Informativo Sindileite 36 09.12.2025

Ano 1 | nº 36 | 09 de dezembro de 2025

NOTÍCIAS

Genética e rentabilidade serão focos do Encontro da Raça Jersey

Evento será realizado em Castro (PR), nos dias 13 e 14 de dezembro. Gado Jersey é considerado uma das raças leiteiras mais eficientes e produtivas

O melhoramento genético aliado à tecnologia e rentabilidade na fazenda estará em pauta durante o 1º Encontro Nacional da Raça Jersey. O evento será realizado nos dias 13 e 14 de dezembro, em Castro (PR), a capital nacional do leite. Promovido pela Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil, o encontro deve reunir produtores, técnicos, pesquisadores e entusiastas da pecuária leiteira. “O evento é pioneiro e marca um divisor de águas para o setor. Pela primeira vez, estaremos reunidos em um só espaço para discutir, de maneira prática e estratégica, o futuro genético da raça Jersey no Brasil”, resume Verônika Slota, superintendente técnica suplente da associação e responsável pelo Programa de Melhoramento Genético da Raça Jersey. Verônika destaca que a Jersey é considerada uma das raças leiteiras mais eficientes e produtivas do país. “Nos últimos anos, evoluímos em informação, tecnologia e ciência aplicada. Agora é o momento de transformar conhecimento em direção”, avalia. O encontro, segundo ela, será uma oportunidade de alinhar ações, fortalecer os programas de melhoramento e definir os próximos passos de uma raça que é símbolo de eficiência e sustentabilidade na pecuária leiteira. Os organizadores destacam que a Jersey Brasil quer unir maturidade técnica e visão de futuro e que, por meio do Programa de Melhoramento, a meta é preparar os produtores para conectar genótipo, fenótipo e resultado econômico, com base em dados reais, genética comprovada e inovação. “O papel do programa de melhoramento é ser um elo entre a ciência e o produtor, entre a tecnologia e a rentabilidade na fazenda”, diz a superintendente. Entre os temas que serão abordados na programação do encontro estão o panorama atual da raça e as diretrizes para os próximos anos, com espaço para discussão sobre o cenário internacional; relevância das ferramentas de melhoramento genético na lucratividade e evolução dos animais da raça Jersey. Também haverá um painel sobre Diretrizes para a evolução tecnológica e científica da raça Jersey no Brasil, com participação de Marcos Vinícius Barbosa da Silva, pesquisador da Embrapa Gado de Leite. O programa traz ainda reunião de diretores regionais e coordenadores de colégios de jurados para discutir os princípios norteadores do crescimento tecnológico da raça Jersey no Brasil. Os debates resultarão na elaboração de um documento que definirá rumos estratégicos para a evolução genética e tecnológica da raça no país.

GLOBO RURAL

NACIONAL

Bônus na seca: MS estrutura incentivo financeiro para produtores de leite

Com pagamento adicional baseado em indicadores de produção e conformidade, o subprograma busca elevar padrões de manejo, qualidade e sustentabilidade.

Os produtores de leite de Mato Grosso do Sul receberão um novo incentivo financeiro em 2026. O Extra Leite pagará até 14% do valor do leite produzido nos períodos de seca. O subprograma do Proape-MS (Programa de Avanços na Pecuária de Mato Grosso do Sul) avaliará mensalmente a qualidade e o volume de leite produzido e bonificará todos aqueles que respeitaram os requisitos definidos. Na sexta-feira (5) representantes de laticínios, produtores e do governo do estado se reuniram na sede da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do estado de Mato Grosso do Sul) para debater como o programa será aplicado e quais os requisitos necessários para que o projeto entre em vigor. O Extra Leite foca na modernização da produção, garantia de renda e fomento da cadeia leiteira do estado, priorizando boas práticas e regularidade na oferta.

Em entrevista ao Portal Primeira Página, o presidente da Assuleite, Éder Souza, afirmou que o subprograma é importante para a cadeia como um todo e que deve ajudar nos custos de produção. O subprograma lançado neste ano pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e pela Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda) está em fase de homologação e testes. O incentivo avaliará diretrizes relacionadas à sustentabilidade, infraestrutura e produção, divididas entre requisitos obrigatórios e complementares. Caso um dos requisitos obrigatórios ou complementares não seja atingido, o produtor fica impedido de acessar o incentivo financeiro naquele período, podendo retornar no mês seguinte caso se readequar. Entre os critérios obrigatórios estão: Possuir CAR (Cadastro Ambiental Rural); Ter um profissional de assistência técnica que atenda ao estabelecimento; Produzir, no mínimo, 100 (cem) litros de leite/dia, apurados pela média mensal; Produzir leite em conformidade com normas do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento); Fornecer, diretamente ou por intermédio de associações ou cooperativas, a produção própria de leite às indústrias de laticínio; Estar em situação regular quanto às suas obrigações fiscais, tributárias, trabalhistas, sanitárias e ambientais. Já com relação aos requisitos complementares, estão a qualidade do leite, com base nos padrões de gordura, proteína, CBT (Contagem bacteriana) e CCS (Contagem de Células Somáticas), e ações sustentáveis obrigatórias. O secretário executivo da câmara setorial do leite da Semadesc, Orlando Camy, explicou que o subprograma busca incentivar a melhoria produtiva, incentivando cada vez mais o produtor a ter bons resultados. Fica sob responsabilidade dos laticínios o cadastro dos produtores interessados no programa, tendo apenas ao fornecedor a necessidade de sinalizar seu interesse em participar do programa aos laticínios que distribuem seus produtos. As inscrições serão feitas por meio de uma plataforma virtual elaborada pela Sefaz, onde serão inseridos os índices de quantidade e qualidade padrão do leite padrão. Quanto maiores forem os resultados da análise, maior é a porcentagem de auxílio que o produtor receberá. Vale destacar que o incentivo é limitado a um cadastro por produtor de leite junto ao laticínio correspondente. O presidente da Silems (Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso do Sul), Abraão Giuseppe Beluzi, afirma que a iniciativa contribuirá para a atual crise observada no setor do leite em Mato Grosso do Sul. Um dos pontos levantados pelos representantes de laticínios foi a dificuldade de atualização dos dados, que até o momento serão feitos individualmente por mês para cada produtor, dificultando a atualização recorrente de todos os dados. Diante disso, durante a reunião foi solicitada uma integração entre a plataforma da Sefaz e os dados já enviados ao Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). A integração será avaliada e, se aprovada, homologada pela plataforma da secretária.

Portal Primeira Página

Tecnologia da Embrapa vai melhorar produção de leite da Índia

Memorando de cooperação será assinado com consórcio de empresas indianas e brasileiras.Acordo terá validade de dez anos

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai assinou na segunda-feira (8/12), um Memorando de Entendimento (MOU) de cooperação científica e tecnológica com um consórcio de cinco empresas privadas na área de pecuária leiteira. Três dessas companhias são indianas e duas são brasileiras. O acordo terá validade de dez anos e terá como objetivo principal a transferência, a adaptação e a validação de tecnologias genômicas da Embrapa para a pecuária leiteira dos produtores indianos, com foco nas raças zebuínas, originárias da região do país asiático. Pelo lado da Índia, participam a Leads Agri Genetics Private Limited (empresa focada em genética animal e tecnologias de laticínios, como seleção genômica e fertilização in vitro), a LeadsConnect Services Private Ltd (pioneira em Analytics com foco em AgriTech, agricultura inteligente para o clima e análise de dados) e a B.L. Kamdhenu Farms Limited (entidade dedicada a promover a pecuária leiteira na Índia e desenvolver um ecossistema sustentável para raças nativas). Pelo Brasil, assinam o acordo a Fazenda Floresta (especializada na produção de embriões in vitro e operações leiteiras de alto desempenho) e o DNAMARK (laboratório focado em melhoramento genético e genômica aplicada). Com o acordo, a Embrapa terá acesso a bancos de dados genômicos e fenotípicos indianos, o que pode ajudar a acelerar modelos de predição. Segundo a estatal, o memorando abre oportunidades para exportação de genética brasileira e amplia a variabilidade do Gir Leiteiro nacional. Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Marcos Vinícius Silva, a iniciativa inédita permitirá transferir, adaptar e validar o portfólio de tecnologias genômicas da Embrapa em um dos maiores mercados de laticínios do mundo, com foco inicial nas raças zebuínas. “A parceria oferece uma via de mão dupla. A Embrapa contribui com sua expertise em genômica, bioinformática, melhoramento genético e biotecnologias reprodutivas; em contrapartida, terá acesso aos bancos de dados genômicos e fenotípicos de raças indianas”, afirmou, em nota.

Segundo ele, esse acesso é vital para aprimorar os modelos de predição genômica da Embrapa e irá acelerar o ganho genético do rebanho indiano. Para a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a cooperação se dará em uma ampla frente científica. “Embora o foco inicial seja a pecuária, o escopo de cooperação definido é bastante amplo”, afirmou, na nota. Segundo o acordo, as instituições se comprometem a estabelecer projetos conjuntos em ciência e tecnologia nas áreas de recursos naturais e mudanças climáticas; biotecnologia, microbiomas, nanotecnologia e geotecnologia; bioeconomia e bioprodutos; tecnologia agroindustrial; automação e agricultura digital. A implementação do acordo será por meio de Projetos de Cooperação Científica (PCC) ou Projetos de Cooperação Técnica (PCT), que deverão detalhar recursos, responsabilidades e os direitos de propriedade intelectual (PI) sobre novos processos ou produtos obtidos. Com a assinatura do Memorando, as partes iniciam o processo de definição dos projetos específicos (PCCs e PCTs) que darão corpo e operacionalidade ao plano de colaboração. Entre as ações previstas no memorando de entendimento está o apoio técnico-científico ao laboratório de genômica e bioinformática na Índia.

GLOBO RURAL

GOVERNO

Ministério da Agricultura cria Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária

Proposta não será limitada a um nicho e vai abarcar cadeias produtivas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária (PNRV). A iniciativa foi publicada na segunda-feira, 8, por meio de uma portaria da pasta. Segundo o documento, a ideia é “promover e possibilitar a rastreabilidade voluntária das cadeias produtivas da agropecuária”. Conforme a pasta, o PNRV vai funcionar dentro do âmbito do Programa Agro Brasil + Sustentável, que entre outras funções permite que o produtor tenha acesso a crédito rural mais barato por práticas sustentáveis. O PNRV vai servir para “produtos ao longo da cadeia produtiva e logística” e terá abrangência para agentes que fazem parte dessas cadeias. A responsabilidade de implementar e operacionalizar o novo programa será da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Mapa, que poderá ser feita mediante parcerias ou acordos. Também está previsto um chamamento público para selecionar o operador que vai ser responsável por garantir os registros e acompanhamento das informações de acordo com o padrão do Sistema Nacional de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias (Brasil-ID/Rastro-ID). Os dados e informações deverão estar no Sistema Integrado de Rastreabilidade (SIR). A portaria traz ainda regras sobre a segurança e a capacidade de armazenamento desses dados. O Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária foi apresentado pelo Mapa na AgriZone, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30). A pasta tem ainda ao menos duas iniciativas de rastreabilidade com focos diferentes: o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), criado em 2024, e o Programa Nacional de Rastreabilidade de Produtos Agrotóxicos, anunciado com implementação adiada.

O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO

ECONOMIA

Dólar tem baixa leve com “risco Flávio Bolsonaro” segurando ajustes

Após a disparada da sessão anterior, o dólar chegou a oscilar abaixo dos R$5,40 nesta segunda-feira, mas o “risco Flávio Bolsonaro” reduziu o espaço para ajustes e fez a moeda norte-americana fechar com uma baixa leve.

O dólar à vista encerrou a sessão com leve queda de 0,23%, aos R$5,4220. No ano, a divisa acumula perdas de 12,25%. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,31% na B3, aos R$5,4505. Na sexta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 2,34%, aos R$5,4346, após a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu seu filho Flávio para ser candidato à Presidência. O avanço foi consequência da avaliação de que, se Flávio for de fato candidato, o favorito do mercado — o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — estará fora da disputa. Além disso, um cenário sem a candidatura de Tarcísio é visto como favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No domingo, porém, Flávio Bolsonaro disse que há uma possibilidade de não ir até o fim na disputa eleitoral, mas que sua desistência teria um preço. Especula-se que o preço poderia estar relacionado ao interesse da família de buscar a aprovação da anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “A candidatura do Flávio Bolsonaro adicionou muito ruído”, disse à tarde Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, em comentário escrito. “O mercado sentiu, e sentiu muito não porque esse movimento muda fundamentos econômicos, mas porque virou o pretexto perfeito para uma correção que já era esperada depois da sequência intensa de queda do dólar e alta da bolsa. Quando Flávio dá sinais de que pode desistir, o humor melhora”, acrescentou. No exterior, o dia foi de alta para o dólar ante a maior parte das demais divisas, com os investidores se posicionando antes da decisão sobre juros do Federal Reserve, na quarta-feira. No Brasil, a expectativa quase unânime é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha a taxa básica Selic em 15% ao ano na quarta-feira.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com ajustes; Petrobras ajuda

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, com as ações da Petrobras entre os principais suportes, em pregão de ajustes na bolsa paulista, após forte correção negativa na última sessão desencadeada por preocupações com o cenário eleitoral para 2026.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,39%, a 157.985,81 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 159.235,36 pontos na máxima e 157.369,36 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$24,7 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Mercado eleva projeção para Selic ao final de 2026 no Focus e vê manutenção da taxa em janeiro

Economistas consultados pelo Banco Central elevaram suas projeções para a taxa básica de juros ao final de 2026 e passaram a ver manutenção da taxa em janeiro, mostrou a edição mais recente do Boletim Focus na segunda-feira, que também apontou ajuste para baixo nas contas para a inflação oficial medida pelo IPCA para este ano e o próximo.

Os dados do BC mostram que o ajuste nas projeções para a Selic apontando a expectativa de um BC mais cauteloso em 2026 se deu principalmente na sexta-feira, quando os ativos brasileiros sofreram fortes perdas após a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria decidido apoiar a candidatura do seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Os agentes consultados pela autoridade monetária mantiveram as expectativas para a Selic ao final deste ano em 15,00%, antes do Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar nesta semana sua última decisão de política monetária em 2025 em meio a ampla expectativa de manutenção da taxa. Já para 2026, os agentes preveem agora uma Selic terminal de 12,25%, aumento ante os 12,00% calculados na semana anterior, mostrou o Focus. Para a reunião do Copom em janeiro, os agentes passaram a ver manutenção da Selic, ante corte de 0,25 ponto percentual previsto na semana passada. Para o IPCA, os economistas ouvidos pelo BC realizaram ajustes para baixo nos cálculos, estimando agora alta de 4,40% em 2025 e 4,16% em 2026, ante 4,43% e 4,17%, respectivamente. Ambos os números estão dentro da meta de inflação, que é de 3% ao ano com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No sentido oposto, houve alteração para cima nas estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto para este ano e o seguinte — 2,25% e 1,80%, respectivamente, ante 2,16% e 1,78% na semana anterior. O ajuste se deu a despeito de, na semana passada, dados do IBGE terem mostrado que o PIB cresceu menos do que o esperado no terceiro trimestre, com alta de 0,1% sobre o trimestre imediatamente anterior, ante expectativa dos economistas de expansão de 0,2%.

REUTERS

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 1,92bi na 1ª semana de dezembro

Valor é resultado de US$ 7,43 bilhões em exportações e US$ 5,51 bilhões em importações no período

A balança comercial registrou superávit de US$ 1,92 bilhão na primeira semana de dezembro, informou a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic). O valor é resultado de US$ 7,43 bilhões em exportações e US$ 5,51 bilhões em importações no período. No ano, a balança acumula superávit de US$ 59,76 bilhões. A média diária de exportações na primeira semana de dezembro avançou 25,4% sobre o mesmo mês do ano passado, para US$ 1,49 bilhão. A alta foi puxada pelas vendas da agropecuária (+58,9%), seguidas da indústria extrativa (+42,8%) e indústria de transformação (+11,3%). Já a média diária de importações subiu 14,3% na mesma base de comparação, para US$ 1,10 bilhão. O crescimento foi liderado pelas compras da indústria extrativa (33,3%) e acompanhado pela indústria de transformação (14,1%) e agropecuária (13,3%).

VALOR ECONÔMICO

Concessão de crédito rural e agroindustrial recua 16%

Segundo a Serasa Experian, recursos concedidos em financiamentos rurais e agroindustriais de janeiro a junho somaram R$ 83 bilhões

“Recuo na concessão no primeiro semestre de 2025 tem como um dos fatores o movimento de maior cautela no mercado”, afirmou Marcelo Pimenta. A concessão de crédito rural e agroindustrial nos primeiros seis meses do ano teve retração de 16% em relação ao mesmo período de 2024 e alcançou R$ 83 bilhões, de acordo com o Boletim Agro da Serasa Experian.

“O recuo na concessão no primeiro semestre de 2025 tem como um dos fatores o movimento de maior cautela no mercado”, afirmou Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian. “O setor convive com desafios como a elevação gradual da inadimplência, eventos climáticos e critérios mais rigorosos de conformidade socioambiental.” “Nesse contexto, dados e modelos preditivos ganham ainda mais relevância, apoiando as instituições financeiras na calibragem do apetite de risco e na manutenção de uma oferta de crédito”, acrescentou Pimenta. A Serasa mapeou 2,8 milhões de pessoas físicas que trabalham na atividade rural, que contrataram financiamento rural ou agroindustrial e que autorizam o uso de dados do Cadastro Positivo. Apenas no segundo trimestre, o volume de crédito concedido alcançou R$ 47,2 bilhões, uma queda de 9,8% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Nesse período, o valor médio concedido por CPF ficou em R$ 157,9 mil, uma queda de 22,1%. Por outro lado, a quantidade total de contratos teve um aumento de 11,4% na mesma base de comparação, para 343,6 mil segundo o levantamento. O maior volume de crédito agroindustrial concedido no trimestre foi para a região Sul, para onde foram destinados R$ 15 bilhões entre abril e junho. Já o Centro-Oeste foi a região em que houve o maior valor de crédito concedido por contrato (R$ 468 mil), a maior média de contratações feitas para cada pessoa física (1,37 contratos por CPF), e o maior tíquete médio por capita (R$ 639 mil por CPF) no trimestre. A região com a maior quantidade de CPFs com contratos foi o Nordeste, com 108 mil contratações.

GLOBO RURAL

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