Informativo Sindileite 84 03.03.2026

Ano 1 | nº 84 | 03 de março de 2026

NOTÍCIAS

Perspectivas para a cadeia do leite em 2026

Rumos de 2026 para a cadeia do leite, composta pelo produtor (matéria-prima), pela indústria (laticínios e queijarias) e pelo comércio (varejo e atacado)

O segmento comercial será abordado de forma breve, uma vez que historicamente participa pouco dos debates estruturais do setor. Em muitos casos, prevalece a percepção de que produtores e indústrias dependem exclusivamente desse elo, embora existam hoje alternativas de comercialização que ampliam a autonomia de quem produz e transforma leite. Diante disso, as perspectivas mais concretas concentram-se nos dois pilares que convivem diretamente com os desafios do setor: produção e indústria, que compartilham riscos, custos e oportunidades. Em 2025, o leite como matéria-prima sofreu desvalorização ao longo de boa parte do ano. O início de 2026 sinaliza uma recuperação, ainda tímida, mas indicativa de possível recomposição gradual. Nesse cenário, uma certeza se impõe ao produtor: a profissionalização deixou de ser diferencial e tornou-se requisito básico. Controlar custos de alimentação e insumos, formular dietas eficientes, produzir volumoso de qualidade com baixo custo, investir em genética, fertilidade, manejo e tecnologia de produção, além de dominar a gestão financeira da atividade, são competências indispensáveis. Trata-se de um caminho sem volta. A escala produtiva continua sendo fator determinante de competitividade. Entretanto, produtores que não pretendem — ou não podem — ultrapassar patamares próximos de 2 mil litros diários precisam considerar estratégias de agregação de valor, como o beneficiamento do leite e a fabricação de derivados, especialmente queijos. No atual ambiente econômico, operar com baixo volume e sem diferenciação torna a rentabilidade cada vez mais difícil. Para a indústria, a expectativa é de discreta melhora de mercado em 2026. Ainda assim, o foco deverá permanecer na qualidade, na conformidade regulatória e na sintonia com as demandas do consumidor contemporâneo. Cresce a busca por alimentos mais naturais, menos processados e com rótulos curtos e transparentes — tendência que favorece produtos com menos aditivos, conservantes e corantes artificiais. Outro ponto relevante é o fato de o Brasil ainda importar leite e derivados, sinalizando que a produção interna não supre integralmente a demanda. Essa lacuna representa oportunidade estratégica para expansão sustentável da cadeia nacional. Um desafio transversal a todos os elos é a escassez de mão de obra. Não se trata apenas de profissionais especializados, mas de pessoas dispostas a trabalhar e aprender. Paradoxalmente, essa dificuldade pode gerar vantagem competitiva para quem conseguir manter regularidade, pontualidade e padrão de qualidade — atributos cada vez mais valorizados pelo mercado. As perspectivas para 2026 indicam que o produtor deverá intensificar sua profissionalização, investir em tecnologia, monitorar custos continuamente e aprimorar genética e bem-estar animal para garantir sustentabilidade econômica. Quando a escala não for viável, a agregação de valor ao leite deixa de ser opção e passa a ser estratégia essencial. Para a indústria, o momento exige excelência operacional: produzir menos variedade e mais qualidade pode ser a decisão mais acertada. Segurança alimentar, padronização e conformidade legal serão diferenciais competitivos. A legislação voltada ao pequeno produtor, hoje mais acessível, também abre espaço para expansão formal do setor — e quem estiver regularizado terá vantagens claras sobre operações informais.

Site Ciência do Leite

Integração entre C. Vale e Frimesa amplia produção de suínos e leite no Sul do Brasil

Parceria entre cooperativas impulsiona crescimento da suinocultura e da produção leiteira no Paraná e Mato Grosso do Sul, com aumento no número de produtores integrados e avanço na produtividade

A parceria entre as cooperativas C. Vale e Frimesa registrou avanço significativo em 2025, com expansão na produção de suínos e leite nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. O sistema de integração entre as cooperativas vem ampliando a base de produtores e fortalecendo a cadeia agroindustrial nessas regiões. Na suinocultura, os associados da C. Vale encaminharam à Frimesa um total de 374 lotes, que somaram 553.495 suínos entregues para processamento ao longo do ano. O volume de carne industrializada atingiu 72.534.380 quilos, representando crescimento de 10,8% em comparação com o ano anterior. Atualmente, o sistema de integração conta com 144 granjas participantes, responsáveis por abastecer a cadeia produtiva de suínos vinculada à parceria entre as cooperativas. Além da suinocultura, a produção leiteira também apresentou forte expansão. Em 2025, os produtores integrados registraram 19.821.677 litros de leite, volume 95,4% superior ao obtido no ano anterior. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação do número de produtores participantes do sistema de integração, que vem fortalecendo a produção e consolidando a atividade como importante fonte de renda para famílias rurais. A produtividade média alcançada nas propriedades foi de 22 litros por vaca ao dia, indicador que reflete o aprimoramento das práticas de manejo e a evolução técnica das propriedades integradas. O modelo de integração entre cooperativas e produtores rurais tem desempenhado papel estratégico no fortalecimento das cadeias de proteína animal e lácteos. A parceria entre C. Vale e Frimesa contribui para ampliar escala produtiva, garantir mercado para os produtores e reforçar a competitividade do agronegócio regional. Com a expansão das atividades e a adesão de novos produtores, a expectativa é que o sistema de integração continue impulsionando o crescimento da produção nos próximos anos, consolidando a presença das cooperativas nas cadeias de suínos e leite.

AGRIMIDIA

Produtores de leite buscam eficiência para enfrentar preços baixos no Paraná

Especialista da PUCPR aponta silagem de milho como melhor custo-benefício e indica sorgo e forragens de inverno como alternativas.

O cenário de preços baixos e custos de produção elevados tem pressionado os produtores de leite do Paraná. Diante desta realidade, o planejamento forrageiro e o controle de estoques podem contribuir para reduzir desperdícios. Esse foi o tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, realizada no dia 24. Na ocasião, o especialista André Ostrensky, docente da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), realizou a palestra “Produzir leite quando a conta não fecha: alternativas de forragens e eficiência em tempos de margem apertada”, para debater os desafios atuais da atividade leiteira. A proposta central envolve práticas, nos médio e longo prazos, para atravessar o momento. “O produtor fica tão envolvido na rotina da atividade que, às vezes, não planeja no longo prazo. Tem casos de pecuarista chegando em setembro, outubro sem saber o que vai fazer porque a silagem não vai dar. Isso compromete a rentabilidade da atividade”, destaca Ostrensky. Durante a palestra, Ostrensky detalhou as principais opções de forragens conservadas disponíveis para o produtor. Atualmente, a silagem de milho é a de melhor custo-benefício, com teor de amido entre 30% e 40%, fundamental para sustentar altas produções. Como alternativa, os pecuaristas podem utilizar a silagem de sorgo, cultura mais tolerante à seca e de custo inferior, embora com grãos menores que exigem processamento mais cuidadoso. Para os períodos de entressafra, o especialista apresentou as silagens de inverno, como aveia e cevada. Na experiência da fazenda universitária da PUCPR, a silagem de aveia tem sido utilizada na dieta das vacas na quantidade de seis a oito quilos por dia, reduzindo a dependência da silagem de milho. Apesar do teor de amido mais baixo (10% a 12% na aveia, contra até 20% na cevada), a estratégia tem se mostrado viável para diminuir custos sem comprometer a alimentação do rebanho. “O produtor rural precisa tomar as decisões de forma técnica, baseadas em dados. Isso passa pela renovação do rebanho com animais mais produtivos até o aproveitamento mais eficiente da forragem. Cada uma dessas frentes, quando bem administrada, contribui para que a conta feche no fim do mês”, destaca o especialista.

Sistema Faep

NACIONAL

Nova gestão da Girolando reforça apoio ao produtor e inovação no campo

Uma das principais entidades do setor leiteiro brasileiro, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando passa a ser presidida pelo pecuarista e advogado Alexandre Lopes Lacerda. A posse da diretoria e dos conselhos eleitos para o triênio 2026/2028 ocorreu na última quinta-feira (26/02), em Uberaba (MG), reunindo lideranças do agro e criadores.

Uma das principais entidades do setor leiteiro brasileiro, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando passa a ser presidida pelo pecuarista e advogado Alexandre Lopes Lacerda. A posse da diretoria e dos conselhos eleitos para o triênio 2026/2028 ocorreu na última quinta-feira (26/02), em Uberaba (MG), reunindo lideranças do agro e criadores. Entre as prioridades da nova gestão estão o fortalecimento da representatividade dos produtores de leite e a ampliação do acesso de pequenos e médios pecuaristas às tecnologias de melhoramento genético e a animais de alta qualidade. “Queremos fortalecer o Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), desenvolvendo ferramentas que ampliem o uso das informações genéticas pelos criadores, permitindo a customização de índices para cada fazenda e o acompanhamento da evolução a cada geração. Vamos trabalhar para que mais produtores adotem essas inovações, com foco em um Girolando moderno, eficiente e sustentável”, afirma Lacerda. Durante a solenidade, lideranças destacaram a importância da união do setor para enfrentar os desafios da cadeia do leite e ampliar a competitividade da produção nacional. O deputado Rafael Simões mencionou iniciativas em debate para acompanhar o cenário das importações de lácteos. O secretário de Agricultura de Minas Gerais, Thales Fernandes, ressaltou ações do governo estadual voltadas ao fortalecimento da atividade leiteira e à difusão de tecnologia no campo. Já o deputado Emidinho Madeira destacou a parceria com a Girolando para ampliar o acesso à genética de qualidade nas pequenas propriedades. A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, reforçou a relevância do agro para a economia do município. Em seu discurso de despedida, Domício Arruda, presidente na gestão 2023/2025, relembrou avanços do período, como a construção da Casa do Girolando no Parque Fernando Costa, a aquisição de terreno para a futura sede da entidade e os dois anos consecutivos de recordes em registros. Segundo ele, a raça chega a 2026 mais consolidada, com avanços tecnológicos no PMGG e reconhecimento internacional como genética leiteira adaptada aos trópicos. Com mais de quatro mil associados em todo o país, a entidade intensificará neste ano ações promocionais para estimular o consumo de leite. Durante a Megaleite 2026, marcada para junho, o tema será “Aqui tem leite”, destacando a presença do alimento em diferentes produtos do dia a dia. “O leite é fundamental na rotina das pessoas, e precisamos reforçar suas qualidades com informação de qualidade para o público”, afirma Lacerda, criador da raça há duas décadas na Fazenda Miraí, na região da Serra do Cipó.

O Presente Rural

ECONOMIA

Ibovespa fecha em alta blindado por Petrobras em pregão de escalada de tensão geopolítica

Março começou com aumento no risco geopolítico, após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã, mas o Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, blindado pelas ações de petrolíferas, notadamente Petrobras, em meio à disparada do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,28%, a 189.316,75 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 186.637,98 pontos na mínima e 190.110,43 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somava R$28,95 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Dólar sobe para R$5,1651 na esteira de escalada do conflito no Oriente Médio

O dólar fechou a segunda-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, em meio à busca por ativos seguros após EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana.

Apesar da pressão, a divisa norte-americana terminou o dia longe do pico do pregão, com exportadores e parte dos investidores aproveitando as cotações mais elevadas para vender moeda. O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,60%, aos R$5,1651. Em 2026, o dólar à vista acumula agora queda de 5,90%. As ações de Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram a morte do aiatolá Ali Khamenei, mas também uma reação dos iranianos, que dispararam mísseis contra alvos em uma série de países árabes, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. Na segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que ordenou o ataque ao Irã para impedir o desenvolvimento nuclear de Teerã e um programa de mísseis balísticos. Trump também prometeu continuar a guerra pelo tempo que for necessário. Já o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, disse que levará tempo para o país atingir seus objetivos militares no Irã e que são esperadas mais baixas norte-americanas. A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou a alta dos preços do petróleo e a aversão a ativos de risco, como moedas e títulos de países emergentes. “O dólar subiu demais, então o exportador vende, o investidor desmonta posição comprada, em busca de resultados”, comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Ainda assim, a divisa norte-americana terminou em alta ante o real, em sintonia com o avanço quase generalizado ante as demais moedas no exterior. Às 17h06, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,36%, a 98,421. “O sinal claro é de aversão ao risco, de aumentar a busca por ativos de maior proteção, por exemplo o ouro, mais líquidos, e o dólar ganha força, não só perante a moeda brasileira, mas perante todo o mundo”, pontuou no início do dia Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos. Com o mercado à vista já fechado no Brasil, surgiu a notícia de que o comandante da Guarda Revolucionária do Irã disse que o Estreito de Ormuz está fechado e que qualquer navio que tentar passar pelo local virará alvo. Cerca de 20% do petróleo mundial é transportado pelo estreito diariamente. Em reação, o dólar futuro ampliou um pouco seus ganhos no Brasil. Às 17h18, a moeda norte-americana para abril — o contrato mais líquido atualmente — subia 0,83% na B3, aos R$5,2135. No boletim Focus divulgado pela manhã pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar à vista no fim de 2026 passou de R$5,45 para R$5,42. As projeções, no entanto, foram incorporadas ao sistema do Focus até a sexta-feira — antes do ataque de EUA e Israel ao Irã. Já a expectativa no Focus para a taxa básica Selic no fim do ano foi de 12,13% para 12% e no encerramento de 2027 seguiu em 10,50%. Atualmente a Selic está em 15% ao ano.

REUTERS

Indústria no Brasil marca 10º mês seguido de retração em fevereiro, mostra PMI

O setor industrial brasileiro registrou retração em fevereiro pelo 10º mês seguido, ainda que em um ritmo ligeiramente mais fraco, mas com a menor entrada de novos negócios em cinco meses, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras na segunda-feira.

O PMI, compilado pela S&P Global, avançou a 47,3 em fevereiro, de 47,0 em janeiro, mas permanecendo abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração registrada desde maio de 2025, mostrando uma sólida deterioração do setor. O segmento de bens de capital teve o pior desempenho no mês, e os produtores de bens intermediários apontaram forte deterioração. No entanto, as condições operacionais se estabilizaram entre os fabricantes de bens de consumo. O levantamento mostra que as empresas reduziram a produção em fevereiro em meio à redução da demanda, com a queda na entrada de novos negócios no ritmo mais forte desde setembro. As empresas citaram condições desfavoráveis de demanda, desafios no setor automotivo, a concorrência e as taxas de juros elevadas como os principais fatores que pesaram sobre as vendas. As encomendas internacionais continuaram em trajetória de queda, recuando pelo 11º mês consecutivo. Os participantes da pesquisa relataram especialmente vendas menores para a Argentina, Europa e Estados Unidos. Ainda assim houve um aumento marginal no emprego em fevereiro, quando equipes reduzidas levaram alguns produtores a anunciar novas vagas, em meio à expectativa de aprovação de contratos pendentes e de que a Copa do Mundo este ano dará impulso à demanda. A Copa do Mundo, em junho e julho, foi um dos fatores que fez com que o otimismo no setor permanecesse positivo, sendo citados ainda publicidade, investimentos planejados e lançamentos de novos produtos. Mas ainda assim o nível de confiança recuou para o menor nível em dez meses, diante da preocupação com a concorrência e políticas públicas. Em relação às pressões inflacionárias, tanto os custos de insumo quanto os preços de produção avançaram. As empresas relataram o aumento mais rápido das despesas operacionais em sete meses, com tensões geopolíticas, especulação no mercado acionário e taxas de câmbio desfavoráveis pesando sobre os preços de componentes eletrônicos, alimentos, metais e plásticos. Os preços cobrados pelos produtos brasileiros também subiram no ritmo mais intenso desde julho de 2025, com repasse dos custos aos clientes.

REUTERS

Analistas passam a ver Selic a 12,0% ao final de 2026 no Focus

Analistas passaram a ver a taxa básica de juros Selic em 12,0% ao final deste ano, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira. A expectativa já havia sido reduzida no levantamento anterior, para 12,13% na mediana das projeções, depois de oito semanas em 12,25%.

Os especialistas também mantiveram a perspectiva de que a Selic será reduzida dos atuais 15% para 14,5% na reunião de 17 e 18 de março do BC, dando início a um ciclo de cortes. Para 2027 eles seguem vendo a taxa básica em 10,5%. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos e foi fechado na sexta-feira, antes dos ataques dos Estados Unidos ao Irã e seus desdobramentos no fim de semana, apontou apenas pequenos ajustes em outras projeções. A alta do IPCA segue sendo estimada em 3,91% ao final deste ano, mas caiu 0,01 ponto percentual para 2027, a 3,79%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), não houve alterações nas estimativas de crescimento de 1,82% e 1,80%, respectivamente, em 2026 e 2027.

REUTERS

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