Ano 1 | nº 67 | 04 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS
preço médio do leite posto na indústria no paraná está 22,1% abaixo do registrado em janeiro de 2025
No varejo, o litro do leite UHT foi vendido no Paraná, em média, a R$ 3,75 em janeiro, com redução mensal de 3,1% e queda anual de 23,2%.
Segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS) do mês de janeiro feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o mercado de leite manteve, no início de 2026, a trajetória de queda observada ao longo de 2025 no Paraná, influenciada pela oferta elevada e pelos custos de produção ainda altos. O preço médio do leite posto na indústria deve se situar em torno de R$ 2,15 por litro – 22,1% abaixo do registrado em janeiro de 2025.No varejo, o litro do leite UHT foi vendido, em média, a R$ 3,75 em janeiro, com redução mensal de 3,1% e queda anual de 23,2%. O aumento das importações de leite em pó no final de 2025 contribuiu para a manutenção da pressão sobre os preços internos.
SEAB-PR/DERAL
Pequena Propriedade em Pitangueiras (PR) Se Destaca em Produção de Soja e Leite
Na pecuária, a família mantém 48 vacas holandesas em lactação, de um total de 102 animais. A produção diária chega a 1.600 litros de leite, entregues a um laticínio de Arapongas, resultando em média de 33 litros por vaca – número acima da média regional. Segundo Luciano, o segredo está na tecnologia e no manejo cuidadoso do rebanho.
Recentemente, os Sanches modernizaram a pecuária, construindo um pavilhão com ventiladores e aspersores, proporcionando conforto térmico para os animais. “Com sombra, água fresca e alimentação adequada, a produção saltou de 20 para 33 litros por vaca”, explica Luciano. Algumas vacas chegam a produzir até 60 litros por dia, mostrando o impacto direto do bem-estar animal na produtividade. O trabalho da família é acompanhado de perto pela cooperativa Cocamar. Na pecuária, a assistência é realizada pela médica-veterinária Márcia Küster, e na soja, pelo engenheiro agrônomo Robson Rodrigues. Além de orientação técnica, a cooperativa fornece insumos, ração e suporte nutricional, garantindo maior eficiência na produção. A família também adota práticas de manejo sustentável do solo e consórcio de culturas, seguindo orientações da cooperativa para manter a fertilidade e a produtividade das lavouras. “Nosso recorde de produtividade foi de 193 sacas por alqueire”, comenta Luciano,
Para os Sanches, a chave do sucesso está no envolvimento de todos os membros da família. Luciano, seus pais Augusto e Zenaide, a esposa Angélica e os filhos Otávio e Giovana dividem tarefas na lavoura e na fazenda, incluindo a produção de milho para silagem, cultivado durante o inverno com média de 280 sacas por alqueire (115,7 sacas por hectare). Augusto destaca que é fundamental gostar da atividade para alcançar bons resultados. “A pecuária é tecnificada, moderna, mas exige atenção e cuidado constante com os animais”, afirma. A combinação entre a soja e a pecuária de leite proporciona à família uma renda constante, permitindo planejamento estratégico da comercialização da soja e manutenção da sustentabilidade da propriedade. Com tecnologia, assistência técnica e dedicação familiar, a propriedade Sanches se tornou um exemplo de eficiência em pequenas áreas no Paraná.
Portal do Agronegócio
NACIONAL
Família mineira resgata requeijão moreno e transforma sítio em atração turística
Neto de produtores retomou atividade, com apoio da Emater/MG, e hoje produz 50 quilos por semana. Sítio Vó Luzia está localizado em Serranópolis de Minas, Norte de Minas Gerais
Uma atividade passada entre gerações preserva a memória afetiva e um sabor único no Sítio Vó Luzia, em Serranópolis de Minas, ao Norte de Minas Gerais. É lá que Carlos Alessandro Lucas e a esposa produzem, semanalmente, cerca de 50 quilos do requeijão moreno, queijo artesanal típico mineiro. “Meu avô era produtor de leite e, para aproveitar o que sobrava e ganhar uma renda extra, minha avó produzia requeijão moreno para vender na cidade”, conta o produtor. Após o falecimento da matriarca, ninguém deu continuidade à produção. Em 2019, a alta produção de leite e a saudade de sentir o gosto da iguaria motivaram Carlos a iniciar a fabricação. Segundo ele, várias tentativas foram realizadas.
“Com a lembrança de vê-la produzindo, a orientação do meu pai e de outros familiares, consegui chegar ao ponto”, conta. Ele atribui a retomada da atividade ao apoio e dedicação da família. Além disso, o produtor procurou o auxílio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). Orientações sobre boas práticas de fabricação do requeijão moreno, regularização de agroindústria e assistência técnica sobre bovinocultura leiteira estão entre os trabalhos realizados pelo extensionista Gentil Dias Neto. Além do requeijão, a família produz doce de leite e manteiga de requeijão e se dedica à produção de café. A comercialização dos produtos é realizada em Belo Horizonte e no sítio. A qualidade do requeijão moreno já rendeu medalhas em vários concursos. Carlos relata que o Sítio Vó Luzia está na família há 80 anos, e a atividade rural sempre foi sua paixão: “aprendi com meu avô e meu pai. Para mim, é um privilégio continuar o trabalho deles e espero que meus filhos sejam meus sucessores”. A ideia de abrir as porteiras para o turismo surgiu em 2020 de forma inesperada e com uma proposta de inovação. Na visita à propriedade, é possível fazer a degustação do requeijão moreno na fábrica, conhecer a história do sítio, andar a cavalo, apreciar o café servido com o requeijão, as quitandas e as frutas da localidade, com vista da Cachoeira do Serrado, cartão-postal da região. A Emater-MG tem auxiliado na divulgação do empreendimento por meio do projeto estratégico Ruralidade Viva, que visa conectar visitantes às experiências da agricultura familiar. “A atividade reflete o crescimento do turismo rural em Minas Gerais, valorizando o trabalho dos produtores e fortalecendo a economia local”, comenta a coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato, Thatiana Garcia.
Por meio da iniciativa, as experiências de turismo rural e artesanato desenvolvidas por agricultores familiares e produtores rurais em Minas Gerais são reunidas no Catálogo Ruralidade Viva, disponível no site da Emater-MG. Segundo Thatiana, a primeira edição do projeto, em 2023, reuniu 46 experiências. Para a edição de 2026, que será atualizada em março, serão 266 experiências.
GLOBO RURAL
INTERNACIONAL
Após investigação, China suaviza tarifas sobre produtos lácteos europeus
A China concluiu investigação antissubsídios e reduziu tarifas sobre parte dos lácteos da União Europeia. Apesar do recuo, fabricantes europeus seguem enfrentando custos adicionais e perda de competitividade.
A China reduziu as tarifas aplicadas à parte dos produtos lácteos da União Europeia ao concluir uma investigação antissubsídios, acompanhada de perto por Bruxelas e pelo setor exportador europeu. Com a decisão, as alíquotas finais ficaram abaixo das taxas provisórias anunciadas no fim de 2024. Ainda assim, permanecem obstáculos comerciais relevantes para os fabricantes do bloco. De acordo com associações do setor, as tarifas adicionais definidas por Pequim chegam a 11,7%, patamar significativamente inferior ao teto inicial de 42,7%. Apesar disso, muitas empresas devem enfrentar uma taxa próxima de 9,5%. O desenho da disputa, portanto, foi ajustado, mas seus efeitos sobre preços e competitividade seguem presentes. A decisão é resultado de meses de apuração conduzida pelo Ministério do Comércio da China. No setor europeu, o processo é interpretado como uma resposta às tarifas impostas pela União Europeia sobre veículos elétricos chineses, embora essa leitura não tenha sido confirmada oficialmente por Pequim. Em 2024, a China importou cerca de US$ 589 milhões em produtos lácteos da União Europeia abrangidos pela investigação. Mesmo com a redução das taxas, barreiras comerciais e alíquotas adicionais continuam em vigor. Além disso, os custos de importação seguem pressionando as exportações europeias, especialmente nos segmentos de maior valor agregado. As tarifas finais ainda restringem a capacidade de competição dos produtos europeus no mercado chinês e ampliam o risco de perda de espaço para fornecedores alternativos. Nesse contexto, a Nova Zelândia se destaca como uma concorrente tradicional no fornecimento de lácteos ao país asiático. Dessa forma, temas como exportações agrícolas, acordos comerciais e política tarifária ganham centralidade na relação entre China e União Europeia. O comércio bilateral permanece condicionado por decisões regulatórias que afetam preços finais, margens e estratégias empresariais. Além dos efeitos externos, a medida também dialoga com o cenário doméstico do setor lácteo chinês. Produtores locais enfrentam excesso de oferta, preços em queda e demanda enfraquecida, o que aumenta a sensibilidade do governo ao uso de instrumentos de defesa comercial. Ao reduzir as tarifas sem eliminá-las por completo, a China mantém certo grau de proteção ao mercado interno e, ao mesmo tempo, sinaliza abertura para ajustes pontuais na disputa com a Europa. O episódio evidencia como decisões tarifárias seguem integradas à estratégia comercial chinesa, com impactos que vão além do setor lácteo e alcançam as relações econômicas globais.
Economic News Brasil/MilkPoint
Dólar reduz perdas e fecha quase estável com possibilidade de Mello no BC
O dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade ante o real, após ter cedido quase 1% durante a sessão, influenciado por um lado pelo recuo da moeda no exterior e pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira, mas por outro pelas especulações sobre o próximo diretor de Política Econômica do Banco Central.
O dólar à vista fechou o dia com leve baixa de 0,18%, aos R$5,2484. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,38%. As 17h37, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,47% na B3, aos R$5,2670. A sessão foi marcada pela queda quase generalizada do dólar ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities, como a rupia indiana, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. No Brasil, o câmbio acompanhou a tendência e o dólar se manteve em baixa ante o real, favorecido ainda pela entrada de recursos estrangeiros para a bolsa, que pela manhã superou os 187 mil pontos pela primeira vez na história. Durante a tarde, porém, a moeda norte-americana se recuperou, com o mercado reagindo negativamente a uma reportagem da Reuters informando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encaminha para confirmar a indicação dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para duas diretorias do Banco Central. Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, seria indicado para a Diretoria de Política Econômica do BC, enquanto Cavalcanti, professor da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), ficaria com a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução. Os dois nomes foram levados a Lula pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que pela manhã indicou em entrevista à BandNews que o presidente ainda não havia se decidido. Pela manhã, investidores também estiveram atentos à ata do Copom, divulgada antes da abertura. Nela o colegiado defendeu que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da taxa Selic serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às análises. Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, indicando a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março. Entre os investidores, a principal dúvida é se o primeiro corte será de 25 ou de 50 pontos-base.
REUTERS
Com forte fluxo estrangeiro, Ibovespa supera 185 mil pontos pela 1ª vez
Valorização das commodities metálicas favoreceu o avanço da ação da Vale, que encerrou quase a R$ 89
A continuidade do fluxo estrangeiro impulsionou o Ibovespa na terça-feira, que encerrou em alta de 1,58%, acima dos 185 mil pontos (185.674) pela primeira vez. A valorização das commodities metálicas favoreceu o avanço da ação da Vale, que encerrou quase a R$ 89, em meio à perspectiva de que a mineradora continue atraindo investidores. Além da influência externa, a leitura de que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não afastou a possibilidade de um corte mais agressivo, de 0,5 ponto percentual na Selic, também deu suporte às ações ligadas à economia doméstica. Nesse contexto, o índice variou entre os 182.816 pontos e 187.334 pontos, novo recorde intradiário. Já o volume negociado pelo Ibovespa foi de R$ 26 bilhões e de R$ 364 bilhões na B3. O desempenho da mineradora no pregão, com alta de 23% no ano, ilustra o desempenho do papel ao longo do mês de janeiro. Hoje, analistas do Itaú BBA também elevaram o preço-alvo dos recibos de ações da empresa negociados em Nova York (ADRs), de US$ 14 para US$ 19, reiterando a recomendação de compra. Entre as maiores altas, a Bradespar, holding do que tem a como o seu único investimento, avançou 4,83%. Outras ações ligadas a commodities foram beneficiadas no pregão: CSN ON subiu 3,60% e CSN Mineração avançou 3,01%. O setor de mineração e siderurgia acumula valorização superior a 20% em 2026, segundo dados da XP. A corretora aponta que o setor se beneficiou do trade de desvalorização do dólar, do rali de metais preciosos, de uma dinâmica resiliente do minério de ferro e da forte entrada de fluxo estrangeiro. Notar que a avalanche de recursos de investidores de fora, que atingiu a bolsa brasileira neste início de ano, já superou todo o saldo aportado pela categoria ao longo de 2025. Mesmo com uma saída mínima de capital dos Estados Unidos, a rotação global de portfólios garantiu entradas de R$ 26,3 bilhões na apenas em janeiro, acima dos R$ 25,4 bilhões investidos durante todo o ano de 2025. “Trata-se de uma extensão do rali mais amplo que começou no ano passado, sustentado por fortes fluxos para mercados emergentes de US$ 40 bilhões, exceto China, no acumulado do ano, contra uma entrada de US$ 48 bilhões em 2025”, escreve a equipe liderada, chefe de economia para Brasil e estratégia para América Latina do Bank of America (BofA), David Beker.
VALOR ECONÔMICO
Produção industrial no Brasil cai 1,2% em dezembro, diz IBGE
A produção industrial brasileira registrou queda de 1,2% em dezembro na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 0,4%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,7% na variação mensal e de alta de 1,1% na base anual.
REUTERS
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