Informativo Sindileite 34 05.12.2025

Ano 1 | nº 34 | 05 de dezembro de 2025

NOTÍCIAS

Preço do leite recua 5,74% em novembro no Paraná

Deral confirma queda no valor do leite em novembro

O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), apontou nova queda no preço pago ao produtor paranaense pelo litro de leite entregue às indústrias. Segundo o levantamento, houve recuo de 5,74% em novembro na comparação com o mês anterior. De acordo com os analistas do Deral, o produto acumula perda de 18% em 12 meses, conforme a pesquisa de preços ao produtor. O boletim também registrou aumento nas importações de leite em pó pelas indústrias paranaenses. Conforme dados do Agrostat, as compras externas cresceram 25% entre setembro e outubro, alcançando 250 toneladas, ao custo de US$ 891 mil. O documento destaca que, apesar de representar um volume considerado reduzido, a tendência é de queda nas importações a partir de novembro em função da Lei 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado no estado. Os números atualizados serão divulgados nas próximas semanas.

AGROLINK

Família do Paraná mostra resiliência e desenvolve produção leiteira

História de resiliência do produtor Alan Pinheiro, vencedor Orgulho da Terra 2025, que transformou 1 novilha em referência na pecuária leiteira.

A pecuária de leite está presente nos 399 municípios do Paraná, que é o segundo maior produtor de leite do Brasil. Foram 4,6 bilhões de litros produzidos em 2024, um crescimento de 1,7% em relação ao ano anterior. Embora o ano de 2025 tenha sido desafiador é inegável que o produtor paranaense é aguerrido, mesmo diante das dificuldades. Um exemplo de luta e sucesso é do Alan Pinheiro da Cruz, vencedor do Prêmio Orgulho da Terra 2025, na categoria Bovinocultura de Leite. Morador de Lupionópolis, no Norte do Paraná, e dono da Estância Nossa Senhora Aparecida, iniciou a atividade em 2016, com apenas uma novilha e uma produção diária de 15 litros. É uma história que mostra resiliência desde o começo, quando ele teve o fim frustrado de um arrendamento. Conseguiu comprar uma terra própria de 9 hectares, onde começou produzindo com a única vaca que lhe sobrou. Mas trabalhou duro e foi comprando mais animais. Neste meio de caminho, perdeu parte da casa num temporal e a mangueira dos animais. Mas novamente fez um esforço e reconstruiu tudo. Hoje, a família possui 33 cabeças com uma ordenha de 300 litros ao dia, uma casa de ordenha construída este ano, uma área de sombrite para conforto térmico dos animais e uma casa nova para a família, que está em fase final de obra. A família, composta pelo casal e três filho, batalham juntos e sonham com novos projetos. O filho de 22 anos especializou-se em inseminação artificial e cuida da reprodução e melhoramento genético do rebanho. O jovem de 17 anos, aluno premiado no município, também já atua com a mãe nas atividades. E o filho de 10 anos já observa tudo com curiosidade. A família planeja implantar a ordenha canalizada, que hoje é manual, e a construção de um barracão para os animais. Alan utiliza a cobertura de solo entre as safras de milho para silagem e faz o plantio direto, para alimentar o rebanho. Tanto esforço, estudo, investimento e trabalho tornaram a propriedade do Alan um modelo na região. A Estância recebe as reuniões técnicas e dias de campo realizadas pelo IDR-Paraná. Alan reconhece as dificuldades do setor leiteiro, mas destaca a importância do leite para a renda das pequenas propriedades. Ele avalia o prêmio como um incentivo à continuidade do trabalho no campo. 

PORTAL RIC.COM.BR

NACIONAL

Mercado lácteo goiano registra queda de 5,9% em novembro

Derivados do leite têm nova queda no mercado goiano

O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, divulgado na segunda-feira (1º) no site da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), apresentou novo recuo no índice geral da cesta de derivados lácteos. Segundo o informativo, elaborado após reunião da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, houve redução de 5,90% em relação ao mês anterior, mantendo a tendência de queda observada nos últimos meses. De acordo com o boletim, o comportamento dos preços foi homogêneo entre os produtos monitorados. O creme a granel registrou a menor variação negativa, com queda de 0,77%, enquanto o leite UHT integral apresentou a maior desvalorização do período, acumulando retração de -11,74%. Também recuaram o leite condensado, com -1,55%, o leite em pó integral, com -5,20%, e o queijo muçarela, com -5,65%. O informativo destaca que o índice geral reflete os pesos específicos de cada item na composição da cesta, que inclui leite UHT integral, leite em pó integral, queijo muçarela, leite condensado e creme a granel. A soma das variações resultou no recuo total de 5,90% registrado no mês.

AGROLINK

EMPRESAS

Sebrae/SC e Piracanjuba formalizam parceria para impulsionar cadeia do leite no Oeste Catarinense

Com o objetivo de elevar a competitividade da cadeia láctea em Santa Catarina, a diretoria do Sebrae/SC recebeu em sua sede administrativa, executivos do Grupo Piracanjuba para formalizar uma parceria estratégica.

O projeto integrado visa a melhoria da qualidade do leite por meio de consultorias técnicas e gerenciais voltadas aos produtores rurais da região Oeste do estado. Para selar o acordo, estavam presentes Edney Murillo Secco, diretor de Compra de Leite, e Athaide Newman Rodrigues da Silva, gerente de Qualidade de Leite Corporativo do Grupo Piracanjuba, que vieram de Goiás especialmente para a agenda com a diretoria do Sebrae/SC. A iniciativa piloto atenderá inicialmente 20 produtores rurais fornecedores da Piracanjuba. O escopo do trabalho inclui consultorias individuais em campo, diagnósticos produtivos, definição de estratégias de melhoria e acompanhamento técnico contínuo. O objetivo central é consolidar um ambiente produtivo mais competitivo e sustentável, fortalecendo as boas práticas agropecuárias. O projeto tem metas ambiciosas para o ciclo de execução, que segue até junho de 2026. A expectativa é alcançar um aumento médio de 16,5% na produtividade e um incremento estimado de 8% no faturamento das propriedades participantes. O investimento total na ação é de R$ 147,6 mil, divididos igualmente entre as duas instituições. “Essa união de esforços entre o Sebrae e uma gigante do setor como a Piracanjuba demonstra nosso compromisso em levar tecnologia de gestão e eficiência, garantindo que o pequeno produtor tenha mais rentabilidade e sustentabilidade no seu negócio”, destacou o diretor Técnico do Sebrae/SC, Fábio Búrigo Zanuzzi. O diretor da Piracanjuba, Edney Murillo Secco, explica que a empresa mantém uma relação direta com mais de 7 mil produtores de leite no país e está em constante preocupação com o campo e a sustentabilidade da operação. Ele reforça que não há distinção por volume ou tamanho e reconhece a necessidade de apoio aos pequenos produtores, o que ocorre pelo programa ProCampo Piracanjuba. Esta parceria marca a primeira iniciativa conjunta entre as duas entidades, mas já nasce com perspectivas de crescimento. Está em estudo para o próximo ano uma ampliação do escopo, visando atender um número maior de produtores e incluir ações de capacitação específicas. Um dos destaques do planejamento futuro é o desenvolvimento de um projeto voltado exclusivamente à liderança feminina no campo, fortalecendo o protagonismo das mulheres na cadeia produtiva do leite. A Piracanjuba possui 1.200 propriedades rurais em Santa Catarina como fornecedoras.

SEBRAE-SC/MILKPOINT

ECONOMIA

PIB do Brasil sobe 0,1% no terceiro trimestre de 2025, abaixo do esperado

A expectativa em pesquisa da Reuters era de crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior e de 1,7% sobre o mesmo período do ano anterior. O PIB acumulado em quatro trimestres cresceu 2,7% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 (3T25) ante o trimestre imediatamente anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número ficou levemente abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o PIB apresentou crescimento de 1,8%, contra expectativa de alta de 1,7% nessa base de comparação. Sobre o 3T25, embora a Agropecuária (0,4%) e a Indústria (0,8%) tenham mostrado variações positivas nessa comparação, o setor de Serviços, que tem maior peso na economia, ficou praticamente estável (0,1%). Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre chegou a R$ 3,2 trilhões. O Valor Adicionado dos três grandes segmentos da economia foi de R$ 176,2 bilhões para a Agropecuária, R$ 682,2 bilhões para a Indústria e R$ 1,9 trilhão para os Serviços. A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2025 foi de 17,3%, o que representa uma ligeira redução em relação ao mesmo período de 2024 (17,4%). Já a taxa de poupança foi de 14,5%, igualando a taxa (14,5%) do mesmo período de 2024. Frente ao trimestre imediatamente anterior, três atividades de Serviços mostraram as maiores taxas de crescimento: Transporte, armazenagem e correio (2,7%) Informação e comunicação (1,5%) e Atividades imobiliárias (0,8%). No entanto, o Comércio (0,4%) Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) e Outras atividades de serviços (0,2%) tiveram variações inferiores a 0,5%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados recuaram (-1,0%). O resultado foi a estabilidade do setor de Serviços na comparação com o trimestre anterior. Para Claudia Dionísio, analista das Contas Trimestrais do IBGE, “o grande escoamento de produção de commodities, decorrente do bom desempenho da Extrativa Mineral e da Agropecuária, contribuiu positivamente para a atividade de Transporte, armazenagem e correio”. Na Indústria, houve alta nas Indústrias de Extrativas (1,7%), na Construção (1,3%) e nas Indústrias de Transformação (0,3%), e queda em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%). Pelo lado das despesas, o Consumo das Famílias (0,1%) ficou praticamente estável e o Consumo do Governo cresceu 1,3%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8% no terceiro trimestre de 2025. Grande parte desse avanço se deve à Agropecuária, que cresceu 10,1% em relação a igual período de 2024, puxada por aumentos acima de 10% na produção de três culturas com safras significativas no terceiro trimestre: milho (23,5%), laranja (13,5%) e algodão (10,6%). Em contrapartida, a produção de cana de açúcar (-1,0%) recuou. Na mesma comparação, a Indústria cresceu 1,7%, puxada pela alta de 11,9% nas Indústrias extrativas, com a maior extração de petróleo e gás. A Construção também cresceu (2,0%). Por outro lado, houve quedas nas Indústrias de transformação (-0,6%) e em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%). O setor de Serviços (1,3%) avançou frente ao mesmo período de 2024. Os principais resultados positivos vieram de Informação e comunicação (5,3%), Transporte, armazenagem e correio (4,2%) e Atividades imobiliárias (2,0%). Segundo a analista do IBGE, “as atividades de Agropecuária e Extrativa Mineral, com menor sensibilidade à política monetária contracionista, foram as que tiveram as maiores altas, tanto na comparação interanual quanto no acumulado no ano”. Na ótica da demanda interna, o Consumo das Famílias teve sua 18ª variação positiva (0,4%) seguida, enquanto o Consumo do Governo cresceu 1,8%. Claudia lembrou que a variação de 0,4% do Consumo das Famílias foi a menor desde o primeiro trimestre de 2021, ainda durante a pandemia de Covid-19”.  Já a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 2,3% no terceiro trimestre de 2025, com as altas na Construção, na importação de bens de capital e no desenvolvimento de software, apesar da queda na produção de bens de capital. O PIB acumulado em quatro trimestres cresceu 2,7% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Nessa comparação, as três atividades mostraram avanços: Agropecuária (9,6%), Indústria (1,8%) e Serviços (2,2%). Entre as atividades industriais, Indústrias extrativas (4,5%), Construção (2,5%) e Indústrias de transformação (1,6%) cresceram. Por outro lado, houve queda em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-2,2%). Nos Serviços, houve altas em Informação e comunicação (6,2%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,7%), Transporte, armazenagem e correio (2,7%), Outras atividades de serviços (2,6%), Comércio (2,2%), Atividades imobiliárias (2,0%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade (0,7%). Pela ótica da despesa, houve altas no Consumo das Famílias (2,1%), no Consumo do Governo (1,2%) e na Formação Bruta de Capital Fixo (6,0%).

Agência de notícias do IBGE

IBGE revisa para baixo crescimento do PIB do Brasil no 2º tri

O IBGE revisou para baixo os dados sobre o crescimento da economia brasileira no segundo trimestre.

De acordo com números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% no segundo trimestre ante os três meses anteriores, contra 0,4% informado antes. Por outro lado, houve revisão para cima nos dados do primeiro trimestre, a uma expansão de 1,5% de 1,3% informada antes. O PIB brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre, abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 0,2%

Reuters

Dólar à vista fecha estável contra o real com exterior misto

O dólar fechou próximo da estabilidade na quinta-feira, apagando parte do recuo mais acentuado registrado pela manhã, em linha com os movimentos observados no exterior, onde a moeda norte-americana mostrou desempenho misto entre as divisas globais.

O dólar à vista fechou em queda de 0,06%, aos R$5,3103 na venda. Às 17h31, o contrato de dólar futuro para janeiro de 2026 — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,01% na B3, aos R$5,3415. O desempenho mais tímido da moeda dos Estados Unidos ocorre na esteira da publicação de dados de atividade econômica e do mercado de trabalho do país, com alguns indicadores reforçando as perspectivas de corte nos juros pelo Federal Reserve. A ferramenta FedWatch, do CME Group, mostra que o mercado precifica atualmente uma chance de 87% de que o Fed corte as taxas em 25 pontos-base na próxima semana. Às 17h31, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,12%, a 99,018. O exterior deu espaço para divisas emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano, ganharem terreno, assim como o real, com o dólar no Brasil operando boa parte da manhã abaixo dos R$5,30. Contudo, ajustes técnicos fizeram a moeda brasileira reverter o movimento durante a tarde. “O real tem tido uma performance em linha com os pares nos últimos meses”, disse Eduardo Aun, gestor de fundos multimercados da AZ Quest. Segundo ele, a tendência de valorização do real deve continuar até o fim do ano. “Os dados do payroll podem dar uma direção melhor sobre o futuro da política monetária americana e mexer nas moedas na segunda quinzena do mês, inclusive no real”, completou. No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% no terceiro trimestre na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O resultado ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,2% no período de julho a setembro. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o indicador apresentou crescimento de 1,8%, contra expectativa de alta de 1,7% nessa base de comparação. Os números desta quinta-feira comprovaram a percepção de esfriamento da economia ao longo do ano. No primeiro trimestre, o PIB expandiu 1,5% e, no segundo, 0,3%, em dados revisados pelo IBGE, de 1,3% e 0,4% respectivamente.

REUTERS

Ibovespa renova recorde acima de 164 mil pontos com perspectivas sobre corte de juros

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, renovando máximas históricas, acima dos 164 mil pontos, em meio ao aumento de apostas de queda da Selic no começo em 2026, em um cenário que também contempla expectativas de continuidade do alívio monetário nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,67%, a 164.455,61 pontos, novo recorde de fechamento. No melhor momento do dia, chegou a 164.550,77, novo topo intradia. Na mínima, marcou 161.759,12 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$31,1 bilhões. A bolsa paulista abriu com a notícia de que o PIB brasileiro cresceu 0,1% entre julho e setembro na comparação com os três meses imediatamente anteriores, o resultado mais fraco desde a retração de 0,1% vista nos três últimos meses de 2024. Economistas previam alta de 0,2%, conforme pesquisa da Reuters. Na visão da economista-chefe da InvestSmart XP, Mônica Araújo, os números mostram que a política monetária restritiva está impactando o crescimento doméstico, mesmo que de forma mais lenta que o Banco Central esperava. “Importante destacar que esse dado em conjunto com outros que mostram alguma desaceleração de demanda doméstica configuram um cenário estrutural que pode permitir que a partir de março de 2026 seja possível iniciar o processo de flexibilização da taxa Selic pelo comitê de política monetária”, afirmou. Na curva de juros, contudo, as apostas embutiam uma possibilidade de mais de 80% de o BC reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual em janeiro. No final da quarta-feira, era 78%. A pesquisa Focus vem mostrando há semanas previsão de Selic a 14,75% em janeiro ante os 15% ao ano atuais. As expectativas envolvendo a Selic somam-se a outros componentes que vêm sustentando o fôlego na bolsa paulista e renovando marcas recordes do Ibovespa, com destaque para a perspectiva de que o Federal Reserve continuará reduzindo os juros na maior economia do mundo. No fim da tarde, de acordo com a ferramenta FedWatch, da CME, operadores precificavam 87% de chance de corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Fed na semana que vem, contra 13% de chances de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00%. Estrategistas também têm citado uma realocação global de ativos, que se traduz na bolsa paulista em saldo de capital externo positivo em cerca de R$27,7 bilhões no ano. Nos dois primeiros pregões de dezembro, houve entrada líquida de R$311 milhões, após saldo positivo de mais de R$2 bilhões em novembro. De olho na reforma do Imposto de Renda que entra em vigor no próximo ano, empresas também têm antecipado anúncio sobre pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio, em mais um suporte para o “rali” de final de ano na bolsa paulista. Em quatro pregões, o Ibovespa já sobe mais de 3% em dezembro. De acordo com o especialista em renda variável da Manchester Investimentos Rubens Cittadin Neto, a bolsa segue embalada pelas apostas de queda de juros nos EUA, enquanto, no Brasil, ganha força a previsão para janeiro. E, acrescentou, ainda há empresas pagando dividendos maiores para fugir da tributação.

REUTERS

No acumulado até o terceiro trimestre, agro puxa crescimento da economia com alta de 11,6%

Resultado é puxado por milho, laranja, algodão e trigo. No comparativo do mesmo trimestre do ano anterior, aumento é de 10,1%

A agropecuária brasileira segue se destacando na economia nacional. No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,4% em relação ao mesmo período de 2024. Nesse resultado, o maior destaque foi o desempenho da agropecuária, com crescimento expressivo de 11,6%. A Indústria avançou 1,7% e o setor de Serviços registrou alta de 1,8%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na quinta-feira (4). No terceiro trimestre de 2025, o PIB variou 0,1% frente ao trimestre anterior, considerando a série com ajuste sazonal. A agropecuária apresentou crescimento de 0,4%, a Indústria avançou 0,8% e os Serviços tiveram leve variação positiva de 0,1%, mantendo estabilidade no período. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o PIB cresceu 1,8% no terceiro trimestre de 2025. O aumento do Valor Adicionado a preços básicos foi de 1,9%, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios tiveram alta de 1,4%. A agropecuária registrou crescimento de 10,1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Além da contribuição positiva da pecuária, dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em novembro pelo IBGE, indicam aumento na produção e produtividade de culturas com forte peso na safra do período, como milho (23,5%), laranja (13,5%), algodão (10,6%) e trigo (4,5%). Em contrapartida, a cana-de-açúcar apresentou leve retração de 1,0%. Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os resultados refletem o fortalecimento da política agrícola e a ampliação das oportunidades para o setor. “O desempenho do agro mostra a força do produtor brasileiro, que segue inovando e ampliando a produção com sustentabilidade. Esse crescimento é resultado direto do acesso ao crédito e da abertura de mercados, que garantem mais competitividade ao nosso país”, destacou. O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados em setembro de 2025 cresceu 2,7% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O resultado foi impulsionado pelo avanço do Valor Adicionado a preços básicos, também de 2,7%, e pelos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios, que cresceram 2,9%. Nesse período, a agropecuária teve crescimento de 9,6%, a Indústria avançou 1,8% e os Serviços registraram alta de 2,2%. De acordo com a analista das Contas Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, o bom desempenho do setor produtivo também impactou positivamente outras atividades da economia. Segundo ela, “o grande escoamento de produção de commodities, decorrente do bom desempenho da Extrativa Mineral e da Agropecuária, contribuiu positivamente para a atividade de Transporte, armazenagem e correio”.

MAPA

Congresso aprova LDO de 2026 com meta de superávit de 0,25% do PIB e exceção para resultado de estatais

O Congresso Nacional aprovou na quinta-feira o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 mantendo a meta proposta pela equipe econômica de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para o governo central e com uma liberação acelerada de emendas parlamentares em ano eleitoral.

O texto, que segue para sanção presidencial, permite ao governo perseguir o piso da margem de tolerância do alvo fiscal e ainda cria uma exceção de R$10 bilhões à meta fiscal das empresas estatais, em meio à crise financeira dos Correios. Incluído no texto pouco antes do início da discussão na sessão do Congresso pelo relator, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), o adendo determina que não serão consideradas na meta despesas de empresas “que possuam plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado e vigente”, respeitando esse limite de valor. Maia ainda apresentou outro adendo para excluir a possibilidade de compensações entre os resultados fiscais do governo central e das estatais. O procedimento foi feito neste ano diante do prejuízo dos Correios, o que obrigou o governo a fazer um contingenciamento das despesas dos ministérios. Em entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a exclusão de R$10 bilhões da meta das estatais na LDO foi uma ação preventiva para permitir que o governo eventualmente faça o aporte nos Correios caso essa seja a decisão. A meta para as estatais em 2026, que foi estipulada em déficit de R$6,8 bilhões, já tinha exceções para despesas da Petrobras e da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), além de R$5 bilhões para o Novo PAC. Os R$10 bilhões serão adicionais às exclusões já previstas. O governo central terá uma meta de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Esse objetivo é separado do alvo a ser perseguido pelas estatais, mas o resultado do governo central pode ser afetado em casos de aportes ou compensações feitos pelo Tesouro Nacional às empresas públicas. O arcabouço fiscal estabelece que a meta tem uma margem de tolerância de 0,25% do PIB para mais ou para menos e é considerada cumprida se fechar o ano dentro dessa banda. O texto da LDO define expressamente que o governo poderá considerar o limite inferior da tolerância ao fazer suas avaliações fiscais periódicas e contenções de verbas de ministérios. O projeto aprovado prevê um déficit primário de R$16,9 bilhões no próximo ano. No entanto, R$55,1 bilhões em desembolsos com precatórios não serão computados na meta de superávit de R$34,3 bilhões após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o governo fecharia 2026 com um superávit de R$38,2 bilhões, com uma “sobra” de R$3,9 bilhões em relação ao centro do alvo. O texto ainda estabelece que 65% do total das emendas parlamentares de execução obrigatória seja pago até a conclusão do primeiro semestre de 2026, ano eleitoral. A LDO traz as bases para elaboração do Orçamento propriamente dito, incluindo a meta fiscal e previsões de receitas e despesas. A aprovação do texto é condição para que seja votada a Lei Orçamentária Anual (LOA).

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