Ano 1 | nº 39 | 12 de dezembro de 2025
NOTÍCIAS
Efetivo da Pesquisa Trimestral do Leite confirma crescimento de 10,2% frente a 2024
Os números divulgados pelo IBGE revelam um trimestre de forte expansão na captação de leite no Brasil.
De acordo com os dados efetivos da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE, divulgados hoje (10/12), a captação formal no Brasil totalizou 7,01 bilhões de litros no terceiro trimestre de 2025, um avanço de 10,2% em relação ao mesmo período de 2024. Na comparação com o trimestre anterior, houve também uma alta de 7,9%, movimento típico desta época do ano, marcada pela safra de leite na região Sul — principal região produtora, com picos entre agosto e setembro. Ao analisar por região, o Nordeste apresentou o maior crescimento na comparação com o mesmo período do ano passado, com alta de 20%. Ainda assim, o Sul permanece como líder nacional, responsável por 3,01 bilhões de litros, equivalente a 43% do total do trimestre.
Entre os estados, Minas Gerais continuou registrando a maior produção no período, com 1,67 bilhão de litros, crescimento de 4,8% frente ao ano anterior. Em seguida vem o Paraná, que avançou 10,5% na comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo a marca de 1,12 bilhões de litros de leite. O forte crescimento da captação no terceiro trimestre de 2025 pode ser explicado por uma rentabilidade ao produtor ainda satisfatória, causada pelos preços dos grãos menores do que ano passado e preços pagos ao produtor ainda em níveis aceitáveis, fatores que estimularam investimentos. Além disso, a menor intensidade da entressafra permitiu que a produção entrasse na safra em níveis mais elevados, impulsionando o segundo semestre em relação aos anos anteriores. Para o quarto trimestre, a expectativa é de continuidade no aumento da captação, que deve reforçar o avanço anual no somatório de 2025. No entanto, os preços dos derivados no atacado seguem pressionados pela elevada oferta, resultando em queda no preço pago ao produtor e em menor rentabilidade do produtor. Esse cenário pode levar a um ritmo de crescimento mais moderado em relação aos demais trimestres de 2025. Ainda assim, de forma geral, a projeção é de que o dado referente ao quarto trimestre mantenha a trajetória de expansão.
IBGE/MILKPOINT
NACIONAL
Minas Gerais lança guia prático para ajudar pequenos produtores a exportar queijo
Material reúne regras sanitárias, exigências de cada destino e análises de mercado para apoiar produtores na internacionalização.
O governo de Minas Gerais lançou, neste mês, um guia com orientações para produtores de queijo interessados em exportar. O material reúne regras sanitárias, exigências de cada destino e análises de mercado, com o objetivo de facilitar o acesso de pequenos e médios produtores ao comércio internacional. O “Guia Abrindo Fronteiras: Oportunidades de Exportação para o Queijo Mineiro” destaca regiões mais receptivas aos lácteos brasileiros. Segundo o governo estadual, a internacionalização do queijo mineiro avança de forma constante e encontra um “panorama promissor” em países com menos barreiras sanitárias e demanda crescente por produtos especiais, não apenas nas Américas, mas também no Oriente Médio, na Ásia e na África. O guia aponta que países do Mercosul, por exemplo, têm processos mais simples e tarifas reduzidas, o que favorece a entrada dos queijos brasileiros. No Chile, há reconhecimento das certificações sanitárias nacionais. Já o Peru exige registro prévio, mas oferece tarifas zeradas e um mercado em expansão. O documento também reúne procedimentos indispensáveis para exportar, como exigências sanitárias, certificações, prazos e documentação. A proposta é orientar produtores para evitar erros comuns e reduzir custos. Para pequenos laticínios, o guia funciona como um roteiro prático, detalhando cada etapa e indicando cuidados com logística, prazos e preferências de consumo de cada país. Em 2024, Minas Gerais foi o principal exportador brasileiro de queijos. As vendas somaram US$ 7,9 milhões e chegaram a dez países, entre eles Estados Unidos, Taiwan e Chile. Treze municípios participaram das exportações, com destaque para Pará de Minas, Arapuá, São Vicente de Minas, Moema e Vazante.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
ECONOMIA
Dólar cai para perto dos R$5,40 com correção refletindo decisões de juros
O dólar fechou a quinta-feira em queda firme contra o real, em um movimento de correção, enquanto os investidores digeriram as decisões de juros do Copom e do Federal Reserve e a moeda norte-americana perdia força no exterior.
O dólar à vista fechou em queda de 1,08%, aos R$5,4086 na venda. Às 17h18, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 1,27% na B3, aos R$5,4260. Na quarta-feira, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, como esperado, e não sinalizou quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros, reforçando que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta. “O Comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, apontou o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC no comunicado, adotando a palavra “adequada” no lugar de “suficiente”, usada em novembro.” Para a Wagner Investimentos, o comunicado do BC foi mais dovish do que o esperado. “No geral, entendemos a decisão como benigna para ativos de risco devido projeções e retorno da compra de ativos”, disse o relatório da casa, assinado por José Faria Júnior. Horas antes do anúncio do Copom, o Fed cortou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75%, em uma votação dividida, mas sinalizou que provavelmente fará uma pausa antes de outra redução. A decisão da autarquia norte-americana enfraqueceu o dólar, que perdeu terreno ao longo da sessão para a maioria das principais divisas globais, incluindo pares do real, o que favoreceu a moeda brasileira. Às 17h18, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,22%, a 98,364. “Corte de 0,25 p.p. [do Fed] e manutenção de 15% [do Copom] ao ano aqui favorece o carry trade. O investidor está fazendo a conta do diferencial de juros”, disse Fernando Bergallo, CEO da FB Capital.
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Ibovespa fecha com alta marginal sustentada por Vale após BC
O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira, assegurada pelo avanço da Vale, em meio ao forte recuo da Petrobras, um dia após o Banco Central manter a Selic em 15% ao ano, sem sinalizar o início de um ciclo de cortes de juros aguardado por investidores para 2026.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu apenas 0,07%, a 159.189,10 pontos, tendo chegado a 159.850,00 na máxima e 158.097,88 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$22,5 bilhões. Ao manter a Selic em uma máxima em quase 20 anos na véspera, o BC reforçou que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta, em um comunicado com poucas alterações, que incluíram projeções melhores para a inflação à frente. Para 2025, o BC mudou sua previsão para a inflação para 4,4% ante 4,6% em novembro, considerando o cenário de referência. Para o fechamento de 2026, a projeção caiu de 3,6% para 3,5%. Em relação ao segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, passou de 3,3% para 3,2%. Economistas do Itaú Unibanco reiteraram a previsão de um ciclo de afrouxamento de 2,25 pontos percentuais para 2026, com um primeiro corte em janeiro e a Selic encerrando o ano em 12,75%. Mas afirmaram que o comunicado foi mais duro do que esperavam e estabelece uma barra alta para um corte em janeiro. “Saberemos mais sobre a estratégia do Copom com a divulgação da ata na terça-feira, quando poderemos revisitar nossa projeção de curto prazo”, afirmou a equipe chefiada pelo ex-diretor do BC, Mario Mesquita, em relatório a clientes.
Na curva futura de juros, a taxa do DI para janeiro de 2027 encerrou perto da estabilidade, com os investidores pouco alterando as apostas para a Selic em janeiro do próximo ano, mas as taxas dos vencimentos longos cederam em paralelo ao recuo dos rendimentos dos Treasuries, favorecendo alguns papéis na bolsa. O analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, também não descarta fluxo de estrangeiros para o mercado acionário brasileiro, uma vez que o dólar também fechou em queda ante o real. Em dezembro até o dia 8, o saldo de capital externo na bolsa paulista está negativo em R$1 bilhão. Em Wall Street, S&P 500 e Dow Jones registraram recordes de fechamento na esteira de um tom considerado menos “hawkish” do Federal Reserve na véspera, enquanto o Nasdaq recuou com previsões da Oracle deixando investidores cautelosos com as apostas em inteligência artificial.
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Vendas no varejo do Brasil contrariam expectativas em outubro e têm maior alta em 7 meses
As vendas no varejo tiveram alta de 0,5% em outubro na comparação com o mês anterior, contra expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,1%.
Esse foi o resultado mais forte desde março, quando houve aumento de 0,7% nas vendas. Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda crescimento de 1,1% em relação ao mês do ano anterior, ante expectativa de recuo de 0,2%. A alta mensal “rompe com o padrão observado de variações pequenas ou negativas. Foi uma alta espalhada, pois o volume de vendas cresceu em sete dos oito setores investigados pela pesquisa”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE. Os varejistas brasileiros vêm enfrentando um cenário de política monetária restritiva, que restringe o crédito e o consumo, ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho segue forte com renda elevada. Diante disso, o setor vem apresentando resultados mensais mais próximos de zero ao longo do ano. O Banco Central decidiu na véspera manter a taxa Selic em 15% ao ano, como esperado, e não sinalizou quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros, reforçando que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta. “O resultado parece mais uma recomposição de perdas dos últimos meses do que uma mudança de tendência. Nos últimos sete meses, o setor varejista contraiu em cinco, sendo um dos setores mais afetados pelas condições monetárias adversas e menor confiança do consumidor”, avaliou André Valério, economista sênior do Inter. Mostraram resultados positivos em outubro Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,2%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%), Móveis e eletrodomésticos (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). O único resultado negativo foi de Tecidos, vestuário e calçados, com queda de 0,3% das vendas. “Essa queda se deu, principalmente, pela parte de vestuário, de produtos de moda e acessórios”, segundo Santos. No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 1,1% em relação a setembro.
As vendas de veículos e motos, partes e peças aumentaram 3,0% e as de material de construção tiveram expansão de 0,6% em outubro.
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Em novembro, IBGE prevê safra de 345,9 milhões de toneladas para 2025 e de 335,7 milhões de toneladas para 2026
Em novembro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 345,9 milhões de toneladas, 18,2% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com crescimento de 53,2 milhões de toneladas; e 0,1% acima da informada em outubro, com acréscimo de 313,7 mil toneladas.
A área a ser colhida é de 81,5 milhões de hectares, crescimento de 3,1% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,5 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (66 804 mil hectares) em relação a outubro. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,5% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 10,9% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 4,2% na do milho (declínio de 5,7% no milho 1ª safra e crescimento de 7,0% no milho 2ª safra); e de 16,0% na do sorgo; ocorrendo declínios de 7,0% na do feijão e de 18,6% na do trigo. Em relação à produção, houve acréscimos de 11,5% para o algodão herbáceo (em caroço); de 18,8% para o arroz em casca; de 14,5% para a soja; de 23,5% para o milho (crescimento de 12,4% para o milho 1ª safra e de 26,2% para o milho 2ª safra); de 35,4% para o sorgo; de 5,1% para o trigo; e para o feijão, ocorreu decréscimo de 3,0%. A safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), em 2025, deve somar 335,7 milhões de toneladas, declínio de 3,0% em relação a 2025 ou 10,2 milhões de toneladas. O declínio da produção em relação à safra 2025 deve-se à menor estimativa prevista, principalmente, para o milho (-6,8% ou -9,6 milhões de toneladas, sendo crescimento de 6,4% relativo à 1ª safra e declínio de 9,7% em relação à 2ª safra), para o sorgo (-14,6% ou -787,9 mil toneladas), para o arroz (-8,0% ou -1,0 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo – em caroço (-11,6% ou -1,1 milhão de toneladas), para o trigo (-4,0% ou -319,2 mil toneladas) e para o feijão 1ª safra (-3,5% ou -33,6 mil toneladas). Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,0 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 141,6 milhões de toneladas (25,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 115,9 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,6 milhões de toneladas; a do trigo em 7,9 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,9 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,4 milhões de toneladas. A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para todas as Regiões Geográficas: Centro-Oeste (23,6%), Sul (10,3%), Sudeste (19,5%), Nordeste (7,7%) e Norte (21,9%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Sul (0,3%), a Região Norte (0,4%) e a Sudeste (0,1%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,3%). Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,2%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,7% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,7%), Sul (25,0%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,0%) e Norte (6,4%).
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