Ano 1 | nº 41 | 16 de dezembro de 2025
NOTÍCIAS
Goiás proíbe venda de leite líquido feito a partir de leite em
pó importado
Medida reforça qualidade do leite consumido no estado e protege o produtor goiano, além de beneficiar a economia estadual
O governador Ronaldo Caiado sancionou a Lei nº 23.928/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado para comercialização como leite fluido em Goiás. A nova legislação atende a uma reivindicação da cadeia produtiva, diante do avanço das importações, especialmente de países do Mercosul que vêm pressionando a competitividade do produtor local e levantando alertas sobre a origem e a qualidade do produto ofertado ao consumidor.
“Essa é uma iniciativa determinante para a manutenção dos empregos na cadeia produtiva do leite, para a proteção dos pequenos produtores e, principalmente, para a população: que terá sempre um produto de alto valor nutricional, com padrão de qualidade e brasileiro em sua casa”, destacou o governador Ronaldo Caiado, considerando que a reconstituição de leite em pó para leite fluido é o processo de adicionar água ao leite em pó para obter um produto líquido destinado à comercialização. A proibição vale para indústrias, laticínios e qualquer pessoa jurídica estabelecida no Estado. O objetivo da nova legislação é garantir transparência, qualidade e respeito ao produto goiano. As empresas que descumprirem a norma estarão sujeitas a multas, apreensão do produto e até suspensão do registro sanitário. “Essa lei é mais um passo na defesa da nossa agropecuária, do nosso emprego no campo e da qualidade do alimento que chega à mesa do nosso povo”’, acrescentou o chefe do Executivo goiano. Proposto pelo deputado estadual Amauri Ribeiro, o projeto é uma resposta direta às demandas do setor. “Essa lei assegura maior controle sanitário e evita que pequenos produtores abandonem a cadeia láctea”, afirmou o parlamentar. A ausência de regras específicas para o uso de leite em pó importado levou, em 2024, à entrada de 649 toneladas do produto em Goiás, equivalente a 0,35% do volume adquirido pelo Brasil, sendo na sua totalidade de países do Mercosul. Esse movimento representou US$ 1,99 milhão que deixaram de circular na economia goiana e que poderiam ter sido direcionados aos produtores de leite e ao comércio do estado.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
Gadolando celebra prêmio Destaque Holandês e cobra medidas efetivas de apoio à cadeia leiteira
Presidente da entidade, Marcos Tang, defende regulamentação para importações de lácteos, campanha para aumentar consumo do leite e incentivo para exportações
Em meio a presença de produtores, cooperativas, entidades financeiras parceiras e autoridades, a Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) promoveu no sábado, 13 de dezembro, a cerimônia de entrega do Prêmio Destaques Holandês 2025. O evento ocorreu no Pavilhão do Gado Leiteiro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A iniciativa premia criadores que se destacaram em 2025 ajudando na atividade leiteira. Foram agraciados criadores, entidades parceiras, cooperativas, poder público e imprensa que apoiaram a atividade. O presidente da Gadolando, Marcos Tang, e que também preside a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), saudou os presentes, agradeceu a presença de produtores e parceiros, mas cobrou soluções efetivas por parte dos governantes para aliviar a pressão sobre a cadeia leiteira. Segundo Tang, embora a Gadolando esteja empenhada em apoiar os produtores, há limites para a atuação da entidade diante de um cenário adverso. “A crise do leite é global, mas no Rio Grande do Sul ela se agrava em função dos problemas climáticos”, destacou. O dirigente observou ainda que, para aqueles que permanecem na atividade, o momento pode ser oportuno para investir na compra de vacas e na melhoria genética dos rebanhos. Tang também fez críticas à condução política do setor, afirmando que muitos agentes com poder de decisão deixam de agir e que, em alguns casos, os produtores acabam sendo manipulados. Ele ressaltou que parte das críticas dirigidas à indústria leiteira ignora a realidade dos custos de produção. “Metade dos que criticam não conhece o que custa produzir leite”, afirmou. Entre as propostas apresentadas, Tang defendeu medidas mais firmes em relação às importações. A Gadolando, segundo ele, apoia a regulamentação e, por um período, o bloqueio das importações de leite e derivados. O pedido de medidas antidumping já foi aceito, mas o presidente da Gadolando alertou que os resultados devem levar meses para se concretizar.
GADOLANDO
MEIO AMBIENTE
Plano Clima prevê emissões de 649 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2030
A versão original do texto foi alvo de críticas do setor agropecuário. Lideranças e entidades do agro questionavam o peso atribuído ao campo nas emissões de gases de efeito estufa
O Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) aprovou, na manhã da segunda-feira (15/12), o Plano Clima, com ações e metas para o país alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050. A informação foi confirmada pela assessoria do Ministério do Meio Ambiente. A versão original do Plano Clima foi alvo de críticas do setor agropecuário. Lideranças e entidades questionavam, principalmente, o peso atribuído ao campo nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e sua responsabilidade nas ações de mitigação dos efeitos nocivos das mudanças climáticas. O setor agropecuário ainda não teve acesso à versão final do texto final do Plano. A resolução que aprova o Plano Clima, apreciada na reunião do CIM, deve ser publicada no DIário Oficial da União nesta terça-feira (16/12). No fim de semana, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo havia chegado a um “bom termo” sobre o Plano Clima, com atendimento das demandas do setor agropecuário. O Plano Clima prevê que o setor agropecuário poderá ter níveis de emissão de 649 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2030, 1% a mais que a base de emissões calculadas em 2022, de 643 milhões de toneladas de CO2 equivalente. O plano setorial de mitigação de agricultura e pecuária abrange as ações relacionadas ao fortalecimento e modernização das práticas agropecuárias, com ampliação da adoção de práticas sustentáveis do Plano ABC+, buscando aumentar a produtividade e a produção, com uso mais eficiente de recursos naturais e com menores emissões de GEE. A meta de 2035 para agricultura e pecuária varia de 599 a 653 milhões de CO2 equivalente, oscilando entre recuo de 7% ou aumento de 2% nas emissões entre 2022 e 2035, de acordo com apresentação feita pelo Ministério do Meio Ambiente na reunião do CIM, obtida pela reportagem. As metas nacionais são limitar as emissões líquidas nacionais de GEE a 1,2 Gt CO2e até 2030 e à banda entre 0,85 e 1,05 Gt CO2e até 2035. Em 2050, o objetivo é zerar emissões líquidas de gases de efeito estufa. O cálculo considera que os setores econômicos emitiram mais de 2 Gt de GEE em 2022. O Plano Clima
também contempla o plano setorial de “Mudanças do uso da terra em Áreas Rurais Privadas” e o de “Mudanças do uso da terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos”, ambos incluem ações e emissões que conversam com a agropecuária. No caso do plano de “Mudanças do uso da terra em Áreas Rurais Privadas”, o Plano Clima considera que houve emissões de 352 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2022 e colocou como meta redução de 70% no número, para 106 milhões de toneladas até 2030. O documento contempla a redução das emissões por supressões de vegetação nativa em imóveis rurais (desmatamento) e aumento das remoções por recuperação de vegetação nativa, além de outras mudanças de uso da terra em áreas privadas, como incentivo ao plantio de florestas, recuperação e conversão de áreas degradadas e manejo conservacionista do solo e ampliação de sistemas produtivos integrados e agroecológicos. Para 2035, a meta é apresentar mais remoções que emissões, com sequestro entre 30 e 34 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Já no plano de “Mudanças do uso da terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos”, o documento considera emissões de 448 milhões de toneladas de CO2 equivalente e coloca como meta atingir remoções de 181 milhões de toneladas de CO2 equivalente até 2030. Para 2035, a meta varia entre remoções de 248 milhões de toneladas e 250 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Esse plano de mudanças em áreas públicas e territórios coletivas considera as emissões e remoções de mudança do uso do solo (supressão, recuperação e manutenção da vegetação nativa) em Unidades de Conservação, Terras Indígenas, Territórios Quilombolas, Assentamentos Rurais, Áreas públicas não destinadas e áreas no chamado “vazio de Informação geográfica”. A estratégia nacional de mitigação inclui 10 diretrizes, 12 objetivos nacionais e diversas metas. São oito planos setoriais de mitigação, com 75 ações impactantes e 170 ações estruturantes, com resultados esperados e indicadores verificáveis.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Manteiga vira tendência nos EUA em um cenário de oferta elevada
De colaborações com marcas de moda a produtos virais nas redes sociais, a manteiga vive um novo momento. O fenômeno reflete tanto a dinâmica do mercado lácteo quanto a busca por pequenos luxos no cotidiano alimentar.
A marca americana de pipoca para micro-ondas Pop Secret apresentou sua Chef da Manteiga: Melissa Joan Hart, atriz, diretora e produtora conhecida por protagonizar séries icônicas dos anos 1990, como Clarissa Sabe Tudo e Sabrina, Aprendiz de Feiticeira. A campanha convida o público a ligar para uma linha direta e “confessar seus segredos”. Já a Land O’Lakes, grande cooperativa agrícola de Minnesota, no meio-oeste dos Estados Unidos, conhecida por seus produtos lácteos como manteiga e queijo, lançou um tênis na cor amarelo-manteiga em parceria com a marca de calçados Clove. No Oregon, a cooperativa de laticínios Tillamook, formada por agricultores familiares do condado de mesmo nome, firmou parceria com a fabricante japonesa de maionese Kewpie para criar a “Butternaise”, um híbrido de manteiga e maionese voltado aos fãs de queijo grelhado. O produto esgotou em menos de dez minutos. Em meados de novembro, a padaria franco-asiática Papa d’Amour, criada pelo chef Dominique Ansel em Nova York, viralizou com sorvetes soft serve mergulhados em manteiga francesa quente e finalizados com sal. A ideia foi rapidamente adotada pela rede regional de supermercados Stew Leonard’s, em Connecticut, que levou o produto para várias de suas lojas. As chamadas butter boards — versões de tábuas de manteiga inspiradas nas charcutarias “instagramáveis” — também retornaram, agora com menos foco em performance visual e mais em conforto e compartilhamento. Até mesmo velas comestíveis de manteiga, que tiveram seu momento no início da década, reforçam que o ingrediente segue despertando interesse não apenas como alimento, mas também como elemento estético. Ao olhar além das ações de marketing, porém, emerge um movimento mais profundo. A atual presença da manteiga na cultura de consumo reflete a convergência de dois fatores: um excedente de produção ao longo da cadeia de suprimentos e um desejo crescente por alimentos percebidos como simples, autênticos e emocionalmente reconfortantes. O ressurgimento da manteiga ocorre em um contexto de preços elevados dos alimentos, o que torna sua ascensão como ingrediente “em alta” aparentemente contraditória. Justamente aí reside a explicação. Mesmo com projeções indicando preços mais altos para 2025, os consumidores não deixaram de comprar manteiga, embora tenham ajustado o volume de consumo. Nesse cenário, a manteiga passa a representar uma indulgência acessível: um item capaz de transformar uma torrada simples ou um produto assado em casa em algo mais completo. Dados de mercado confirmam esse estímulo do consumidor, enquanto as condições do próprio setor também favorecem o movimento. Com a carne bovina em patamares elevados e os ovos enfrentando sucessivas crises, os preços da manteiga permanecem relativamente mais estáveis, apesar das pressões inflacionárias em outras áreas do supermercado. O apelo emocional é apenas parte da explicação. A outra está na dinâmica da economia agrícola. O consumo de leite fluido nos Estados Unidos vem caindo há décadas, o que levou a indústria a redirecionar sua estratégia. Produtores e processadores passaram a priorizar a produção de gordura láctea, principal matéria-prima de produtos com maior demanda, como queijo e manteiga. Segundo dados recentes do USDA Dairy Market News (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), esse movimento resultou em uma produção de leite relativamente estável, mas com níveis consistentemente elevados de gordura láctea, garantindo ampla disponibilidade de nata e creme em todo o país. Os processadores operam próximos da capacidade máxima, com oferta abundante de creme na maioria das regiões. Esse cenário sustentou uma produção constante de manteiga ao longo do ano.
FORBES/MILKPOINT.
ECONOMIA
Dólar fecha perto da estabilidade no Brasil em meio a fluxo de fim de ano
Após chegar a oscilar abaixo dos R$5,40 pela manhã, o dólar ganhou força e fechou a segunda-feira próximo da estabilidade ante o real, com profissionais do mercado citando o tradicional fluxo de saída de recursos do país no fim de ano para justificar o movimento.
A recuperação do dólar no Brasil esteve na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana cedeu ante a maior parte das divisas durante o dia. O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$5,4215. No ano, a moeda acumula baixa de 12,26%. Às 17h12, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,16% na B3, aos R$5,4380. O dia começou com o dólar em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda ante outras divisas no exterior, enquanto investidores também ponderavam dados de atividade divulgados pelo Banco Central. O BC informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) cedeu 0,2% em outubro ante setembro, na série com ajustes sazonais. O resultado do indicador, considerado um sinalizador para o Produto Interno Bruto (PIB) foi pior que a projeção mediana dos economistas ouvidos pela Reuters, de alta de 0,10%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 0,4%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 2,5%, conforme a série sem ajustes sazonais. O IBC-Br é mais um dos indicadores recentes que corroboram a percepção de que a economia brasileira está em desaceleração, um fator que vem sendo destacado por agentes que projetam corte da taxa básica Selic já na reunião de janeiro do BC. Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,3815 (-0,58%) às 10h03, em sintonia com o recuo visto também no exterior. A partir daí, no entanto, a moeda norte-americana passou a ganhar força, com alguns agentes aproveitando as cotações mais baixas para comprar divisas. Profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que o movimento esteve relacionado aos tradicionais envios de recursos ao exterior no fim de ano, por empresas e fundos. No exterior, um dos destaques era a queda firme do dólar ante o iene, com os agentes precificando uma elevação iminente de juros no Japão. O dólar também sustentou perdas ante uma cesta de moedas fortes durante a maior parte da sessão.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com Rede D’Or em destaque após dividendos
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, superando 163 mil pontos na máxima, com Rede D’Or entre os maiores ganhos após anúncio de dividendos, enquanto Braskem capitaneou as perdas tendo no radar acordo envolvendo a participação da Novonor.
Investidores também repercutiram dados mais fracos sobre a atividade econômica brasileira, enquanto seguem calibrando apostas para o começo de um aguardado ciclo de cortes de juros no país no próximo ano. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,24%, a 162.757,79 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 163.073,14 pontos na máxima e marcando 160.766,37 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$19,57 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Economistas reduzem previsão da inflação neste ano e da Selic em 2026
Boletim Focus mostra queda no IPCA para 4,36% em 2025 e na Selic para 12,13% no próximo ano. Analistas ainda reduziram a expectativa para o PIB de 2027
Os economistas voltaram a reduzir a previsão para a inflação neste ano e da taxa de juros para 2026. O boletim Focus divulgado na segunda-feira (15) aponta que os analistas esperam que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) feche o ano a 4,36%, uma diminuição de 0,04 ponto percentual em relação à semana anterior. Com isso, a previsão segue dentro do limite da meta de 3%, estipulada pelo Banco Central, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ela se distanciou do teto da meta, mas ainda está longe do centro como almeja o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Os analistas ouvidos pelo BC ainda diminuíram a expectativa para o próximo ano, que foi de 4,16% para 4,10%. Já a perspectiva para 2027 e 2028 permaneceram em 3,8% e 3,5%, respectivamente. Outra mudança no boletim Focus foi a queda na previsão para a Selic de 2026, que estava em 12,25% e foi para 12,13%. Na última quarta-feira (10), o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC manteve a taxa de juros em 15% e não sinalizou um corte em janeiro, quando ocorrerá a próxima reunião. Já as expectativas da Selic seguem em 10,5% e 9,5% para 2027 e 2028, respectivamente. Os analistas ainda reduziram a previsão do PIB (Produto Interno Bruto) de 2027, que foi de 1,84% para 1,83%. Para este ano, o crescimento econômico permaneceu em 2,25%.
FOLHA DE SÃO PAULO
IGP-10 sobe 0,04% em dezembro e termina ano com deflação acumulada, diz FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou avanço de 0,04% em dezembro, depois de ter subido 0,18% no mês anterior, e encerrou o ano com deflação no acumulado em 12 meses.
Os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que o índice teve queda de 0,76% nos 12 meses até dezembro, depois de ter subido 6,61% em 2024. Em 2023 o IGP-10 também terminou com deflação, de 3,56%. A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de avanço de 0,05%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve em dezembro queda de 0,03%, depois de alta de 0,15% no mês anterior, terminando o ano com deflação acumulada de 2,87%, influenciados por produtos agropecuários e industriais. “O resultado reflete boas safras e a sensibilidade às commodities internacionais, que reduziram preços de alimentos e repercutiram nos processados, levando a indústria de transformação a variar 0,7%, bem abaixo dos 5,28% de 2024”, destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,21% no mês, repetindo a taxa de novembro e acumulando no ano avanço de 4,01%.
“Habitação teve maior peso, puxada pela volatilidade das tarifas de energia elétrica residencial; sem a desaceleração de alimentos e transportes no segundo semestre, o IPC poderia ter superado 2024”, completou Dias. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez subiu 0,22% em dezembro, depois de uma alta de 0,30% em novembro. Em 12 meses, o índice avançou 6,18%. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
REUTERS
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