Informativo Sindileite 45 05.01.2026

Ano 1 | nº 45 | 05 de janeiro de 2026

NOTÍCIAS

Leite/Cepea: Ano é marcado por maior produção e por preço em queda

O preço do leite ao produtor caiu mais de 20% em 2025 (parcial até novembro). A pressão sobre os valores veio sobretudo da oferta de lácteos, que se elevou consideravelmente no ano.

O Cepea projeta que 2025 se encerre com aumento médio de 7% na captação industrial, atingindo recorde de 27,14 bilhões de litros. A produção de leite cru foi favorecida pelos investimentos realizados em 2024 e pelo clima mais favorável ao longo de 2025 (estimulando a produção no Sudeste e Centro-Oeste e limitando a queda sazonal no Sul). O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) acumulou alta de 15,9% na parcial do ano (até novembro). A disponibilidade de lácteos também vem sendo reforçada pelas importações. Na parcial do ano, foram internalizados quase 2,05 bilhões de litros em equivalente leite (Eql), apenas 4,8% menor que no mesmo período do ano passado (vale lembrar que 2024 bateu recorde de importações). Além disso, as exportações recuaram 33% na comparação anual, somando 62,4 milhões de litros Eql na parcial do ano. Agentes de mercado relatam aumento considerável de estoques de lácteos, tanto na indústria quanto nos canais de distribuição. Com o mercado abastecido, as negociações de derivados foram pressionadas, comprimindo as margens dos laticínios. Com o repasse das quedas dos lácteos ao preço do leite cru, a receita do produtor também se estreitou. Ao mesmo tempo, os custos de produção apresentaram trajetória de alta em boa parte do ano. Os resultados de 2025 reforçam o cenário de perda de rentabilidade no campo e de cautela crescente nos investimentos – o que deve, por sua vez, provocar desaceleração gradual da produção.

Cepea


Leite/Cepea: Cenário de 2026 exige cautela

Em 2026, o cenário é de cautela para o setor nacional de pecuária leiteira, apontam pesquisadores do Cepea.

Com PIB perto de 2% e a oferta de leite cru crescendo de forma mais moderada (entre 2% e 2,5%), os preços pagos aos produtores podem apresentar menor volatilidade. Porém, é importante lembrar que os valores do leite no campo já iniciam 2026 em patamares bem abaixo dos registrados em anos anteriores e só devem retomar a alta sazonal entre abril e agosto. Pesquisadores do Cepea destacam que os possíveis custos menores de ração podem impedir quedas bruscas de margens de produtores leiteiros, mas estas serão menores que as observadas em 2024 e no primeiro trimestre de 2025. Oportunidades podem existir, mas exigirão disciplina, gestão e eficiência.

Cepea

Queijos puxam alta de preços no Brasil em novembro enquanto leite e arroz recuam

Os preços dos alimentos apresentaram movimentos distintos em novembro no Brasil. Enquanto os queijos registraram forte alta de 21,2% no preço médio nacional, com aumento em todas as regiões do País, itens essenciais como leite UHT (-4,9%) e arroz (-3,0%) tiveram as quedas mais significativas no mês.

Os dados são do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo. O levantamento considera os produtos mais presentes no carrinho de compras do brasileiro e mostra que, além dos queijos, outras categorias também pressionaram o orçamento das famílias em novembro. Legumes (3,1%), sal (3,1%) e óleo (2,5%) figuraram entre as maiores altas no período – este último encareceu em todas as regiões. Por outro lado, outros itens também registraram redução nos preços médios, como o café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%), ajudando a conter a inflação dos alimentos no mês. No cenário macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025, indicando um ambiente de inflação controlada no encerramento do ano. Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid, alguns produtos seguem pressionados por fatores como custos de produção, dinâmica de oferta e recomposição de estoques. “Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, aponta. No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior incremento, avançando 42,1% no preço médio nacional. Na sequência aparecem queijos (12,3%), margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).

NEOGRID

NACIONAL

Conseleite/MG projeta valor de referência do leite a ser pago em janeiro/26

O Conseleite de Minas Gerais divulga a projeção do valor de referência para o leite entregue em dezembro/2025 a ser pago em janeiro/2026.

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de dezembro de 2025, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:  a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em outubro/2025 a ser pago em novembro/2025. b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em novembro/2025 a ser pago em dezembro/2025. c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em dezembro/2025 a ser pago em janeiro/2026. 

Períodos de apuração: Mês de outubro/2025: De 01/10/2025 a 31/10/2025. Mês de novembro/2025: De 01/11/2025 a 30/11/2025. Parcial de dezembro/2025: De 01/12/2025 a 20/12/2025. Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. 

MILKPOINT

Leite/Cepea: Movimento de desvalorização persiste no campo

 Pelo oitavo mês consecutivo, o preço do leite ao produtor caiu na “Média Brasil”. Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o leite captado em novembro fechou com média de R$ 2,1122/litro, recuos de 8,31% frente à de outubro/25 e de 23,3% em relação à de novembro/24, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de novembro/25).

Com o resultado, os preços acumulam queda real de 21,2% na parcial deste ano. As consecutivas baixas no campo são explicadas pelo elevado abastecimento do mercado.

Em 2025, a oferta de lácteos se elevou consideravelmente. O Cepea projeta que o ano se encerre com aumento médio de 7% na captação industrial, atingindo recorde de 27,14 bilhões de litros. A produção de leite cru foi favorecida pelos investimentos realizados em 2024 e pelo clima mais favorável ao longo de 2025 (estimulando a produção no Sudeste e Centro-Oeste e limitando a queda sazonal no Sul nessa época do ano). De outubro para novembro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) subiu 1,61% na Média Brasil, acumulando alta de 15,9% na parcial do ano. A disponibilidade de lácteos também vem sendo reforçada pelas importações que, apesar de terem registrado queda de 14,8% em novembro, seguem em patamares elevados. Na parcial do ano, foram internalizados quase 2,05 bilhões de litros em equivalente leite (Eql), apenas 4,8% menor que no mesmo período do ano passado (vale lembrar que 2024 bateu recorde de importações). Além disso, as exportações recuaram 33% na comparação anual, somando 62,4 milhões de litros Eql na parcial do ano. Agentes de mercado relatam aumento considerável de estoques de lácteos, tanto na indústria quanto nos canais de distribuição. Com o mercado abastecido, as negociações de derivados têm sido pressionadas, comprimindo as margens dos laticínios. O levantamento realizado pelo Cepea, com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que, em novembro, o queijo muçarela, o leite UHT e o leite em pó negociados no atacado paulista registraram desvalorizações de 3,7%, 11,1%, 2,9%, respectivamente (valores deflacionados pelo IPCA de novembro/25), com as médias passando para R$ 28,99/kg, R$ 3,59/litro e R$ 28,57/kg, na mesma ordem. Com o repasse das quedas dos lácteos ao preço do leite cru, a receita do produtor também segue se estreitando. Ao mesmo tempo, os custos de produção mantêm trajetória de alta. Apesar de o preço da ração ter caído 0,63% em novembro, o custo operacional efetivo (COE) avançou 0,22% devido à valorização de outros insumos da atividade. O aumento do preço do milho também deteriorou o poder de compra do produtor: em outubro, foram necessários 28,4 litros de leite para adquirir uma saca de 60 kg do grão, altas de 7,1% frente a setembro e de 2,3% em relação à média dos últimos 12 meses (27,8 litros). Os resultados reforçam o cenário de perda de rentabilidade no campo e de cautela crescente nos investimentos – o que deve, por sua vez, provocar desaceleração gradual da produção.

Cepea

INTERNACIONAL

Produção de leite na UE deve recuar em 2026, aponta USDA

Redução do rebanho, custos regulatórios e sanidade devem limitar a produção de leite, enquanto o queijo mantém protagonismo na indústria europeia.

A produção de leite na União Europeia (UE) deve registrar uma leve queda em 2026, refletindo a redução do número de vacas leiteiras, o avanço de regulações ambientais mais rigorosas e os impactos de surtos de doenças animais. Segundo o relatório anual Dairy and Products Annual, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção total do bloco é estimada em 148,9 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma redução de 0,5% em relação a 2025. Mesmo com custos mais baixos de ração e energia ao longo de 2025, pequenos produtores continuam deixando a atividade. A saída está associada à volatilidade dos preços pagos ao produtor, ao aumento das exigências ambientais, às dificuldades sanitárias e à falta de sucessores nas propriedades rurais. A tendência é de maior concentração da produção em fazendas maiores e mais profissionalizadas, embora os ganhos de produtividade não sejam suficientes para compensar a queda no número de animais. Os preços do leite pagos aos produtores permaneceram elevados em 2025. Em agosto, a média da UE alcançou 53,2 euros (US$ 62,2) por 100 quilos, cerca de 12% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior. Em julho, o preço médio foi de 52,8 euros (US$ 61,8) por 100 quilos, tornando o leite europeu até 41% mais caro que o dos Estados Unidos e 35% acima do praticado na Nova Zelândia, o que reduz a competitividade do bloco no mercado internacional. O consumo doméstico de leite fluido na União Europeia deve seguir em trajetória descendente. Para 2026, a previsão é de 23 milhões de toneladas, uma queda de 0,9% em relação a 2025. Mudanças nos hábitos alimentares, maior presença de bebidas alternativas e preços ainda elevados explicam o recuo da demanda, especialmente no consumo doméstico. Com menor disponibilidade de leite, o uso industrial também deve apresentar leve retração em 2026, exigindo que as indústrias façam escolhas mais criteriosas sobre quais produtos priorizar. Nesse cenário, o queijo segue como o principal destino do leite europeu. A produção de queijo na UE deve alcançar 10,8 milhões de toneladas em 2026, um crescimento modesto de 0,2% em relação a 2025. O produto permanece como a principal aposta da indústria láctea europeia, sustentado por consumo interno consistente e exportações ainda relevantes, embora pressionadas por preços elevados e tensões comerciais. Cerca de 13% da produção de queijo do bloco é destinada ao mercado externo. Em 2026, as exportações devem somar 1,37 milhão de toneladas, uma leve queda de 0,7%. Reino Unido, Estados Unidos e Japão continuam sendo os principais destinos. Ainda assim, a União Europeia mantém a posição de maior exportador mundial de queijo. O consumo doméstico também deve crescer, impulsionado pela recuperação econômica, pelo aumento da renda e pelo fortalecimento dos setores de turismo e alimentação fora do lar. A produção de manteiga na UE deve recuar 1,4% em 2026, totalizando 2,06 milhões de toneladas, à medida que mais leite é direcionado à fabricação de queijo. As exportações do produto devem sofrer retração significativa, com queda estimada de 15%, em função da menor competitividade dos preços europeus no mercado global. Já a produção de leite em pó desnatado está prevista para cair 4,2% em 2026, alcançando 1,36 milhão de toneladas. Em setembro de 2025, o preço do leite em pó desnatado na UE estava em 232 euros (US$ 271) por 100 quilos, abaixo da média dos últimos cinco anos. O leite em pó integral também deve apresentar redução de produção em 2026, com queda de 1,7%, totalizando cerca de 590 mil toneladas.

USDA/MILKPOINT

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em queda firme com liquidez reduzida

O dólar fechou o primeiro pregão do ano em queda firme, em um movimento de ajuste de posições, após um pregão de baixa liquidez nos mercados por conta das festas de fim de ano.

O dólar à vista fechou em queda de 1,19%, aos R$5,4238 na venda. Na mínima intradia, o dólar atingiu R$5,4176 (-1,30%), às 15h23. A cotação máxima de R$5,4517 (-0,68%) foi atingida às 12h21. Às 17h54, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 1,01% na B3, aos R$5,4640. Para operadores do mercado ouvidos pela Reuters, o movimento visto nesta sexta-feira já era aguardado. “Já era esperado esse movimento, uma vez que tivemos uma alta bem significativa no fim do ano puxada pelas remessas de dividendos de grandes empresas multinacionais. É um ajuste normal devido a essas remessas”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, o movimento também reflete um movimento do “mercado buscando novamente seu preço de equilíbrio no câmbio que, na nossa opinião, sempre foi abaixo de R$5,40”. Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$8,410 bilhões em dezembro até o dia 26. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$15,047 bilhões no período. Pelo canal comercial, o saldo do mês até o dia 26 foi positivo em US$6,637 bilhões. Mais cedo, a pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que a atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda. O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Com as principais autoridades brasileiras em recesso, as atenções do mercado agora se voltam para a publicação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na semana.

REUTERS

Ibovespa começa 2026 em queda com Minerva e MBRF entre maiores baixas

O Ibovespa voltou a orbitar os 162 mil pontos, mas fechou em queda na sexta-feira, no primeiro pregão do ano, com as ações da Minerva e da MBRF entre as maiores perdas após decisão da China de aplicar tarifas de importação para carne bovina.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,42%, a 160.455,46 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 161.956,56 pontos na máxima e 160.059,14 pontos na mínima do dia. Em sessão marcada por baixa liquidez, entrecortada por feriado e fim semana, o volume financeiro somava R$13,9 bilhões antes dos ajustes finais. A queda ocorre após o Ibovespa registrar em 2025 uma alta de quase 34%, no melhor desempenho anual em nove anos, tendo quebrado vários recordes no ano passado.

REUTERS

Retração da indústria do Brasil se aprofunda em dezembro, mostra PMI

A atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) na sexta-feira.

O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Segundo os dados da pesquisa, todos os cinco subcomponentes tiveram influência negativa na última leitura.

“A indústria do Brasil foi severamente impactada pela retração da demanda… As novas encomendas não conseguiram se recuperar, mesmo com as empresas reduzindo seus preços de venda no ritmo mais forte em pouco menos de dois anos e meio”, destacou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. “Os dados indicaram muito pouco que aponte para qualquer recuperação imediata no curto prazo”, completou. A taxa de contração da entrada de novos negócios acelerou em dezembro, com os entrevistados identificando retração da demanda como o principal determinante das vendas menores. Isso desencadeou uma nova contração na produção industrial, a mais rápida desde setembro passado. Quanto à demanda internacional por produtos brasileiros, embora ela tenha continuado a piorar, a taxa de redução das vendas externas moderou em relação a novembro. A pesquisa mostrou ainda que os fabricantes no Brasil sinalizaram uma segunda queda mensal consecutiva nos custos de insumos no final de 2025, com a taxa de desconto marcando o ritmo mais rápido em 27 meses. As empresas relataram tarifas menores para energia, alimentos, frete, metais, plásticos e resina. A combinação de economia com os custos e esforços para estimular as vendas reduziu os preços cobrados pelos produtos, caindo pelo quarto mês consecutivo e no ritmo mais rápido desde julho de 2023. Mas o aumento marginal no emprego registrado em novembro foi revertido em dezembro, com as empresas cortando o quadro de funcionários pela quarta vez em sete meses em meio a iniciativas de controle de custos e capacidade ociosa. Apesar do cenário fraco, os produtores de bens preveem um aumento na produção durante 2026 em comparação aos níveis atuais. O otimismo foi atribuído à expectativa de melhores condições de demanda, redução da taxa de juros, investimentos em tecnologia e maior foco em aprimorar a produtividade.

REUTERS

Dívida pública bruta do Brasil chega a 79% do PIB em novembro, em linha com o esperado

A dívida bruta do governo registrou nova alta em novembro, quando o setor público voltou a registrar déficit primário, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central.

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou novembro em 79,0%, contra 78,4% no mês anterior e em linha com o esperado por economistas. Já a dívida líquida do setor público foi a 65,2% do PIB, de 64,8% em outubro. No mês passado, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$14,420 bilhões, ligeiramente acima da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$14,0 bilhões. Em outubro, o setor público teve um superávit de R$32,392 bilhões. No acumulado em 12 meses, o déficit primário correspondeu a 0,36% do PIB. Considerando também as despesas com juros, o déficit nominal ficou em 8,13% do PIB.

REUTERS

Desemprego cai mais do que o esperado no Brasil em novembro e bate novo recorde, a 5,2%

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até novembro, menor nível da taxa histórica iniciada em 2012, com novos recordes na renda e no número de pessoas ocupadas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Economistas esperavam que a taxa ficaria em 5,4%, segundo a mediana das previsões em pesquisa da Reuters. Em um sinal da resiliência do mercado de trabalho mesmo em meio aos juros elevados, o desemprego recuou 0,4 ponto percentual frente ao trimestre móvel anterior (junho a agosto de 2025) e caiu 0,9 ponto sobre o mesmo período de 2024. O número de pessoas ocupadas — 103,2 milhões — foi recorde, enquanto a população em busca de emprego — 5,644 milhões — foi a menor da série. A queda do desemprego foi acompanhada de um aumento de 1,8% sobre o trimestre móvel anterior do rendimento real, que chegou ao valor recorde de R$3.574. O Banco Central tem mantido a taxa básica de juros Selic em 15% ao ano, maior nível em duas décadas, na tentativa de levar a inflação à meta contínua de 3%, sem indicar quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros.

REUTERS

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