Ano 1 | nº 86 | 05 de março de 2026
NOTÍCIAS
Setor leiteiro aposta em plano de incentivo à exportação de lácteos
Nos próximos anos, as entidades que fazem parte da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB) vão colocar em prática o Plano de Incentivos à Exportação de Lácteos, apresentado na terça-feira (03), em Curitiba.
A proposta busca estruturar a capacidade exportadora da região Sul, ampliar a inserção internacional e reduzir a vulnerabilidade da cadeia às oscilações do mercado interno. A Aliança Láctea Sul Brasileira é constituída como fórum público-privado, com o objetivo de harmonizar o ambiente produtivo, industrial e comercial dos estados da região, buscando consolidar um bloco fornecedor de leite e derivados com padrões semelhantes de qualidade para os mercados interno e externo. Atualmente, as exportações de lácteos representam apenas 0,34% da produção nacional, enquanto 8% do leite consumido no país são importados de países do Mercosul, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cenário evidencia a dependência do mercado interno e reforça a necessidade de diversificação de destinos como forma de dar maior estabilidade à produção, especialmente em momentos de desequilíbrio entre oferta e demanda, quando a disputa por espaço no mercado doméstico pressiona preços e margens. O objetivo é estruturar, ampliar e consolidar a capacidade exportadora da cadeia láctea da região Sul do Brasil até 2030. A proposta prevê a formação de polos produtivos, melhorias na competitividade, investimentos industriais e ações de acesso a mercado, com a meta de ampliar o volume exportado e reduzir a volatilidade de preços do leite, além da vulnerabilidade às importações. Para o consultor da ALSB, Airton Spies, tornar a região Sul exportadora é uma estratégia que beneficia todo o país. Atualmente, os três Estados respondem por 43% da produção brasileira de leite. Para o consultor da ALSB, Airton Spies, tornar a região Sul exportadora é uma estratégia que beneficia todo o país: “Se o Sul se tornar exportador, tira pressão do mercado interno. Quando há exportação, abre-se espaço. O próprio país deveria se interessar pela estratégia exportadora da Aliança Láctea, porque é importante para o Brasil”, afirma Spies. “Nós identificamos dez gargalos que explicam por que não somos competitivos. Se não enfrentarmos esses pontos, continuaremos limitados ao mercado interno”, complementa. Entre os principais gargalos estão a escala limitada das propriedades, a baixa eficiência agronômica e zootécnica, a qualidade do leite e o rendimento industrial em sólidos, além da volatilidade de preços e da baixa coordenação entre os elos da cadeia. Outro conjunto de gargalos envolve fatores estruturais, como problemas sanitários — incluindo brucelose e tuberculose —, capacidade industrial ociosa e deficiência de infraestrutura, especialmente em energia, conectividade e estradas rurais, que impactam diretamente os custos logísticos e a competitividade. Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, o Estado está preparado para viabilizar os investimentos necessários ao avanço do setor. “Estamos prontos para criar as condições e apoiar os empreendimentos que permitam esse avanço”, afirma. “O governo está investindo fortemente em infraestrutura rural, especialmente na recuperação de estradas, porque sabemos que uma logística eficiente é fundamental para reduzir custos e aumentar a competitividade do produtor”, complementa. A necessidade de alinhar os custos de produção aos padrões internacionais também é um desafio. Segundo Spies, a competitividade é condição essencial para que o setor avance no mercado externo e reduza a vulnerabilidade. “Quando o leite brasileiro estiver alinhado aos preços internacionais, nós seremos competitivos e romperemos o teto do mercado interno e passaremos a ter dois mercados”, explica. Entre os mecanismos previstos no plano estão a formalização da cadeia produtiva em modelo de integração vertical, linhas de crédito com juros, prazos e carência diferenciados, salvaguardas para equalização de amortizações em momentos de desalinhamento entre preços internos e internacionais e incentivos fiscais para implantação de projetos, incluindo isenção de tributos sobre equipamentos destinados às indústrias e aos produtores inseridos na estratégia exportadora.
Sistema Faep
EMPRESAS
Frísia amplia faturamento e alcança R$ 5,99 bilhões em 2025
Com recordes na produção de leite e soja, crescimento na suinocultura e avanço em diferentes frentes do agro, a cooperativa consolida resultados históricos apresentados na Assembleia Geral em Carambeí (PR). A Frísia produziu 369,3 milhões de litros de leite, atingindo em 2025 o maior volume da série histórica da cooperativa
A Frísia Cooperativa Agroindustrial faturou R$ 5,99 bilhões em 2025, resultado superior ao registrado no ano anterior, quando a cooperativa somou R$ 5,79 bilhões. O desempenho foi apresentado no último sábado (28), durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no Auditório Leendert de Geus, na sede da cooperativa, em Carambeí (PR). “A Assembleia é um dos momentos mais importantes do ano para a cooperativa. É quando prestamos contas com transparência, apresentamos os resultados alcançados e, principalmente, ouvimos o cooperado. A Frísia é construída por pessoas, e cada decisão precisa refletir os interesses e as expectativas de quem faz parte dela. O crescimento que apresentamos hoje é resultado de planejamento, gestão responsável e da confiança dos nossos cooperados, que seguem investindo, produzindo com eficiência e acreditando no modelo cooperativista”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob. O crescimento reflete o avanço nos segmentos de atuação da Frísia: agricultura, pecuária leiteira, suinocultura e florestal. Em 2025, a cooperativa contou com 1.090 cooperados e 1.373 colaboradores, distribuídos em 12 entrepostos no Paraná e dois no Tocantins. Entre os principais indicadores do ano, a Frísia registrou o recebimento de 1 milhão de toneladas de grãos em seus armazéns, produziu 369,3 milhões de litros de leite, contabilizou 29,7 mil toneladas de suínos e 136 mil toneladas de madeira. A produção total de leite manteve uma curva de crescimento ao longo dos últimos anos, atingindo em 2025 o maior volume da série histórica da cooperativa. Na agricultura, a safra de soja 2024/2025, por exemplo, foi marcada por condições climáticas favoráveis, eficiência operacional dos cooperados e elevado nível de manejo agronômico. O resultado foi uma produtividade média 14% superior ao ciclo anterior, a maior já registrada pela Frísia. No Tocantins, a produção de soja alcançou safra recorde em 2025, impulsionada pela ampliação da área cultivada e por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo. Outra cultura que apresentou desempenho expressivo em qualidade e produtividade foi a cevada. O grão teve crescimento de 45% em relação ao ciclo anterior e rendimento 5,1% acima da média paranaense. O setor de suínos também teve desempenho positivo. Em um cenário de fortalecimento da suinocultura paranaense, a Frísia ampliou investimentos e intensificou sua expansão, especialmente na produção de leitões. O modelo de integração, aliado à operação da Aurora Coop na Unidade Industrial de Castro (PR), garantiu previsibilidade de escoamento, segurança comercial aos criadores e bases sólidas para o crescimento das entregas previstas para 2026 e 2027.
Assessoria Frísia
INTERNACIONAL
Lactalis reporta crescimento no faturamento e reforça aposta no Paraguai
Com uma operação local apoiada em marcas de alto reconhecimento como Parmalat e San Loren, a Lactalis Paraguai reporta um crescimento de 70% no faturamento nos últimos três anos, investimentos para ampliar a capacidade industrial e um roteiro 2026 centrado em exportação, linhas saudáveis e melhoria contínua.
Há alguns anos, a compra da Parmalat pela Lactalis — líder dentro da indústria láctea — não significou apagar marcas históricas, mas integrá-las a uma lógica global com leitura de mercado local. Rafael Pineda, Diretor Geral da Lactalis Paraguai, resume da seguinte forma: “A filosofia do grupo é sempre estar perto do mercado local”. Para Pineda, o diferencial do grupo não está em mudar rótulos, mas em fortalecer a indústria. “Se você consome em casa o iogurte da sua infância e isso tem um valor para você, a Lactalis não vem e troca a marca, mas agrega qualidade”, afirma. O objetivo, diz, é outro: “Quando adquire uma nova indústria, o objetivo do grupo é torná-la mais eficiente e melhorar a qualidade, mantendo um preço justo para o consumidor”. Essa lógica se vê na operação do Paraguai com a convivência de muitas marcas internacionais e locais do grupo, como ocorre entre Parmalat e San Loren. Pineda define esta última como uma marca local muito forte e preferida pelo consumidor há várias décadas. “A San Loren é nossa marca mais conhecida em nível local e a Parmalat a marca de leites mais reconhecida no mundo”, destaca. Segundo relatórios corporativos, a Lactalis em nível global supera os € 30 bilhões (US$ 35,39 bilhões) de faturamento anual, conta com cerca de 266 plantas em 50 países, comercializa produtos em 150 mercados e emprega 85.500 colaboradores. Esse tamanho explica boa parte da proposta de valor que chega às filiais: escala, processos, marcas e capacidade de investimento. No plano global, o grupo se apoia em marcas como Président, Galbani, Parmalat e Kraft, e em uma política de aquisições que fortaleceu sua presença em distintos mercados competitivos. A aquisição da Parmalat em 2011 foi um dos marcos decisivos dessa expansão. Mais recentemente, a Lactalis avançou com o negócio de iogurtes da General Mills nos Estados Unidos e com o acordo para adquirir negócios da Fonterra na Oceania e outros mercados, reforçando seu alcance internacional. Pineda ressalta que o Paraguai é um mercado com localização estratégica e boa disponibilidade de matéria-prima de qualidade. Nesse cenário, a filial local ganha peso porque conta com uma planta de primeiro nível e faz parte do tecido industrial do grupo, com planos de investimento voltados ao mercado local, mas também com o objetivo de se consolidar como hub de exportação. “O Paraguai é um país de alto potencial e isso é importante para o grupo”, sustenta. E acrescenta uma frase que sintetiza o valor simbólico e operacional dessa presença: “Ser um dos 50 países com uma planta de um grupo líder mundial como a Lactalis fortalece seu posicionamento perante grandes empresas e investidores internacionais”. Esse lugar dentro da rede industrial implica um nível mais alto de acompanhamento, comparação e padrões. Também muda a natureza do negócio local, já que não se trata apenas de comercializar, mas de produzir, investir e ganhar capacidade para abastecer mais mercados. De acordo com dados compartilhados pela empresa, observa-se uma operação em expansão. A Lactalis Paraguai reporta 70% de crescimento no faturamento nos últimos três anos e US$ 10 milhões em investimentos no mesmo período. O portfólio local combina categorias de consumo massivo com produtos de maior diferenciação. Entre os principais produtos que a empresa identifica no Paraguai figuram o Leite Integral Parmalat (indicado como o de maior faturamento), Parmalat Zero (0% gorduras e 0% lactose), cremes de leite regular e light, achocolatados e bebidas Parmalat, Whey Fit Parmalat, queijos e manteigas Président, além de nutrição infantil com marcas como Alula, Celia e Infacare. O avanço exportador aparece como um dos eixos mais relevantes do momento atual da filial. Segundo a empresa, a Lactalis Paraguai já exporta para o Chile e projeta ampliar envios para outros países da região. Pineda confirma essa linha e menciona aberturas previstas para Uruguai, Argentina e Bolívia. “Estamos exportando para o Chile várias linhas, principalmente de bebidas frutais e achocolatados”, comenta, em um contexto que define como “um momento muito bom” para a operação local.
PORTAL ABC/MILKPOINT
ECONOMIA
Dólar acompanha exterior e cai a R$5,2184 apesar da guerra no Oriente Médio
Depois de subir quase 2% na véspera, o dólar fechou a quarta-feira em queda ante o real, em sintonia com o sinal negativo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior em dia de maior apetite global por ativos de risco, ainda que um desfecho para a guerra no Oriente Médio pareça distante.
O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,86%, aos R$5,2184. No ano, a divisa acumula agora queda de 4,92%. Às 17h05, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 1,18% na B3, aos R$5,2560. A quarta-feira foi marcada pela queda firme do dólar ante divisas de países emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. O movimento ocorreu em paralelo ao avanço dos principais índices de ações na Europa e nos Estados Unidos, com os ativos de risco recuperando parte das perdas recentes. O petróleo, que disparou nas últimas sessões, oscilava perto da estabilidade no fim da tarde. “A estabilização dos preços do petróleo, depois da forte alta provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio, ajudou a aliviar parte da pressão sobre o dólar”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. “Com isso, investidores passaram a devolver prêmios incorporados na divisa americana em um dia típico (de) ajuste técnico.” Na quarta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que o país está vencendo a guerra e que pode lutar pelo tempo que for necessário. Do lado iraniano, reportagem da Reuters informou que a Guarda Revolucionária reforçou seu controle sobre as decisões no cenário de guerra, impulsionando a estratégia linha-dura que está por trás da campanha de drones e mísseis de Teerã em toda a região. Apesar de as operações militares de EUA e Israel contra o Irã seguirem em curso, os investidores também se apegaram à notícia de que agentes iranianos entraram em contato secretamente com os norte-americanos para buscar negociações para encerrar o conflito — mas as autoridades norte-americanas seguiram céticas quanto à possibilidade de o governo Trump ou o Irã estarem preparados para uma redução do conflito no curto prazo. No noticiário brasileiro, sem efeitos sobre o câmbio, o destaque foi a nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que levou à prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e teve como alvos o ex-diretor do Banco Central Paulo Souza e o servidor da autarquia Bellini Santana. Souza foi afastado do BC e precisará usar tornozeleira eletrônica.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com ajuda de bancos em dia de trégua externa
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em pregão de ajustes após tombo na véspera, com ações de bancos entre os principais suportes, em dia de trégua na aversão a risco global, mas com o conflito no Oriente Médio e seus potenciais reflexos ainda no radar.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,34%, a 185.561,63 pontos, de acordo com dados preliminares, após chegar a 186.306,18 pontos na máxima e marcar 183.110,02 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$23,78 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$5,429 bi em fevereiro, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$5,429 bilhões em fevereiro, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.
Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de US$2,906 bilhões em fevereiro. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de fevereiro foi positivo em US$2,523 bilhões. Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Somente na semana passada, de 23 a 27 de fevereiro, entraram no país US$2,071 bilhões. O resultado ocorreu em meio ao forte fluxo de investimentos de estrangeiros para a bolsa brasileira. No acumulado do ano até o fim de fevereiro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$10,496 bilhões.
REUTERS
Senado aprova por unanimidade acordo entre Mercosul e União Europeia
Negociação começou há mais de 25 anos e aprovação cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Atualmente, a União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil
O Congresso Nacional concluiu a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando um processo de negociação iniciado há mais de 25 anos. Após a aprovação pela Câmara, na semana passada, o Senado deu, na quarta-feira (4), seu aval ao tratado que cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Assim como fizeram os deputados, os senadores aprovaram o acordo por unanimidade, em votação simbólica. O texto segue agora para promulgação. A relatora do acordo no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), defendeu a aprovação do texto, mas destacou a necessidade de o Executivo estabelecer salvaguardas bilaterais para a proteção dos produtores rurais brasileiros. As salvaguardas foram publicadas durante a tarde, via decreto editado pelo Executivo, resultado de negociações com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na prática, as salvaguardas servirão como uma espécie de “freio”, permitindo ao país, por exemplo, elevar tarifas, limitar volumes importados ou suspender preferências tarifárias para dar um fôlego aos produtores locais enquanto o setor se ajusta à concorrência externa. O acordo comercial reúne países que somam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões, formando um mercado integrado entre o Mercosul — composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — e os 27 países da União Europeia. Pelos termos negociados, a União Europeia eliminará tarifas de importação sobre cerca de 95% dos bens comercializados com o Mercosul, o que corresponde a 92% do valor das importações europeias de produtos brasileiros. Já o Mercosul promoverá a liberalização tarifária de aproximadamente 91% dos bens, equivalentes a 85% do valor das importações provenientes da União Europeia. A redução das tarifas ocorrerá de forma gradual, com prazos que variam entre quatro e quinze anos, período considerado necessário para permitir a adaptação das economias sul-americanas à abertura comercial. Entre os setores diretamente impactados, estão os produtos industriais, como máquinas, automóveis, produtos químicos, aeronaves e equipamentos de transporte, que passarão progressivamente a ter tarifa zero. A expectativa é que a medida amplie o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu e fortaleça a integração às cadeias globais de produção. O tratado também estabelece regras para salvaguardas comerciais, especialmente em setores considerados sensíveis. No caso europeu, mecanismos paralelos permitem a abertura de investigações quando houver aumento significativo das importações provenientes do Mercosul ou queda relevante de preços de produtos agrícolas no mercado europeu, como carne e açúcar. Para o governo brasileiro, o acordo tem potencial para diversificar as parcerias comerciais do país e estimular a modernização da indústria nacional por meio da maior integração com o mercado europeu. Atualmente, a União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil. Apesar da aprovação pelos parlamentos do Mercosul e da União Europeia, o acordo ainda enfrenta etapas institucionais no bloco europeu. Em janeiro, o Parlamento Europeu decidiu submeter o texto a uma revisão jurídica pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, procedimento que pode atrasar a entrada em vigor plena do tratado. Na sexta-feira (27), a União Europeia anunciou que vai colocar em prática, temporariamente, o acordo de livre comércio com o Mercosul, mesmo antes da decisão da Justiça, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a celeridade do processo.
VALOR ECONÔMICO
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