a reidratação e o recondicionamento na indústria. Outros estados já adotaram essa medida para proteger sua cadeia produtiva. Rondônia não pode se omitir diante das dificuldades enfrentadas pelos nossos produtores. Não queremos que esse problema se instale aqui para depois agir. Precisamos prevenir”, destacou. O veto havia sido encaminhado pelo Poder Executivo por meio da Mensagem 5, de 14 de janeiro de 2026, sob argumento de inconstitucionalidade. No entanto, a maioria dos parlamentares entendeu que a proposta está alinhada à defesa do setor produtivo e à proteção da economia regional. A medida acompanha movimento já consolidado no Paraná, onde está em vigor a Lei 22.765/2025, de autoria do deputado estadual Luís Corti, que também proíbe a reidratação de leite em pó importado na indústria, como instrumento de fortalecimento da produção local e de proteção aos produtores paranaenses.

Assembleia Legislativa de Rondônia

Mais de R$ 4,5 milhões são movimentados no 1º dia de operações do Pronampe Leite Custeio de SC

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) movimentou R$ 4,57 milhões em operações do Pronampe Leite Custeio BRDE/SC na quarta-feira, primeiro dia de vigência do Programa

A iniciativa, realizada em parceria com o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a atividade dos produtores de leite no Estado. Ao todo, foram aprovadas 182 operações de crédito, distribuídas em 35 municípios catarinenses. “O foco está no atendimento de pequenos e médios produtores de leite, numa iniciativa que irá disponibilizar R$ 240 milhões para apoiar produtores de leite afetados pela recente queda nos preços do setor”, destaca o diretor financeiro do BRDE, João Paulo Kleinübing. Esse programa é operado pelo BRDE, foi formulado em parceria com a Sape e integra o Programa Leite Bom SC. O Pronampe Leite Custeio BRDE se destina à cobertura dos custos de produção, como insumos, mão de obra e manutenção da atividade, com foco no atendimento de pequenos e médios produtores. “Esse programa foi construído de forma conjunta, com o BRDE e com as equipes técnicas do governo, para entregar uma solução que atenda a realidade do produtor, com crédito, prazos acessíveis e juros reduzidos”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort. O Pronampe Leite Custeio BRDE/SC pode ser acessado por produtores de leite com rebanho registrado na Cidasc e que comercializaram leite em 2025. O valor do financiamento é calculado com base no número de animais, com limite de R$ 1.000 por matriz, e teto máximo de R$ 50 mil por produtor. O programa oferece prazo total de 24 meses, sendo 12 meses de carência e 12 meses para pagamento. As condições incluem juros zero para produtores com até 30 matrizes e 6% ao ano para produtores com mais de 30 matrizes, desde que os pagamentos sejam mantidos em dia. Para acessar o programa, o produtor deve apresentar relatório do SIGEN + Cidasc, emitido há no máximo 30 dias, que comprove o número de vacas leiteiras e de bovinos fêmeas com 25 meses ou mais, além da nota fiscal de venda de leite em 2025. Em caso de propriedade coletiva, é exigida uma declaração para informar que haverá apenas uma operação pelo programa.
Radar Nacional/Secom SC


ECONOMIA

Dólar sobe mais de 1% no Brasil em novo dia de busca global por segurança

Depois de ter encerrado a sessão da véspera em baixa, o dólar fechou a quinta-feira em alta firme no Brasil, superior a 1%, acompanhando o avanço da moeda no exterior, com investidores voltando a buscar a segurança da divisa norte-americana em meio à guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O dólar à vista fechou com alta de 1,33%, aos R$5,2879. No ano, a divisa acumula agora queda de 3,66%. Às 17h02, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,01% na B3, aos R$5,3230. Na quarta-feira, em uma sessão de alívio para os ativos de risco, o dólar à vista havia recuado, mas nesta quinta-feira a moeda voltou a subir ante quase todas as demais divisas, em meio à guerra no Oriente Médio. O petróleo também voltou a registrar ganhos fortes, com o Brent negociado em Londres sendo cotado acima dos US$85 o barril. “Vimos ontem uma despressurizada na moeda norte-americana, e eu até achei que iria cair mais, mas não adianta — quando tem cenário extremo de guerra, o dólar sobe”, comentou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “No momento, com base nas notícias conhecidas, não é possível prever quanto tempo este conflito irá durar e/ou se vai escalar. Assim, R$5,20 ou menos, com base nas recomendações passadas, é nível interessante para termos proteção, principalmente para aqueles que estão mais expostos, menos comprados”, disse em uma análise enviada a clientes pela manhã o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em recomendação para importadores. “Ainda é cedo para afirmar que o pior já passou… Dólar acima de R$5,30-R$5,34 tende a estressar, é preciso ter esta ponderação”, acrescentou, na recomendação para exportadores. Durante evento do Goldman Sachs, em São Paulo, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou que a instituição tem feito rolagens menores de swaps que estão para vencer para não atrapalhar a formação de preços no mercado de câmbio. “Percebemos ano passado que parecia que estávamos atrapalhando ao fazer a rolagem de swaps”, disse. No vencimento mais recente, de 2 de março, dos 750.000 contratos que estavam para vencer, o BC rolou apenas 725.000 contratos. Os 25.000 contratos da diferença, equivalentes a US$1,25 bilhão, venceram normalmente.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com incerteza sobre Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda de mais de 2% na quinta-feira, com o conflito no Oriente Médio voltando a pressionar mercados acionários no mundo, enquanto Braskem resistiu ao viés negativo e disparou mais de 15% na bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,46%, a 180.803,62 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 179.895,37 na mínima e 185.366,35 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$29,5 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, menor taxa para o período na série histórica

Segundo o IBGE, o país tinha 5,9 milhões de desempregados no período analisado; renda do trabalhador e massa de rendimentos atingem novos recordes

A taxa de desemprego no país foi de 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro. O resultado ficou igual ao verificado no trimestre móvel anterior, encerrado em outubro (5,4%), e abaixo do resultado de igual período de 2025 (6,5%). A taxa é também a menor para um trimestre encerrado em janeiro de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. No trimestre encerrado em dezembro, a taxa estava em 5,1%. Os dados foram divulgados na quinta-feira (5). O resultado ficou em linha com a mediana das expectativas de 19 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro. O intervalo das projeções ia de 5,2% a 5,5%. No trimestre encerrado em janeiro, o país tinha 5,9 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta recuo de 1% frente ao trimestre anterior, encerrado em outubro (menos 59 mil pessoas). A variação é classificada como estabilidade estatística pelo IBGE, por estar dentro da margem de erro da pesquisa. Frente a igual período de 2025, a queda é de 17,1% (menos 1,211 milhão de pessoas). O resultado do trimestre encerrado em janeiro engloba os meses de novembro, dezembro e janeiro. Nesse período, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 102,7 milhões de pessoas. Isso representa uma variação de 0,1% em relação ao trimestre anterior (mais 116 mil pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2025, subiu 1,7% (1,683 milhão de pessoas). A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro chegou a 37,5% no trimestre encerrado em janeiro. O número fica acima apenas do trimestre encerrado em junho de 2020, quando foi de 36,6%. Naquele momento, no entanto, a redução da informalidade era explicada pela saída dos trabalhadores informais do mercado de trabalho por causa da necessidade de isolamento social no início da pandemia. Essa informalidade baixa, portanto, teve a ver com o chamado efeito composição: os trabalhadores que mais permaneceram empregados foram aqueles de carteira assinada. “O momento atual é o melhor para a qualidade do emprego existente de toda a série histórica”, afirmou a coordenadora das pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. “Temos uma população ocupada que segue estável como um todo. E o ramo informal, embora estável, porque a variação não foi tão intensa, reduz um pouco mais. […] As principais parcelas da informalidade tenderam a diminuir. Ainda temos um contingente grande de informais, de 38 milhões, mas com tendência a redução.” A renda média dos trabalhadores avançou 2,8% no trimestre encerrado em janeiro, ante trimestre móvel anterior (encerrado em outubro) para R$ 3.652. É o valor mais alto de toda a série histórica da Pnad Contínua. A diferença é de R$ 100 a mais. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. Na comparação com igual trimestre de 2025, houve alta de 5,4% (R$ 186 a mais). Já a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 370,3 bilhões no trimestre móvel encerrado em janeiro. O número subiu 2,9% frente ao trimestre móvel anterior (encerrado em outubro) ou R$ 10,527 bilhões a mais, e atingiu novo recorde. Frente a igual período de 2025, o aumento foi ainda maior, de 7,3% (mais R$ 25,108 bilhões).

VALOR ECONÔMICO

Brasil tem superávit comercial de US$4,208 bi em fevereiro, em linha com o esperado

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$4,208 bilhões em fevereiro, ante um resultado negativo de US$467 milhões observado no mesmo mês de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados na quinta-feira.

Pesquisa da Reuters com economistas apontava para uma expectativa de resultado similar, um saldo positivo de US$4,228 bilhões para o período. O resultado das trocas comerciais do país no mês passado é fruto de US$ 26,306 bilhões em exportações, que cresceram 15,6% na comparação com fevereiro de 2025, e US$22,098 bilhões em importações, que recuaram 4,8% no período. Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, com aumento de 55,5%, puxada por altas expressivas nas vendas de petróleo e minério de ferro. Os ganhos foram de 6,3% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes, e de 6,1% na agropecuária, sob impulso das vendas de soja. Do lado das importações, houve queda na chegada ao país de bens intermediários e bens de capital, recuo mais relevante do que as elevações observadas em bens de consumo e combustíveis.

REUTERS

Calibração da Selic não é afrouxamento e ciclo do BC vai terminar em ponto restritivo, diz diretor David

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse na quinta-feira que a esperada “calibração” na Selic neste mês não representa um afrouxamento da política monetária, enfatizando que a autarquia não busca uma taxa de juros real neutra e que o ciclo de corte vai terminar ainda em ponto restritivo.

Em evento do Goldman Sachs, em São Paulo, David afirmou que a indicação futura de corte de juros dada pelo BC em janeiro “segue válida”, ressaltando que essa orientação vale apenas para a reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom). “É um processo de calibração, não é um processo de afrouxamento da política monetária. A busca aqui não é a taxa de juro neutro”, disse. “Esse processo de calibração passa por terminar em ponto restritivo.” O diretor acrescentou ser esperada uma maior volatilidade no mercado neste ano por conta das eleições presidenciais, o que diminui a eficácia da política monetária. Para ele, a “camada extra de juros” aplicada pelo BC até o momento será bastante útil nesse ambiente. “Com tudo isso posto, o Comitê decidiu que o processo de calibração deve começar na próxima reunião, e por isso que é uma calibração, a gente está vendo até onde a gente pode ir”, disse. Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou de forma clara a intenção de iniciar o processo de corte da taxa neste mês. No mercado, a principal dúvida é sobre qual será o tamanho do corte na reunião, após a incerteza global ter aumentado com o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã. Desde então, investidores reduziram as apostas em um corte de 50 pontos-base e elevaram as posições em uma redução de 25 pontos-base. Em sua fala, David disse não poder antecipar decisão do Copom, acrescentando que o acontecimento no Irã é relevante, mas cercado de incertezas e será analisado pelo BC com serenidade. “Serenidade não significa inação, é tirar a emoção do tratamento dos dados”, afirmou. O diretor disse que uma eventual alta persistente da cotação do petróleo, sob efeito do conflito, geraria pressão inflacionária. Ele ponderou que a materialização de um cenário desse tipo seria menos complexa de ser enfrentada no atual momento do que se tivesse ocorrido há seis meses. David pontuou que o BC “não reage a ruídos” e não se emociona com um dado melhor ou pior, e que o horizonte da política monetária é de 18 meses. “Estamos pilotando um petroleiro”, comparou. Na apresentação, o diretor disse que o crescimento econômico do país — que vinha apresentando dinamismo maior que o esperado — parece estar agora dentro do seu potencial.

REUTERS

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 99697 8868 (WhatsApp)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *