Ano 1 | nº 33 | 04 de dezembro de 2025
NOTÍCIAS
Leite Spot: valores da primeira quinzena de dezembro 2025
Valores do leite spot para a primeira quinzena de dezembro de 2025 segundo o levantamento do MilkPoint Mercado
Na primeira quinzena de dezembro, o preço médio nacional do leite spot foi de R$ 1,78 por litro, registrando uma redução de R$ 0,10 em relação à quinzena anterior, segundo dados do MilkPoint Mercado. A primeira quinzena de dezembro foi novamente caracterizada por um cenário de ampla disponibilidade de leite no mercado spot. Esse volume elevado de oferta, que já vinha sendo observado nos meses anteriores, manteve a pressão sobre as negociações entre laticínios e produtores. Como consequência, a maior parte das regiões registrou novos recuos nos preços praticados, refletindo a dificuldade de absorção desse excedente pela indústria.
MILKPOINT
Paraná de olho no leite e no queijo de Minas
Produção paranaense se notabiliza pela qualidade e, com aposta em capacitação e tecnificação, setor decolou nos últimos anos
O leite é um dos produtos mais versáteis do setor agropecuário. Existem incontáveis aplicações e receitas do leite e seus derivados na gastronomia, seja em pratos doces ou salgados. Isso sem falar no bom e velho copo de leite, indispensável no café da manhã da população. A versatilidade também se reflete na produção: a pecuária leiteira está presente nos 399 municípios do Paraná, em pequenas, médias e grandes propriedades. São mais de 4,4 bilhões de litros produzidos anualmente, que proporcionam um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 12,1 bilhões, o quarto no ranking de produtos agropecuários. Todo esse volume faz com que o Paraná se consolide como o segundo maior produtor de leite do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais. Além da quantidade, os produtores paranaenses têm se destacado, cada vez mais, pela qualidade. Ao longo das últimas décadas, o setor passou por profundas transformações tecnológicas e organizacionais, que se refletem nos níveis do leite produzido. Um dos principais indicadores desse avanço é o aumento da produtividade por vaca, que saltou mais de 50% em seis anos no Paraná: de 10,2 litros/animal por dia em 2017 para 15,3 litros em 2023. Essa evolução é resultado direto do investimento em genética, manejo adequado, alimentação de qualidade e assistência técnica especializada. Além disso, há inúmeros indicadores que apontam a melhoria da qualidade do leite produzido e processado no Paraná. Um dos exemplos dessa excelência é a bacia leiteira localizada entre Castro e Carambeí. Com propriedades mais tecnificadas, as médias de produção por vaca superam os 23 litros por dia – o triplo da média nacional. Isso faz com que Castro seja reconhecido como a Capital Nacional do Leite. Mas não é só. O Paraná tem importantes bacias leiteiras em todas as suas regiões. Uma das forças motrizes desse avanço é a capacitação constante, conduzida pelo Sistema FAEP, por meio de seus cursos. São inúmeros títulos disponibilizados, voltados a todos os elos da cadeia produtiva – de etapas dentro da porteira, que vão desde a pastagem e do manejo do gado, até o processo do leite. Um dos expoentes desse movimento de capacitação é o Centro de Treinamento Pecuário (CTP), localizado em Castro, que oferta cursos mais aprofundados e modernos.
Além disso, a qualificação do setor está prestes a ganhar um reforço sem precedente. O Paraná vai sediar o Centro de Excelência em Leite, que será construído em Castro, ofertando cursos técnicos e especializações voltados a essa cadeia produtiva A previsão é de que o espaço comece a funcionar em 2027, ampliando a formação de mão de obra especializada para o setor.
O resultado de tudo isso já se vê no mercado consumidor, com produtos que caíram no gosto das pessoas. Recentemente, por exemplo, a segunda edição do Prêmio Queijos do Paraná atestou a excelência dos derivados lácteos produzidos em nosso Estado. O concurso premiou 75 produtos, com medalhas de super ouro, ouro, prata e bronze. O futuro é promissor para a cadeia do leite no Paraná. A proposta é que os queijos paranaenses obtenham a mesma fama dos mineiros, pois a qualidade já é similar. Em alguns anos, o Paraná também pode ultrapassar Minas Gerais no ranking de produção de leite.
Sistema FAEP/CNA
NACIONAL
Em Juiz de Fora, primeira escola de laticínios do Brasil completa 90 anos e debate os queijos artesanais, diz Epamig
Pesquisador do Instituto Cândido Tostes falou também sobre o aproveitamento do soro do leite na produção de uma bebida fermentada e um fermentado acético com características de vinagre
Se você adora queijos, leites fermentados, sorvetes e outros derivadas de bebidas lácteas, com certeza, tem uma dívida de gratidão com os pesquisadores e professores do Instituto Cândido Tostes (Ilct), unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). O Ilct é a primeira escola de laticínios da América Latina, com sede em Juiz de Fora, e trabalha para melhorar as técnicas, os processos e a qualidade de tudo o que é feito com leite. Na Semana Comemorativa da data, o pesquisador e professor Junio de Paula, coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados da Epamig, ministrou a palestra “Queijos artesanais: qualidade, segurança e apoio ao produtor”, apresentando trabalhos sobre queijos artesanais e industriais com foco de pequenas queijarias a indústrias de grande porte. “Temos projetos em diferentes regiões produtoras, além de trabalhos sobre produção e qualidade do leite e de outros derivados como iogurtes, sorvetes e bebidas lácteas”. Junio também destacou os projetos com o leite humano, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); com leite de outras espécies, como caprinos e ovinos e; para o aproveitamento do soro do leite na produção de bebida fermentada e de um fermentado acético com características de vinagre; dentre outros. “Temos a maior equipe de pesquisadores em Leite e Derivados do Brasil e estamos vivenciando um momento histórico com melhoria da infraestrutura, fortalecimento da equipe e mais apoio financeiro”, afirmou. A diretora-presidente da Epamig, Nilda Soares, destacou os avanços na pesquisa desde a aprovação da Lei 24.821/2024, que garante que 8% dos recursos previstos na Constituição Estadual para pesquisas, via Fapemig, sejam destinados para a pesquisa agropecuária. No encerramento da solenidade, o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado, anunciou, para o fim de dezembro, o lançamento de novos editais para a difusão do conhecimento gerado pela Epamig, em cinco linhas tecnológicas, que atenderão a todas as unidades da Empresa. “O valor da ciência é formar pessoas. O agro mineiro forma muita gente e isso justifica a atenção do governo com a Epamig”, finalizou.
Epamig
Mercado lácteo goiano registra queda de 5,9% em novembro
Derivados do leite têm nova queda no mercado goiano
O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, divulgado na segunda-feira (1º) no site da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), apresentou novo recuo no índice geral da cesta de derivados lácteos. Segundo o informativo, elaborado após reunião da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, houve redução de 5,90% em relação ao mês anterior, mantendo a tendência de queda observada nos últimos meses.
De acordo com o boletim, o comportamento dos preços foi homogêneo entre os produtos monitorados. O creme a granel registrou a menor variação negativa, com queda de 0,77%, enquanto o leite UHT integral apresentou a maior desvalorização do período, acumulando retração de -11,74%. Também recuaram o leite condensado, com -1,55%, o leite em pó integral, com -5,20%, e o queijo muçarela, com -5,65%. O informativo destaca que o índice geral reflete os pesos específicos de cada item na composição da cesta, que inclui leite UHT integral, leite em pó integral, queijo muçarela, leite condensado e creme a granel. A soma das variações resultou no recuo total de 5,90% registrado no mês.
AGROLINK
INTERNACIONAL
GDT 393: preços seguem pressionados no mercado internacional de lácteos
O leilão GDT 393 reforçou um cenário global de preços pressionados, com novas quedas nos principais lácteos e demanda ainda fraca frente ao aumento da oferta. Embora alguns derivados tenham reagido, o movimento geral segue baixista, acompanhado por menor ritmo de compras.
No 393º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), realizado no dia 02 de dezembro, apresentou movimentos mistos entre os produtos. Ainda assim, o preço médio dos produtos negociados foi de USD 3.507 por tonelada, registrando uma queda de 4,3% no price index — chegando a oito quedas consecutivas e com o menor preço médio desde março de 2024.
O leite em pó integral (LPI) manteve a trajetória de baixa, com o preço médio recuando -2,4% — queda mais intensa que a observada no último leilão (-1,9%) — e atingindo USD 3.364 por tonelada. O leite em pó desnatado (LPD) também apresentou redução, desta vez mais acentuada que nos dois leilões anteriores (-0,6% e -1,6%), que haviam mostrado relativa estabilidade. A queda foi de -1,6%, levando o preço a USD 2.498 por tonelada. A maior alta deste leilão foi registrada no cheddar, que apresentou variação positiva de 7,2% após três leilões consecutivos de queda, alcançando USD 4.639 por tonelada. Em seguida, a lactose voltou a ser negociada depois de ficar fora dos leilões desde julho, com preço médio de USD 1.250 por tonelada. O leitelho também apresentou valorização, subindo 1,8% e sendo negociado a USD 2.903 por tonelada. Do lado das quedas, o destaque foi a manteiga, que recuou 12,4% e atingiu seu menor preço desde dezembro de 2023, chegando a USD 5.169 por tonelada. A gordura anidra do leite também registrou queda expressiva, de 9,8%. Já a muçarela teve um recuo mais moderado, de 1%, marcando a segunda retração consecutiva após uma leve recuperação no início de novembro, e foi negociada a USD 3.182 por tonelada.
Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 18/11/2025.
| Produto | Preço (tonelada) | Variação |
| Leite em pó integral | US$ 3.364 | -2,4% |
| Leite em pó desnatado | US$ 2.498 | -1,6% |
| Cheddar | US$ 4.639 | 7,2% |
| Manteiga | US$ 5.169 | – 12,4% |
| Mozzarela | US$ 3.182 | -1,0% |
| Índice GDT | US$ 3.507 | -4,3% |
Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2025.
O volume negociado neste leilão totalizou cerca de 34,2 mil toneladas, representando nova queda (-11,2%) frente ao evento anterior. Embora o recuo possa parecer expressivo, esse comportamento de menor volume de negociação no primeiro leilão de dezembro é comum. Ainda assim, na comparação com o evento equivalente de dezembro de 2024, observa-se um crescimento de 1,9%. A tendência de baixa para os primeiros meses de 2026 permanece, com novos recuos em relação às cotações dos últimos dias. Para março, porém, o cenário de alta segue confirmado nos contratos. E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro? O GDT 393 apresentou um mercado ativo, porém mais cauteloso, com leve redução no número de participantes — movimento influenciado principalmente pela demanda mais fraca na Ásia e pelos ajustes de estoques em alguns mercados. Foram negociadas 34,3 mil toneladas, mas com ritmo de compras menos acelerado, o que reforçou a pressão baixista sobre as cotações. No cenário global, apesar do aumento das compras em relação ao ano passado, a demanda ainda não acompanha o forte avanço da oferta, especialmente entre os grandes países produtores, mantendo os preços internacionais sob pressão. Brasil, Argentina e Uruguai também ampliaram sua produção, intensificando a necessidade de ajustes nos preços para preservar a competitividade. Com o dólar próximo de R$ 5,40 favorecendo as importações e a produção mundial ainda em crescimento, o mercado segue pressionado no curto prazo. Assim, o GDT 393 ainda sinaliza um ambiente de cautela.
NZX Futures/MilkPoint Mercado
ECONOMIA
Dólar se reaproxima dos R$5,30 com perspectiva de corte de juros nos EUA
Após oscilar abaixo dos R$5,30 no início da tarde, o dólar fechou a quarta-feira em queda no Brasil, pouco acima deste nível, acompanhando o recuo quase generalizado da moeda norte-americana no exterior, em meio à perspectiva de corte de juros nos EUA.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,31%, aos R$5,3136 na venda. No ano, a divisa acumula perdas de 14,01%. Às 17h02, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,34% na B3, aos R$5,3445. A moeda norte-americana se manteve em baixa ante o real durante todo o dia, sofrendo forte influência do exterior, com os investidores à espera taxas de juros menores nos EUA. Um dos fatores para isso é a perspectiva de que o substituto de Jerome Powell no comando do Fed, a ser escolhido pelo presidente Donald Trump, seja alguém com perfil “dovish” (brando) na política monetária. Na terça-feira Trump afirmou que anunciará o sucessor de Powell no início de 2026 e que o atual secretário do Tesouro, Scott Bessent, não quer o cargo. Notícias na imprensa dão conta de que Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, é o favorito para assumir. Como Hassett é considerado um nome de perfil “dovish”, sua possível indicação elevou entre os investidores a expectativa de juros mais baixos nos EUA. Pela manhã, dados divulgados nos EUA reforçaram a expectativa de que um novo corte de juros ocorra já na semana que vem. O relatório da ADP mostrou que foram fechados 32.000 postos de trabalho no setor privado norte-americano no mês passado, contra previsão de criação de 10.000 postos. “Já temos alguns pregões de queda para o dólar, e ontem os dados do exterior corroboraram a perspectiva de corte de juros pelo Fed”, comentou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também trouxe novas indicações de que as relações comerciais entre Brasil e EUA — um fator de estresse para o câmbio há alguns meses — estão se azeitando. Após conversar na véspera por telefone com o presidente norte-americano, Donald Trump, Lula disse na quarta-feira que os EUA devem anunciar em breve novas revogações de tarifas cobradas de produtos brasileiros.
REUTERS
Ibovespa renova máximas e encosta em 162 mil pontos com impulso de Vale e Fed no radar
O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, renovando máximas e encostando na marca dos 162 mil pontos, em movimento sustentado principalmente pelo avanço das ações da Vale e apostas ainda robustas de queda de juros nos Estados Unidos na próxima semana.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,41%, a 161.755,18pontos, após marcar 161.963,49 pontos no melhor momento, novo recorde intradia. Na mínima, chegou a 161.092,81 pontos. O volume financeiro somou R$25,99 bilhões. Na expectativa da decisão do Federal Reserve no próximo dia 10, agentes financeiros repercutiram uma bateria de dados econômicos norte-americanos nesta sessão, incluindo relatório da ADP que mostrou fechamento de 32.000 postos de trabalho no setor privado em novembro, ante previsão de criação de 10.000 vagas. De acordo com a ferramenta FedWatch, da CME, o mercado precifica uma chance de 89% de um corte de 0,25 ponto percentual pelo Fed na próxima semana. Em Wall Street, o S&P 500 chegou a trabalhar com sinal negativo, mas terminou o pregão com elevação de 0,3%. De acordo com o analista de investimentos Alison Correia, cofundador da Dom Investimentos, além do efeito externo positivo, a performance das ações na bolsa brasileira também reflete a forte distribuição de dividendos e o patamar de recompra de ações anunciado recentemente pelas empresas. “Está tendo muito pagamento de dividendo, os papéis estão subindo, e nós estamos no maior nível de recompra de empresas da história”, afirmou.
REUTERS
Brasil tem fluxo cambial negativo de US$7,115 bi em novembro, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$7,115 bilhões em novembro, em movimento puxado pela via financeira, informou na quarta-feira o Banco Central.
Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$7,156 bilhões em novembro. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de novembro foi positivo em US$41 milhões. Na semana passada, de 24 a 28 de novembro, o fluxo cambial total foi negativo em US$4,129 bilhões. No acumulado do ano até 28 de novembro, o Brasil registra fluxo cambial total negativo de US$19,799 bilhões.
REUTERS
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