Informativo Sindileite 68 05.02.2026

Ano 1 | nº 68 | 05 de fevereiro de 2026

NOTÍCIAS

Leite Spot: confira os valores da primeira quinzena de fevereiro/26

O preço médio nacional do leite registrou um avanço em relação à quinzena anterior.

Na primeira quinzena de fevereiro, o preço médio nacional do leite spot foi de R$2,269 por litro, registrando um avanço de R$ 0,20 em relação à quinzena anterior, segundo dados do MilkPoint Mercado. O mercado spot apresentou maior movimentação nesta quinzena, com aumento no volume negociado e um ambiente mais aquecido pela demanda. Como resultado, a maior parte dos preços praticados registrou reajustes positivos, reforçando a percepção de um mercado mais firme no curto prazo.

MILKPOINT

EMPRESAS

RS: Cotrisal e CCGL distribuem R$ 5,3 milhões em sobras a produtores de leite

O pagamento de R$ 0,0548 por litro entregue em 2025 será creditado no dia 20 de abril aos produtores que forneceram leite de forma contínua ao longo do ano.

A Cotrisal e a CCGL irão distribuir mais de R$ 5,3 milhões em sobras aos produtores de leite referentes ao desempenho de 2025. O valor será creditado diretamente nas contas dos associados no dia 20 de abril. O montante corresponde a R$ 0,0548 por litro de leite entregue ao longo do ano passado. A distribuição segue o princípio cooperativista de retorno dos resultados aos produtores e ocorre em um contexto marcado por desafios econômicos e necessidade de maior controle financeiro nas propriedades. Segundo o gerente de produção animal da Cotrisal, Frederico Trindade, o pagamento representa o reconhecimento ao produtor que manteve fornecimento contínuo ao longo do ano e contribuiu para o desempenho do sistema. De acordo com ele, “é um recurso que entra diretamente na propriedade e pode ser usado para organizar o caixa, planejar investimentos e dar mais segurança para a família seguir na atividade”. Produtores destacam que a distribuição das sobras tem impacto direto na rotina das propriedades. Allan Tormen, produtor de Paulo Bento e cooperado da Cotrisal, avalia que o modelo cooperativista permite estruturar uma indústria competitiva, capaz de agregar valor à matéria-prima e atuar de forma sólida no mercado. Para ele, o retorno financeiro fortalece o vínculo entre produtores e cooperativa. Lauri Klein, produtor de Nova Boa Vista, afirma que os valores recebidos costumam ser reinvestidos na própria fazenda.  “A gente estava fazendo ampliação, então vamos usar esse dinheiro para comprar equipamentos”, revela. O produtor também ressalta a previsibilidade e a segurança proporcionadas pelo modelo de distribuição de sobras. A distribuição reforça o papel do leite dentro da cooperativa e evidencia o cooperativismo como um modelo em que os resultados gerados ao longo da cadeia retornam aos próprios produtores. Esse mecanismo contribui para a sustentabilidade das propriedades, fortalece a economia local e apoia o desenvolvimento regional. Para ter direito ao pagamento, os produtores da Cotrisal precisam ter fornecido leite de forma contínua ao longo de 2025 e estar ativos no sistema de fornecimento da cooperativa até a data do crédito, em 20 de abril de 2026.

COMUNICAÇÃO COTRISAL/MILKPOINT

INTERNACIONAL

Argentina bate recorde na exportação de lácteos

O setor de lácteos da Argentina registrou em 2025 o maior volume de exportações dos últimos 12 anos.

Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, o país exportou 425.042 toneladas de produtos, com receita de US$ 1,69 bilhão — alta de 11% em volume e 20% em valor em relação a 2024. Em litros equivalentes, os embarques somaram 3,129 bilhões, 18% acima do ano anterior, representando 27% da produção nacional de leite. A produção total chegou a 11,618 bilhões de litros, o maior volume da década e o segundo maior da série histórica. O leite em pó integral liderou as exportações, com 35% do total, seguido por soro (17%), muçarela (13%), leite em pó desnatado (7%) e queijos de massa semidura (6%). Os produtos argentinos chegaram a 89 mercados. O Brasil foi o principal destino, com 41% das compras, à frente de Argélia (19%), Chile (7%) e China (7%). O desempenho do setor integra o avanço geral do agronegócio argentino, que exportou 115,41 milhões de toneladas em 2025, totalizando US$ 52,3 bilhões. O governo atribui o resultado do segmento lácteo à adoção de novas tecnologias, aprimoramento do manejo e acesso ampliado a crédito, o que elevou a produtividade e a competitividade das indústrias voltadas à exportação.

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

Dólar fecha estável ante o real apesar da forte queda do Ibovespa

Após alternar altas e baixas em diferentes momentos da sessão, o dólar fechou a quarta-feira próximo da estabilidade no Brasil, resistindo à influência da realização de lucros na bolsa e do avanço da moeda norte-americana no exterior.

O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,03%, aos R$5,2501. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,35%. Às 17h03, o dólar futuro para março – atualmente o mais líquido no Brasil – subia 0,20% na B3, aos R$5,2775. O dólar à vista chegou a oscilar abaixo dos R$5,22 pela manhã, em meio à queda ante outras divisas de países emergentes, mas ao longo da sessão a moeda norte-americana ganhou força ante o real, enquanto também se fortalecia no exterior. No Brasil, investidores também aproveitaram a quarta-feira para realizar os lucros recentes na bolsa, levando o Ibovespa a cair mais de 2%, com impactos no câmbio. “Após vários pregões de forte apetite ao risco, com o real se valorizando ante o dólar e Ibovespa batendo recordes, o investidor começa a realizar lucros”, comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos. No entanto, antes do fechamento o dólar se reaproximou da estabilidade, mesmo com a bolsa se mantendo com perdas firmes até o fim da tarde. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$5,086 bilhões em janeiro, impulsionado pela forte entrada líquida de recursos no país na semana passada, de US$4,180 bilhões.

REUTERS

Ibovespa recua mais de 2% em dia de correção na bolsa paulista após recordes

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, quase perdendo os 180 mil pontos no pior momento, em dia de correção na bolsa paulista após recordes recentes, com bancos entre as maiores pressões, assim como Totvs, que desabou mais de 13%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 2,14%, a 181.708,23 pontos, após chegar a 180.268,54 na mínima do dia. Na máxima, marcou 185.670,99 pontos. O volume financeiro somou R$36,98 bilhões. A queda ocorreu após o Ibovespa renovar recorde na véspera, ultrapassando os 187 mil pontos pela primeira vez no melhor momento. Até a terça-feira, considerando o fechamento, já acumulava uma alta de mais de 15% em 2026. Na visão do head da área de investimentos da Gravus Capital Paulo Monteiro, a queda no pregão paulista reflete um movimento global, que se observa em outros mercados emergentes também, como o México. Monteiro destacou que a bolsa brasileira ainda é muito sensível ao que acontece no exterior e, assim como forte fluxo de capital externo no mês passado sustentou uma performance robusta do Ibovespa, qualquer piora no humor acaba afetando os negócios. “O mercado sente de forma rápida, como vimos hoje”, afirmou. Wall Street piorou à tarde sob pressão de ações de empresas de softwares, por receios de potencial ameaça representada pela inteligência artificial. As vendas, porém, arrefeceram e o S&P 500 encerrou com decréscimo de 0,51%. Estrategistas do Santander Brasil não descartam uma acomodação após o rali de janeiro, mas avaliam que o fluxo estrangeiro deve continuar entrando de forma acelerada em ativos de mercados emergentes – em especial, no Brasil.

REUTERS

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$ 5,1 bi em janeiro após entradas fortes na Bolsa

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$ 5,09 bilhões em janeiro, conforme dados divulgados na quarta-feira (4) pelo Banco Central, impulsionado pela forte entrada líquida de recursos no país na semana passada, de US$ 4,18 bilhões, em especial na Bolsa.

Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de US$ 6,22 bilhões em janeiro. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de janeiro foi negativo em US$ 1,13 bilhão. Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Somente na semana passada, de 26 a 30 de janeiro, entraram no país pela via financeira US$ 2,72 bilhões, com destaque para a quarta-feira, dia 28, quando o país recebeu US$ 1,24 bilhão por este canal. O resultado ocorreu em meio ao forte fluxo de investimentos de estrangeiros para a Bolsa brasileira. Apenas na quarta-feira passada (28), o Ibovespa subiu 1,52%, superando os 184 mil pontos no fechamento, em meio a demanda de estrangeiros por papéis no Brasil. No mês de janeiro, o índice acumulou alta de 12,56%. Pela via comercial, na semana passada entraram no país US$ 1,46 bilhão.

REUTERS

Setor de serviços do Brasil perde força em janeiro com fraqueza de novos negócios, mostra PMI

O setor de serviços do Brasil perdeu força em janeiro e seu crescimento desacelerou pressionado pela fraqueza na entrada de novos negócios e na atividade, de acordo com a pesquisa PMI divulgada na quarta-feira (4).

O PMI de serviços, compilado pela S&P Global, caiu a 51,3 em janeiro, de 53,7 em dezembro, permanecendo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, mas indicando uma expansão mais fraca. A entrada de novos negócios aumentou em janeiro no ritmo mais lento do atual período de três meses de expansão. De forma geral, os fornecedores de serviços mostraram-se menos otimistas quanto às perspectivas para 2026, e o nível geral de sentimento positivo caiu para o menor patamar em seis meses. Políticas públicas, eleições e tensões geopolíticas estão no radar das empresas. Diante disso, as contratações foram interrompidas no início de 2026, com as empresas de serviços cortando postos de trabalho pela primeira vez em cinco meses. Ainda no primeiro mês do ano, as despesas aumentaram no menor ritmo desde maio de 2024, enquanto os preços cobrados pela prestação de serviços no Brasil subiram no ritmo mais lento em sete meses.

Reuters


Safra injeta R$ 1,42 trilhão no campo, alta real de 51% em dez anos

Valor da produção da lavoura é de R$ 930 bi em 2025; o da pecuária, de R$ 489 bi. Receitas de café e de cacau disparam devido aos recentes aumentos de preços. A pecuária também deu boa contribuição para o aumento das receitas no campo. Há dez anos, a produção das carnes de frango, bovina e suína somava 26,4 milhões de toneladas. No ano passado, atingiu 32,5 milhões, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O VBP real da pecuária subiu 56% em dez anos, e o das lavouras, 48%.

Nunca entrou tanto dinheiro no campo como em 2025. Foi R$ 1,42 trilhão, uma evolução real de 51% nos últimos dez anos. O setor agrícola ficou com R$ 930 bilhões, e o pecuário, com R$ 489 bilhões. Na soma dos últimos cinco anos, foram R$ 6,4 trilhões. Os dados são do VBP (Valor Bruto de Produção) do Ministério da Agricultura. Os números não englobam toda a atividade agropecuária, mas 17 setores das lavouras e 5 da pecuária. Os cálculos da pasta indicam o montante financeiro com base no volume produzido e nos preços praticados dentro da porteira. As informações não levam em consideração custos de produção, apenas estimativas de receitas com as vendas. Os números mostram que os produtos básicos perdem participação, enquanto os exportáveis ganham. Os valores de produção de feijão, batata e banana recuaram, em termos reais. Já os de soja e de milho vêm com aumentos constantes. Arroz e trigo têm evolução real de apenas 15% nos últimos dez anos. O país diversifica e aumenta a oferta de produtos antes pouco desenvolvidos, como gergelim, cevada, centeio e amendoim. Este último acumula evolução real de 176% na última década. O aumento acelerado do volume financeiro no campo ocorreu devido a eventos climáticos, guerras, demanda externa maior e redução de estoques mundiais. Os preços externos dispararam, e o Brasil conseguiu manter bom ritmo de produção e de fornecimento mundial nos anos recentes. A pecuária também deu boa contribuição para o aumento das receitas no campo. Há dez anos, a produção das carnes de frango, bovina e suína somava 26,4 milhões de toneladas. No ano passado, atingiu 32,5 milhões, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). A safra de grãos passou de 200 milhões de toneladas para 352 milhões no mesmo período. Assim como nos grãos, a produção na pecuária evoluiu graças ao aumento da demanda externa. O VBP real da pecuária subiu 56% em dez anos, e o das lavouras, 48%. A soja é a grande fonte de receita. No ano passado, foram R$ 329 bilhões, 58% a mais do que há dez anos. O forte crescimento das exportações brasileiras levou a safra nacional para 172 milhões de toneladas, 79% a mais do que há uma década. O milho tem o segundo maior valor entre as lavouras, atingindo R$ 166 bilhões, uma alta real de 55% no período. Enquanto algumas das grandes produções, como a de cana-de-açúcar e de laranja, têm receitas estáveis, culturas com volume menores de produção, como amendoim, uva, cacau e café, estão entre as mais valorizadas. Cacau e café mostraram evoluções de 238% e de 158%, respectivamente, na comparação do valor de produção de 2025 com o de há dez anos. Considerando a média dos últimos cinco anos, em relação aos cinco imediatamente anteriores, o cacau tem ganho real de 102%, e o café, de 75%. No setor de carnes, a bovina lidera, com valor de produção de R$ 211 bilhões, mas a suína é a que mais cresceu na década, com desempenho real de 142% no período. O setor de leite aumenta 48%, e o de frango, 34%. O valor de produção do setor de frango, no entanto, ao atingir R$ 112 bilhões, supera em 53% o do leite.

FOLHA DE SÃO PAULO

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