Ano 1 | nº 46 | 06 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS
Leite Spot: valores da primeira quinzena de janeiro/26
Na primeira quinzena de janeiro, o preço médio nacional do leite spot foi de R$ 1,74 por litro, registrando uma estabilidade em relação à quinzena anterior, segundo dados do MilkPoint Mercado
O mercado spot manteve um quadro de estabilidade na primeira quinzena de janeiro. De acordo com os relatos da pesquisa do MilkPoint Mercado, a maior parte dos agentes conseguiu preservar não apenas os preços, mas também os volumes negociados em relação à quinzena anterior. Em alguns estados, como Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais, houve um sutil aumento na média dos valores negociados.
MILKPOINT
CEPEA: maior oferta mantém pressão no campo
Com aumento da captação e estoques elevados, mercado segue pressionando os preços pagos ao produtor.
O preço do leite ao produtor registrou nova queda na “Média Brasil”. Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o valor médio do leite captado em novembro foi de R$ 2,1122 por litro, recuo de 8,31% em relação a outubro/25 e de 23,3% frente a novembro/24, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de novembro/25). Com esse movimento, os preços acumulam retração real de 21,2% na parcial do ano. As sucessivas reduções refletem o maior nível de oferta no mercado. Em 2025, a oferta de lácteos apresentou crescimento significativo. O Cepea projetou que o ano seja encerrado com aumento médio de 7% na captação industrial, alcançando 27,14 bilhões de litros, volume recorde. A produção de leite cru foi impulsionada pelos investimentos realizados em 2024 e por condições climáticas mais favoráveis ao longo de 2025, que estimularam a produção no Sudeste e no Centro-Oeste e atenuaram a queda sazonal no Sul neste período. De outubro para novembro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) avançou 1,61% na Média Brasil, acumulando alta de 15,9% no ano. A oferta também segue sendo complementada pelas importações que, embora tenham recuado 14,8% em novembro, permanecem em níveis elevados. Na parcial do ano, ingressaram no país cerca de 2,05 bilhões de litros em equivalente leite (Eql), volume apenas 4,8% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, que foi marcado por recorde de importações. As exportações, por sua vez, apresentaram retração de 33% na comparação anual, somando 62,4 milhões de litros Eql no acumulado do ano. Segundo agentes de mercado, houve aumento dos estoques de lácteos tanto na indústria quanto nos canais de distribuição. Em um ambiente de mercado bem abastecido, as negociações de derivados têm ocorrido com maior pressão, o que impacta as margens dos laticínios. Esse movimento se reflete nos preços do leite cru, afetando a receita do produtor. Análises do MilkPoint Mercado mostram que, em dezembro, o Índice de Custos com a Produção de Leite (ICP) voltou a subir, pressionado principalmente pelo aumento dos custos com alimentação energética, combustíveis e defensivos agrícolas. Com o avanço do desenvolvimento das culturas de verão, a demanda por defensivos se manteve aquecida em um momento estratégico do calendário agrícola, sustentando os preços e reforçando o movimento de elevação dos custos de produção. O cenário aponta para uma redução da rentabilidade no campo e para maior cautela nos investimentos, o que tende a contribuir para uma desaceleração gradual da produção.
MILKPOINT/Cepea-Esalq/USP.
Após crescimento, setor de leite tende a colocar o pé no freio em 2026
Com uma queda acumulada de mais de 18% em 12 meses nos preços recebidos pela matéria-prima, pecuaristas devem segurar avanço na produção.
Após um ano de oscilações, com um primeiro semestre promissor seguido de uma queda de preços ao produtor nos últimos meses, o setor de leite vai iniciar 2026 com a perspectiva de maior estabilidade. Com uma retração acumulada de 18,1% nos preços em doze meses até outubro, analistas e fontes do setor avaliam que a produção de leite deve perder força num cenário de demanda firme. Isso levará a um novo ciclo de alta nos preços ao produtor — desta vez menos intenso. “O setor produtivo deve iniciar o ano num clima de mais cautela e margens mais limitadas. Os preços [ao produtor] estão nos valores mais baixos desde 2021, o que deve causar uma contenção nos investimentos”, afirma Natália Grigol, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo ela, a expectativa de crescimento do PIB por volta de 2% no próximo ano sugere um consumo interno mais moderado, enquanto o calendário eleitoral dá maior instabilidade ao cenário macroeconômico. Assim, a previsão do Cepea é que a captação industrial de leite no país cresça de 2% a 2,5% após ter aumentado quase 7% em 2025. Juliana Pila, analista da Scot Consultoria, observa que em 2025, os insumos estavam mais baratos, principalmente o milho, o que estimulou o investimento em nutrição do rebanho e levou ao aumento da produção de leite. Para 2026, ela afirma, o cenário é o oposto. O setor iniciará o ano amargando a queda de preços e, por isso, tirando o pé do acelerador. “Em 2025, o ano começou com uma remuneração bastante positiva ao produtor e 2026 começa com o produtor com as margens um pouco mais achatadas”. Na visão do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, a situação este ano é mais grave se considerados os investimentos feitos pelos produtores em 2024, quando o cenário era favorável. “A gente vê produtores, inclusive pessoas mais simples dizendo que estão vendendo o almoço para comprar o jantar. Aqueles que fizeram investimentos e financiamentos não estão conseguindo arcar com seus compromissos”, afirma. Apesar desse cenário, analistas evitam falar em crise no setor — que atualmente pleiteia medidas para conter as importações de lácteos e, assim, diminuir pressão da oferta sobre os preços. “Conceitualmente um setor em crise não cresce 7%. Temos problemas sérios de fluxo de informação ao longo da cadeia produtiva, mas acho que não é exatamente uma crise”, afirma Valter Galan, sócio da Milkpoint. Ele destaca que a falta de rentabilidade é um problema estrutural da cadeia, que de tempos em tempos passa por um processo de concentração. “Estamos num momento duro porque a gente está crescendo 7% na produção enquanto a demanda está crescendo 2%. Então a conta não fecha, está sobrando leite com uma demanda que não está respondendo à altura”, avalia Galan.
Enquanto aguarda uma medida antidumping em nível federal contra as importações de lácteos da Argentina e do Uruguai, o setor tem obtido respostas locais. Santa Catarina e Goiás, por exemplo, proibiram a reconstituição de leite em pó importado para comercialização como leite fluido. “Com certeza, restringir as importações ajuda um pouco, mas não vai resolver totalmente o problema. A gente tem uma produção que cresce bastante, e o desequilíbrio do lado da demanda traz um problema sério”, ressalta Galan. Embora as importações incomodem o setor, a maior produção interna já reduziu os volumes de lácteos adquiridos no exterior. A queda acumulada em doze meses até novembro é de 13,2%, segundo o Centro de Inteligência do Leite da Embrapa (CILeite). Apesar da desaceleração, Grigol, do Cepea, lembra que as importações já representam cerca de 10% da produção nacional, o dobro do que eram há três anos. Na avaliação do presidente da Abraleite, a queda nas importações também é pequena quando comparada ao crescimento acumulado nos últimos anos. “Ainda está muito longe de se resolver o problema. Precisava ter um uma queda drástica nas importações, de no mínimo 50%, e ainda assim o volume estaria muito acima da média histórica”, afirma.
Ciente das limitações das medidas antidumping para conter a sobreoferta de leite no mercado nacional, Borges afirma que a Abraleite também pediu ao governo federal medidas estruturantes para tornar o setor mais competitivo. “Temos o exemplo de várias cadeias grandes exportadoras, e o leite precisa entrar nesse grupo de cadeias autossuficientes, que produzem aquilo que o país precisa, mas que também exportam excedentes trazendo divisas para o Brasil”, completa.
BRASILAGRO
EMPRESAS
Gigante do Whey Protein investe R$ 1 bilhão em mega indústria no Paraná e impulsiona o mercado
Projeto privado da Sooro Renner Nutrição – gigante do Whey Protein – em Francisco Beltrão (PR) ocupa área de 203 mil m², deve processar até 5 milhões de litros de soro por dia e gerar cerca de 1.850 empregos diretos e indiretos a partir de 2026.
O setor lácteo brasileiro vive um momento de transformação estrutural, marcado por investimentos robustos em tecnologia, valor agregado e integração com o mercado internacional. Um dos exemplos mais emblemáticos desse movimento está em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, onde avança a construção de uma nova fábrica de Whey Protein da Sooro Renner Nutrição, considerada estratégica tanto pelo porte do investimento — próximo de R$ 1 bilhão — quanto pelo impacto econômico regional. Totalmente privado, o projeto consolida mais uma etapa do plano de expansão industrial da companhia e tem início de operação previsto para 2026, reforçando o Paraná como um dos polos mais dinâmicos da agroindústria brasileira. A nova unidade ocupará 203 mil metros quadrados de área total, dos quais cerca de 34 mil m² serão efetivamente construídos, abrigando linhas de produção, áreas técnicas, administrativas, além de espaços dedicados ao tratamento de efluentes e pavimentação interna, fundamentais para a operação contínua da planta. Quando estiver em pleno funcionamento, a fábrica terá capacidade para processar até 5 milhões de litros de soro de leite por dia, operando em regime contínuo, 24 horas, o que a coloca entre as maiores do segmento no país. Esse volume permite não apenas ampliar a escala produtiva, mas também elevar o padrão tecnológico do processamento lácteo nacional. Diferentemente de plantas voltadas a commodities de menor margem, a nova indústria foi projetada para produzir derivados de alto valor agregado, como whey protein, lactose e insumos destinados à fabricação de fórmulas infantis. Esses produtos atendem a uma demanda crescente dos mercados de nutrição esportiva, clínica e infantil, tanto no Brasil quanto no exterior. Parte relevante da produção deverá ser direcionada ao mercado internacional, ampliando a geração de divisas e posicionando o Paraná de forma ainda mais competitiva na cadeia global de ingredientes lácteos. Essa estratégia reduz a dependência de produtos de baixo valor e fortalece a indústria local com maior complexidade tecnológica. Um dos pontos centrais do empreendimento é o impacto direto no mercado de trabalho. A expectativa é de que a fábrica gere cerca de 1.850 empregos quando estiver plenamente operacional. Desse total, aproximadamente 250 vagas serão diretas, ligadas à operação industrial, manutenção, controle de qualidade, logística e áreas administrativas. As demais mais de 1.600 vagas devem surgir de forma indireta, espalhadas por setores como transporte, fornecimento de insumos, serviços terceirizados e comércio local. Esse efeito em cadeia tende a movimentar não apenas Francisco Beltrão, mas também municípios vizinhos, ampliando a renda regional e estimulando novos investimentos privados. Outro destaque do projeto é o uso intensivo de automação industrial, que eleva a produtividade e exige mão de obra mais qualificada, impulsionando programas contínuos de capacitação profissional. A planta contará ainda com subestação própria de energia e utilizará biomassa como fonte térmica, reduzindo impactos ambientais e aproveitando insumos disponíveis na própria região. O empreendimento também se beneficia de melhorias recentes na infraestrutura rodoviária do Sudoeste do Paraná, que reduzem custos logísticos, facilitam o escoamento da produção e aumentam a competitividade regional — fatores considerados decisivos para a atração de investimentos industriais de longo prazo. Com investimento bilionário, geração expressiva de empregos e foco em produtos de alto valor agregado, a nova fábrica de Whey Protein em Francisco Beltrão tende a se tornar um marco para a cadeia do leite paranaense. O projeto fortalece produtores locais, amplia a capacidade industrial do estado e reforça a imagem da região como destino atrativo para grandes empreendimentos agroindustriais. A expectativa agora se volta para o avanço das obras para o início das operações em 2026, quando os efeitos econômicos e sociais do investimento devem se tornar ainda mais visíveis, consolidando o Paraná como referência nacional no processamento moderno de derivados do leite.
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NACIONAL
Serra da Canastra cria marca coletiva ‘Território Canastra’ para valorizar a produção
Iniciativa pretende organizar diferentes cadeias produtivas e coibir o uso indevido do nome Canastra.
Conhecida mundialmente pelos queijos artesanais, a Serra da Canastra, em Minas Gerais, está avançando na criação de uma marca coletiva chamada “Território Canastra”. A proposta é proteger e valorizar os produtos, serviços e atrativos originários da região, além de coibir o uso indevido do nome “Canastra” por empresas que não fazem parte do território. A iniciativa também busca organizar e qualificar diferentes cadeias produtivas locais. Segundo João Carlos Leite, presidente do Sicoob Sarom e da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), conhecido como Joãozinho da Canastra, a ideia surgiu da necessidade de defender o nome da região, cada vez mais utilizado de forma inadequada. “Começaram a aparecer empresas usurpando a nossa marca Canastra”, afirma. A região já acumula experiências bem-sucedidas nesse caminho. Em 2012, a Aprocan conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) para o queijo Canastra, produzido há mais de 200 anos. Em 2023, foi a vez do café: a Associação dos Cafeicultores da Canastra (Acanastra) também obteve o registro de IG para o produto. Esses reconhecimentos ajudaram a destacar os produtos no mercado e a agregar valor, mas não impediram o uso do nome Canastra por iniciativas fora da região. Diante disso, produtores e entidades locais se uniram para criar uma marca coletiva que funcione como um “guarda-chuva”, protegendo não apenas os produtos, mas também serviços e atrativos turísticos. Leite cita exemplos que ilustram o problema: “Tem bicicleta Canastra, Nutella Canastra, empresa de tecnologia Canastra, batata chips no Paraguai com o nome Canastra, até empresa nos Estados Unidos usando esse nome”.
A expectativa é que a marca coletiva, Território Canastra, contribua para impulsionar o desenvolvimento econômico local, especialmente por meio do turismo. Além do queijo e do café, a proposta inclui a proteção de outras cadeias, como mel e própolis verde, charcutaria, cachaça, doces, azeite de abacate e azeite de oliva, já que há cultivo de oliveiras na região.
“Nós estamos organizando todas essas cadeias e o setor turístico para atrair milhões de turistas para a Canastra. Isso pode injetar bilhões na economia”, destaca Leite. O processo de criação da marca coletiva é de médio a longo prazo. Para embasar a iniciativa, representantes da região buscaram inspiração no Sul do Tirol (Alto Adige), na Itália, que possui uma marca coletiva consolidada. Em 2024, uma comitiva liderada pelo Sebrae Minas — formada por produtores rurais, lideranças locais e entidades representativas — visitou a região italiana para conhecer práticas de gestão e valorização territorial. Segundo Leite, o Sul do Tirol possui cerca de 1.500 quilômetros quadrados de área agrícola útil e recebeu 9 milhões de turistas em 2023, enquanto o Brasil recebeu 6 milhões no mesmo período. “O turismo lá foi fomentado pela marca coletiva. Se organizarmos todas as cadeias de produtos, bens e serviços dentro de uma associação, essa associação passa a vender a marca e os produtos para o mundo. É isso que estamos construindo na Canastra”, explica. Atualmente, a proposta está na fase de disseminação e busca de apoio governamental, considerado essencial para oficializar o território como um dos principais polos turísticos de Minas Gerais. A expectativa é realizar, no primeiro trimestre de 2026, um evento de lançamento do pré-projeto, com a presença do governador, prefeitos dos 11 municípios envolvidos, vereadores e entidades representativas.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
ECONOMIA
Dólar fecha sessão em baixa ante o real a despeito de ataque dos EUA à Venezuela
Após atingir o valor máximo da sessão pela manhã, na esteira do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no fim de semana, o dólar perdeu força ante o real e fechou a segunda-feira em baixa, refletindo maior acomodação das cotações apesar do cenário geopolítico conturbado no exterior.
A moeda norte-americana à vista fechou o dia em baixa de 0,35%, aos R$5,4051. Às 17h17, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,23% na B3, aos R$5,4430. Na madrugada de sábado, forças norte-americanas atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que foi levado aos EUA para julgamento. A ação, que teve larga repercussão internacional, lançou dúvidas sobre a dinâmica global de produção e venda de petróleo, já que o país sul-americano possui a maior reserva comprovada de óleo do mundo. Além disso, o ataque acendeu o alerta na América Latina como um todo, em meio às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de ações contra outros países, como a Colômbia e o México. No campo político, o ataque norte-americano foi interpretado como um possível fator de fortalecimento da direita na América do Sul, em um ano em que haverá eleições no Peru, na Colômbia e no Brasil. Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,4545 (+0,57%) às 10h33, em um momento em que a moeda norte-americana também sustentava ganhos ante outras divisas pares do real no exterior. Ao longo da sessão, porém, o dólar perdeu força ante o real e migrou para o território negativo. A queda do dólar ocorreu em paralelo ao fortalecimento do Ibovespa e à perda de força das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão que acabou sendo positiva para os ativos brasileiros. No exterior, o dia foi de alta firme para os índices de ações e para o petróleo. No mercado, uma das percepções era de que a mudança de governo na Venezuela pode impulsionar a produção de petróleo no país latino, o que no longo prazo teria como resultado uma pressão de baixa sobre os preços globais da commodity, com impactos sobre a inflação.
Porém, os efeitos do ataque norte-americano sobre os ativos na segunda-feira acabaram diluídos. “Os impactos no mercado brasileiro (foram) muito pequenos. Lá fora também. No curto prazo, o impacto é mínimo, tanto no Brasil quanto no mundo”, opinou Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta firme impulsionado por bancos
O Ibovespa fechou em alta firme na segunda-feira, impulsionado pelos ganhos em ações do setor financeiro e em linha com o clima de maior apetite ao risco no exterior, ao mesmo tempo em que investidores monitoram os desdobramentos do ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,94%, a 162.049,09 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 160.214,70 na mínima e 162.165,72 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da segunda-feira somava R$20,09 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Analistas fazem pequenos ajustes nas perspectivas para a inflação em 1º Focus do ano
Analistas consultados pelo Banco Central fizeram ligeiros ajustes em suas projeções para o IPCA na primeira pesquisa Focus do ano, divulgada na segunda-feira, vendo a inflação ligeiramente mais baixa em 2025 e mais alta em 2026.
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2025 caiu pela oitava vez seguida, a 4,31%, de 4,32%.
O IBGE divulgará na sexta-feira os dados do IPCA de dezembro e do ano passado. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2026, a projeção para a inflação aumentou em 0,01 ponto percentual, a 4,06%, enquanto para 2027 permaneceu em 3,80% pela nona vez seguida. Para o Produto Interno Bruto (PIB), permaneceram inalteradas as estimativas de crescimento de 2,26% e 1,80% respectivamente para 2025 e 2026. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros Selic deve ser mantida no nível atual de 15% na primeira reunião do ano, em 27 e 28 de janeiro. Ao final de 2026, a projeção é de que ela fique em 12,25%, sem alterações ante a semana anterior.
REUTERS
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